III Concurso Todoprosa de Microcontos para Twitter

22/04/2013

Conforme prometido ano passado aos leitores, declaro aberto neste momento o terceiro – e último! – concurso de micronarrativas em formato Twitter promovido pelo Todoprosa. As inscrições ficam abertas até o último dia deste mês, às 18h. O regulamento é simples:

1. O microconto deve delinear uma narrativa (história) em 140 toques no máximo.

2. Cada leitor pode inscrever até três microcontos, desde que submeta um por vez.

3. Os contos devem ser inscritos diretamente na caixa de comentários abaixo, identificados pelo nome do autor e com email para contato (este não aparecerá para o público).

4. As inscrições se encerram no dia 30 de abril às 18h.

5. Os três melhores microcontos serão publicados neste blog em forma de post e o resultado, divulgado no Twitter e no Facebook.

6. A comissão julgadora é composta de um homem só, eu mesmo, e suas decisões são soberanas.

A primeira edição foi realizada em 2010 e a segunda, ano passado – leia aqui e aqui as micronarrativas vencedoras. Cada uma delas teve pouco mais de 600 microcontos inscritos. Esta agora fecha um ciclo e é a última oportunidade para quem ainda não entrou na brincadeira.

É razoável supor que, desde aquele primeiro concurso, o formato ultracompacto tenha se tornado familiar para um número bem maior de pessoas. Desde então, entre outras iniciativas, o blog vizinho Veja Meus Livros organizou um concurso temático (sobre “As mil e uma noites”) e o próprio Twitter promoveu, no fim do ano passado, um concorrido festival internacional de twitteratura – do qual eu participei com, entre outras, a seguinte historieta:

Nasceu, cresceu, amou um pouquinho, envelheceu, e logo antes de morrer se deu conta, desolado, que sua vida cabia num tuíte.

Meus votos de boa sorte a todos os participantes.

231 Comments

  • Carlos 22/04/2013 at 11:52

    Uma mulher, em Orleans, viaja para Buenos Aires com o marido, conhece um músico argentino, passa a viajar pela América do Sul, se suicida

  • Carlos 22/04/2013 at 11:54

    Um corretor de seguros, em Orleans, vai para Laguna, conhece uma rapaz que lhe oferece a namorada, transa com essa moça, o rapaz se suicida.

  • Carlos 22/04/2013 at 11:56

    O ar/nos pulmões/é expelido/espalha o vapor emanado por uma colher com sopa/o alimento se torna comestível/a pessoa que o comeria se mata.

  • Vinícius Magalhães 22/04/2013 at 14:55

    Enfarte

    Um sopro no coração apagou a velhinha.

  • Vinícius Magalhães 22/04/2013 at 14:58

    Sexo

    Na cama do casal o celular vibrava e o marido nem sinal.

  • Vinícius Magalhães 22/04/2013 at 14:59

    Conta Corrente

    O daltônico não sabe o que é estar no vermelho.

  • Daniela Lima 22/04/2013 at 17:06

    Sentado na areia, como se dele nascessem as ondas, o homem mais triste do mundo não estava mais triste. O homem mais triste do mundo sonhava.

  • Camille 22/04/2013 at 17:12

    Chegou sem avisar. Viajou pelo meu corpo. Caminhou nos meus sonhos. Partiu com meus desejos.

  • Camille 22/04/2013 at 17:22

    Aceitei seu amor. Aceitei nossa felicidade. Aceitei o encontro do nosso desejo. Aceitei a finitude. Sobrevivemos.

  • João Batista Ferreira 22/04/2013 at 17:30

    O menino de olhos abertos para um último resto de céu, últimos segundos antes da bala perdida, do estampido que mal ouviu.

  • Camille 22/04/2013 at 17:30

    Era eu, era você. Fomos nós. Queria pausar a vida no encontro, mas só houve desencontro.

  • João Batista Ferreira 22/04/2013 at 17:38

    Mal escutou a sirene. Mas ainda viu a ciranda de luzes do carro da polícia rodando na parede suja. E a vela acesa no centro do silêncio.

  • João Batista Ferreira 22/04/2013 at 17:44

    Um dia, ao acordar pela manhã, você abre um olho e vê imagens que escorreram para uma paisagem fragmentada num canto da memória.

  • Ariel 22/04/2013 at 17:47

    No antiquário viu uma tela, o retrato da avó ainda jovem – Ela precisava da grana, disse o dono.

  • sandra 22/04/2013 at 18:24

    Eu pensava que te conhecia quando apenas te amava.

  • Lorena Luleara Freitas 22/04/2013 at 19:23

    Dormi. Acordei. Monotonia. DIARIAMENTE. Um sorriso. Quente. O monótono vira agitado. Dormi. Acordei. Monotonia? Foi embora. Para sempre.

