Começos inesquecíveis: uma seleção (III)

13/09/2009

Tolstoi promoveu um massacre na última rodada: o famoso início de “Ana Karenina” teve 28 votos e deixou a emoção restrita à disputa do segundo lugar, esta sim dura. E Guimarães Rosa acabou eliminando Charles Dickens por apenas um voto. (Campos de Carvalho também teve participação honrosa. Meu preferido era Juan Rulfo, mas o que se há de fazer.)

Assim, já estão classificados para a rodada decisiva, domingo que vem, os começos inesquecíveis de “Lolita”, “O estrangeiro”, “Ana Karenina” e “Grande sertão: veredas”.

Da lista abaixo sairão os dois últimos finalistas. Agora é com vocês…

Chamem-me Ismael. Alguns anos atrás – não importa precisamente quantos – tendo pouco ou nenhum dinheiro na bolsa, e nada que me interessasse particularmente em terra firme, decidi navegar um pouco por aí e ver a parte aquosa do mundo. É um jeito que tenho de espantar a melancolia e regular a circulação do sangue. (Herman Melville, “Moby Dick”.)

Desocupado leitor: sem juramento meu embora, poderás acreditar que eu gostaria que este livro, como filho da razão, fosse o mais formoso, o mais primoroso e o mais judicioso e agudo que se pudesse imaginar. Mas não pude eu contravir a ordem da natureza, que nela cada coisa engendra seu semelhante. (Miguel de Cervantes, “D. Quixote”.)

Contudo, nunca foi bem estabelecida a primeira encarnação do Alferes José Francisco Brandão Galvão, agora em pé na brisa da Ponta das Baleias, pouco antes de receber contra o peito e a cabeça as bolinhas de pedra ou ferro disparadas pelas bombardetas portuguesas, que daqui a pouco chegarão com o mar. (João Ubaldo Ribeiro, “Viva o povo brasileiro”.)

Esta é uma história para ser lida na cama de uma casa velha em noite chuvosa. Os cachorros dormem e os cavalos de montaria – Dombey e Trey – podem ser ouvidos em suas baias do outro lado da estrada de terra, para lá do pomar. (John Cheever, “Ah, até parece o paraíso”.)

Sou um homem doente… Sou mau. Nada tenho de simpático. Julgo estar doente do fígado, embora não o perceba nem saiba ao certo onde reside meu mal. (Fiodor Dostoievski, “Memórias do subterrâneo”.)

Estou em pé à janela de um casarão no sul da França enquanto a noite cai, a noite que me conduzirá à manhã mais terrível da minha vida. (James Baldwin, “O quarto de Giovanni”.)

Bastará dizer que sou Juan Pablo Castel, o pintor que matou María Iribarne; suponho que o processo esteja na lembrança de todos e que não seja necessário dar maiores explicações sobre minha pessoa. (Ernesto Sabato, “O túnel”.)

Durante muito tempo, costumava deitar-me cedo. Às vezes, mal apagava a vela, meus olhos se fechavam tão depressa que eu nem tinha tempo de pensar: “Adormeço”. (Marcel Proust, “No caminho de Swann”.)

105 Comments

  • Rosemeri Sirnes 13/09/2009 at 10:18

    Difícil essa hein! Mas eu fico com Dostoievski. A leitura deste título imprimiu o livro em mim.

    Forte abraço

  • Rafael 13/09/2009 at 10:33

    Finalmente! Voto em Cervantes, pois, este sim, é o verdadeiro começo.

  • cely 13/09/2009 at 10:43

    Na verdade ,parece que voce escolheu primeiro os mais impactantes.Nesta lista(apezar de bem interessantes)nanhum realmente causa “frisson”.Voto no começo de James Baldwin,pos é intrigante ou instigante o suficiente para que eu queira ler o livro,aliás,nunca li J.B.Seu Blog me fez querer conhecê lo.

  • sergio marcone 13/09/2009 at 10:43

    Das três relações, achei essa a mais fraca.
    Fico com Proust.

  • joão sebastião bastos 13/09/2009 at 10:56

    Voto em Melville.O texto, usado na abertura do filme de John Houston, é inesquecível.

