Começos (ainda) inesquecíveis: Gabriel García Márquez

07/06/2009

Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.

Muitos anos depois, quando lhe perguntassem por que o começo de “Cem anos de solidão”, de Gabriel García Márquez (Record, tradução de Eliane Zagury), um dos mais inesquecíveis de quantos possam ser assim chamados, demorou tanto a figurar naquela inesquecível seção, o autor do blog haveria de responder com um sorriso: “Não é óbvio?”.

Publicado em 10/9/2007.

20 Comments

  • Daniel Brazil 07/06/2009 at 12:45

    Mesmo quem não gosta de Garcia Marquez empalidece frente à força de seu mais famoso romance. Inesquecível de ponta a ponta!

  • Marcos 07/06/2009 at 13:31

    Que bela coincidência: o próximo livro que pretendo ler é justamente “Cem anos de solidão”. E se o começo dele é assim tão belo, imagino o que vou encontrar pela frente, hem?

  • Carlos Eduardo 07/06/2009 at 13:40

    Dentre os começos de livros inesquecíveis, o de Cem anos de solidão é o mais memorável que há pra mim. Não sei explicar o porquê, mas desde que o li pela primeira vez, no já distante 1999, nunca mais esqueci os primeiros parágrafos de Garcia Marquez. Sei de cor até a parte em que aparecem os ciganos. Ótima lembrança Sérgio Rodrigues.

  • YALI NUNES 07/06/2009 at 13:48

    BOA LEMBRANÇA.QUANDO DOS MEUS QUINZE ANOS COMPREI ESSE LIVRO QUANDO HAVIA SEU LANÇAMENTO RECENTE.
    MESMO LENDO EM NOSSA LÍNGUA, MARCOU-ME PROFUNDAMENTE.DEPOIS DE TANTO TEMPO ACHO QUE
    VALERIA A PENA RELÊ-LO.CERTAMENTE,AGORA, COM OUTRA
    VISÃO.

  • katia 07/06/2009 at 15:28

    acabei de reler Cem anos de solidão, e realmente este começo é inesquecível, alias o livro todo, me prendeu do começo ao fim da mesma maneira de 15 anos atras.

  • Barbara 07/06/2009 at 18:46

    Vocês viram que lemos Cem anos numa sentada de 22 horas? Pois é, leitura pode ser coletiva e divertida. Mais informações no Blog da Maratona Literária.

  • Rosana Sales de Jesus 07/06/2009 at 18:54

    Há mais de 20 anos, peguei emprestado na biblioteca de minha Faculdade e por todos esses anos tenho guardado em minhas memórias a riqueza de seu texto. Hoje tenho o Livro Cem Anos de Solidão guardado em meu armário e, às vezes, o leio para lembrar q (apesar tudo) podemos “conhecer o gelo”…

  • Marcelo 07/06/2009 at 19:00

    Alguém sabe qual edição do livro contém a arvore genealogica da família? O que eu li não tinha e chegava a dar um nó na cabeça …

  • Marcelo 07/06/2009 at 19:04

    Um link com a história e a arvore genealogica …
    Tem doido pra tudo!

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4a/Cem_anos_de_Solid%C3%A3o_Jhony.JPG

  • Heitor Rodrigues 07/06/2009 at 21:46

    Saudades das noites insones em que os livros de Garcia Marquez, Manuel Scorza e outros, eram estrelas iluminando a sombria noite na qual esteve mergulhada a América Latina na década de 70 do século passado.

  • valmir macarini 07/06/2009 at 22:10

    Neruda escreveu que “Don Quixote” e “Cem anos de solidão” seriam os” tops” dos romances escritos na lingua espanhola em todos os tempos. O realismo fantástico do “Cem anos” me deixou maluco aos 20 anos, aos 30 e poucos anos e novamente agora aos 50. Além disso me levou a ler “Don Quixote” na tradução maravilhosa de Carlos Nougué. Obrigado por lembrar Gabo e os “Cem anos de solidão”.

  • gustavo oliveira 07/06/2009 at 22:18

    um dos mais belos inicios da literatura mundial… Garcia Marquez comenta em suas memorias que toda a hist do livro lhe veio a partir dessa frase, que surgiu num momento de inspiracao no meio de uma viagem…

  • Pinguim 07/06/2009 at 22:42

    Realmente, é inesquecível, mas eu já havia me esquecido.

  • Alexandre 07/06/2009 at 23:58

    Duas outras passagens recorrentemente me chegam. A morte e o enterro de Melchiades (com a lapide) e a ascençao de Remédios. Impressionante.

  • valmir macarini 08/06/2009 at 08:23

    e José Arcadio no Castanheiro ?

  • Murilo Cardoso Oliveira 08/06/2009 at 08:44

    Cem Anos dwe Solidão é simplesmente maravilhoso. Macondo é uma cidade fantástica, Úrsula é uma guerreira de muita fibra, enfim, todos os personagens e a história são lindos.

  • Juliano 08/06/2009 at 15:38

    Coincidência, estou relendo! É sensacional. Impressionante. A solidão
    manifestada em diversos níveis, com diversas facetas. Não eram
    solitários por estarem sozinhos, mas estando em família, nenhum
    conseguia se abrir, todos parece que tinham uma coisa ruim prestes a
    arrebentar, mas nunca arrebentava. Uma solidão atroz, absoluta. E o
    chamado realismo mágico é sensacional. Uma história que tem tudo: ações
    escabrosas da espécie humana, ações de puro amor dessa mesma espécie,
    coisas absurdas e geniais (como um saco de ossos fazendo cloc cloc o
    tempo todo), enfim, livrasso. A solidão do gênio louco (José Arcadio
    Buendía), da mãe guerreira (Úrsula), do amor irrealizado (Amaranta), em
    estado bruto, que leva a uma guerra para não morrer no vazio (coronel
    Aureliano), a solidão da prostituta que dá prazer a todos mas nunca ama
    (Pilar), enfim… Viva o Gabo!

  • Thiago Maia 08/06/2009 at 17:13

    Provavelmente o que vou dizer é óbvio para muitos, mas, mesmo assim: Já notaram a (suponho proposital) paráfrase desse começo realmente inesquecível feita por João Ubaldo Ribeiro no também inesquecível começo de Viva o povo brasileiro? Refiro-me evidentemente à condição ‘martírica’ dos respectivos personagens apresentados pelos respectivos parágrafos iniciais. Claro, há muitos outros paralelos entre as duas obras, apesar do inquestionável valor absoluto de ambas. Em tempo: mais um indício do parentesco é o título inglês de Viva: Uma memória invencível. Maravilhoso esse, não?

  • Ana Maria 08/06/2009 at 20:30

    Amei “Cem anos de solidão”, mas faz muito tempo que li e não me lembrava mais desse começo.

  • Daniel Brazil 09/06/2009 at 18:45

    Não só João Ubaldo homenageou o colombiano. N’O Jogo da Amarelinha, Cortázar revive no berço o último descendente de Aureliano Buendía, o infeliz Rocamadour. Revive e re-mata.

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial