Gerundismo

02/08/2008

Uma das qualidades do decreto de regulamentação dos call centers assinado pelo presidente Lula está numa ausência: o texto não procura banir do discurso dos atendentes o famigerado gerundismo. Quem não o conhece? “Vamos estar lhe enviando uma nova via.” Ao recusar o papel de patrulha da língua, a medida se distancia de um decreto folclórico assinado ano passado pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, proibindo o uso do gerúndio nas repartições públicas.

Longe de defender o gerundismo, trata-se de reconhecer que os costumes lingüísticos zombam das tentativas de controlá-los a canetadas. Além disso, o decreto de Arruda confunde gerundismo e gerúndio. O primeiro é um vício de expressão que pode ou não vir a se firmar na língua. O segundo, uma forma verbal usada por Camões que hoje viceja mais no Brasil que em Portugal. Seria absurdo que, combatendo a praga (olha o gerúndio aí), matássemos também a planta.

Neologismo ainda não dicionarizado, gerundismo tem sentido pejorativo. Nomeia e ao mesmo tempo critica o modismo que, depois de se firmar na fala burocrática em geral e na do telemarketing em particular, contaminou outros grupos sociais. Muita gente acredita que tenha nascido como tradução literal do inglês. No entanto, em contraste com o corriqueiro we’ll be doing, nosso “vamos estar fazendo” soa impreciso, empolado e formal – a menos que se refira a uma ação duradoura, em geral paralela a outra (“Se quiser me visitar amanhã, estarei esperando”).

Mesmo assim, atribuir o sucesso do gerundismo apenas à ignorância dos falantes pode ser um erro. Lingüistas como Sírio Possenti, da Unicamp, já observaram que o modismo corresponde a uma ética frouxa nas relações entre empresas e clientes, atenuando compromissos. “Vamos estar fazendo…” Quem? Quando? É tudo uma imprecisão só.

Publicado na “Revista da Semana”.

44 Comments

  • Evelyn Cristina 02/08/2008 at 10:34

    Sou operadora de telemarketing e posso dizer que realmente a prática do gerundismo é muito comum na parate do call center, mas não vamos também generalizar, pois quantas não são as vezes que em um progama de televisão (entertenimento e até msm jornalístico), não vemos pessoas usarem o gerundismo como se fosse excencial em seu vocabulário… Procuro o máximo que posso de não utilizar este vocabulário errado , mas existem situações e que realmente é necessário.

    Abraço…

  • Celso Santos 02/08/2008 at 10:39

    Precisa a análise do que contém as entrelinhas do gerundismo empresarial: “a ética frouxa” e intencional do adiamento da solução perante o cliente/consumidor ou contribuinte, quando a relação de atendimento é com serviços públicos, que não estão abrangidos pela lei.

  • Denise 02/08/2008 at 10:50

    Queria perguntar à Evelyn Cristina, em que situações, por exemplo, é realmente necessário o uso do gerundismo… será qdo não encontram mais argumentos pra “enrolar” o consumidor??

  • francisco 02/08/2008 at 10:51

    gerundio ou gerundismo, e daí como pobre mortal isso pouco me interessa o que eu queria era que esses ou essas atendendentes me deixasse em paz que o 0800 fosse resolvido logo que eu pudesse cancelar as coisas que não quero mais sem trauma que os produtos defeituosos fossem trocados sem brigas, bem assim eu ja tou querendo demais né.

  • Artur Menezes 02/08/2008 at 10:58

    O grande problema é que muita gente passou a achar chique falar assim. Para mim, isto vai na mesma linha do “bike” no lugar da bicicleta, do “beach soccer” em vez do popularíssimo futebol de praia, do “câuntri music (sic)” para substituir música sertaneja etc. etc. É uma pena, com um idioma tão rico!

  • Denise Aparecida 02/08/2008 at 11:01

    Para quem gosta de um bom português dói aos ouvidos quando qualquer pessoa fala em forma de gerundismo. Prática esta adotada de vídeos mal traduzidos do inglês dos filmes americanos. Quando ouvido em grande quantidade a pessoa assimila. Assim como o famoso “a gente vamos” e “nóis vai”, entre outras pérolas usadas na TV.
    É importante que cuidemos bem de nossa linda língua portuguesa e que nosso povo tenha um bom estudo para poder corrigir e não repetir no cotidiano.

