Começos inesquecíveis: Marguerite Duras

21/01/2007

Certo dia, já na minha velhice, um homem se aproximou de mim no saguão de um lugar público. Apresentou-se e disse: “Eu a conheço há muito, muito tempo. Todos dizem que era bela quando jovem, vim dizer-lhe que para mim é mais bela hoje do que em sua juventude, que eu gostava menos de seu rosto de moça do que desse de hoje, devastado.”

Penso freqüentemente nessa imagem que só eu ainda vejo e sobre a qual jamais falei a alguém. Está sempre lá no mesmo silêncio, maravilhosa. É entre todas a que me faz gostar de mim, na qual me reconheço, a que me encanta.

Muito cedo na minha vida ficou tarde demais. Quando eu tinha dezoito anos já era tarde demais.

Assim, de forma bela e estranha, começa o belo e estranho “O amante” (Nova Fronteira, 1985, tradução de Aulydes Soares Rodrigues), pequeno – na extensão – romance memorialístico com o qual Marguerite Duras (1914-1996) conquistou o prêmio Goncourt de 1984 e o sucesso comercial em escala planetária.

36 Comments

  • João Paulo 21/01/2007 at 07:07

    Muito bonito, mesmo! “Muito cedo na minha vida ficou tarde demais” é uma frase muito bem feita. E tamanho único.

  • Saint-Clair Stockler 21/01/2007 at 10:14

    “O amante” é um dos livros que eu mais gosto e Duras uma das escritoras que mais amo!

  • Black Jack 21/01/2007 at 10:45

    Esse livro está naquela coleção de Clássicos de O Globo. O começo realmente é empolgante, mas aos poucos a história vai se tornando “para mulheres”, se é que vcs me entendem… Sempre tive a impressão de que existem livros feitos para serem lidos por homens e livros feitos para as mulheres, como é o caso, a meu ver, de “O amante”. Será que isso é uma blasfêmia da minha parte?

  • Paulo Osrevni 21/01/2007 at 18:12

    O que eu lembro desse livro é que foi o único que eu parei um dia para anotar uma frase. Minha memória é lastimável, mas lembro que a tal da frase foi a melhor coisa que já li na vida. Marquei a página, está numa prateleira da minha casa de São Paulo. Está num trecho em que ela descreve a melhor amiga do internato… Maldita memória, preciso dar uma espiada para lembrar das palavras…

  • Clarice 21/01/2007 at 20:24

    “Minha vida, minha biografia, meus filmes são tudo uma coisa só; não há momento em que eu não escreva; escrevo o tempo todo, mesmo quando durmo. Fazer uma distinção entre todos estes estados me parece completamente fora de propósito no meu caso.” M. Duras

  • sam 21/01/2007 at 21:22

    pra vocês verem a credibilidade de prêmios literários

  • Saint-Clair Stockler 21/01/2007 at 22:41

    Que comentário babaca, Sam. Acho que você não sabe o que é o Goncourt. Faz uma pesquisinha na Wikipédia, moço.

    O mal do inglês na cabeça e cultura brasileiras… Céus! Ainda bem que eu sou francófilo…

  • Saint-Clair Stockler 21/01/2007 at 23:01

    Clarice: eu acho que ser escritor é uma condição 24 horas por dia. Não se é escritor só quando se escreve, muito menos só quando se publica. Pegando a metáfora do Vargas Llosa no seu “Cartas a um jovem escritor” (que todo escritor, e não só o jovem, devia ler), ser escritor é um tipo de sacerdócio: você vive isso todos os minutos do dia. Comendo, dormindo, andando de ônibus, tomando banho, fodendo, tendo uma conversa com seu chefe, seu marido, filho ou amante. Defecando. Ser escritor é um modo de olhar, um modo de respirar, um modo de andar. Sempre. Caso contrário, você pode ser tudo, mas um verdadeiro escritor é que não é.

  • Lomyne 22/01/2007 at 11:21

    Tenho pra mim que você deve receber comissão das editoras só para deixar seus leitores com vontade de ler o que você comenta… Acabei “O que contei a Zveiter sobre Sexo”, mas ainda estou atrasada nas minhas leituras e mais ainda nas suas sugestões… Começo a achar que esta coluna devia subsidiar meus livros, não acha? Para me dar uma folga, que tal ler aí e comentar Labirinto da Kate Mosse? Acabei de ler e amei, cada palavrinha. É um desses livros que, quando você fecha, os personagens ainda passam umas boas horas com você…

  • Rocker girl 22/01/2007 at 11:31

    “O amante” tem uma versão cinematográfica que é uma das melhores versões de livro para cinema que conheço, senão a melhor. Não é completamente fiel ao livro, mas captura o clima desse começo que o Sérgio pinçou. Ardem lá dentro do peito, essas palavras.

