Ian McEwan: ‘Na praia’

16/06/2007

Qualquer livro novo do inglês Ian McEwan é, hoje, um grande evento, que está para a literatura “séria” como o novo “Harry Potter” está para a literatura de entretenimento. Evidentemente, a comparação não se refere ao impacto quantitativo ou financeiro de cada um, mas ao nível de burburinho e inquietação que ambos geram em seus respectivos públicos. Não é à toa que a Companhia das Letras correu – e como – para pôr nas livrarias a versão brasileira do romance curto ou novela On Chesil Beach, “Na praia” (tradução de Bernardo Carvalho, 136 páginas, R$ 33), pouco mais de dois meses depois do lançamento britânico e num honroso empate com o americano.

Se a pressa pode ter provocado alguns problemas de acabamento, o resultado geral é correto e tem o mérito de pôr o livro em circulação entre os leitores brasileiros enquanto ele ainda está, por assim dizer, quente. Em tempos globalizados de Amazon.com, talvez isso seja, mais do que luxo, uma necessidade. (Publiquei em dezembro, aqui, um link para o primeiro capítulo do livro na “New Yorker” – o excerto aí de baixo está lá no original.)

No quadro da produção recente de McEwan, “Na praia” não tem – nem poderia ter, dado o tamanho limitado da tela – a grandiosidade de “Reparação” (Atonement), forte candidato a melhor livro de ficção dos últimos vinte anos. Mas é superior a “Sábado”, um romance em que, embora dê seu show habitual de técnica, acelerando e freando a narrativa como e quando bem entende, o autor parece ter trombado com uma limitação ideológica ao retratar com simpatia por vezes piegas a autocomplacência de uma família inglesa quase perfeita diante de um mundo violento que a sombra do 11 de Setembro tornou ainda mais instável.

“Na praia” também não podia ser mais inglês, mas de autocomplacente não tem nada. A ação se passa na noite de núpcias dos jovens e inexperientes Edward e Florence num hotel à beira-mar. Estamos no verão de 1962, pouco antes daquilo que ficaria conhecido como Revolução Sexual, e a tensão construída pelo narrador onisciente se apóia nas posturas e expectativas conflitantes dos recém-casados diante do sexo. Num ponto eles concordam: a impossibilidade de falar do assunto. Antes que a tensão exploda em um clímax desolador, McEwan faz, mais uma vez, o que quer com a arte da ficção realista, misturando pesquisa histórica e monólogo interior, atmosfera de época e acuidade psicológica, forma e fundo, com uma elegância clássica e um virtuosismo que parecem querer não apenas desmentir, mas ridicularizar os arautos do “fim do romance”.

Por essas e outras, McEwan vem plantando tão firmemente os dois pés no posto de Grande Escritor de Nosso Tempo que já começa a levar pauladas por causa disso. Inevitável: dez anos atrás, era chique gostar dele; hoje começa a virar moda na Inglaterra – e no Brasil não será diferente – espinafrá-lo sem piedade. É do jogo: se qualquer coisa que cheire a ranking literário deve ser mesmo encarada com desconfiança, o que dizer dos superlativos “unânimes”? Para o gosto de alguns, McEwan se mostra, digamos, legível demais para ser realmente bom.

Convém apenas recomendar a quem ainda não conhece sua literatura que não se deixe levar pelo fútil e fascinante jogo dos juízos absolutos antes de conferir por si mesmo. Acredito que terá boas chances de acabar concordando com este blogueiro em seu juízo também absoluto: o cara é um monstro.

