Começos inesquecíveis: Daniela Abade

23/07/2007

Foram os óculos de sol. Os meus começaram a se desmantelar depois que saí do carro e atravessei a rua para visitar um cliente – um pino se soltou e me vi obrigada a ficar de quatro no asfalto, juntando pedaços de armação. Os dele não existiam e foi exatamente a ausência dessa proteção que o cegou momentaneamente quando contornava a esquina com seu caminhão.

Outras teorias, algumas mais científicas, outras mais supersticiosas, surgiram durante semanas, mas de forma alguma elas mudam ou mudarão o fato principal desta história: eu, Carla de Souza Almeida, morri. Aos 30 anos, solteira, com uma carreira promissora pela frente e o péssimo hábito de comprar óculos de sol em liquidação.

Narradores defuntos são um truque literário antigo, mas mesmo assim o par de parágrafos que abre “Depois que acabou” (Editora Gênese, 2003), romance de estréia da escritora santista Daniela Abade, é de tirar o chapéu. Em sua precisão tragicômica, deve ser no mínimo um sério candidato a melhor início de romance da tal “jovem literatura brasileira”. Pouca gente prestou atenção.

122 Comments

  • Daniel Brazil 23/07/2007 at 22:30

    Deu vontade de ler, apesar do tom mais blogueiro que literário.
    Aliás, isso é provocação pura, claro: onde está a diferença, hoje?

  • Breno Kümmel 23/07/2007 at 23:57

    O segundo romance dela, Crônicos, é muito bom. Realmente, ela tem talento e técnica.

  • thiago 24/07/2007 at 00:19

    Não sei se o romance é bom, mas por essa amostra ai ela é o que há na nova literatura… bem, estamos ruins mesmo.

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 00:54

    Ela é a idealizadora desse projeto aqui:

    http://www.cadeiadepalavras.com.br/quem.html

  • Bemveja 24/07/2007 at 07:44

    Sergio Rodrigues, por que você só comenta livros breves (100 e poucas págs.) nesse blog?
    O texto não me impressiona. Não precisava descrever todas as ações, por que a protagonista estava atravessando a rua etc etc. O pior de tudo é o confuso “os dele”. A narrativa teria maior poder expressivo se acabasse no segundo parágrafo mesmo, a la Dalton Trevisan. A palavra “liquidação” encerraria o texto com uma polissemia (duplo sentido) interessante.
    Um dos problemas gravíssimos da literatura brasileira contemporânea é a fixação do autor por si mesmo. Vai por mim: exceto por seus pares, que se reconhecem na sua autocomiseração, ninguém quer saber dos videogames que você jogava, do seu ennui de classe média etc etc etc. Da mesma forma, ninguém tem a menor paciência com “verbiage”, pela tentativa de soar “literário”. Os autores brasileiros precisam simplesmente 1)construir personagens com fôlego próprio e 2)contar histórias. É simples.

  • Daniela Abade 24/07/2007 at 08:20

    Sérgio, você sempre redimindo a Carla. Assim ela fica lam-acostumada.

    Bemveja, pelo que me lembro Sérgio fez vários comentários sobre alguns grandes livros, não só sobre pequenos, como os meus, como exemplo:

    http://todoprosa.com.br/?p=14
    http://todoprosa.com.br/?p=313
    http://todoprosa.com.br/?p=391
    http://todoprosa.com.br/?p=336

    Isso, dos que eu me lembro. Pena que você não prestou atenção.

  • Areias 24/07/2007 at 10:32

    Bom começo, de fato. Por aí se vê que não faltam bons escritores neste país. Faltam só leitores. Não necessariamente como o Bemveja aí em cima, eterno descontente para quem a literatura tem que ser obra-prima (segundo os cirtéiros dele próprio) ou nada. Literatura, a meu ver, pode também ser leve e solta, desde que bem escrita, sem almejar os pícaros e os canônes dos chatos. Por outro lado, é fato que nossos romances costumam ser macilentos, breves, talvez reflexo de nossos tempos.

  • C. Soares 24/07/2007 at 10:54

    Sérgio: acessei o link que o Saint colocou aqui e observei que vc está “preso” com a Daniela na “Cadeia” de Palavras. Poderia me explicar, por favor, qual é exatamente o propósito do projeto? Pelas explicações no site, não deu para saber se poderia ser considerado mais do que um jogo sem maiores pretensões. Obrigado.

  • C. Soares 24/07/2007 at 10:57

    oooppss. como não havia data no site, achei que fosse algo novo. o projeto é de 2004. desconsidere.

  • F. C. Johns 24/07/2007 at 12:20

    Originalidade e elegância, senhoras e senhores. É pedir demais? Cada novo autor neste blog é um minuto a mais de Evelyn Waugh na minha vida.

  • Tibor Moricz 24/07/2007 at 12:45

    Gostei do começo, embora lembre o estilo da Marian Keyes, aquela escritora inglesa de leves e descompromissadas comediazinhas românticas.

  • Daniela A. 24/07/2007 at 12:49

    Sérgio, Carla agradece a deferência à sua deselegância e ao livro pequeno e menor.

    Cada leitura nessa caixinha de comentário é um minuto a mais de Flann O’Brien (o inferno dele é muito menos surreal).

  • Mr. WRITER 24/07/2007 at 12:59

    É incrível a capacidade das pessoas de passar por um lugar é só reclamar… olha, sou um pessimista de carteirinha, mas tem gente que chato de carteirinha, oque é bem pior…
    Muitos cometários aqui me fazem ganhar uns minutos a mais longe de certos comentários e de seus criadores…
    É incrível a quantidade assustadora de cotovelos em carne viva em quase todos os blogs sobre livros, literatura e arredores…

  • C. Soares 24/07/2007 at 13:05

    mau humor é o típico problema dos que vivem encaixotados. sim, existe vida para além das caixinhas de comentários.