    Abraços.

  • Eurico Ikuta 02/08/2008 at 11:22

    O “EXCENCIAL” da Evelyn Cristina, além de outros erros de grafia me deixou muito triste.
    Somos atendidos nos call centers por pessoas que não tem o mínimo preparo para isso.

  • Leticia 02/08/2008 at 11:24

    O gerundismo é, na verdade, um “novo conceito” em modo verbal. Já temos o Indicativo, o subjuntivo e o imperativo. Com a “nova funcionalidade disponibilizada’ pelo gerundismo, foi criado o mdo Telemarketing! Assim, temo o presente do gerúndio, o futuro do gerúndio, os pretéritos do gerúndio (perfeito, imperfeito, mais-que-perfeito e impreciso) e o gerúndio do gerúndio!!!

    Tudo muito chique!!!!

    Mas o mais legal mesmo é tentar criar frases (sem o menor sentido, diga-se de passagem) nas quais podemos usar o maior número de verbos para expressar uma única ação: “Eu posso vir a tentar estar fazendo alguma coisa para lçhe ajudar, senhora!”

    (e, caso não tenham percebido, este post foi irônico)

  • David Ribeiro 02/08/2008 at 11:28

    Não vejo o problema do gerundismo nos atendimentos empresariais como uma técnica para enganar o consumidor, no dia-a-dia é comum muitas pessoas falarem dessa forma. Falar corretamente deve ser treinado para virar um hábito. Uma dica: Ex.(gerundismo) “vou estar fazendo”, deve substituir por “eu farei”, “vamos verificar no prazo…”, etc. O gerundismo além esticar a frase é muito impreciso.

  • David Ribeiro 02/08/2008 at 11:38

    Curiosidade: já reparam a mensagem que aparece no computador, windows xp, quando vc começa desligá-lo. Gerundismo puro, “seu computador já está sendo desligado com segurança”. Abraços!!!

  • Galvão 02/08/2008 at 12:44

    -As causas do problema, são do conhecimento de todos:- a falta de escolaridade do brasileiro, o baixíssimo nível de ensino “dêste país”, a falta de interêsse pelo estudo e pela leitura, a “americanização” da nossa língua, a “fuga” das escolas e das faculdades por parte das crianças, dos adolescentes e dos adultos. E, como se não bastasse, o péssimo exemplo que é, o presidente?!?!? “dêste país”.

  • Hiago R.R. de Queirós 02/08/2008 at 13:15

    Bem.. o essencial.. ou o excencial é nos enterdermos bem e da foma com que nossos objetivos de comunicadores sejam bem atingidos a quem se comunica… se eu falo inglês com um inglês.. posso falar num gerúndio vagabundo para enrolar os clientes da minha empresa com uma pragmatia que há muito tem sido muito bem confundida com “qualidade de atendimento”.

    De qualquer forma.. vou estar fazendo refrexões ao respeito disto… porque a nossa lingüa é uma das únicas que tem de se espricar regras para se escrever e se falar… mas nenhuma regra para se escutar…

  • Míriam 02/08/2008 at 15:48

    Também sou operadora em Call Center e a nossa equipe é punida quando fere “as regras” do atendimento (uma delas é a proibição do uso de gerundismo).

    Existem operadores e operadores, convém não generalizar.

  • Marcos Cohen 02/08/2008 at 17:08

    Gerundio NUNCA, trata-se de um vicio de linguagem exportado pelos Operadores de Telemarketing e novos ricos da Paulicéia desvairada, cois de Pauista tentando impor a Grande São Paulo ao resto do Brasil.

  • MARIA DO CARMO 02/08/2008 at 17:24

    Já fui atendente de call center, e no entanto nunca tive a necessidade de utilizar o famigerado gerundismo, que é muito utilizado pelos atendentes tão somente para “florear” e encher lingüiça (e o saco do cliente também)!!

