Começos inesquecíveis: uma seleção (I)

30/08/2009

Em quase três anos e meio de Todoprosa, foram tantos os Começos Inesquecíveis que já me esqueci de uma parte deles. Talvez tenha chegado a hora de, como dizem em sala de aula, recapitular a matéria. Domingo que vem a seleção continua. E quem sabe, os leitores se animando, a gente possa eleger aqui, no fórum da caixa de comentários, o mais inesquecível entre os inesquecíveis?

Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. (Vladimir Nabokov, “Lolita”.)

Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. (Gabriel García Márquez, “Cem anos de solidão”.)

Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: “Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames”. Isso não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem. (Albert Camus, “O estrangeiro”.)

Era uma vez e uma vez muito boa mesmo uma vaquinha-mu que vinha andando pela estrada e a vaquinha-mu que vinha andando pela estrada encontrou um garotinho engrachadinho chamado bebê tico-taco. (James Joyce, “Um retrato do artista quando jovem”.)

Devo à conjunção de um espelho e uma enciclopédia o descobrimento de Uqbar. (Jorge Luís Borges, “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius”.)

Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, cousa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. (Machado de Assis, “Memórias póstumas de Brás Cubas”.)

Robert Cohn fora campeão de boxe na categoria dos pesos-médios em Princeton. Não pensem que esse título me impressione. Mas significava muito para Cohn. (Ernest Hemingway, “O sol também se levanta”.)

Quando Gregor Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado, viu que se transformara, em sua cama, numa espécie monstruosa de inseto. (Franz Kafka, “A metamorfose”.)

167 Comments

  • Isabel Pinheiro 30/08/2009 at 10:08

    Boa, Sérgio! Já pode começar a votar? Dentre esses que você selecionou, tendo como critério a beleza do começo inesquecível, meu voto vai para o começo de Lolita. Bjs

  • Sérgio Rodrigues 30/08/2009 at 10:32

    Obrigado pelo voto, Isabel. Pode começar, claro. Quem sabe elegemos um em cada “chave” semanal, para depois fazermos uma finalíssima?

  • Marcus 30/08/2009 at 10:39

    Pensei em votar em Lolita, mas o começo de O Estrangeiro é tão representantivo do resto da obra, tão terrivelmente “banal”, que leva o meu voto.

  • Rafael Pimentel Müller 30/08/2009 at 10:52

    Olá, Sérgio!
    Meu voto vai para Kafka, apesar do arrebatador “Cem Anos de Solidão”.

    Abraçosss

  • marcelo ac 30/08/2009 at 10:57

    Sem dúvida, fico com o começo de “O Estrangeiro”, embora goste de Garcia Marquez, Hemingway e Kafka. No entanto, a obra do franco-argelino é mais representativa para o nosso tempo que a dos três citados.

  • José V 30/08/2009 at 10:58

    O Estrangeiro. Desses citados, é o que mais me marcou quando li o livro. A seleção está ótima, espero que continue nesse nível.

  • Crisss 30/08/2009 at 10:58

    Hola !!!

    Difícil, hein !!!! Farei um ranking… hehehehe… Cadê a Clarice????? Senti falta…
    1. Machado
    2 Camus
    3. Borges
    Inté !!!!!!! :)

  • Albert Camus 30/08/2009 at 11:01

    Escolhi O Estrangeiro, pois são palavras que parecem permearem um sentimento escondido no inconsciente………
    Abraços
    Margarete

  • Santos Peres 30/08/2009 at 11:07

    Iria de Pedro Páramo… Mas, com as opções acima, fico com a do
    Camus

  • Fernando Torres 30/08/2009 at 11:07

    Fico entre o Kafka e o Nabokov.

  • Denize 30/08/2009 at 11:13

    Parabéns pela seleção, todos começaram muito bem…
    mas meu voto vai para Albert Camus, “O estrangeiro”.. Parabéns pela seleção novamente..
    Abraços..
    Denize

  • Gabriel García Márquez 30/08/2009 at 11:16

    Cem anos de solidão tem início impactante, no mesmo estilo de Sari Vermelho de Javier Moro

  • Adriana Rodolpho 30/08/2009 at 11:18

    cem anos de solidão tem início impactante no mesmo estilo de Sari vermelho de Javier Moro

  • andre souto 30/08/2009 at 11:20

    Voto em Camus. O páragrafo incial sintetiza o sentido do livro,para mim.

  • Luciano 30/08/2009 at 11:25

    Difícil.

    Do que eu li fico entre a beleza poética de Lolita e o choque do Estrangeiro.

    Dois começos dignos, embora Kafka e Gárcia Marques merecem uma menção mais que honrosa.

  • Antonio Marcos Cidade - P.Alegre-RS 30/08/2009 at 11:27

    Muito boa a seleção, mas vou acrescentar o começo de um livro que eu não esqueço. Érico Verissimo em Ana Terra, ja começa com o personagem dizendo:
    ‘Buenas que por aqui me espalho, nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!’
    Esse eu não esqueço!!!