  • Bemveja 24/07/2007 at 14:26

    Oi Daniela, primeiro uma observação: livro breve e livro pequeno são coisas diferentes, OK? A sua distinção “grandes livros” e “pequenos” é ambígua e você sabe disso. E livro com menos de 400 págs. não pode ser considerado um texto extenso p/ o leitor médio.
    Existe uma realidade terrível na literatura que os escritores brasileiros não levam em conta, e eu vou revelar esse segredo de polichinelo: quem quiser escrever competitivamente, profissionalmente, não perca 5 segundos do seu tempo pensando em seus amigos reais ou virtuais, em parentes ou em seus pares (i.e., os demais autores de sua geração) na condição de público leitor. Essas pessoas são ombros amigos e não servem de parâmetro.
    Quem quiser dedicar-se à literatura e ser reconhecido tem que escrever unica e exclusivamente para uma seção da sociedade: a crítica. Eu sei que isso é arbitrário e cruel, mas é assim que funciona. Mirem-se no exemplo dos chefs e dos estilistas de moda: eles sabem que só se alcança repercussão e público por meio dos formadores profissionais de opinião, e sabem que são esses formadores que detêm a impessoalidade e a frieza de criticar com exigência e distanciamento. É a insatisfação da crítica que faz com que a produção criativa tenha seguimento e não fique estagnada na vala comum dos grupos, do gosto do público médio etc.
    Críticos não são escritores frustrados, são cirurgiões frustados: conhecem a anatomia do corpo literário, e a cada nova obra se dedicam a destrinchar as camadas que o autor constrói ou deixa de construir. A função social do crítico é a leitura atenta, rigorosa e desprovida de sentimentalismos. Essa distinção entre apocalípticos e integrados é mercadológica: o crítico que gosta de tudo não passa de um lacaio que regurgita os press releases que lhes são encaminhados, ou de um demagogo que concede favores entre seus amigos. Só no Brasil, com suas cordialidades sectárias, é que se chama rigor de mau-humor.

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 14:48

    Eu gosto da Daniela Abade. Eu queria conhecer ela.

  • Alice 24/07/2007 at 14:53

    Eu não gosto de Bemveja. Não queria conhecer ele.

  • Mac 24/07/2007 at 14:54

    Eu quero casar com a Daniela Abade. Daniela, te compro óculos escuros de boa qualidade.

  • Tibor Moricz 24/07/2007 at 14:58

    Hahahahaha… isso aqui virou a casa da mãe Joana.

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 14:58

    Está mais pra “Cabana do Pai Sérgio”. Rsrsrsrs.

  • Daniela A. 24/07/2007 at 15:22

    O que me incomoda em qualquer crítica é a generalização. Não só da sua crítica. Das de todos, inclusive as positivas. Fiquei invocada com uma crítica que recebi do Manuel da Costa Pinto, na Folha de São Paulo, em relação ao meu último romance publicado, o “Crônicos”, onde ele fala de três livros de contos, até chegar ao meu livro dizendo que era o melhor exemplo de boa literatura entre todos. Erro 1: comparar três livros de contos a um romance. Erro 2: nenhum livro tinha qualquer, qualquer coisa em comum. Erro 3: comparar um autor de dois romances com três autores estreantes. Recebi um tremendo elogio e não gostei por causa da forma como ele chegou.

    Mas sem generalizar, o que me incomoda em você, individualmente, é que, pior do que Manuel da Costa Pinto, você não conhece minha obra, não leu mais do que dois parágrafos do que eu escrevi e me coloca num balaio que não deveria nem ao menos existir. A generalização inevitavelmente leva ao erro: nunca fiz um livro autobiográfico ou que falasse do meu umbigo (nunca inclusive escrevi um blog, como insinua um dos quase-elogios acima – criei, depois de escrever meu primeiro romance, um site que parodiava textos de imprensa). Brinco com o Sérgio pela redenção da Carla, porque o “Depois que Acabou” não é particularmente um livro que eu ame, já cheguei a ponto de dizer em rede nacional que achava o livro ruim. Como bom Cyrano, tenho o espelho em casa, sei o tamanho do meu nariz e posso escrever um tratado desancando o livro, com mais páginas do que ele tem de fato. E em nenhum momento o problema dele está no número de páginas. “Grande?” “Pequeno?”. “É só isso que você pode dizer?” Por causa da sua particular ignorância sobre o tema seu incômodo partiu pro tamanho, para única coisa que você pôde enxergar.

    Daí você entra de novo na generalização, por não saber o que dizer e se ver na necessidade infantil ou vaidosa (vai saber) de comentar. Então, eu como todo escritor brasileiro contemporâneo, (onde o Sérgio também pode ser inserido) sou incapaz de: 1)construir personagens com fôlego próprio e 2)contar histórias. A única certeza que eu tenho sobre o “Depois que Acabou” é a de que eu contei uma história e construí um personagem. De resto tenho muitas dúvidas. Sobre todos os meus cinco romances (tenho três não publicados – eu ocupo meu tempo escrevendo), tenho dúvidas e adoro tê-las. Nunca tive a pretensão de ser uma escritora com respostas para tudo.

    Também nunca lhe chamei de mal-humorado, Bemveja, seria tão inconseqüente e leviano lhe dar esse adjetivo como falar de um escritor sem o ler. Só posso lhe julgar pelo pouco que eu li aqui. E pelo pouco que eu li você foi o retrato do crítico amante da generalização: preguiçoso e burro.

  • Liz Mercadante 24/07/2007 at 15:24

    Tem um ótimo começo num livrão antigo, do Anthony Burgess, o Poderes Terrenos. Aliás, tem até um comentário sobre “começos”. Fica aí a dica.
    Sou leitora do Sérgio, gosto muito deste blog.

  • Bemveja 24/07/2007 at 15:28
  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 15:30

    Bom: eu, que sou gay, não olhei pros peitos dela. Olhei pros olhos (e um tiquinho pros lábios). Ela tem olhos incríveis. Razão tinham Jesus e Machado de Assis: os olhos são tudo, mesmo, numa pessoa.