  • ASdrúbaldelino 02/08/2008 at 18:29

    Depois de saber dessas coisas, poderei finalmente dormir em paz… Tenham paciência, escolham temas importantes pra discutir !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Pôrra. É com acento mesmo ?

  • SALIM IBRAHIM 02/08/2008 at 18:49

    VALHA- ME ALAH, PELOS ABSURDOS DO NOSSO QUOTIDIANO, POLITICOS MAL PREPARADOS, JORNALISTAS MAL INFORMADOS, PROFESSORES MAL REMUNERADOS, EMPRESARIOS MAL INTENCIONADOS, ATENDENTES DE CALL CENTER ADESTRADOS E NAO PREPARADOS POR SUPERIORES HIERARQUICOS QUE TAMBEM NADA SABEM, COM ALGUNS ERROS GRAMATICAIS, TAIS COMO; PARA MIM FAZER, ENTRE EU E FULANO. CORRETO [ PARA EU FAZER, ENTRE MIM E FULANO].

  • Raimundo 02/08/2008 at 19:02

    Outro grande crime contra a nossa pátria, A lingua faz parte, trata-se da postura quando se posta para ouvir nosso HINO NACIONAL, e vergonhosamente muitos atletas e mesmo não atletas, colocam a mão no peito, será que voçes jornalistas não poderiam esclarecer para nosos atletas principalmente que esta não é a postura correta?

  • Ricardo I. de Freitas 02/08/2008 at 19:10

    Sempre se fala do assunto, gerundismo, a discussão sempre é salutar,o importante é acima de tudo sempre se procurar falar bem a nossa língua,o nosso maior patrimônio, aos atendentes de call center,que procurem na medida do possível ajudar os seus clientes

  • Adilson Amancio 02/08/2008 at 19:24

    Penso que o gerundísmo não vem da falta de cultura da população brasileira, até porque surgiu na linguagem comercial e depois o povão achou bonito falar errado daí estamos correndo o risco de perdermos a nossa identidade linguística; só falta agora um político sem noção entrar com um projeto lei para regulamentar esta barbaridade como sendo a forma correta de se falar, e na hora da prova de português, que vamos escrever? “vou estar fazendo” ou “eu farei”?

  • Diego 02/08/2008 at 19:52

    Quem usava e abusava do gerúndio eram os gregos. Em qualquer frase que desse pra meter ações paralelas, eles metiam, sempre com o gerúndio. O que não dá pra agüentar no gerundismo é que ele não faz o menor sentido… “Eu vou estar fazendo X” se refere a quê? Vai estar fazendo quando? Durante o quê? Quando é que o que vai estar fazendo feito estará? Vou estar resolvendo seu problema, mas se ele nunca se resolver, pode ficar tranqüilo, que sendo resolvido, vai estar, até que você tenha estado tão cansado que esteja desistindo.

  • fred 02/08/2008 at 20:18

    af, fora gerundusmo de call center, de marketeiro, depublicitario, de enroladores en geral.
    eh tipico de falta de acao e objetividade, uma peste.
    agora, q os q o praticam ficam absoluuutamente ridiculos, ah isso eh gozado

  • Eliezete De Luna Freire 02/08/2008 at 20:49

    Sinceramente não sei o que é pior. Se o gerundismo ou aquelas malditas gravações: “Não desligue! Sua ligação é muito importante para nós”. Pelo menos quando não falamos com “máquinas”, podemos avaliar logo de cara, pelo atendimento “humano”, como é a cara dessa empresa com a qual estamos tentando falar.

  • Guilherme Torres 02/08/2008 at 20:59

    Tudo bem que a língua portuguesa é muito complicada; temos 4 funções para o “porque”, mais de 20 para a partícula “se”, entretanto, cabe a nós, conhecedores de uma pequena parcela de como aplicar a língua nativa, corrigir, na hora, esses deslizes cometidos por qualquer pessoa, não apenas os tmkt, visto que não é um vício de linguagem exclusivo desse setor, e todos sabem que o errado é muito mais fácil de aprender. O domínio da língua é sinônimo de cultura.

  • Renato 02/08/2008 at 21:03

    Sabe qual o problema, caros? É até bem simples…
    O Call center, inclusive sendo terceirizado, foi criado não para atender o cliente com mais qualidade e rapidez e sim para DIMINUIR CUSTOS!!! Ou seja, você paga 350 a 450 reais (!?!?!?!!) a um cidadão para ficar 6 horas atendendo, tendo 10,20 e 10 minutos de descanso cronometrados no relógio. Que tipo de cidadão aceita uma vaga dessa?? Quem absolutamente não consegue outra!!! Podem notar que os melhores Call centers(em atendimento) pagam melhor. logo atraem melhores candidatos. Simples assim.
    (Digo com conhecimento de causa, pois já trabalhei em alguns Call Centers, e vi isso no dia-a-dia)

  • Hugo . 02/08/2008 at 21:04

    Estaremos cagando e andando para eles estarem comendo.

  • Renato 02/08/2008 at 21:07

    Ah, mais uma coisa.

    Call center não foi feito para atender bem, e sim atender rápido (Tempo Médio de Atendimento – TMA). quem conhece sabe que este é o maior medidor da eficiência de um call center. é mais importante e cobrado que a Qualidade (nota que é dado ao atendimento). Aliás, até o absenteísmo, que é a porcentagem de tempo que você deveria estar atendendo e não está (pausa, atraso, falta, etc..), é mais cobrada que a nota de Qualidade.

  • Ricardo Pimenta de Pádua 02/08/2008 at 21:18

    O bom de falar de atendentes de call center’s é que na mesma proporção que utilizam o gerúndio, são idiotas. Isto nos propicia falar a vontade deles, inclusive alegando veridicamente que pelo menos 90% deles são mal educados, imbecis, semi-analfabetos, semi-conscientes, de prole inferior e mal pagos. Para piorar a estatística negativa, falo com propriedade que se os mesmos saissem de circulação do meio profissional, os donos de call center’s seriam obrigados a admitir em seus quadros de funcionários pessoas inteligentes e cultas que aumentariam a credibilidade de quem utiliza-se do serviço e com isto o salário poderia ser bem mais adequado.

  • Mariana 02/08/2008 at 23:59

    eu vou estar indo mais “prafrentemente ” comentar esse tema tão interessante …..

  • ADRIANO 03/08/2008 at 00:02

    TRABALHO NA BRASIL TELECOM CALL CENTER S/A
    Call center não foi feito para atender bem, e sim atender rápido (Tempo Médio de Atendimento – TMA). quem conhece sabe que este é o maior medidor da eficiência de um call center. é mais importante e cobrado que a Qualidade (nota que é dado ao atendimento). Aliás, até o absenteísmo, que é a porcentagem de tempo que você deveria estar atendendo e não está (pausa, atraso, falta, etc..), é mais cobrada que a nota de Qualidade.a cobrança e muito e salario e pouco

  • PAULO 03/08/2008 at 00:32

    Pouco me importa, o que vocês acham, do SR. GERUNDISMO, importante nisso tudo é que, eu estudei em HARVARD – UNIVERSITY, EUA. Falo bastante no GERUNDIO, E GANHO 08 VEZES MAIS DE SA?ARIOS, DO QUE VOCES. PAULO -ADMINISTRADOR DE EMPRESAS – Alphaville -Sp.Voces se preocupam tanto no que outros fazem, comem, bebem e não cuidam da vida de vocês.

  • Mauricio 03/08/2008 at 02:10

    É com posturas como essa que vamos matando nossa lingua. Lamentável!

  • Vander 03/08/2008 at 03:49

    E ruim para quem escuta,pessimo para quem fala.
    Ps.Paulo vc ganha pouco se perder este emprego você vai ficar mal das pernas meu amigo,pq falando dessa maneira ,empresa alguma aceita em seus cargos de gerencia ou chefia pessoas com esses deslizes.

  • Fabio de Souza Pontes 03/08/2008 at 08:03

    Se tirar o gerundio, a Ana Maria Braga vai ficar calada…

  • Rogerio Campello 03/08/2008 at 08:57

    O Eurico Ikuta desce o sarrafo no “excencial” da Evelyn Cristina. Mas escreve: “por pessoas que não tem o mínimo preparo para isso”. Ikuda, já que são PESSOAS, a frase está no PLURAL, e portanto é “não TÊM (assim, com CIRCUNFLEXO) o mínimo preparo”.