Quando se beijaram, ela sentiu imediatamente a língua dele, retesada e robusta, avançar entre seus dentes, como um rufião abrindo caminho à força até um quarto. Entrando nela. A sua própria língua se dobrou e retraiu numa aversão automática, dando ainda mais espaço à de Edward. Ele sabia muito bem que ela não gostava desse tipo de beijo, e nunca fora tão impositivo. Com os lábios firmemente pregados nos dela, devassou-lhe o fundo carnudo da boca, e em seguida fez um movimento circular por trás dos dentes da arcada inferior até o vazio onde três anos antes um dente de siso crescera torto, para acabar removido sob anestesia geral. Era nessa cavidade que a língua dela normalmente se perdia, quando ela própria estava perdida em pensamentos. Por associação, tinha mais a ver com uma idéia do que com uma localização, era mais um lugar privado e imaginário do que um vão na gengiva, e a ela parecia estranho que outra língua também pudesse ter a permissão de chegar até lá. Era a ponta aguçada e dura desse músculo alienígena, vivo e palpitante, que a repugnava. A mão esquerda dele estava espalmada acima das omoplatas dela, logo abaixo do pescoço, alavancando a cabeça dela contra a dele. A claustrofobia e a falta de ar se igualavam quando ela decidiu que não suportaria ofendê-lo. Ora ele estava sob a língua dela, empurrando-a para cima, contra o céu da boca, ora sobre a língua, empurrando-a para baixo, e depois deslizando com suavidade pelos lados e em círculo, como se achasse que podia dar-lhe um nó simples. Queria enredar a língua dela em algum tipo de atividade própria, induzi-la a um abominável dueto mudo, mas ela só conseguia se encolher e se concentrar em não reagir, não ter engulhos e não entrar em pânico. Se vomitasse na boca dele – e esse era um pensamento desvairado –, o casamento estaria terminado num instante, e ela teria de voltar para casa e explicar aos pais. Entendia perfeitamente que esse negócio de línguas, essa penetração, era uma representação em escala menor, um ritual do que ainda estava por vir, como um tableau vivant, o prólogo de uma velha peça que anuncia tudo o que acontecerá em seguida.

Enquanto esperava que esse momento particular passasse, com as mãos apoiadas por convenção nos quadris de Edward, Florence se deu conta de que havia topado com um lugar-comum, bastante evidente em retrospecto, tão primitivo e antigo quando danegeld ou droit de seigneur, e cuja definição era quase tão elementar: ao decidir casar-se, foi exatamente isso que ela aceitou. Tinha concordado que era certo fazer isso, e que isso fosse feito com ela. Quando ela e Edward e seus pais seguiram em fila para a lúgubre sacristia depois da cerimônia, para assinar o registro, foi nisso que puseram seus nomes, e todo o resto – a suposta maturidade, os confeitos e o bolo – era só uma distração educada. Se não gostasse, a responsabilidade era só dela, uma vez que todas as suas escolhas ao longo do ano anterior convergiram para isso, a culpa era toda sua, e agora ela realmente achava que ia vomitar.

Ao ouvi-la gemer, Edward sentiu que sua felicidade estava quase completa. Tinha a impressão de uma agradável falta de gravidade, de flutuar a muitos centímetros do chão, pairando altaneiro sobre ela. Era com um misto de prazer e dor que ele sentia o coração bater mais forte na base da garganta. Estava excitado pelo leve toque das mãos dela, não muito longe da sua virilha, pela anuência daquele corpo adorável envolvido em seus braços e pelo som exaltado que ela fazia ao respirar rapidamente pelas narinas. Alcançou um estado de êxtase desconhecido, frio e agudo logo abaixo das costelas, quando a língua dela envolveu a sua e a empurrou. Talvez pudesse convencê-la em breve – talvez esta noite, e talvez ela nem precisasse ser convencida – a pôr o pau dele em sua boca macia e bela. Mas esse era um pensamento que ele precisava afastar para o mais longe que pudesse, pois corria o risco de realmente chegar antes da hora. Já podia sentir o início das palpitações a empurrá-lo para a desonra. Bem a tempo, pensou nas notícias, no rosto do primeiro-ministro, Harold Macmillan, alto e curvado, com cara de morsa, um herói de guerra, um antiquado, ele era tudo o que o sexo não era, e ideal para aquele propósito. Déficit da Balança Comercial, Suspensão de Pagamento, Manutenção do Preço de Revenda. Alguns o amaldiçoaram por ele ter entregado o Império, mas realmente não tinha escolha, com os novos ventos soprando na África. Ninguém teria engolido a mesma mensagem de um trabalhista. E ele acabava de exonerar um terço do seu gabinete na “noite dos longos punhais”. Era preciso ter coragem para tanto. “Mac, o Estripador”, dizia uma das manchetes; “Macbeth!”, dizia outra. Pessoas sérias o acusaram de enterrar a nação sob uma avalanche de televisores, carros, supermercados e outras sucatas. Ele deu às pessoas o que elas queriam. Pão e circos. Uma nova nação, e agora queria que nos juntássemos à Europa, e quem podia garantir que ele estivesse errado?

Por fim, tudo se equilibrou. Os pensamentos de Edward se dissolveram, e ele voltou a ser a sua língua, a pontinha dela, bem na hora em que Florence decidiu que já não agüentava.

