Asimov e o Nobel de Economia

15/10/2008

Esta é para fazer a festa daquela turma de freqüentadores do Todoprosa (Tibor e Saint-Clair à frente) que leva a sério a ficção científica – como ela merece ser levada mesmo, por mais que a dinâmica anti-renascentista do novo século, com sua ultracompartimentação do mundo em gôndolas de supermercado, tente trancafiar o gênero num gueto. Numa das entrevistas que deu à imprensa americana no dia em que foi anunciado seu Nobel de Economia, segunda-feira, o excelente Paul Krugman declarou o seguinte (via blog de livros da “New Yorker”) quando lhe perguntaram como tinha surgido a idéia de virar economista:

Ah, é um pouquinho embaraçoso. Eu estava… Não sei quantos de seus espectadores assistem a ficção científica, lêem ficção científica, mas existe uma série muito antiga de livros do Isaac Asimov, “Fundação”, na qual os cientistas sociais que compreendem a verdadeira dinâmica da civilização a salvam. Era isso que eu queria ser. O que não existe, mas a economia é o mais perto que se pode chegar.

Apenas como registro, embora nada tenha a ver com a notícia: li uns dois títulos de “Fundação” há vinte anos, não me perguntem quais, e achei de uma chatice intergaláctica. Mas cabe controvérsia, como se vê.

52 Comments

  • Fernando Torres 15/10/2008 at 12:19

    E o Booker Prize? Não vai comentar nada? http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u456204.shtml

  • Sérgio Rodrigues 15/10/2008 at 13:03

    Não, Fernando. Nada a declarar.

  • Saint-Clair Stockler 15/10/2008 at 13:28

    Sérgio,

    Fundação é um clássico da FC, mas reconheço que não envelheceu tão bem quanto uma outra série clássica: Duna. O que não envelheceu – e, aliás, a cada dia fica mais jovem e atual – é a idéia da Psico-história, criada por Asimov, e que é a base da trilogia: a idéia de que o comportamento dos seres humanos pode ser previsto por modelos estatísticos exatamente como se pode prever o comportamento dos átomos ou das moléculas.

    Não obstante – e creio não estar revelando nenhum segredo, embora ainda não seja algo muito divulgado por aí – uma grande editora do gênero vai relançar Fundação em breve, em nova tradução.

  • Tibor Moricz 15/10/2008 at 13:36

    Vou corrigi-lo, Sérgio. Não há tentativas de trancafiar a literatura de gênero ao gueto. Ela está trancafiada. Mas luta para sair. O número de publicações vem aumentando a cada ano. Transcrevo abaixo um trecho extraído do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2007:

    foram 232 livros de FC, fantasia e horror publicados no Brasil em 2007, contra 144 em 2006. Um aumento substancial. Na seção sobre periódicos (que não faz distinção entre revistas de papel ou virtuais ou fanzines), Cesar Silva também nota um aumento – de 15 para 19, em 2007. Esse número deve crescer muito em 2008, com as novas revistas (ou fanzines) distribuídos na Internet em PDF (veja algumas nos drops desta edição).

    Trecho copiado da coluna de Roberto de Souza Causo, em
    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3248887-EI6622,00-Levantamento+anual+ve+progresso+no+mercado.html

    Esse ano o crescimento se manteve a as perspectivas para os anos seguintes são as melhores. Seria muito bom se os leitores de literatura mainstream retirassem o véu e olhassem mais de perto a literatura de gênero brasileira. Nem que seja para meter o pau e apontar defeitos. Só assim podemos evoluir.

  • Tucupi 15/10/2008 at 13:37

    Incrível… Nada sobre o brasileiro que ganhou o prêmio Leya – que é simplesmente o maior prêmio de literatura em língua portuguesa?

    “Jornalista brasileiro vence Prémio Leya
    [15/10/2008]

    Depois de reunir nos dias 13 e 14 de Outubro, em Lisboa, para apreciar as oito obras finalistas, o Júri do Prémio Leya deliberou conceder a primeira edição do Prémio Leya ao romance O RASTRO DO JAGUAR, de Murilo António de Carvalho, jornalista e realizador brasileiro

    Lia-se na acta do júri a seguinte apreciação: «Obra de fôlego, que refigura uma vasta erudição, O RASTRO DO JAGUAR combina narrativa histórica e arte poética, elaboração wagneriana e aura profética, de forma a prender o interesse da leitura por uma saga onde se conjugam a busca individual de raízes e o destino ameríndio, e que atravessa a França, Portugal, Brasil, Paraguai e Argentina, até ao final aberto sobre a demanda milenarista da Terra Sem Males.»

    SOBRE O AUTOR DO ROMANCE VENCEDOR

    MURILO ANTÓNIO DE CARVALHO é natural de Carvalhópolis, Minas Gerais, Brasil. Tem 60 anos e é jornalista. Mais recentemente tem-se dedicado à realização de documentários televisivos na área ambiental. No momento em que foi informado do Prémio Leya encontrava-se na Amazónia a gravar um documentário.

    Jornalista, escritor, repórter e realizador de TV, Murilo é o repórter responsável pela realização do programa “Siga Bem Caminhoneiro”, que vai para o ar semanalmente no canal SBT, em rede nacional, há 15 anos no ar. É, igualmente, responsável pelo programa Rádio Caminhoneiro, com Sérgio Reis, transmitido por uma rede de 190 emissoras no Brasil, há 16 anos. É, também, autor do programa Rádio Atitude, com Ana Maria Braga e Louro José.

    Foi redactor e criador de roteiros de anúncios publicitários para a empresa McCann-Ericson Publicidade, em São Paulo, tendo igualmente sido repórter especial do jornal Movimento, responsável pela secção Cenas Brasileiras, 1975/1980, e editor de Agropecuária da Folha de São Paulo, de 1981 a 1983.

    Nos anos 80 foi Director dos Programas Agrojornal e Diário Rural, na TV Bandeirantes, em rede nacional de 1986-2004. Foi também Consultor da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e Editor executivo das publicações rurais e de agroecologia da Editora Abril.

    Publicou os seguintes livros: “Raízes da Morte”, 1º prêmio no Concurso de Contos Fundepar, 1974, publicado pela Editora Ática em 1976; “Cenas Brasileiras, Histórias de Trabalhador” / Reportagens – Editora Brasiliense, 1976. Prefácio de Antonio Callado; “Cenas Brasileiras, Festas e Artistas Populares” Reportagens (com outros autores) / Editora Brasiliense, 1977; “A Cara Engraçada do Medo” / A vida do Bóias Frias – colhedores de café – Editora Hucitec, 1979; “O Sangue da Terra – A luta armada no campo” – Reportagens sobre conflitos de terra no País / Prefácio D. Pedro Casaldáliga / 1980; “Uma Viagem de Canoa de Minas Gerais ao Oceano Atlântico. História dos Vales do Rio das Velhas e do São Francisco” Fotografia de Ronaldo Kotcho / Edição Bilíngüe, Editora Raízes, 1986. Patrocínio Construtora Norberto Odebrecht; “Raso da Catarina – O grande deserto brasileiro” Fotografia de Silvestre Silva / Editora Raízes, 1987. Patrocínio Refinações de Milho, Brasil; “Cachaça, uma alegre história Brasileira” Fotografia de Silvestre Silva / Editora Raízes, 1988. Patrocínio Irmãos Muller, Caninha 51; “O Baixo Rio São Francisco – História de uma Conquista” Fotografia de José Caldas /Edição Bilíngüe/ Editora D e D, Rio de Janeiro, 1996. Patrocínio Coca Cola; “Flores dos Alimentos” / Edição Bilíngüe/ Editora Empresa das Artes, 1998. Fotografias de Silvestre Silva – Patrocínio Bosch; “Oparapitinga – Rio São Francisco” Fotografia de José Caldas em parceira com os escritores Walter Firmo, Frei Beto e Fernando Gabeira. Editora Casa da Palavra – Patrocínio Petrobras.

    Na área do cinema e TV, Murilo Carvalho foi guionista do filme de longa metragem FRONTEIRA DAS ALMAS, dirigido por Hermano Penna, Prêmio de melhor roteiro no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro. Murilo foi aidna guionista e realizador dos seguintes documentários/reportagens: “Pancararé, os índios do deserto”, a história dos Pancararé, um grupo indígena que se adaptou à vida do deserto do Raso da Catarina, na Bahia e sua recomposição como nação; “Do Oiapoque ao Chui – A rota dos caminhoneiros pelo Brasil”; “As grandes rotas da Europa”, uma série de documentários sobre as estradas europeias e o transporte de carga; “As montanhas de mármore”, um documentário sobre a produção de mármore em Carrara, na Itália e “Dos Fenícios ao povo de La Cerva”, sobre a irrigação através dos tempos na região desértica de Múrcia, em Espanha. Foi guionista e realizador do documentário “Plantas do Pantanal”, produzido em parceria com a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

    “O Rasto do Jaguar”, com que agora venceu o Prémio Leya, foi o seu primeiro romance.

    SOBRE OS ELEMENTOS DO JÚRI DO PRÉMIO LEYA

    Manuel Alegre de Melo Duarte (Águeda, Portugal, 1936)
    (Presidente do Júri)

    Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi activo dirigente estudantil. Foi fundador do CITAC – Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, membro do TEUC – Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra – campeão nacional de natação e atleta internacional da Associação Académica de Coimbra. Dirigiu o jornal A Briosa, foi redactor da revista Vértice e colaborador da revista Via Latina. Escritor e poeta, recebeu vários prémios literários entre os quais o Prémio Pessoa, em 1999. É figura destacada na vida política portuguesa, sendo dirigente do Partido Socialista.

    Nuno Júdice (Mexilhoeira Grande, Portugal, 1949)

    Estudou Filologia Românica, em particular a literatura medieval ibérica. Cedo começou a sua actividade de crítico literário na revista O Tempo e o Modo. Figura influente da poesia contemporânea em Portugal, publicou vários livros de poesia, romances e ensaios, já traduzidos em diversas línguas.
    Nas décadas de 80 e 90 viveu na Suíça e, mais tarde, regressou a Portugal para leccionar Literatura Comparada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Em 1996 criou a revista Tabacaria, com sede na Casa Fernando Pessoa. Recebeu, entre outros, o prémio de poesia Pablo Neruda (1973) e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1994). Exerceu o cargo de Conselheiro Cultural na Embaixada de Portugal em Paris até 2003, ano do seu regresso a Lisboa.

    José Carlos Seabra Pereira

    Professor de Literatura Portuguesa e de Teoria da Literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e na Faculdade de Letras da Universidade Católica, leccionou na Universidade de Poitiers, em França, onde obteve o Doctorat de Troisième Cycle. É autor de numerosos trabalhos sobre temas de Literatura Portuguesa finissecular. Foi Presidente da Comissão Científica do Grupo de Estudos Românicos, Director do Instituto de Língua e Literatura Portuguesas e Membro da Comissão Coordenadora do Conselho Científico da FLUC.

    Lourenço Joaquim da Costa Rosário (Marromeu, Moçambique, 1949)

    Doutorado em Letras e Licenciado em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra e Bacharel em Filologia Românica pela Universidade de Lourenço Marques, é Reitor da Universidade Politécnica de Maputo, Professor Convidado na Universidade Eduardo Mondlane, na mesma cidade, Professor Associado na Universidade Nova de Lisboa e Professor Catedrático na Universidade de Lecce, Itália. Publicou várias obras e tem mais de uma centena de artigos e entrevistas publicadas em jornais, revistas científicas e informativas, sobre diversos temas. É Mestre de Conferências na Universidade de Santiago de Compostela, em Espanha, e na Universidade de Hamburgo, na Alemanha. Para além de outras funções ligadas à defesa e preservação da língua portuguesa, faz também parte do seu vastíssimo currículo a Presidência do projecto Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa. Foi membro do Júri do Prémio Camões em 2003 e 2004 e do Concurso Ernst & Young 2007.

    Rita Chaves

    Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo, Brasil, e Professora e coordenadora de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na mesma instituição, é também investigadora associada do Centro de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. É, igualmente, uma conhecida crítica literária no seu país.

    Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, n. 1941 em Benguela, Angola)

    Um dos mais conhecidos autores africanos de língua portuguesa, estudou engenharia no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, transferindo-se mais tarde para o curso de Letras. Em 1963, torna-se militante do MPLA e, mais tarde, frequenta a Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, berço dos ideais de independência. Exilado em França e na Argélia, gradua-se posteriormente em Sociologia. Em 1975, após a independência do seu país, é nomeado Vice-Ministro da Educação no governo de Agostinho Neto. Em 1997 ganha o Prémio Camões pelo conjunto da sua obra e, em 2002, é galardoado com a Ordem de Rio Branco, Brasil. Actualmente, é professor de Sociologia na Faculdade de Arquitectura de Luanda, cidade onde reside.

    Carlos Heitor Cony

    Natural do Rio de Janeiro, Brasil, é jornalista e escritor, sendo colunista diário do jornal A Folha de São Paulo. Membro da Academia Brasileira de Letras, Cony é autor de 15 romances de diversos livros de crónicas e de adaptações de clássicos da literatura universal. Como romancista, conquistou alguns dos mais relevantes prémios literários do seu país, entre os quais quatro Jabutis, dois Livros do Ano, um Prémio Machado de Assis e, por duas ocasiões, o Prémio Manuel Antônio de Almeida.

    SOBRE O PRÉMIO LEYA

    A procura de novos talentos da língua portuguesa e a sua promoção internacional são prioridades da Leya. É convicção do grupo que o grande crescimento e enriquecimento das literaturas de língua portuguesa nos últimos anos justificam inteiramente, e até exigem, a criação de um prémio desta natureza; a notável adesão de concorrentes de todo o mundo lusófono é sinal do interesse que o Prémio gerou junto do público leitor e de toda a comunidade dos escritores de língua portuguesa.

