Começos inesquecíveis: Charles Dickens

30/06/2006

Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da Luz, a estação das Trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o Paraíso, íamos todos direto no sentido contrário (…)

Eis o melhor dos começos, o pior dos começos: o começo de “Um conto de duas cidades”, lançado em 1859 por Charles Dickens (Nova Cultural, 2002, tradução de Sandra Luzia Couto).

7 Comments

  • Paulo de Tarso 30/06/2006 at 15:37

    Livro maravilhoso e emocionante, com uma descrição da Inglaterrae da França impecáveis. Vc se transporta para o período a cada página, parece sentir os aromas e fedores das cidades e de seus personagens.
    Clássico!

  • Victor, o Espezinhador 30/06/2006 at 17:15

    Assim, destacado, o trecho parece ter sido escrito para descrever o século 20…
    Dickens é do baralho! Adoro!

  • Leticia Braun 30/06/2006 at 17:39

    Já não se fazem mais começos como antigamente. Como no cinema, em que os primeiros 5 minutos determinam se o roteiro do filme é bom ou não, livros que começam com: “O Tietê emanava seus eflúvios de corpos putrefatos marginalizados da Paulicéia cinza e suja…”, pode fechar e botar na pilha pra tentar vender no sebo.

  • sonho bom 01/07/2006 at 00:49

    Sérgio, não me envergonho de lhe confesssar que seu espaço além de gostoso, ensinou-me algumas coisas. Entre elas, devo controlar minha sofreguidão ao ler um livro, degustando-o, calmamente, como um bom vinho. Os começos, geniais como esse, são para serem bebidos, devagar, com esmero, sem pressa de perseguir o desenlace. Espero aprender muito mais. Deixo, aquí, um agradecimento sincero.

  • träsel 01/07/2006 at 22:43

    meu começo preferido de livro é o de “o processo”, do kafka. infelizmente não tenho o livro aqui para reproduzi-la. mas só aquela frase já é quase um conto.

  • Rafael 01/07/2006 at 22:44

    Sem querer Dickens definiu exatamente a seleção brasileira de futebol de hoje.

  • anraphel 03/07/2006 at 11:08

    Nonada.

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