Fragmento de um colunista lítero-social (reprise)

30/10/2007

Atendendo a pedidos.

…não sobe escada, mas lê. Ou nem lê, mas freqüenta noite de autógrafo. Ai!!! Ui!!! # O Coletivo Soco na Boca do Inferno abre esta noite seu flat a tout le pessoal da literaDura (natural & desviagrada, por supuesto) para lançar o primeiro zine brasileiro feito especialmente para iPod. Meninos (e meninas e tudo mais e coisa), eu ouvi! Tudo de bom diz pouco: poemas-que-rompem-com-tudo-o-que-está-aí na voz do cultuado Coral das Prostitutas Mirins, quer mais???? # A escritora performática Giga T., 1,97m, que se apresenta como “a primeira escritora inteiramente analfabeta do Brasil, mas que peitos”, lança amanhã na Livraria Fashion Week sua série de microcontos impressos em Garamond em camisinhas GG sabor tutti-frutti. Se eu vou? Read my lips!!! # Ah, o que eu não faço pelos meus darlinguíssimos leitores (e queridas leitoras e tudo mais e coisa)!!! A coluna teve que subornar três garotas de programa e um michê fortinho para ter acesso à primeira versão do novo romance do cultuado Rique Focker, cabeça do cultuado Movimento Trans-Agressivo com Bolinhas Roxas. Aconteceu então que, víxe, a coluna está totally overwhelmed até agora. Só posso adiantar que o livro, com o cultuado título de “Cataratas de catarro”, é composto de duas telas e meia de Word cheias da cultuada palavra “porra”. E sem nenhum ponto, of course. Ai!!! Ui!!! # Fala a verdade: não é à toa que cultuam esse Rique, aliás, agora de cultuado hairstyle verde que é pra combinar com o cultuado título do petardo que vem aí. Não vai ficar Phedra sobre Phedra, quer mais??? # Pensamento do dia: hã? como assim? # Errata: diferentemente do que foi publicado ontem nesta coluna, o conto que a pré-adolescente Tati Schmidtevski, a mais cultuada escritora inédita do Brasil, começou a escrever para a antologia “Os melhores contos pegajosos” trata do seu clitóris, não do seu mamilo direito. # O concurso de poesia do site Gonzólidos & Gazeificados vai premiar com cinco balas Juquinha os versos mais transgressores sobre…

15 Comments

  • joao gomes 30/10/2007 at 16:05

    Aiaiai!
    Baixou Alan Ginsberg aqui! Ou isso é coisa do Nareba. Será que ele escapou da prisao em mais uma daquelas rebelioes de Bangu?

    Aviso aos navegantes:
    Em breve sairá pela Afalfacara Cristiane F. Parte II. A autora é menor e portanto seu nove está sendo mantido em sigilo até o dia em lancará no programa Superpork ao vivo!

  • Bemveja 30/10/2007 at 16:41

    Fernando Bonassi, Tutty Vasquez, Hildegard Angel, Ivan Lessa, aqueles críticos de música da Folha de SP i tutti quanti me vêm à mente após a leitura do texto. Essa unholy union de pretensão, afetação e picaretagem demanda que eu leia tão logo possível alguns sonetos de Shakespeare para evitar pesadelos na noite de hoje.

  • Marcelo Moutinho 30/10/2007 at 17:56

    Bemveja, tenho que admitir que seu comentário de hoje foi pertinente. E o post do Sérgio, hilário.

  • maria 30/10/2007 at 18:45

    Que lixo!!! Me poupe, Sérgio, ninguém merece esse amontoado de asneiras, e não tenho senso de humor pra isso mesmo.

  • Rodrigo Lages e Silva 30/10/2007 at 19:08

    Mais uma vez, vale lembrar o dito do Millôr:

    para ser irônico no Brasil, deve-se comunicar uma semana antes!

    Já aconteceu antes por estas bandas, mas tudo continua como antes.

    Eu gostei do post, e, maria, é um lixo mesmo, mas não precisas ser poupada disso, é para rir mesmo, se puderes.

  • Henrique Rodrigues 31/10/2007 at 01:18

    Engraçado pacas. O colunista certamente daria nota para títulos de categoria inequívoca, tais como “Fala como eu falo”, “The Najeba Effect”, “Método darwiniano de regressão a vidas passadas” e “Mano cool, mermão!”.

  • Pedro Correia - CE 31/10/2007 at 10:19

    Genial, Sérgio!!!
    # O pior é que, por mais que seja mentira,
    é tudo verdade…
    # Congratulações aqui da portaria.

  • Rafael 31/10/2007 at 10:26

    E pensar, ó incoercíveis desígnios da História, que tudo começou com uns tresloucados rapazes que ocuparam o Teatro Municipal de São Paulo em 1922…

  • Tibor Moricz 31/10/2007 at 12:06

    Ai, Sérgio, o que uma semana de gripe faz com um homem… andaram dando chazinho de cogumelo pra você, foi?

  • kurtz 31/10/2007 at 12:12

    parece marcelino freire.

  • persia 31/10/2007 at 17:41

    nessa festa, ou cafunguemos todos ou se restaure…
    rs.

    lembra todos os citados, e tem clichê de chico sá e a dicção de personagens que caio f. de abreu pretendia afetadas. nos que citei, e gosto deles, faz sentido.

  • joao gomes 01/11/2007 at 11:00

    A Lua é pesada e grande o suficiente para afetar a Terra. A gravidade gerada pela proximidade de planeta e satélite atrai as águas, por exemplo, afetando as marés. A Lua também interfere com o comportamento da placas tectônicas que cobrem a superfície da Terra. É que a aproximação e o afastamento da Lua em relação à Terra gera energia, esquenta, esfria, provocando dilatação e contração da crosta.
    A Lua afeta o clima. Por exemplo, as correntes subterrâneas do Pacífico mantém frio o mar na costa de Chile e Peru. Como é muito frio, não há precipitação e, portanto, raramente formam-se nuvens. Mas a força gravitacional da Lua por vezes arrasta estas correntes frias para mais longe da costa, provocando um número grande de nuvens que geram tormentas pesadas.
    Hoje, há mais água no Equador. Tire a Lua repentinamente e esta água se redistribuiria toda em direção aos pólos.

  • Tibor Moricz 01/11/2007 at 13:54

    Deram chá de cogumelo pro João Gomes também… tadinho.

  • Mr. WRITER 01/11/2007 at 20:42

    Cômico…
    E pensar que tem gente que realmente acha esse tipo de coisa a última coca-cola do deserto.
    Achei genial a alfinetade nos idiotas que acham tudo “cult”, que acham todo lixo “pop” a última bolacha do pacote…

    E tem gente que realmente escreve desse jeito e pior ainda, gente que acha que isso é texto…

    Sérgio, um dia você mata alguém com essa sua ironia… Parabéns… a tirada de sarro foi nota 1000… sendo seu ou ão o texto…

  • Mr. WRITER 01/11/2007 at 20:45

    Digo, “sendo Seu ou não o texto…”

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