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Cristine Costa: os bastidores da escrita

29/05/2006

O romancista Milton Hatoum, autor dos ótimos “Dois irmãos” e “Cinzas do Norte”, abre amanhã, terça-feira, às 18h30, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, um ciclo de debates chamado Laboratório do Escritor, dedicado a discutir os bastidores da criação literária. Concebido pelas jornalistas Cristiane Costa e Valéria Lamego, que atuarão como entrevistadoras, o evento apresentará um autor por mês. Depois de Hatoum vão passar pelo CCBB, nesta ordem, Luiz Alfredo Garcia-Roza, Silviano Santiago, Luiz Vilela, João Ubaldo Ribeiro e Lygia Bojunga. A entrada é franca, com distribuição de senhas. Abaixo, Cristiane, autora de “Pena de aluguel – Escritores jornalistas no Brasil” (Companhia das Letras), explica a idéia.

Por que pôr escritores para falar do seu processo de criação se os bastidores de um livro, com todo aquele escreve-rasga-reescreve, costumam ser um ambiente meio tedioso?

– Em quase toda palestra de escritor a que já assisti, as pessoas acabam perguntando sobre esses assuntos, como uma idéia surge, como um personagem é desenvolvido. A curiosidade é muito grande, mas em geral isso acaba perdido no meio de outros temas e discussões. E achamos que, no final das contas, talvez seja o que mais interessa aos fãs de um autor: saber como ele consegue fazer o que faz. No Laboratório, vamos orientar todas as perguntas para isso, num formato de talk show.

O leitor comum está interessado nisso? Ou o público-alvo é a legião de aspirantes a escritor?

– A gente acha que o leitor comum está interessado, e muito. Principalmente o fã verdadeiro, aquele que é fiel, fascinado por um determinado autor. Isso até orientou a nossa seleção de nomes: todos os escalados para falar são escritores que têm um público cativo e apaixonado. Mas é claro que interessa muito a quem escreve também.

Houve algum autor convidado que tenha recusado, por medo ou talvez pudor de tratar dos segredos da escrita na frente de todo mundo?

– Ninguém recusou. Acho que os escritores até preferem esse formato, porque assim não precisam preparar uma palestra, podem deixar que o tom de conversa prevaleça. A idéia é que, ano que vem, a série seja estendida a todos os CCBBs.

4 Comentários

  • eduardo 30/05/2006em01:40

    Eu queria ir. E indepente de ter talento ou não, me considero aspirante a escritor e sem é bom escutar escritores talentosos.

  • Shirlei Horta 30/05/2006em09:55

    Eu também queria ir, Eduardo, mas é no Rio. Vamos fazer assim: eu pego o livro O homem que matou o escritor (que é do Sérgio, sabe, e me custou $20,90 na Saraiva) e rasgo uma página, amasso, enfio na boca, mastigo, molho a folha até dissolver e engulo. Aí eu te passo o livro, você arranca uma folha, amassa etc., até a gente “consumir” o livro. Ou então, se você estiver muito ocupado e não puder me encontrar para o ritual (de tortura), eu termino de ler o livro e não faço nenhum comentário. Hummm. Me diga: em termos de tortura psicológica, o que traria mais resultados? Hein?

  • P. Osrevni 30/05/2006em11:14

    ?

  • Shirlei Horta 30/05/2006em23:20

    Ihhh, piada explicada é piada mal feita. É que o Sérgio nos oferece o que não podemos ter, P. Osrevni. É isso. Tortura pra cá, tortura pra lá.