  • Gilberto 30/08/2009 at 11:29

    Escolha difícil. Fico com Borges pela erudição profunda em tão pequeno texto, mas indo adiante surge Albert Camus e a força inigualável de seu texto onde somos convidados a refletir sobre o absurdo de uma existência cotidiana onde somos autômatos sem muita chance de mudar. De toda sorte excelente iniciativa, parabéns

  • Luiz 30/08/2009 at 11:30

    Faltou Moby Dick, de Hermann Melville

  • Hiran Pinel 30/08/2009 at 11:30

    Hummm… Quando fazia curso superior a professora indicou-nos ler O Estrangeiro… Eu adorei o inicio e foi ele que me induziu (na minha juventude) ir adiante do texto, não enrrolar e tornar-me leitor ledor. Um ledor ainda incipiente… mas sem dúvida um ledor. Ledor: li a minha dor; um estrangeiro na minha terra que não valoriza leituras, mas mães… simplesmente mães. Mães mortas…

  • Antonio de Pádua Cerdeira 30/08/2009 at 11:33

    “Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba; …”
    Não deve existir brasileiro cinquentão que não se lembre dos tempos em que leu Iracema, de José de Alencar. Inesquecível.

  • Dri 30/08/2009 at 11:33

    Lolita é ótimo, mas fico com O Estrangeiro; Camus é simplesmente fantástico!!

  • Sérgio Rodrigues 30/08/2009 at 11:34

    Obrigado a todos os que se manifestaram. Aos que estão sentindo falta de outros começos inesquecíveis, lembro que esta é só a primeira chave. O voto de hoje deve se restringir a uma dessas opções. Mas domingo que vem tem mais.

  • ROSELI 30/08/2009 at 11:43

    Memórias póstumas de Brás Cubas é uma obra prima e seu início já mostra o tôm irreverente e irônico que permeia toda a obra. Sem dúvida, o melhor início é o do grande Machado de Assis.

  • andrea 30/08/2009 at 11:44

    Fiquei com uma vontade incrível de ler Camus.. portanto esta reportagem já cumpriu seu papel

    abraços

  • Marcelo 30/08/2009 at 11:44

    Gabriel Cem Anos Garcia de Solidão Marques

  • marcia nogueira 30/08/2009 at 11:45

    Todos são fantásticos, mas o impacto que ainda me causa “Cem anos de solidão” leva meu voto. Parabéns pela brilhante seleção.

  • cely 30/08/2009 at 11:46

    Por tudo que li acima vejo que sou voto vencido…mas meu voto vai para Machado De Assis.Inesquecível pelo absurdo prognóstico! Inesquecível por tudo que vem depois deste começo…

  • arnaldo 30/08/2009 at 11:47

    Ola Sergio,voto em o estrangeiro, adoro Camus

  • Márcia 30/08/2009 at 11:49

    Fico com o impactante início de Cem anos de solidão!

    Parabéns pela seleção!

  • João Sebastião Bastos 30/08/2009 at 11:50

    O início de “O velho e o Mar” (Hemingway) , também fascina ,em seu laconismo.

  • Carlos 30/08/2009 at 11:54

    Sérgio, se fosse para escolher um que me fosse caro, escolheria o começo de Pedro Páramo, de Rulfo: “Vine a Comala porque me dijeron que acá vivía mi padre, un tal Pedro Páramo. Mi madre me lo dijo.” Começo tão simples, mas tão engenhoso e conciso quanto o restante do livro.

  • Ivaldo Jacinto 30/08/2009 at 11:56

    Difícil!
    Gabriel Garcia em “Cem anos de Solidão” por ter sido o primeiro dos citados, que eu li. Depois, Kafka.
    Aguardo as próximas lista.

  • Benedito Fonseca 30/08/2009 at 12:01

    É uma missão difícil. Mas, Machado de Assis, Gabriel e Kafka são irreparáveis. Vou aguardar as demais sessões, pois, são tantos que posso de início comente um erro? Ou que sabe não sabe o que escolhe? Ou talvez, escolhe errado. Era tão significante sua escolha que deixou para depois.

  • Bruno Ribeiro 30/08/2009 at 12:05

    Não sei se o melhor, mas o mais clássico e marcante é certamente da Metamorfose.

  • cely 30/08/2009 at 12:05

    Sérgio,para mim existe um começo inesquecível(perdoa,não é um voto), inesquecÍvel porque foi o melhor começo para mim:NUMA CASINHA BRANCA, LÁ NO SÍTIO DO PICA PAU AMARELO……Foi aí que eu comecei, e não parei.

  • jo lima 30/08/2009 at 12:09

    VOTO NA ÚNICA ABERTURA QUE SINTETIZA O SÉCULO XX E QUE, DEVIDO A SUA GRANDEZA, SERÁ , ENTRE TODAS AS OUTRAS ABERTURAS PROPOSTAS[ QUE TAMBÉM SÃO DE ÓTIMA QUALIDADE ] , A ÚNICA A SER LIDA DAQUI A 20 SÉCULOS- SE HOUVER ALGUM SER QUE LEIA ATÉ LÁ.

  • Luiz Antonio 30/08/2009 at 12:20

    Eu fico com Lolita, a poesia eh latente em cada palavra. Mas eh dificil escolher a melhor para uma selecao tao bem elaborada.

  • sonia galuzzi 30/08/2009 at 12:22

    O começo inesquecível é o de lolita,embora meu livro inesquecível seja Cem anos de solidão.

  • Rossi 30/08/2009 at 12:31

    Cem anos de solidão. Nunca esqueci.