  • Tarlei Martins 22/04/2013 at 20:31

    Quando nasceu, um anjo baldio desses que fingem brincar de Deus disse: “Vai, menino, ser feliz na vida!”. E ele foi.

  • Luis Carlos Durans 22/04/2013 at 21:36

    Noutra esquina donde vinha, Elisa se foi duma vez, como uma vogal atônita(ca) dalgum adágio mineiro.

  • Gepeto 22/04/2013 at 21:44

    Aquele pássaro cantava com alma de tenor. A pedra sem alma.

  • Luis Carlos Durans 22/04/2013 at 21:50

    Densa névoa invade a retina do leitor incauto; míope, endossa ideias aguadas. Peste, esse coaxar fátuo.

  • Josmar 22/04/2013 at 22:23

    Nasceu sorrindo, viveu sorrindo sem saber o porquê, se descobriu não sei, mas morreu chorando

  • Pedro Henrique 22/04/2013 at 22:29

    Cruzou, fecundou, botou, descascou.Vai pia,pia,pia logo vira as correntes marinhas.O que seria? Oh! tartaruga da Bahia.

  • Gepeto 22/04/2013 at 22:44

    O pai conta uma historinha e ela adormece com um sorriso.

  • David Waisman 22/04/2013 at 22:58

    Para o III Concurso de Microcontos, lá vai minha primeira participação:
    Minhas patas se debatem, sei do meu fim. Vingo-me sujando com a baba branca espremida de meu corpo a sola do chinelo de Giselle Bündchen.

  • Sylvia 22/04/2013 at 22:58

    Espancado por intenção de roubo. Bem em questão: seu próprio carro. Razão do engano: era preto e desdentado.

  • Sylvia 22/04/2013 at 23:00

    Depois das roupas, jóias e carros, quis comprar a própria alma. Chegou tarde.

  • Sylvia 22/04/2013 at 23:00

    Decidiu ser palhaço porque não tinha mais nenhuma lágrima.

  • David Waisman 22/04/2013 at 23:03

    Para o III Concurso de Microcontos, aí vai minha segunda e última participação (substitui a primeira, caso esta apresente problema jurídico):
    Minhas patas se debatem, sei do meu fim. Vingo-me sujando com a baba branca espremida de meu corpo a sola do chinelo de Franz Kafka.

  • Alan Djayce 22/04/2013 at 23:31

    A terra batia na madeira. – Já foi tarde.

  • Rogério F. Glass 22/04/2013 at 23:32

    Chegou de viagem do exterior e seu pai perguntou sobre as diferenças. Conhece os Flinstons e os Jetsons? Pois é, nós somos os Flinstons…

  • Rogério F. Glass 22/04/2013 at 23:33

    Sentou. Pediu cana. Bebeu. Pensou no passado. Bebeu mais. Sentiu o presente. Futuro encanado. A conta. E o noivo saiu para casar, incerto.

  • Rogério F. Glass 22/04/2013 at 23:35

    Saíram juntos, poesia, luz de velas, petit gateau. Foram à casa dele, música, penumbra, vinho Bordeaux. Cama, sussurros, arte, e ela gozou.

  • alan kevedo 23/04/2013 at 00:22

    PARA QUANDO EU CHEGAR AOS SETENTA

    Os anos sessentas corriam soltos e como dia e noite havia neles, sem maniqueísmo algum e religiosamente maniqueu, o lado bom e o lado mau.
    Do lado mau, não vamos nos lembrar de nada. Queremos recordar aquelas músicas, que tinham o poder de nos tornar os maiores sonhadores desde os poetas de todas as épocas pretéritas. E , eternamente , nas paredes de nossa memória, andando de bicicleta, usando minissaia, estão aquelas garotas.
    Súcubos, ninfas, ninfetas e deusas, como Elisabeth Taylor, povoavam nossos sonhos. Vivíamos, como se todos nós fôssemos os protagonistas de histórias de amores eternos, embalados por uma juventude eterna com a qual o pobre do Ponce de Léon havia sonhado, mas somente a nós os deuses haviam revelado.
    Mas os deuses precisavam cumprir o que estava escrito. Agora, em vez de dividirem o próprio ser humano, como no relato “O Banquete”, de Platão, dividiram nossas mulheres.
    No lado claro da vida permaneceram delas, como Madonna, Lady Gaga e as FEMEM e também as de magnífico caráter e honestidade, como Daniela Mercury e sua digníssima esposa e tantas outras.
    Do lado escuro da vida ficaram, não diríamos todas as religiosas, não somos religiosos para ficar, por aí, demonizando a torto e a direito, não. Mas, a bem da verdade, que o segmento religioso forneceu mesmo o maior contingente, para o lado escuro da força, forneceu sim. São aquelas que abandonaram Jesus, glorificam homens, “torcem”, em vez de ter FE, não se importam se suas lideranças engordam contas bancárias, enquanto muitos dizimistas fingem que recebem tratamento, nesse sistema de saúde brasileiro, pior, nunca leram o “livro” que dizem ser “A Palavra de Deus”, livro que não passa por um exame mais acurado de quem domina o latim, o grego e o hebraico. Nós que já tivemos a paciência de lê-lo, entendemos que nele só se salvam O Sermão da Montanha e as parábolas de Cristo e que dele devemos salvar o judaísmo, que não é religião, e Jesus, que não era religioso.
    Alan, obrigado, mas o limite é de 140 toques.

