Com a palavra, Sérgio Sant’Anna

21/03/2007

Sérgio Sant’Anna, um cara respeitadíssimo aqui no blog, não só como escritor mas como amigo, me pede que publique o recado abaixo sobre a polêmica do projeto “Amores expressos”, que ele integra (vai para Praga):

Avisado por uma amiga que comentários irados e espumantes estavam chegando em grande quantidade à coluna Todoprosa, no site NoMínimo, fui lá conferir. E, na verdade, apesar dos ressentidos e invejosos (poucos) achei a coisa muito bem humorada. Mas é repugnante que um mau-caráter como o tal de Arnaldo diga que eu fui ao Programa Internacional de Escritores, na Universidade de Iowa, EUA, com uma bolsa da Ditadura Militar. Fui selecionado para o programa pela Fundação Ford, que me concedeu a bolsa e passagens, para mim e minha mulher. Isso depois de uma apreciação de meu livro de estréia, O sobrevivente, em edição das mais modestas, custeada por meu pai, com um empréstimo que nunca paguei. Também o pessoal da Ford no Rio me submeteu a uma entrevista. Arnaldo também dá uma de dedo-duro falando na caixa de maconha que me apresentaram, como boas-vindas, assim que cheguei. Mas que tolice, maconha lá era fumada como aqui se toma cafezinho. E garanto a todos que a vida americana, naquela época, era muito melhor do que na era Bush. Quanto às minhas relações com a Ditadura, eu respondia na época a um Inquérito Policial Militar, presidido pelo Marechal Nilo Horácio de Oliveira Sucupira, por minhas atividades subversivas no exercício de minhas funções de Auxiliar de Escritório e sindicalista, na Petrobrás, meu primeiro emprego, em BH. Décadas depois fui anistiado e meus documentos estão lá, na Comissão de Anistia. Mas prefiro terminar essa nota brincando com Marcelo Mirisola. Meu caro Mirisola,você se esqueceu de que no ano passado me pediu uma carta de recomendação para uma bolsa da Secretaria de Cultura de São Paulo, para ser sustentado, só escrevendo, durante um ano? Não se lembra de que recomendei você como uma verdadeira sumidade de nossas letras? Será que o seu ressentimento de agora é por se considerar um bolsista municipal, enquanto outros vão escrever, como eu, em lugares lindos e que inspiram amores, como Praga? Mas concordo que você foi injustiçado, não sendo incluído em Amores Expressos. Sugiro que essa injustiça seja reparada e você vá escrever uma história de amor na Transilvânia. Abraços.

Sérgio Sant’Anna.

166 Comments

  • Tibor Moricz 21/03/2007 at 11:47

    Isso, vamos todos agora jogar merda no ventilador!

  • Saint-Clair Stockler 21/03/2007 at 11:48

    Tenho imenso respeito pelo Sérgio, que é um artista admirável. Foi uma das indicações que achei pra lá de justas. Tenho certeza que a dele vai ser uma das mais interessantes histórias do Projeto todo. Mal posso esperar pra ler!

  • Rafael 21/03/2007 at 12:04

    Fiquei comovido. Num gesto de caridade, a Secretaria de Cultura de São Paulo dá ao escritor a assistência que lhe é negada pela musa inspiradora. Já que o indivíduo não consegue produzir livros que de tal forma seduzam o público que a receita gerada seja suficiente para ele viver, o erário, esse saco sem fundo que é de alguns e de mais ninguém, vai mantendo-o até que, num instante glorioso, o dito cujo seja acometido pelo mesmo estalo sentido pelo Pe. Vieira e passe daí a produzir obras-primas que estarrecerão os séculos.

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 12:04

    Se formos por esse caminho, todos os lugares do mundo podem inspirar belos amores.

    Praga, São Paulo, Tijuca, Rua da Assembléia, etc. O escritor deve estar antento para observar o óbvio onde poucos o enxergam (e relatar).

    Não é isso o mais importante aqui.

    O Mirisola (não tenho sua procuração) tem direito de expor sua opinião. (Até foi publicada, não?)

    E sobre a polêmica, especificamente, algo a dizer? Ou acha desnecessário?

    Sobre a Transilvânia: O Drácula de Bram Stocker é sucesso até hoje (um amor expresso Londres-Cárpatos). E se não me falha a memória, acho que a Mina faz parte da “Liga Extraordinária”, não? :-)

  • Bola 21/03/2007 at 12:30

    É manda o Mirisola escrever sobre amor na Sibéria, hehehe

  • Roberto R. 21/03/2007 at 12:35

    Hahahaha. O Sérgio exagerou um pouco no veneno, mas ele pode. E o Mirisola – que é um bom escritor, mas um sujeito visivelmente mesquinho e ressentido – merece.

  • clelio 21/03/2007 at 12:36

    Quem escreveu “Azul do filho morto”, não precisa escrever mais nada.

  • Samir 21/03/2007 at 12:44

    Caraco! Até dei a minha opinião lá no blog do Ademir Assunção, dizendo que essa trem da alegria dos amores expressos (um título pra lá de ruim, diga-se) se parece com o Literatura Urgente, ele vai me comer a alma. Mas vejo que os ânimos estão mesmo acirrados e ninguém vai arredar pé da sua posição. Sou leitor de Sérgio Sant´Anna e não me importaria que esses dezesseis autores fossem para Roma, Londres, Praga… O que me causa certo constrangimento é que parte do projeto ou ele todo no fim das contas é pago por nós, contribuintes.

  • Arnaldo 21/03/2007 at 12:47

    Putz, mandei mal. Mas meio que reproduzi as palavras dele na tal palestra – não sei se o Sérgio Sant´Anna tinha intenção de ampliar o efeito cômico com a platéia, mas se não reproduzem a verdade, peço milhares de desculpas. Falei (muito) sério quando disse que o acho o maior escritor do Brasil, que pretendo comprar o livro que vai sair depois de sua viagem – e nenhuma restrição moralista quanto à maconha, uma vez que tenho uma certa fama por ter lançado um livro de quadrinhos com um personagem que é usuário contumaz. Já que não tenho como mandar um e-mail, e já que fiz a cagada de público, espero que o pedido de desculpas chegue a ele por aqui.

  • Valentim 21/03/2007 at 13:14

    Não posso acreditar que alguém compare uma bolsa a um projeto desses. De verdade. Acho que este foi um comentário bastante sonso – e superficial. Sonso porque, como se sabe – e pelo menos a princípio – a concessão de uma bolsa segue critérios menos pessoais, mais complexos e que pressupõem um investimento em alguém que provou merecê-lo.

    Ora, como qualquer um sabe, é difícil à beça trabalhar e escrever (ou, por outro lado, ganhar dinheiro escrevendo). Uma bolsa resolveria (muito, muito em parte) este problema, dando condições a um escritor de investir tempo em sua obra.

    Mas o que mais me incomoda é a superficialidade da comparação. Quando um escritor recebe uma bolsa, imagino eu (que nunca recebi uma, o que é merecido – afinal nunca escrevi um livro!), ele apenas passa a dispor de subsídios para promover uma busca literária já existente (arte é busca, certo?).

    Já quando recebe uma passagem, grana pra estada e uma encomenda (“um livro de amor”), esquecemos todos os pressupostos da literatura, transformamos a arte em produto (ou reportagem, o que aliás seria bem mais digno).

    Isso não quer dizer que não vá sair nada de bom. Aposto em alguns nomes, e não é nem nos consagrados. Acho que do próprio Cuenca pode sair coisa bacana (pelo menos neste caso, ele encomendou um livro a si mesmo! menos mal…).

    Pra finalizar, respondo aos diversos “inveja é uma merda” que pipocaram no post abaixo: Alguém em sã consciência não tem inveja de alguém que recebe de presente uma viagem de um mês pra uma cidade linda, onde dará início à gestão de um romance? (Afinal, basicamente eles podem só curtir durante um mês e na volta começar a escrever, certo? O que, aliás, faz essa história ser diametralmente diferente de uma bolsa!)
    Eu tou morrendo de inveja mesmo.

    Mas, veja bem, se a viagem fosse para Las Vegas (que é a pior cidade do mundo), eu não teria inveja alguma – e ainda assim minhas críticas seriam exatamente as mesmas.

    E ainda tem a história da lei Rouanet, etc etc etc. Meu deus, é o projeto mais equivocado da história da literatura nacional!

    Que pelo menos venha algo de bom! Torço sinceramente!

  • Rafael 21/03/2007 at 13:15

    Reli o comentário do Arnaldo e, sinceramente, achei um exagero dar o epíteto “mau-caráter” ao pobre coitado. Para usar de “juridiquês”, não me parece que o Arnaldo estivesse movido pelo “animus difamandi”, a intenção de difamar, de maledizer, de ofender. Pelo contrário, o Arnaldo se mostrou até um pouco ingênuo no seu comentário.

    O Sérgio pegou pesado.

  • Arnaldo 21/03/2007 at 13:18

    Vou reproduzir o que respondi depois, na caixa de comentários do post abaixo tb:

    Caceta. Eu concordo com o projeto e conto uma história que ouvi do autor em uma palestra – portanto, creio que nada que possa lhe trazer dor de cabeça – para dar alívio cômico a uma discussão marcada pelo ressentimento e viro o mau-caráter. Queria dizer, com essa história, que acho muito boa essa idéia de fazer escritores viajarem (perder países! e coisa e tal), pq podem acontecer coisas interessantes, como as que SS contou. E nenhuma intenção restritiva em ter sido financiado pela ditadura (o que ele nega) – achei do caralho, o máximo do drible, do swindle, do truque. Da próxima vez eu desenho.