  • Alice 24/07/2007 at 15:37

    Bemveja
    “distinção entre apocalípticos e integrados é mercadológica”
    Você compreendeu errado a distinção entre apocalípticos e integrados do Humberto Eco:
    “”O que, ao contrário, se censura ao apocalíptico é o fato de jamais tentar, realmente, um estudo concreto dos produtos e das maneiras pelas quais são eles, na verdade, consumidos. O apocalíptico não só reduz os consumidores àquele fetiche indiferenciado que é o homem-massa, mas – enquanto o acusa de reduzir todo produto artístico, até o mais válido, a puro fetiche – reduz, ele próprio, a fetiche o produto de massa. E ao invés de analisá-lo, caso por caso, para fazer dele emergirem as característicsi estruturais, nega-o em bloco. Quando o analisa, trai então uma estranha propensão emotiva e manifesta um irresoluto completo de amor-ódio – fazendo nascer a suspeita de que a primeira e mais ilustre vítima do produto de massa, seja justamente, o seu crítico virtuoso.”

  • Alice 24/07/2007 at 15:41

    Daniela,
    Você vai se incomodar com alguém cuja a alcunha remete à um produto de limpeza e à revista mais indecentemente direitista do país?
    Que faz um comentário em estillo pomposo, usando bravatas, títulos de livros que não leu, logo, não entendeu mas que no fundo não tem nenhuma profundidade?
    Cai nesta não amiga.
    Continua com a sua obra e não ligue para estes “acontecimentos”.
    Em breve:
    Mais apocalípticos e integrados.rsrsrsrsrs

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 15:44

    Agora, Bemveja, você me decepcionou: a Daniela botou você no chinelo e você encontra a saída mais machista (e cafajeste) pra responder: elogia a beleza dela. Rsrsrsrs.

    Desculpa, mas sua estátua rachou e caiu do altar das minhas Inimizades Íntimas. Será que ouvi um corvo batendo suas imensas asas negras e dizendo “Never more”?

  • Tibor Moricz 24/07/2007 at 15:45

    Alice, te adoro.

  • Alice 24/07/2007 at 15:47

    “Esse é um dos fenômenos mais curiosos e apaixonantes daquele fenômeno de indústrria cultural que é a crítica apocalíptica à indústria cultural. Como a manifestação, a duras penas mascarada, de uma paixão frustrada, de um amor traído; ou melhor, como a exibição neurótica de uma sensualidade reprimida, semelhante à do moralista, que, denunciando a obscenidade de uma imagem, detém-se tão demorada e voluptuosamente sobre o imundo objeto do seu desprezo que trai, naquele gesto, a sua real natureza de animal carnal e concupiscente.”
    página 19
    Prefácio do livro Apocalípticos e Integrados.
    Vocês acham que eu vouler este calhamaço todo?
    Tá doido!
    A gente lê o prefácio e já entendeu tudo.
    Viu BemVeja.
    Se tu tivesse lido ao menos o prefácio num teria pago este mico.

  • Alice 24/07/2007 at 15:48

    Tibor,
    Prazer em conhecer e obrigada pela boa acolhida.

  • Bemveja 24/07/2007 at 15:50

    Daniela, minha cara:
    -eu me referi a você apenas no primeiro parágrafo. Os comentários sobre “mau-humor” estão aí nos comentários acima, e essa discussão sobre a literatura brasileira contemporânea antecede esse tópico. Se lhe serviu a carapuça, tanto melhor;
    -“A generalização inevitavelmente leva ao erro”– isso é uma generalização…

    Fora isso, you have my undivided attention.

  • Tibor Moricz 24/07/2007 at 15:50

    Depois dessa esculhambação toda em cima do Cerveja, tenho que escolher bem meus amigos por aqui… Alice é uma.

  • Bemveja 24/07/2007 at 15:52

    Saint-Clair, eu escrevi sobre nossa autora du jour antes de ler a resposta dela há dois minutos, basta conferir nos horários de postagem. Agora, o mundo é isso, aparência ajudou Clarice Lispector, Iris Murdoch e Donna Tartt, é um dado objetivo e o mundo é assim. Beleza, disse o Schopenhauer, é uma carta aberta de apresentação.

  • Alice 24/07/2007 at 15:54

    Saint-Clair,
    Ao elogiar a beleza BemVeja apenas seguiu o que o Eco bem definiu:
    ” denunciando a obscenidade de uma imagem, detém-se tão demorada e voluptuosamente sobre o imundo objeto do seu desprezo que trai, naquele gesto, a sua real natureza de animal carnal e concupiscente.”

  • Alice 24/07/2007 at 15:55

    Ih!
    Mas assim a coisa vai ficar muito feia.
    Schopenhauer entra em campo citado fora de contexto e contradizendo tudo o que ele pensa em relação à arte.

  • Homem do Pun 24/07/2007 at 15:55

    Entendi tudo. Bemveja quer levar a Daniela Abade pro abate…

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 15:56

    Gente, mudando de assunto, estou pensando em organizar um Encontro dos leitores do TodoProsa aqui no Rio. Pensei no Manoel & Juaquim da Lapa (que tem uma gerente gentilíssima e é um local bem localizado tanto pras almas da ZS quanto pras almas da ZN). Alguém topa ir? Já sei que o Sérgio não vai poder. Mas a gente leva uma pedra e bota na cadeira, fica ele lá representado. Eu gostaria muito até de que o Bemveja fosse: quero confirmar se ele fala como escreve.

    Claro que o encontro é no maior clima de “Paz & Amor”, encontro de amantes de livros, ok? Não é swing nem encontro de motoqueiros ou jiu-jiteiros. É tudo na paz, amor & (uma pitada) de falsidade.

    Alguém toparia ir?

    Quem eu acho que toparia: o C. Soares, por exemplo, que é um encanto de pessoa (sem ironia). O Tibor, se não fosse paulistano (argh) também iria. Eu vou e, de quebra, levo meu namorado. Já formamos um conventículo. Quem mais topa a emocionante aventura de sentar o rabo numa cadeira de madeira, comer batas fritas com bastante alho, tomar Malzibier e falar de literatura, além de falar mal dos ausentes?

  • Alice 24/07/2007 at 15:58

    “aparência ajudou Clarice Lispector, Iris Murdoch e Donna Tartt,”

    Aí já é demais!
    Apelação de última categoria que desmerece o trabalho das escritoras.
    Elas dispensam estes elogios.

  • Tibor Moricz 24/07/2007 at 15:58

    Pegue outra cadeira, coloque nela outra pedra e considere-me também representado.