    Reveste-se também de grande importância a ampla promoção do prémio. A Leya divulgará o prémio e os seus vencedores em Portugal em toda a vasta área geográfica da língua portuguesa, porque essa é verdadeiramente a sua vocação e o seu campo de acção como grupo editorial. Com esta e outras iniciativas, a Leya contribuirá para a criação de uma verdadeira comunidade, tão diversa nas suas manifestações literárias e culturais, mas tão próxima pela utilização de uma língua comum.

    SOBRE A LEYA

    A Leya nasceu em Janeiro de 2008 como empresa holding na qual se integram hoje as editoras Academia do Livro, Asa, Caderno, Caminho, Casa das Letras, Dom Quixote, Estrela Polar, Gailivro, Livros d’Hoje, Lua de Papel, Ndjira (Moçambique), Nova Gaia, Nzila (Angola), Oceanos, Oficina do Livro, Quinta Essência, Sebenta, Teorema e Texto.”

  • Eric Novello 15/10/2008 at 13:42

    Quem nunca largou um Asimov pela metade que atire o primeiro protótipo cosmotrônico de Inteligência Artificial!
    Com zines não posso garantir, mas com podcasts sobre o assunto contribuirei em breve :)

  • Hari Seldon 15/10/2008 at 14:23

    Eu realmente previ todo este problema com o sub-prime, na minha apresentação inicial da psico-história perante a Academia de Ciências de Stockholm, mas ninguém deu muita boa… TSC!

  • Daniel Brazil 15/10/2008 at 15:01

    Tenho a impressão de que FC é fase, como o rock’n roll ou os gibis de super-heróis.
    Depois dos 30, queremos mais profundidade, mais densidade nas histórias, nos personagens. Alguns autores de HQ compreenderam isso, partindo para histórias “adultas”. A FC ficou meio congelada no tempo (tema recorrente no gênero, aliás). Os autores mais “profundos” já se aposentaram ou foram para outra dimensão. Gostava do Bradbury há 30 anos, preciso fazer uma releitura!

  • Caio Marinho. 15/10/2008 at 15:35

    Philip K. Dick e Asimov são dois dos melhores. Duna é muito bom também, assim como O Homem do Castelo Alto, que mostra que só porque é ficção científica, não quer dizer que tenho de ser no futuro.

    Abraço.

  • Claudio Soares 15/10/2008 at 16:17

    E importante que se registre que dois dos grandes autores precursores de FC, Jules Verne e H. G. Wells, estiveram entre os preferidos de grandes autores da literatura mundial.

    Saint: sobre a “Psico-história” (é isso não?) Asimov e Skinner, quem influenciou quem?

    Sabia que a tecnologia por trás do Google (vai lá no site) é fortemente baseada no experimento dos pombos de Skinner…

    Será que todos seriamos, no fundo, depois de desvendado o segredo da Matrix, pombos ou ratos de laboratório? Seres humanos programáveis em Java ou C++?

    Arthur Koestler remexe-se sem sua tumba… :)

  • Claudio Soares 15/10/2008 at 16:20

    “sem ou em” sua tumba, tanto faz…

  • Mr. WRITER 15/10/2008 at 16:50

    Concordo com o Caio Marinho.

    Philip K. Dick realmente é muito bom. Ao lado de “O homem do castelo” também colocaria “Valis”.

    E também concordo que as pessoas associam muito FC com o futuro, com o espaço sideral ou algo do tipo.

    Eu nunca larguei nenhum livro do Asimov pela metade, até indico um que é impagável: Azazel.

    Quem quer dar boas risadas esse aí não pode faltar na estante. Merece ficar ao lado dos hilários, cínicos, sarcásticos e irônicos livros de Douglas Adams que é outro exemplo de autor que avacalha com a FC de um modo muito ineteligente.

    E tem muita gente boa em FC que é deixada de lado como William Gibson de Neuromancer.

  • Antonoly 15/10/2008 at 16:57

    Vou discordar de você, considero toda a obra do Isaac Asimov uma verdadeira obra-prima da Literatura mundial.

    Um abraço cordial!

  • Romeu Martins 15/10/2008 at 17:06

    Meu livro favorito de todos os tempos é classificado, sem o menor problema, como ficção científica: A guerra das salamandras, do tcheco Karel Capek.

  • Mr. WRITER 15/10/2008 at 17:11

    Fahrenheit 451 é magnífico.

    Só pra constar.

  • Manfrid Raatz 15/10/2008 at 17:54

    Falou-se muito sobre Azimov, mas ninguém lembrou da máxima dita no seu livro “Fundação” dita pelo “Prefeito de Términus”:
    – A violência é o último refúgio da incompetência!
    Só por esta frase da para se ter uma idéia de como ele estava a frente de seu tempo!

  • Saint-Clair Stockler 15/10/2008 at 18:08

    Daniel Brazil:

    Tenho a impressão de que você está muito atrasado, meu filho! Se tivesse lido mais autores, inclusive mais recentes (Orson Scott Card, Ursula K. Le Guin, William Gibson, Bruce Sterling, China Miéville, André Carneiro, João Barreiros, Jean-Claude Dunyach, Ayerdhal, Bráulio Tavares, Doris Lessing, Octavia E. Butler, entre outros), não teria dito isso. A FC é tão profunda quanto a literatura “mainstream”! Não é um “pecadilho de juventude”, não. O problema é que a FC – como, de resto, a literatura de gênero toda – exige um tipo de leitor “especial” (uso o termo “””””especial”””” com muitas aspas, à falta de título melhor), com uma sensibilidade mais refinada, e isso é meio raro de achar hoje em dia…

    Certa vez li um português que dizia que se você não é exposto entre os 20 e os 30 anos, mais ou menos, à Ficção Científica, dificilmente vai gostar dela depois; não é impossível, mas é extremamente difícil. Porque com mais de 30, se você é um leitor, já está cristalizada em você toda a literatura mainstream (que ele chamava de “realista”) e seus pressupostos, então será mais difícil de se valorizar as outras literaturas. Concordo com ele, de acordo com minhas observações na prática.

  • Mr. WRITER 15/10/2008 at 18:14

    Saint-Clair Stockler,
    concordo com você em todos esses pontos.
    Não acho que FC tenha algum tipo de carência em profundidade, abrangência, importância ou fique devendo a qualquer outro estilo literário. Pelo contrário, há em FC tanta reflexão quanto pode haver em outros estilos.

    Fahrenheit 451 que o diga…

  • Tibor Moricz 15/10/2008 at 18:32

    Catzo, Saint. Meses, não! Semanas!! Agora você me chocou…rs

  • Saint-Clair Stockler 15/10/2008 at 18:33

    Mr. WRITER,

    Pois é, é por aí mesmo.

    Aqui no Brasil temos ao menos duas editoras que publicam excelentes obras de FC: a Aleph (recomendo aos interessados em boa FC os livros A mão esquerda da escuridão, da Ursula K. Le Guin; A chamada “Trilogia do Sprawl” (Neuromancer, Count Zero e Mona Lisa Overdrive) do William Gibson, que foi o cara que pensou o cyberspaço antes que ele viesse a existir e que é um dos pais de uma corrente literária chamada Cyberpunk; ou Nevasca, do Neal Stephenson, considerado um dos 100 melhores romances do século XX pela revista Time). Outra editora é a Devir (recomendo O jogo do exterminador e O orador dos mortos, ambos de Orson Scott Card, ou Inventário do Inexplicável, do nosso GRANDE autor brasileiro, infelizmente desconhecido de um público mais vasto, André Carneiro.

    Além da Aleph e da Devir, uma outra editora que está entrando com força total nesse segmento de Ficção Científica e Fantasia é a paulistana Tarja Editorial. Dela, recomendo entusiasticamente Fábulas do Tempo e da Eternidade, conjunto de contos de FC e Fantasia deslumbrantes da brasileira Christina Lasaitis ou – daqui a alguns meses – o livro de contos Fome, do meu (nosso?) amigo Tibor Moricz (e cuja revisão é minha, modestamente…). Esse livro vai chocar algumas pessoas…

  • Tibor Moricz 15/10/2008 at 18:35

    Carajo!! Alguém pode me explicar como o meu comentário, que foi escrito DEPOIS desse último do Saint, pôde sair antes do dele?
    O Daniel tem razão nesse ponto… viagens no tempo estão ficando recorrentes…rsrs

  • Renato 15/10/2008 at 18:35

    Se o Sr. Paul Krugman tivesse lido Monteiro Lobato (Obras para adutos)como o Presidente Negro relançado recentemente, O Escândalo do Petróleo, Urupês, Cidades Mortas) e tivesse ouvido a frase: Um paiz se constroe com homnes e livros, teria sem dúvida ganho o prêmio Nobel da Paz, da Economia, e todos os correlatos.

  • Tibor Moricz 15/10/2008 at 18:39

    Hmmmm… deve ser falha na Matrix…

  • Tibor Moricz 15/10/2008 at 18:45

    Saint, enquanto você vai com a farinha, eu já tô voltando com o bolo pronto… eu e o Sérgio já estamos combinados, chérie…rsrs

  • Saint-Clair Stockler 15/10/2008 at 18:46

    Tá, Tibor, sorry. Então, corrigindo: o livro de contos Fome, do escritor Tibor Moricz, e com revisão desta pérola que vos escreve, saíra em poucas SEMANAS pela Tarja Editorial.

    (Agora, Tibor, aqui entre nós: pelo merchan grátis que a gente tá tendo aqui nos comments, o mínimo que você poderia fazer era mandar um exemplar pro Sérgio, hein? São contos, e o Sérgio é contista, pode ser que ele goste…)

  • Saint-Clair Stockler 15/10/2008 at 18:48

    Tibor,

    Sinto decepcioná-lo: tá mais pra falha do Horário de Verão no Windows do que falha na Matrix, Dr. Moricz!

  • Tibor Moricz 15/10/2008 at 18:58

    Acho que tem a ver com o Colisor de Hadrons do CERN.

  • André Oliveira 15/10/2008 at 22:22

    Engraçado ele achar que o mais próximo que pode haver dos cientistas sociais de Azimov seriam os economistas e não …, bom…, cientistas sociais. Também conhecidos como sociólogos.

  • Octavio Aragão 15/10/2008 at 23:17

    A opinião do David e bastante compreensível, pois comigo ocorreu coisa parecida.

    Parei de ler FC de maneira regular por um bom tempo, a partir de 1987 e só recomecei depois de redescobrir o gênero pela revista Isaac Asimov Brasil. NA seqüência, pasei a importar livros de Kim Stanley Robinson, Dan Simmons, China Miéville e Harry Turtledove, todos excelentes autores não de FC, mas de literatura com L capital que, por acaso ou nnao, também é FC.

    Durante o tempo de exílio ( :-)), pensava mais ou menos como o David, pois achava o gênero estagnado. O erro, claro, era meu, mas causado pela ausência quase total de novas e boas obras no mercado brasileiro.

    Ou seja, FC é coisa de criança? Uma parte dela é, sim, mas há uma *outra* FC, mais crescidinha, que faz bem à saúde e é muito bem-acabada em termos literários.

  • Edgard Refinetti 16/10/2008 at 00:47

    André Oliveira,

    A Psico-História é uma ciência grandemente baseada em métodos quantitativos (ou seja, matemática e estatística), que a aproxima muito da Economia e não da Sociologia (quase que completamente alheia a métodos quantitativos).
    Uma linha de estudo, já antiga na verdade, da Economia era chamada de Teoria das Expectativas Racionais, que se parecia muito com um precursor do que poderia ser a Psico-História.

  • Pedro Curiango 16/10/2008 at 01:32

    Curioso: ninguém, até agora, parece ter citado Stanislav Lem e Curt Simak. O primeiro, autor de “Solaris” e “Jornada nas Estrelas,” e o segundo, autor de “City,” um dos maiores clássicos do gênero (paródia de uma edição erudita de antigos relatos caninos, que falam de homens, cidades, cães, formigas e robôs). Há edições portuguesas dos dois autores.

  • Saint-Clair Stockler 16/10/2008 at 08:56

    Pedro,

    Stanislaw Lem eu li e adoro: Solaris e A voz do mestre (este último escrito na forma de um “relatório” ou “ensaio”, muito inteligente, sobre as implicações – sobretudo em nível governamental e no âmbito da comunidade científica – da descoberta de vida alienígena: seria cômico se não fosse tão trágico, rsrsrs).

    Na verdade, se a gente for parar pra pensar, há um MONTE de bons autores de FC (pena que a maioria não foi traduzida no Brasil). Outro que é ótimo também é Philip Jose Farmer. Conhece?

  • Octavio Aragão 16/10/2008 at 09:57

    Pedro, você confundiu Kurt Siodmak com Clifford D. Simak, autor de City e diversos outros romances divertidos de FC. Ambos são excelentes autores, mas é mais ou menos como confundir Nicarágua com as Cataratas do Niágara. :-)

    De qualquer modo, não é surpresa se esquecer de dois autores, por melhores que sejam, mesmo sendo autores do calibre de Lem e Simak, pois trata-se de um universo vasto. Assim como esses dois, gente como Kurt Vonnegut, Brian Aldiss, Robert Silverberg, Alfred Bester e diversos outros não foram citados e nem precisariam. Aliás, nem um autor dos mais óbvios, como Robert A. Heinlein, não mostrou as caras ainda, o que não quer dizer que seja desimportante.

    O que quero dizer é que há uma pletora de bons autores em atividade que atestam as viversas qualidades do gênero, assim como há diversos autores que trabalham no gênero policial que não são relegados à desimportância do mercado brasileiro.

  • Liz M. 16/10/2008 at 11:13

    “Veja as coisas com seus próprios olhos”. (máxima de Dick Peter, herói das histórias criadas por Jerônymo Monteiro, (1908–1970), considerado o primeiro autor de ficção científica no Brasil e infelizmente pouco estudado e nunca mais republicado.)
    Só pra constar.

  • Eric Novello 16/10/2008 at 11:52

    Daniel,
    Acho que você bobeou um pouco aí. Quando disse que FC era “fase” igual ao “rock” achei até que estivesse sendo irônico, mas depois vi que não. Como dizem, quando não encontramos nada de bom é porque estamos olhando para o lado errado. E isso vale para um número infinito de assuntos. Prefiro uma boa ficção do que um ‘mainstream’ meia boca. E isso porque nem sou fanzoca de sci-fi.
    Abss!

  • João 16/10/2008 at 13:14

    Também achei estranho ele ter escolhido economia, na prática, um ramo da psicologia . Assim como a sociologia e a antropologia.

  • Pedro Curiango 16/10/2008 at 14:11

    Saint-Clair:
    Não li Philip Jose Farmer. Vou procurar.

    Octavio:
    Touché! E obrigado pela correção. Estava citando de memória e parece que ela não anda muito boa.

  • Daniel Brazil 16/10/2008 at 23:49

    Saint-Clair e outros prezados:

    É inegável que desviei meu olhar para outros temas. Mas também é fato que houve um declínio de lançamentos no Brasil (e durante muito tempo só li em português…). Aliás, creio que este esvaziamento de interesse atingiu outras formas de arte, como o cinema. Há quanto tempo você não vê um bom filme de FC? O gênero anda meio largado, não? O último que vi foi Sunshine, um sub-2001 do Danny Boyle.
    Não troquei a leitura de FC pelo mainstream, mas pelos clássicos e pela literatura brasileira contemporânea.
    Agora fale sério: Esta série de nomes, dos quais nunca ouvi falar, são lidos só pelos aFCcionados, em tiragens restritas, ou chegam às listas de mais vendidos? Lembro-me de que Asimov, Clarke e Vonnegut vendiam muito até final dos anos 70, assim como paracientíficos tipo Erik Von Daniken (Eram os Deuses Astronautas).

  • Octavio Aragão 17/10/2008 at 08:27

    Daniel, é só procurar na internet e perceberá que China Miéville é um dos crânios contemporâneos, um novo William Gibson.

    E nada de tiragens restritas para ele ou Dan Simmons ou Turtledove. Não é porque você nunca ouviu falar que eles não existem. 😉

    E só para não deixar passar, Von Daniken no mesmo parágrafo que Kurt Vonnegut é heresia. 😀

  • Eric Novello 17/10/2008 at 10:35

    Não sei em que posição esse post vai aparecer… rs…
    Mas só para arrematar:
    Não só a ficção mundial passar por um momento muito forte, com autores relevantes, como a ficção no Brasil também está aí, acontecendo. Vale a pena e o tinteiro se informar melhor.
    Existe, p.ex., o Clube de Leitores de Ficção Científica que deve estar voltando ao ar muito em breve.
    http://www.clfcbr.org/
    Nerdices à parte, é um bom lugar para se conhecer um pouco mais da literatura fantástica brasileira.
    É uma pena que às vezes o fantástico e o dito mainstream colidam com tanta força, como se para legitimar o valor de um fosse preciso anular o do outro.
    Abss!

  • Octavio Aragão 17/10/2008 at 10:55
  • Eric Novello 17/10/2008 at 11:15

    E acabei esquecendo de fazer propaganda de mim mesmo, se o Sérgio me permite. Mantenho um site http://www.fantastik.com.br que comenta parte da literatura de ficção, fantasia e horror brasileira. O site ainda está no começo, mas já passa a dimensão da nossa produção.
    Abss!

  • Saint-Clair Stockler 17/10/2008 at 12:10

    Daniel,

    Lá fora – EUA, França, etc. – a FC vira bestseller, sim. Aqui no Brasil, isso é raríssimo de acontecer, mas mesmo assim temos alguns exemplos interessantes. Cito alguns: Neuromancer, do William Gibson, já está em sua terceira tradução brasileira. O recente lançamento Nevasca, do Neal Stephenson, está indo pra sua segunda edição (o que, convenhamos, é uma vitória no meio editorial brasileiro, não?). O jogo do exterminador, do Orson Scott Card, também já está e sua segunda tradução, e há quase 3 décadas é, de alguma maneira, um campeão de vendas… Aliás, este livro é um dos mais amados pelos fãs brasileiros de FC (eu inclusive). A mão esquerda da escuridão, da velha dama (ainda vivíssima!) Ursula K. Le Guin é outro livro surpreendente: também em sua segunda recente edição, ficou longos anos fora de catálogo, mas nunca deixou de ser lido, citado, amado. E é literatura de primeiríssima qualidade! Nada de robôs, naves espaciais, alienígenas bizarros, computadores enlouquecidos… Nada além de uma excelente história, contada por uma contadora de histórias das melhores que já vi na vida, sobre as implicações psicológicas, antropológicas, morais do contato de um indivíduo exatamente igual a mim ou a você com uma sociedade em que seres humanos (corrijam-me se eu estiver errado, mas não fico à vontade em chamá-los apenas de “humanóides”) possuem os dois sexos (feminino e masculino), que se alternam ciclicamente…

  • Tibor Moricz 17/10/2008 at 14:22

    Será que eu li em algum lugar que uma obra só é boa quando chega na lista de mais vendidos? Se for assim, rendamos loas ao trabalho maravilhoso de Dan Brown.