  • Leticia Braun 21/03/2007 at 13:20

    Pôxa, mas esse mundinho da nova literatura parece um pátio de lavadeiras, hein!

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 13:39

    Como comentei lá no outro post, queria ver escreverem sobre amores no Rio de Janeiro.

    Taí tive uma idéia: Como, inclusive, excluíram o Rio de Janeiro da lista de cidades que “inspiram amores”, que tal os escritores cariocas começarem a escrever romances (sim sobre amor, sempre é importante falar de amor) passados no Rio de Janeiro. Nossa cidade precisa mesmo disso. Não 16 romances, escreveremos 32, ou mais.

    Quem sabe alguma editora carioca não se interessa pelo projeto.

    Melhor, se os livros também forem distribuídos gratuitamente, nas escolas.

    Isso sim é Nova Literatura. Ser global sem esquecer de ser local (e social).

  • Lugon de Souza 21/03/2007 at 13:49

    Ô Sant’anna, pega mais leve, cara!

    O comentário do Arnaldo de jeito nenhum merece os adjetivos que você expeliu.

    Tira esse ódio do seu coração, homem!

    Quem se beneficia de recursos públicos, mesmo por via indireta, (ainda mais de forma não democrática) precisa ter um pouco mais de carinho com aqueles de cujos bolsos originam os recursos que financiarão seu deleite.

    Boa viagem e vê se escreve algo de decente para justificar os meus 27,5% de IR que te ajudarão a pagar sua coca-cola lá.

  • Pária Hilton 21/03/2007 at 13:53

    Lugon, você é um retardado.

  • Clarice 21/03/2007 at 14:05

    É Arnaldo! Você deve desculpas ao Sérgio sim.
    Eu o conheço de longa data e posso assinar embaixo o que ele diz no texto.l

  • Maurício 21/03/2007 at 14:10

    Concordo com Pária

  • Arnaldo 21/03/2007 at 14:12

    Cristo, “Clarice”, vc é muito sem graça…

  • Clarice 21/03/2007 at 14:12

    Lugon,
    O Sérgio não está acostumado com a grosseria que rola em Blog.
    Ele é do tempo, e tem dignidade e ética suficiente, em que chamar alguém de mau-caráter é uma afronta muito grande.
    Não está acostumado com a baixaria de xingamentos que assombra a Internet em Blogs, fóruns e comunidades pois ele não frequenta estas coisas.

  • Clarice 21/03/2007 at 14:13

    Eu não estou fazendo graça querido.
    Você é quem é uma pessoa mau caráter a ponto de difamar os outros sem fundamentos.
    Isto é o cúmulo.

  • Clarice 21/03/2007 at 14:16

    Ele fumava maconha sim. Com os “bichos-doidos” daquela época.
    E depois, Arnaldo, você está difamando um amigo meu.
    Estou indignada.
    Não é momento para risada nem palhaçada.
    Salafrário.

  • Clarice 21/03/2007 at 14:34

    Fiquem tranquilos.
    O Sérgio me disse que é possível que a grana nem saia devido à celeuma que está provocando.
    Claro que vai sair um conto: “Adeus Praga” ou coisa pareceida.

  • Pária Hilton 21/03/2007 at 14:36

    Clarice, se você é “amiga” do Sérgio, eu sou mesmo a Paris Hilton.

  • Clarice 21/03/2007 at 14:47

    Pária,
    ………….

  • Augusto 21/03/2007 at 15:03

    Clarice, Clarice…
    sai do anonimato pra poder criticar alguma coisa…
    no mais, o tal do Mirisola disse o que queria, agora com certeza ouviu o que não queria.
    Por fim: é ruim de Cecicila Gianetti arrumar um amor em um mês, hein…vai ter que malhar muito

  • Márui Cortes 21/03/2007 at 15:03

    Todo mundo sabe que poeta é muito mais modestinho que ficcionista, poeta topa qualquer miséria pra escrever, assim, proponho um projeto baratíssimo que qualquer contribuinte vai poder bancar.

    Amores expressos II, versão em versos.

    A idéia é mandar 18 poetas para um bairro boêmio (ou uma rua qualquer) com que tenham afinidade, com direito a passagem de ônibus grátis e uma cerveja. Cada poeta deverá trazer de sua pequena aventura um poema, para publicação neste blogue.

    Custos

    passagens: 36…………………..R$ 108,00
    cervejas: 18……………………. R$ 54,00

    CUSTO TOTAL DO PROJETO…R$ 162,00

  • Pedro David 21/03/2007 at 15:43

    Aí, vamos falar de literatura?????

    Sergio ( Sant’Anna), folheando numa livraria esses dias, li um conto seu sobre um goleiro que toma um frango e depois fica vendo incansavelmente o VT do gol em casa. Muito Bom.

    Sergio Rodrigues,
    Manda um conto do Lúcio Nareba pra gente…

    É isso. Não quero mais saber de escritor que vai pra Praga, nem de praga de escritor que vai ficar no Brasil.

  • Sérgio Rodrigues 21/03/2007 at 15:53

    Boa, Pedro. Vou ver se o Nareba topa liberar algum dos textos que está escrevendo na cadeia.

  • Tibor Moricz 21/03/2007 at 15:57

    Eu não queria meter o dedo nessa cumbuca, mas sinto-me compelido. Li e reli o comentário do Arnaldo. Li e reli a resposta do Sérgio. Talvez o Arnaldo tenha dito alguma bobagem com relação à ditadura (eu não sei, eu não sei), mas não disse quando falou da maconha. A resposta do Sérgio foi extremada.
    Chamar de mau-caráter e dedo-duro? Não há aí um certo exagero, um despropósito?
    O Sérgio devia corrigir a informação que ele considerava errada e só. Os perdigotos voaram pra todo lado. Acho que, no fim, a viagem lhe fará bem, Sérgio. Descansar a mente e livrar-se desse estresse todo.

  • mausoléu 21/03/2007 at 16:02

    O Nareba é o exemplo a ser seguido. O cara não tem orelha, é cego e maneta, e mesmo assim consegue escrever. Sem viajar para outro lugar que não a maionese. Sou fã do cara.

  • Rafael 21/03/2007 at 16:07

    Boa, Tibor. Assino embaixo.

  • Pária Hilton 21/03/2007 at 16:12

    Augusto Sales, deixa de ser ridículo.

  • Areias 21/03/2007 at 16:19

    Ainda não entendo a oposição ao programa para os escritores. Tem uma galera mamando há anos nossos impostos e ninguém fala nada, quando aparece um projeto mais ousado para incentivar a literatura e a leitura, surgem esses contribuintes irados, que parecem exclamar, pô para a literatura, não, escritor tem mais é que ficar pastando mesmo. Acho o projeto ótimo, sua única falha foi na escolha dos integrantes. Dar uma força (e que força!) para autores que já lançaram livros e querem escrever mais, ok, mas para quem nunca lançou nada… sei não. Ação entre amigos, sim. Queriam o quê? ação entre inimigos….

  • Sherlock 21/03/2007 at 16:29

    PH = CG?

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 16:34

    Será? Perguntaria Conan Doyle…

  • Pária Hilton 21/03/2007 at 16:36

    Só rindo mesmo.

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 16:37

    Pois é, Mausoléu. Nareba é um verdadeiro exemplo de perseverança, da estirpe de Joseph Climber. Mas a vida é uma caixinha de surpresas…

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 16:39

    Fique tranquila, para Conan Doyle perguntar só através de médium. :-) Fiquemos com o enigma…

  • João Marcos Cantarino 21/03/2007 at 16:46

    Ih, rapaz, acho que o Arnaldo, sem querer, tocou nas feridas abertas da américa latrina.

  • Gloria Garciaz 21/03/2007 at 16:52

    Respeito muito o Sérgio, admiro e gosto do trabalho dele, mas acho que ele está totalmente equivocado ao tentar comparar o projeto “Amores Expressos” com uma bolsa qualquer, mesmo sendo TAMBÉM com dinheiro público, como no caso da Secretaria de Cultura de SP.
    Quero acreditar que os critérios da secretaria para selecionar um futuro beneficiado com o dinheiro dos cofres públicos sejam muito mais amplos e sérios do que a seleção feita pelo Cuenca, que vai usufruir igualmente das moedas da Viúva.
    Registro ainda que a inclusão do nome do Sérgio Sant’Anna na lista talvez seja a maior esperança de que algum bom trabalho será feito com os nossos tostões.
    Abraço,
    Gloria

  • Alice 21/03/2007 at 16:52

    projeto legal. a literatura merece. quem sabe isso nao aumenta o numero de livros vendidos no Brasil

  • Pária Hilton 21/03/2007 at 16:58

    Eu queria saber se, em algum filme patrocinado pela Lei Rolex, as mocinhas comentaristas dessa casinha já levantaram a voz contra a escalação da Xuxa, do Didi ou da Fernanda Montenegro. Vocês são tão burros que dói!

  • Gloria Garciaz 21/03/2007 at 17:01

    Esqueci de deixar claro que não sou uma contribuinte idignada com o uso da Lei Rouanet para esse projeto, que até pode dar em algum livro de qualidade.
    O que é errado é a Companhia das Letras, líder absoluta do mercado editorial brasileiro, ser a beneficiada juntamente com os amigos do Cuenca.

  • Ana 21/03/2007 at 17:04

    “Líder absoluta do mercado editorial brasileiro”? Dona Gloria, entre em qualquer lista de mais vendidos e veja quantos livros da Companhia estão lá. Trata-se da mais competente editora brasileira – mas daí a ser “líder absoluta” vai uma gigantesca distância. Em que mundo vocês vivem, hein?

  • Zeca Futão 21/03/2007 at 17:11

    Essa polêmica anima meu dia de trabalho.
    Amanhã quero a resposta do Mirisola, Sérgio.