31 Comments

  • Cezar Santos 16/06/2007 at 00:13

    Sérgio,
    O Ian nasceu para fazer isso: escrever. Assim como Pelé nasceu para aquilo…
    Já disse aqui (talvez eu tenha ouvido/lido algures…) que Reparação é o primeiro clássico do século 21.
    O cara é isso mesmo que tu nominou: um monstro.

  • Roberson 16/06/2007 at 08:59

    Também sou fã de carteirinha do cara: um monstro!

  • LuizFernandoGallego 16/06/2007 at 09:58

    Lamento discordar: até “Reparação” e “Amsterdan” (que os fãs do McEwan não gostam tanto mas eu achei excelente, no ponto), eu não tinha lido nada dele que me fizese considerá-lo tão bom como virou opinião obrigatória (que banaliza ou pasteuriza o artista e sua obra, ou seja, vira a tal “unanimidade” se não burra, clichê da moda). O que li do McEwan é bem desigual, muitas e muitas vezes prometendo mais do que cumpre. Seu ponto mais fraco, o roteiro original, não adaptação d elivro dele, para um filme lamentável com o então garotinho de “Esqueceram de Mim”, acho que se chamou “Anjo Malvado”). Voltando aos romances: questão de gosto pessoal, de modo de olhar, de ler? Claro. A subjetividade do leitor é fundamento para o que ele sente quando entra no terreno da intersubjetividade com a obra lida e seu autor. Apenas por exemplo, mesmo em relação a “Reparação” eu ainda gosto mais do Philip Roth de “A Marca Humana”. Por que? Se eu escrevesse um ensaio talvez conseguisse dizer porquê. “Pãos ou pães, questão de opiniães” (Guimarães – o Rosa)

  • Eduardo Carvalho 16/06/2007 at 13:02

    Comprei a praia esta semana. Começo hoje. Mas uma vergonha – não li Reparação ainda. Bom trecho que você selecionou, hein.

  • Ésquilo 16/06/2007 at 13:37

    Só li o Amsterdam dele, achei um barato. Preciso ler mais alguma coisa antes de fazer um julgamento do cara como escritor, mas já foi um ótimo começo.

    E R$ 33 por um livrinho de 136 páginas? Jisuis…

  • Patiriarca da Paciência 16/06/2007 at 16:02

    “Tudo (nos livros) que é literatura procura comunicar poder; tudo que não é literatura procura comunicar saber.” THOMAS DE QUINCEY
    Acho essa frase uma grande babaquice!
    Saber é o próprio fundamento do poder!

  • Sérgio Rodrigues 16/06/2007 at 16:19

    Certo, Patiriarca (erro de digitação?), de certa forma. Mas não é tão simples. O Lula discordaria de você e o professor com doutorado e salário ridículo também.

  • Patriarca da Paciência 16/06/2007 at 16:44

    Corrigi o erro de digitação, obrigado!
    Nem sempre poder está representado em dinheiro. Os bispos católicos geralmente são homens de fabulosos saber e pouco salário. Mas acho que eles têm um grande poder. O papa também, creio, não deve ter um grande salário, mas também acho que ele tenha muito poder.
    Já o Ronaldinho Gaúcho, tem um grande salário, mas não acho que ele tenha muito poder.

  • Patriarca da Paciência 16/06/2007 at 16:56

    Acho um grande erro do capitalismo vincular estudo ao salário. Isso não acontece em lugar nenhum. O Lula tem um bom salário? E o que dizer do Ronaldinho Gaúcho, Gisele B. etc.etc. e muitos picaretas anônimos por aí que simplesmente sabem fazer falcatruas.
    Saber deve ser uma coisa mais nobre.
    Quanta gente ganhou bem mais com picaretagnes do que Beethoven ao compor a sua 9º sinfonia?
    Acho que aí é que está o grande erro do Capitalismo. Existe coisas que não são mensuráveis em moeda!

  • Patriarca da Paciência 16/06/2007 at 17:08

    Como dizia Confúcio, o grande poder mesmo é governar a si mesmo, não se joguete de forças externas. Spinoza diria depois que poderoso mesmo é aquele que governa a si mesmo.

  • Saint-Clair Stockler 16/06/2007 at 19:50

    Ah, para mim, sim, Reparação (prefiro o título em Portugal: Expiação) é o primeiro clássico do século XXI. Vai ser lido, relido e treslido e, daqui há 1000 anos, será citado com respeito pelos nossos filhos do futuro.

    Agora, engraçado, não consegui engrenar na leitura do Sabado. Estou tentando há meses e nada.

  • Saint-Clair Stockler 16/06/2007 at 20:05

    Só complementando…

    Esqueci de dizer que o Reparação é uma admirável, embora tristíssima, defesa do poder da ficção em face da realidade. O que, ao meu ver, põe o McEwan um pouco fora da corrente que, há décadas, vem tentando dizer que até a ficção não vale nada (que dirá a “realidade”…), dando, ao meu ver, um tiro no próprio pé.

    Para quem não conhece o McEwan, uma boa “introdução” (se bem que, praticamente, qualquer outra obra dele seja uma boa introdução ao restante) é o livro de contos Primeiro amor, último sacramento & Entre lençóis, que era originalmente duas obras separadas. Tem contos admiráveis, pequenas obras-primas.

  • Saint-Clair Stockler 16/06/2007 at 20:14

    Primeiro amor, último sacramento & Entre lençóis, da editora Rocco, tem 312 páginas e custa R$31,00 (Ao deus-dará, que tem mais ou menos o mesmo número de páginas do Na praia, custa módicos R$18,00). A Companhia das Letras tá metendo a mão! Ainda bem que me ofertaram a edição portuguesa do On Chesil Beach, pelo menos dessa vez não serei espoliado pela empresa do Sr. Schwarcz…

  • Lucas Murtinho 17/06/2007 at 05:54

    Engraçado, Saint-Clair, eu acho justamente o contrário, que “Reparação” é uma prova quase matemática de como a ficção pode pouco – embora também mostre que o pouco que ela faz é importante. De um jeito ou de outro, concordo que é um dos raros livros que parecem nascer clássicos, indispensáveis. Estou resistindo bravamente ao “Chesil Beach” até o lançamento do paperback, mas é duro.

  • tiago a. 17/06/2007 at 08:28

    Sérgio, aquela parte do post, a que trazia as palavras come e etc., apesar de muito engraçada, me fez pensar, Pô, desnecessário. Vejo agora que você, como bom cavalheiro, pensou melhor e a deletou. Muito nobre da sua parte. Um abraço.

  • claudia 17/06/2007 at 11:52

    Embora a tradução do Paulo Henriques Brito do “Reparação” seja brilhante, concordo com Saint-Clair quanto ao título da edição portuguesa. Alguém pode me dizer qual o título de um dos livros do McEwan que virou um filme chamado “Amor Obsessivo”?

  • Ésquilo 17/06/2007 at 12:50

    “Enduring Love”, no Brasil “Amor Para Sempre”, pela Rocco.

  • Sérgio Rodrigues 17/06/2007 at 18:55

    Tiago A., não foi por cavalheirismo que cortei aquele trecho. Ele era apressado e um tanto injusto em sua crítica ao tradutor. Na verdade, foi arriving que virou, literalmente, “chegar”. O que a meu ver não funciona mesmo, e foi um dos tropeços que encontrei na leitura: arriving é sinônimo de coming, que quer dizer também “gozar”, e “chegar”, a tradução mais literal, soa simplesmente falso. (“Chegar ao fim” talvez resolvesse o problema?) Mas o fato é que a construção toda é um eufemismo, ou seja, a coisa é bem mais complexa do que eu dei a entender em meu parêntese engraçadinho e impreciso, pelo qual peço desculpas. A tradução de Bernardo Carvalho, como eu disse, me parece correta. O problema é que a precisão e a riqueza da prosa do inglês não são brincadeira – por isso, expurgada a nota daquela bobagem, mantive a crítica num nível genérico a “problemas de acabamento”. Eles existem e me atrapalharam um pouco. Mas convenhamos que é injusto cobrar de todo tradutor de McEwan o que Paulo Henriques Britto fez em “Reparação”. Faria mais sentido cobrar do editor não ter passado este livro também para o sujeito (provavelmente, porque ele já estava cheio de trabalho). Um abraço.

  • Daniel Brazil 17/06/2007 at 22:23

    Prezado Saint-Clair:
    Há uma sutileza em “Reparação” (o título traduzido) que desaparece em “Expiação”. Uma sutileza metalinguística, pois a narradora “repara” seu pecado (d)escrevendo o acontecido.
    Vendo desse ângulo, é claramente uma tentativa de reparação, não uma expiação, não acha?