  • Fred Monteiro 23/04/2013 at 00:38

    A missão é bipt convocar uma plenária vg comprar uns deputados vg ganhar as eleições et perpetuar-se no poder PT SDS

  • Kalleman 23/04/2013 at 03:40

    Comportamento agressivo? oh não é a Apneia que promete um show de “estrelas decadentes”.

  • Marcelino Antonio de Medeiros Nobrega 23/04/2013 at 06:43

    João extirpou 3 costelas. Delas nasceram Isaura; Carolina e Maria Ângela. Conheceu-as carnalmente e teve 20 filhas e 86 netos.

  • Rogério Menani 23/04/2013 at 11:26

    Era pobre, mas viu aquilo e teve a idéia. Criou empresa, enriqueceu. Na crise, faliu: perdeu idéia, empresa e dinheiro. Voltou ao normal.

  • Rogério Menani 23/04/2013 at 11:30

    Estava até alegre, mas veio a notícia: câncer. Tratamento, luta, derrotas. E o veredito aflorou: tinha vencido. Voltou a alegria!

  • Rogério Menani 23/04/2013 at 11:34

    Se olharam na livraria. Cama, cama e mais cama. Ao altar, com pompa. Mas ele era doente: em outra livraria, buscou qualquer olhar.

  • Luis Carlos Durans 23/04/2013 at 11:52

    Anacoretas discutem solipsismo entre quatro paredes; prescindem de cilícios: salvar-se-ão juntos.

  • lucelia 23/04/2013 at 13:35

    Roupas que dançavam no varal ao som do vento,agora choram por perderem seu perfume!

  • Andreya Cardozo 23/04/2013 at 14:18

    Minha mente, desbaratinada, bebe tua sede de me pensar.

  • Daniel Medeiros 23/04/2013 at 14:46

    Chegou em casa em frangalhos. Cansada de dar pena. Dormiu sem dar um pio,mas acordou com um galo. Botou um ovo para ferver e saiu pra lida.

  • Daniel Medeiros 23/04/2013 at 14:50

    No zoológico, não se falava de outra coisa. “Deu zebra,deu zebra”, gritava o papai listrado, todo orgulhoso.

  • Humberto Marcos Balaniuc 23/04/2013 at 14:57

    “Defenestremo-nos!” bradou do sexto andar o líder kamikase.

  • Humberto Marcos Balaniuc 23/04/2013 at 14:58

    Um estampido, corpo ao chão. Quem vai contar para a mãe?

  • Daniel Medeiros 23/04/2013 at 15:01

    Jerry estava para perguntar o que realmente se passava com Tom quando encontrou a caixa de Clozapine e entendeu tudo.

  • Bete Bissoli 23/04/2013 at 15:16

    Chegou devagar, esmagou meu peito, deu um nó na minha garganta, queimou meus olhos. Passou correndo pelo meu rosto, caiu e foi embora.

  • Bete Bissoli 23/04/2013 at 15:19

    O equívoco disse: “tem dias em que a gente pena pelo que não vale a pena”. Gravei! Foi preciso!

  • Alexandre Gaioto 23/04/2013 at 17:55

    Põe a mão aqui. Isso. Aperta bem. Mais força no mindinho. Quase estrangulando. Assim. Viu? Como é grande o meu amor por você?

  • Edson Rossatto 23/04/2013 at 19:36

    Em volta dele fadas, dragões, elfos… “Isso não existe!”. Sumiram. O adulto nasce, a criança morre. (Edson Rossatto)

  • Edson Rossatto 23/04/2013 at 19:36

    Peixes e aquário. Separaram-se pelo signo. Anos depois, tristes, deixaram de acreditar em horóscopo. (Edson Rossatto)

  • Edson Rossatto 23/04/2013 at 19:37

    Conseguiu comprar uma casa na Paulista. Foi a sexta vez desde que começou a jogar Banco Imobiliário. (Edson Rossatto)

  • Marcelino Antonio de Medeiros Nobrega 24/04/2013 at 07:29

    Os tubarões de Boa Viagem aprenderam a fazer vôos rasantes pela areia. Hoje levei minha família pra passar o dia na praia…

  • Roberto Bahiense 24/04/2013 at 11:02

    Os crisantêmos, comprados na última hora, foram deixados lá, sobre o granito frio, mercê de si mesmos. Pensou em juntar-se a ela.