  • Sérgio Sant'Anna 21/03/2007 at 17:13

    Retiro o “mau-caráter” e o “dedo-duro”, Arnaldo. O que houve foi um tremendo mal-entendido. Mas fui ao International Drinking and Fucking Program pela Fundação Ford e não pela Ditadura. E de fato tanta mesquinharia com os Expressos me provocou a agressividade. E, como sabem os boleiros, a melhor defesa é o ataque. Pau nos ressentidos e invejosos. Sérgio Sant’Anna

  • Tibor Moricz 21/03/2007 at 17:15

    Clap, clap, clap…

  • Homero 21/03/2007 at 17:18

    No governo Collor, a dobradinha Collor-PC tirou dinheiro dos cofres públicos para passear pelo mundo.

    No governo Lula, a doação de dinheiro público para a companheirada passear pelo mundo não é corrupção! É “contapartida social”. 😉

  • Márui Cortes 21/03/2007 at 17:20

    Essa polêmica anima meu dia de trabalho.
    Amanhã quero a resposta do Mirisola, Sérgio.

    Clap, clap, clap…

  • Valentim 21/03/2007 at 17:28

    Eles já são um grupo: “os expressos”. É mesmo o Big Book Brasil.

  • Arnaldo 21/03/2007 at 17:39

    Ufa, recuperei meu dia. I´m not a crook! :)

  • carlos moraes 21/03/2007 at 17:47

    Ora, legal, divertida, a operação Amores Expressos. Vai propiciar bons momentos
    para gente que cria, batalha, merece. Em termos de inspiração, criação propriamente artística, nada significa. Ninguém escreve melhor ou pior por estar aqui ou ali. Criação é coisa que vem, ou não, das provisões internas de memória, inconsciente e loucura. Tenho medo de que, nessas cidades, baixe nos nossos enviado uma síndrome de Budapeste. O Chico é tão gênio com as palavras que pode digitar no computador Budapeste,
    Istambul ou Guayaquil que o romance sai.
    Chato, cerebral, mas sai. Aproveito esses
    Amores Expressos para colocar a seguinte questão: alguém aí já sentiu prazer, enlevo, curtição lendo um romance do
    Chico?

  • Neuza da Silva 21/03/2007 at 17:50

    So diarixta co ixperienssa. Minã patrôua falo preu vinháqui dizê que to ais ordi proceis limpá essa sugêra tôda aqui. Pena qo tenõ pobrema pa le i ixcrevê, sinaum tamein ia querê i préça borsaí.

  • Senor Abravavel 21/03/2007 at 17:51

    “Os expressos”. Perfeito

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 17:57

    Blindfolds aside (almost there).

    Mas, avisem ao Sant’Anna que (continuando no contexto futebolístico sugerido) caso não estejamos “vendo outro jogo”, pelo menos aqui, nos comentários desse blog, não houve mesquinharias em relação a “Los Expressos” (eu preferia “Liga Extraordinária”, mas vá lá).

    (Impedimento não foi marcado. Jogo perigoso, talvez. Cobrança em dois toques, por favor.)

    Comentou-se, sempre com respeito, bom humor e alguma objetividade, o que se considerou não esclarecido. Manteve-se, inclusive, a opção (afinal a internet tb é um espaço democrático, talvez o maior de todos) de que os citados viessem expor suas opiniões. Diga-se de passagem apenas o Sant’Anna apareceu em praça pública. Garanto que ganhou alguns novos leitores. :-)

    Palmas para ele, apesar de não ter concordado com a última frase de seu comentário pois, com informações mais claras, talvez nem existam “ressentidos e invejosos”. Será? Bom, mas isso já seria uma outra história.

  • Augusto Sales 21/03/2007 at 18:00

    Prezados,

    Comentário breve para deixar bem claro que o homônimo “Augusto” aí de cima NÃO sou eu. Apesar da discussão estar bem quente (ainda) não expressei minha opinião.

    Augusto Sales,
    o original

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 18:07

    Pois é Augusto Sales: É sempre bom assinar nome e sobrenome. Volto a dizer, nicknames não devem ser levados em conta. São bogusNão tem nem como levar a sério.. Fique tranquilo. :-)

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 18:21

    Apareceu no blog do Prosa e Verso (O Globo) outros pontos de vista: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 18:22

    “apareceu” mesmo, pois tds são convergentes.

  • Hefestus 21/03/2007 at 18:36

    Caraca. Agora que o próprio Sérgio Sant’Anna (cuja obra eu gosto e respeito) manifestou-se um tom mais abaixo a Clarice, que não se peja de chamar os outros de “salafrário”, sumiu?

    Melhor esquecer essa história e se concentrar no tema central. Não vejo mérito ou demérito no projeto, só vamos poder avaliar depois das obras prontas. Só acho que, como toda coletânea de esforços ou projeto com vários nomes, provavelmente haverá coisas muito boas, coisas bem comuns e talvez uma ou outra coisa constrangedora. Acho que Sant’Anna, Galera, Terron, Ruffato tem bala na agulha para trazer coisas muito boas dessa viagem. Os outros, veremos. O próprio projeto Camisa 13 da DBA padeceu de um mal incurável, a escalação: depois de abrir em grande estilo com Ruy Castro e o Flamengo, cometeu barbaridades como o livro do Cruzeiro, o equivocado livro do Mario Prata (uma história fraquíssima misturada com uns anexos picaretas para encher espaço) e, o que pra mim foi imperdoável, o do Inter – apesar de ser do Luís Fernando Verissimo, era um livro apressado que ficou devendo muito à irreverência e à pesquisa do livro do Peninha para o Grêmio.

  • Pária Hilton 21/03/2007 at 18:36

    O dono do blog deveria se preocupar. Isso aqui virou o “pânico na tv” das formiguinhas literatas do país (exceção ao nobre Sérgio Sant’Anna, claro).

  • Clarice 21/03/2007 at 18:53

    Eu estou aqui Hefestus.
    Evidente que fiquei indignada pois gosto muito do Sérgio.
    Apenas isto.

  • Clarice 21/03/2007 at 18:55

    Só acho que esta história já chegou ao fim. E tem gente botando lenha na foqueira para que o Mirisola responda…
    Pelo amor de Deus!
    Alguém ainda quer continuar esta discussão?
    Eu acho que já deu tudo o que tinha de render.

  • Clarice 21/03/2007 at 18:56

    E espero, com toda a sinceridade, que seja possível voltar a forma normal do Blog: discussão com argumentos e sem agressões baratas. Até usamos o humor, o bom humor.

  • Hefestus 21/03/2007 at 19:14

    Olha, Clarice, ok. Só achei que você foi agressiva além do que a situação precisava, mas não quis ofender. E, de minha pobre parte, resolvi deixar o assunto colateral de lado para tentar argumentar sobre o projeto, mesmo.

  • Roberto R. 21/03/2007 at 19:26

    Muito bom o texto do Prosa&Verso (http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/). Coloca algumas coisas no lugar, além de dar espaço para que os “réus” dessa história se manifestem. Continuo achando a mesma coisa: esse projeto está pagando pelo pioneirismo. Ninguém se queixa dos cineastas usarem a lei Rouanet, escalando a equipe e o elenco que desejam. Que venham outros Rodrigos Teixeiras. A literatura brasileira só tem a ganhar.

  • Clarice 21/03/2007 at 19:31

    Fui grossa demais. Desculpe Arnaldo.
    Falha minha. Mas fiquei muito indignada quando li a ironia da maconha, e, a história da ditadura foi demais.
    Não sei se o Arnaldo tem idade suficiente para entender a gravidade da acusação.
    Sérgio ralou muito na vida. Dava aula da URFJ, trabalhava num órgão como funcionário público e… escrevia tudo ao mesmo tempo.
    Ele escreve à mão. kkkkk Letra miudinha, de caneta preta.
    Ih!!! Desculpe Sérgio, mas eu ainda pego uma folha destas de recordação.
    Borges idem. Como é de conhecimento geral. Biblioteca municipal catalogando o acervo.
    “(…)suportei a biblioteca por cerca de nove anos. Foram nove anos de ininterrupta infelicidade.”(…)
    Seus colegas de trabalho acharam muito engraçado quando um dia viram numa enciclopédia um escritor com seu nome e mesma data de nascimento.
    Nós estamos tratando os escritores nacionais como se eles pudessem viver de direitos autorais.
    Acho que só o Paulo Coelho pois o Jorge Amado já se foi.

    Acho que o melhor é a gente ir ler o “História Universal da Infâmia” do que ficar fofocando da vida alheia aqui.
    Agora e vou e não volto.
    Estamos todos mais calmos e acho que este assunto pode estar encerrado.

  • Clarice 21/03/2007 at 19:34

    ROberto R.
    Não consigo acessar a página do Prosa e Verso. Meu Browse está com um tilt qualquer que eu não sei consertar.
    Não consigo acessar certas páginas.
    Fui.

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 19:37

    Opa. A Literatura Brasileira ganha com projetos abertos e com as regras claras como, por exemplo, o Petrobrás Cultural.

    Quando se usa dinheiro público essa deveria ser a regra (e fiscalização em cima!). Quando o dinheiro privado, que o dono faça dele o que quiser.

  • Ana 21/03/2007 at 19:37

    Gostaria de propor ao MinC a criação da “Lei Jacques Lacan”, cujo objetivo seria – através de isenção fiscal aos analistas – fornecer ajuda psicológica aos escritores rejeitados por editoras, concursos literários e projetos culturais. Não seria uma maravilha?

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 19:37

    Tem um post meu lá em cima com o link do prosa e verso.

  • Roberto R. 21/03/2007 at 19:40

    Claudio Soares, a Lei Rouanet tem regras claras. O que falta é gente que se aventure a inscrever projetos de cunho literário por lá. Já pensou em inscrever o seu?

  • Pedro Curiango 21/03/2007 at 19:40

    Não sou escritor nem conheço a maioria dos escritores citados. Entre os que conheço há UM que é bom. Mas o problema não é realmente a qualidade dos escritores mas a ética, a validade, a necessidade da Lei Rouanet. Um país pobre, cheio de analfabetos, faria melhor pela sua literatura se patrocinasse programas que incentivassem a leitura – não adianta produção literária sem leitores. Agora, se temos leitores, por certo haverá produção literária. Patrocinar viagens de férias de escritores me parece algo como esta bolsa-esmola – uma malversação de fundos públicos. E esta briga contida nas quase 400 mensagens trocadas neste forum, faz-me lembrar uma história, com frase atribuída ao famigerado Henry Kissenger. Quando ainda era professor, uma vez teria dito que as brigas intra-departamentais nas universidades eram violentíssimas exatamente porque o ganho que se disputava era tão pequeno…

  • Pedro Curiango 21/03/2007 at 19:43

    kissInger

  • Roberto R. 21/03/2007 at 19:44

    “Viagens de férias”? Não entendi. Os escritores não vão lá trabalhar? A não ser que o Pedro Curiango não ache que escrever é um trabalho. Nesse caso…

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 20:19

    RobertoR: o único projeto que tenho nesse sentido é escrever, escrever e escrever.

    E o faço com recursos próprios.

    Vc encontrará nas livrarias meu primeiro romance (Santos-Dumont Número 8) que levou 3 anos para ser realizado (464 páginas). Friso: escrito com recursos próprios.

    Apoio iniciativas como o Petrobrás Cultural, como já disse, pois, foi aberto a todos e com regras claras.

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 20:39

    Complementando: Escrever o SD8, o fiz com recursos próprios. Os recursos de publicação e distribuição foram, claro, da editora. :-)

  • maria 21/03/2007 at 20:50

    Bonde dos excluídos

    Há uma questão que sempre me intriga: no “mundo das artes”, cineastas recebem incentivos e/ou participam de editais com dinheiro público que na maioria das vezes não são vistos ou não se pagam, por inúmeras razões. Eu acho que é o único ou um dos poucos mecanismos que existem, então, aos cineastas não resta outra alternativa. Ainda que se façam filmes medíocres, a safra do cinema melhora a cada dia, e com ela, a possibilidade de renovação da linguagem. Nas artes plásticas, idem: muitos artistas foram surgindo porque haviam incentivos, como bolsas, editais, etc, etc. Depois vão para bienais, vendem obras, vivem disto. E por aí seguiriam inúmeros exemplos, no teatro, música, etc. Mas nada desperta reações tão nervosas quando se trata de subsídio ou oportunidade para escritores. Basta sair uma resenha favorável a alguém, e todos começam a querer ver defeitos. Basta uma idéia de antologia, basta alguém sobressair, e começam a se debater. Panela contra panela ou excluído contra convocados e vice-versa. Excluídos, não fervam fora da panela: escrevam melhor que eles.

  • maria 21/03/2007 at 20:51

    continuando; O que importa é o texto. A literatura não é jogo de poder, a literatura é justamente fora do poder porque quem é escritor sabe que não se faz isto por dinheiro. Quem bom se existisssem mais bondes, mais bolsas, mais editais para escritores: existiriam Barretões, mas existiriam também, quem sabe, algum Manuel de Barros, quieto em seu canto e apenas escrevendo. Reclamem da porcentagem dos direitos autorais, da falta de oportunidade em geral para escritores deste país, que geralmente não vivem de seus direitos autorais e, se vivessem, teriam mais tempo para escrever melhor. Mas não reclamem por estarem fora de nenhum grupo. Isto é mesquinho. Isto faz parecer que são escritores frustrados. Não sei dizer pela Cia das Letras, mas, acredito que sempre haverá algum editor interessado em um bom livro e temos inúmeros exemplos de pessoas que publicaram dessa maneira: porque se preocupam menos com a panela, e mais com a comida que vão servir.

  • Pedro Curiango 21/03/2007 at 20:52

    Roberto R. : ESCREVER é trabalhar. Ir a Paris para “inspirar-se” para escrever uma história de amor é VIAGEM DE FÉRIAS.

  • Cezar Santos 21/03/2007 at 20:58

    Puxa,
    O pau cantou (está cantando) feio com essa história de convescote literário. Pra não ficar de fora, reafirmo o que já disse, façam o que quiserem, mandem escritor pra onde quiserem, pra escreverem sobre quaisquer temas…. mas não o façam com grana pública. Sou contra dar dinheiro público pra escritor escrever, assim como sou contra dar dinheiro público pra cineasta fazer filme, pra cantor/a fazer show.
    Livro, filme, teatro, show, artes plástica, etc. são projetos pessoais, expressão individuais de visão de mundo.
    Cada um que faça a sua às própria expensas e não ponham o povão pra pagar por isso.
    Que dêem um jeito de subsidiar/financiar o consumidor de cultura, pois assim o mercado para os criadores será fortalecido.
    Falei e disse.

  • maria 21/03/2007 at 20:58

    roberto r, eu não falaria isto antes de ler o que foi produzido deste projeto. se não pode ir a paris, vá no boteco da esquina e vc vai encontrar uma história de amor, ou de inveja, se este for o seu tema…quem escreve trabalha andando, observando, lendo…e parando de perder tempo com intrigas. O mundo jah estah cheio de guerras demais, pra ficar soltando torpedos inúteis – gaste seu tempo escrevendo, que literatura não é competição…

  • maria 21/03/2007 at 21:00

    o lobo antunes falou uma coisa otima que estah neste blog inclusive, acho: as pessoas hoje querem publicar em um ano, e no dia seguinte estar traduzidas no mundo inteiro…literatura eh trabalho mesmo, e mal remunerado como nenhum outro. se faz com amor, não com ciúmes ou inveja/

  • maria 21/03/2007 at 21:18

    cezar, tb seria contra subsidios do governo se houvesse outras iniciativas, que, quem sabe, deveriam estar na pauta do congresso. Mas discordo que “Livro, filme, teatro, show, artes plástica, etc. são projetos pessoais, expressão individuais de visão de mundo.
    Cada um que faça a sua às própria expensas e não ponham o povão pra pagar por isso”.
    Não é expressão individual, quem trabalha com cultura está trabalhando e nem todos têm alguém que os sustente. então vc acha que um escritor deve trabalhar de dia, e durante a noite e fins de semana ficar escrevendo, durante anos? drummond era funcionario publico, guimaraes rosa era medico, mil exemplos, mas, cada um cada um. é importante subsidio sim. ler custa caro. escrever custa tempo e dinheiro, e é uma atividade que deveria estar inserida no contexto dos meios de produção, como acontece em muitos países. mesmo com incentivo, texto eh texto, soh os bons sobrevivem e esta mentalidade que todo mundo deve sofrer, principalmente o artista, eh catolica e reaciionaria demais…alem do mais, ressentimento ateh hoje soh produziu monstros.

  • Marco Polli 21/03/2007 at 21:30

    Aproveitando toda essa beligerância, fica a sugestão de se criar o jogo “War Literário”. Vamos ver quem domina Vladivostok, seis exércitos contra o seu.

  • Te 21/03/2007 at 21:32

    Vampiro por vampiro, por que não reunir toda a Liga Extraordinária na Transilvânia?
    Aposto que todos os escritores tem a justificativa do Carlos Heitor Cony pra receber R$20 milhões a título de indenização por ter sido perseguido pela ditadura: eu mereço, e daí?

  • Cezar Santos 21/03/2007 at 21:42

    Maria,
    resumo assim, eu (contribuinte) não tenho de pagar pra quem um cara escreva livro. Eu (contribuinte) posso pagar, se tiver condições pra isso, pelo livro escrito…não sei se me faço entender.
    Se o cara quer escrever, que vá a luta, e faça isso sim às próprias expensas. Por que assim, e só assim, ele terá a independencia intelectual que a arte exige do criador.
    Se não consegue, paciencia… vá vender sapatos.
    Agora , se ele quer mesmo escreve, ele venderá sapato durante o dia e escreverá durante a noite.
    É ai que defendo o subsídio ao consumidor… deixe os caras escreverem. ai o governo dá um jeito de baratear o produto..que jeito? não sei, não sou especialista. Talvez uma forma seria diminuir o imposto do papel, o que talvez possibilitasse às editoras baratear o custo do livro para os leitores…
    É o que penso, garota….

  • zeluiz 21/03/2007 at 22:07

    eta brasilzão
    todo mundo quer mamar da grande teta estatal
    a literatura brasileira é feita por funcionários públicos – os incluidos – e pelos reprovados no concurso público, os ressentidos

    toda a obra do tal mirisola não vale uma frase de Machado de Assis

    vamos voltar a ler Euclides da Cunha?

  • frida 22/03/2007 at 00:35

    prefiro o filho, o André Sant’Anna… seria um “investimento” mais interessante pro futuro.
    Mas o problema do negócio todo não é quem foi ou deixou de ser escolhido, o problema é entrar dinheiro público nisso…

  • frida 22/03/2007 at 00:38

    mesmo que o Estado entre com dinheiro na Literatura, não pode ser desse jeito de modo algum… Deveria financiar campanhas de leitura, distribuição de livros em escolas, incentivo a pequenas editoras, novos autores, com premiação em concursos sérios… não financiar viagem para autores da CIA das Letras, nossa Rede Globo do mercado editorial!

  • eu 22/03/2007 at 02:01

    resumindo: o projeto é ridículo e pago com os impostos de trabalhadores q ñ lêem!
    ps: cada país tem os políticos e os escritores q merece…

  • Harpia 22/03/2007 at 02:15

    Bom, não sou escritor, não conheço muitos dos “expressos”, não posso avaliá-los com os parâmetros de quem conhece técnicas narrativas, construção de personagens ou seja lá como se chamem os truques usados para escrever ficção.
    Só poderia avaliá-los como leitor, mas acho que mesmo um leitor apaixonado como eu, que gasta mais dinheiro do que deveria (segundo o senso comum) com livros, por mais que elaborasse a minha crítica e tentasse fundamentá-la em parâmetros objetivos, no fundo no fundo estaria mesmo dizendo “gosto disto” ou “não gosto disto”. Quer dizer, seria apenas uma opinião subjetiva e idiossincrática.
    Prefiro atacar a questão por outro ângulo, um no qual me sinto muito à vontade para me manifestar: o de contribuinte, este cara que vê todo o mês um terço (!) dos seus minguados proventos ser transformado em um lançamento na coluna de descontos do seu contra-cheque.
    Pois bem, como contribuinte, e, teoricamente (na verdade o mecanismo de renúncia fiscal da Lei Rouanet é mais complexo) um dos financiadores dos “expressos”, posso dizer que estou muito satisfeito.
    Dentre outras coisas, porque já me acostumei (ah, esta peculiar falta de fibra brasileira !) a ver os meus 27,5% financiarem coisas muito mais absurdas, desde dinheiro dado para banqueiro incompentente disfarçado de auxílio ao sistema financeiro até modernizaçao do cabresto disfarçado de programa assistencialista, e isto para ficar só nos últimos doze anos.
    Sinceramente, a idéia de ver esta merrequinha (mas que me faz muita falta !) financiando literatura, me agrada, mesmo não deixando de ver os eventuais defeitos de um projeto como este.
    Ah, a seleção deixou de fora o Fulano, e como foi possível levar o Beltrano, etc … bem, todo mundo tem a sua escalação da seleção brasileira, imagino que o mesmo deve acontecer com a lista dos “expressos”. Seria impossível elaborar uma lista destas sem causar polêmica.
    Ah, mas os critérios foram subjetivos e pessoais, os “caras” só chamaram o “sua panelinha”, etc … gente, o fato é que eu não consigo imaginar critérios objetivos, puramente racionais, cartesianos, para julgar literatura (mas, de novo, esta é a opinião de um leigo) … todo processo de entrevista e seleção tem um quê de subjetivo, de “empatia” ou qualquer outro termo usado para mascarar o “fui com a cara deste sujeito” … e, mesmo que muitos dos “expressos” tenham sido chamados por “fazer parte da turma”, bom, nem por isto pode deixar de sair um livro interessante daí, ora.
    Ah, mas deve sair muito livro ruim disto aí, etc … é bem possível. Este é um projeto arrojado, e como tal, com um alto nível de risco. Mas que também pode oferecer resultados maravihosos, surpreendentes.
    Enfim, a mensagem ficou enorme. Mas como estou postando as duas horas da manhã, ninguém vai ler mesmo. 😉

  • Ana Lima 22/03/2007 at 03:21

    Grande Sérgio Sant’Anna. Desde os anos por aqui, fazendo bonito.
    E o Mirisola, hem? será que saiu com a Fátima depois dela fazer os pés?
    O resto, bem, o resto é isso, nada além. Ou quase nada.

  • Ana Lima 22/03/2007 at 03:21

    anos 1970

  • eu 22/03/2007 at 03:28

    Esse harpia só pode ser um dos beneficiados. Prestar-se a escrever tudo isso apoiando a mamata e dizendo-se satisfeito é o fim. Deve ser a encarnação do bom coitado…

  • Sérgio Sant\'Anna 22/03/2007 at 05:43

    Tanto senso de humor, tanta graça fresquinha, tanto esprit de corp e de porc, tanto crítico enrustido – e também tanta generosidade dadivosa – fico pensando se toda essa firme defesa do dinheiro público e do imposto pago (mas deve ter sonegador aí no meio dos indignados), se toda essa sã agressividade, como diria o grande Ruy, fossem dirigidas à orgia dos políticos e governantes corruptos e não à nossa pioneira expedição cultural e amorosa aos quatro cantos do mundo, antes que derretam. Abraços finais. Sérgio Sant’Anna.

  • João Paulo 22/03/2007 at 06:59

    É interessante. Se ninguém dá incentivo a classe reclama. Se dá, reclama do mesmo jeito.
    De minha parte, se de alguma forma contribui com alguma coisa de meus impostos, que vão com Deus. Que escrevam bem e caprichem na letra!

    Para os que ficaram e estão bravos, recomendo um pouco de tricot. É ótimo para desestressar.

  • Mário Cortes 22/03/2007 at 07:50

    A mim pouco importa quais foram os autores beneficiados com o projeto, dificilmente alguém irá lê-los. não conheço ninguém que se interesse por romances contemporâneos. toda gente que conheço prefere os contos e os poemas, de preferência publicados na web.

  • Mário Cortes 22/03/2007 at 08:02

    Mas de onde me veio a idéia de que os caras vão escrever romances em Paris? Há contistas entre eles. Acho que foi o nome do projeto, Amores expressos, cabe bem para filmes e romances, até pra uma coletânea, se for o caso.

  • Paulo 22/03/2007 at 08:06

    Eu escreveria uma história de amor na Transilvânia com o maior prazer. Deve ser um lugar interessantíssimo! (divícil seria, bem, escrever)

  • Claudio Soares 22/03/2007 at 08:15

    Sant’Anna: Expedição? Quer dizer que é mesmo uma “viagem de exploração”? (com trocadilho, por favor) Faz sentido, Allan Quatermain faz parte mesmo da “Liga Extrordinária”.

    Como vc mesmo escreveu (em um post resposta anterior) a melhor defesa é mesmo o ataque. Desvia o foco. Olha só, defesa do dinheiro público não é só responsabilidade “do outro” é responsabilidade de todos (inclusive da “intelligentsia”, спасибо).

    A “expedição” (ou exploração) dos “Amores Expressos” (parece até nome de cafeteria) deveria, sim, tentar “descobrir” a cultura e o amor aqui mesmo no Brasil (sim é possível), tentando fazer diferente dos tais “políticos e governantes corruptos”, como citado em seu post.

    Volto a frisar: Concordando que a idéia de escrever sobre o amor seja (e sempre é) uma bela idéia, pergunto, como é que o Rio de Janeiro fica fora dessa lista? Ainda mais nos tempos sombrios que vivemos.

    Isso demonstra tb, no mínimo, uma (imperdoável) falta de visão (lembrando que 2007 é ano de Pan).

    Mas, para que ter esse tipo de preocupação não? É mais fácil desviar o foco: Ah, esses invejosos e monocórdicos escritores excluídos (e como sugerido pelo JP aí em cima) que façam as vendas de agulhas e linhas aumentarem nos próximos meses. (JP: só mais uma coisa: caprichar na letra e coisa de pintor… de letras, no caso dos “escritores”, o Microsoft Word assume essa responsabilidade).

    Falam da inveja dos “excluídos” da “viagem de exploração”, desculpe-me, da “expedição”. Que inveja é essa? Invejar o uso (errado) do dinheiro público? Não, definitivamente não sentem inveja desse tipo de procedimento.

    Volto a frisar: Se o dinheiro é público, o incentivo deve ser algo parecido com o Programa Petrobrás Cultural! Aberto e com regras claras.

    Sugestão para finalizar: acrescentem à “pioneira expedição cultural e amorosa aos QUATRO cantos do mundo” um quinto… um quinto dos infernos.

  • Luiz Cláudio Canuto 22/03/2007 at 08:29

    Muito barulho por nada…

    NADA!

    Oras, a Companhia das Letras é uma empresa privada que tem o óbvio interesse em promover seus escritores. Seja criando coletâneas do tipo “Os 316 contos de José da Silva” como mandando veteranos e novatos para incrementar a venda futura desses escritores.

    E, sinceramente, acho que o editor da Companhia das Letras até previu que haveria polêmica sobre esta nova coleção, pois tem consciência de como é pobre o debate sobre literatura no Brasil.

    Quanto ao uso de recursos da Lei Rouanet… são as regras do jogo. E a editora não as usaria??

    Boa sorte aos viajantes. E boa sorte ao investimento da editora.

  • Guilherme Meirelles 22/03/2007 at 09:25

    Achei legal o projeto da Companhia das Letras. Sugiro que a Revista Caras busque os mesmos incentivos da Lei Rouanet e faça uma série de reportagens culturais em Miami, Mônaco, Saint Tropez, Aruba, Curaçao, Punta Del Este e outros points semelhantes. De cara, já pensei nos escritores a serem selecionados, que ficarão devidamente instalados em hotéis cinco estrelas, tudo às custas do meu, dos eu, do nosso: Roberto Justus, Astrid Fontenelle, Adriane Galisteu, Luciano Huck e Narcisa Tamborindeguy. Já que se abriu o precedente, vamos popularizar a cultura para o populacho.

  • Camilla Lopes 22/03/2007 at 09:40

    Bem, eu também gostaria de ter ido nessa de “amores expressos”. Eu queria expressar o meu amor durante um mês lá em Pápua Nova Guiné, os aborígenes me inspiram… Quem sou eu? Só mais uma jovem que vez ou outra tem um texto publicado em revistas sem expressão e que escreve o primeiro livro. Aí vocês pensariam: “Ah mas ela não tem livro, não pode ir”. Que nada… Dois “escritores” que NÃO tem livro próprio publicado vão…Também quero!Sem problemas. No momento eu estou organizando um “bonde” de escritores para escrever em vários pontos da Baixada Fluminense. O projeto vai se chamar “Presuntos expressos” e tem como gancho abordar as experiências dos 13 escritores que pretendo convidar, com os restos de gente que amanhecem nesses lugares.
    Pápua Nova Guiné há de me esperar, no momento estou atrasada para o trem Central – Queimados.

  • joao gomes 22/03/2007 at 09:45

    A vinda ou epifania de um escritor (de carteirinha e livros) aqui foi, em minha modesta opiniao uma das melhores coisas em toda essa quizumba a respeito de “Amores Expressos” e assim dos Amores Passamos aos Rancores.

    Eu , francamente gostaria de saber a opiniao do doce Lord Nareba. Inclusive pretendo escrever uma peticao ao PEN Club International para que Lord Nareba seja anistiado e indenizado. Estou consultado meus advogados. Uma mocao de censura devo emitir para a UNESCO, ONU e ABL afim de que seja expressamente revogada a prisao do gentil escriba, violentamente privado de sua liberdade de expressao de suas idéias e acoes. Aqueles que quizerem assinar o manifesto escrevam para o e-mail supra. Nossos agentes financeiros darao outras informacoes sobre os procedimentos para fechamento de tal proposta.

  • joao gomes 22/03/2007 at 09:47

    digo infra.

  • claudio martins 22/03/2007 at 10:08

    há tempos a magnifica fernanda montenegro (respeito TOTAL pela pessoa, mas pela atriz estou exagerando, não engoli aquele quase-oscar, prefiro outra que esqueci o nome) não precisa vender um ingresso sequer para pagar seu iptu? e a família, enorme, mais os agregados e a panelinha cenotécnica carioca, tipo ‘clubinho rouanet’, bancados pela petrobras, que se anuncia como a maior “patrocinadora de cultura ” do país …

    com dinheiro dos outros, é fácil …
    mas a parte triste deste fato, o que se deveria realmente discutir, é que não há mais o verdadeiro ‘julgamento’ do público, o verdadeiro destinatário do imposto que virou filme … quantos ingressos vendeu ????????

    a rouanetagem não patrocina nada! nenhuma política presta !

    as empresas não usam o lucro para engrandecer a cultura nacional, mas o imposto sobre esse lucro, dinheiro da sociedade … realoca a grana que deveria ir para educação, p.ex. – e lá então se formem profissionais que possam trabalhar e financiar suas próprias artes, e, por sorte, ou por merecimento, conquistar apoio de algum terceiro – se científico, governamental, e se artístico, privado … não esquecer que sempre que houver um prêmio, haverá na sociedade a dúvida em relação aos critérios desta escolha …

    contra isso é besteira lutar … acho que se deve é inverter a situação … nocaso das ‘letras’ aproveitar a onda e o m-argh-keting e lançar, já, outros livros sobre o assunto … só no post anterior tem enredo para uns 20 !

    fossem todos esses blogueiros e comentaristas realmente artistas já teriam aproveitado a situação …

    sou designer de objetos – ou, aqui, não escritor … foi hilário ler tantas idéias colocadas nos comentários, foi divertido ler as situações de desespero ira consternação, congratulações e críticas, e principalmente, variações sobre o desgastado tema …

    vão desperdiçá-las? muito mais divertido que o tal futuro livro, que eu jamais compraria … juntem-se, compilem, divirtam-se e lancem qq coisa já !

    guerra é guerra ! no bom sentido claro …
    estão esperando o quê ?

  • Nelson Lima 22/03/2007 at 10:12

    eu gostaria de ver você falando sobre a CPI, li hoje que O senador Heráclito Fortes (PFL-PI), estava feliz da vida, por ter conseguido assinaturas para a CPI da ONGs. Mudou de humor rápidinho ao saber que a bancada governista, conseguiu recuar o período das investigações da CPI que agora vai apurar repasses a organizações não-governamentais (ONGs) aos quatro últimos anos da gestão Fernando Henrique. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) já preparou estratégia a CPI das ONGs, vai pedir a convocação do ex-governador Geraldo Alckmin para falar sobre denúncias nos convênios de ONGs que cuidavam de presídios em SP. Já na câmara a ordem é contra-atacar com uma CPI do Metrô.
    E você…o que acha disso?

    http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

  • Harpia 22/03/2007 at 10:44

    eu, meu querido caranguejo:
    Um dos agraciados ? Quem me dera … também não sou um pobre coitado, não, mas obrigado pela preocupação … apenas não encaro o projeto como mamata, mas como investimento em cultura. Prefiro ver o meu dinheiro bancando este investimento do que ser dado para banqueiro ou ser transformado em esmola em troca de voto.
    Mas, que diabos, o Sérgio Sant’Anna passou o recado que eu queria com muito menos palavras e muito mais talento. É grande a diferença entre um amador e um profissional … :)

  • Caco Avez 22/03/2007 at 10:45

    Sérgio,
    Me parece que justamente o pedido da carta que o Mirisola te fez foi para um criterio seletivo e aparentemente “imparcial” que nada tem a ver com o caso em questão, que muitos chamam e eu acredito mesmo que seja: Uma confraria.
    Sem mais.

  • Juliana Alfoya 22/03/2007 at 10:52

    Não quero pagar a passagem de ninguém e ter que pagar de novo por um livro da Cia. das Letras. Poxa que absurdo, se fosse dinheiro da Cia das Letras tudo bem, mas pô o meu? Dá cá meu trocadinho!

  • frida 22/03/2007 at 11:02

    Ah, Sérgio. Infelizmente não sonego porque não ganho tanto pra declarar Imposto de renda, o meu é pego na fonte, no salário mesmo… nem tenho essa possibilidade, assim como a imensa maioria dos brasileiros.

  • Mr. Ghost(WRITER) 22/03/2007 at 11:14

    Polêmica, Polêmica em torno do projeto… esse é o objetivo.
    Objetivo alcançado, farpas, espinhos e venenos disparados e destilados… deste lado e do outro também…

    Tanto político roubando o dinheiro público para todo tipo de pilantragem há décadas e todo esse estardalhaço por causa do projeto… então tá…

    Eu que não sou escritor, não sou crítico, sou apenas leitor, vou esperar pra ver no que vai dar esses amores expressos ( ô título ruim hein). Agora eu acho uma besteira esse lance de mandar alguém para algum lugar “inspirador” para o cara “se inspirar” e produzir um livro… mas, cada louco com sua companhia, digo, mania…

  • Javier 22/03/2007 at 11:16

    Que grande circo se transformou esse debate. Que na verdade deixou de ser debate pra ser uma arena de egos. Mais decepcionado e triste fico com o comentário do bom escritor Sergio Sant’Anna. Pô, Sergio, expedição cultural e amorosa, não dá, meu! Pelo menos fica na tua, como o Marçal, que é bom demais, e tá na dele.
    Esse circão promovido por dois “agitadores culturais” (o que é isso, me expliquem), pelo governo brasileiro e comprado pela maior editora do Brasil poderia ser evitado. O problema é que o projeto é bobo, sem sentido de ser, idealizado por dois caras que devem estar achando “demais, cara” essa polêmica, rindo disso tudo e tomando um chope na avenida Atlântica. Projetão mais precisamente, marqueteiro, o que, definitivamente, a boa literatura dispensa.

  • Rafael 22/03/2007 at 11:22

    Estou francamente horrorizado com tanta tergiversação. “Mas (diz a ladainha incessante de uns cínicos) ninguém reclama quando o benefício fiscal financia obras cinematográficas; ninguém mostra indignação com a multidão de políticos corruptos; ninguém blá, blá, blá”.

    Eu pessoalmente (e muitos outros aqui, acredito) me indigno profundamente com com tudo isso sim, senhor. Mas o tópico em discussão é um projeto que, como bem assinalou o Cláudio Soares, tem nome de cafeteria. O tópico não é o financiamento do cinema, não é a corrupção obcecadamente praticada pelo PT, PFL, PSDB, PCdoB, PRONA, PP, PTB e PQP, não é o José Dirceu, não é o Arlindo Canaglia, nem o Arthur Virgílio, nem o Maluf, nem o Collor, e muito menos não é o “primus inter pares”, o nosso digníssimo presidente da república (sem maiuscúlas).

    Minha opinião sobre o finaciamento do cinema pela Lei Rouanet? Pois bem, ei-la: trata-se de um luxo inaceitável num país cujo sistema educacional revela-se inapto para ensinar tabuada às crianças, um luxo que remunera regiamente uma classe ociosa de artistas presunçosos, que costumam a produzir, salvo as raras exceções, obras vexaminosamente medíocres. A extinta Embrafilme financiou filmes como “O Homem de Itu”, no qual Nuno Leal Maia protagonizava um cidadão bem dotado (no sentido genital da expressão) cuja ereção era invariavelmente acompanhada por um originalíssimo efeito sonoro: tóiiiiiiim. A Lei Rouanet, que é (reconheço) um avanço em relação à Embrafilme, já deu margem a inúmeros casos de malversação de dinheiro público, a começar pelo mais célebre de todos, a versão cinematográfica de Chatô que, apesar de nunca ter sido filmada, consumiu alguns milhões de reais. É o dinheiro público que financia as grandes obras da sétima arte de Xuxa, Didi Bocó, etc., etc., etc.

    Nem vou entrar na política, porque, lembrando a atilada observação de um atorzinho da Globo, sou tão higiênico que evito enfiar a minha mão em matéria fecal.

    Cervantes escreveu parte do D. Quixote no cárcere.

    Camões só veio a receber uma miserável pensão da coroa depois de ter escrito “Os Lusíadas”.

    Lima Barreto era desprezado por seus contemporâneos e entregou-se inteiramente ao vício do álcool.