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 15:59

    Ih, Bemveja, então estou fodido: sou gordo, careca, estou ficando velho e ainda por cima sou gay. Você acha que é caso pra se cortar os pulsos?

  • Alice 24/07/2007 at 16:00

    “Não é swing nem encontro de motoqueiros ou jiu-jiteiros.”
    Que pena.
    Mas eu posso ir assim mesmo. Sou do Rio.

  • Alice 24/07/2007 at 16:02

    E aí BemVeja!
    Vamos nessa?
    Só não discuto Humberto Eco por que só li o prefácio e não vai dar tempo de ler o resto.

  • Alice 24/07/2007 at 16:04

    Eu não sou linda como Daniela e também já estou velha. Mas prá conversar não tem problema. E também não sou escritora. Então posso ser horrenda. Uffa!

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 16:04

    Alice, se você quiser levo uns lutadores aí meus conhecidos… rsrsrs. Cada músculo!

  • Tibor Moricz 24/07/2007 at 16:06

    Eu levo ração pra cachorro!! Ah, é mesmo, não vou poder ir… que droga.

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 16:08

    Ah, Tibor, tenho certeza de que sairão ótimas discussões sobre o Monólogo da Molly Bloom ou sobre a questão de se o Rosa criou ou não uma linguagem artificial pro Grande Sertão ou, ainda, se a Capitu traiu ou não traiu (pra mim esta última questão é outra: quem traiu a Capitu foi o Bentinho, com o Escobar – e depois se fez de ofendido ao achar que a Capitolina fez a mesma coisa).

  • Alice 24/07/2007 at 16:09

    Opa, eu gosto de uns motoqueiros musculosos.
    Tibor, ponte aérea… traga a ração.
    BemVeja cuida de dar uma limpadinha da mesa.

  • Alice 24/07/2007 at 16:10

    Cartas do Joyce para Dora.
    rsrsrsrs

  • Alice 24/07/2007 at 16:13

    Oh Bemveja,

    Veja bem que nós estamos aqui convidando você para uma conversa agradável e você nem se dá ao trabalho de recusar?
    RSVP

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 16:14

    Será que a Shirlei Horta vai? E a Noga? E o Vinícius Jatobá? E o querido Marcelo Moutinho? Eu queria que a Simone Campos fosse (adoro o que ela escreve), queria conhecê-la, se bem que já me disseram que ela não é nada simpática (mas, pelo menos, é inteligente). O Fabio Fabrício Fabretti acho que toparia, a Ana Paula Maia também. O Eric Novello não me negaria o convite. Será que eu teria coragem de convidar o Esdras do Nascimento? Também a Daniela Abade – e prometo botar o Bemveja beeeeeem longe dela, na outra ponta da mesa. Acho que vou convidar a Elvira Vigna pra ir, tenho certeza de que ela vai achar legal.

  • Alice 24/07/2007 at 16:14

    Eu levo dois dicionários.

  • Alice 24/07/2007 at 16:16

    Eu levo óculos escuros para a Daniela. Gucci e Prada. Assim ela ninguém sabe para quem ela estará olhando.

  • Alice 24/07/2007 at 16:17

    E a Noga?
    Cadê a Noga?

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 16:18

    Quais, Alice? O de Psicanálise e o de palavrões em inglês? (Anos atrás eu vi um dicionário de palavrões em inglês. Esses anglo-saxões são impressionantes! Módarfâquer!)

  • Tibor Moricz 24/07/2007 at 16:18

    A Noga lançou seu livro e está ocupada dando autógrafos. Não tem mais tempo pra plebe….

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 16:19

    Se o Daniel Pellizzari não morasse no Sul, eu o convidaria. Sou fã dele, tanto como escritor como quanto pessoa. Inteligência & ironia numa mesma pessoa sempre me pareceram um presente dos deuses!

  • Alice 24/07/2007 at 16:21

    Saint-Clair,
    Eu vou levar os mais grossos. Aconselho a cada um levar o romance mais grosso que tiver. Eu levo o Ulysses mesmo.

  • Bemveja 24/07/2007 at 16:24

    Alice, sobre esse senhor Humberto (sic) Eco que você menciona, é embaraçoso salientar o óbvio, mas ambas as citações correspondem, exatamente, ao contexto em que citei a distinção apocalípticos/integrados.
    O trecho começa por “o que se censura ao apocalíptico”, ou seja, a visão *a partir do ponto de vista da cultura (mais especificament da literatura) de massa*.
    O texto é um indulto, uma relativização dos males da literatura de massa, e os dois tipos de consumidor (apocalípticos e integrados) são tipos extremos, contrastes p/ fins argumentativos e visando, repito, a uma abordagem média menos negativa da literatura popular. Ou seja, você não tresleu apenas o Eco (culpa de suas deficiências e da “tradução” da Perspectiva), mas nem sequer identificou o ângulo relativista a partir do qual ele situou o raciocínio dele, cuja cooptação pela indústria cultural eu critico em meu comentário.
    Antes de responder, sugiro que peça a alguém p/ reler em voz alta os dois trechos do Eco que você citou e reflita um pouco sobre o contexto.

  • Alice 24/07/2007 at 16:25

    Benveja,

    Estou muito descontraída para levantar elucubrações agora.

  • Alice 24/07/2007 at 16:27

    Humberto(sic) por que meu filho?

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 16:28

    Eu posso levar o Terra nostra, do Carlos Fuentes, o Vida, modo de usar, do Georges Perec, o Um homem sem qualidades, do Musil, o A casa soturna, do Dickens, ou, pra fechar, os dois volumes do A coisa, do Stephen King.

  • Alice 24/07/2007 at 16:29

    Nina não BemVeja,
    nesta parte ele não se refere ao público.

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 16:30

    Alice, explico: é que o “Humberto”, na verdade, é “Umberto”, sem H. Com H é o Ney Matogrosso.

  • Alice 24/07/2007 at 16:33

    Dois volumes da Comédia Humana, Mulheres Apaixonadas, Tristran Shandy, Moby Dick, Cânones da Lingua Portuguesa, Teoria da Literatura (a do Manuel), droga… minha régua quebrou.

  • Alice 24/07/2007 at 16:34

    Pois é mas está Humberto na Debates. Eu sempre erro. Aliás todo o mundo…
    Menos o BemVeja um homem culto de verdade!

