Boca-livro

22/01/2007

Todo mundo pode pedir doações para as editoras, afinal, o pedido “é para divulgar a literatura, a cultura”, e por aí vai. E dá-lhe pedidos de jornalistas, escritores, igrejas, ONGs, bibliotecas, penitenciárias, associação de amigos de bairro, cursinhos e por aí afora. Uma festa!

Por que será que essas mesmas entidades não pedem um carro zerinho pra Volks quando ela lança um novo modelo? Por que não um apartamento pra Coelho da Fonseca em um novo empreendimento? Ou um “quarto completo” pras Casas Bahia?

Será que se eu fechar a Papagaio e abrir um bar muita gente vai pedir um trago de graça? Ou vai aparecer alguma entidade pedindo uma porção de queijo com um pouquinho de azeite e uma pitada de orégano?

Dá o que pensar o divertido desabafo do editor Sérgio Pinto de Almeida, da Papagaio, publicado hoje no site Leia Livro, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, sob o título “Livro custa caro (também para as editoras)”. A motivação foi o pedido de doação vindo de uma próspera faculdade particular. Tudo bem que o pessoal adore uma boca-livro – o trocadilho é meu. O problema é a sensação de que de livro, mesmo, não gostam tanto assim.

34 Comments

  • Saint-Clair Stockler 22/01/2007 at 19:48

    Eu já pedi, peço, e continuarei pedindo livros. Não tenho a menor vergonha. Por falar nisso: Sérgio, não sobrou nenhum “As sementes de Flowerville” aí não? Faço parte de um grupo formador de opinião e…

    Aliás, uma curiosidade que sempre tive, desde que comecei a ler o TodoProsa: você compra os livros todos que comenta aqui, ou as editoras te dão alguns? Antes que chovam as pedras, esclareço: não estou insinuando uma espécie de “toma lá dá cá”, em que as editoras te dão os livros e você fala bem deles, não! Pensar isso seria ingenuidade. Mas tenho essa curiosidade – afinal, se você compra tudo o que lê, deve estar gastando uma fortuna em livros. 45 pratas aqui, 70 ali, 32 acolá… No final do mês, voilà uma pequena fortuna!

  • Napoleão 22/01/2007 at 20:08

    Já ouvi (não sei onde, nem qual o santo) o assunto posto assim: um cantor é convidado pa uma festa onde lhe pedem uma canja. Ele nega, argumentando que ninguém pediria ao médico (também um convidado) uma consulta.

  • Daniel Brazil 22/01/2007 at 20:27

    Cacilda Becker costumava responder assim a estes pedidos:
    “Não me peçam pra dar de graça a única coisa que tenho pra vender!”

  • andre lopes 22/01/2007 at 20:52

    Bem, sim. Os editores das revistas de carro pegam os automóveis emprestados para “testes” (e para o fim-de-semana)…

  • thiago 22/01/2007 at 20:56

    Isso ai é dose mesmo. tem muito picareta pedindo livro pra Ongs do tipo “minha biblioteca particular”. E isso acaba fechando portas pra atividades que efetivamente precisam de colaborações (como a linda biblioteca do prédio ocupado ali na Luz -SP).

    Pô, faculdade privada pedindo livro??
    Que cara de pau!

    Pedir? O máximo que faço é participar de promoções. Essas eu participo de todas que acho. e já ganhei vários livros.

    Mas, copiando meu amigo ai do primeiro post, Sérgio, não tem uns perdidos ai na sua coleção pra me mandar? De preferência de autores Italianos… [:D]

  • Leticia Braun 22/01/2007 at 21:06

    As editoras andam suspendendo até cortesia pra quem participou da produção da obra. Que dirá quem não tem nada que ver com ela…

  • Te 22/01/2007 at 21:49

    Esse desabafo parece com a crônica do João Ubaldo Ribeiro O conselheiro come, disponível em http://www.almacarioca.com.br/cro68.htm.
    Tem faculdade particular que faz coisas do arco da velha, como “alugar” bibliotecas para as inspeções do MEC. Quando os fiscais dão as costas, devolvem o acervo.