    Machado de Assis nunca foi além de Petrópolis.

    Terêncio foi escravo.

    Fernão Mendes Pinto foi escravizado e preso mais de uma dúzia de vezes.

    Dostoievski foi condenado à morte e só foi ter notícia do indulto quando os fuzis já apontavam para seu peito; daí foi deportado para uma prisão na Sibéria.

    Dante e Ovídio foram exilados.

    Por isso, não venham com essa de que a inspiração literária possa ser insulflada artificialmente assim como o sono é induzido por tranquilizantes. Embora acredite piamente naquilo que Goethe disse, que a poesia se origina das circunstâncias, nada, nada mesmo me fará pensar que as circunstâncias tenham primazia sobre o taleto e a inspiração.

    Portanto, se o projeto resultar em alguma obra de verdadeiro valor literário, saibam que esse desfecho terá sido meramente ao acaso.

  • Claudio Soares 22/03/2007 at 11:34

    Não vamos mais falar nem de “queijos” nem de “vermes”. Se só o cinema “justifica” vamos falar de cinema. Que tal a “Liga Extraordinária”: http://aultimabiblioteca.blogspot.com/2007/03/liga-extraordinria.html

  • Apolônio Pedreira 22/03/2007 at 11:48

    “mas deve ter sonegador aí no meio dos indignados” – Participar de um debate sendo chamado de LADRÃO por um escritor terceiromundista, acusando as pessoas que apenas desejam o livre debate – o que deveria ser estimulado em todo o país – para colocar às claras questões estranhas e que deveriam ser revistas como RENÚNCIA FISCAL E LEIS DE INCENTIVO e ainda tentar dar lição de moral, citando Ruy, aquele cineasta marxista ou com pendor esquerdista, que deve morar de Laranjeiras prá lá, que tanto quanto os homens- dólar do governo se beneficia de dinheiro público para realizar seus filmes…Faça me o favor!Sérgio, fica na sua! Calado você é um poeta…mas quando abre a boca…deus me livre do cheiro.

  • Apolônio Pedreira 22/03/2007 at 11:52

    Copiarei todos os comentários do Sr. Sérgio Sant’Anna que tem a mania de acusar e denegrir os outros. Tudo pelo debate saudável.

  • carlos moraes 22/03/2007 at 12:20

    Nunca tinha blogado na vida e estou fascinado com esse debate pelo que de
    gente boa entra na roda. O final do comentário do Rafael é muito bom e gostaria de lembrar, citando de memória,
    um concito do Borges: “uma obra-prima não pode ser intencional, ela é fruto do acaso e da inocência, quando não não do desleixo”. Não sei se ele falou exatamente assim, minha memória, além ruim, costuma editar pouco. Mas a idéia é essa.
    Carlos Moraes

  • Pária Hilton 22/03/2007 at 12:24

    Tenho vergonha e, confesso, um pouco de peninha, pelo autor do blog. Reunir esse gado de comentaristas não é pra qualquer um!

  • mausoléu 22/03/2007 at 12:31

    É isso aí. Minha vó já dizia: “Onde o boi vai, a vaca vem atrás”.

  • Noga Lubicz Sklar 22/03/2007 at 12:35

    Depois de tanta polêmica quero deixar claro que não critico o Amores Expressos. Acho natural que, uma vez convocado como curador, o escritor em questão convoque seus pares, ou autores que conheça melhor. Há dinheiro da cultura envolvido, mas como se disse, o projeto se candidatou aos recursos legais: levou. Conseguiu juntar à mesa do jantar pratos refinados: Companhia das Letras, viagens, amor. Bom pra quem embarcou. Meu post de anteontem, se pretendeu mesmo alguma coisa, foi alegrar-se com o precedente aberto para histórias de amor, assunto que, acredito, anda em baixa: só tenho lido relatos sangrentos, violência, rasas depressões, sob o jugo ditatorial do estilo. Falta arte visceral, e digo com isso, profundamente sentida e não expondo as entranhas, como vítima de tiroteio que perdeu a luta. Em outras palavras: aproveitei o gancho pra mostrar o meu produto: http://www.noga.notlogn.com. Normal. (íntegra do post lá em casa, link abaixo)

  • Luisa Medina 22/03/2007 at 13:13

    Não vi e não gostei.

  • marcelo mirisola 22/03/2007 at 13:25

    Acabei de enviar um email para Sergio Rodrigues desmentindo essa história de “bolsista municipal”. Espero que ele publique o email no mesmo espaço que concedeu a Sergio Sant’anna. Não sou bolsista de porcaria nenhuma. Informação falsa.

  • marcelo mirisola 22/03/2007 at 13:29

    Informação falsa: não sou bolsista de porcaria nenhuma. Infelizmente a carta de recomendação de Sergio Sant’Anna não comoveu os jurados do concurso público que participei – com edital,corpo de jurados e critérios pré-estabelecidos.Muito diferente do “Bonde da Alegria” da Companhia das Letras.
    Espero que o site corrija o erro.

  • Claudio Soares 22/03/2007 at 13:32

    Que alívio, Marcelo. Já estava achando que membros da “Liga Extrardinária” tinham, de fato, “super-poderes”.

    E como todos sabemos, já dizia Peter Parker, com “grandes poderes, devemos ter grandes responsabilidades…”

  • Claudio Soares 22/03/2007 at 13:34

    Taí, uma boa sugestão para o reality show (tá na moda) do Stan Lee: The Writer Man.

  • Mário Cortes 22/03/2007 at 13:44

    Agora que o Mirisola resolveu aparecer por aqui, só falta o Ademir Assunção, que foi citado nestes comentários. Essa é uma boa oportunidade pra se discutir a Lei Rouanet e outros mecanismos de financimento da cultura.

  • maria 22/03/2007 at 13:59

    pô, mirisola, mas se o sérgio te deu a carta ele queria te dar uma força. se não comoveu, talvez sejam outras questões. mas, afinal de contas, onde está o tal post que originou esta guerra toda? queria muito ler o que disse o mirisola, mas é tanto bombardeio que não acho a bala certa…

  • Roberto R. 22/03/2007 at 14:05

    Eu respeitaria a “indignação” do senhor Mirisola se tivesse a convicção de que, convidado para um projeto desses, ele recusaria – alegando a ausência de um “edital” ou de um “corpo de jurados” que embasasse a escolha dos autores. Mas eu sei que ele toparia na hora. Sua fúria é de criança mimada, dessas que quebram o quarto porque ganharam o boneco errado da mamãe. Haja paciência.

  • Roberto R. 22/03/2007 at 14:07

    Mais: alguém aqui já chiou pelo fato de um cineasta ter escolhido – sem “corpo de jurados”… – fulano ou beltrano para estrelar seu filme? O caso é exatamente o mesmo. Essa choradeira é irritante demais, deus do céu.

  • Noga Lubicz Sklar 22/03/2007 at 14:14

    Brilhante, Luisa Medina. Exatamente contra este tipo de argumento limitante lutam os escritores inéditos, incluídos aí quem custa a aparecer, como Lionel Shriver, atual detentora do prêmio Orange, em link do NY Times: http://www.nytimes.com/2007/03/19/books/19shri.html?ex=1331956800&en=bff02e469d9069e4&ei=5088&partner=rssnyt&emc=rss. Mas no seu caso, como (imagino?) leitora, não passa de preconceito.

  • Luisa Medina 22/03/2007 at 14:32

    Noga (é macho ou fêmea?) o meu comentário é limitado para pessoas como você que não entendem a amplitude do jargão “Não vi e não gostei”. Mas vamos ao tati bi tati pra te explicar se não fica complicado pra você, né? O que quero dizer com isso não se refere ao trabalho dos escritores, mas sim ao projeto, que me cheira mal, pois não estou a fim de pagar pro Sérgio Santanna ir a praga. Nada contra ele, que gosto muito, no entanto esse processo de seleção é errôneo. É dinheiro do povo. Acho que você deveria limitar -se ao assunto em questão e esquecer comentários que aqui se sucedem. Sem mais e espero encerrar o assunto.

  • Rafael 22/03/2007 at 14:51

    Luisa,

    O seu comentário inicial foi ambíguo: parece que se dirigia ao texto da Noga e não ao projeto dos expressivos.

    Mais cuidado da próxima vez, para não gerar rusgas desnecessárias.

  • Noga Lubicz Sklar 22/03/2007 at 14:59

    Certo, Luisa, foi apenas um mal-entendido cornológico (ops) cronológico, vai ver até que nossos comentários se cruzaram no ar. De todo jeito valeu, deu pra mandar o link do NY Times que já estava me dando coceira. (e pra desabafar um pouquinho a frustração, rsrs)

  • Luisa Medina 22/03/2007 at 15:06

    Nesse caso, eu lamento ter sido rude. Mas confesso que nem li o que você havia escrito quando escrevi o que escrevi primeiramente, não acredito que seja aqui o lugar onde eu discutiria minhas adversidades de uma forma mais precisa. Aqui apenas expresso o que acho do que foi postado.

  • valter 22/03/2007 at 15:18

    oi luisa gostei do jeito como vc enfrenta situaçãões de confronto, no matter seja o sexo do seu ocasional oponente … aleluia … estou apaixonado

  • priapo 22/03/2007 at 20:23

    Pessoas, Antes de debater projetos como este deviam debater 0s mais de 50.000.000,00 de reais mensais que pagamos aos nossos 500 e tantos picaretas deputados nacionais. Só de salários, benesses e mordomias, sem contar senado, presidencia, assembléias, câmaras de valha-me, o intocável Judiciário.
    Gostaria de saber se uds sabem com que grana se financia um tim, oi ou qq festival ou show de funk (srs do minc, algum projeto em andamento?) ou bach senão com patrocínio chancelado pelo gil.
    O projeto tão esculhambado por este monte de recalcados vai gerar produção de midia, custos de gráfica, distribuição, de venda e etc, todos ítens sujeitos a pgto de impostos seus bolhas, inclusive todos vcs, com esse calhamaço de comentários rancorosos e o tempo perdido estão pagando energia, velox, etc, atividades e serviços geradores de receita pros cofres do governo.

  • Pedrimrenzim 23/03/2007 at 14:40

    Elementos para fazer uma boa “parceria” e incentivar o “fisco” cultural:
    1.ter honestidade intelectual e ética como escritor;procurar o tal P.COELHO…
    2.estar entre a turminha ou patota de “amiguinhos” do Rei…
    3.escrever apenas aquilo que for bom para o Ouvido,sensações e prazeres do “dono” do Kapital;
    4.ser alegre e tomar Uisque no dia do lançamento do livro:coletânea de amigos e suditos do Rei!

  • Alexandre Marino 23/03/2007 at 14:54

    Sérgio Sant´Anna é digno de respeito. Mas discordo do final do texto dele. Mirisola deveria ir escrever seu romance de amor em Bagdá.

  • Franco Atirador 23/03/2007 at 16:01

    Concordo Alexandre e ainda sugiro ele levar o pessoal de Passos MG, com ele. Inclusive um rapaz que tem um blog que ninguém comenta. O que você acha?

  • Troglodita Tupinambá 23/03/2007 at 18:57

    Por sorte sou escritor E milionário. Não preciso me rebaixar como esses mortos de fome que estão excitadíssimos com a perspectiva de se ajoelhar e cumprir serviço diante da Companhia das Índias. Eu viajo para onde quero com o MEU dinheiro. Morram de inveja!

  • Mausoléu 23/03/2007 at 19:13

    Quem abriu a jaula?

  • Cão Andaluz 24/03/2007 at 14:36

    Todo mundo quer é mamata! Daqui a pouco, o Lula vai criar a Embralivro!

  • cecilia giannetti 24/03/2007 at 21:29

    querido augusto

    seu sentimento de inferioridade e ressentimento foi inteiro traduzido numa frase que só um cabeleireiro diria. para chegar a escritor, é você quem deveria estar tentando ser mais elegante. não é malhando que se chega lá. é escrevendo.
    um suíno, no entanto, não compreenderia meu comentário.

  • Armando Noim 24/03/2007 at 22:36

    Caríssimos Literatos,

    Estou a começar na arte. Imerso em profunda
    pesquisa cai aqui neste blog e percebi alguma
    insatisfação devido a alguns escritores irem
    e outros não irem em certas viagens patrocinadas.
    Não questiono o método, a forma, a simpatia
    ou se quiserem a sorte de uns ou azar de outros no
    referido certame, mas sim contesto que pessoas
    de alto gabarito que são, sendo escritores ou
    amantes destes caiam nessas discussões vazias,
    fomentando fogueiras de vaidades colaborando
    com um desserviço para a nobreza da arte
    de escrever.

    Armando

  • Socila (Departamento de Educação) 25/03/2007 at 10:50

    Vimos informar que o curso “Boas Maneiras para profissionais de Letras” iniciará no dia 02 de julho próximo. Maiores informações: e-mail socilacursos@socila.com.br
    O cursos inclui aulas de caratê e persuasão com classe.

  • Paulo (outro Paulo) 25/03/2007 at 10:57

    Sou advogado, rico, bem sucedido, namoro uma mulher muito linda e moro numa casa de dois andares no melhor bairro do Rio. Não sou escritor. Não tenho nada a ver com esse tal bonde literário, cuja polêmica sai noticiada hoje na Folha. Mas quero deixar registrado, muito bem registradinho, uma coisa: eu já acompanho, à distância, este sujeito Marcelo Mirisola, nas suas intervenções, cartas, manifestações, etc. E deixa te contar uma coisa: eu estou pra ver um sujeito mais escroto na face da terra. Esse Mirisola tem uma alma fétida, esquálida, destituída do último grão de fortaleza, honradez e humildade. Mirisola é um personagem deprimente, a inveja atua tão profundamente no seu espírito que vai exulcerando amargura em todas as suas manifestações e atitudes. Onde já se viu ficar revoltado porque algum outro escritor vai receber dinheiro “de renúncia fiscal”? Mirisola, renúncia fiscal não é dinheiro público, seu idiota, é a grana que o Estado fez o “favor” de não extorquir do contribuinte, seu idiota! O Brasil seria um país melhor se em vez dos 38,8% do PIB arrecadados houvesse um pouco mais de “renúncia fiscal”, seu idiota! Essa lei Rouanet é absolutamente ridícula, só permite dedução do imposto até o limite de 6%, seu idiota! E aprenda um pouco com a caridade cristã e reze um terço pros seus colegas de profissão que ganharam a porra da viagem, seu idiota!

  • Aninha 25/03/2007 at 17:31

    toc, toc, toc. Ouivu os aplausos?
    Leu seu Mirisola idiota?

  • Lady Di 25/03/2007 at 21:01

    Aninha,
    Vá para o post acima.
    Chega.

  • Luisa 25/03/2007 at 21:34

    Paulo, rico você não é querido. Você mora onde? Em que bairro nobre? Com essa raiva no coração… Xingando? Nada a ver, lamento muito se o seu linguajar “vasto” há de ser aqui exposto dessa forma. Onde você aprendeu a falar assim? No fórum? Você quando explica uma causa ao juiz faz uso desse vocabulário medíocre? “a guarda das crianças é paterna, juiz IDIOTA”. Tá de parabéns, o seu vocabulário vasto, a tua mina gostosa e a sua casa do alto, não adiantaram muito. Sabe você é o típico sujeito que malha em academia, almoça com a mãe aos domingos e é corneado pela esposa com o personal trainer ou quiçá o carinha que faz shiatsu em vocês. Medíocre, medíocre… Ah e já que você curte tanto dar especificações sobre si mesmo, deixa aí o número da OAB. Seu bonitão! Te vejo nO “Bonston Group” cuidando da impotência. Só pelas tuas palavras já percebi que és puro estress. Um beijo.

  • Eduardo Goldenberg 25/03/2007 at 22:33

    Um nojo…

  • eu 26/03/2007 at 03:52

    Paulo:
    deves ser realmente um ‘adevogado’ pois cometeste o crime de injúria…!

  • escriba 26/03/2007 at 07:55

    Mediocridades Expressas.

  • vcssef 26/03/2007 at 10:29

    crime de injúria? perceberes lusitanos… e os outros a chingar o projeto? quanta babaquice, vão trabalhar, isto está cada vez mais pt, quer dizer, nojento.

  • Ilda Maria de Castro 26/03/2007 at 12:36

    Caros Comentadores Desta Contenda Literária – Não convém discutirmos assunto tão reles, enquanto nossa atenção é distraída estão perpetrando sob nossos olhos o fim da gratuidade – pelo menos li isto no Blog Paralelos – e gostaria de arregimentá-los para prestigiar esta nova discussão – é uma peninha!Quem passar lá perceberá que o autor está discutindo sozinho. Um abraço caloroso a todos e beijocas

  • rstarik 26/03/2007 at 13:15

    Pô, sorte do Mirisola não ter sido escolhido. Se bem entendi, ele teria que recusar o convite. Ou não?

  • Claudio Soares 26/03/2007 at 13:45

    Muito bem lembrado Ilda.

    E que absurdo o uso de spray de pimenta nos estudantes e professores do ISERJ na manifestação (pacífica) da última semana.

    A sociedade (como um todo) precisa entender que na vida tudo é uma questão de homeostase.

  • Arthur Mitke 26/03/2007 at 20:22

    Sergio,
    com todo respeito ao seu trabalho, devo dizer que as suas comparações não justificam a falta de ética deste projeto. A ausência de ética de alguns políticos e cineastas, não pode justificar mais um caso de mau uso do dinheiro público. A grana que está sendo gasta neste projeto, poderia bancar umas 600 bolsas de pesquisa, ou mesmo para desenvolvimento literário, que poderiam ser concedidas mediante critérios muito mais objetivos e justos do que “quimica e afinidade”.

  • johnes 26/03/2007 at 22:21

    Arthur, quem está bancando esse projeto até o momento é quem o coordena e se não conseguir patrocinio vai continuar bancando. discutam a lei não o projeto.

  • johnes 27/03/2007 at 10:15

    Uma correção a fazer no comentário acima: onde está escrito “quem o coordena” deve ser lido “quem o produz” (a Cia das Letras e ou a firma do sr Teixeira).

  • Sérgio Rodrigues 28/03/2007 at 11:28

    Miranda, seu comentário-clone foi apagado. Mantive o do post “Polêmica expressa”.

  • ROBERTO SCHULTZ 28/03/2007 at 12:25

    Amor, pessoal, amor! Vamos fazer como numa terapia de grupo e todos, escritores frustrados ou consagrados, publicados ou relegados ao esquecimento (tá olhando o que?), vamos nos abraçar e nos tocar, “sentindo o parceiro” com as mãos… Desculpem, me empolguei. Veadagem aqui é mato, hein? Leiam meu blog e os meus livros, pelo amor de God. Um dia vou ter uma empresa chamada “Roberto Schultz Features” (que legal, hein?) feito o cara que está promovendo a viagem da Arca de Noé com a bicharada que vai escrever mundo afora.

  • Tacilda Aquino 30/03/2007 at 17:16

    Que venha o livro de Sérgio Sant’Anna, um dos melhores escritores brasileiros. Boa Sorte em Praga, onde se passa um dos melhores romances que já li: A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera

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