  • uma crítica 30/08/2009 at 12:32

    Voto em Machado de Assis.Sem desmerecer os demais escritores estrangeiros que são ótimos. Segundo lugar para “Cem anos de solidão” e terceiro para “O estrangeiro”.

  • kylderi 30/08/2009 at 12:35

    Primeiríssimo, Machado; depois, Hemingway (como não li sua obra, o início me seduziria a conhecê-la).

  • Andre Araujo 30/08/2009 at 12:36

    Creio que o melhor começo é o de Brás Cubas, mas o que mais me instiga, e leva meu voto, é o Kafka…

  • Alice Tavora 30/08/2009 at 12:41

    Meu voto vai para o incio de “Lolita”, com esse inicio fica dificil não ler o livro.

  • EDNALDO TORRES FELICIO 30/08/2009 at 12:41

    A Metamorfose e Lolita têm inícios que te sugam para dentro da estória. São os melhores pra mim.
    Mas adoro o começo do Cem anos de Solidão.

    Excelnte post, cara

  • Rogério 30/08/2009 at 12:43

    Fiquei entre “O estrangeiro” e “Memórias póstumas de Brás Cubas”. Mas escolho Machado de Assis.

  • Rodolpho Rezende 30/08/2009 at 12:59

    Se não tivesse lido nenhum desses, ficaria, mesmo assim, com o Camus. O começo do livro me faria continuar a leitura: a morte de alguém( pelo menos supostamente querido), num asilo, nos distancia mais dos nossos medos e apegos?

  • Renata 30/08/2009 at 12:59

    De sua lista, escolho “Cem Anos de Solidão”.

    Não que a escolha seja fácil… Também não se pode esperar que cada um sinta falta de outros inícios tão bons quanto.

    Agora, se a escolha fosse de melhor primeiro capítulo… Daí Ítalo Calvino não teria concorrente (não para mim).

  • cely 30/08/2009 at 13:03

    Sergio, para os próximos,por favor, não esqueça Ana Karênina.

  • maria 30/08/2009 at 13:14

    Oi Sérgio, adorei a iniciativa.

    É difícil não votar em Cem anos de Solidão, pq é o melhor livro que já li. Mas confesso que o começo de O Estrangeiro (que não li) me impressionou. Muito forte mesmo.

    Quero sugerir para a próxima leva, o começo de Crepúsculo, A menina que roubava livros e O caçador de pipas. Bjs e parabéns!

  • José de Alencar 30/08/2009 at 13:25

    “Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba; …”
    Não existe cinquentões, sessentões, que não se lembrem de seus tempos de escola lendo Iracema, de José de Alencar. Inesquecível.

  • con 30/08/2009 at 13:27

    Garcia Marques! Sempre maravilhoso.

  • José de Alencar 30/08/2009 at 13:29

    “Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia na frondes da carnaúba, …”
    Não existem cinquentões, sessentões que não se lembrem de Iracema, de José de Alencar. Inesquecível.
    Fora este. “Cem anos de solidão”, de Gabriel Garcia Marques, meu estrangeiro favorito.

  • Caroline 30/08/2009 at 13:34

    Apesar do Machado, o início e Lolita é sensacional, quase sinestésico – causa a exata sensação que o autor quis passar sobre a ninfete.

    Meru voto é dele.

  • Rita 30/08/2009 at 13:35

    Li quando era pequena As aventuras de Tibicuera, depois recitava esta primeira parte de cor, livro inesquecível é assim vira poema….

    “Nasci na taba duma tribo tupinambá. Sei que foi numa meia-noite clara. Fazia luar. Minha mãe viu que eu era magro e feio. Ficou triste, mas não disse nada. Meu pai resmungou:

    – Filho fraco. Não presta para a guerra!

    Tomou-me então nos seus braços fortes e saiu caminhando comigo para as bandas do mar. Ia cantando uma canção triste. De vez em quando gemia.

    Os caminhos estavam respingados do leite da lua. O uratau gemeu no mato escuro. Uma sombra rodopiou ligeira por entre as árvores.

    O mar apareceu na nossa frente: mole, grande, barulhento, cheio de rebrilhos. Meu pai parou. Olhou primeiro para mim, depois para as ondas… Não teve coragem.

    Voltou para a taba chorando. Minha mãe nos recebeu em silêncio.”

  • Ricardo Moreno 30/08/2009 at 13:40

    Meu voto é de Franz Kafka, com sua narrativa envolvente.

  • Alessandra 30/08/2009 at 13:47

    1º – Gabriel García Márquez – Cem anos de solidão

    2º – Franz Kafka – A metamorfose

    3º – Albert Camus – O estrangeiro

    Classifiquei os livros de acordo com a importância em minha vida.

  • kd meu chinelo 30/08/2009 at 13:47

    prefiro o inicio de crepusculo

  • Domingos 30/08/2009 at 13:47

    Fico com Gabo: Cem Anos de Solidão

  • marcelo alexandre 30/08/2009 at 13:56

    o estrangeiro é realmente o livro que te pega logo no primenro capitulo. curto e grosso……fabuloso camus.

  • Fernanda 30/08/2009 at 13:57

    Difícil escolher entre tantos começos inesquecíveis…

    Mas ainda fico com:

    “Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta.”