  • Sérgio Rodrigues 23/01/2007 at 00:26

    Caro (e loquaz) Saint-Clair, eu não peço livros, mandam-me livros. Me enchem de livros. Está incluído no trabalho de divulgação, as editoras têm uma verba para isso, você sabe. O Todoprosa é um espaço de divulgação que, por alguma razão, elas acham importante. Há também os autores que mandam o livro pessoalmente.

    É claro que minha opinião não vale o preço de capa nem está à venda de forma nenhuma, e não creio que tal pensamento jamais lhe tenha vindo à cabeça, não seria digno de você. Em torno de 98% dos livros que recebo jamais aparecem na coluna; trato de doá-los.

    É uma relação profissional clara. O que eu acho que irrita o meu xará editor é bem diferente: esse nosso ambiente pastoso criado por uma negociação social baseada no favor, que atribui ao trabalho artístico-intelectual corporificado no livro um peso ambíguo – ora o supervalorizando, coisa de aristocrata, para no segundo seguinte não lhe dar valor nenhum. Na cultura brasileira do favor, o serviço prestado pelo intelectual retém algo de pré-capitalista, no sentido de que pode ter “valor demais” para ter preço. Pode até valer uma sinecura, no melhor dos casos (e dependendo de arranjos políticos posteriores); um bom pagamento a frio, um pagamento protestante, é mais difícil. No fim é mais uma brasilzice dessas que um outro xará, o Buarque de Holanda, nos ajuda a entender. Daí a história do conselheiro, que come, bem lembrada aqui.

    Abraços.

    PS: Os Começos Inesquecíveis e muitas outras notas dependem de uma biblioteca que fui comprando mesmo.

  • Ana 23/01/2007 at 01:50

    Concordo com você, Sérgio, e com o ‘outro’ Sérgio. Com as livrarias pequenas, ao menos em São Paulo, esse e outros hábitos (desconto a qualquer preços) terminaram por acabar com elas. Hoje em dia, com um ou duas exceções, os paulistas só têm as redes. Que o Rio e os cariocas os protejam disso.
    Abraço,
    Ana

  • Ana 23/01/2007 at 01:52

    E perdoe, perdoem os erros. Distraída demais.

  • Saint-Clair Stockler 23/01/2007 at 14:55

    Sérgio, me desculpa, acho que vai soar ingênuo, mas eu achava que esse negócio de enviar livros para críticos e outras pessoas, como forma de divulgação, estava meio abandonada.

    Agora fiquei cismado: por que eu achava isso? É curioso…

  • João Daltro 23/01/2007 at 15:11

    Desde adolescente dediquei a maior parte do dinheiro que ganho a comprar livros, não por pretender ser culto, apenas porque a leitura é uma excelente diversão. Por nunca ter superado a mais baixa das classes médias, sempre faltou dinheiro para comprar outros luxos que não os livros. Mas sempre me procuraram e me procuram, gente chegada ou nem tanto, para pedir os ditos livros emprestados. Eu empresto, de má vontade, e reclamo: autor também tem de viver. É incrível como comprar um livro, para a maior parte das pessoas, é a última hipótese concebida, é sempre evitada, é sempre lamentada.
    Eu chio horrores com o preço dos livros, mas tenho de reconhecer que editora é um negócio como outro qualquer, se não der lucro fecha. Para que os livros não ficassem tão longe do poder de compra da maioria dos brasileiros, os governos, dos três níveis, tinham de criar, e manter muito bem abastecidas, as bibliotecas públicas. Ou co-patrocinar edições de livros de qualidade. As entidades privadas, principalmente esses armazéns do “ensino” que lucram adoidado, que ponham a mão no bolso e comprem os próprios livros.
    Mas, como já frisaram outros palpiteiros do pedaço, eu aceito, docemente constrangido, qualquer livro que queiram me doar. Remeter para … Em tempo: gostei do “boca-livro”. Quando vi a chamada, pensei que era noite de autógrafos, com os costumeiros comes e bebes.