  • Alice 24/07/2007 at 16:35

    Mas acho que no Obra Aberta eles consertaram.

  • Alice 24/07/2007 at 16:39


    Mas o Bemveja me corrige e ainda corrige o que eu escrevi errado?
    “Alice, sobre esse senhor Humberto (sic) Eco que você menciona, é embaraçoso salientar o óbvio, mas ambas as citações correspondem, exatamente, ao contexto em que citei a distinção…”
    Bonito!
    Que belo começo!!!
    Já começa pondo medo no interlocutor e vai embromando…
    Aí Bemveja!
    Que tal um cargo de porta-voz?
    Você ia conseguir distorcer o argumento alheio muito bem.
    Ia sonegar todas as informações relevantes.

  • Alice 24/07/2007 at 16:45

    “Uma última observação, que reafirma a natureza “condicional” destas pesquisas e a suspeita de que sejam passíveis de uma contínua reformulação. Gostaríamos de dedicar o livro aos críticos que tão sumariamente definimos como apocalípticos. Sem seus requisitórios injustos, parciais, neuróticos, desesperados, não teríamos podido elaborar nem as três partes das idéias que sentimos com eles partilhar…..de que o problema da cultura de massa nos envolve profundamente, e é sinal de contradição para anossa civilização.”

    Final do prefácio.
    Eu fecho o livro obviamente por que não quero jamais escrever crítica muito menos usar termos suculentos para parecer que tenho uma cultura que absolutamente não tenho.
    Graças à Deus!

  • Bemveja 24/07/2007 at 16:53

    Alice, li seus posts subsequentes a agora desconfio que você, salvo engano, esteja postando under the influence…Não estou acusando, acontece, mas confere minha hipótese? Pode responder amanhã…
    Que a beleza ajudou as três autoras que citei é um dado histórico, Iris Murdoch então nem se fala, nada disso chega a ser um grande segredo literário. Quanto aos homens, nesse mundo machista, beleza is not an issue, e ainda bem, senão nunca leríamos Thomas Pynchon, por exemplo.
    Saint-Clair, não moro no Brasil, lembra?
    Eu iria, mas só se a reunião incluísse uma sessão de pugilato entre eu e algum autor brasileiro contemporâneo (Queensberry Rules) e, ao mesmo tempo, uma sessão sobre a teoria da literatura de massa do Umberto Eco com a Alice.
    p.s.: as cartas do Joyce p/ sua mulher Nora (não Dora) não são assuntos para mesa de bar não. Pornografia pesada e bizarra, mas são bastante passionais.

  • Cezar Santos 24/07/2007 at 16:58

    Sérgio,
    No excerto da Daniela Abade (que gatinha, hein?!!) que tu colocaste, vejo mais um exemplo de texto certinho, bem-feitinho, bem-escritinho,…. mas cadê a alma? Cadê a ossatura literária verdadeira? Será que me faço entender usando esses termos?
    Você mesmo, delicadamente e com “jeito’, já entrega o clichê (personagem morto, mais um, né?)
    Será – meu Deus, estou me fazendo essa pergunta há tanto tempo! – que eu estou exigente demais, ou ranzinza demais? Ou será que é o nível de exigência da bugrada é que desceu ao rés do chão?
    Quando vejo gente que lê muito, de “bagagem” literária evidente, elogiando como boa literatura livros de Santiago Nazarian, por exemplo, fico sinceramente duvidando dos meus critérios de avaliação.
    Será que não entendi nada quando li aquele punhado de frases frouxas, simples amontoados de palavras bonitas, mas sem elaboração, sem artifício… sim, porque literatura é artifício, é trama, enfim.
    Minha querida Abade, prometo que vou ler um livro seu rapidinho, até pra não incorrer em injustiça baseado num simples excerto, mas confesso, não tenho grandes expectativas, o que não fará diferença nenhuma pra você, é claro…

  • Alice 24/07/2007 at 16:59

    BemVeja,
    Quer saber de uma coisa?
    Você não me diz nada. Nada nada nada.
    Cultura de orelha de livro.
    Esta história de corrigir nomes letras e detalhes insignificantes é igual aquela história do maluco que decora lista telefônica.
    Eu encerro qualquer diálog com V.Sa. por puro enfado.
    Prefiro pessoas bem humoradas e com criatividade.
    Odeio que cita milhões de coisas para esconder sua insignificância intelectual.
    Fato histórico só na sua cabeça de merda.
    Adeus.

  • Alice 24/07/2007 at 17:01

    E Sérgio,
    uma pena que o seu Blog tenha se transformado num refúgio dos últimos comentaristas do Nomínimo que foi a pior safra.

  • Bemveja 24/07/2007 at 17:37

    Alice, cuidado com o uso da crase.

  • Bemveja 24/07/2007 at 17:39

    Não fui eu quem escreveu esse último comentário sobre a crase. Era só o que faltava… Mas é bom conselho, favor atentar à crase.

  • C. Soares 24/07/2007 at 18:09

    Por falar em críticos, Daniela et al, já assistiram Ratatouille? Não percam a oportunidade.

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 18:35

    Cláudio, ainda não vi o desenho. Mas assisti Harry Potter. Adoro!!!

  • Carla 24/07/2007 at 18:46

    Gosto muito dos comentários de Bemveja, creio que a erudição contida neles desperta inveja na maioria dos comentadores deste blog, daí o ressentimento. É o único comentarista capaz de manter argumentos nas réplicas e tréplicas sem perder a coerência. E também um dos únicos a entender os comentários alheios – mesmos os mal escritos.

  • Carla 24/07/2007 at 18:47

    mesmo, quero dizer

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 19:10

    Carla, menos por favor: chamar “a maioria dos comentadores” do TodoProsa de invejosos é, além de indelicado pra caramba, uma generalização imbecil.

    Creio que a maioria das pessoas nem chega a ler tudo que o Bemveja escreve, porque ele faz questão de escrever numa prosa um tanto hermética e um tiquinho pedante, e que não condiz com o caráter ligeiro da própria Web (imaginem o Costa Lima escrevendo um blog!)

    Quanto à coerência que você vê nas respostas dele, neste caso estou de acordo.