    Lindo, lindo, lindo!

  • Thiago Debia 30/08/2009 at 14:03

    Fico com Franz Kafka, “A metamorfose”, não tem como não querer continuar a ler depois da grande interrogação que ele deixa em nosso pensamento.

  • ri ventura 30/08/2009 at 14:15

    camus, seguido de perto por garcia-marquez.

  • Machado De Assis 30/08/2009 at 14:17

    Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores , coisa é que admira e consterna . O que nao admira , nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitoresde Stendhal , nem cinquenta , nem vinte e , quando muito , dez . Dez talvez cinco .
    Para mim melhor ainda a dedicatoria …. Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadaver dedico como saudosa lembrança estas memorias postumas .

  • Jeg 30/08/2009 at 14:18

    Sérgio, fico com Kafka. Quando li pela primeira vez este trecho, eu fiquei pasmo. “Como assim? Porque ele virou o inseto? Qual a verdade nisso tudo?” E fiquei ainda mais pasmo quando soube no decorrer da obra que ele não se deu ao trabalho sequer de explicar isso. Gênio.

  • Francisco Roberto 30/08/2009 at 14:21

    Quando li o tópico, esperei encontrar aqui o “Brás Cubas”; e o encontrei. Mas muito mais me marcou o “Desocupado leitor, não preciso de prestar aqui um juramento para que creias…” Dom Quixote. Ou, me ocorre, “Nonada, …” Rosas.

  • Renato Morrison 30/08/2009 at 14:24

    Todos ótimos, mas se é pra escolher UM fico com Lolita…luz de minha vida, labareda em minha carne…

    A bela e trágica Lo!

    Parabéns pela iniciativa!

    Sérgio, tens twitter? Abraço!

  • franz kafka 30/08/2009 at 14:29

    O livro mais estranho e inesquecível, principalmente quando você lê aos 15 anos é Metamorfose.

  • sergio marcone 30/08/2009 at 14:35

    Lo – li – ta.
    Disparado!!!!!!!!!!!

  • eduardo 30/08/2009 at 14:41

    CLarice Lispector não conta???????????

  • Paulo Dantas 30/08/2009 at 14:44

    Meu voto vai para o inesquecível “Cem Anos de Solidão”.

  • Sandra 30/08/2009 at 14:49

    Fico com o início do livro Lolita, pois esta frase inicial já denota o amor e a lascívia entre os personagens.

  • ri ventura 30/08/2009 at 14:49

    camus, seguido de garcia-marquez.

  • Rodrigo 30/08/2009 at 14:53

    Fico com Machado de Assis.

  • Lucy 30/08/2009 at 14:54

    Esse pode ser um bom começo no meu critério: “Era uma vez e uma vez muito boa mesmo uma vaquinha-mu que vinha andando pela estrada e a vaquinha-mu que vinha andando pela estrada encontrou um garotinho engrachadinho chamado bebê tico-taco. (James Joyce, “Um retrato do artista quando jovem”.)”

  • Laurindo 30/08/2009 at 15:05

    Ainda que eu procure sempre valorizar os aspectos da vida nacional e, por conseguinte, também a literatura brasileira, para mim, o início de livro inesquecível é o de Mika Waltari, O egípcio. Ganhei esse romance de um irmão, acompanhado de belíssima
    dedicatória. Li a obra há cinquenta e dois anos e até hoje lembro todas as palavras iniciais: “Eu, Sinuhe, filho de Senmut e de sua mulher Kipa, escrevo isto. Não o escrevo para a glória dos deuses da terra de Kan, porque estou cansado de deuses, nem para a glória dos faraós porque estou cansado de seus feitos. Também não escrevo por medo ou por qualquer esperança no futuro; escrevo por mim, apenas…”
    Esse início torna-se mais especial com o conteudo da história em que vai se configurando a profunda coerência do personagem ( Sinuhe), com suas palavras iniciais.
    Abraços

  • magno 30/08/2009 at 15:20

    Começar um livro é a coisa mais fácil.
    Poucos, menos de cinco romancistas de contos policiais, que já li, conseguiram finalizar seu trabalho de maneira inteligente.
    Para a sua resposta: Infinitos começos me agradaram, finais, muito poucos. O que se observa nos escritores profissionais, é muito talento em escrever e pouca imaginação para criar. É um tal de relembrar a infância, a tia querida, a vovozinha, o vizinho ao lado emoldurados por uma escrita envolvente que o faz ler até o final e se dar conta apenas que o escritor é bom, mas a história é um vinho com sabor de água da torneira.
    Fazer o que? Ficar sem ler?
    Talvez escrever, se se julgar melhor, como no meu caso.
    Um abraço

  • Fernanda 30/08/2009 at 15:30

    Ai, ai… acho que, de todos, Lolita é um livro inesquecível, mesmo!

  • Alexandre 30/08/2009 at 15:30

    Inesquecível é o do Kafka, o mais belo: Lolita, e o do Estrangeiro realmente define de cara o personagem e o clima do livro, muito bom! Vale lembrar a dedicatória do Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis!

  • Lucia 30/08/2009 at 15:32

    Iracema

  • Renata D´Elia 30/08/2009 at 15:53

    É óbvio, mas faz tanto sentido, que é melhor mesmo não esquecer. abraços!