  • Mr. WRITER 17/10/2008 at 16:18

    Só um lembrete importante. Há autores que conseguem explorar temas de FC que parecem manjados, mas fazem isso como nenhum outro.

    Stanislaw Lem fez isso magistralmente em Solaris e seu Oceano de plasma que, nem mesmo se sabe, é vivo. Mas com certeza, se for vivo é um dos alienígenas mais fantásticos criados até hoje.
    Sem falar no xeque-mate que Lem dá nas ciências da humanidade e na possibilidade de contato com outros seres.

    Para quem nunca leu fica a dica, pra quem já leu fica a sensação de compartilhamento dessa obra e desse “ser” ímpar que Solaris.

  • Daniel Brazil 17/10/2008 at 16:39

    Prezados:

    Sei que se eu procurar no Google vou encontrar muita coisa subterrânea. E número de páginas e sítios deve ser visto cum grano salis. Existem milhares de páginas de poesias e poetas, e nem por isso vendem milhares de livros, certo?
    O que não vejo com tanta clareza é um boom da FC em termos gerais, de venda, de consumo, de divulgação, de número de leitores. Será que estou no planeta (ou na dimensão) errada?
    Claro que me referi – o tempo todo – ao mercado editorial brasileiro.

  • Octavio Aragão 17/10/2008 at 17:56

    Dimensão errada, sem dúvida, David.

    O mercado existe, eu mostrei algumas páginas e as coisas estão aí. Não são “submundo”, mas “overmundo”.

    Agora é só ter vontade e v(l)er.

  • Tibor Moricz 17/10/2008 at 22:57

    Faço um convite a todos aqui que gostam de FC (e não tem coragem de admitir publicamente, com exceção do Mr.WRITER) a visitar uma das comunidades do Orkut mais inteligentes e bem frequentadas da net. Papos cabeça, papo furado e alguns flame wars divertidos (e outros nem tanto…rs).
    http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=23812

  • Fabiana 19/10/2008 at 19:29

    Verdade muita ficção, mas também temos fantasia e de boa qualidade. Citando novamente a Tarja que tem apostado alto na Ficção e na Fantasia e lançou no mesmo dia a veterana Nazarethe Fonseca com uma aventura tirada de seu livro Alma e Sangue, O despertar do vampiro. Kara e Kmam,Uma saga de Alma e Sangue e da iniciante Christina Lasaitis Fábulas do Tempo e da Eternidade.
    Nazarethe Fonseca tem publico cativo e venda, diga-se de passagem, não é ficção, é fantasia brasileira e de boa qualidade. Pois, no Brasil temos vida inteligente para qualquer gênero literário basta procurar.

  • alexandre rodrigues 22/10/2008 at 20:21

    fahrenheit 451 (ray bradbury), a revolução do futuro, café-da-manhã dos campeões, matadouro 5, cama-de-gato, as sereias de titan (kurt vonnegut) e o incrível congresso de futurologia (stanislaw lem) são livros absolutamente fundamentais para qualquer leitor – não apenas os de FC. a estrada, de cormac mccarthy, também entra na lista.

    sobre fundação, li esse livro de uma vez uns 15 anos atrás. quando fui fazer mestrado em relações internacionais há alguns anos, me dei conta da relação com o longo debate da área que tenta há 100 anos criar uma teoria que, posta em prática, acabe com as guerras.

    psicohistória no mundo real.

  • Hefestus 23/10/2008 at 00:41

    Confesso que Fundação também não me cativou, mas continuei fã de Asimov assim mesmo.
    Sempre que chega nesse tema pergunto se alguém já leu Menta, de Angelica Gorodischer, FC de língua espanhola de alta qualidade, mas comprei esse livro em espanhol em uma viagem à Argentina e nunca achei aqui quem tivesse ouvido falar dele – pena.

    DO que havia a dizer sobre FC e outros autores, todo mundo já falou.

    Abraço.

  • Alvaro Domingues 05/05/2010 at 17:07

    Fundação trata de uma metáfora pra evolução humana, desde a idade média até sabe-se la quando, sob a ótica (naõ confessada pelo autor) do materialismo dialético (a História como a grande entidade trancendente a quem tudo se subordina). Há uma grande enfase na economia e nos momentos de ruptura histórica.

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