  • joão sebastião bastos 13/09/2009 at 10:58

    Voto em Melville.O texto, usado na abertura do filme de John Huston, é inesquecível.

  • Lilian Regiane 13/09/2009 at 11:09

    Moby Dick, D. Quixote

  • Romulo 13/09/2009 at 11:11

    Fico com João Ubaldo desta vez…

  • alex mendes 13/09/2009 at 11:12

    embora prefira Proust como obra, fico com melville tb, as vinte primeiras linhas valem pelo livro.

  • Ana Cristina Melo 13/09/2009 at 11:26

    Engraçado, mas nenhum dos começos me arrebatou. Então, fui buscar aquele que me daria vontade de ler o livro. Fiquei entre James Baldwin e Ernesto Sabato. Se não puder o voto duplo, contabilize Baldwin.

  • Saint-Clair Stockler 13/09/2009 at 11:35

    Ai, que difícil. Proust ou Cervantes? Cervantes ou Proust? Jesus!

    Bom, vou ficar com CERVANTES, por causa do Cavaleiro da Triste Figura. Nenhum personagem de Proust – nem mesmo a vadia da Albertine! – é tão impactante quanto D. Quijote! Sem contar que o livro tem o fofo do Sancho, rsrsrs.

  • markito 13/09/2009 at 11:39

    Dom Casmurro merece estar na lista

  • Saint-Clair Stockler 13/09/2009 at 11:46

    Concordo: cadê o Machado? D. Casmurro ou o Memórias Póstumas de Brás Cubas

    • Sérgio Rodrigues 13/09/2009 at 15:41

      O início de “Memórias póstumas” apareceu na primeira rodada, há duas semanas.

  • Luciene Nacif 13/09/2009 at 12:18

    Gosto de Fiodor Dostoievski em “Memórias do subterrâneo”.

  • Marcelo ac 13/09/2009 at 12:19

    Nessa etapa fico com João Ubaldo Ribeiro, “Viva o povo brasileiro”.

  • Jéssica Souza 13/09/2009 at 12:32

    Sem dúvidas, Cervantes!

  • George Ayres 13/09/2009 at 12:41

    GOSTEI!!!!

    Um começo que destaco é o da obra ‘Os cus de Judas’ do escritor portugues António Lobo Antunes. Parece uma pintura dadaísta, nunca vi na vida metáforas desse tipo. É um livro tenso, memórias de quem passou por uma guerra.

  • HugoCrema 13/09/2009 at 12:53

    Meu voto vai indubitávelmente para o Proust.

  • Kleber 13/09/2009 at 13:32

    Fiodor Dostoievski, “Memórias do subterrâneo”… Adoro esse romance!

  • Madson milhome 13/09/2009 at 13:43

    Poderíamos criar uma coletânea com os melhores começos. Bem, o começo de proust é poético feito um jardim de magnólias brancas; o de Baldwin, por sua vez, nos traz a inquietação de querer saber o desenrolar da história. Nosso Cervantes é mágico! Mas meu voto vai para… Memórias do subterrâneo, de Dostoievski, pois estranho são seus caminhos.

    • Andrea 13/09/2009 at 13:53

      Fico com Dostoiévski, gosto de Memórias do subsolo. Concordo com George, o livro Os cus de judas é bem interessante e merece destaque.

  • Fernando 13/09/2009 at 13:47

    “Moby Dick” do Melville

  • Diana D. 13/09/2009 at 14:07

    Fico com Memórias do subterrâneo, do Dostoievski.

    Este livro é um dos meus favoritos e todo o primeiro parágrafo do livro é espetacular, com muita precisão dá quase todos os elementos necessários para se compreender o texto. Mas a escolha foi difícil com Proust, Cervantes e cia no páreo.

  • Márcia 13/09/2009 at 14:50

    Fico com o começo do “Fiodor Dostoievski, “Memórias do subterrâneo”.

  • Dada 13/09/2009 at 15:01

    Coletânea pra lá de niilista. Cervantes é a obra-prima.
    Mas meu voto é do “marginal” Baldwin, li o livro, mas se não o tivesse feito, este parágrafo me levaria a sair atrás de um exemplar na hora.