  • Angelina Vilas Boas 30/08/2009 at 15:59

    Cem Anos de Solidão, evidentemente… Comparar “qualquer coisas” dosoutros citados com esse marco da literatura mundial é quase estupides, pelo amor de Deus né!

  • Angelina Vilas Boas 30/08/2009 at 15:59

    Cem Anos de Solidão, evidentemente… Comparar “qualquer coisas” dosoutros citados com esse marco da literatura mundial é quase estupidez, pelo amor de Deus né!

  • jorge leal 30/08/2009 at 16:05

    Dizem que o hábito da leitura, entre outras vantagens, é uma excelente fórmula para escrever-se bem. Ledo engano! Um claro exemplo disso, é o aumento assustador de pseudo-leitores “enrrolando”, nos espaços de comentários.

  • Neo 30/08/2009 at 16:06

    Ola Sergio, continuo acompanhando o todoprosa, quase sempre em silencio, como deve ser uma boa leitura…nesta semana fico com camus, livro marcante, um começo como gancho fisgando geraçoes de leitores…e ja que o torneio começou, sim, bote logo moby dick na proxima semana (bom…) e talvez um velho bukowski nas futuras…sugiro o Mulheres e seu arrasador “eu tinha cinquenta anos e há quatro não ia pra cama com nenhuma mulher…”. Abraços.

  • luciano 30/08/2009 at 16:06

    acho que o kafka…já começa chutando o balde….

  • Melina Betrand Odachova 30/08/2009 at 16:08

    Pronto, o outro “nos vem” com essa de “obra mais representativa”. Ou você não entendeu a pergunta ou sofre de TOC meu caro.
    A Metamorfose, dentre os selecionados, é disparado o melhor em função da pergunta feita (Não é a melhor obra dentres as mesmas evidentemente!)…
    Xogum, de James Clavell, seria um nome a ser citado por mim OBRIGATORIAMENTE though!
    MARAVILHOSO!!!!!!!!

  • ponciano de carvalho 30/08/2009 at 16:12

    Memórias póstumas fala por si só. Realismo Fantástico realmente fantástico.

  • Lilian Regiane 30/08/2009 at 16:15

    lolita, o estrangeiro, a metamorfose

  • Mari Silva 30/08/2009 at 16:20

    Fico com Machado e Kafka. Grande e sempre presente Machado. E ele é brasileiro. Faltou o nosso grandioso Iracema e os mares bravios de minha terra natal onde cantam as jandaias nas frondes da carnaúba, de José de Alencar. Grandes leituras, grandes momentos…

  • Dário 30/08/2009 at 16:23

    Depois das frases iniciais talvez chegue a hora de votar nas frases finais, e nisso, ninguem é tão bom quanto o Garcia Marquez(vide o mesmo “Cem anos de Solidão”, O Outono do Patriarca” e “O amor nos tempos do cólera”).

  • Felipe Álvares Cabral de Barros 30/08/2009 at 16:40

    CAMUS !!!

    Sem dúvida.

    Aliás, L’étranger é um livro excelente para quem está aprendendo francês.

  • Link 30/08/2009 at 16:41

    Pra mim, nenhum desses! Acho o campeão dos campeões Os Lusíadas de Camões (rimou!):
    As armas e os Barões assinalados
    Que da Ocidental praia Lusitana
    Por mares nunca de antes navegados
    Passaram ainda além da Taprobana,
    Em perigos e guerras esforçados
    Mais do que prometia a força humana,
    E entre gente remota edificaram
    Novo Reino, que tanto sublimaram;
    Isso sim é inesquecível, até porque já tem quase 500 anos…

  • Link 30/08/2009 at 16:45

    Vou aproveitar a dica pra treinar meu francês.

  • Anderson Rodrigo 30/08/2009 at 16:53

    Olá!

    É lógico que o melhor é o do Grande Machado de Assis!
    Valeu!

  • Jorge Morazza 30/08/2009 at 17:01

    Escolho o início de Lolita. Mas acho que deveriam ter incluído Em busca do tempo perdido. O que é a Literatura sem Proust?

  • rb 30/08/2009 at 17:20

    Memórias postumas de Brás Cubas tem um começo que ninguem esquece

  • Dada 30/08/2009 at 17:20

    Fico com Guimarães: — Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade, primeiro a cachorrada pega a latir, instantaneamente — depois, então, se vai ver se deu mortos.

    Entre os indicados: Kafka

  • Aguinaldo A Melo 30/08/2009 at 17:31

    Olha, pelo tom poético o início de “Lolita” é sensacional, mas o nosso Machado de Assis é simplestemente fantástico… quanta criatividade e modéstia!!

  • Laís D'Andréa 30/08/2009 at 17:36

    Talvez por uma certa afeição à obra, fico com o Machado, embora a escolha não seja nada fácil.

  • Rodrigo 30/08/2009 at 17:51

    Eu adoro o início de “O Ateneu”. Merece ser citado.

  • Aleks Costa 30/08/2009 at 17:55

    Meu voto vai, sem dúvida para a poesia inicial de LO-LI-TA!

  • Heloisa Helena Carvalho 30/08/2009 at 17:59

    “Memórias Póstumas…” realmente é real e hilariante este início, pois são coisas da vida real!