  • Fábio Ricardo 22/01/2007 at 13:34

    eu concordo que o livro é pequeno apenas em tamanho. é grandioso em beleza. Mas discordo do comentário do francófilo Saint-Clair, de que um escritor precisa ser escritor 24h. A gente não pode ser um escritor, tem que se tornar um escritor cada vez que vai escrever. Vc não precisa ser um escritor quando bebe uma cerveja no balcão do bar, pega onda ou vai ao shopping. Cada um vive como mais o apetece.

  • Tibor Moricz 22/01/2007 at 13:59

    “Entre dezoito e vinte e cinco anos, meu rosto seguiu uma direção imprevista, escreve ela ainda… Esse envelhecimento foi brutal. Eu o vi tomar meus traços um a um… Este rosto, novo, foi o que ficou. Ele foi o meu rosto. Ele envelheceu mais ainda, é claro, mas relativamente menos do que deveria. Eu tenho um rosto dilacerado por rugas secas e profundas, a pele quebrada. Ele não se abateu… manteve os mesmos contornos, mas seu jeito foi destruído. Eu tenho um rosto destruído…”

  • Tibor Moricz 22/01/2007 at 15:30

    Concordo com Saint-Clair. Não dá pra não ser escritor 24h por dia, nem quando se toma uma cerveja num boteco. Ser escritor apenas quando nos sentamos diante do teclado é ‘estar’ escritor. O ‘Ser’ é visceral, onipresente. O ‘Ser’ extrapola conceitualizações. Quem não consegue ‘ser’ escritor, jamais ‘estará’ escritor.

  • Saint-Clair Stockler 22/01/2007 at 16:07

    Fábio,

    ser escritor é um estado de espírito. Um escritor, quando está num bar, tem de olhar como um escritor. Pode ser que o seu próximo conto esteja bem ali, se desenrolando na frente dos seus olhos, naquele instante. Mas se vc não está ali, “enquanto escritor”, como é que vai perceber?

    Tenho pra mim que, fundamentalmente, um pretendente a escritor tem que treinar o olhar, tem que reaprender a ver. Não estou querendo dizer que só se escreve a partir do que está ao nosso redor, mas esse é um bom ponto de partida. Escrever é pintar com palavras, você tem de ser um bom observador tanto quanto um bom pintor o é.

    Claro que para algumas pessoas tudo isso não deixa de ser uma besteira. Patricia Highsmith, escritora fantástica, cuja maioria dos livros é tremendamente bem arquitetada e escrita, disse certa vez que nunca pensou em imagens quando escrevia. Pensava em frases, palavras – e só.

  • Clarice 22/01/2007 at 17:28

    Infelizmente para os escritores e outros artistas é uma maldição que nunca se possa esquecer o diabo da profissão a qual se dedicaram.
    Não tem nada de especial ou agradável nisto. Os cientistas também sofrem deste mal. É uma sina. Um saco. rsrsrs
    Não é ao acaso que existe a expressão “escritor/pintor de final de semana”.