  • Dada 13/09/2009 at 15:14

    Uma dúvida: por quê utlizar o título “Memórias do Subterrâneo” (muitos utilizam “Notas do Subterrâneo”) se a versão do maior tradutor dos russos, no Brasil, Boris Schaiderman, saiu como “Memórias do Subsolo”?

  • Xandão 13/09/2009 at 15:21

    Dostoievski, só pra ficar nos russos. Sérgio, você sabe que eu sou fã incondicional do “Anna Karenina”. Então dá logo o “hors concours” pra ele e deixa o resto se digladiar.

  • Maria Cecilia 13/09/2009 at 15:28

    Logicamente o mais inteligente é Don Quixote… Perfeito , sagaz e irônico. Ótimo.

  • André Fernando de Lima 13/09/2009 at 15:39

    “Moby Dick”, sem a menor sombra de dúvida!

  • mariana sanchez 13/09/2009 at 15:58

    Todos livraços, sem dúvidas.
    Mas o Melville e o Sábato se superaram nestes começos. Arrebatadores, pra dizer o mínimo.

  • isaac 13/09/2009 at 16:03

    melville.

  • Roberto Almeida 13/09/2009 at 16:26

    cervantes

  • Mariana 13/09/2009 at 16:42

    Cervantes.

  • Fernando Casaes 13/09/2009 at 17:00

    Bem, embora haja na bem escolhida lista um Cervantes, fico com o não menos clássico Moby Dick. Este livro marcou muito minha adolescência e catapultou em mim a vontade de ler e ler cada vez mais. Foi com Moby Dick que descobri as possiblidades do mundo desenhadas pela literatura. Perdoem-me Cervantes, Ubaldo, Dostoievski, Proust, Baldwin e demais, mas fico com Melville.

  • Isabel Pinheiro 13/09/2009 at 17:18

    Vou de Ernesto Sabato.

  • Leandro Damasio 13/09/2009 at 17:29

    Pelo princípio que desencadeará a obra: Proust.

  • Bruno 13/09/2009 at 17:34

    “Moby Dick”. Comprei no original, motivado pela aparição aqui. Estou lendo-o atualmente, e embora o inglês exija às vezes um dicionário, a prosa é maravilhosa. Menção honrosa para João Ubaldo, que começa com uma conjunção adversativa!

  • Nathalia 13/09/2009 at 18:09

    D. Quixote

  • xico sá 13/09/2009 at 18:37

    Fiodor na cabeça!abraço

  • LuiZ FernandoS 13/09/2009 at 18:53

    Baldwin instiga a se conhecer o que vai acontecer.

  • ri ventura 13/09/2009 at 19:04

    Dostoievski disparado!

  • luiz rila 13/09/2009 at 19:31

    Moby Dick

    • Prof. Mauricio 14/09/2009 at 08:07

      Você diz isso porque os fragmentos dos outros são muito pequenos…

  • Marcos 13/09/2009 at 19:51

    Dessa vez foi mais fácil escolher.
    Fico com D. Quixote!

  • Miguel Gonzalez 13/09/2009 at 19:53

    Cervantes, sem dúvida

  • Elton 13/09/2009 at 19:54

    Vou com o Dostô, embora o começo do Dom Quixote seja fantástico na dimensão do seu primeiro parágrafo todo.

  • Saint-Clair Stockler 13/09/2009 at 19:56

    Sorry, Sérgio: falha minha: esqueci que o Machado já havia dado o ar da sua graça. Me penitencio: podem me aplicar 100 chibatadas!

  • fã Kafka 13/09/2009 at 20:00

    ninguém supera Franz Kafka.

  • kylderi 13/09/2009 at 20:13

    João Ubaldo Ribeiro.

  • Douglas Marques 13/09/2009 at 20:14

    Por mim, Herman Melville leva!

  • André Fernando de Lima 13/09/2009 at 20:57

    Se Melville não ganhar vai ser porque não aparece o nome do capítulo: Miragem.

  • Luiz 13/09/2009 at 21:34

    Fiodor Dostoievski

  • Bruno M. Oliveira 13/09/2009 at 22:37

    Proust em primeiro, Dostoievski em segundo.

  • elder 13/09/2009 at 22:49

    aujourd’hui, maman est mort

  • Herman Melville - Moby Dick 13/09/2009 at 23:15

    Este não é apenas um começo: é uma descrição perfeita do personagem, não do ponto de vista físico, mas explicita sua condição de estado e suas incertezas do espírito.