  • petesincero 23/01/2007 at 15:21

    Gente, quanta ingenuidade. Sérgio, já que confirmou a jabacolândia do nominimo, não aceitaria umas doações de ações das nossa estatais e de títulos públicos para falar bem do nosso governo, de graça? Topas

  • Fábio Ricardo 23/01/2007 at 15:27

    eu dificilmente peço livros. quando me interesso, vou lá e compro mesmo. mas isso torna o nosso trabalho complicado. como jornalista cultural, também cai muita coisa na minha mão mesmo sem eu pedir. mas os que a gente realmente quer, às vezes nunca aparecem.
    Acho certo pedir, pois isto faz parte da divulgação do seu material. se vc quer que um determinado jornal publique informações sobre seu livro, não pode esperar que o jornalista gaste de seu próprio bolso para isso.
    Assim como as montadores de veículos emprestam seus carros aos editores de revistas automobilísticas e os jornalistas de Viagem ganham viagens grátis para conhecer os hotéis mais distantes, jornalistas musicais precisam ganhar CDs e os literários, livros. Ou então, os autores não podem reclamar que estão sendo mal divulgados.

  • petesincero 23/01/2007 at 15:31

    jabá, jabá, jabá
    todo mundo quer pedir
    mas ninguém quer dar!!

  • Paulo Osrevni 23/01/2007 at 15:40

    Fui aluno do Sergio Pinto de Almeida (Serginho, na verdade, deve estar no RG), e posso dizer que ele sempre foi combativo… concordo com o que ele diz: um editor que negue um pedido de doação acaba saindo como o inimigo da cultura…

    Por outro lado, a Letícia Braun tem mais razão ainda. Trabalhei numa editora que distribuía livros à pampa para os amigos e parentes dos editores (isso é que é “brasilzice”…), mas para os funcionários só um descontinho furreca; para os colaboradores, zero: nem para colocar no portfólio! Curiosamente, depois que saí da editora, mas continuei amigo dos meus antigos chefes, eles me mandam “na amizade” a produção da casa… Sinceramente, eu preferia que fosse ao contrário, esses que saem agora não têm mais o meu dedo ou o meu nome.

  • Sérgio Rodrigues 23/01/2007 at 15:51

    Saint-Clair, não tenho a menor idéia de por que você achava isso. A indústria cultural trabalha assim – e no mundo inteiro. Não tem nada a ver com jabá, que é outra coisa.

    Petesincero, repudio sua oferta de corrupção. Mas tenho certeza que você saberá dar outro fim a essas ações e títulos públicos.

  • Roberto R. 23/01/2007 at 16:14

    Quanta estupidez, Petesincero. Um jornalista receber livros de uma editora a título de divulgação não tem absolutamente nada a ver com jabá. Isso se daria se o sujeito recebesse dinheiro – ou algum outro tipo de gratificação – para falar bem de determinado lançamento. Não é o caso deste espaço.

  • petesincero 23/01/2007 at 17:02

    Quanta insensatez, Roberto R. Os livros que recebe de jabá teriam que ser comprados, pela único intermediário de aceitação generalizada e compulsória (o curso forçado da moeda), chamado dinheiro, neste sistema perverso e injusto que é o capitalismo. Por isso que nós, socialistas neo-bolivarianos, queremos destruir esse sistema e transformar tudo numa enorme economia do jabá, onde nós, do partido, teríamos acesso a jabás melhores que os dos outros. Mas nada de dinheiro, que isso é capitalismo e é feio. Socialismo o muerte!!!

  • Saint-Clair Stockler 23/01/2007 at 18:40

    João, o problema de se emprestar livros é que, muito provavelmente, eles não voltam pras suas mãos. Eu empresto (mas não anoto) então desconfio que tenha uma parte significativa da minha biblioteca espalhada pelo Rio de Janeiro… Sei: a culpa é minha mesmo, que não anoto pra quem emprestei, esqueço e não tenho como cobrar. O que dá mais pena é que sei que os livros estão nas mãos de gente que não vai ter o menor cuidado com eles…

  • Saint-Clair Stockler 23/01/2007 at 18:46

    Ah, Pete, deixa de ser bobo… Fala sério: você acha que algum crítico ou jornalista literário vai se deixar comprar por meia dúzia de livros, meu caro? Nós não somos a sua tão-amada (bem-amada também serve) Bolívia, onde as pessoas são tão pobres que até poderia ser que um jornalista aceitasse livros como forma de jabá, apenas para vendê-los na esquina ou no mercado negro, sei lá, pra comprar uns pães ou uma aguardente de milho ou umas folhas de coca pra mascar, algo assim.