  • vinicius jatobá 22/01/2007 at 17:30

    Saint, tenho que discordar com você nesse ponto. Quando eu sento no bar para beber uma cerveja entre o prazer de uma boa conversa ou perder um conto que está acontecendo ali, diante dos meus olhos, é claro que irei optar pelo prazer do copo. Além disso, escreve-se com as mãos. É a mão que escreve, não é a mente que escreve. E escrever, por ser uma atividade praticamente física, cansa, e muito. Então quando está acabado, está acabado. Aí é cinema, ler um livro, jogar basquete e conversar com os poucos amigos, namorar, escrever uma resenha (ganhar dinheiro). Fico impressionado com o quanto as pessoas superestimam a sensibilidade e as idéias quando praticam o vulgar ofício de escrever prosa. Acredito que esse seja o motivo para que bons livros sejam cada vez mais raros; as pessoas vêem a arte como uma forma de viver, um estilo, algo especial, algo que lhe coloca num patamar diferente das outras pessoas, talvez; escrever não faz ninguém melhor que ninguém. Escrever um conto demanda a mesma fisicalidade e senso de detalhes que são necessários para se fazer móveis. Não vejo a menor diferença entre escrever um conto e fazer um móvel. De vez em quando, como acontece com os marceneiros, algum arroubo surge e aqui e ali nasce um ponto luminoso; mas escrever é um trabalho, e como todo trabalho necessita repouso, necessita uma cota vital de vulgariade. A arte pode ser até nobre, mas o escritor tem que ir pra rua e esquecer um pouco o Kafka e Mann e falar do Romário e Stallone, falar bobagem, assumir de vez em quando que se amarra num filme do Spielberg. Vai ver que é por isso que nunca serei nenhum gênio; mas é melhor perder a genialidade que perder a piada. Não fica chateado comigo não, mas esse lance de sacerdócio, com o tempo, só leva mesmo à empáfia e pose e a um tipo de castidade que exclui da arte todo prazer que ela deve ter. Escreve-se por prazer, porque é muito bom escrever. Sons, palavras, vígulas: escrever é um entretenimento de extraordinária qualidade. Os escritores que conheço parecem casados com a infelicidade e quando sorriem o fazem de forma sigilosa, como se estivessem praticando adultério, culpados… Quando riem logo o terror toma conta deles e é como se pensassem: ‘E se a minha mulher descobre?’ Ou se divertem de forma blasé e encenada, bebendo num bar porque um cronista bebeu ali e cheirando porque um poeta marginal cheirou… Pela sua lógica nem escritor eu devo ser mais, porque quando fecho o caderno e encosto o lápis se uma pessoa fala ‘Faulkner’ ou ‘Pessoa’ do meu lado tenho urticárias… Bato na tecla de que a arte da prosa é uma questão de calos nos dedos… Passar o dia com borboletas engenhosas no estômago é muito gracioso, mas se não tiver a disposição de escrever a mesma frase umas vinte vezes e se divertir com isso as borboletas engenhosas vão para qualquer lugar, menos para a página em branco. Espero que não fique irritado comigo, mas é assim que penso.

  • Clarice 22/01/2007 at 17:46

    O Degas dizia que a “Arte é um estupro”

  • Clarice 22/01/2007 at 17:57

    Poxa Vinicius!
    Agora fiquei magoada, sniff!
    No post “Um escritor sincero demais”

    Comentário de Clarice — 20/01/2007 @ 5:39 pm(/i>
    fiz um “mistura e manda” para você a respeito desta coisa de artista e genialidade e outras coisinhas Você não leu. buááá…. rsrsrs
    Saint-Clair ficar chateado? É ruim, heim!
    E não é que ele passou o reveillon na praia de Copacabana e depois caminhou até Ipanema para ver o show? Ele também vive. rsrsrsrs Vez ou outra até conversa sobre Mr. Bean depois de 4 cervejas.
    Nisto eu discordo dele. Mr. Bean é muito legal. O Rowam Atckinson ensaiava horas e horas uma cena.

  • Roberto R. 22/01/2007 at 18:11

    Nem acredito que vou dizer isso, mas é verdade: concordo com o Jatobá. Essa história de que ser escritor é um estado de espírito é mais velha que andar pra trás. De qualquer forma, se isso for verdade, ser arquiteto também é um estado de espírito, assim como ser jardineiro, médico, contínuo, sociólogo. Tenho amigos atuando em diversas áreas, todos apaixonados por suas profissões, todos vivendo-as intensamente durante boa parte do dia – inclusive quando não estão trabalhando. Isso não é necessariamente bonito ou engrandecedor. Um sujeito que não consegue deixar seu trabalho de lado é antes de mais nada um chato.