  • João Sebastião Bastos 30/08/2009 at 18:00

    Sérgio: quando a escolha for para o melhor final, fico com “Adeus ás Armas” de Hemingway.

  • Verus 30/08/2009 at 18:03

    O Estrangeiro recebemeu voto.

  • Luiz Otávio Talu 30/08/2009 at 18:11

    A menos que Nabokov, Joyce, Kafka etc. alguma vez tenham escrito em português, não acha que seria apropriado citar os tradutores das respectivas obras?

  • Liana Beatriz 30/08/2009 at 18:17

    Difícil, hein? O estrangeiro pareceu-me tentador, principalmente por que já li. Mas Lolita… Essa descrição encerra o contexto do livro.

  • krika 30/08/2009 at 18:26

    Sem dúvidas….Machado de Assis!!!

  • Marília L. R. Duarte 30/08/2009 at 18:26

    Fico com o início de Memórias Póstumas, porque a intertextualidade impregnada de estilo já logo me seduz e cativa!

    A lembrança de Iracema enviada pelo comentarista Antônio de Pádua tb. é maravilhosa.

  • Carla Marti 30/08/2009 at 18:26

    Voto, pela beleza, em Lolita; sintetiza bem a obsessão que permeia o livro.
    O que mais me marcou, Metamorfose, torna simples o bizarro acontecimento relatado no livro.
    Gostei… Obrigada.

  • Sesfrêdo 30/08/2009 at 18:35

    “-Nonada.”

  • DAISY PORTO 30/08/2009 at 18:45

    “As armas e os varões assinalados, que da ocidental praia lusitana….. ” sem dúvida alguma “Os Lusíadas” de Camões

  • Paulo Varão 30/08/2009 at 18:54

    Dos livros que já li, o que tem um início bem inesquecível é: “A insustentável leveza do ser”

  • Nabokov 30/08/2009 at 18:55

    Lolita. Ponto final.

  • A. Martins 30/08/2009 at 19:02

    A matamorfose

  • anita 30/08/2009 at 19:04

    Voto em Memórias póstumas de Brás Cubas, aliás adoro
    a obra toda de Machado de Assis.

  • elisa 30/08/2009 at 19:11

    Márquez: quando leio, sinto-me chegando em casa… de tanto que li Cem anos de solidão.

  • Djalma Toledo 30/08/2009 at 19:13

    “Bobagens! Bobagens! Bobagens!
    (Calígula, pornofilme)

  • Djalma Toledo 30/08/2009 at 19:13

    “Bobagens! Bobagens! Bobagens!
    (Calígula, pornofilme)

  • Djalma Toledo 30/08/2009 at 19:13

    “Bobagens! Bobagens! Bobagens!
    (Calígula, pornofilme)

  • Djalma Toledo 30/08/2009 at 19:13

    “Bobagens! Bobagens! Bobagens!
    (Calígula, pornofilme)

  • Djalma Toledo 30/08/2009 at 19:13

    “Bobagens! Bobagens! Bobagens!
    (Calígula, pornofilme)

  • Djalma Toledo 30/08/2009 at 19:13

    “Bobagens! Bobagens! Bobagens!
    (Calígula, pornofilme)

  • Cadu 30/08/2009 at 19:13

    Voto em Kafka. Apesar de curto o ‘Metamorfose’, é objetivo e louco, tal como o autor. Magristral entrada em que diz sem rodeios a quê veio e considero o texto mais convidativo à leitura que os demais que você selecionou.

  • Fábio 30/08/2009 at 19:18

    A metamorfose.
    Pobre Gregor Sansa!
    Kafka cria uma situação tão inusitada que não há quem não se interesse em continuar com a leitura do livro.
    Simplesmente magistral.

  • Ana Cristina Melo 30/08/2009 at 19:20

    Memórias póstumas e Lolita. Não consigo me decidir entre os dois.

  • Pérsio Marconi 30/08/2009 at 19:23

    “Buenas e me espalho. Nos pequenos dou de banda, nos grandes dou de talho.”
    Impossível esquecer a ‘opening line’ de Érico Verissimo em ‘Um certo Capitão Rodrigo’

  • C.S 30/08/2009 at 19:38

    Do começo ao fim sempre Cem Anos de Solidão

  • C.S 30/08/2009 at 19:46

    O estrangeiro também é impactante

  • Fernanda 30/08/2009 at 19:51

    Cem anos de solidão, de García Márquez. Impossível esquecer.

  • Jose Arraes 30/08/2009 at 19:52

    Dos indicados tambem fico com “O estrangeiro”. Mas tambem para citar outro, e ainda da “velha guarda” mas muito atual e sempre muito atual, o inicio de “Iracema” de José de Alencar.

  • julio cesar tremeschin 30/08/2009 at 20:03

    Meu voto vai para O estrangeiro. apesar da tradução não representar o conteúdo do livro. Mersault foi a personagem com a qual mais me identifiquei em toda minha vida e passei a compreender os meus sentimentos para como mundo. Não poderia deixar de votar nele apesar do fantástico Machado de Assis.

