Concurso Todoprosa de Microcontos para Twitter

22/10/2010

Expandindo a experiência iniciada aqui esta semana, em busca do que por enquanto é pouco mais que uma miragem – uma literatura forte no Twitter – lanço o Concurso Todoprosa de Microcontos para Twitter.

Por trás do nome que as iniciais maiúsculas ajudam a tornar (ironicamente, combinado?) pomposo, uma brincadeira simples: estimular a produção de micronarrativas em formato de tweet, com 140 toques no máximo, mas que consigam atingir alguma densidade literária.

A tarefa é mais difícil do que parece à primeira vista. Para começar, esse papo de twitteratura já rola por aí há algum tempo, o suficiente para que até a conservadora Academia Brasileira de Letras, pulando alegremente no bonde digital, organizasse este ano seu concurso, vencido por esta historinha de Bibiana Da Pieve:

Toda terça ia ao dentista e voltava ensolarada. Contaram ao marido sem a menor anestesia. Foi achada numa quarta, sumariamente anoitecida.

Daí decorre que a maior dificuldade do microcontista-tuiteiro é que, sinal dos tempos, seu formato mal nasceu e já está superexplorado. Não faltam microcontos por aí, como se pode conferir na profusão de links reunidos nesta página. Some-se a isso a vasta produção de aforismos no Twitter – que também são uma forma de literatura, embora não de narrativa – liderada pelo poeta Fabricio Carpinejar, com seus 68.503 seguidores, para se ter um quadro próximo do inflacionário.

Acertar na mosca, porém, não ficou mais fácil nem mais difícil do que sempre foi. Ocorre que a concisão extrema é um desafio eterno. Muito antes de existir Twitter, Dalton Trevisan já escrevia assim:

“João, tua mulher é amante do doutor Pedro e não é de hoje. – Um amigo.”

E Ernest Hemingway, assim:

Vendo: sapatinhos de bebê, nunca usados.

As regras do concurso são simples:

1. O microconto deve delinear uma narrativa (história) em 140 toques no máximo.

2. Qualquer leitor pode participar com até dez microcontos, desde que submeta um por vez, na caixa de comentários abaixo.

3. As inscrições se encerram na próxima sexta-feira, dia 29.

4. Os três melhores microcontos serão publicados neste blog em forma de post e o resultado, divulgado no Twitter e no Facebook.

5. O primeiro colocado ganhará um exemplar autografado de “Sobrescritos”, meu livro mais recente.

6. A comissão julgadora é composta de um homem só, eu mesmo, e suas decisões são soberanas.

Quem quer brincar?

ATUALIZAÇÃO ÀS 14h14: O segundo artigo das regras foi alterado para incluir o limite de dez microcontos por autor. Inscrições acima desse limite serão desconsideradas.

611 Comments

  • Luzinho 22/10/2010 at 13:07

    Bar de sempre: Sentei-me numa mesa ao fundo, só uma cerveja e deixei o lugar. Intimidado por rostos novos, o estranho era eu.

  • Luizinho 22/10/2010 at 13:09

    Amor é caso de fé, João sabia. Gastava o sapato, de uma ponta a outra da cozinha, um maço de cigarro, espiando o relógio.

  • Luizinho 22/10/2010 at 13:10

    A chuva caiu, ao fim da tarde, e não parou mais. A água engoliu às paredes, janelas, portas, telhado.Ficou escuro. Papai chorou.

  • Talita 22/10/2010 at 13:28

    A moça na igreja só tinha olhos pro StoAntonio: pedia um casamento. Não reparou no moço que sentara ao seu lado, interessado.

  • Talita 22/10/2010 at 13:29

    Ela tinha um marido e um amante. Para facilitar as coisas, ambos eram o mesmo homem.

  • Talita 22/10/2010 at 13:29

    “Você está com com o @_______?” “Não, agora estou com o @_______, que conheci pelo #FF da @_______.”

  • Talita 22/10/2010 at 13:30

    Aprendeu a ser pela dor. O prazer ainda lhe causava certo estranhamento.

  • Talita 22/10/2010 at 13:31

    Era fiel por preguiça. Se uma relação já dava tanto trabalho, imaginava duas, três…

  • Talita 22/10/2010 at 13:32

    Ela pediu o divórdio, ele aceitou. E foram felizes para sempre.

  • Bruno Ribeiro 22/10/2010 at 13:34

    E quando abriu os olhos, os robôs estavam por todo lugar.

  • juliana biancato 22/10/2010 at 13:43

    o sol laranja vinha banhando tudo. eu tomando ia, suco.

  • juliana biancato 22/10/2010 at 13:48

    olha a janela,tão perto a liberdade. sem força pra dar um salto. pensa em forca,mas o teto é tão alto. no sofá a vida leva,contra a vontade.

  • juliana biancato 22/10/2010 at 13:55

    demente o velho brabo agora tirou a barba. desistiu de ser revolucionário. não usa mais a farda. nada guarda mais no armário,nem na mente.

  • Tiago Moralles 22/10/2010 at 13:56

    A moeda foi na direção da fonte,
    a mente na direção da infância
    e o pedido na direção errada.
    Nunca encontrou o filho desaparecido.

  • Tiago Moralles 22/10/2010 at 13:56

    As nuvens levaram uns 3 animais,
    do meu sorvete metade já derreteu e o papai,
    com a bola,
    continua brincando de morto na poça de sangue.

  • Tiago Moralles 22/10/2010 at 13:57

    No horário de sempre, sento no banco, abro o jornal e vejo ela passar.
    Claro que ela sabe que é amor. Todo dia é o mesmo jornal.

  • Tiago Moralles 22/10/2010 at 13:57

    Os moradores de rua,
    brincavam de escolher cardápio,
    em frente a um outdoor do McDonalds.

  • Tiago Moralles 22/10/2010 at 13:58

    O zelador do parque de diversões, em meio a toda escuridão, nunca entendeu de onde vinha a alegria das famílias durante o dia.

  • juliana biancato 22/10/2010 at 13:58

    areia vira vidro quente. vira porta, impede que o vento entre. vira copo, derrama café com leite. vira aquário, pequeno lago sem corrente.

  • Tiago Moralles 22/10/2010 at 13:59

    Trocou a cidade pelo campo,
    o marido pela solidão
    mas só percebeu a depressão quando os pulsos choraram.

    @tfmoralles

  • Tiago Moralles 22/10/2010 at 14:00

    No farol,
    junto com as bolinhas,
    o menino catarrento,
    jogava a esperança também.

    @tfmoralles

  • Tiago Moralles 22/10/2010 at 14:00

    O sinal da escola tocou, a multidão correu e ninguém viu que na sala 204, o professor ainda abusava da Flavinha.

    @tfmoralles

  • Tiago Moralles 22/10/2010 at 14:01

    Amanhece mais um dia de visita.
    Remédios, banho, sopa e andador até a recepção.
    Tudo sempre igual.
    Inclusive o descaso da família.

    @tfmoralles

  • Tiago Moralles 22/10/2010 at 14:01

    Depois da discussão,
    ele chegou ao térreo
    e esperou até de manhã pra que ela achasse o corpo.

    @tfmoralles

  • @_Magoga 22/10/2010 at 14:05

    Sabia-se perseguido, ameaçado. Amedrontado, esgueirou-se por ruas ermas. Encurralado num beco, gritou: – QUEM É VOCÊ?; R: – Sua consciência!

  • juliana biancato 22/10/2010 at 14:06

    por onde andava? em que outono estava? fora de mim nem contemplava
    o amarelo do tapete dos ipês floridos.

  • beck 22/10/2010 at 14:14

    no banco do ponto, olhava o pó seco. Veio o onibus e fuligem. Subiu a escada. E só.

  • @_Magoga 22/10/2010 at 14:14

    Abriu os olhos e BRÉU; Bêbado, cego, torpe…MORTO??? Desesperado, tentou se ordenar. E então CLICK: acenderam as luzes de seu quarto!

  • juliana biancato 22/10/2010 at 14:22

    o amor a primeira vista os uniu almas gêmeas numa flecha só. o prazo determinou que a cada dia tornaram-se cada vez mais desconhecidos.

  • @_Magoga 22/10/2010 at 14:23

    Agarrada subitamente pelas costas e sentindo o bafo quente em sua nuca: – Solte-me, deixe-me ir!O que quer de mim? – Apenas seu amor!

  • Joao silva 22/10/2010 at 14:24

    Deparo comigo, um susto!
    So acalmo quando fujo, raramente.

  • Bruno Paranhos 22/10/2010 at 14:25

    Se eu tiver que passar por tudo aquilo de novo, nos olhos de quem eu vou buscar ajuda? Não posso; não, não posso.

  • @_Magoga 22/10/2010 at 14:26

    Esmolou, tomou uma e dormiu ao relento. Acordou ébrio no hotel, cantou para fãs. Dormiu. Acordou sob um papelão sem saber qual a vida real.

  • Cátia Martins 22/10/2010 at 14:37

    Quando as vozes não vinham de dentro, vinham lá de baixo. Abandonou o medo e sucumbiu ao chamado. Enlouqueceu, sonhou, subiu.

  • Thiago Neves 22/10/2010 at 14:39

    Nadou pelo rio caudaloso, atravessou a densa floresta, escalou o monte íngreme e lá parou, observando a vida se desmanchar atrás de si.
    @_thiagoneves_

  • Ferdi 22/10/2010 at 14:40

    Aprendera a vida toda que aquilo era poder. Mas agora, com a faca e o queijo na mão, não podia realizar seu desejo. Faltava-lhe a goiabada.

  • Luizinho 22/10/2010 at 14:40

    Quando o cabo da ESA acordou, o ET de Varginha ainda estava lá.

  • juliana biancato 22/10/2010 at 14:44

    areia vira tempo na ampulheta da vida que o tempo vira na ampulheta de vidro que antes de tudo era areia.

  • Luizinho 22/10/2010 at 14:51

    Daquele dia em diante, não usou mais boné.

  • Lollo 22/10/2010 at 14:56

    Chekups todos em dia, 4 guarda-costas e carro blindado. Não contava com a casca de banana e a quina da mesa.

  • Thiago Neves 22/10/2010 at 14:56

    O guerreiro ostentou orgulhoso todas as derrotas que sofreu. Batalhou para mostrar que elas também tinham valor. Mais uma vez foi derrotado.

  • Luizinho 22/10/2010 at 14:58

    Essa história é do tamanho da minha vida.

  • Daniel 22/10/2010 at 14:59

    Seus sonolentos olhos viram o relógio de parede; engoliu tudo às pressas, não podia se atrasar. Já não via a hora de estar de volta.

  • Daniel Bramatti 22/10/2010 at 15:05

    Mobilidade social
    No momento em que cruzava a linha da pobreza, o trem passou.
    @bramatti

  • João Paulo Parisio 22/10/2010 at 15:07

    Bala Perdida

    Na confusão do bamburim, uma das balas espirrou para perto da menina de laço. Ela se agachou para apanhá-la. Tombou numa poça de sangue.

  • Lollo 22/10/2010 at 15:14

    Você pode chamar isso do que quiser. Micro-conto, nano-conto, tweet, o que for. Vc está no seu direito. Só não vá me chamar isso de literatu

  • Thiago H Lemos Lima 22/10/2010 at 15:28

    Era uma noite fria e mórbida quando me acordaram a perguntar: “Tava dormindo?”

  • Thiago H Lemos Lima 22/10/2010 at 15:33

    Ele estava a refletir sobre a vida triste na calçada. Quando passou um ladrão e levou sua dignidade e sua vida para onde ainda não se sabe.

  • Pedro Senna 22/10/2010 at 15:35

    “Viva a Liberdade! Viva a Igualdade! Viva a Fraternidade!” foram as últimas palavras de jovem morto por companheiro durante choque com a polícia.

  • Diogo Hot 22/10/2010 at 15:35

    Casaram: Ele queria. Ela não queria. Ele sacudia. Ela fingia. Ele fazia. Ela dormia. Ele despedia. Ela reclamou. Ele não voltou. Ela chorou.

  • Douglas 22/10/2010 at 15:36

    Estive ontem com Narciso. Olhamo-nos n’água, em reflexo. As ninfas a encher o recanto, ouvi nítida a base de Freud. Narciso me disse: “eu”. (@thaynadouglas)

  • Daniela 22/10/2010 at 15:41

    O cadarço se soltou. Ele se prontificou, abaixou ao lado dela e amarrou os laços que naquele momento se estenderam pra vida inteira.

  • Douglas 22/10/2010 at 15:42

    O tic-tac do relógio dava traço de toda a voracidade de Chronos. Segue, segue, segue. Era hora. Não, já passara da hora. (@thaynadouglas)

  • Eryck Magalhães 22/10/2010 at 15:44

    Eleitor negro

    Só sabia de uma coisa, seu voto não seria em branco. @eryckmaga

  • Camilla Martins 22/10/2010 at 15:45

    Arrumando as gavetas achei meus óculos, já tão cansados da tevê e dos seriados. Sentiam saudade dos domingos em calçadas de petit pavê.

  • Douglas 22/10/2010 at 15:46

    Não fizera nada de valia. Agora estava em crise. Deixou o divã, aturdido, e foi tomar mais um copo da cerveja choca que era sua existência. (@thaynadouglas)

  • Daniela 22/10/2010 at 15:48

    Amigos há um bom tempo, um não queria abandonar o outro. Conversavam sempre, se viam, choravam juntos. Até que um dia a internet pifou.

  • Vanessa Guimarães Rodrigues 22/10/2010 at 15:52

    Ela subiu lá no morro, fez de bobo o tão do João louco, pois o beijo mesmo ele perdeu! Pois ela não se rendeu!

  • Francisco Sanchez 22/10/2010 at 15:55

    Irremediavelmente preso aos seus ideiais de liberdade.

  • carmen regina dias 22/10/2010 at 15:56

    Luar, bolinhos de chuva, sonhos, perfume de jasmim, uma garrafa de vinho e tu, que ao meu lado ensaia o abraço sem fim. É o céu.@carmenrdias

  • João Vitor Araujo Saccardo 22/10/2010 at 15:56

    A vida se resume em momentos, passageiros, por isso aproveite-os, por inteiro!

  • Luiz Robin Ohlson 22/10/2010 at 15:57

    Carteado
    Pagou-a com uma moeda de ouro. Quando ela riu do seu pau, fechou-se em copas e passou-a no fio da espada.

  • Luiz Robin Ohlson 22/10/2010 at 15:58

    Sabe do Chronos? Mandou dizer que hoje não volta mais.

  • Luiz Robin Ohlson 22/10/2010 at 15:59

    Geometria
    Nos círculos que freqüentava, era considerado um quadrado. Em matéria de relacionamentos, não admitia triângulos.