  • Mr. WRITER 24/07/2007 at 19:12

    Puxa, pelo que vejo tem gente que ainda está escrevendo com o cotovelo em carne viva…
    Seria menos doloroso se algumas pessoas por aqui parassem de digitar com seus cotovelos feridos e doloridos e começasse a digitar com os dedos. Só uma ressalva, usem o cérebro para escrever, não o intestino grosso.

  • Ana Paula 24/07/2007 at 19:32

    Benveja, também sou fã dos seus comentários. Mesmo quando não concordo com eles.
    Reconheço que você oferece ao Todoprosa ponderações consistentes, muito bem escritas e sempre polidas. E tem essa erudição toda que é uma beleza!
    Veja bem, encontrar inteligência e educação no meio de alguns delírios maníacos e compulsivos que surgem por aqui é refresco merecido para os fiéis leitores.

  • C. Soares 24/07/2007 at 20:07

    Saint:Ratatouille não é um desenho apenas, e pode ser muito instrutivo para criticos (literários inclusive) profissionais, basta (se lhes for possível) que abstraiam…

  • Carla 24/07/2007 at 20:12

    Ana Paula, seu comentário foi mais claro e contundente do que o meu. Assino embaixo. Um abraço!

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 20:25

    Não consigo imaginar nenhum crítico (literário, cinematográfico, etc.) vendo desenhos animados…

  • Alice 24/07/2007 at 21:01

    Pena que tanta erudição seja desperdiçada em comentarismo de Blog.
    As moças estão bastante desinformadas. É o problema do uso da língua. Vocês ficam muito impressionados com palavratório pseudo-acadêmico.
    Ele enfiou os pés pelas mãos e disse bobagens mas ninguém presta atenção por que ficam deslumbrados com a verborragia.
    Inveja disto? Deus me livre.
    Leiam com atenção.
    O Umberto Eco ele não entendeu. Fez um melê mas não se desfez do erro.
    Acho é que tem gente levando blog muito a sério.
    Alguns acham que ser comentarista de blog é profissão.
    E é sempre assim que esta turminha age. Um fala e dois aplaudem.
    Ele destratou uma escritora brasileira à toa.
    Isto é o mais grave.
    Destratou a ponto de ela ter desabafado.
    Mas o que importa?

  • Bemveja 24/07/2007 at 21:19

    Alice, atenção ao uso do “por que”.

  • Mr. WRITER 24/07/2007 at 21:24

    Alice, faz tempo que não vejo um comentário tão bom quanto o seu por aqui…
    Obrigado, isso sim é algo que vez ou putra se pode ler em uma caixa de comentários…

  • Mr. WRITER 24/07/2007 at 21:25

    Digo, “vez ou outra”…

  • Alice 24/07/2007 at 21:26

    Bemveja:

    “por que você só comenta livros breves (100 e poucas págs.) nesse blog?”
    isto o Sérgio explica

    “A narrativa teria maior poder expressivo se acabasse no segundo parágrafo mesmo, a la Dalton Trevisan.”
    Crítica prescritiva? O que é isto companheiro? E ainda manda escrever a palavra X para fazer um efeito Y?
    É melhor fazer revisão para escritores.

    “Um dos problemas gravíssimos da literatura brasileira contemporânea é a fixação do autor por si mesmo. ”
    Muitos reclamam do umbiguismo. Mas é a zeitgeist.

    Os autores brasileiros precisam simplesmente 1)construir personagens com fôlego próprio e 2)contar histórias. É simples.
    Então faça.
    A literariedade é uma questão muito ampla para ser destrinchada em 1 e 2…
    O que que é isto.
    Por aí você riscou do mapa inúmeros escritores de peso da literatura mundial.

    “Quem quiser dedicar-se à literatura e ser reconhecido tem que escrever unica e exclusivamente para uma seção da sociedade: a crítica. Eu sei que isso é arbitrário e cruel, mas é assim que funciona. Mirem-se no exemplo dos chefs e dos estilistas de moda:”
    Quem são os críticos que realmente contam? Cite o elenco de críticos atuais de literatura. A crítica está tão “pulverizada”, uma palavrinha boa esta, que não tem coro. O escritor carreirista tem um alvo certo. Mas não é este.

    “A função social do crítico é a leitura atenta, rigorosa e desprovida de sentimentalismos.”
    Até concordo mas só conheço um que assim trabalha. Só escreve a respeito do que gosta.

    Faça uma tese e tente convencer. Quero ver quais autores realmente relevantes escreveram pensando nos críticos.
    O escritor primeiro pensa em si mesmo.
    Talvez você esteja correto e é por isto que tanto se reclama da literatura atual.
    Pensam no crítico. Nos críticos apocalípticos sobretudo

  • Alice 24/07/2007 at 21:28

    Bemveja
    Eu erro no porque sempre.
    Até te faço a lista de erros:
    isto/isso
    neste/ nesse
    Gen/Gal
    e um monte de outros.

  • Alice 24/07/2007 at 21:32

    Mas isto são opiniões. Nada relevante.
    O que me deixa estarrecida é a falta completa de respeito com
    1) uma escritora
    2) com uma mulher
    3) com uma mulher escritora
    4) com os escritores em geral

    Se os escritores não se sentem ofendidos ou até mesmo humilhados com este tipo de falta de respeito ao seu trabalho e a sua inteligência eu acho que não tem mais salvação a literatura neste país.
    Desculpem o desabafo.

  • Mr. WRITER 24/07/2007 at 21:34

    Perai… escrever pensando na crítica? Eu li isso diereito? Cara, realmente esse mundo está indo para o abismo…
    Escrever para os críticos e só? Eu li isso mesmo? Ainda não acredito…

    Alice, mais uma vez obrigado por estar escrevendo algo de bom por aqui, pessoas omo você são pouquíssimas em blogs tão bons como o Todoprosa, cujo o número de comentaristas implicantes e antipáticos por si só é extremamente gigantesco.

  • Mr. WRITER 24/07/2007 at 21:37

    Alice, sabe o que é isso? é aquilo que falei: Cotovelos em brasa, em carne viva com sangramentos inevitáveis… Dores lascinantes pelo sucesso alheio…

  • Alice 24/07/2007 at 21:49

    Mr. Writer,
    Acho que o problema é “ego”. Muitos só querem é ter razão, ter a palavra final…; tudo o que a gente conhece.
    Aí tiram um Ás da manga, um valete, e vão com seus cotovelos em brasa e doa a quem doer.
    EU sei a verdade! Eu sei o que é bom! Ninguém entende nada.

    Seria muito bom discutir. Trocar idéias.
    Mas crítica proscritiva e prescritiva é algo que não tem o mínimo sentido.
    Ao menos para mim.
    E volto a dizer:
    Eu prezo quem faz literatura. Acho que isto é o mais importante.
    Escritores já tem insegurança suficiente com as quais lidar.
    A crítica idiota dos cadernos de jornais já basta.
    Um blog como este deveria, pois é deveria, acolher seus homenageados. Não rechaça-los.
    (E terminei com esta frase mal construída. Agora deitem-se as regras e apontem-se os meus inúmeros erros, ignorâncias, falhas inteletuais. Não ligo. Mas desrespeito e arrogância tem limite.)
    Não escrevo com procuração de nem para ninguém.
    Só achei o cúmulo o clima que encontrei no Blog.

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 21:50

    O Bernardo Carvalho é um que sempre é lembrado como exemplo de escritor que escreve para a crítica/academia.

  • Alice 24/07/2007 at 21:51

    “Mas crítica proscritiva…”

    “E ainda crítica….blábla´blá;aafrbb”

  • Alice 24/07/2007 at 21:52

    Nunca li Bernardo carvalho.

  • Alice 24/07/2007 at 21:53

    É bom?

  • Mr. WRITER 24/07/2007 at 21:56

    Alice,
    prezada, é isso mesmo. Faz tempo que o Todoporsa anda recebendo umas visitas que só fazem reclamar de tudo. Do ponto de vista desse pessoal nenhuma das dicas que o Sergio deu foram válidas, nenhum post foi bom, nada se aproveitava. Um pessoal que só se preocupa em soltar verborragia por aí e ler que é bom nada. O cara tá mais preocupado em detonar o trabalho alheio do que com o prazer de ler, de conhecer, de se divertir… antipatia por antipatia, ego pelo ego… isso é de um vazio tão grande…
    Abraços Alice, como disse, é bom ler os poucos comentários deixados aqui como os seus. Eu e muitos outros agradecemos.

  • Alice 24/07/2007 at 21:59

    Mongólia por exemplo. Ele escreveu pensando em crítico? Coitado:(

    P. S. Bernardo Carvalho nasceu em 1960 no Rio de Janeiro, é escritor e jornalista, tendo sido editor do suplemento de ensaios .Folhetim. e correspondente, em Paris e em Nova York, da .Folha de S. Paulo.; destacam-se as seguintes obras: .Aberração., .Onze., .Os Bêbados e os Sonâmbulos., .Teatro., .As Iniciais., .Medo de Sade. e .Nove Noites..

  • Alice 24/07/2007 at 22:01

    Valeu Mr. Writer,
    Que bom poder ao menos comungar com alguém.
    Gosto disso.
    Acho muito mais importante do que qualquer debate para ganhar um ponto no meu currículo mental.
    Mas não creio que volte aqui.

  • Mr. WRITER 24/07/2007 at 22:08

    Pena Alice… bom leitores e bons comentarista por aqui as vezes são raros… há aqueles resistentes de algum tempo atrás, muito mais pela qualidade do Todoprosa e do Sergio do que pela maioria dos verborrágicos que por aqui derramam comentários profundos, vindos diretamente da profundeza de seus intestinos grossos…

  • Mr. WRITER 24/07/2007 at 22:11

    Digo, “bons leitores e bons comentaristas…”

  • Saint-Clair Stockler 24/07/2007 at 22:14

    Alice: não li os 3 últimos romances do Bernardo Carvalho (justamente os mais badalados). Gostei muito do As iniciais. Fiquei curioso em ler este último, o que tem personagens japoneses. Confesso que já gostei mais dele. Hoje, aprecio menos. Mas é um bom escritor, muito criativo e tortuoso.

  • Daniel Brazil 25/07/2007 at 00:16

    Pena que para o sodalício (ui!) proposto pelo Saint-Clair só tenham proposto temas clássicos de literatura.
    Não estarei lá – moro em são Paulo – mas gostaria de ouvir outras opiniões sobre a pequena questão que coloquei lá no começo, no primeiro post.
    Podemos fazer um bate-papo paulista, talvez. Em qualquer lugar que não seja a Mercearia São Pedro…

  • persia 25/07/2007 at 00:58

    quero nem saber, se encontrar mais de 3 referências (aqui, por ex.) a um romance de leitores/críticos (precisam escrever num portguês mínimo) que já bem analisaram livros lidos por mim, fico com vontade de ler o que não li.

    e não vejo drama nenhum, ao contrário, pela foto, a escritora é translumbrante. problema nosso, né? porque beleza é o que dói pra caramba.

  • Noga Lubicz Sklar 25/07/2007 at 09:28

    Não sumi, mas pelo que vi, me atrasei pra festa, uai, St Clair, o encontro já foi? Tibor disse bem, lancei o livro e ando, não tanto ocupada, mas preocupada, de ressaca, ou vcs pensam que publicar são só flores e glórias? Cansei de falar, de criticar, de promover, pra não falar das circunstâncias que andam pesadas pra caramba. Estou num momento Greta Garbo só que sem a obrigatória beleza, espero que passe rápido. Quem estiver com saudades pode me visitar no blog, no… ih, já vai começar a autopromoção que todos aqui odeiam, mas que para nós, autores inéditos, é estratégia de sobrevivencia, desculpem. Tchau.

  • Frederico Levy 25/07/2007 at 10:06

    “O trecho começa por “o que se censura ao apocalíptico”, ou seja, a visão *a partir do ponto de vista da cultura (mais especificament da literatura) de massa*.
    O texto é um indulto, uma relativização dos males da literatura de massa, e os dois tipos de consumidor (apocalípticos e integrados) são tipos extremos, contrastes p/ fins argumentativos e visando, repito, a uma abordagem média menos negativa da literatura popular.”