  • Saint-Clair Stockler 17/06/2007 at 23:20

    Não, Daniel, acho que Briony Tallis quis expiar seu erro e o livro (na verdade, deveríamos dizer “os livros”) é a sua expiação.

    Percebo a sutileza semântica contida na palavra “reparação”, mas esta não torna evidente a terrível dor e pesar de Briony tão bem quanto “expiação”…

  • Fabio Negro 17/06/2007 at 23:22

    Droga! Como eu vou saber cumé que termina isso?

  • Bemveja 18/06/2007 at 08:24

    Não existe um “prêmio”anula à pior metáfora sobre sexo ? Segue aí meu candidato:

    “Quando se beijaram, ela sentiu imediatamente a língua dele, retesada e robusta, avançar entre seus dentes, como um rufião abrindo caminho à força até um quarto.”

  • Bemveja 18/06/2007 at 08:25

    prêmio anual

  • Julieta 18/06/2007 at 13:15

    Devo estar ficando louca. Mas odiei esse autor. Reparação foi uma das piores coisas que li nos últimos tempos. Prevísivel e de uma “forçação” de barra incrivel. Parece um novelão mexicano. Não vi nada de original. Não sei, juro, como podem dizer que o cara é um dos grandes escritores do momento. E depois, como é que alguém pode pôr a língua no lugar do siso de outra pessoa? Não rola. É lá no fundão. É outra forçada de barra muito dagrosseira.

  • Julieta 18/06/2007 at 13:15

    Devo estar ficando louca. Mas odiei esse autor. Reparação foi uma das piores coisas que li nos últimos tempos. Prevísivel e de uma “forçação” de barra incrivel. Parece um novelão mexicano. Não vi nada de original. Não sei, juro, como podem dizer que o cara é um dos grandes escritores do momento. E depois, como é que alguém pode pôr a língua no lugar do siso de outra pessoa? Não rola. É lá no fundão. É outra forçada de barra muito dagrosseira.

  • João Marcos Cantarino 18/06/2007 at 16:00

    Acho que o Stockler tem razão, pois “atonement” é um termo litúrgico, assim como “expiação”. Se eu fosse o tradutor, no entanto, provavelmente teria ficado com “remição”, por se tratar do termo clássico, em português, para indicar o resgate dos pecados.

  • ai, ai, ai... 18/06/2007 at 18:32

    Julieta…
    Vc não está ficando louca…você simplesmente fez uma leitura ideológica (não no sentido político) do livro. Aí, não tem jeito, por que é uma leitura CONTRA o texto, não importando a qualidade ou não dele, entende? Se não entende, nem adianta explicar mais…
    Quanto a pôr a língua lá no fundão, dá, Julietinha, dá sim, dá pra pôr bem lá no fundão sim.
    Depende do tesão, entende? Se não entende, nem adianta explicar mais…

  • 18/06/2007 at 22:41

    Concordo com o Lucas, Saint Clair. Reparação (não a palavra, o romance) é exatamente o contrário do que escreveste aí. E é aí que reside, na minha opinião, o gesto grandioso do texto.

  • Patriarca da Paciência 20/06/2007 at 02:14

    Tesão por uma mulher que está quase vomitando! Acho que existe um certo fluído e uma certa energia que é muito bem percebida pelo parceiro(a) . Nunca li o escrito em questão, mas pela amostra apresentada, não acho que ele seja grande coisa, embora reconheça que ele possa escrever muito bem a língua inglesa, o que decerto não é possível “transpor” para oportuguês.

  • Patricia 15/11/2013 at 20:06

    Mew, eu li o livro e declaro: o pior livro que já li na minha vida! Achei ridículo do começo ao fim o asco que Florence tem por Eduard misturado com amor. Ilógico! E pior é Eduard no final se condenar pela decisão que fez como se ele estivesse errado de querer fazer sexo com ela. E fora que eu fiquei um super tempo lendo um livro que se fosse um filme, as cenas de ação não passariam de 40 minutos. Achei uma leitura cansativa e incoerente do começo ao fim. Viva a Literatura Brasileira!

  • ROSELI SILVEIRA 10/12/2013 at 19:46

    não gostei deste livro, que romance babaca, que transa sexual mais idiota, livro besta memso, nada a ver, mas fui obrigad aa ler pois faço Letras e esse livro foi recomendado, péssima recomendação

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