  • Vanessa Guimarães Rodrigues 22/10/2010 at 15:59

    O Poeta
    __Põe a
    __Pena na mão e
    __Passa a escrever seu
    __Passado e
    __presente.
    __Pronto!
    __Põs as
    __Palavras no
    __Papel!.

  • Tania Cosci 22/10/2010 at 16:00

    Água sanitária ou lisoforme? Porções iguais. Toma tudo de uma vez.Enxuga os lábios, fecha os olhos. Agora tudo eternamente limpo.

  • Luiz Robin Ohlson 22/10/2010 at 16:00

    Diagnóstico
    O médico deu a ele um ano de vida. Devolveu no dia seguinte. Sem uso.

  • Luiz Robin Ohlson 22/10/2010 at 16:01

    Ortodontia
    A vida ainda lhe sorria, é verdade. Mas os dentes já não eram os mesmos.

  • Marco Aurélio de Oliveira Almeida 22/10/2010 at 16:01

    A MULTIPLICAÇÃO DO EGO/ De repente a fractura de uma vértebra egocentrica da solidão fez o ser único transformar-se em multidão.

  • Adelindo Kfoury Silveira 22/10/2010 at 16:01

    Só.Lembrou.Chorou,por isso mesmo

  • Pedro Graça 22/10/2010 at 16:02

    O lua nasceu, o amor apareceu e Adão conheceu Jorge.
    Jorge morava na lua e Adão na terra. Adão era sem terra e Jorge jamais irá na Terra.

  • Diogo Hot 22/10/2010 at 16:02

    Serviu o exército por quarenta anos. Aposentado há um dia, voltando da padaria, foi atropelado.

  • Alan Coletto 22/10/2010 at 16:03

    Nascendo o sol bate o martelo, marmita de pó e chuva; cimento, vento, parafuso e tijolo, sem tempo pro espelho, dona Maria de novo.

  • Luana Mattos 22/10/2010 at 16:04

    Esperou tanto, o tempo todo, a vida inteira, que cansou mas não sentou, deitou… em sua cova.

  • Marco Aurélio de Oliveira Almeida 22/10/2010 at 16:04

    NUM PISCAR DE OLHOS/ Um cisco caiu no olho lágrimas afogaram o olhar.

  • Marco Aurélio de Oliveira Almeida 22/10/2010 at 16:05

    INTERROGATÓRIO/ Algemado (o escritor) viu-se interrogado por suas próprias palavras.

  • Angela 22/10/2010 at 16:05

    Aos 50 anos, descobriu, com o pai morto, que ele não era casado com sua mãe. Nunca tinha ouvido nada a respeito.

  • mateus 22/10/2010 at 16:06

    Andam falando que estou com depressão. Besteira, só tenho medo de morrer, e por isso não saio mais de casa. Tenho que preservar minha vida. @mateus_morais

  • Marco Aurélio de Oliveira Almeida 22/10/2010 at 16:06

    NECROLÓGICO DO TEMPO PERDIDO/ Corre os ponteiros no sentido anti-horário. O passado tenta encontrar seu tempo perdido.

  • Marco Aurélio de Oliveira Almeida 22/10/2010 at 16:08

    Ontem lágrimas brotavam no olhar inseguro da perda Hoje flores sobre a lápide. Amanhã, desejos insepultos nascerão nos olhos da viúva

  • keylacandido 22/10/2010 at 16:09

    Sempre no mesmo horário eu sento no banco,abro o jornal e vejo ele passar.Claro q ele sabe q é amor.Todo dia é o mesmo jornal.@keylacandido

  • Marco Aurélio de Oliveira Almeida 22/10/2010 at 16:10

    FAIXA DE PEDESTRE/ Parei. Olhei. Sinal vermelho. Quando dei por mim, a vida já havia me atropelado!

  • Alan Coletto 22/10/2010 at 16:12

    Prédios, cinema, galeria. Praça, ponte, calmaria. Sentindo paz… RELÓGIO! _senhor aqui está bom! _ dez reais a corrida!_ e segue o dia.

  • V. Cardoso 22/10/2010 at 16:12

    João amava Maria. Mas Maria não amava João. Então João matou Maria e depois suicidou-se.

  • Marco Aurélio de Oliveira Almeida 22/10/2010 at 16:14

    Tudo vale a pena? Nada valeu a pena! Um derrame, dois infartes e seis pontes de safena!

  • Thales Salgado 22/10/2010 at 16:14

    Bastou a elevada voz sair em tom veloz e o amor em nós que era belo quando estava à foz, foi a morte em forma doce e atroz.

  • Guiga Coitin 22/10/2010 at 16:15

    Ele decidiu que era hora de se valorizar mais. Começou tatuando na bunda “Fineza não cuspir no c*”… Seria um longo caminho.

    @el_guiga

  • Nilza 22/10/2010 at 16:15

    Pobres crianças! Bonecas de pano não existem mais. Apenas a dura realidade.

  • Lucas Albuquerque Arnaud de Souza Lima 22/10/2010 at 16:17

    Mostrou sempre obstinação aguerrida. Percebeu, porém, que lutava uma batalha perdida. Pulou do sexto andar, concluindo quão inútil é a vida.

  • Larissa Vasco 22/10/2010 at 16:17

    O rio deslizava lentamente até que comprimido pelas margens começou a correr. Mal interpretado, secou.

  • Erike 22/10/2010 at 16:18

    Ariel corria desesperadamete, pois era perseguida por fantasmas, assustada, ofegante, lágrimas quentes pelo rosto. Ariel caía morta ao chão.

  • Thales Salgado 22/10/2010 at 16:19

    E sentenciou: Um minuto de silêncio em honra ao assunto inexistente, as palavras entre a gente, que foram passear. Obedeci.

  • Janete I. Zimmermann Teixeira 22/10/2010 at 16:19

    Manoel vasculha,
    Vira, revira, explora.
    Manoel descortina,
    Manoel alumia,
    A minha prateleira mofada,
    A minha prateleira sombria.

  • João Vitor Cardoso 22/10/2010 at 16:19

    Deitado sobre os seios de Inês, desejara mentir para si mesmo ao saber da verdade. Mesmo nu, pensou em fugir dali.

  • Carlos Alberto Cotta 22/10/2010 at 16:20

    Gabriela a bela, amante do seio materno, se penaliza com a Zaya, ao vê-la amamentar seus cinco cachorrinhos. Gabriela tortura-se, não late.

  • Alan Coletto 22/10/2010 at 16:21

    Dez reais ao filho na festa. Vassoura na mão, pau de macarrão, lenço na testa. _TIRE OS CALÇADOS! Bêbado e pé sujo, o casamento não presta.

  • Sizenando Silveira Alves 22/10/2010 at 16:21

    Verão vem aí. Enfim, praia!
    Ceia de Natal.
    Praia? Talvez… de maiô.
    Reveillon.
    Calor insuportável… Queria tanto usar uma malha folgada!

  • Raoni G. Henrique 22/10/2010 at 16:22

    O mundo conjugou perfeitamente o progresso até que aprenderam conjugar o individualismo. Daí pra frente, de perfeito só restou o pretérito.

  • Thales Salgado 22/10/2010 at 16:26

    Me abraço. E pode ser que oculte o embaraço, enquanto o faço o poente treme já os próprios passos que não tem por flutuar.

  • Thaisa Andrade 22/10/2010 at 16:26

    E a memória era vã. Nada lhe diziam aquelas fotos sobre a mesa, tudo estava sem sentido. Restava-lhe um vazio profundo.

  • Sizenando Silveira Alves 22/10/2010 at 16:30

    Apff… já deu 4 da manhã e ainda não terminei a monografia sobre Gerenciamento de Tempo que eu devia entregar hoje!

  • Lucas Albuquerque Arnaud de Souza Lima 22/10/2010 at 16:31

    Amou. Conquistou. Beijou. Gozou. Traiu. Ajoelhou. Implorou. Perdeu. Chorou. Sofreu. Enlouqueceu. Perseguiu. Atirou. Matou. Atirou. Morreu.

  • Thales Salgado 22/10/2010 at 16:32

    A tortura do silêncio pairava escondida nas brumas, o vento não lhe consolava. A falta da mulher amada o causticava: seus olhos dissolveram.

  • Sizenando Silveira Alves 22/10/2010 at 16:33

    Noves fora, a utopia é a prova do inferno.

  • Vanessa Guimarães Rodrigues 22/10/2010 at 16:34

    E foi assim que começou a busca por Mafalda, conjugando o verbo estar, e ela estava lá, em cima da pia!

  • Thales Salgado 22/10/2010 at 16:37

    Ao ver o filho triste o conselho do pai fez-se dos lábios: “não mais chore o leite derramado: sorva o que puder desse chão gelado”

  • Rodrigo Lattuada 22/10/2010 at 16:40

    Ela está olhando para cá mas não está olhando para mim, pensou. Está olhando para cá mas não para mim. Eu sou pequeno e permaneço pequeno.

  • Thales Salgado 22/10/2010 at 16:40

    Dizia a mucama: É carma estar na cama, antes o pus que lama. Enquanto o tempo inflama, logo melhora a dama.

  • Rodrigo Lattuada 22/10/2010 at 16:41

    O médico me apontava o peito, na região do coração, e me dizia: a sua dor está aqui. Minha dor está aqui, eu respondia: em todo lugar.

  • Rodrigo Lattuada 22/10/2010 at 16:41

    Eu disse: Melhor morrer do que viver aqui; vou sair desta casa para nunca mais voltar. Ele disse: Não.

  • Paulo Fodra 22/10/2010 at 16:41

    O marciano tira o capacete e encara a multidão que o estranha. Seu rosto imberbe queima. A festa não era à fantasia?

  • Rodrigo Lattuada 22/10/2010 at 16:42

    E cantivagava o roto gurizinho:

    A vida é uma
    E a dor é só
    Corri na rua
    Caiu a chuva
    Molhei os pés
    Sobrou chulé
    Ama-nhe-ceu
    Papai morreu.

  • Thiago Neves 22/10/2010 at 16:42

    Pega a mosca, mata, joga ela na minha sopa. Depois vem me dizer que o seu nome é Raul. E agora, quem vai pagar a conta?
    @_thiagoneves_

  • Rodrigo Lattuada 22/10/2010 at 16:43

    Aos que perguntarem se creio que um amor possa durar por toda vida, hei de responder: certamente!, depende apenas do tempo que você viver.

  • Paulo Fodra 22/10/2010 at 16:44

    Arrastada para um terreno baldio, a mocinha não consegue conter o espirro. “Saúde!”, diz o maníaco. E então a degola.

  • Ricardo figueiredo 22/10/2010 at 16:44

    Maria com o luto lhe sufocando enfim herdou os espólios indesejados. Em Testamento o ingrato amor lhe deixou Apenas saudades!nada mais.

  • Thaisa Andrade 22/10/2010 at 16:48

    E o pequeno agarrou-lhe as coxas e pedia para ela não partir. Mas, a promessa do sonho o convenceu a deixa-la ir, no entanto, havia de ser de goiaba.

  • Paulo Fodra 22/10/2010 at 16:48

    Era a mulher perfeita: loura, cabelos longos, corpo escultural, boca volumosa, olhar brilhante. E, então, ela furou.

  • Paulo Fodra 22/10/2010 at 16:51

    Observava admirada as janelinhas passando depressa. Que lindo! Devia ter se jogado de um prédio mais alto….

  • Ane Vaz 22/10/2010 at 16:52

    A folha verde voa, cai em busca de alegria. Pura e simples, escoa, sua fé esmorecia. Da árvore partiu à toa, pois findo o dia morria.

  • Alan Coletto 22/10/2010 at 16:53

    Respiram digitalizados. O pai não para em casa, mas pra não verem a enxada, inventaram a depressão. Sabem que existe infarto? Pro coração.

  • Jarison James Lima de Melo 22/10/2010 at 16:54

    Ser amante é dominar a arte de não se fazer notar, aliada ao toque sutil de se fazer distinguir, deixando sua presença impregnada no outro.

  • Ane Vaz 22/10/2010 at 16:58

    Hahaha riu Suzana, você ñ sabe o que faz! Sou tirana, tiro-lhe tudo rapaz. Mas, c/ suas rugas, falava sozinha, ele ñ escutava mais.

  • Lucas Albuquerque Arnaud de Souza Lima 22/10/2010 at 17:02

    E ao amar pela primeira vez, rasgou todos os livros que já havia lido. Aprendeu a maior lição de todas: a vida é mais louca que a ficção.

  • Ricardo figueiredo 22/10/2010 at 17:03

    Olhava sempre o fim do arco íris,nunca foi.
    Destemido criou coragem,deixou os Seus e se lançou.
    Chorou.
    Não havia nada lá.só se decepcionou.

  • Jayme Menezes 22/10/2010 at 17:04

    All right everybody!! I’ll jump in this precipice to see how deep it is… Don’t follow me!

  • Lenicio Carneiro 22/10/2010 at 17:05

    Quando abriu o abdômen, a decepção:
    -Não dá. Tá tudo tomado.
    Tirou as luvas e foi embora. O auxiliar cuidou de fechar o paciente.

  • Jayme Menezes 22/10/2010 at 17:06

    You might be wondering what causes this small and continuous earthquake on the planet. It’s me. Sorry.

  • Ane Vaz 22/10/2010 at 17:09

    O conto é triste qd o canto chora, o dedo em riste aponta lá p/ fora, quem foi q disse que tinhas de ir agora?

  • mara 22/10/2010 at 17:13

    O medico falou que era uma tal de Cavasak!? Vamos ao google. Pavor total Mas num segundo exame clinico…era sómente uma virose no netinho.Que alivio!

  • Alan Coletto 22/10/2010 at 17:16

    Quase com lágrimas nos olhos, pediu que a amada não fosse, ela, irredutível, abriu a porta e partiu: _A mamãe está na sala! Eu volto as 5.

  • Wilson Ramos 22/10/2010 at 17:17

    Nasci, vivi, morri.

  • Natália Rocha 22/10/2010 at 17:20

    Eles aprisionados em suas mentes. Lá fora, o sol brilhava e a única coisa que se ouvia era que já não se tinha mais tempo.

  • João Paulo Parisio 22/10/2010 at 17:21

    “Velhos sentimentos me visitam; sinto que estou ficando jovem.” Do diário de um moribundo.

  • Christine 22/10/2010 at 17:26

    O que eu vivi? Não sei. Parece que me esqueci de viver. Deixei o tempo correr, agora esse mesmo tempo parece de mim correr.

  • Rosa Linn 22/10/2010 at 17:27

    Concisamente, era voluptuoso. Desejos despertava, ora, em todos. Honestamente, era recusáveel. Cobiça despertava, ora, em todas elas.

  • João Carlos 22/10/2010 at 17:31

    Amava tanto aquela mulher que nunca quiz forçar a barra com medo de ferir seus sentimentos; milagre…o amor vencendo o sexo.

  • Itanamara de Oliveira Rocha 22/10/2010 at 17:35

    Olharam-se por dois segundos sem perceber o olhar alheio, amaram-se com olhos brilhantes e dilatados. Pena que os segundos não são eternos!

  • Thiago Neves 22/10/2010 at 17:36

    Escreveu bonito, cheio de floreios, numa caligrafia caprichada. A carta deixada em cima da mesa, convidativa: “Adorei. Me segue no twitter!”
    @_thiagoneves_

  • Rosa Linn 22/10/2010 at 17:38

    A valsa emitia os pares a estância, e ninguém queria regressar. Finda a valsa. Homens: na guerra. Mulheres: na estância. Ninguém mais dança.

  • Jayme Menezes 22/10/2010 at 17:50

    Haja hoje para tanto ontem..

  • Itanamara de Oliveira Rocha 22/10/2010 at 17:51

    Brigaram entre si pelo mesmo sonho. Desistiram de brigar por um amar o outro. Tornaram a brigar para que ninguém desistisse de seu sonho.

  • Gastão 22/10/2010 at 17:53

    A flor era plástico… Só a borboleta não sabia.

  • Luizinho 22/10/2010 at 17:55

    A encontrava todo dia no elevador, sempre calados os dois. Sempre. Oi, ela disse. Acordou assustado. Três copos d’água, amuado, travesseiro.

  • Gastão 22/10/2010 at 17:57

    Forte é o João! Saiu da academia e quebrou uma esquina.

  • Luizinho 22/10/2010 at 18:00

    Ele viva de cigarro. Isqueiro. Cinzeiro. Fumaça. Café. Cigarro. Fumaça. Café. No enterro, choveu. Sombrinha preta, olhos azuis marejados.

  • Rosa 22/10/2010 at 18:02

    Fechou o discurso com chave de ouro. Mas fechou por dentro. Não podia mais sair, só repetir.

  • Rosa 22/10/2010 at 18:03

    Quase morreu de susto. Quase morreu de rir. Mas como tem uma saúde ferro, continua vivo e feliz.

  • Rosa 22/10/2010 at 18:03

    Não bote minhoca na cabeça de sua irmã – dizia a mãe ao menino, que nem ligava e prosseguia, fascinado com as tranças vivas que produzia.

  • Rosa 22/10/2010 at 18:03

    Conto colorido
    Quando lhe perguntaram o que queria ser quando crescesse, não vacilou: televisão.

  • Danilo Lovisi 22/10/2010 at 18:06

    Estava impaciente, o garoto: ora pulso, hora coração. Quando ela chegou, não sorriu: chorou. Seu nome era Monalisa e ele a amava.

  • Itanamara Rocha 22/10/2010 at 18:08

    Escreveu pensando apenas no julgamento de quem leria. Faltou sentimento, não houve interesse e as palavras tornaram-se ponte interditada.

  • Luiz Gustavo Scopel 22/10/2010 at 18:11

    Sigo a, sigo em. Entre eles, a dúvida. Há.

  • Rosa 22/10/2010 at 18:11

    Chove lá fora. Os olhos do pintor vertem água.

  • Vinícius Trindade 22/10/2010 at 18:34

    Entrou no time pra decidir, a grande esperança. Bola na frente, goleiro pra trás, chutou e correu. Trave, trevas! Tentou o vôlei

  • Vinícius Trindade 22/10/2010 at 18:35

    Ele lá naquela de bar e pinta uma bela morena. Chuva na horta? Perguntou o nome e era João. Mesmo nome que o meu, melhor não

  • Vinícius Trindade 22/10/2010 at 18:36

    Sabia que o dinheiro era pouco e fez que não percebeu.Foi rico e feliz no sábado à noite.Morreu na segunda, antes do banco abrir

  • Ricardo figueiredo 22/10/2010 at 18:36

    Sem valor para ela.longe atirou
    A cabeça dele o objeto cortou
    Ele caiu
    Ela acudiu
    Amor brotou
    Aquele objeto inútil
    Quem diria.pariu um amor

  • Vinícius Trindade 22/10/2010 at 18:36

    Sem q soubesse era enganado no amor.Sem q acordasse perdeu a mulher, o carro, a casa,a dignidade,mas não perdeu seu guarda-chuva

  • Janet Zimmermann 22/10/2010 at 18:48

    Alvorada. Pela longa descida ia a alba Maria.
    Crepúsculo. Voltava rubra a Maria, pela longa e íngreme subida.
    Era essa sua variável rotina.

  • Luiz Gustavo Scopel 22/10/2010 at 18:49

    Saímos a passear. A vida e eu. Foi passeio arrastado, e de corpo deitado, há dúvida de quem arrastou quem nesse caminho que tende ao chão.

  • Rafael de Sousa Mendes 22/10/2010 at 19:04

    Pouco antes de morrer, enquanto esperava o efeito do veneno, descobriu que a traição da esposa era mentira.

  • Aline Caldas 22/10/2010 at 19:13

    O que faço eu? Quem sou eu? Informação. Tecnologia. Coração. Alegria. Talvez só seja alergia da falta de união e de tanta mesquinharia.

  • Everaldo Kurth 22/10/2010 at 19:17

    Andava tanto com ele, que quando o dito cujo partiu, não sabia mais viver só.

  • Everaldo Kurth 22/10/2010 at 19:21

    Iraci queria tanto se casar, pois quando o conseguiu perdera seu objetivo de vida.

  • Everaldo Kurth 22/10/2010 at 19:24

    Pra que sair se tenho tudo aqui dentro para viver feliz? Oh meu Deus, a campainha. Será que atendo?

  • Lucas Albuquerque Arnaud de Souza Lima 22/10/2010 at 19:24

    Não mais gritava, minhas mãos ensanguentadas pendiam ao lado do meu corpo. Ao meu redor, na terra úmida, os vermes se agitavam. Pensei nela.

  • Rafael de Sousa Mendes 22/10/2010 at 19:31

    Todos me procuram, mas não adianta, não tem jeito: ou esquecem que dei uma bolada na janela do vizinho, ou não saio desse meu esconderijo.

  • geraldo trombin 22/10/2010 at 20:14

    SONO DE MORTE II
    Estava com um sono de morte. Resolveu dormir para sempre.

  • geraldo trombin 22/10/2010 at 20:15

    FUNDO MUSICAL
    Pisou fundo no acelerador, bateu de frente com o infortúnio. Marcha fúnebre!

  • geraldo trombin 22/10/2010 at 20:16

    TEMPESTADE EM AUTO-MAR
    Mergulhou em mar de mágoas. Mareou. Acabou não nadando. Acabou em nada.

  • geraldo trombin 22/10/2010 at 20:17

    EM PAUTA
    Questionado sobre a qualidade de sua sinfonia, Beethoven ironicamente responde: musiquinha é a Nona!

  • geraldo trombin 22/10/2010 at 20:17

    PASSAGEM
    Nunca abriu a boca pra nada, inclusive na dor da sua hora. Partiu sem articular aos seus até mesmo a palavra ADEUS.

  • geraldo trombin 22/10/2010 at 20:18

    PAIXÃO À PRIMEIRA VISTA
    Casou-se com a menina dos seus olhos.

  • geraldo trombin 22/10/2010 at 20:18

    SESSÃO SUSPENSA
    Adorava um suspense. Morreu de angústia,antes de pegarem a próxima vítima.

  • geraldo trombin 22/10/2010 at 20:19

    A MENOS DE 140
    Sua característica era a concisão. Sem suspense, abreviou sua partida, antes de atingir o limite de caracteres.

  • geraldo trombin 22/10/2010 at 20:19

    FINALÍSTICO
    No final de tudo, o fim. Não estava mais a fim!

  • geraldo trombin 22/10/2010 at 20:20

    VIGÁRIO-GERAL
    21 pessoas caíram no conto do vigário. 2005 foi de morte!

  • Douglas MCT 22/10/2010 at 20:39

    Certa vez vi Deus. Em seguida, guardei meu espelho.

  • Douglas MCT 22/10/2010 at 20:42

    Preso ao passado e ao presente como está, não vai nem para frente nem pra trás. Continua andando para o lado. Crustáceo.

  • Douglas MCT 22/10/2010 at 20:43

    Na Feira gamei pela morena que comprava pastel ao meu lado. Comi um de queijo e a esqueci. O tempo da Paixão é o mesmo de uma mordida.

  • Estella Parisotto Lucas 22/10/2010 at 20:46

    Ana, que era amada por Paulo, surpreendeu-se ao receber no portão, Pedro, com quem fujiu e nunca mais voltou. Felizes? Sim, pra sempre!

  • Douglas MCT 22/10/2010 at 20:53

    “Essas piadas sobre bipolares muito nos entristecem”, disse Mauricio. No dia seguinte achou muita graça e a passou adiante.

  • Douglas MCT 22/10/2010 at 20:56

    Ganhou na Mega Sena, conheceu a mulher da sua vida e curou aquele câncer terminal; não nessa ordem. Dormiu bêbado e teve sonhos lúcidos.

  • Douglas MCT 22/10/2010 at 20:58

    Demorou, mas Rúbio enxergou que sua grande paixão sempre esteve ao seu lado. Se acostumou com a Solidão, não viveria mais sem ela.

  • Douglas MCT 22/10/2010 at 21:01

    Anita se perdeu ao virar a esquina. Pessoas estranhas, outras meninas. Então chorou. Quando criança, o bairro é um mundo.

  • Douglas MCT 22/10/2010 at 21:04

    “O que os grandes Magos devem aprender é que a Magia não está apenas nas varinhas…”. Os noticiários transmitiam uma explosão no castelo.

  • Douglas MCT 22/10/2010 at 21:07

    O homem bronco e rude de antes envelheceu e com isso ficou de coração mole. O Tempo esvaece a Matéria.

  • Douglas MCT 22/10/2010 at 21:08

    A vida dela estava passando por mudanças. De novo. O fato de estar mudando, mostrava o quanto nada mudou.

  • Caroline Machado 22/10/2010 at 21:24

    Cheguei mais perto porque eu precisava mesmo saber se ele respirava como todo mundo, pois cresci sabendo que anjos não respiram.

  • Denison Mendes 22/10/2010 at 21:25

    A palavra bebeu demais, doces licores, perdeu o sentido, fez um
    striptease. Mais tarde, envergonhada, não soube o que dizer.

  • Caroline Machado 22/10/2010 at 21:29

    Não tinha aspirina,doril,sonrisal,nem gelo que fizesse a dor passar.Mas Maria precisava chorar.E fez isso respeitando o horário comercial.

  • Denison Mendes 22/10/2010 at 21:29

    A missa transcorria daquele jeito… não havia passado nem um
    terço.

  • Denison Mendes 22/10/2010 at 21:31

    Pisei na bola. O freezer virou mulher. As bocas do fogão cala-
    ram. A vingança é um prato que se come frio.

  • Denison Mendes 22/10/2010 at 21:34

    E o médico perguntou: o que sentes? Sinto lonjuras, doutor.
    Sofro de distâncias.

  • Denison Mendes 22/10/2010 at 21:36

    Vai com Deus, meu filho. Obrigado, minha mãe. Mas e a senho-
    ra, ficará com quem?

  • Denison Mendes 22/10/2010 at 21:42

    Não te vejo, não te escuto e nem tu a mim. Tua indiferença me
    amarra. Nós cegos e absurdos.

  • Denison Mendes 22/10/2010 at 21:47

    O rei estava bastante tristonho. Andava cabisbaixo em seu cas-
    telo de cartas marcadas.

  • Denison Mendes 22/10/2010 at 21:47

    Vinho. À meia-luz. Som suave. Lençóis de seda. Ambiente
    propício… Ela já nua… Ele dormia.

  • Denison Mendes 22/10/2010 at 21:48

    Você quer ser famoso como as celebridades instantâneas da TV?
    Não, obrigado, ainda não esgotei todos os meus fracassos.

  • Denison Mendes 22/10/2010 at 21:50

    Nos palcos era um comediante medíocre, o que tornava sua
    vida uma tragédia.

  • JUSSÁRA C GODINHO 22/10/2010 at 22:25

    A praia deserta acolhia os dois na areia fofa, quente. O amor explodia em poesia, crescia… Até o fim do verão anunciar a dor da separação!

  • Caroline Machado 22/10/2010 at 22:26

    Talvez eu demore.O closet está meio bagunçado e preciso achar a minha couraça de mulher madura.Sem ela eu não conseguiria encarar você.

  • JUSSÁRA C GODINHO 22/10/2010 at 22:32

    Sua vida era o amor de sua vida. Amava, idolatrava, mas a desilusão chegou de mãos dadas com a traição.

  • Caroline Machado 22/10/2010 at 22:35

    Saudade do tempo que andava de calcinha e só era uma menina andando de calcinha na varanda de uma casa no interior.Saudade do meu interior.

  • Caroline Machado 22/10/2010 at 22:42

    As noites não eram mais para o sono,eram para o choro.Este respeitou apenas o horário comercial.Ela foi forte de 08 às 12h e das 14 às 18h.

  • Eder Asa 22/10/2010 at 22:51

    Subia a escada apressadamente, em um vão, foi.

  • Eder Asa 22/10/2010 at 22:54

    Vestiu o paletó de madeira
    E_terno.

  • Eder Asa 22/10/2010 at 22:55

    Ele armou a barraca, e ela armou um barraco.

  • Eder Asa 22/10/2010 at 22:57

    TOC! TOC! TOC!
    – Batia três vezes o Lobo, com a mão direita, com mesmo intervalo de tempo, a mesma intensidade e a mesma altura.

  • Eder Asa 22/10/2010 at 22:58

    Quebrou o porquinho para fazer vaquinha.

  • Luiz Gustavo Scopel 22/10/2010 at 22:59

    Fechei A Queda. Sozinho, liguei a TV, onde histórias infantis me fizeram refletir: quem foi mesmo o pateta? Decidi continuar caindo…

  • Eder Asa 22/10/2010 at 23:01

    Lia o jornal com uma estranha sensação de dejavú.
    – Desculpe, doutor. Mas, por que o senhor está lendo o jornal de ontem?

  • Eder Asa 22/10/2010 at 23:07

    – Hãn? Não esquecer o quê?

  • Eder Asa 22/10/2010 at 23:15

    Sempre dormia no emprego: Ócios do ofício.

  • Cida 22/10/2010 at 23:19

    A noite cai, as preces se elevam: Deus, que amanhã eu não seja apenas mais um rosto desconhecido a pedir esmolas na cidade; quero dignidade!

  • Cida 22/10/2010 at 23:21

    Procurou por toda parte, mas esqueceu de procurar dentro de si. Lembrou! Tornou a procurar. Enfim, a descoberta: “Ele habita dentro de mim”!

  • Cida 22/10/2010 at 23:22

    Um esbarrão. Vidas que se tocaram pela primeira vez. Troca de olhares. “Você tem Orkut e MSN?” Pronto: adicionou-o em sua vida!

  • mdv 22/10/2010 at 23:49

    Então ele não agüentou e disse, sem conseguir encará-la. “Loira burra não tem o direito de ser feia”.

  • Thaisa Andrade 22/10/2010 at 23:58

    E as mãos escorregavam entre os botões, abria-os e eles se despiam sutilmente, tal como os raios de sol brotando no horizonte para iluminar o dia. Ali acabava a saudade.

  • Dilson 23/10/2010 at 00:01

    Todos estão mais felizes desde que você se foi, mas todos te amam,papai.

  • Thaisa Andrade 23/10/2010 at 00:04

    Sentia um cheiro intenso, envolvente e sua imaginação borbulhava na expectativa do que encontraria do outro lado da porta.

  • Thaisa Andrade 23/10/2010 at 00:06

    O ócio o incomodava, mas assim ele permanecia…com os braços cruzados a espera da aventura.

  • Thaisa Andrade 23/10/2010 at 00:09

    Os lábios se entrelaçavam na louca ânsia de apunhalar tanta saudade acumulada, queria matá-la, sufocá-la; e de fato, conseguiram.

  • Thaisa Andrade 23/10/2010 at 00:11

    A raiva e a indignação tomavam conta do meu ser, ali eu jurei me amar e respeitar antes de qualquer um. O silêncio não me cabia mais.

  • Tiago Goes Cardoso 23/10/2010 at 00:28

    Pisoteia a noite com passos de um velho embriagado, a bílis irrompe o reino dos dentes; a amarga acidez da noite.

  • Tiago Goes Cardoso 23/10/2010 at 00:31

    A Aurora, logo cedo, me deixou este bilhete: “volto, se um dia eu me achar”. Logo anoiteceu.

  • Tiago Goes Cardoso 23/10/2010 at 01:02

    Quando voltei; sobre a mesa, este bilhete: “A você bela dama, deixo minha confusa presença, atulhada de pensamentos que um dia foram seus”.

  • Jéssica Buraslan 23/10/2010 at 01:53

    Moça Clara, filho no ventre e na saia. Do labor ao sol à servidão no lar. No ponto de ônibus, olhou a rua movimentada. Tirou férias da vida.

  • Andre Lima 23/10/2010 at 02:57

    Nasci. Tenho 77 anos a frente, em média. Estudei, lutei, amei. Fui pai. Meu peito parou. Pena, meu neto ficou do outro lado da média.

  • Andre Lima 23/10/2010 at 02:57

    Nasci. Amei aos 7. Paixão aos 14, desilusão aos 21, aos 28 desisti. Encontrei você. Quando acordo, desejo estarmos do mesmo lado da média.

  • Andre Lima 23/10/2010 at 02:57

    Nada. Carbono, proteína, zigoto. Nasci. Consumi e produzi. Meu peito parou. Sou produto consumido, proteína, carbono. Sou tudo em todos.

  • Andre Lima 23/10/2010 at 02:58

    Penso. Ganhei Deus de minha mãe, de meu pai a Crítica. Por via das dúvidas, mantenho os dois, juntos, atrás dos olhos. Quem sabe?

  • Andre Lima 23/10/2010 at 02:58

    Penso. O rabisco virou letra, apesar dos quadros coloridos de minha mãe. As letras no papel saltaram para a boca do passarinho em 140 grãos.

  • Andre Lima 23/10/2010 at 02:59

    Penso. Divida e seja justo, foi a regra de meu pai. Dividi brinquedos, lápis, dinheiro, minha cama, meus sonhos. Meu pai não foi Presidente.

  • Andre Lima 23/10/2010 at 02:59

    Caverna. Ao forte sucedeu o Faraó reduzido a Rei tomado pelo Imperador. Elegeram o Presidente. Esquerda, direita? Presidente rima com forte?

  • Andre Lima 23/10/2010 at 03:01

    3 da manhã. Finjo ser escritor para ganhar um livro. Um passarinho me diz: “Você está publicando comentários rápido demais. Mais devagar.”. Vou dormir.

  • Erickson Revoredo 23/10/2010 at 03:30

    Olhava para trás e se perguntava porque aquilo doía tanto. Até que disseram-lhe: Aha, é esta a vértebra que estava com problema.

  • Erickson Revoredo 23/10/2010 at 03:33

    Noite. Era incrível o gosto que o líquido carmim tinha. Ao descer por sua garganta, sentia-se revigorado. Elogiou: Ótimo suco de morango!

  • Erickson Revoredo 23/10/2010 at 03:34

    Sempre que passava por aquele espelho, sentia-se esquisito. Tentou ver o que havia de errado, aproximando-se. “O que há?” disse o vidro.

  • Erickson Revoredo 23/10/2010 at 03:35

    Feriu o dedinho. Gostou daquela aguinha vermelha escapando do furo. Cortou-se mais, até que o fluido parou de escorrer. -Que droga, disse.

  • Erickson Revoredo 23/10/2010 at 03:43

    Chamou o filho para uma conversa de homens. “Nunca mais assuste nossos vizinhos!” falou o maior. “Porque?” “Eles regam nossas plantas.”

  • Erickson Revoredo 23/10/2010 at 03:59

    “É lindo o verde do pôr-do-sol, não é mãe?” “Sim, sempre me emociono.” “Mas… não é verde, é laranja”. O pai responde, entristecido.

  • Camila Márica 23/10/2010 at 09:47

    Maria de aparelho nos dentes foi ao dentista. Ele disse: Tem que arrancar. Maria perguntou: O aparelho ou os dentes? Ele respondeu: os dois.

  • Camila Márica 23/10/2010 at 09:53

    Venha_ gritou a voz. Eu não sei nadar_respondi. Se não sabe nadar, porque vai se afogar no oceano_ falou. Como fui parar no meio do mar?

    @camila_marcia

  • Camila Márica 23/10/2010 at 09:56

    Eu caminho, caminho, caminho. Que túnel longo só vejo uma luz. Mais algum tempo caminhando e… Que falta de sorte, a luz se apagou!

  • Camila Márica 23/10/2010 at 10:04

    O casal depois da relação dizia:
    Ela: O amor nos uniu
    Ele: Pensei que tinha sido o meu dinheiro
    Ela: Dinheiro não: e sim o cartão de crédito

  • Janet Zimmermann 23/10/2010 at 10:19

    E vendo sua neta querida, seu olhar se iluminou.
    Abriu os braços, sorriu.
    Apesar da dor lancinante, feliz,
    vó menina partiu.

  • Janet Zimmermann 23/10/2010 at 10:25

    César Augusto muito se mexia. Na barriga da mãe, ondas, aaaltas ondas fazia. Hoje ele faz dezessete. O surfista Sagú aniversaria.

  • Érica Santiago 23/10/2010 at 12:00

    Perdeu os sentidos ao deixar o bar. Transeuntes o socorreram, bêbado? Abstêmio, tomara um café. E nunca saberiam o quê adoçara a sua bebida.

  • Cida 23/10/2010 at 12:05

    Ele ficou ruborizado ao vê-la. As mãos estavam frias, mas o coração tornou-se quente. Foi amor à primeira vista. A conquista será a prazo…

  • Cida 23/10/2010 at 12:10

    O carro era blindado, o seu coração não. Ele parou no sinal, abaixou o vidro e foi acertado por uma morena 38. Assim morreu sua solidão…

  • Camila Soares 23/10/2010 at 12:35

    Um professorzinho de português disse:
    – Morrer é verbo intransitível.
    Pois bem, no outro dia foi morto e nunca mais transitou pela escola.

  • Masquerano 23/10/2010 at 12:36

    Acordado, a imagem dela sentada na cadeira de balanço permanecia. Enquanto estava vivo.

  • Camila Soares 23/10/2010 at 12:41

    Um besouro desorientado entrou no ambiente errado, assustou-se com gritos assustados e acabou morrendo esmagado. Coitado!

  • Camila Soares 23/10/2010 at 12:42

    Madrugada. Galos cantam em seus poleiros. Pessoas brigam em seus abrigos.

  • Patricia Ortiz 23/10/2010 at 13:09

    No blackout, a mãe procura por seu filho de três anos: / – Onde você está? / – Não sei.

    @blogpatricia

  • Patricia Ortiz 23/10/2010 at 13:10

    – Estou com fome.
    – A vida não é só comer.
    – Eu sei, é dormir também.

    @blogpatricia

  • Patricia Ortiz 23/10/2010 at 13:10

    -Minha filha está no hospital.
    – Nossa, o que ela tem?
    – Uma menina!

  • Patricia Ortiz 23/10/2010 at 13:11

    A menina de cinco anos pergunta:
    – Mãe, porque só tem uma cama se moram dois homens nessa casa?

  • Tiago Goes Cardoso 23/10/2010 at 13:21

    “Meu espírito perece, petrifica-se ao bater involuntário do rubro destino”. Agora inerte como pedra.

  • Aléxia Saraiva 23/10/2010 at 13:30

    Assistia todos os dias a aurora. Chegou o dia que, desesperado, não houve amanhecer.

  • Vanessa Guimarães Rodrigues 23/10/2010 at 13:30

    Daquela casa, Maria saíra direto para o altar, onde lá se casaria, perdida de amor e loucura, pois sozinha a esperá-lo ela ficou!

  • Ana 23/10/2010 at 14:51

    CRIME PASSIONAL Marido desfere contra esposa rajada de palavras cortantes.

  • Ana 23/10/2010 at 14:53

    FICOU FEIA depois de roubar a beleza com a data de validade vencida, que a amiga comprou no Walmart.

  • Ana 23/10/2010 at 14:59

    “Será que há vida fora do mar?”, perguntou-se o peixe antes de morder o anzol.

  • Ana 23/10/2010 at 15:20

    “Cretino! Justo “com ela”?”, grita a mulher enfurecida. “Pior se eu fizesse como você, e fosse “com ele”.”, responde o marido.

  • PAULO ROBERTO 23/10/2010 at 16:22

    Sérgio,
    Depois de muito, muito caminhar chegamos onde? No haicai.
    É advogado o infeliz, e o infeliz cita, cita, cita…

  • Kelli Pedroso 23/10/2010 at 17:04

    Banheiro lotado: pum!

  • Érica Santiago 23/10/2010 at 17:07

    Criatura solitária, alegria em sua vida não há! Quer se transformar, esta cansada de rastejar. Envolve-se em seu casulo e sai bela a voar.

  • Kelli Pedroso 23/10/2010 at 17:07

    Dentro de sua mala havia pítons e lontras. Eis a verdadeira serial killer da fauna.

  • Kelli Pedroso 23/10/2010 at 17:10

    No início do relacionamento era tudo uma maravilha, como uvas. Com o passar do tempo, passas…

  • PAULO ROBERTO 23/10/2010 at 17:13

    Muito se questionou.
    Indeciso, enfim, bateu na Cartomante.
    Quem é? Inquire voz sibilante
    Virou as costas e voltou.

  • PAULO ROBERTO 23/10/2010 at 17:43

    Com ardis, cinismo e muita maquiagem, a infiel esconde as marcas da sacanagem.

  • PAULO ROBERTO 23/10/2010 at 18:11

    De que adianta a beleza, a classe, o brilho de pedra lapidada se bijuteria é mera peça chapeada.

  • Lenicio Carneiro 23/10/2010 at 18:35

    -Eu vou morrer, doutor?
    -Difícil dizer. É uma cirurgia delicada.
    -Diga! Minha família, eu preciso fazer uns arranjos.
    Pensou um pouco
    -Faça.

  • Lenicio Carneiro 23/10/2010 at 18:40

    -Ela vai processar a clínica.
    -Mas eu salvei sua vida!
    -Entenda, ela queria morrer.
    -Ora, se quisesse, processava a mim!

  • PAULO ROBERTO 23/10/2010 at 19:27

    No eco da consciência a condenação da conduta – Você não foi batuta!

  • Érica Santiago 23/10/2010 at 20:04

    Todas as manhãs surjo quente, iluminado. Você vem à noite, fria, escura. Eclipse! Vou tocá-la. Minutos ao seu lado, anos a sua espera.

  • Érica Santiago 23/10/2010 at 20:21

    Meu marido é muito fiel, não sai de casa, sempre ao computador. Assim, posso dormir tranquila, enquanto ele navega na ‘’virtuosidade’’.

  • Maristela Guedes 23/10/2010 at 20:25

    Nasceu de leão. Cresceu manso como carneiro, criou peixes num aquário, casou virgem. Teve gêmeos. Trabalhou como um touro. Morreu de câncer.

  • Luiz Gustavo Scopel 23/10/2010 at 20:38

    Já era tarde. Foi quando li que porcos andariam em duas patas, a carregar chicotes em mãos. Atordoado, fui tomar ar à janela; não voltei.

  • Ana 23/10/2010 at 21:26

    Era um microconto. Começou e terminou rapidamente narrado.

  • @Magoga 23/10/2010 at 21:48

    Alimentava seu orgulho desfilar carregando uma bela bolsa, até que alguém pediu para ver o que havia dentro. Envergonhada mostrou: VAZIA!

  • Pedro David 23/10/2010 at 22:34

    Festa da Facu
    – É preciso entender a questão das dobras.
    – Vocês estão falando de Deleuze ?
    – Não não, de origami.

  • Francisco Piancó Leite Neto 23/10/2010 at 23:29

    Todo dia atravessava a favela para comprar pão mais barato. Numa manhã ensoladara, uma bala perdida o encontrou. Os filhos ficaram com fome.

  • Alessandra 24/10/2010 at 00:15

    Os tique-taques daquele dia o irritaram a tal ponto, que o destino do pequeno relógio foi a parede.

  • Thiago Maia 24/10/2010 at 00:20

    Perder é humano; perder tudo (e com qualquer um) é atleticano.

  • João Paulo Parisio 24/10/2010 at 00:26

    Tragédia em três atos: a nau ágil, a nau frágil, o naufrágio.

  • Beatriz Moreira Lima 24/10/2010 at 01:23

    O porco jaz imóvel. Está dormindo, explica ao filho. À noite, o garoto pergunta:
    – Jura que não fica triste? O porco está morto.

  • Stefano 24/10/2010 at 11:04

    Horas antes, bebia sem camisa em um bar, estava quente e veio a chuva, mas não nos importamos com os pingos grossos estourando nas costas e caindo dentro dos copos.

  • Stefano 24/10/2010 at 11:05

    São 03h30 madrugada, estou em alguma rua escura e estreita, acabo de desligar o som do carro.

  • Stefano 24/10/2010 at 11:54

    Já caído, não disse mais nada.

  • Stefano 24/10/2010 at 11:55

    Estava perdido, sem cigarros, quase sem combustível.

  • Larissa Vasco 24/10/2010 at 13:08

    Quando vai sair o resultado??? Divulga no twitter…

  • juliana biancato 24/10/2010 at 14:50

    discutiam ambos concorrendo ao tom mais alto na palavra mais mordaz até perderem a voz… então puderam se ouvir e se entenderam pelo olhar.

  • juliana biancato 24/10/2010 at 14:57

    Já perdi a conta de quantas luas faz , sei que já se foi uma volta ao sol desde a última vez e duas desde a primeira.

  • juliana biancato 24/10/2010 at 15:11

    O choro dos pássaros urbanos da madrugada interromperam meu sonhar contigo. Saí em ruas hostis para não correr o risco de voltar a dormir.

  • juliana biancato 24/10/2010 at 15:18

    tua lua em mim mingua. de tua árvore no meu inverno só restou uma folha. eu vinho que bebeste e tão só deixou a rolha.

  • Vinícius Cássio Barqueiro 24/10/2010 at 15:29

    Não viveriam felizes para sempre. Mas estavam felizes assim.

  • Vinícius Cássio Barqueiro 24/10/2010 at 15:32

    O jurado do concurso de microcontos leu tantos caracteres quanto leria em um concurso de romances.

  • Vinícius Cássio Barqueiro 24/10/2010 at 15:38

    Muitos tentaram, mas o microconto vencedor foi aquele realista e metalinguístico que previu que ganharia.

  • Vinícius Cássio Barqueiro 24/10/2010 at 15:51

    Odiava aquele trabalho, mas tinha que executá-lo. Já acostumado, com muita astúcia, mirou e disparou. Outra bela foto!

  • Vinícius Cássio Barqueiro 24/10/2010 at 15:56

    Não tinha tempo nem para ler um microconto. O microconto era sua própria vida.

  • juliana biancato 24/10/2010 at 16:04

    -Diga espontaneamente que me ama.
    -Não posso.
    -Já sabia,por isso mesmo pedi. Se você pudesse,eu jamais pediria.

  • juliana biancato 24/10/2010 at 16:12

    coitado, viciado em analgésicos percebeu que nada mais curava sua dor de cotovelo.

  • Arth Silva 24/10/2010 at 16:46

    Recaída –

    Após a reunião do AA
    passou no posto e encheu o tanque de álcool

  • Arth Silva 24/10/2010 at 16:50

    – Felicidade sob o arco-iris –

    Em plena Parada Gay. Uma chuva do caralho.

  • Arth Silva 24/10/2010 at 16:52

    – Conquistador –

    Roubava o coração de todas as menininhas.
    Era o Don Juan do necrotério.

  • Felipe Cerquize 24/10/2010 at 16:58

    Saltou do décimo andar. Quando passava pelo quinto, pensou: “Até aqui, tudo bem”.

  • Felipe Cerquize 24/10/2010 at 16:58

    Apagou a vela com um sopro que tinha no coração.

  • Felipe Cerquize 24/10/2010 at 16:59

    Quando o esquartejador viu que não dava pé, perdeu a cabeça.

  • Felipe Cerquize 24/10/2010 at 17:00

    Enquanto ele lia o livro, os personagens faziam a festa.

  • andre luis gabriel 24/10/2010 at 17:00

    Ela era tudo e levou mais metade por causa do divórcio.

  • Felipe Cerquize 24/10/2010 at 17:00

    Viram que o humorista era suicida quando ele morreu de rir.

  • Arth Silva 24/10/2010 at 17:00

    – Duelo de Morpheus –

    Em plena madrugada o sono bateu.
    Ele caiu na hora. Dormiu por nocaute.

  • Felipe Cerquize 24/10/2010 at 17:01

    O gatilho mais rápido do oeste suicidou-se com dois tiros na cabeça.

  • Arth Silva 24/10/2010 at 17:01

    – Sopa de letrinhas –

    O mudo agora tinha a palavra na ponta da língua.

  • Felipe Cerquize 24/10/2010 at 17:04

    Seu maior segredo nem ele mesmo sabia.

  • andre luis gabriel 24/10/2010 at 17:04

    ALVORADA Dia claro. Um cego aprecia os bem-te-vis.

  • andre luis gabriel 24/10/2010 at 17:06

    Duas coisas fizeram com que perdesse a cabeça: primeiro o poder, depois a guilhotina.

  • Felipe Cerquize 24/10/2010 at 17:07

    O Diabo falou: “Você é grande, mas não é dois”. Deus respondeu: “Sou três”.

  • andre luis gabriel 24/10/2010 at 17:08

    A mulata não falava uma palavra de alemão, mas o olhar do gringo não precisava de tradução.

  • Felipe Cerquize 24/10/2010 at 17:09

    Pulsos cortados. O sangue gotejava no chão e ele insistia em pedir sua mão.

  • andre luis gabriel 24/10/2010 at 17:10

    Baterem-lhe a porta na cara, que também era de pau.

  • Felipe Cerquize 24/10/2010 at 17:11

    Tudo que seu chefe pedia, o contorcionista fazia com o pé nas costas.

  • andre luis gabriel 24/10/2010 at 17:12

    A ressíproca não é verdadeira.

  • andre luis gabriel 24/10/2010 at 17:13

    Deitado em meio aos girassóis comprovou: o sol nasce para todos.

  • andre luis gabriel 24/10/2010 at 17:15

    Não entendia nada de filosofia. Para ele, aqueles caras todos falavam grego.

  • andre luis gabriel 24/10/2010 at 17:16

    IN MEMORIAM O político morreu, virou estátua. Agora são os pombos a prestar-lhe justas homenagens.

  • andre luis gabriel 24/10/2010 at 17:18

    ESTRIPADOR Tudo começou com uma negativa, quando Jack pediu, sinceramente, apenas a mão da moça.

  • Fabio Daflon 24/10/2010 at 17:52

    Depois de roubar mangas, os meninos atravessaram o rio sem molhar os pés, os cães ainda latiam quando chegaram à outra margem. Mas sossegaram ao vê-los morder a fruta.

  • Rosângela Maria 24/10/2010 at 18:01

    Era uma vez um mundo que estava prestes a ser redescoberto.Para que a noticia não se espalhasse, inventaram o miniconto.

  • Stefano 24/10/2010 at 18:20

    Sérgio, tenho muita curiosidade sobre o Oulipo. É um bom tema para o blog.

  • Ricardo figueiredo 24/10/2010 at 21:12

    Escalaria a lua
    Lhe daria o sol
    Desafiaria cavaleiros por seu amor
    Joana darc não lhe dava atenção!
    Uivava Napoleão
    No pinel
    Lá reinava so

  • José Aurélio M. Luz 24/10/2010 at 21:20

    A Marquesa de ***, por amor adulterino com o Barão de ***, teve Stela, a qual, com o advento do cinematógrafo, ascendeu ao estrelato.

  • José Aurélio M. Luz 24/10/2010 at 21:21

    Caiu-lhe no quintal densa lasca de estrela de bilhões de anos; recado de oito ou nove planetas explodidos. Um deles, azul, albergara amores.

  • Luiz Lima 24/10/2010 at 21:59

    Aos 41 anos, tive meu primeiro cão. Custei pra escolher o nome: Zé. Aos 44, me roubaram o Zé. Aposto que, agora, ele se chama Lucky ou Bob.

  • Arth Silva 24/10/2010 at 22:42

    – Horóscopo vital –
    Os gêmeos nasceram em Maio.
    Em Julho morreram… De câncer.

  • Arth Silva 24/10/2010 at 22:42

    – Crime estético –
    Mãos ao alto meu cabelo está armado!

  • Arth Silva 24/10/2010 at 22:43

    – Nem Morto!-
    “Só por cima do meu cadáver!” – Disse o rapaz.
    O necrófilo presente na sala, apenas sorriu.

  • Daniel 24/10/2010 at 23:50

    Em sua mente e na rodovia, movimentação intensa. Ela disse um não definitivo, lembrou-se. Jesus amado!, disse o motorista após o impacto.

  • Renato Zapata 25/10/2010 at 00:23

    Percebi-o descalço pelos cadarços desamarrados.

  • Renato Zapata 25/10/2010 at 00:26

    O pipoqueiro perguntou à moça de vestidinho: doce ou picante?

  • Renato Zapata 25/10/2010 at 00:29

    Os ingressos esgotaram quando ela mostrou-lhes a sapatilha.

  • Renato Zapata 25/10/2010 at 00:30

    Virou cerveja pelo copo até equilibrar-se na lua, nua.

  • Renato Zapata 25/10/2010 at 00:32

    Um Lírio do Campo se floriu todo ao ver a animação do Cravo: me espeta, Rosinha!

  • Renato Zapata 25/10/2010 at 00:34

    Até ciscar cílios virou vício na esquina escura do Morro.

  • Renato Zapata 25/10/2010 at 00:36

    A pirueta do palhaço alargou o riso do matador de crianças.

  • Daniel 25/10/2010 at 00:44

    Abriu-o, fechou-o. Deitou-se ao chão e o pôs sob a cabeça, à guisa de travesseiro. Não podia achar serventia melhor para ele, no momento.

  • Herik 25/10/2010 at 10:01

    Maria ,oprimida pela censura,estava depressiva.Sufocando os seus pensamentos,espera a liberdade para falar e salvar sua identidade.

  • Herik 25/10/2010 at 10:07

    Paulo Vareta é “cabra macho”.Desafia todos para briga,mas vem uma ventania e o derruba.

  • Marco Aurélio de Oliveira Almeida 25/10/2010 at 10:11

    Teu olhar no meu olhar, teu andar no meu andar, teu sentar no meu sentar. Cadê o meu lugar? Acho que viajarei em pé!

  • Marco Aurélio de Oliveira Almeida 25/10/2010 at 10:22

    Amar… desejar… Se consubstanciar… Depois… Festejar…

  • Herik 25/10/2010 at 10:25

    A Política e a religião estavam discutindo oque elas têm em comum:
    -Certamente é a fé.Ambas concordaram.

  • Marco Aurélio de Oliveira Almeida 25/10/2010 at 10:28

    A poesia
    É como pétalas de rosa,
    Quando não perfuma,
    Embeleza, ou ainda,
    Como um cisco no olho,
    Quando não dói, irrita.

  • Lollo 25/10/2010 at 12:38

    Da porta ela parecia um anjo adormecido com asas de linho branco. Noites e mulheres são bicho traiçoeiro, ele pensou enquanto partia.

  • Daniela 25/10/2010 at 13:06

    ao olhar os minis contos…o homem falou:-Que coisa mais idiota?!!

  • Karina Porto Firme 25/10/2010 at 13:50

    Óculos caído no nariz,em pé, mas apoiado na bengala, ele olhava a destreza da neta em usar aquela máquina.Como é? Curiosou.

  • Comunicação Shopping Praia da Costa 25/10/2010 at 13:56

    Sérgio, também temos um concurso de nanocontos que está na terceira edição. 3º Festival de Twitteratura que vai até 03/11.
    Participe com a gente! Saiba mais em http://migre.me/1DnQw
    Dúvidas, fale com a gente pelo e-mail comunicacao@sacavalcante.com.br

  • Lollo 25/10/2010 at 14:06

    No final, ele e o cigarro haviam se tornado uma coisa só. Pediu para ser cremado. Imagine se ia ficar guardado no maço por toda a eternidade.

  • Vânio 25/10/2010 at 14:34

    Escurece. Sem mais delongas, adormeço. Sonhos povoados de fantasmas do passado. Uma noite tumultuada de sombras, sem paz, sem sossego. Vida?

  • Masquerano 25/10/2010 at 15:13

    Acordou. Levantou-se e sacudiu as memórias. Colheu palavras entre as ideias e preencheu o hiato da noite criando poesia de dia.

  • Jorge Pedrosa 25/10/2010 at 15:45

    Estava revoltado. Pintou a cara. Iria às ruas. Já havia aprendido e sabia como era. Depois da pizza era exatamente o que faria.

  • Jorge Pedrosa 25/10/2010 at 15:49

    Chegava asilada recém-chegada da aridez de um oriente ocidental. Não ficaria calada e quando abriu a boca, todos notaram: era turquesa.

  • Jorge Pedrosa 25/10/2010 at 15:56

    Depois de uma noite em claro, submergia na escuridão diária. Em sua ilha, o coqueiro estava vazio. Apagão apatico. Um pleonasmo de solidão.

  • Jorge Pedrosa 25/10/2010 at 16:08

    Simpatia. Sinergia. Alegria. Euforia. Todo dia… Dia a dia. Tudo ia. Maravilha. Guilhotina. Sino e sina.

  • Vinícius Antunes 25/10/2010 at 16:18

    Ao logar em seu twitter, o paranóico com temor e tremor gritou: ESTÃO A SEGUIR-ME!

  • Vinícius Antunes 25/10/2010 at 16:19

    Não sabia com exatidão o que havia de valor: dinheiro, livro… sabia apenas que aquele cofre possuía uma senha de 140 caracteres.

  • Vinícius Antunes 25/10/2010 at 16:20

    Ele, @edipo, quebrou o monitor. Sua mãe, @jocasta, deletou seu twitter. Isto foi após descobrirem que fizeram sexo virtual usando fakes.

  • Vinícius Antunes 25/10/2010 at 16:20

    Mesmo com os pais de @julieta controlando as redes sociais, ela se encontrava com @romeu em alguma janela do Internet Explorer.

  • Vinícius Antunes 25/10/2010 at 16:21

    Era um caçador destes contemporâneos: buscou cabeças pelas corporações até que a sua foi posta à prova.

  • Vinícius Antunes 25/10/2010 at 16:21

    Lianor, sempre insegura, corre na direção contrária à fonte. Tropeça, bate com a cabeça e morre. Na mesma hora sai a notícia em fonte 10.

  • Vinícius Antunes 25/10/2010 at 16:21

    Escreveu até deformar a letra. Descobriu a caligrafia inimiga de sua mão, assim como a bola do seu pé – que era torto, ou melhor, ainda é.

  • Vinícius Antunes 25/10/2010 at 16:22

    Na cidade não havia nada. Todos tinham um vazio por dentro. Apenas ele tinha um vazio por fora.

  • Vinícius Antunes 25/10/2010 at 16:26

    O avô de Wallace catalogou todos os sebos cariocas, lhe diziam rato de sebo. Wallace fundou um sebo virtual, lhe dizem mouse de sebo.

  • Vinícius Antunes 25/10/2010 at 16:27

    Entre o labirinto de mesas e baias, ali, perdido, está o meu cadáver, vivo.

  • Danilo Maia 25/10/2010 at 16:39

    Não morria. Pensei que deveria ter escolhido algo que fizesse menos sujeira. Comecei a me arrepender com ele ainda vivo.

  • WEKLER MARCOS MORRA 25/10/2010 at 16:42

    Nua na lua surfava solitária no deserto sem fim. De súbito esbarrou no santo que se assustou, a espada ele apontou. Foi salva pelo dragão!

  • Lollo 25/10/2010 at 17:17

    Terminada sua obra mais sublime, ateou fogo ao manuscrito. O resto da vida o poeta passou atrás das palavras que haviam fugido com a fumaça.

  • Breno José de Araújo 25/10/2010 at 18:44

    O tempo que passou…lembro. Foi há muito e muitas coisas, esqueci. Recolhi lembranças para guardar.

  • Vinícius Cássio Barqueiro 25/10/2010 at 19:34

    Voltou à questão: “Quero ser diferente! Todos são diferentes!” Mas viu que nisso são todos iguais. Voltou à questão: “Quero ser diferente!”

  • Vinícius Cássio Barqueiro 25/10/2010 at 20:03

    Com outra! Decepcionada, voltou ao marido. Ao chegar, lá estava ele: Com outra! Decepcionada, voltou ao amante. Ao chegar, lá estava ele:

  • Amanda 25/10/2010 at 20:21

    Anos depois voltaram a se reencontrar,namoram e descobrem que nao vivem um sem o outro.

  • Amanda 25/10/2010 at 20:23

    Quando criança era menina, quando adolescente moleca e agora uma mulher que luta para ser e fazer as pessoas feliizes

  • Francisco Piancó Leite Neto 25/10/2010 at 23:14

    Pescador por profissão, percebeu tardiamente que sua mulher havia sido fisgada por outro. De coração partido, iniciou sua auto-destruição

  • JUSSÁRA C GODINHO 25/10/2010 at 23:44

    Amava-o, nunca duvidara de sua fidelidade, até o dia em que o telefone trouxe a voz doce daquela criança chamando pelo pai.

  • Daniel 26/10/2010 at 00:01

    É preciso saber cair, disse-me. Dica importante, mas não me livrei de queimar uma perna. Você precisa estar mais atento, ele replicou.

  • Daniel 26/10/2010 at 00:13

    Embora acordados os abrandamentos, o chefe exclamou: traga-mo! O que?, assustei-me. O chefe xingou-me e disse: diga a ele que venha aqui.

  • Diego Junior Teodoro 26/10/2010 at 00:19

    Ao cair da noite, eu caio da cama…

  • Diego Junior Teodoro 26/10/2010 at 00:27

    Que cor tem a primavera no período da noite? – Pergunta à lua um sol que vendia respostas diurnas.

  • Diego Junior Teodoro 26/10/2010 at 00:29

    Antes de morrer, dera um tiro na cabeça.

  • Diego Junior Teodoro 26/10/2010 at 00:33

    Quantas baratas eu matarei até que uma me mate? – Continuei tacando o chinelo desesperado.

  • Diego Junior Teodoro 26/10/2010 at 00:41

    – Despir-se é uma coisa.
    – Enrijecer-se é outra! – Ponderou enquanto a mulher já dormia desanimada.

  • Soraia Barbosa 26/10/2010 at 00:59

    Fechou os olhos e o belo manto estrelado envolveu sua alma, levando-a para a eternidade.

  • Soraia Barbosa 26/10/2010 at 01:01

    Chorou pela maior perda da sua vida. Nunca esquecerá do seu primeiro cãozinho.

  • Soraia Barbosa 26/10/2010 at 01:09

    Subiu o mais alto que pôde e pulou. Em seguida, a mãe reclamou:” Filho, pare de pular do sofá!”

  • Soraia Barbosa 26/10/2010 at 01:11

    Naquela tarde, a estrada parecia infinita, tão infinita como a saudade que sentia do seu amor.

  • Soraia Barbosa 26/10/2010 at 01:13

    Os olhares se cruzaram silenciosos, curiosos. O mais velho foi até a caixinha ver de perto o novo gatinho que acabou de chegar.

  • Diego Junior Teodoro 26/10/2010 at 01:14

    O que seria de uma vida sem uma morte? – Perguntou ao morto pai, o senhor vivido com o pé na cova.

  • Soraia Barbosa 26/10/2010 at 01:16

    Os olhos do animal brilharam ao sentir, pela primeira vez, o poder da liberdade.

  • Diego Junior Teodoro 26/10/2010 at 01:17

    Precisei correr quatros quarteirões sem parar, quando cheguei à esquina, dramaticamente cansado, ela abraçou um cara e saiu sorrindo descendo a avenida.

  • Soraia Barbosa 26/10/2010 at 01:18

    Em seu mundo preto e branco agora haviam cores. Comprara uma caixa com 24 lápis.

  • Denival Fernandes Moreira 26/10/2010 at 08:14

    Sabia da imprudência, pediu-lhe licença, permitiu-se apaixonar. Hoje luta contra si e sofre a cada segundo a dor e a amargura da derrota.

  • Denival Fernandes Moreira 26/10/2010 at 08:22

    Ela contemplava as orquídeas que cultivava sem saber se estava triste, decepcionada ou, quem sabe, somente com a esperança enfraquecida.

  • Denival Fernandes Moreira 26/10/2010 at 08:24

    Saiu desesperada. Subiu numa pedra e ficou olhando o mar infinito. Desejou que uma onda viesse buscar aquela tristeza ainda naquela noite.

  • Denival Fernandes Moreira 26/10/2010 at 08:33

    No momento da cólera, disse à filha que não lhe tinha amor. Hoje doente, daria tudo para jamais ter enfrentado os olhos da menina de 4 anos.

  • Denival Fernandes Moreira 26/10/2010 at 08:35

    Mentiu ao pai no sei leito de morte para que morresse feliz. Na saída do cemitério disse à mulher que precisavam de uma solução urgente.

  • Denival Fernandes Moreira 26/10/2010 at 08:38

    A caixa de emails da mulher aberta diante de si. Dali mesmo gritou perguntando se demoraria no banho. Acabei de entrar, ela respondeu.

  • Denival Fernandes Moreira 26/10/2010 at 08:41

    Na festa de casamento o noivo trocou olhares com outra morena. Vou ao banheiro, já volto. Não sabia que o fotógrafo sairia logo atrás de si.

  • Denival Fernandes Moreira 26/10/2010 at 08:45

    A menina rezou para o pai parar de beber. A mãe resolveu com golpes de faca. Não se esqueça da mãezinha, disse apertando a filha ao peito.

  • Denival Fernandes Moreira 26/10/2010 at 08:52

    Ela deixa cair o dinheiro na calçada. Ele abaixa-se rápido. Mas grita “ei, você”. Ela olha. Ele pergunta se a rua Conselheiro fica pra lá.

  • Denival Fernandes Moreira 26/10/2010 at 09:05

    A polícia chegou e encontrou a cama tingida de sangue. Num bar qualquer, ela chorava uma perda, mas sem ao menos tocar no copo de uísque.

  • Sérgio Bernardo 26/10/2010 at 11:08

    Ela catava comida no lixo. Achou um pacote que chorava. Criou-o com o que catava no lixo. Após 50 anos,é aquele “lixo” que ainda a alimenta.

  • Masquerano 26/10/2010 at 11:18

    “Destinatário desconhecido” – no carimbo do carteiro, a notícia de que ele havia, enfim, mudado de sexo.

  • Luciana Assunção 26/10/2010 at 12:06

    Abril. A marquise do prédio quase desabou diante do fato: um rato! Com ácido muriático, o bicho vira gosma. Cleomar grava a cena sem cortes.

  • alexandre costa 26/10/2010 at 12:17

    Cheguei em casa e ela me esperava nua na cama, sorri, puxei o lençol para cubri-la e tweetei essa história.

  • Luciana Assunção 26/10/2010 at 12:17

    Com susto nos olhos de três anos berrou: “não tem babá em casa!” Mamãe acalenta: “sou a babá hoje”. Berro 2: “mas quem será minha mãe?”

  • alexandre costa 26/10/2010 at 12:18

    Depois do beijo, nas duas bocas a mesma saliva.

  • alexandre costa 26/10/2010 at 12:22

    Pulou pela janela, viu o filme de sua vida passar em segundos, não se arrendeu do que fez, lá embaixo caiu numa pilha de colchões das casas bahia. Que azar.

  • Luciana Assunção 26/10/2010 at 12:26

    Envio para “excluídos” alguns amigos. Falta minha, falta deles, falta de ninguém.
    A solidão é a saída quando se percebe a armadilha.

  • Lollo 26/10/2010 at 13:29

    Quando D. Zefa tinha 82 anos, o circo chegou ao sertão. No outro dia, subiu no telhado e morreu tentando voar como os anjos coloridos.

  • alexandre costa 26/10/2010 at 13:36

    Miau! Ela acariciava sentada no sofá, uma onomatopéica versão de gato.

  • alexandre costa 26/10/2010 at 13:39

    Bandido: – Isso é um assalto. Vítima: – Também acho. Na vitrine o preço do kilo do feijão!

  • alexandre costa 26/10/2010 at 13:42

    Ela o amava, mas gostava mesmo era do jeito que ele mentia, sempre entre um gozo e outro.

  • alexandre costa 26/10/2010 at 13:44

    Na entrada da caverna um aviso: as sombras são reais. Quanto aos homens…

  • alexandre costa 26/10/2010 at 13:47

    Num restaurante da cidade, namoro entre entomófago e joaninha acaba no jantar.

  • alexandre costa 26/10/2010 at 13:54

    Abriu o guarda-roupa e guardou o peixe no cabide; jantou a gravata com parmesão; dormiu certo que era Van Gogh.

  • Lollo 26/10/2010 at 13:55

    Cansado de ter seus originais ignorados pelas editoras, partiu para uma publicação independente. Que ninguém o lia era, agora, uma certeza.

  • ROBERTO PRADO 26/10/2010 at 13:57

    – Sei não, sei não acho que você está quase me conquistando…
    – Então beba mais paizinho, beba mais!

  • aluísio de paula 26/10/2010 at 14:37

    Micro, conto.

  • Jorge Pedrosa 26/10/2010 at 16:10

    Quando ele falou, poucos olharam, muitos ignoraram e só uns pingados reconheceram. Elevou o tom. Mas não adiantava. Era só o Zé Ninguém.

  • Jorge Pedrosa 26/10/2010 at 16:18

    Mintutos Esquecidos Levam Horas Onde se Resiste à Amizade Maior. Ignore Gestos Obrigatórios. Melhor Amigo é assim.

  • Danilo Maia 26/10/2010 at 16:31

    Deus virou-se pra mim e perguntou: Tens um cigarro aí? Parei – respondi – graças a Ti.

  • Marília 26/10/2010 at 17:54

    Ele queria companhia esta noite. Ligou o computador, focalizou a camera. Pena que faltou energia. Passou mais uma noite sozinho.

  • Juliana 26/10/2010 at 17:57

    Teve certeza de que o mundo não é pequeno como sempre achou qdo colocou a mochila nas costas e abriu a porta de casa

  • Lucas Pereira 26/10/2010 at 18:04

    O delegado tinha certeza de que iria resolver o crime, pois era ele o assassino e o designado para apontar o culpado.

  • Lucas Pereira 26/10/2010 at 18:05

    Pensou, pensou, pensou em uma piada que ganharia o grupo ao seu redor. Então alguém puxou um violão e ele perdeu a oportunidade.

  • Lucas Pereira 26/10/2010 at 18:05

    Ao abrir o livro, pensou que seria transportado para um mundo mágico, até perceber que seria ele o mágico a construir um mundo.

  • Lucas Pereira 26/10/2010 at 18:05

    Era tudo tão perfeito que não sabia se era sonho ou realidade… Então decidiu aproveitar antes que acordasse, ou acabasse.

  • Lucas Pereira 26/10/2010 at 18:06

    Pouco depois que resolveu tentar se encaixar, virou pai! ¬¬

  • Lucas Pereira 26/10/2010 at 18:07

    Pulou de pedra em pedra, evitou o limo e não caiu. Mas depois de atravessar o rio, percebeu que quem queria do outro lado estava.

  • Lucas Pereira 26/10/2010 at 18:07

    Sentia que o seu relacionamento parecia um jogo e resolveu blefar. Perdeu todas as fichas, ganhou a liberdade.

  • Lucas Pereira 26/10/2010 at 18:17

    Sua dúvida não era em quem votar, mas quando se arrependeria da escolha. Ao menos apertou o botão verde sem ficar em cima do muro.

  • Lucas Pereira 26/10/2010 at 18:19

    E buscava a leveza da vida, no tratar bem as pessoas. Mas foi confundido com um galanteador. E assim conquistou dela a admiração e o amor.

  • Lucas Pereira 26/10/2010 at 18:26

    Achava que só o amor de mãe era infinito. Depois do primeiro teve mais seis. Assim existiria sete vezes, ante a uma só eternidade.

  • Iana A. 26/10/2010 at 18:26

    Depois de horas inconsciente, ele acordou na aldeia bem na hora do jantar. Só não sabia que era o prato principal. #microconto

  • Gabriel Mantelli 26/10/2010 at 18:26

    Voou o balão, a criança atrás. Sorriu amarelo, subiu. Verde: uma buzina. Sapatinhos vermelhos. Deus do céu clamou, azul. O anjo, fim, voou.

  • Iana A. 26/10/2010 at 18:27

    Quando terminou o livro, mandou para a editora. Depois, o suicídio. Seria o best-seller da década por causa disso.

  • Iana A. 26/10/2010 at 18:28

    Seria apenas com 38 anos que ele entenderia Dom Casmurro. Antes disso, acreditava em Capitu.

  • Iana A. 26/10/2010 at 18:29

    PERGUNTA OCULTA, RESPOSTA DIRETA: “Papai, quanto tempo vive um coelho?” “Aqui em casa, 24 horas”.

  • Iana A. 26/10/2010 at 18:30

    Cansada de ler, ela foi escrever. E descobriu que era mais cansativo ainda.

  • Iana A. 26/10/2010 at 18:32

    Tantas eram as ideias que ele teve uma melhor ainda: abriu uma microempresa chamada “VENDE-SE IDEIAS PARA LIVROS”. Fez o maior sucesso.

  • Carolina Palmeira 26/10/2010 at 18:45

    Ela tocara seus lábios e susurrava palavras preciosas. Mas já era tarde, a areia cobria aquele que um dia foi seu porto seguro.

  • Aione Simões 26/10/2010 at 18:59

    Não disseram nada, mas, no segundo em que se olharam, era como se milhares de palavras tivessem sido proferidas sem um único som.

  • Danieli 26/10/2010 at 19:01

    Depois de dizer q ñ lhe queria +, as despedidas passaram a ter sempre “Te amo muito, ñ esquece nunca!”. O beijo era o selo de atenticidade.

  • JUSSÁRA C GODINHO 26/10/2010 at 19:08

    Amou, se entregou, sonhou como se a realidade não existisse. A cintura aumentou, aumentou…E o bebê nunca conhecera o pai.

  • Francisco Piancó Leite Neto 26/10/2010 at 19:13

    De vez em sempre saia para beber. Deixava mulher em casa trancada, por via das dúvidas. Um dia a porta ficou aberta, e sua vida ficou vazia.

  • juliana biancato 26/10/2010 at 19:13

    um amor platônico virtual: um sempre disponível e o outro sempre ausente. um on e outro off.

  • juliana biancato 26/10/2010 at 19:16

    Na medida que diminuia seu manequim, diminuia seu amor por ele e aumentava seu amor próprio.

  • juliana biancato 26/10/2010 at 19:22

    era um amor tão trágico e perigoso que procurava notícias de si no jornal todo dia.

  • Juliana 26/10/2010 at 19:41

    “Quer brincar de casinha?” “Hmmmm.. Cuidar de bonecas, fazer comidinha? Não quero não, isso é muito adulto pra nossa idade”

  • aluísio de paula 26/10/2010 at 19:43

    Ele sabia que um dia seria tarde. Mas não que seria tão cedo.

  • Lollo 26/10/2010 at 20:08

    Gostava de ver Ana dormir. Sob a lua, seu contorno suave era um litoral conhecido. E eu, assim, nas areias doces de suas praias, adormecia.

  • Bruno Grisci 26/10/2010 at 21:12

    Pensou por horas e horas. Não fazia a mínima ideia de qual história escrever. Quando finalmente pensou em uma boa história, acabou o espaço.

  • Bruno Grisci 26/10/2010 at 21:14

    Dia exaustivo, precisava muito dormir. Na cama, só pensava nas tarefas do próximo dia. Já angustiado, finalmente dorme. O despertador toca.

  • Thayanne 26/10/2010 at 22:31

    Acordei.Tirei aos poucos o meu pé, e o olhei com carinho. Dormia tranqüilo, respiração vagarosa e um lado do rosto escondido no travesseiro.

  • Alexandre 26/10/2010 at 23:34

    Era triste a tarde de sexta quando minha bela Eva partiu, nao, Era tarde quando Eva partiu, nao, Quando Eva partiu? nao, Triste Eva, partiu.

  • aluísio de paula 27/10/2010 at 00:03

    No coração da noite, um estomâgo ronca. Acorda morto de fome.

  • Laura Diz 27/10/2010 at 00:10

    Microconto1.
    Despertou, pensou nele. Doeu o estômago- tinha fome. Queria não levantar. Queria que o corpo não o desejasse. Ou não desejasse, simplesmente.

  • Laura Diz 27/10/2010 at 00:11

    Microconto2.
    No portão o avô disse para seu pai: Você levou minha filha, voltou com três, leve as crianças. Mate-as, disse o pai. Última vez que o viu.
    Laura_Diz

  • Laura Diz 27/10/2010 at 00:12

    Microconto3.
    Penso há dias em esquecê-lo. Intrigada entro na casa iluminada. Ele sorrindo, taça na mão: “Estava à sua espera, querida”. Sempre surpreende.
    Laura_Diz

  • Laura Diz 27/10/2010 at 00:13

    Microconto4.
    Semidesperta, deitou na nesga de sol no assoalho frio. Um feixe a cortou ao meio. Tirou a roupa, lembrou dele. Não gemeu. Chorou.
    Laura_Diz

  • Laura Diz 27/10/2010 at 00:15

    Microconto5.
    Um sonho: voar. Um dia, subiu, pernas pesadas, até a cobertura. Partiu alada. Vestia camisola, fazia frio e era meio dia
    Laura_Diz

  • Daniel 27/10/2010 at 00:22

    “Não cortem a árvore após me encontrarem: ela não tem culpa de nada.” Enfiou o bilhete no bolso da calça; buscou a corda na despensa.

  • Andrea 27/10/2010 at 07:53

    Era o último lenço da caixa. Olhou ao seu redor, e sem alternativa, desligou a luz.

  • Andrea 27/10/2010 at 07:57

    A sombra do seu sorriso desapareceu no momento em que o sol partiu.

  • Andrea 27/10/2010 at 07:58

    Acreditava que 3 era o número da sorte, acreditava que 3 era o número da sorte, acreditava que 3 era o número da sorte.

  • Luciana Assunção 27/10/2010 at 08:42

    Sempre fui a primeira a falar. A primeira a sentar, gritar, ferir, escrever, terminar. Agora pretendo primeiro ouvir. Ultimamente espero.

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 09:46

    Microconto 1.
    Controversamente veio-lhe um fatídico e estranho dilema: com cento e quarenta caracteres, isso que saiu da pena é um microconto ou um poema?

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 09:47

    Microconto 2.
    :) (; :O (: 😀 (: ?:| (: 😮 *: :**: :) 😡 😐 xp :”( :)

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 09:47

    Microconto 3.
    – Vinte e cinco mil, setecentos e trinta e nove. Vinte e cinco mil, setecentos e trinta e nove. Vinte e cinco mil, setecentos e quarenta…

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 09:48

    Microconto 4.
    Ele? Só afogou-se quando aprendeu a nadar; antes tinha medo. Ela? Só começou a traí-lo quando aprendeu a o tapear; antes tinha medo.

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 09:49

    Microconto 5.
    Põe em minha página do twitter. Desvendei o universo, os mistérios da vida, o que há além da morte. O estopim pra criação do universo foi-

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 09:50

    Microconto 2. (repostando em jpeg, pois aqui não foi possívei deixá-lo no formato normal)
    http://img529.imageshack.us/img529/4477/imagemtg.jpg

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 09:50

    Microconto 6.
    Era diferente dos outros, tinha certeza. Meus pais não gostaram, mas eu o amava. Me dava tudo o que queria. Éramos felizes, eu e meu cão.

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 09:51

    Microconto 7.
    Uma grande peregrinação à frente. Muitas pedras em nosso caminho. Partíamos do inferno, rumo ao céu. Mas eu ainda perdia na amarelinha.

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 09:53

    Microconto 8.
    Quando era novo todos me perguntavam: O que você quer ser quando crescer? Eu respondia com outra pergunta: O que você é, agora que cresceu?

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 09:55

    Microconto 9
    Ele friamente a estrangulou até a morte. Com um facão, cortou seu pescoço e a deixou sangrando. Ele a comeu. Disse que foi a melhor galinha.

  • Jhonatan Edi Mervan Carneiro 27/10/2010 at 10:01

    Microconto 10.
    Nota dez? Não! Ficou desiludido, desfalecente, desanimado. Seu sonho foi destruído, desfeito, desmentido, desinibido.

  • Luciana Assunção 27/10/2010 at 11:14

    Entre correr de medo ou ficar de espanto, o queixo do menino caiu. A boca tão grande quanto a do hipopótamo, caída de maravilha pelo bicho.

  • Rômulo Mafra 27/10/2010 at 12:34

    Matou a família e foi ao cinema. Foi preso no fim.

  • Rômulo Mafra 27/10/2010 at 12:42

    Chovia incessantemente naquela noite. Até que veio o dia e… continuou chovendo.

  • Rômulo Mafra 27/10/2010 at 12:48

    Pegou a mulher de jeito. Deixou-a deitada, sem fôlego, quase sem sentidos. Minutos depois, chegou a ambulância.

  • Denivaldo Piaia 27/10/2010 at 13:56

    Disse o músico à platéia desatenta: “que este acorde não lhe acorde.”

  • Elianne Abreu 27/10/2010 at 14:17

    Microconto6
    Dançou pela suíte com o vestido da patroa. Rodopiou. Com a tesoura fez pequenos cortes nas roupas penduradas. Ao bater a porta sabia que não haveria retorno.
    Laura_Diz

  • Elianne Abreu 27/10/2010 at 14:25

    Microconto7
    Ele torcia vendo o jogo. Ela: Pare de arrastar esta sandália. Nada. Ela abaixou-se e arrancou–as do seu pé. Em desespero saiu nua pela rua. Ele sentiu alívio.
    Laura_Diz

  • Elianne Abreu 27/10/2010 at 14:28

    Microconto8
    Acordou com ele beijando-a, cheirava a bebida. Queria continuar dormindo. As mãos ágeis dele desciam abrindo caminho. Fingiu gozar, queria voltar a dormir.

    Laura_Diz

  • Elianne Abreu 27/10/2010 at 14:29

    Microconto9
    Um dia o mataria, fingiria gozar, quando ele estivesse de costas enfiaria o facão. Desta vez teria o prazer de ver os seus olhos suplicarem.
    Laura_Diz

  • Elianne Abreu 27/10/2010 at 14:31

    Microconto10
    Quando a campainha tocou enrolou-se na toalha. Molhou o chão frio. No olho mágico, ele ria abraçado à outra. Não abriu.

    Laura_Diz

  • Elianne Abreu 27/10/2010 at 14:32

    Obrigada pela oportunidade, pelo espaço.
    Um abraço, Elianne

  • Juliana Esgalha 27/10/2010 at 14:38

    Ele sempre quis voar – pensou isso quando saltou de braços abertos do penhasco e quandou chegou ao chão acordou – era apenas um sonho!

  • Vânio 27/10/2010 at 14:40

    Promessas de amor eterno não duraram. Ela se foi, sem um adeus, para nunca mais voltar. Amargurado, chorou copiosamente. Em vão. Era o fim.

  • Aione Simões 27/10/2010 at 14:52

    Primeiro,o silêncio do desmaio.Depois,a voz do Egoísmo, preocupado com seu horário,enquanto o resgate atendia a mulher no ônibus.

  • Aione Simões 27/10/2010 at 14:56

    Suava frio.Não sabia como começar,tanto era o assunto e tão pouco era o tempo.Sem se cansar mais,levantou-se e entregou a prova em branco.

  • muryel de zoppa 27/10/2010 at 15:08

    NÃO SE FURA FILA / em Auschwitz.

  • muryel de zoppa 27/10/2010 at 15:09

    BAILAVA EM SEU PEITO UMA CRUZ / Na cadência das estocadas que impunha ao sacristão.

  • muryel de zoppa 27/10/2010 at 15:10

    MORDISCOU-LHE A UVINHA / – Ai, pai!

  • muryel de zoppa 27/10/2010 at 15:11

    NADA IRÁ NOS SEPARAR / Profetizou antes da cirurgia o que detinha, dos siameses, a maior parcela do coração.

  • muryel de zoppa 27/10/2010 at 15:12

    A TARDE CAIRÁ CINZENTA / Proferiu Goebbels ao ativar a fornalha.

  • Daniel 27/10/2010 at 15:30

    Penúltimo frango da porção. Todos se foram. Sem amigos, sem mulher. A conta eu pago, mas quem paga a minha solidão? Eu mesmo, simples assim.

  • Daniel 27/10/2010 at 15:34

    Faca na mão, sirene tocando. Nenhuma memória na cabeça. Sangue no chão. Não fui eu, juro que não fui eu. Escuridão total.

  • Daniel 27/10/2010 at 15:40

    Se você estiver lendo esta carta significa que não estou mais entre vocês. Fiz meu melhor, mesmo de longe. Te aguardo em breve.

  • Laura Diz 27/10/2010 at 15:48

    Acho q contei errado os caracteres deste microconto:
    Mando de novo:

    Ele torcia vendo o jogo. Ela: Pare de arrastar esta sandália. Nada. Ela arrancou -as. Em desespero saiu nua pela rua. Ele sentiu alívio.

  • Armundo 27/10/2010 at 15:55

    Nulos prazeres, rasas lembranças. Na volta, enfado alternado entre orla e verdecadente. Ah, esta cidade! Eu respondo com sono, sexo e ressaca.

  • Cassio Barros 27/10/2010 at 17:04

    Chegou outra vez atrasada. Em sua mesa, flores. Sentiu o perfume e sorriu. Franziu a testa ao ler o cartão: “Amor, você está demitida”.

  • Cassio Barros 27/10/2010 at 17:15

    O perfume vinha de trás. Hipnotizado, excitou-se ali na fila. Titubeou até que virou a cabeça. Sentiu asco ao ver sua sogra.

  • Lollo 27/10/2010 at 17:15

    A seca levara tudo. Olhando as cruzinhas lado a lado no terreiro, pediu a Deus para morrer antes da mulher. Ela que alimentasse os urubus.

  • Rodolfo Borges 27/10/2010 at 17:15

    Ana não queria ter aquele filho sozinha. Leo imaginava como seria bom criá-lo com ela. Trocavam olhares todo dia no metrô. Nunca se falaram.

  • Cassio Barros 27/10/2010 at 17:26

    Pôde brincar com seu dinossauro falante até ontem. Hoje, não mais. Quando aquele bebê chato vai embora? Pensou o menino.

  • Cassio Barros 27/10/2010 at 17:37

    Twitava pelo celular quando ouviu seu nome. Ele entrou no consultório. O ginecologista nada entendeu. Ele sorriu amarelo e saiu.

  • Cassio Barros 27/10/2010 at 17:46

    Finalmente acordou. Na sua cama, um desconhecido sujo. Ele babava e roncava. Respirou aliviada. O pesadelo havia sido pior.

  • Vânio 27/10/2010 at 18:22

    “O sonho acabou”, disse o padeiro. E completou: “Mas ainda temos pão doce, maria-mole e queijada!” Ela, triste, saiu, viu-se só. Sem sonhos.

  • Vânio 27/10/2010 at 18:32

    Não lhe disseram que era algo impossível de ser feito. Ele foi lá, e fez. E outros então fizeram o mesmo. Viram? Era possível o impossível!

  • Denivaldo Piaia 27/10/2010 at 18:33

    Alguém avisou
    Formigas em procissão
    Um doce no chão

  • Denivaldo Piaia 27/10/2010 at 18:35

    Chuva atrapalha
    Pintassilgos amantes
    Flaf-flaf-flaf-flaf-flaf…

  • Denivaldo Piaia 27/10/2010 at 18:36

    Cores sorrindo
    Mil abelhas zunindo
    Nasce a rainha

  • Denivaldo Piaia 27/10/2010 at 18:37

    Vento cantante
    Melodia em Lá Menor
    Um jazz encantou

  • Denivaldo Piaia 27/10/2010 at 18:39

    Triste inverno. Aos olhos de quem ficou, quem foi não volta.

  • Jorge Antonio Pasin 27/10/2010 at 21:14

    Encontrado ao chão, os miolos estourados pelo 38. Na coronha e na HP, somente suas impressões, como a carta de amor que ele nunca entregou.

  • Daniel 27/10/2010 at 23:18

    “Meu nome é Pedro peço sua ajuda preciso alimentar minha família Deus lhe abençoe.” Negou, e devolveu o papel roto ao garoto fedorento.

  • Daniel 27/10/2010 at 23:21

    Encostar um dos pés na faixa pareceu acionar todos os aceleradores que estavam quietos. Recuou e olhou para cima: o sinal ficara verde.

  • João Paulo Parisio 27/10/2010 at 23:24

    A pipa enroscou no fio elétrico. O corpo do menino foi levado, dela ainda restam os ossos em forma de crucifixo, sua própria lápide aérea.

  • Daniel 27/10/2010 at 23:46

    Raridade os familiares sentarem-se unidos à mesa, para o jantar. Não porque seus horários são incompatíveis, mas porque raramente há janta.

  • JUSSÁRA C GODINHO 28/10/2010 at 00:06

    Saltitava e gritava com o resultado da megassena na mão, enquanto no caminhão do lixo revirava-se o cartão perdido.

  • JUSSÁRA C GODINHO 28/10/2010 at 00:21

    Apenas quatro meses de sonhos e sapatinhos, esguichos de sangue foram ponto final da história.

  • JUSSÁRA C GODINHO 28/10/2010 at 00:33

    Estava tão feliz! Suava, se retorcia, gemia! A respiração cada vez mais ofegante marcava o fim daquele ato. Nasceu forte e saudável!

  • Janet Zimmermann 28/10/2010 at 11:09

    De pijamas, previdente, vai-se o dia, todo o dia, cochilando ao poente.

  • Janet Zimmermann 28/10/2010 at 11:14

    Do bico da sua pena, nascem centenas de sobrescritos.
    Maternidade de letras.

  • Janet Zimmermann 28/10/2010 at 11:16

    Esse trem aí, diz que não é poeta, é letrista.
    Mas fica oferecendo arte de cuié.
    Ainda por cima é colírio pro zóio de muita muié.

  • Janet Zimmermann 28/10/2010 at 11:20

    Tudo o que Leminski fazia, canção, palestra ou poesia,
    Excitava, pegava fogo, ardia!

  • João Felipe Reginatto 28/10/2010 at 13:32

    Dorme sorrindo/ na cama, o marido/ no sonho, o amante

  • João Felipe Reginatto 28/10/2010 at 13:34

    Cleópatra, Dido/ Semíramis/ a mulher do Seu Manoel

  • João Felipe Reginatto 28/10/2010 at 13:37

    Sol!/ e chuva./ …ficou sem casamen-to

  • João Felipe Reginatto 28/10/2010 at 13:38

    bilhete do romancista suicida:/ minha vida/ não passou dum haikai

  • João Felipe Reginatto 28/10/2010 at 13:39

    Cinco dedos, uma palma
    e uns calos voluptuosos:
    meus amores de adolescente

  • Luizinho 28/10/2010 at 16:29

    Naquela cidade, belas casas. Porém, miúdas; as pessoas não cabem nas casas. Vagam na rua, chuva e sereno. Sem entendar onde haviam errado.

  • Eder 28/10/2010 at 16:47

    Entre a cabeça e a arma, o vidro, segurança que estilhaça. Alguém buzina, o tiro escapa. A vida toda passa num minuto: nem duas linhas.

  • Eder 28/10/2010 at 16:49

    Curitiba amanheceu bonita. Menos um. Geada cobrindo o gramado, o telhado, o carro, o menino de rua. Paisagem cintilando à luz da aurora.

  • Eder 28/10/2010 at 16:49

    Já volto, disse. Atravessou, sumiu na esquina. O filho ficou lendo um livrinho, fábula repetida. À noite, o lobo: Cadê teu pai piá? Já volta.

  • José Aurélio M. Luz 28/10/2010 at 16:49

    Com o ronco dos B-52 perfurando nuvens e concreto, o ex-Supremo Condutor, enterrado na penumbra do búnquer, prova a toxidez do KCN.

  • Rafael Leonardo Carlesso 28/10/2010 at 16:50

    Lá no morro do sabão, o povo escorrega na pobreza. Ninguém segura nada na mão, desliza em meio à lama e na tristeza.

  • Eder 28/10/2010 at 16:50

    O mendigo esperou os turistas se afastarem da fonte. Desejos brilhantes e naufragados. Mergulhou, roupa e tudo. Desapareceu como num sonho.

  • Eder 28/10/2010 at 16:51

    Na fotografia, o sorriso de quem ainda não sabia que o futuro seria ruim. Ela dentro de um vestidinho e, pela janela, a chuva. Parada no ar.

  • Eder 28/10/2010 at 16:53

    Contou que estava doente, o pai disse “é frescura”. O porteiro do prédio ouviu o barulho lá atrás, na hora pensou que um cachorro tinha caído.

  • Eder 28/10/2010 at 16:54

    O semáforo abriu. O menininho não viu. O motorista não viu. Deus não viu.

  • Eder 28/10/2010 at 16:54

    Em meio ao tumulto cinzento, o pássaro cortou o céu num voo todo azul. Só a menina conseguiu vê-lo. Ela sorriu e guardou a poesia em segredo.

  • Eder 28/10/2010 at 16:55

    Aproximou-se do abismo e pensou: Por que não?

  • Eder 28/10/2010 at 16:56

    Parou de correr e se enfiou numa construção abandonada. Mãos tremendo. Pensou no que tinha acabado de fazer: Foda-se, antes ele do que eu

  • Luizinho 28/10/2010 at 18:14

    O avô lhe ensinou o truque: esconder nuvens nos bolsos. Onde passava, recolhia um pedaço do céu. Morreu, não houve enterro. O corpo subiu.

  • Rosângela Maria Pessanha de Souza 28/10/2010 at 18:17

    Era uma vez um blog. Poucos comentários. Eram 10 vezes um miniconto e um prêmio.Prá lá de metro.

  • Cassio Barros 28/10/2010 at 18:34

    O calor tomava conta de seu corpo. Conseguiu desejá-lo por quase um segundo. Desistiu ao se lembrar da dieta. O Chica Bon derreteu.

  • sergiorodrigues 28/10/2010 at 19:09

    AVISO IMPORTANTE: As inscrições se encerram amanhã, sexta-feira, ao meio-dia. O resultado será divulgado amanhã à tarde.

  • Ayla Andrade 28/10/2010 at 19:55

    Eu sou mulher-cais com homens-navio que atracam e se vão.

  • Ayla Andrade 28/10/2010 at 19:57

    Ela se explicou, na fila, porque comprava o presunto mais barato: – é preciso aproveitar as ofertas! Eu pensava que seu vestido florido, o cabelo em grampos tortos, as unhas por fazer e o cheiro de guardado reservava uma outra conversa. É preciso falar com estranhos.

  • Ayla Andrade 28/10/2010 at 20:00

    Desfez as malas com a certeza de ter para sempre o corpo desnudo.

  • Ayla Andrade 28/10/2010 at 20:03

    A seca decretou:
    – não se nasce mais.
    Passaram-se meses e gota não veio.
    Até onde ia o horizonte tudo era paisagem gasta.

  • Ayla Andrade 28/10/2010 at 20:05

    ela pensou que se demorasse mais um pouquinho
    seu próximo homem seria um apreciador de antigüidades.

  • Ana Paula Emerich 28/10/2010 at 21:07

    Sim, aquilo era sobre liberdade. Mas apenas sabiam-se sob o fixo de exatos controles. Quando pouco encontro pousa, fragilidades de-terminam.

  • This Gomez 28/10/2010 at 21:40

    Seis meses.Tic tac,tic tac. Quatro semanas.Tic tac,tic tac. Dois dias.Tic tac,tic tac. Um segundo. Tic. E tudo silenciou em seu olhar.

  • Ricardo Costa 28/10/2010 at 22:01

    Sozinho em uma mesa de bar, Saldanha queria poucas palavras para resumir sua vida mesquinha. “Pegadas na areia sem o mar para apagá-las”.

  • João Paulo Parisio 28/10/2010 at 22:13

    No caos do bamburim, uma das balas espirrou para perto da menininha. Ao se agachar para apanhá-la, interceptou a trajetória da bala perdida.

  • João Paulo Parisio 28/10/2010 at 22:23

    Café preto como o universo, estrelas de açúcar. Quadrado de luar no chão, cáfila de formigas na parede. Todos os porquês saíram voando.

  • Pattricia Pitombo 28/10/2010 at 22:28

    “Finalmente sua noiva chegou pelo sedex. Loira, alta, sainha curta e inflavél.”

  • Ana Paula Emerich 28/10/2010 at 22:45

    Foi no Centro do Rio: onde é mais profundo. Por onde passam navios, gente e surpresas dobram esquinas em paralelepípedos. Foi em silêncio.

  • João Paulo Parisio 28/10/2010 at 22:56

    A realidade foi encontrada morta pela manhã. Suspeita-se que tenha sofrido uma overdose fantástica durante o sono. Morfeu está foragido.

  • João Paulo Parisio 28/10/2010 at 23:08

    No escuro retorna-se à infância. Se a luz se apaga sozinha, eu sinto uma mão em meu ombro. É a minha, assegurando-se de nossa existência.

  • Daniel 28/10/2010 at 23:17

    Sentei-me e pus a mão no queixo, a esperar. Tudo por conta da intuição. Senti que dali sairia uma história, e das boas.

  • João Paulo Parisio 28/10/2010 at 23:21

    Estado de Sítio

    Roíamos os ratos. Não era apenas em função da escassez de alimentos, mas também da abundância que nós representávamos.

  • Porto 28/10/2010 at 23:30

    Ontem, a entrada da casa de Seu Bardo, era: “Nada me apetece, tudo ao redor fenece”. Hoje, diz ele em letras garrafais: – Pai, placente-me!

  • João Paulo Parisio 28/10/2010 at 23:31

    Hermafrodita
    Mesmo alguns enfermeiros do hospício juram já ter ouvido as duas vozes ao mesmo tempo: uma a de Hermes, outra a de Afrodite.

  • Porto 28/10/2010 at 23:45

    Obsoleto devir
    Observando o nada se mover, pensou: – eu sou a aranha, tecendo a minha teia, para que me faça a sua própria ceia.

  • aluísio de paula 28/10/2010 at 23:51

    Toda noite ela o espera. E ele espera que ela entenda a demora. E demora a espera…

  • aluísio de paula 28/10/2010 at 23:53

    Entrou num concurso de microcontos. Nunca mais saiu.

  • @contomicro 29/10/2010 at 02:27

    O ônibus enche no fundo. Ninguém vai pra frente. Trocador grita, “balança os boneco.” O motorista dá uma freada brusca e põe ordem na casa.

  • @contomicro 29/10/2010 at 02:29

    “Sua puta!” “Seu escroto!” “Sua piranha!” “É você, seu viado!” “Vai à merda!” “Vai você, marginal!” Pausa para o cigarro. “Adoro rough sex.”

  • @contomicro 29/10/2010 at 02:30

    Subiu a escada. Matou a irmã. Foi à suíte. Matou o pai, a mãe. Desceu ao porão. Pegou o tesouro. Deu um salto. “Game over” apareceu na tela.

  • @contomicro 29/10/2010 at 02:31

    Amou aos 51. Casou aos 23. Realizou-se na demissão. Errou de faculdade. Temeu a morte. Subestimou a saúde. Morreu bem melhor do que nasceu.

  • @contomicro 29/10/2010 at 02:32

    D.Vera alugou o quisoque na praia. Coco & Cia. Mas a artrite na hora de furar.. Comprou a peixeira. Aprendeu a cortar. Foi útil uma noite.

  • @contomicro 29/10/2010 at 02:33

    Decolou na úmida Boa Vista. Sobrevoou o Haiti sob cólera. Sobrevoou Cuba sob embargo. Pousou na Apple Store, Lincoln Road, Miami.

  • @contomicro 29/10/2010 at 02:34

    O coração subia pela garganta. O táxi ia a 130 pela orla, cortava e freava como se fosse o fim. Nunca mais diria que estava atrasado.

  • Armundo 29/10/2010 at 02:35

    -Bom dia, sorriu o doutor. Lembrei da primeira morte na família. Minha vó, Tanta e tão pouca idade. Brincava no coreto e esqueci. Bom dia.

  • @contomicro 29/10/2010 at 02:36

    Ela entrou no táxi. “Pra onde?” “Não sei.” Ele deu uma volta. Deixou-a no Buy it 24h. O lugar mais seguro para uma velhinha às 2h da manhã.

  • @contomicro 29/10/2010 at 02:37

    Ia escrever um livro, mas descobriu que a história já existia. Ora, plagiário que copia plagiário tem cem anos de direitos autorais.

  • @contomicro 29/10/2010 at 02:38

    Ia escrever um livro, mas descobriu que a história já existia. Fez-se tradutor para adicionar frases que os pobres autores haviam omitido.

  • @contomicro 29/10/2010 at 09:12

    Caro Sérgio, Inscrevi-me como @contomicro. Se você considera indispensável que eu me inscreva sob um nome próprio, por favor avise-me pelo meu e-mail. Obrigado e parabéns pela iniciativa. @contomicro

  • Gabriel Daudt 29/10/2010 at 09:53

    Com o raio-x na mão, o médico deu a Juvenal apenas seis meses de vida. Mas, como ele não tinha dinheiro para pagar, o médico deu mais seis.

  • Gabriel Daudt 29/10/2010 at 09:54

    “Que isso fique somente entre nós dois, irmã” disse o padre.

  • Gabriel Daudt 29/10/2010 at 09:54

    Todas as manhãs Deus acorda e procura seus chinelos. Como o universo está em expansão, cada dia que passa Ele leva mais tempo para achá-los.

  • Gabriel Daudt 29/10/2010 at 09:55

    Durante o assalto ao banco, toca o celular do bandido:
    – Alô! Não posso falar agora, estou trabalhando.

  • Gabriel Daudt 29/10/2010 at 09:55

    O diabo sorriu respondendo a pergunta:
    – Nós não temos toilettes, monsieur.

  • Gabriel Daudt 29/10/2010 at 09:56

    Terminado o parto, não quis saber o sexo do bebê. Achava muito cedo para impor papéis à pobre criancinha.

  • Gabriel Daudt 29/10/2010 at 09:57

    Para aumentar a fama, ela decidiu escrever sua própria biografia não-autorizada.

  • Cassio Barros 29/10/2010 at 10:29

    Ela nunca acreditou em Papai Noel. No Natal em que fez 90 anos, escondida de todos, escreveu uma carta a ele. Pedia sua infância de volta.

  • Lollo 29/10/2010 at 10:42

    Levavam-lhe os filhos doentes para que os tocasse e o chamavam de Messias. Com medo da turba fanática, seguia obedecendo sem entender nada.

  • Daniel Reis 29/10/2010 at 11:58

    De última hora: esperou até o final para ver se ninguém vinha lhe buscar. Olhou em volta, não viu ideias, respirou fundo e se atirou em direção ao asfalto de papel.

    • sergiorodrigues 29/10/2010 at 12:26

      As inscrições estão encerradas. O resultado sai daqui a pouco.

  • juliana biancato 01/11/2010 at 15:24

    Ainda nada? em que pé estamos?

    • sergiorodrigues 01/11/2010 at 16:54

      O resultado saiu sexta passada, Juliana. Confira no blog.

  • Jocilene rodrigues 28/03/2011 at 11:36

    preciso de um microconto partindo dessa epígrafe.
    Às três da manhã no ponto e nem sinal de um Ônibus.
    Agradeço antecipadamente…
    Obrigado!!!

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