Capas ‘melhoradas’, impossíveis de piorar e outros links

01/04/2013

A capa ao lado (“Este é o primeiro livro que eu leio em seis anos”), nome alternativo de “A garota com tatuagem de dragão”, de Stieg Larrson, é a preferida de todos os tempos pelos leitores do blog de humor Better Book Titles, que desde 2010 imagina “títulos melhorados” para livros famosos. O nome que coube à obra do autor sueco, claro, caberia em vários outros sucessos.

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E por falar em capa de livro: se esta aí embaixo, à direita – um legítimo produto brasileiro, de uma coleção popular da editora Record nos anos 1980 – não for a pior do mundo em todos os tempos, como a denominou Gabe Habash no blog da Publishers Weekly, será apenas porque as outras da coleção “Best of the best” não ficam atrás.

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Michel Laub, oportuno, escreve sobre a forma mais garantida e socialmente aceita de assassinar um escritor: banalizá-lo em pílulas de auto-ajuda nas redes sociais.

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A sempre provocante Laura Miller reflete na Salon.com sobre o direito que têm os escritores de ficção de puxar o tapete do leitor – e em que momento esse direito esbarra no direito do leitor de simplesmente abandonar o livro.

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Um livro que se debruça em três décadas de documentos produzidos por arapongas britânicos sobre escritores suspeitos do terrível crime de “comunismo”, como George Orwell e W.H. Auden, encontra uma comédia de erros e conclui – surpresa! – que 007 e seus colegas não entendiam bulhufas de literatura.

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Por razões profissionais, me dediquei na Semana Santa a reler as crônicas de Paulo Mendes Campos. Sabia que o cara era bom. Não me lembrava que fosse tão, mas tão monstruosamente bom. Fica o toque.

7 Comments

  • Carlos N Mendes 01/04/2013 at 18:10

    Paulo Mendes Campos…MUITO bem lembrado. Devorei aos 12, 13 anos a coleção ‘Para Gostar de Ler’, foi o maior impulso que tive para a literatura propriamente dita, antes era só Conhecer e quadrinhos. Vou fazer o mesmo, grato!

  • Sérgio Karam 02/04/2013 at 13:11

    Oi, xará! Realmente, o PMC era um craque. A edição dos livros dele pela Civilização Brasileira já era boa, espero que agora a Companhia das Letras disponibilize outros títulos. Tuas razões profissionais têm a ver com a nova edição das obras dele? E teu livro, quando é que sai? Abração!
    Salve xará, tudo bem? Sim, tem a ver com um convite do blog da editora para escrever sobre o Paulo. Meu livro ainda não tem data fechada, mas certamente sai no segundo semestre. Grande abraço.

  • Pedro 06/04/2013 at 13:14

    As capas da coleção “Best of the Best” pareciam todas recortadas de páginas de propaganda de revistas femininas, e nada tinham a ver como conteúdo dos best-sellers. Tenho alguns desses livros: A Escolha de Sofia e o Sétimo Segredo, com essas capas de modelos sorridentes e destoantes com as tramas dos livros.
    Outra capa infeliz foi a edição de “A Águia Pousou”, de Jack Higgins, da coleção “Best Books”, publicada pela Nova Cultural. O motivo? Puseram na capa o desenho de uma águia-pescadora, símbolo dos Estados Unidos, ao ínves da águia negra, símbolo da Alemanha, o que seria condizente com a história do livro:
    http://www.sebotroia.com.br/produto.php?cod_produto=1133076

  • Felipe Holloway 15/05/2013 at 18:39

    Meu Deus, não! Eles não fizeram aquela capa para A Outra Volta do Parafuso! Não é possível!

    Legal a legenda: “Porque é um livro sobre parafusos, certo?”

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