    Pô, quando eu fiz a pergunta pro Sérgio lá em cima, não estava nem de longe insinuando jabá, queria mesmo só saber se as editoras ainda tinham (vi que têm) um mínimo de respeito pelo crítico ao ponto de não fazê-lo (ou a empresa onde trabalha) desembolsar dinheiro do próprio bolso pra fazer uma resenha/crítica da obra editada.

  • Saint-Clair Stockler 23/01/2007 at 18:53

    Mas estou vendo o quanto sou ingênuo mesmo: em menos de 24 horas, duas das minhas idéias a respeito do mercado editorial caíram por terra. Hoje foi a segunda: uma colega de mestrado que trabalha numa pequena mas bem-conceituada editora aqui do Rio (um de seus autores ficou em terceiro lugar no Jabuti esse ano) me disse que eles preferem receber originais via e-mail a recebê-los pelo correio, encadernados bonitinhos. Meu queixo caiu. Jurava que NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM de uma editora fosse ler livros enviados por e-mail. Imaginava que esses iam direto pra lixeira do computador…

    Vivendo e aprendendo.

  • Mr. Ghost(WRITER) 23/01/2007 at 20:51

    Pessoal, se quisessem me dar livros eu aceitaria numa boa… há meses que não sobra grana nem pra comprar os baratinhos da Companhia de Bolso…
    A propósito, Sérgio, você caro amigo proprietário do blog, não gostaria de fazer algumas doações para o pessoal que comenta por aqui? Não estou insinuando que você doará os livros em troca de público, longe disso. A cadeira é cativa…
    Abraços Sérgio, abraços amigos comentadores.

  • Virginio Woolf 24/01/2007 at 01:58

    Saint-Clair, essa editora que vc citou deve ser a 7 Letras. O problema é que a 7 Letras dificilmente banca todos os custos da edição de um original. Geralmente eles são divididos com o autor. É uma editora que arrisca menos e portanto tem um crivo mais frouxo na hora de julgar um livro inédito. A maioria das editoras ainda prefere receber os originais impressos e pelo correio.

  • Leticia Braun 24/01/2007 at 09:15

    Não é o caso da 7 Letras, mas não acredito em editoras que só lucram com a grana de autores esperançosos, e não têm setor de divulgação. Mas também não posso, como diz o Virgínio, acreditar na seleção isenta de editoras que só divulgam autores novos, ainda mais em PDF. No mais, quando trabalhava em editoria, recebia exemplares de obras, assim, de graça. (O julgamento também passa pelo objeto físico livro.) E divulgava de graça, quando achava que a obra tinha valor. Só. Agora, sobre quem faz jabá com livro (!): cada um sabe de seus valores.

  • petesincero 24/01/2007 at 10:12

    Então está criado o prêmio JABATI de literatura. Basta mandar um exemplar (edição de luxo por favor, em algodão egipcio) para meu endereço, aqui em Brasília: Palácio do Planalto, 3º andar, saleta dos fundos, à esquerda após o gabinete da soneca. Prêmio: edição reduzida e numerada na Gráfica do Senado. Comissão julgadora: asbase. Comissão revisora: uscumpanhêro. Presidência: eu.

  • Saint-Clair Stockler 24/01/2007 at 10:22

    Mr. Woolf: discordo da sua opinião a respeito da 7Letras, afinal, se eles têm um autor que ficou em terceiro lugar no Jabuti de contos, isso pode ser interpretado como prova de qualidade e esmero da editora, não? Aliás, basta dar uma olhada no site deles pra perceber a quantidade de bons autores da Casa. E, além disso, a 7Letras tem a louvável pretensão de lançar jovens autores (o que uma Cia. das Letras, por exemplo, não tem – outro dia percebi que a Cia. das Letras é uma editora extremamente conservadora. O que, em última análise, é péssimo: reparem que ela não publica Ficção Científica, por exemplo, que é um dos gêneros literários mais ricos em possibilidades, vide as palavras de Doris Lessing). É um risco: a Coleção Rocinante apresenta autores de maior ou menor qualidade – mas é isso aí, faz parte, quando se pretende dar uma chance aos novos escritores que vão surgindo.

