Começos (ainda) inesquecíveis: Italo Calvino

14/06/2009

Não se sabe se Kublai Khan acredita em tudo o que diz Marco Polo quando este lhe descreve as cidades visitadas em suas missões diplomáticas, mas o imperador dos tártaros certamente continua a ouvir o jovem veneziano com maior curiosidade e atenção do que a qualquer outro de seus enviados ou exploradores.

A primeira frase de “As cidades invisíveis”, obra-prima lançada em 1972 por Italo Calvino (Companhia das Letras, tradução de Diogo Mainardi, 1990), pode não parecer, em si, inesquecível. É preciso ler esse espantoso conjunto de relatos de viagem por cidades imaginárias para descobrir que é, sim.

Publicado em 4/6/2007.

7 Comments

  • mariana sanchez 14/06/2009 at 12:13

    é, sim.
    obrigada por citar um dos meus livros favoritos de todos os tempos, Sérgio. Inspiradoras as cidades invisíveis, sempre volto à elas.

  • Marcos 14/06/2009 at 14:12

    Foi o único livro que li do Ítalo Calvino. Bem intrigante.

  • Valéria Martins 14/06/2009 at 17:09

    Do Calvino, só li “O visconde partido ao meio” – indicado aos alunos da escola dos nossos filhos no oitavo ano (2008). Aproveitei a deixa para conhecer a obra deste autor, que é realmente incomum, diferente de qualquer outra. Esse “As cidades invisíveis” é tão falado, vou buscar para ler.
    Beijos,

  • Carlos Eduardo 14/06/2009 at 19:30

    O velho Harold Bloom cita este livro de Calvino no Como e por que ler. Ainda não li, mas com esse início que o Sérgio nos brindou, fiquei com água na boca.

  • Daniel Brazil 14/06/2009 at 20:38

    Li – e gostei ainda mais – de Se Um Viajante Numa Noite de Inverno. Este já foi citado aqui como um começo inesquecível, e é mesmo!
    A trilogia do visconde, do cavaleiro e do barão ganha dimensão maior quando observamos o conjunto. Nossos antepassados, como disse Calvino.

  • Bruno M. Oliveira 14/06/2009 at 23:35

    Calvino é um autor monumental.

    As páginas de “As cidades invisíveis” estão, sem dúvida, entre as mais belas da literatura mundial.

  • Nilton Quoirin 16/06/2009 at 15:41

    As cidades invisíveis é uma obra prima! Também gostei muito de Se um viajante…

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