É claro que nossos netos vão rir

21/06/2006

Quem gostou da solução encontrada pela Slate para publicar um romance online (nota abaixo) pode achar instrutivo conferir um exemplo de como não fazer isso, acessando o livro que o escritor Fernando Monteiro tem soltado em capítulos no “Rascunho”, o jornal literário paranaense.

7 Comments

  • Writing Ghosts 22/06/2006 at 00:19

    sinceramente..?
    não gostei de nenhum dos dois – o da Slate é engraçadinho, mas é irritante como ler blogs na tela (nada supera a folha de papel, a luminosidade adequada ao olho e a “resolução” e tamanho da fonte escolhida, entre outras coisas). A experiência do Monteiro parece coisa de colegial – qualquer profissional do ramo de interfaces digitais (webmasters, por exemplo) sabe das condições mínimas para se manter interessado um visitante, em sua página.

    ainda fico, um tanto aliviado com a constatação, com o meu promissor breve lançamento.

  • Writing Ghosts 22/06/2006 at 00:47

    em tempo: não me refiro de modo algum ao conteúdo – de nenhum dos dois – mas ao formato com que se apresenta isso ao público. teja dito.

  • Lucas Murtinho 22/06/2006 at 08:07

    Sérgio,

    Duas experiências interessantes de livro digital:

    – “GAM3R 7H30RY”, no site do Institute for the Future of the Book. O layout é bem diferente: um parágrafo de texto por página, e numa barra à direita os comentários dos leitores.
    http://www.futureofthebook.org/gamertheory/.

    – Um “Finnegans Wake” em que cada palavra é ou pode virar um link:
    http://www.finnegansweb.com/wiki/index.php/Main_Page

  • Joao Gomes 22/06/2006 at 08:40

    Sinceramente o formato nao da a ele o direito de ser chamado romance ou livro preparado para Web. Alias, isso que ele fez (o escritor brasileiro) é tao pobre que se ele busca esse titulo corre o risco de ser ridicularizado e ate processado.
    Mario Prata lancou os “Anjos de Badaró” em formato (salvo engano) web. Os recursos eram superiores aos do F.Monteiro. Nao sei que resultados deu o projeto do M.Prata. Mas, naquela epoca gerou um certo frisson.

  • Paulo Osrevni 22/06/2006 at 11:33

    Um comentário sem vínculo com o post: fiquei interessado pela epígrafe, que foi escrita em 32 e trata de um tema típico de décadas depois…

  • Fugu F. 22/06/2006 at 11:52

    É uma pena que, ao contrário do IPod, o e-book não tenha vingado. Ler sentada numa cadeira sem braços, na tela vertical, não é tão confortável. De resto, embora os recursos de mudança de cor de fundo, tipologia, etc, sejam bem vindos, o que importa mesmo é o texto …

  • Lucas Murtinho 22/06/2006 at 16:56

    Dois experimentos interessantes com a idéia do livro virtual:

    – “GAM3R 7H30RY”, do Institute for the Future of the Book. Um design bem diferente: a cada página pode-se ler um parágrafo do texto e, numa barra à direita, todos os comentários ao parágrafo em questão. E o livro vai incorporando os comentários que o autor julga pertinente. Site: http://www.futureofthebook.org/gamertheory/

    – “Finnegans Wake”: cada palavra do livro de Joyce é ou pode ser um link com explicações ou adivinhações sobre seu significado. Pelo menos por enquanto, parece que o neto do homem ainda não encrencou com a idéia. Site: http://www.finnegansweb.com/wiki/index.php/Main_Page

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