  • barbosa 30/08/2009 at 20:21

    “Num lugar de La Mancha, de cujo nome não quero lembrar-me, vivia, não há muito, um fidalgo, dos de lança em cabido, adarga antiga, rocim fraco, e galgo corredor. Passadio, olha seu tanto mais de vaca do que de carneiro, as mais das ceias restos da carne picados com sua cebola e vinagre, aos sábados outros sobejos ainda somenos, lentilhas às sextas-feiras, algum pombito de crescença aos domingos, consumiam três quartos do seu haver”.
    Miguel começa, aqui, construindo um personagem de forma precisa, utilizando-se de termos imprecisos – “num lugar”, “não há muito”, “um fidalgo” – para em seguida pintar o retrato do cavaleiro de La Mancha, retrato que todos conhecemos. Este começo de Miguel vai além das descrições literárias ou das imagens em desenho ou em cinema que habituamos conhecer do fidalgo. Dom Quixote, como que posando para um retrato, olha para sua nobre situação e vive a ironia de Cervantes e do seu próprio tempo. É tudo posto à mesa antes de um dos melhores banquetes da literatura universal.
    Dito isso, não me perguntem qual o melhor começo, apenas apresentei um deles. Tem coisas na vida que não merecem escolha de tantas que são. Mas se não fosse essa iniciativa de Sérgio Antunes, não estariamos aqui escrevendo sobre boa literatura.

  • Glaucia Altieri 30/08/2009 at 20:24

    Difícil, meu querido Sérgio…fico c/ Memórias Póstumas.

  • katia 30/08/2009 at 20:29

    A seleção está fantástica.
    1 – “Cem anos de solidão”, é instigante.
    2 – “O estrangeiro” é impactante

  • wellington gouvêa 30/08/2009 at 20:35

    Desculpa, Sérgio. Meu início de romance inesquecível não é nenhum desses mas o de “As Cidades Invisíveis” do Ítalo Calvino. Tomara que entre na disputa. Abraços

  • SILVIO 30/08/2009 at 20:37

    eu prefiro outro trecho , ainda que não seja um começo ” é preciso fazer com que na vida nossas qualidades boas ou más sejam aquilatadas com maior justiça” romance”a normalista”

  • EDSON 30/08/2009 at 20:44

    TÁ FALTANDO – GABRIEL GARCIA …. DEU UM BRANCO. SEI QUE É CRIME DE UMA MORTE ANUNCIADA !!!!!!

  • Viviane Piccinin 30/08/2009 at 20:52

    Adorei o começo de Lolita… Mas meu voto vai para Pássaros Feridos, de Colleen McCullough: “Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para o ouvi-lo e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento…Pelo menos é o que diz a lenda.”

  • lea vieira 30/08/2009 at 20:54

    como deixar de fora Tolstoi, “Ana karenina”?

  • Rafaela G. B. Gimenes. 30/08/2009 at 20:57

    “Lolita”.

    Com certeza, “Lolita”.

  • Isabel Pinheiro 31/08/2009 at 00:41

    Sérgio! Mais de 100 comentários e TODOS falando sobre o post! Isso, sim, é vitória! Parabéns!

  • Thiago Maia 31/08/2009 at 01:49

    Meu voto é para o começo inesquecível de Cem anos de solidão.

  • Mr. WRITER 31/08/2009 at 12:14

    Kafka e Lolita… a beleza extrema e a feiura extrema…

  • Pedro David 31/08/2009 at 12:22

    Realmente, escolher entre o Estrangeiro e Cem Anos… complicado, mas fico com Cem Anos…

    Faça mais votações, pois, Sérgio, até porque é o tipo de escolha difícil mas que a gente gosta de fazer…Opções sem dúvida muito melhores do que as que nos serão apresentadas em breve…

  • Dimas 31/08/2009 at 13:33

    O começo de “Cem anos de solidão”.

  • isaac 31/08/2009 at 15:28

    voto em camus.

  • Rafael 31/08/2009 at 15:53

    Excelente idéia, Sérgio Antunes!

    Todos os concorrentes são bons, mas o meu voto também vai para Pássaros Feridos!

    Vale

  • Xandão 31/08/2009 at 15:55

    Sergio, eu sei que você ainda vai republicar o inicio de Anna Karenina, do Tolstoi. E considere dado o meu voto.

  • Rafael 31/08/2009 at 15:56

    Ops, ia-me esquecendo… Lamento profundamente a falta de Crepúsculo e o Caçador de Bibas.

    Pô, gente. E o Código Da Vinci? Ninguém lembrou da inigualável opera maestra do inimitável Dão Braun?

  • Mr. WRITER 31/08/2009 at 17:09

    Ah, Rafael… se for assim coloca aí também “Marley e Eu”…

  • Saint-Clair Stockler 31/08/2009 at 18:23

    Eis minha modesta contribuição para o tema, eis meu Começo Inesquecível:

    Isso aconteceu em 1932, quando a penitenciária estadual ainda ficava em Cold Mountain. E, é claro, a cadeira elétrica também estava lá.

    Os detentos faziam piadas sobre a cadeira elétrica do mesmo modo que as pessoas fazem piadas sobre coisas que lhes dão medo, mas que não podem ser evitadas. Chamavam-na de “Velha Fagulha” ou “Carga Pesada”. Faziam piadas a respeito da conta de eletricidade e de como o Diretor Moores iria cozinhar a sua ceia de Dia de Ação de Graças naquele outono, com sua mulher Melinda doente demais para cozinhar.