  • Elvis Souza 24/04/2013 at 11:51

    Poesia é uma partícula do meu ser, que empreguinou-se em minhas entranhas, meu corpo, m’alma, por fim, o espírito. Ela estará por toda parte, em mim habituou-se a morar.
    Souberam de tal existência, quizeram-na roubar de mim. Mas ardiloso nada declamei.

  • Ronaldo Pereira Lima 24/04/2013 at 14:30

    Ao matá-la ele descobriu: quanto mais se é forte mais se está só, ao olhar para trás, a fraqueza ( e não a lei) o alcançou.

  • Ariel 24/04/2013 at 17:40

    Quando o primeiro raio de sol brilhou na poça d’água, ele lembrou do cavalo no toco, e partiu pra lida.

  • Bruno Pereira 24/04/2013 at 18:36

    Conheço a esposa na sua despedida de solteiro.

  • Bruno Pereira 24/04/2013 at 18:37

    Conheceu a esposa na sua despedida de solteiro.*

  • Bruno Pereira 24/04/2013 at 18:41

    Pra sorte do gato, o (cachorro) está preso nos parênteses.

  • Bruno Pereira 24/04/2013 at 18:46

    Brigou com marido. Passou no posto pra abastecer. “Completa, senhora?” – perguntou o frentista. “Vazia, moço, vazia” – respondeu sem pensar.

  • Karla 24/04/2013 at 18:54

    Perdera-se. Suspirou. Encheu-se de coragem, abriu os olhos e disse: A vida não cabe em 140 caracteres. Encontrou-se.

  • Catharina Melo 24/04/2013 at 19:02

    Em plena tarde de verão, o homem gelado não derretia: o amor foi assassinado com uma chave inglesa na sala de estar pelo encanador. E a ex.

  • Catharina Melo 24/04/2013 at 19:04

    Amei e escrevi um poema. Ele recebeu e leu o poema na frente de todos os nossos amigos, na sala de aula. Mudei de escola.

  • Catharina Melo 24/04/2013 at 19:11

    Amava e desamava como quem trocava de roupa, até conhecê-lo, amá-lo e ser trocada por uma versão mais nova. Manteve-se nua.

  • Marcelino Antonio de Medeiros Nobrega 24/04/2013 at 19:21

    Tupinambá tem sua receita de carne branca ao molho de maracujá elogiada por todos. Ai ai tadinhos dos prisioneiros portugas!

  • Adriano 24/04/2013 at 19:37

    O silêncio precedia a catástrofe. Com a explosão, a família toda morreu. Menos o bebê que continuou dormindo. É o diabo, dizem os vizinhos.

  • Adriano 24/04/2013 at 19:37

    Partiu para a maior aventura de sua vida e, no início da jornada, descobriu que esquecera o cachecol e levara juízo em excesso. Voltou.

  • Felipe Holloway 24/04/2013 at 20:20

    Ajudava o pai na funerária. Apaixonou-se por alguém que não lhe quis. Ela morreu num acidente. “Seja breve”, disse o pai, trancando os dois.

  • Rosana Diôgo de Lima 24/04/2013 at 20:27

    Cai na minha rede para que eu, timbale, soe vivas à chegada. Dito isso, desligou o computador e em segundos, já roncava.

  • Dida Gomes 24/04/2013 at 20:49

    Tito conheceu o Twitter. Com tuíte conciso e reply monossilábico, seguia com sua vida na rede. Por fim, não morreu,apenas virou um pássaro azul.

  • Mário Portolese Netto 24/04/2013 at 21:23

    Fundou o clube dos suicidas, depois depois que todos, cada um levando parte da sua tristeza, se mataram, saiu feliz e curado.

  • Weslley Almeida 24/04/2013 at 21:31

    CIBERMAN
    Hoje, acordei e baixei minha nova versão: 3.0. Um slide de três décadas se passou. Em 3D vi o futuro se aproximando…

  • Weslley Almeida 24/04/2013 at 21:32

    LEI SECA
    Todos vinham dirigindo sóbrios. Mas eu vinho na contramão.

  • Gerson Guelmann zs 24/04/2013 at 21:32

    Tantas vezes o jarro vai a fonte que devagar se vai ao longe. E ainda sobram cântaros.

  • Nelson Pedra 24/04/2013 at 21:34

    Ele procurava por algo novo na vida. Abriu o pacote,cheirou o pó e encontrou a morte.Ali estava algo novo.

  • Weslley Almeida 24/04/2013 at 21:36

    MITO DO FOGO
    Vieram, Vênus e Cupido; levaram Pyros a Prometeu… faíscas de Vulcão.

