À moda do Zózimo

17/09/2009

E a relação dos finalistas do Portugal Telecom, hein?

Nos seis anos de existência do galardão (os quatro primeiros, é verdade, em âmbito apenas nacional), só um português – o luso-angolano Gonçalo M. Tavares, em 2007 – ganhou o primeiro prêmio.

Tem muita gente apostando que chegou a hora de equilibrar um pouco mais o jogo.

15 Comments

  • Isabel Pinheiro 17/09/2009 at 18:28

    Não li nenhum deles… Você faria alguma aposta, Sérgio? Bjs

  • ri ventura 17/09/2009 at 19:51

    também não li nenhum mas por outras obras vou de Lobo Antunes!

  • Rafael 17/09/2009 at 23:17

    Prêmio literário é como a medalha da grã-cruz, como a ordem cruzeiro do sul, como os títulos nobiliárquicos que os pretensos fidalgos gostam de exibir: um adorno, um penduricalho que se ostenta ao peito, algo antiquado, old-fashioned, cheirando a natalina. Para mim, o sujeito que se apresenta como feliz contemplado do prêmio jaburu de literatura não passa de um bárbaro, um primitivo, que se deixa vender por meia dúzia de pedras coloridas.

    Esses rapazolas vaidosos que se entregam ao enternecedor prazer conferido pelo afago ao ego e pelos tapas nas costas, que seres desprezíveis…

    • Isabel Pinheiro 17/09/2009 at 23:47

      Ah, Rafael, mas os R$ 100 mil pelo primeiro lugar do Portugal Telecom não são de jogar fora…

  • Rafael 17/09/2009 at 23:57

    Ah, tem dinheiro envolvido? Pois retiro o que disse (quer dizer: o que escrevi). O dinheiro é que faz a condição da vida superior. Por ele, é aceitável até escrever má literatura.

  • Tibor Moricz 18/09/2009 at 00:00

    Deus!! Dai-me a graça de me tornar um bárbaro, um primitivo, um vendido por meia dúzia de pedras coloridas.
    Conceda-me a vaidade, o prazer e a egolatria.
    Os 100 mil também… Amém.

    • leitora 25/09/2009 at 15:42

      Pois é… a máxima agora é: “compro, logo existo! “… rssss

  • Daniel 18/09/2009 at 09:40

    Senhor!!
    Dispenso a dádiva de me tornar um bárbaro, um primitivo, um vendido por meia dúzia de pedras coloridas.
    Pode entregar isso à qualquer outro, juntamente com a vaidade, o prazer e a egolatria.
    Reserve-me apenas os 100 que estarei satisfeito…
    Amém.

  • Harpia 18/09/2009 at 12:11

    Senhor!!!

    Já sou um bárbaro, um primitivo, e Vois sabeis que tenho me vendido por apenas quatro pedras coloridas, e à prestação.

    Quanto à vaidade e egolatria, comento em blogs, logo …

    Portanto, acho muito justo receber os 100M!

  • Tomás 18/09/2009 at 13:12

    Não sei, posso estar sendo ingênuo. Mas, injustiças e parcialidades à parte, acho que os prêmios literários têm, sim, uma importante função no mundo das letras. Por um lado, dão condições para que alguns escritores se dediquem com mais afinco à literatura. Temos aí Tezza e Hatoum como exemplos.
    Por outro, abrem espaço na imprensa e estimulam o consumo de literatura nacional. Levante a mão quem não se sentiu tentando a comprar “O Filho Eterno” depois que ele amealhou os principais premios nacionais?

  • Rafael 18/09/2009 at 15:52

    Como eu faço para levantar a mão pela internet?

  • Thiago Maia 18/09/2009 at 16:24

    OFF TOPIC:

    A notícia é de hoje, 18/09/09, pela manhã.

    Diante disso, seja para o Bem, seja para o Mal, de agora em diante não tocarei mais no assunto, a menos que algum de vocês seja (vire?) torcedor do Peñarol ou do Real Madrid.

    Um abraço.

    http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Cruzeiro/0,,MUL1309641-9863,00-CRUZEIRO+E+ELEITO+O+MELHOR+TIME+BRASILEIRO+DO+SECULO+SEGUNDO+A+IFFHS.html

    http://www.iffhs.de/?32b0cfd380ff73117fe2c0bf23c17e23a09e33b17f7370eff3702bb1c2bbb6e20e52c00f23808f15

  • Saint-Clair Stockler 18/09/2009 at 21:53

    Ah, na boa? Um prêmio que tem o desplante de botar o Lobo Antunes – o único autor vivo de Portugal que merecia ganhar um Nobel – como “concorrente” não devia ser ganho por ninguém. O Lobo Antunes já tinha que ter sido escolhido de cara.

    Ah, não, eu ia ficar quieto mas não consigo, maldita boca: o que o Eucanaã Ferraz tá fazendo nessa lista? Será o famoso “humor português”? Só pode, né?

    Outra coisa: o livro do Noll é um pastiche do próprio autor a si mesmo, uma cópia. O Noll está envelhecendo – e envelhecendo mal.

    Lourenço Mutarelli: ver o comentário a respeito do Eucanaã Ferraz, e só trocar o nome. Acrescento: o Mutarelli tem que escrever ainda muito pra merecer um prêmio desses. Por enquanto, prefiro-o (e muito!) como desenhista, porque ele é dos melhores que nós temos.

    Torço para os portugueses, em especial Inês Pedrosa, José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares e, claro, sobretudo Antonio Lobo Antunes (que, um dia, vocês há de descobrir que é o meu pai verdadeiro).

    #prontofalei

  • Saint-Clair Stockler 18/09/2009 at 22:00

    Correção: vocês HÃO de descobrir.

  • Brasilio Machado 19/09/2009 at 04:51

    No ano passado, Lobo Antunes ganhou – mas foi roubado por não vir à cerimônia de entrega.

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