    À espera de um milagre, Stephen King.

  • Rafael 31/08/2009 at 23:58

    Bem lembrado, Mr. Writer, faltou Marley e Eu. Faltaram, na verdade, várias obras primas. E Paulo Coelho? E Maribondos de Fogo? Onde estão essas maravilhas todas, Sérgio?

    Em homenagem ao injustamente menosprezado José Sarney, titular da Cadeira nº 38 da ABL, cito esta curta obra-prima poética:

    CONVERSA DE CANOEIRO

    – Nestes mares, Mestre João?
    – Sim, cá e code.
    – Por amor de quê?
    – Para sofrer menos.
    – Sofrer de menos ou sofrer de mais?
    – Tanto faz.
    – Andando que rumos donde?
    – Caminhos do Norte.
    – Do Norte ou da morte?
    – Tanto faz.
    – Norte de que?
    – Das águas, compadre.
    – Das águas de mais ou das águas de menos?
    – Tanto faz.
    – Águas ou éguas?
    – Tanto faz.
    – Êta Maranhão grande aberto sem porteira …

    Não é comovente?

  • C. S. Soares 01/09/2009 at 07:58

    Este aqui representa, penso, o abrupto mergulho (capengamente mediado pelas páginas de um livro) nas ‘tempestades cerebrais’ de um escritor (o escritor) enquanto cria — a pena está plugada em seus neurônios:

    rolarrioanna e passa por Nossenhora d”Ohmem’s, roçando a praia, beirando ABahia, reconduz-nos por cominhos recorrentes de Vico ao de Howth Castelo Earredores. Sir Tristão, violeiro d’amores, d’além do mar encapelado, não tinha passancorado reveniente de Norte Armórica a estas bandas do istimo escarpado da Europa menor para o virolento conflito de penisoldada guerra…

  • Luciana 01/09/2009 at 10:16

    O começo inesquecível de O estrangeiro, é o meu escolhido desta seleção

  • Everton 01/09/2009 at 10:22

    O meu voto vai para o Camus. A indiferença e o distanciamento, instigam a leitura da obra.

    Mas isso só porque o Lusco-Fusco não está concorrendo… :0)

  • Guilherme Amado 02/09/2009 at 01:08

    Kafka e seu Gregor Samsa são imbatíveis.

  • RicardoLyra 02/09/2009 at 08:48

    ..o meu escolhido, ao menos por ora, é o que estou relendo:

    “A porta da cela fechou-se ruidosamente sobre Rubachof.” (O Zero e o Infinito, de Artur Koestler” ..

  • Danilo Maia 02/09/2009 at 12:00

    Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.

    Decisão fácil, já que esse daí de cima eu carrego tatuado no braço.

  • Murilo 02/09/2009 at 13:21

    Sérgio,
    não está na lista, mas, para mim, o começo de Anna Kerenina é insuperável.

  • ivana 03/09/2009 at 15:19

    Voto em Lolita….arrebatador!!!

  • SANDRO CÔDAX 03/09/2009 at 23:03

    [ Antes tarde do que nunca]
    fora o atrazo, da seleção fico cokm Lolita. Quem nunca começou a ler e não testou os três pulos da lingua ao pronunciar Lo-li-ta, que atire o primeira pedra (ou o primeiro calhamaço do Sarney, pois a inércia pétrea é a mesma).
    Alguém já citou, mas fora a lista fico com o começo de “Crônicas de uma morte anunciada” de Gabo, bom demais… e quincas berro dágua… e (apesar de não ser o início do livro) o começo do treceiro livro da Divina Comédia:
    “Por mim se vai à cidade dolente,
    Por mim se vai à eterna dor,
    Por mim se vai à perdida gente.

    Foi justiça que inspirou o meu autor
    Fui feito por Divinais Poderes,
    Suma sapiência e Supremo amor.

    Antes de mim coisa alguma foi criada,
    Apenas coisas eternas, e eu, eternal, perduro.
    Abandonai toda esperança, vós que entrais”!

    Simplesmente divino.

    PS: outra coisa que me instigou, foi que fiquei fascinado pelo inicio do “As Aventuras de Tibicuera”, sitado por Rita, aqui nos comentários. vou procurar ler este livro com toda certeza.
    Abraços; e quem sabe se em breve num boto aqui o inicio de texto meu para analise e apedrejamento público 9claro, se o Sergião não se opor a idéia). Spássiba.

  • SANDRO CÔDAX 03/09/2009 at 23:06

    Puts, peço perdão pelos erros de digitação. Mas são 23 horas e uns tantos, olhos pesados, os dedos sonolentos… neurônios em choque…

  • Gugu 03/09/2009 at 23:28

    Voto em Lolita.
    Mas o melhor é “Um conto de duas cidades” de Dickens. Saiu até no Simpsons …

  • Laila 08/09/2009 at 13:43

    Ótima seleção, gosto de todos.
    Mas para mim o começo de 100 anos de solidão captura completamente!

  • Lisandro 27/09/2012 at 18:29

    Olá a todos.

    Engraçado: de todos livros citados, eu não li jsutamentente o do brasileiro Machado. Julgo o começo do GGM o mais arrebatador, embora não seja a melhor história entre as citadas aqui.

    Cito também o começo de Anna Karenina como espetacular!

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