  • Gerson Guelmann zs 24/04/2013 at 21:39

    Ora (direis) contar as letras! Certo Perdeste a conta!” E eu vos direi, no entanto, Que, para não excede-las, muita vez desespero

  • Nelson Pedra 24/04/2013 at 21:40

    O Barão e a Baronesa transavam quando ele sofreu um infarto. Ela recorreu ao vibrador.O Barão morreu e ela conquistou mais um orgasmo.

  • William Gonçalves 24/04/2013 at 21:43

    A princesinha entrou na casa da bruxa só para espionar. Ao ser descoberta, teve o mesmo destino da velha.

  • William Gonçalves 24/04/2013 at 21:45

    Já estava deitado em sua cama quando ouviu bem de longe o som das sirenes. Poderia dormir tranquilamente, pois cumpriu sua vingança.

  • Nelson Pedra 24/04/2013 at 21:47

    Certo dia num passado não muito distante, todos os filhos da puta reunidos resolveram criar os impostos em cascata.

  • William Gonçalves 24/04/2013 at 21:48

    Aquele anjinho em forma de menina alegrava a todos da pracinha com suas brincadeiras, até que um dia ela foi brincar no céu.

  • Elvis Souza 24/04/2013 at 21:55

    Levou as mãos à direção do infinito céu. Emocionado, pediu por chuva, gritava, – manda-me toda chuva que puderes. E a chuva obediente veio. Arrependido ficou. Inundou, perdeu a colheita.

  • Mauro Godoy Prudente Filho 24/04/2013 at 22:07

    Os pensamentos viajam dispersos, lembranças que cabem na palma de uma mão. Um novo começo de uma história sem final.

  • J leonardo s gayer 24/04/2013 at 22:14

    A propagação perene padece principalmente pelos principios puramente plantados por pessoas pequenas e provincianas.

  • Valderi Veras 24/04/2013 at 23:51

    Ririas: serias como um sólido!

  • Gabriel Soares Eduardo 25/04/2013 at 00:27

    Dormiu olhando o guarda-roupa.
    O entardecer é tirano em seu auge.
    Se abriu a porta da arca?
    Só lhe resta agora saudade.

  • Gabriel Soares Eduardo 25/04/2013 at 00:33

    -Mamãe, hoje eu aprendi a contar.
    -Que baum meu fio. Entaum ocê já pode ler o jornau pra mim?

  • Evandro Padilha 25/04/2013 at 00:38

    Como sinto sua falta! Seu calor me faria tão bem; comentou a mulher que esquecera seu casaco no carro, em pleno inverno londrino.

  • Evandro Padilha 25/04/2013 at 00:57

    Verbo pagar e o ciclo da vida: Pagam quando nasço, pagam enquanto cresço, pago pra comer alguém, pago o reino dos céus (dízimo)e pagam meu funeral, e ainda dizem que dinheiro não traz felicidade…

  • Acsa Serafim 25/04/2013 at 09:16

    Morria de medo do mar. Leu um livro de auto-ajuda para superar os medos, vendeu o video-game e viajou à Fortaleza. Morreu afogado.

  • Guga Pierobom 25/04/2013 at 09:25

    Um homem jogou uma moeda na fonte, desejando algo. Outro homem mergulhou e apanhou a moeda.

  • Guga Pierobom 25/04/2013 at 09:26

    — E a pergunta que vale um milhão: como se pronuncia Nietzsche?
    Morreu pobre.

  • Leonardo José Andriolo 25/04/2013 at 09:34

    Pungido pelo poema, partiu para Pasárgada.
    Porém, passada a primavera, prostrado pela paixão, preferiu Pindamonhangaba.

  • Afonso 25/04/2013 at 10:13

    Almoço
    À mesa, entre eles, o silêncio e o saleiro de vidro.

  • Fernando Birman 25/04/2013 at 11:07

    Cem dias de suor e lágrimas. Era quase o meio do caminho, quando o peregrino parou. Estava ali pelo meio e não pelo fim. Então, voltou.

  • Thaty Marcondes 25/04/2013 at 11:10

    Li o jornal, sem perder letra ou linha. Até esqueci o destino que me aguarda, envolto na cortina retinta de tristeza. Afinal, peixes não dormem.

  • Thaty Marcondes 25/04/2013 at 11:12

    Despertou ensanguentada, quebrada, roupa em desalinho, dor, ressaca. Apressada, saiu comprar um corpo que lhe servisse em tamanho e modelo.

  • Thaty Marcondes 25/04/2013 at 11:13

    Ada, aqui, tudo bem. Chegada conturbada, ninguém à espera. Tentei voltar, impossível. De camisolão, agora toco harpa. A nuvem é até confortável.

  • Thaty Marcondes 25/04/2013 at 11:19

    TATOO: Tenho a pele tatuada, num trabalho árduo da vida, que me imprime suas imagens com a tinta invisível e indelével dos meus dias.
    Cara Thaty, este post, o quarto, será desconsiderado. Obrigado por inscrever os outros três.

