Brasil em foco no ‘Guardian’: participe

25/07/2006

O bom blog de assuntos culturais do jornal inglês “The Guardian”, chamado Culture Vulture, está pedindo aos seus leitores sugestões de escritores brasileiros – de preferência traduzidos para o inglês, mas não necessariamente. Faz parte de uma seção fixa que eles têm, World Literature Tour, que se limita a pôr um país em foco e deixar o resto por conta dos comentaristas (que precisam ser cadastrados, mas o registro é gratuito). A nota do Brasil entrou no ar ontem e até agora as sugestões andam meio pobres. As melhores não conseguiram ir além de obviedades como Machado de Assis e Clarice Lispector, tal e coisa. Fica aqui a convocação: eu sei que os leitores do Todoprosa podem mostrar àqueles ingleses que nós somos mais do que um país bonito e muito, muito esculhambado. Ou não somos?

41 Comments

  • Te 25/07/2006 at 10:02

    Vou lá indicar “Vida de menina”, da Helena Morley, traduzido por Elizabeth Bishop.

  • Paulo Osrevni 25/07/2006 at 10:32

    Bonito, esculhambado e com uma música popular de primeira. Agora, falando sério, ninguém indicou Guimarães?!

  • Sérgio Rodrigues 25/07/2006 at 12:08

    Sim, Osrevni, alguns indicaram “The devil to pay in the backlands”, que é candidato a pior título de livro de todos os tempos em inglês. Vem a ser “Grande sertão: veredas”.

  • Voltairine 25/07/2006 at 12:17

    podiamos por Ana Miranda, Joao Ubaldo Ribeiro,e Jose Rubens Fonseca ( mas iamos ter de escolher bem os titulos de Fonseca , ultimamente ele tem enrolado um bocado)

  • orlando simões 25/07/2006 at 13:22

    Hum… que Tal Heloisa Seixas e seu ótimo “Pente de Vênus”…

  • Carlos 25/07/2006 at 14:22

    Vou indicar o meu conterrâneo Francisco Dantas e seus romances regionais: Coivara da Memória, Os Desvalidos, e o mais recente que conta as estrepulias do Cabo Josino Viloso

  • Paulo 25/07/2006 at 14:24

    Vou indicar o Ferréz. Que tal?

  • Claudio de Oliveira 25/07/2006 at 14:49

    Eu indico um título de poesia, da melhor qualidade, aliás dois, o 1°é VERSOS ILEGAIS de Ricardo Albuquerque e o outro é LATÊNCIA de Edner Morelli,
    abraços

  • BCK 25/07/2006 at 15:21

    Milton Hatoum, Cristovão Tezza, Sérgio Sant’Anna, Rubem Fonseca (excluindo tudo que vem depois de Agosto), Lygia Fagundes Telles…

  • Anna May 25/07/2006 at 16:05

    KD os novos??? Onde está Antônio Dutra, Delfin K, Augusto Salles e Mariel Reis??? Vide Contos Cariocas

  • Rafael 25/07/2006 at 16:18

    Tem que ser traduzido para o inglês, Anna. O citados por você, salvo engano meu, ainda não foram. Vou indicar “O encontro marcado” do Sabinão lá. Acho que ficou “A time to meet”, em inglês. Tenho isso em algum email, vou ver aqui. Abraços!

  • Anna May 25/07/2006 at 17:00

    “de preferência traduzidos para o inglês, mas não necessariamente” – Eles são o sangue novo da literatura brasileira!!! Têm que constar… É a geração paralelos!!!

  • Martina 25/07/2006 at 17:31

    Vou lá votar no Bernardo Carvalho.

  • Anna May 25/07/2006 at 17:39

    Recomendo a todos “Prosas Cariocas” da Agir; Paralelo 17 (não sei a Editora) e “Linha de Recuo” de Mariel Reis, Edições K. Assim damos seguimento´`a Machado de Assis, Drumond, etc…

  • BCK 25/07/2006 at 18:51

    Linha de Recuo é da Paradoxo Editorial, não das Edições K

  • Pedro 25/07/2006 at 19:11

    Acho que a gente devia ir lá em peso indicar livros, pra que eles não julguem nossa literatura por Mr. Coelho, o escritor brasileiro mais lido no exterior.
    Sugiro Erico Verissimo.

  • RB 25/07/2006 at 19:25

    Ninguém indicou a Geração Nojenta? Joca, Marcelino, Galera e vários outros já foram traduzidos pro inglês.
    abrazz
    RB

  • marco 25/07/2006 at 21:18

    Indico – com firmeza – o autor de um certo súcubo simiesco que melífluamente visitava um homem todas as noites, até que….

    abs,
    ma

  • Rogério 26/07/2006 at 02:15

    Façam-me um favor. A quem se interessar em se registrar sua dica por lá, inclua por mim o Romance da Pedra do Reino de Ariano Suassuna, romance nordestino-armorial-porreta que segundo li num sítio sobre o autor na internet, encontra-se, para minha gratíssima surpresa, traduzido em inglês, alemão, espanhol, francês, além dos insuspeitados polonês e holandês.

  • Writing Ghosts 26/07/2006 at 03:44

    se é pra estar traduzido, Jorge Amado preenche o requisito, de longe. Mas eu sugeriria o José Veiga, o Otto Lara Resende, o Nassar. dos “modernos”, o Bonassi, o Hatoum (já citado – e nem tão “novo”), o… e poeta, não entra?

  • Sérgio Rodrigues 26/07/2006 at 08:43

    Obrigado, Marco. Sua recomendação me ajuda nas negociações de uma tradução com a Random House. Forte abraço.

  • Lucas Colombo 26/07/2006 at 09:24

    Caio Fernando Abreu e… Machado e Clarice.

  • Luciano Grande 26/07/2006 at 10:38

    Estou de cara de ninguem ter citado o Graciliano Ramos.

  • Paulo Osrevni 26/07/2006 at 11:04

    Valeu, Sergio. Por sinal, o próprio Guimarães, nas cartas com seus outros tradutores, só reclamava da edição da Knopf.

  • Luiz André 26/07/2006 at 12:06

    Bota o velho Graça aí!!!

  • Rafael 26/07/2006 at 13:06

    Alguém indica o Sabino lá porque não consegui me registrar. “A time to meet” = “O encontro marcado”, valeu? Tem no Amazon pra vender hehehe

  • Cacá 26/07/2006 at 13:30

    Pelo que vi, já postaram todos os clássicos. Entre os novos, acho que vale citar o Bernardo Carvalho, cujo “Nove Noites”, aliás, tem um ótimo parágrafo inicial para ser mencionado nessa coluna. Fica a sugestão.

  • Vinícius Trindade 26/07/2006 at 15:35

    Vou lá tascar um Campos de Carvalho e um Fausto Wolff! Os medalhões eu deixo pra maioria…alguém tem que fazer o trabalho sujo!

  • Clara 26/07/2006 at 15:50

    Jorge Amado(sempre!), João Ubaldo, Érico Veríssimo(bem lembrado por alguém aqui), e já que falei em gaúcho, Moacir Scliar.

  • Clara 26/07/2006 at 15:51

    E Clarice Lispector, mas isso é obvio demais…

  • Rojano 26/07/2006 at 20:47

    Bem, os grandes já foram citados, mas
    acrescentem ai, do velho Jorge Amado, O Capitão de longo curso…um belo romance.

  • Sergio O 27/07/2006 at 00:29

    Grande Sertão: veredas??? A idéia é fazer os caras gostarem de ler nossos autores. Come on!!

  • Anna May 27/07/2006 at 19:09

    Geeeeenteeee!!!! Ninguém lê os contemporâneos??? Tem muita gente boa, saindo em editoras pequenas… Mariel Reis é um deles…

  • anraphel 27/07/2006 at 21:59

    Eu sei que poesia é pedreira (o tradutor que se vire), mas indico çManoel de Barros.

  • anraphel 27/07/2006 at 22:00

    E Raduan Nassar.

  • Anna May 28/07/2006 at 19:25

    Puxei para os novos pq senti falta desta lembrança entre os posts. Conheço tb a literatura dos nascidos antes de 1977 !!! (RSRSRSRS) e acho não estaríamos bem representados se faltasse neste rol José de Alencar, Gonçalves Dias, Ferreira Gullar e Nélson Rodrigues. Excelente a lembrança de Suassuna, mas mandaria pros gringos “O Auto da Compadecida”, que é bem rico. Ah, e é claro… os magníficos Augusto dos Anjos e Manuel Bandeira, que não podem faltar de jeito nenhum.
    E como fã tenho a obrigação de pôr Antônio Dutra e Mariel Reis entre eles, ora pois!!! Viva a Geração 77!!! (RSRSRSRSRSRS)

  • Clara 28/07/2006 at 19:45

    Não curto nem acredito em poesia traduzida, nem daqui prá lá, nem de lá prá cá. Só isso.

  • Shirlei Horta 28/07/2006 at 23:22

    Graciliano e Bernardo de Carvalho, com certeza.

  • Daniel Brazil 01/08/2006 at 23:24

    Que tal entortar a cabeça deles com um andradiano Macunaima?
    Viva o Povo Brasileiro, do João Ubaldo, também valeria o voto.

  • David 03/08/2006 at 10:04

    Moreira Campos ‘Dizem que os cães vêem coisas’

  • Luiz Schuwinski 07/08/2006 at 14:13

    Vocês estão esquecendo o maior contista brasileiro de todos os tempos: Dalton Trevisan! Sempre imitado, nunca igualado!

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