  • Derbio 03/08/2008 at 10:26

    Pois é… seria muito bom se nosso país contasse com pessoas interessadas em mudar…só uma minoria…fala bem, come bem…e mais uma oportunidade de melhorar temos agora nas eleições….mas acha que o a maioria votará bem cedo, para depois fazer churrasco e ouvir as músicas mais tocadas nas rádios…

  • Sonia 03/08/2008 at 10:56

    às vezes parece que o gerundismo é uma tática. Nos deixam tão irritados que a vontade é desligar, deixar o problema pra lá e não ter que falar com essas pessoas que repetem o mesmo texto como se fossem máquinas!!
    Tenho sempre um pouco de pena desses operadores…
    ouvem desaforos, ganham pouco e falam o dia todo algo que foram adestrados a falar. De tanto repetir aquilo, acabam por acreditar que a empresa realmente tem razão. Que vida é essa?!!!
    As empresas se beneficiam gastando pouco e mantendo a fachada de que ouvem seus clientes. Deplorável!

  • Osório 03/08/2008 at 11:20

    Paulo, você com essa educação e cultura, em gestão de pessoas deve ser nota 10. E Ricardo Pádua, você disse que os atendentes “são idiotas”, “mal educados, imbecis, semi-analfabetos, semi-conscientes, de prole inferior”. Isso doeu, mas me doeu também o uso inadequado de “os mesmos”, na lamentável frase “que se os mesmos saissem de circulação do meio profissional”, ou ainda, mal-educados sem hífem, semiconscientes com hífem e saíssem sem acento. Estou sendo rigoroso com você na mesma medida que você é rigoroso com os outros, mas sem os teus preconceitos, ok? “Prole inferior”, essa foi demais. Muitos Paulos de Harvard e Ricardos fazem menos pelos outros do que muita gente nascida de “prole inferior”

  • Osório 03/08/2008 at 11:29

    Agora, pelos depoimentos acima, é que pude entender a razão da falta de paciência dos atendentes. Não são mal-educados, são trabalhadores sob pressão com esse tal de TMA. Imaginem esse atendente, que pode ser trocado por qualquer outro a qualquer momento, atendendo uma pessoa simples, sem instrução, ou uma pessoa idosa. Imaginem como atender clientes assim sabendo que eles estão, involuntariamente, contribuindo de forma negativa para o desempenho. Assim não há possibilidade de se ter bom atendimento. Vamos reclamar menos dos atendentes e mais do atendimento. Pelo que entendi, o atendimento (política da empresa) é o vilão e o atendente é apenas mais uma vítima.

  • Pedro 04/08/2008 at 22:00

    E o ni, alguem já estudou? Em + a, na, em + o, no. Mas e o ni? “Dá ni mim”, “Eu fui ni todos os shows do zezé de camargo”… já ouviram este?

  • anrafel 05/08/2008 at 13:30

    O que é um modismo lingüístico (ainda tem o trema?) numa sociedade em que até as relações pessoais e conjugais são tratadas com base na última ‘tendência’?
    Daí não se surpreenda se você convidar o casal de amigos para um drink e receber de volta: “Não, amanhã vamos estar discutindo a relação”.

  • Chico 05/08/2008 at 15:48

    ô pá, se o verbo ser define nossa identidade sem projeto, por que seria o gerundismo adjetivo para a nossa impressao sobre quase tudo que é mesquinho diminutivo em nos?

  • Claudia Freire 05/08/2008 at 23:15

    Sérgio, como já disse em outra ocasião, já trabalhei textos seus em sala de aula. Este vem ao encontro de um texto de Ruy Castro, cujo título é “A pobre língua, deformada por novas manias”. Com ele trabalhei muito e ainda o acho atual, e uma das novas manias (pragas) da língua portuguesa citadas por Ruy está o tal gerundismo.O texto de Ruy é de 2002, se não me engano, e, claro, uma delícia.

  • manu 27/08/2008 at 21:59

    o gerundismo é uma m………………..tem até professores usando desta forma pra enrolar seus alunos!!!

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