  • Valderi Veras 25/04/2013 at 12:51

    Sentado, afrodescendente explica as três idades à neta: Quando criança me chamavam de neguin; crescido, virei negão. Hoje, dizem nêgo véi!

  • Tarlei 25/04/2013 at 13:46

    Veio ao mundo para cantar. E cantou a vida inteira. Cantou até morrer, não sem antes descobrir, em pleno canto, que a vida cabe num pio.

  • Thaty Marcondes 25/04/2013 at 14:03

    Desculpe, esqueci que eram até 3… rs

  • Felipe Holloway 25/04/2013 at 14:05

    Sonhou com a extinção de sua espécie. Quando acordou, o asteroide ainda estava lá.

  • Felipe Holloway 25/04/2013 at 14:25

    O mais belo trabalho do ghost-writer era uma carta de suicídio. Recebeu uma ligação: ela não se mataria mais. Foi seu primeiro assassinato.

  • Tarlei 25/04/2013 at 15:39

    Uma vida em 140 pios? Oi? Ah! Eram 140. Oh, Deus, o que é que eu faço agora? Oi? 60? Daqui a pouco a vida está por um pio. É agora.

  • Francisco José Gomes Correia 25/04/2013 at 17:41

    O pai saía com mulheres. A mãe apenas olhava o filho com olhos tristes e mudos. Pensava: ele me vinga.

  • Francisco José Gomes Correia 25/04/2013 at 17:42

    A professora, vestido curto, dava aula de educação sexual. A turma assistia ansiosa para chegar em casa e praticar.

  • Bete Bissoli 25/04/2013 at 18:06

    A vergonha foi tanta que a faixa branca aproveitou a distração das cores, soltou-se da haste e fugiu. Fez-se breu. Era ela quem emitia luz!

  • Ariel 25/04/2013 at 18:09

    Enxugou o suor da testa com a camisa e inspirou o cheiro da terra virada pelo arado. Precisava comprar sementes.

  • Valderi Veras 25/04/2013 at 18:20

    Cedo de manhã, é ela quem abre a porta da varanda, as janelas da sala, e a luz entra.
    O sol semiclareia o quarto pelas frestas da janela.

  • Zanine Tomé 25/04/2013 at 19:50

    Sem tempo nem espaço, o apaixonado, desesperado, refém dos dissabores do destino, oferece à amada as reticências, que alimenta sua alma…

  • Raul Albuquerque 25/04/2013 at 22:09

    Tragédia pessoal: ontem, solteiro; amanhã, viúvo.

  • Raquel Freitas 25/04/2013 at 22:36

    Seguia, sem olhar para trás. Lágrimas lhe brotavam aos olhos, na cabeça, a lembrança “não te amo mais!” No coração, muita pena de si mesmo.

  • Edweine Loureiro 25/04/2013 at 23:03

    Quando despertou, o dinossauro já o devorava.

  • Edweine Loureiro 25/04/2013 at 23:05

    Sabes nadar? – perguntou-me um irritado Caronte.

  • Edweine Loureiro 25/04/2013 at 23:06

    Fim de jogo: e o crack venceu o craque.

  • Daniel 25/04/2013 at 23:15

    “Assim começa e termina, pouco me lixo para o miolo.” “Pode haver uma barata no miolo.” “Não me preocupo mesmo assim.”

  • Fernando Birman 25/04/2013 at 23:15

    Estava no quarto 212 cercado pelo fogo de um hospital em chamas. Aquele calor iria me devorar. De repente, acordei! Acordei num hospital.

  • Tarlei 26/04/2013 at 09:52

    Uma vida em 140 pios? Oi? Ah! Não mais 140. E agora, Deus, o que é que eu faço? Não! 60? Não demora e a vida estará por um pio. Agora vai.
    (Nova versão para microconto já inscrito).

  • Denivaldo Piaia 26/04/2013 at 11:09

    Abre-se o brete.
    “Oito segundos para a fama”, pensa o peão.
    Em oito segundos já era manchete na TV:
    “Peão morre pisoteado pelo touro”.

  • Denivaldo Piaia 26/04/2013 at 11:10

    Atropelado pelo trem, o homem perdeu a perna esquerda.
    Sim, o restante foi todo encontrado.

  • Denivaldo Piaia 26/04/2013 at 11:16

    Afinou o violão e deu um acorde em MI, mas o vento soprava em FA, enquanto a chuva caía em SI. O SOL não saiu. Oh, DÓ…

  • Felipe Carriço 26/04/2013 at 17:11

    Assassinou o protagonista do livro fazendo-o comer página por página de sua autobiografia. (Felipe Carriço – @Carrico)

  • adilson xavier 26/04/2013 at 17:56

    O romance da mulher barbada com o engolidor de espadas despedaçou-se, quando ela se depilou em particular e ele se engasgou em público

  • adilson xavier 26/04/2013 at 18:02

    Menina, nem te conto, ela disse. Em seguida se desdisse, contou. Não dá pra se contar com esse tipo de gente.