  • João Viana 24/01/2007 at 10:34

    Que na Rocinante tem autores bons, isso é verdade, mas pq cargas d´água a editora não se profissionaliza e para de comer dinheiro de autores e, principalmente, distribuir seus títulos fora da Zona Sul do Rio?

    Parece que o limite da editora é o Belmonte do J. Botânico…

  • Tibor Moricz 24/01/2007 at 11:12

    Infelizmente a Ficção Científica é considerada literatura menor, sendo desprezada por grande parte das editoras.
    Acreditam que o retorno é incerto.

  • Clarice 24/01/2007 at 11:22

    João Daltro
    Depois de ter perdido alguns livros e ter passado pelo absurdo de alguém me levar 5 levros e dizer que já tinha devolvido eu não empresto nem pego empretado (salvo honrosas exceções… -isto é uma indireta -).
    Só de amigos que têm a mesma política que eu: devolver.
    Livro sublinhado não empresto, ou seja, uma boa parte. Só para quem é da área.

    Quando fazia resenha recebia livros ou bonecas. E podia falar mal.
    Acho estranho ler um livro no palm, telefone ou notebook.

  • Leonardo 24/01/2007 at 11:22

    ‘TODO MUNDO PODE PEDIR DOACÕES PARA AS EDITORAS’
    NÃO TEM NADA A VER COM O TEXTO.

  • Éd Lascar 24/01/2007 at 12:04

    Finalmente vim à superfície!
    Não é uma metáfora.

    Sei lá, creio que por não ser do ramo ,e amar os livros mesmo assim, eu tenho uma relação diferente com os livros que amo. Podem reviram o meu apto. -de espaçosos 47 m2 que vão encontrar não mais que 30 livros , e a maioria que não consegui ler por achar maçantes, mesmo que necessários para minha própria formação e bagagem pessoal. Os que amo estão em bibliotecas, casas de amigos e até estranhos. É uma compulsão, creio. Tenho que o belo é para ser visto….errrrr….e não falo só de livros aqui!
    Baú de Ossos, do Pedro Nava e toda a séria que li com avidez e admiração está na biblioteca da minha escola colegial!

    Pedir é uma coisa errada. Até o subsidío é maligno! Que o escritor escreva pelo próprio prazer-prazer até pela tortura da empreitada- de escrever; que seus leitores sejam contados nos dedos das mãos , não importa! Se ele é realmente bom!
    Abs.

  • LuizFernandoGallego 24/01/2007 at 13:42

    Napoleão disse lá em cima que um cantor – qaundo lhe pedem uma canja numa festa – nega, argumentando que ninguém pediria a um médico, numa festa, uma consulta de graça. Convidem meus amigos médicos para essas festas, porque tem sempre alguém fazendo uma “consultazinha” no corredor. Pior é que tem paciente que reclama de pagar quando voltar para uma consulta de seguimento para exibir exames pedidos anteriormente: marca (usa) uma hora, o médico tem que analisar os resultados, conforme os resultados dar uma nova orientação, pedir novos exames, reavaliar o caso, prescrever dietas e remédios, etc etc. Às vezes a coisa fica mais demorada e menos simples do que numa consulta inicial. E os pacientes acham que não devem pagar pelo que é mais trabalho psofissional, tempo dispendido, responsabilidade sobre a saúde alheia – com tudo que isso implica do ético ao jurídico… Calro que estou falando de médicos sérios e responsáveis.

  • Médico 30/01/2007 at 01:23

    Ah! Você é médico?
    Sou.
    Qual a sua especialidade?
    Legista.
    Ahhhh! Deixa pra lá.

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