  • Saint-Clair Stockler 22/01/2007 at 20:12

    Vinícius: mas CLARO que não vou ficar chateado com você, meu caro! Você é, como sempre, brilhante em defender seus pontos-de-vista. Permita-me só – correndo o risco de me tornar ainda mais chato – esclarecer um pouco mais a minha visão sobre “o que significa ser um escritor”: quando usei o termo “sacerdócio” – aliás, citei; quem usou foi o Vargas Llosa -, não quis insinuar com isso que há algo de divino na nossa profissão. Também concordo que é uma tarefa braçal bastante parecida com carregar garrafões d’água de 20 litros pras madames. Mas há um momento em que o nosso ofício cai no domínio da Arte e vamos mais além, não concorda? São só palavras em geral negras num fundo em geral branco, está certo, mas aquelas palavras quando reunidas de um determinado jeito (e não outro) são capazes de tornar-se uma outra coisa, que vai além: Arte. Somos técnicos como um médico é, ou um engenheiro, mas a nossa tarefa nos leva além do que um médico ou engenheiro pretendem: estamos fazendo Arte (por mais pretensiosa que pareça a afirmação). Um médico quando opera um cérebro ou um engenheiro quando constrói um prédio, se pretendem ir além de sua tarefa e atingir esse domínimo do “artístico”, deverão ser trancafiados no manicômio. Mas nós TEMOS de ir além da simples pretensão de escrever uma frase razoável, inteligível. Sei que você sabe disso, senão não escreveria da forma como escreve. Mas concordo com você que não devemos nos reunir numa casta, algum bizarro tipo de “eleitos dos deuses”, sobretudo porque isso é muito, muitíssimo chato. A esse respeito, cito Ernesto Sábato, em seu primeiro texto, a magnífica novela “O túnel”: “Direi antes de mais nada que detesto os grupos, as seitas, as confrarias, os grêmios e, em geral, esses conjuntos de bichos que se reúnem por razões de profissão, de gosto ou de manias semelhantes. Esses conglomerados têm certos atributos grotescos: a repetição do tipo, o jargão, a vaidade de crerem-se superiores aos demais”. Pois é: a vaidade besta, risível. Tenho pra mim que a “verdade” (se é que há alguma verdade) nesse assunto que estamos discutindo deva se encontrar em algum ponto entre o que eu defendo e o que você defende. Acho que nossas visões não são mutuamente excludentes. São, desconfio, complementares…

  • Saint-Clair Stockler 22/01/2007 at 20:21

    Clarice, eu não bebo (raramente, na verdade), mas confesso que tenho os meus momentos “gente-como-a-gente”: leio Dan Brown e Sidney Sheldon (emprestados, evidentemente), pego todos os “Blades” na locadora (ADORO histórias de vampiros), que meu namorado não me leia mas gosto da Cher, acho alguns quadros do Zôrra Total engraçadinhos (Tô doido! Tô doido! Tô doido!). Enfim: quase um ser humano normal. Se bem que um amigo meu mineiro diz que há algo de muito doentio num cara que mora no Rio de Janeiro e não bebe cerveja, não vai à praia e não gosta de Carnaval… Mas é que eu sou mineiro, né? Vim pra cá com 8 anos, quando já era um ser humano completamente formado. Foi tarde demais… Agora, só na próxima encarnação. Não faço a linha “intelectual de óculos e poeira dos livros na cabeça”, não. Nunca, nunca. Aliás, tenho horror de intelectual assim. Sou perfeitamente capaz de discutir a mutação do conceito de mímesis através dos tempos num minuto, e no seguinte estar agarrado ao gibi da Mônica. E isto NÃO é uma metáfora.

  • Breno Kümmel 22/01/2007 at 23:56

    Eu geralmente não gosto desses papos de vocação artística. Na maioria das vezes parece puxação de saco de gente que não precisa disso; dessa vez, entretanto, devo concordar com o Stockler. Como o Sérgio Sant’Anna diz em um de seus contos, e de forma mais cruel, o escritor ao atingir certo nível deixa de viver espontaneamente.
    (Acho que é no conto “O Concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro”.)

    Não deixa de ser diferente do que o Roberto disse: da mesma forma que um arquiteto apaixonado vê os prédios de forma diferente de uma pessoa normal, o escritor deixa de ver tudo da maneira normal, porque tudo é matéria-prima de literatura.

    Ah, eu detestaria perder um conto só por estar curtindo uma cerveja. Cerveja eu compro outro dia, amanhã ou depois; o conto talvez nunca volte.

  • vinicius jatobá 23/01/2007 at 03:54

    Eu acho que se as coisas não acontecem naturalmente para você não é buscando-as que elas acontecerão. Mas se vamos olhar o mundo como escritores, pode ser até um bom negócio. Pela sua lógica Breno, poderíamos perder uns três contos por dia se distraídos, porque devem acontecer três Coisas Maravilhosas Dignas de Um Conto ao Nosso Redor por Dia. O que são 1095 ocorrências por ano de Coisas Maravilhosas Dignas de Um Conto ao Nosso Redor por Dia. Se um livro de relatos tem em média 15 contos, um escritor de verdade, realmente vocacionado, realmente intenso, que deixou de viver espontaneamente, teria a produção de 73 volumes em 12 meses de extenuante e anti-etílico trabalho. É um volume para cada situação, se parar para pensas; alguns casos que me ocorrem agora: ‘A Queda do Pomarolla na Quitanda’; ‘Pássaros rasgam o céu’; ‘Relatos da Manguaça’; ‘Relatos da Manguaça II’; ‘O Dia que Esqueci Meu Filtro Solar’; ‘Crise da Rede Local de Computadores’; ‘As Incontigências do Amor’; ‘Hoje, só Miojo’; ‘Insônia e Corujão’ e por aí vai… Eu ainda prefiro a cerveja…

  • Breno Kümmel 23/01/2007 at 11:41

    Pra mim 3 idéias em um trimestre já é absurdamente muito; talvez por isso eu não troque isso por uma cerveja. Se viesse com tanta regularidade assim, eu provavelmente trocaria até por um copo de suco de caju.