  • Wilame Prado 26/04/2013 at 18:09

    Venta demais. A saboneteira caiu da janela do banheiro do quinto andar. Ela olha para baixo. Mesmo sem espuma, opta pelo banho.

  • adilson xavier 26/04/2013 at 18:26

    Senhoras e senhores, tenho dito. Finalmente um discurso honestamente vazio. Governantes se inquietaram, censores odiaram. O povo aplaudiu de pé, mesmo sem entender.

  • Rebeca Dayan 26/04/2013 at 19:21

    Na hora da aposentadoria toda sua vida funcional cabe em uma pasta.Um basta funcional numa pasta sem vida,sem histórias,sem passado…

  • Anna Beatriz Mattos 26/04/2013 at 19:33

    aqui há um cão que ladra. um cão que morde. esse cão sou eu.

  • Milton Lima 27/04/2013 at 01:26

    No escritório, a faca transpassou o peito do advogado. Sinos ao longe, estertores, a insatisfação numa voz irada: SÓ A MORTE É INSOFISMÁVEL!

  • Milton Lima 27/04/2013 at 01:34

    Se vivo Quintana fosse, sobre as citações apócrifas a ele atribuídas, irritado, tuitaria “Deixa em paz os passarinhos, deixa em paz a mim”

  • Sonia Salim 27/04/2013 at 01:46

    Ela pensou em sair por aí e viver com tanta intensidade a ponto de não poder mais encontrar o vazio de seu coração.

  • Sonia Salim 27/04/2013 at 02:04

    E o amor surgiu assim tão de repente e da mesma forma ia embora sem deixar vestígios. Ele tinha uma alma sensível, liberta e nua.

  • Sonia Salim 27/04/2013 at 02:16

    Ele era um sonhador e a lua a sua companheira fiel de todas as noites. Mas quando ela desaparecia, ele chorava gotas de saudades.

  • Jose Almeida 27/04/2013 at 02:20

    Tocou uma fuga e adormeceu sobre as teclas do piano; as ideias, sustenidas, os desejos, bemóis.

  • geraldo trombin 27/04/2013 at 10:01

    ELEVADOR
    Terceiro andar.
    – Desce?
    – Desce, mas estou com o lixo!
    – Não tem problema: às vezes tem gente pior!

  • geraldo trombin 27/04/2013 at 10:02

    ATRASADINHA
    Papo entre a hora e o relógio:
    – Queria acertar os ponteiros com você!
    – Tarde demais. A fila andou. Agora sou outro, sou digital!

  • geraldo trombin 27/04/2013 at 10:02

    FRUTINHA
    Na hora da sede, eles sempre caem de boca em mim. Sou frutinha, mesmo! Sim, sou gay, Gatorade Uva! E Feliciano não me representa.

  • Carla 27/04/2013 at 12:27

    Ela chão, ele divã. Ela terra, ele ar. Ela dança, ele pensa. Ela sente, ele mente. Ela curva, ele reta. Ela energia, ele nem pensar.

  • Carla 27/04/2013 at 12:27

    Ela antítese, ele tese. Ela belo, ele sublime. Ela estética, ele ética. Ela canta, ele desencantamento. Ela Buda, ele nem pensar.

  • Carla 27/04/2013 at 12:27

    Ela mora em Santa. Ele, em Ipanema. Ela, jovem. Ele, passou dos 50. Ela, noturna. Ele, diurno. Ela, psicanálise lacaniana, ele nem pensar.

  • Ana Lucia 27/04/2013 at 13:23

    Hoje me fiz uma promessa: não esquecer de lembrar para depois não deixar cair tudo no esquecimento.

  • Ana Lucia 27/04/2013 at 13:34

    Em casa. É fim de inverno. Lá fora há um grande silêncio e a árvore em frente ao prédio cheira a jasmim.

  • Ana Lucia 27/04/2013 at 13:47

    Pra ele eu não soube e não sei explicar que gosto é desse lusco-fusco, desse estar entre, desse desassossego, dessa coisa incompleta por completar-se.

  • Amanda 27/04/2013 at 17:18

    Soube que o amor acabara, pois, ao beijá-la, sentiu nojo do gosto de tabaco.

  • Felipe Holloway 28/04/2013 at 00:33

    Do hospital, o fim de seu tuíte emocionado era: “meu segundo filho nasceu”. Recebeu os parabéns. A palavra que não coube no limite: morto.

    ______
    P.S.: sei que este não poderá concorrer, posto que já postei outros três. Mas é que esse negócio vicia, rs.

  • Joakim Antonio 28/04/2013 at 05:06

    Ele, na sede dela, cede a tentação. “Quero morrer entre teus seios!”. Ela, na sede dele, cede um mergulho, que o afoga de tesão.