    Marcel

  • Herman Melville - Moby Dick 13/09/2009 at 23:15

    Este não é apenas um começo: é uma descrição perfeita do personagem, não do ponto de vista físico, mas explicita sua condição de estado e suas incertezas do espírito.

    Marcel

  • Herman Melville - Moby Dick 13/09/2009 at 23:15

    Este não é apenas um começo: é uma descrição perfeita do personagem, não do ponto de vista físico, mas explicita sua condição de estado e suas incertezas do espírito.

    Marcel

  • Herman Melville - Moby Dick 13/09/2009 at 23:15

    Este não é apenas um começo: é uma descrição perfeita do personagem, não do ponto de vista físico, mas explicita sua condição de estado e suas incertezas do espírito.

    Marcel

  • Herman Melville - Moby Dick 13/09/2009 at 23:15

    Este não é apenas um começo: é uma descrição perfeita do personagem, não do ponto de vista físico, mas explicita sua condição de estado e suas incertezas do espírito.

    Marcel

  • Herman Melville - Moby Dick 13/09/2009 at 23:15

    Este não é apenas um começo: é uma descrição perfeita do personagem, não do ponto de vista físico, mas explicita sua condição de estado e suas incertezas do espírito.

    Marcel

  • Guilherme C. 13/09/2009 at 23:28

    Dostoievski.

  • Dinho 14/09/2009 at 00:19

    Cervantes. O óbvio se torna grande quando chega perto da realidade.

  • Sandra 14/09/2009 at 01:07

    Fiquei impressionada com o início de “O quarto de Giovanni”, de James Baldwin. Meu voto vai para ele.

  • José Carlos Tressino 14/09/2009 at 01:30

    Excelentes. Todavia, a narrativa em Vidas Secas, Graciliano…cuja essência se refere à morte da baleia, é maravilhosa. Por que não expor?

  • Francisco 14/09/2009 at 01:40

    Proust: No caminho de Swann.

  • Suely Vilela 14/09/2009 at 07:37

    Moby Dick é o melhor entre esses, mas todos são realmente ótimos. Achei o James Baldwin também extremamente instigante… fiquei com vontade de ler o resto da história.

  • charlles campos 14/09/2009 at 09:09

    Cheguei tarde para o debate. E o início de O Arco-íris da Gravidade, não foi cogitado?

  • Roberto Prado 14/09/2009 at 09:49

    Sem dúvida Herman Melville, “Moby Dick”

  • Adair 14/09/2009 at 10:03

    Proust

  • Cláudia Marcanth 14/09/2009 at 11:03

    Moby Dick!

  • Alexandre 14/09/2009 at 11:41

    Dostoiévski. O personagem se apresenta como é, não pretende agradar, não faz média, é francamente antipático, doentio, individualista, mas sua apresentação nos desafia, porque dialoga com tudo que temos de pior e não conseguimos confessar, ao menos, sem trapaças ou subterfúgios.

    Um abraço, Sério.

    Alexandre.

  • Alexandre 14/09/2009 at 11:44

    Um abraço, Sérgio. ( digitei errado rs)

  • Redneck 14/09/2009 at 12:13

    Não tem jeito, fico com Dom Quixote. Não consigo não ficar com Cervantes. Abraço!

  • Marcos V. 14/09/2009 at 12:29

    Fico com o começo de “Moby Dick”. Maravilhoso.
    Menção honrosa: “Memórias do Subterrâneo”, Dostoiévski.

  • Everton 14/09/2009 at 12:50

    Moby Dick

  • Gunnar Kelsch 14/09/2009 at 14:34

    Ernesto Sabato.

  • Laila 14/09/2009 at 14:55

    Difícil escolher entre tantos começos geniais!
    Mas acho que fico com Dotoievski e Moby Dock.

  • Laila 14/09/2009 at 15:05

    Ops, falha nossa. Dostoiévski e Moby Dick!

  • Juca Azevedo 14/09/2009 at 16:07

    Moby Dick

  • Nilton Quoirin 14/09/2009 at 16:22

    Viva o povo brasileiro.

  • josé rubens 14/09/2009 at 16:52

    Proust, sem dúvida.

  • Neo Carvalho 14/09/2009 at 18:53

    Moby Dick.
    e Cervantes não precisa de menção honrosa, pois não?

  • C. S. Soares 15/09/2009 at 10:20

    Proust, que, em português, ainda é “incorporado” por Quintana…

  • C. S. Soares 15/09/2009 at 10:22

    Observo que o TP passa a interligar-se às diversas redes sociais. Ótimo.

  • romano 15/09/2009 at 10:51

    Meus votos são para Dostoievski, “Memórias do subterrâneo” e H. Melville, “Moby Dick”.

    ¶ bom votar nessa eleição, todos são candidatos de primeira, melhor, são ótimos desde o primeiro parágrafo, valeu.

  • romano 15/09/2009 at 11:00

    Ei Sérgio, que tal criar mais uma eliminatória só com as sugestões de teus leitores aqui do blog?

    abraço.

  • Willian Rosa 15/09/2009 at 13:35

    Memórias do subterrâneo.

  • Thiago Maia 15/09/2009 at 13:40

    Voto em Ernesto Sabato.

  • Luis Alberto da Silva 15/09/2009 at 13:49

    João Ubaldo ribeiro, VIVA O POVO BRASILEIRO

  • Nico 15/09/2009 at 14:56

    Pirmeiro: Cervantes. Segundo: Cervantes. Terceiro: Melville.

  • Frida Landsberg 15/09/2009 at 18:05

    Dostoiévski, Memórias do Subterrâneo.

  • Renata L 15/09/2009 at 18:09

    Sérgio, meu voto é para o Baldwin, mas na verdade queria era fazer uma sugestão: quem sabe não fosse melhor se os leitores não soubessem os nomes dos autores? Às vezes fico achando que votam porque é Cervantes, porque é Moby Dick… é claro que os que as pessoas conhecem, conhecem. Mas talvez ajudasse à votação ficar mais limpa….

    • Luciana 18/09/2009 at 10:13

      Concordo com você, Renata. Aliás seria tão bom se a gente pudesse julgar e escolher nossa própria literatura, sem a interferência de julgamentos de outros…

  • Alejandro 15/09/2009 at 18:57

    Herman Melville e seu “Moby Dick”.

  • Cris 15/09/2009 at 21:28

    As “Memórias do subterrâneo” emergem.
    Dostoievsk

  • mário 16/09/2009 at 10:41

    Dostoiévski, Memórias do Subterrâneo.

  • PSC 16/09/2009 at 18:13

    Voto em D. Quixote! Inicio, como o resto da obra, brilhante!

    Como sugestao para as proximas :
    “Escadarias,1
    Certo, a história poderia começar assim, aqui, desta forma, de maneira um tanto lerda e lenta, neste reduto neutro que é de todos e nao é de ninguem, onde as pessoas se cruzam quase sem se ver, onde a vida do prédio repercute, distante e regular. ”
    A vida modo de usar, de Georges Perec.

  • Roberto 16/09/2009 at 19:16

    Nessa seleção meu voto vai para Cervantes e Dostoiévski.
    Abraço.

  • FLAV 16/09/2009 at 21:13

    Meu voto :
    GIOVANNI S ROOM de JAMES BALDWIN.
    Abs. FLAV.

  • Rafael Pimentel Müller 17/09/2009 at 22:37

    Chamem-me Ismael. Alguns anos atrás – não importa precisamente quantos – tendo pouco ou nenhum dinheiro na bolsa, e nada que me interessasse particularmente em terra firme, decidi navegar um pouco por aí e ver a parte aquosa do mundo. É um jeito que tenho de espantar a melancolia e regular a circulação do sangue. (Herman Melville, “Moby Dick”.)

  • Luciana 18/09/2009 at 10:14

    Meu voto é para Dom Quixote

  • Luís Nascimento 18/09/2009 at 17:00

    Contudo, voto em Viva o Povo Brasileiro.

  • Luís Nascimento 18/09/2009 at 17:00

    Contudo, voto em Viva o Povo Brasileiro

  • Daise 29/09/2009 at 15:59

    Voto em John Cheever.
    Abraço,

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