  • Saint-Clair Stockler 23/01/2007 at 14:51

    “Dias estranhos”, meu livro de contos, levou 14 anos (1993-2006) pra “fechar”. Ter idéias é fácil, difícil é sentar pra fazer o trabalho braçal e escrever os contos. Sou filho de Macunaíma, ai que preguiiiiiiiiça!

  • Clarice 23/01/2007 at 18:28

    Não é busca por “tema”. Se literatura fosse movida à tema seria tão bão. Nunca vi, pelos menos pelos que conheço, ninguém procurando assunto desesperadamente.
    “Je ne cherche, je trouve.” dizia alguém.

  • Éd Lascar 23/01/2007 at 20:51

    Acho que literatura é movida por….obssessões. Fantasmas , sombras e pulsões mal resolvidas; ou onde encontrar a carga emocional necessária para reter a atenção do leitor?

    Mas sou um mero e iniciante diletante; relevem aí, por favor!

    A Clarice me deu esta isca para morder, mas não disse que era da Marguerite Duras……que odiei ,com todas as minhas forças, ao ler O Amante! No entanto acho-a tão devastadoramente atual e relevante nesta passagem, neste início do livro que detestei. Bem foi há vinte anos atrás que eu li. Eu era jovem, e não muito mais burro do permaneço hoje!

    Ahahahah… Perdoem , aí!!!!

  • Éd Lascar 23/01/2007 at 20:53

    Oops,..”do QUE permaneço hoje.”

    Sorry!

  • Éd Lascar 23/01/2007 at 20:55

    Volto ao ” Um Escritor Sincero demais” daqui há pouco, Clarice!

  • Clarice 24/01/2007 at 11:10

    Até que enfim Éd!
    Estou lutando para ele vir faz tempo. Ele é um fôfo, inteligente, tem senso de humor, foi durante longo tempo ativista no Weblog, ou seja, tudo para pitacar aqui.
    Agora é só ir no post “Tempo, tempo, tempo, tempo” ler tudo o que Sérgio indicou.
    Só assim alguém é habilitado a comentar aqui. rsrsrsrs
    Beijão amigo.

  • Éd Lascar 24/01/2007 at 12:14

    Êi, êi, êi , turma do Todoprosa!? A Clarice é minha amiga faz um tempão! Então dêem um desconto no elogio dela…..errrrr…muito suspeito , eu diria!!!

    Ahahahahha….

    Beijão, Clarice!!!!

  • Éd Lascar 24/01/2007 at 12:52

    Clarice, lembrando do post no Blog do Saint-Clair, por que não fazer do Sérgio Rodrigues a nossa Oprah Winfrey!??

    Sei, sei, sei….o nosso charmoso colunista não merecia isso, mas um centésimo da grana dela bem que ele merecia!!!

    :o)

  • Sérgio Rodrigues 24/01/2007 at 15:35

    Pô, Ed, Oprah Winfrey é esculhambação. Você mal chegou e já parte pro deboche… Se bem que, reconheço, um centésimo da grana dela cairia bem. Um abraço.

  • Clarice 24/01/2007 at 17:10

    Ôpa! Oprah?
    Pô Éd, logo depois que eu te apresentei. rsrsrs
    Eu não entendi nada.

  • Éd Lascar 24/01/2007 at 17:35

    Deixe eu explicar, entaum…! :o)

    A Oprah, que não é nenhuma aloprada tal como os sequazes de Lula, tem , em seu prograda diário, um segmento de “book club”, ao longo de entrevistas, dicas oportunas e entos filantrópicos. Lembrei dela porque você brincou comigo, dizendo ser preciso ler alguns livros que SR recomendou antes para me habilitar a escrever aqui. Isto aliado ao post do Saint-Clair,que informa ser OW a mulher mais rica do show business mundial!

  • Éd Lascar 24/01/2007 at 17:38

    Em retrospectiva, de quem será a culpa de não termos alguém no Brasil fazendo algo nos mesmo moldes?!

    Eu tenho a resposta:

    A culpa é da Silvia Popovic!!!

    :o)

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