    Comentaram e vim ver para crer.
    Muito coerente. Que bom resumo do livro. Este é o intelectual do blog!
    O erudito do Blog. O Luis Costa Lima do Blog!
    Parabéns. Bolsa Vitae para o rapaz. Ele já deve ter. Nem mora no Brasil. Está dando aula de pós-doutorado em comunicação.

  • Saint-Clair Stockler 25/07/2007 at 10:18

    Noga, pela falta de interesse geral, acho que o Encontro não vai rolar :-(

    Na pior das hipóteses, vou fazer uma festa de um só: vou catar um monte de pedras na rua, botar as iniciais de cada um de vocês, fazer uma roda com elas, abrir uma Malzibier e comer uns ovinhos de amendoim e ficar discutindo literatura com elas, as pedras. Vai ter uma pedra chamada Noga, outra chamada Sérgio, uma pedra Tibor, uma pedra Alice, outra Vinícius (que anda sumido), uma pedra Shirlei Horta, outra Mr. WRITER, uma pedra C. Soares, e por aí vai… Até uma pedra Bemveja vai ter! (A pedra Daniela Abade vai ficar beeem distante desta última, por medida de segurança).

  • joao gomes 25/07/2007 at 10:38

    Puxa! Coloquei um sistema de vioconferencia para que eu possa dar uma espiada e trocar algumas palavras.

    Porque aqui estou falando do nortao! Amazonia Ocidental Brasileira!
    (aliás talvez eu seja o último dos moicanos… …exilado aqui)

    Joao Gomes

  • joao gomes 25/07/2007 at 10:39

    digo “coloquem” … “videoconferência”

  • Mr. WRITER 25/07/2007 at 10:48

    Saint-Clair,
    Prezado amigo de Todoprosa, a iniciativa é ótima, eu iria adorar estar na companhia de todos de sua lista de particiantes deste encontro, principalmente, e sem desmerecer ninguém, em companhia de Daniela Abade. Lindíssima a moça não é verdade? Gostaria de poder estar perto dela e de ter uma conversa sobre qualquer coisa, afinal de contas, mulher, linda e escritora. Seria a perfeita Mrs. Writer.
    Entretanto prezado Saint-Clair, só vou poder continuar apreciando vocês pela ciaxinha de comentários, pois moro em Belém do Pará… um tantinho longe de Sampa e mesmo que pudesse ir agora, bom, a situação de vôo no Brasil não é das melhores. Mesmo assim achei a iniciativa ótima, pena não poder colaborar com vocês, ia ser um prazer imenso…
    Abraços.

  • Mr. WRITER 25/07/2007 at 10:53

    A propósito, interessante essa idéia das pedrinhas… inusitada e criativa.
    E, se for haver a videoconferência que o amigo João Gomes brilhantemente solicitou, façor avisar-me, pois ai fica mais fácil de participar…

  • Laila 25/07/2007 at 11:01

    Volte Alice, não vá embora não! A tua presença aqui dá um sabor todo especial a este debate. E luz tb!

  • Mr. WRITER 25/07/2007 at 11:02

    Saint-Clair,
    Prezado amigo, desculpe a falha, o encontro não é em Sampa, é no Rio. Perdão. Foi uma inversão, é qu escrevi uma coisa em paralelo com outra. Mesmo assim, difícil ir.

  • Deuteronômio 25/07/2007 at 11:14

    Alice, falta um pouco de ironia à sua vida.

  • Bemveja 25/07/2007 at 11:43

    Hahaha, tem um clone meu aqui fazendo observações gramaticais (crase, por que etc). Lembrem-se que, por motivos de fuso horário, não estou aqui durante o período noturno no Brasil! Mas agradeço ao Bemveja “Pasquale”!
    Alice, desde que você começou seu excêntrico “stream of consciousness” ontem eu só faço corrigir você. Não vou nem falar dos erros de forma, mas de conteúdo: você não conseguiu demonstrar nenhuma espécie de intimidade com teoria crítica nem com as idéias mais primárias do Eco sobre cultura de massa, simplesmente porque não se deu ao trabalho de interpretá-las. Ao dizer apenas que “O Umberto Eco ele [eu] não entendeu. Fez um melê mas não se desfez do erro.”, você nada prova se não apresentar ao menos um único argumento em contrário. Corrija-me! Refute-me! Aguardo sua visão sobre as idéias do Eco.
    Até agora, a rigor, o que estou fazendo nem é debater, é ministrar aulas de recuperação! De toda a sua coleção de non sequiturs, a única que coisa se salva é sua comparação (que acredito ter sido fortuita) entre o tipo de autores que critico e personagens do Dostoiévski. Caso você não tenha entendido, releia seus comentários e verá do que estou falando.
    Saint-Clair e demais, isso já é uma outra discussão, mas vários críticos importantes tinham lá seus fracos pela cultura de massa (W.Benjamin pelo Adolphe Menjou etc). Não há nada de errado nisso, você pode ter pipoca e caviar na sua despensa, contanto que não confunda ou compare os respectivos méritos e sabores.
    p.s: em minha pedra, por favor escreva “Brighton”.

  • Saint-Clair Stockler 25/07/2007 at 12:03

    Bemveja: você está na Inglaterra? Se não for incômodo demais e uma revelação muito pessoal pra você, tell me more: você trabalha com o quê aí onde está? É jornalista? Professor?

  • Bemveja 25/07/2007 at 12:44

    Saint-Clair, prefiro não detalhar, a Inglaterra é uma referência.

  • C. Soares 25/07/2007 at 12:46

    Podem até não gostar dos comentários do Bemveja, certamente, não por serem ilógicos, desrespeitosos ou levianos, talvez, por colocarem o dedo na ferida. O verdadeiro espírito da internet está salvo nos seus comentários! Vida longa e próspera a Bemveja!

  • Magnificat 25/07/2007 at 13:05

    O problema do Bemveja é que ele é pedante e não tem um pingo de humildade. Só isso.

  • Joca Fred Batuta 26/07/2007 at 02:31

    Esse post não deixa dúvidas. O dono do blog não entende picas de literatura. Se isto aí é bom, meu nome é Pato Donald.

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial