Começos (ainda) inesquecíveis: Charles Dickens

25/05/2008

Todo domingo, o leitor encontrará aqui uma retrospectiva da seção mais querida do blog. O post de hoje foi publicado pela primeira vez em 30/6/2006.

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Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da Luz, a estação das Trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o Paraíso, íamos todos direto no sentido contrário (…)

Eis o melhor dos começos, o pior dos começos: o começo de “Um conto de duas cidades”, lançado em 1859 por Charles Dickens (Nova Cultural, 2002, tradução de Sandra Luzia Couto).

8 Comments

  • thiago 25/05/2008 at 17:50

    taí, vou preencher mais uma lacuna do meu queijo suíço literário e pegar o livro na estante… já comecei uma vez, mas nunca passei desse trecho. rs

  • shirlei horta 26/05/2008 at 07:29

    Também não li. Mas a sacada é ótima: é um ótimo começo, com todos os clichês, teses e antíteses.

    Não é para qualquer um.

  • Isabel Pinheiro 26/05/2008 at 08:47

    Sérgio, bom dia! Esse é da leva das traduções verdadeiras ou plagiadas? 😉 Boa semana.

  • Sérgio Rodrigues 26/05/2008 at 09:57

    Boa pergunta, Isabel. Há dois anos, quando publiquei a nota pela primeira vez, nenhum tradutor lesado se manifestou. Mas vindo de onde veio, nunca se sabe…

  • Fernando Torres 27/05/2008 at 09:54

    Sérgio, O que faz para você um começo inesquecível? Meu preferido ainda é o de “Conversa na Sicília” de Élio Vittorini, que mais tarde posso postar aqui se alguem tiver interesse e se não estiver entre aqueles que você selecionou.

  • Sérgio Rodrigues 27/05/2008 at 11:07

    Pode publicar, Fernando, a tribuna é livre. Um começo inesquecível tem sempre algo de misterioso, como de resto um bom livro. Não tenho a fórmula, não.

  • Fernando Torres 27/05/2008 at 12:20

    Gostei realmente da definição do algo misterioso. Mais tarde eu publico aqui o início de “Conversa na Sicília”.

  • Fausto Couto Sobrinho 04/08/2009 at 18:54

    Na minha interessada opinião (sou marido da tradutora e ajudei a revisar o texto), trata-se da melhor tradução desse fantástico folhetim, com um sabor de época que buscamos preservar ao longo da tradução. O texto original tem apresentação e notas explicativas de um grande conhecedor de Dickens. Li umas sete vezes o livro e, cada vez que o releio, gosto mais.

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