  • Francisco José Gomes Correia 28/04/2013 at 10:11

    Quando o pai embriagado levou a primeira queda, o filho não teve tempo de rir. Recolhia no chão os cacos do ídolo.

  • Moises Herszenhorn 28/04/2013 at 11:04

    Só retornaria ao passado se continuasse a avançar, não conseguia abrir mão de explorar seu caminho, só o cachorro o retardava

  • Nathalia Kelly 28/04/2013 at 22:21

    Ele era um libertino. Ela, amante da literatura. Conheceram-se. Não passou disso. Mal sabiam que eram almas gêmeas. Ah, o preconceito!

  • Tassia Setti 28/04/2013 at 22:46

    O sorriso de prazer que dava ao encostar a lâmina na própria carne escondia um filete de rubro desespero.

  • Elvis Souza 29/04/2013 at 01:50

    Sentado no meio fio, cansado. A mulher perguntou-lhe, Daniel o que faz aqui? Esperando à Celeste. Amor, nossa filha está morta, quando vai aceitar isso?

  • Eduardo Martins 29/04/2013 at 08:58

    Achou a tampa de sua panela. Mas, se arrependeu ao perceber que ela a fazia chorar em tempos de ebulição.

  • Eduardo Martins 29/04/2013 at 08:59

    Em uma passeata pela libertação sexual fizeram uma homenagem a ménage à trois em um papel A3.

  • Eduardo Martins 29/04/2013 at 09:11

    Tinham que ir sempre ao mesmo cinema: O Sine Qua Non.

  • Cristina Judar 29/04/2013 at 12:36

    Há camadas de vida entre o velho e o que ele observa. Como nas ilustrações da Terra partida ao meio, o magma é sua alma. Olhos de erupção.

  • Daniele Volpato 29/04/2013 at 14:38

    Ela nunca twitou. Ironicamente morreu pelo twitter. Descance em paz em 140 toques. Tudo foi sempre pouco pra ela; “Aqui jaz um twitti.”

  • Daniele Volpato 29/04/2013 at 16:31

    E na manhã seguinte ela acorda. Bate a porta. E o que deixa? Inspiração para uma vida inteira.

  • Sueli Ramôa 29/04/2013 at 16:43

    Tenso e quieto estava o corpo na janela, enquanto a alma distraída e solta dava voltas no salão.

  • Celso Alves 29/04/2013 at 16:58

    Para provar a sua coragem, Ivan jogou roleta-russa e apertou o gatilho duas vezes, sem perceber que havia morrido na primeira.

  • Celso Alves 29/04/2013 at 17:00

    Jonas apertou o último parafuso e ligou a máquina do tempo. Erro. Jonas apertou o último parafuso e ligou a máquina do tempo. Erro. Jonas…

  • Douglas MCT 29/04/2013 at 19:38

    Era uma vez.
    Não houve mais.
    Fim.

  • Douglas MCT 29/04/2013 at 19:40

    O pato era feio, bico torto, mancava duma pata. Sofria bullying na lagoa. Malhou, fez plástica, virou cisne. Afogou-se no próprio reflexo.

  • Douglas MCT 29/04/2013 at 19:41

    Começou com adoleta. Le peti petecolá. Les café com chocolá.
    Então cresceu. A vida é ligeira, não é brincadeira. Depois morreu.

  • João Ferro 29/04/2013 at 21:08

    Enquanto isso, no Twitter, ELA “cento-e-oitentamente” teclava: “OBRIGADO”. Ele, irritado, respondia também erradamente: “OBRIGADA você”.

  • João Ferro 29/04/2013 at 21:08

    A telefonista, errando o nome de Gerônimo, disse: “Sr. Gerúndio, eu vou tá tentando tá ligando pro meu gerente pra tá resolvendo o seu problema.”

  • Pedro 29/04/2013 at 21:10

    Quando o pai voltou de viagem, o filho correu a abraçá-lo. Em casa, a mulher sentindo saudade do marido que não voltou, e do filho se foi.

  • Sidney mauricio dos Santos 29/04/2013 at 21:14

    Era uma vergonha diferente. Calada mas muito chocada, era uma vergonha do outro, uma vergonha do próximo… vergonha alheia.

  • João Ferro 29/04/2013 at 21:14

    No cérebro de um megalomaníaco, o clímax do ego foi alcançado quando Tico(a) e Teco(a), acasalando, alcançaram o orgasmo juntos(as).

  • Sidney mauricio dos Santos 29/04/2013 at 21:17

    E passou a vida a lamentar. Lamentou o céu, o mar, o doce, o fel das palavras, o sal dos corpos em êxtase e sua vida se foi. Lamentavelmente

  • Sidney mauricio dos Santos 29/04/2013 at 21:21

    Mara mirava a mora dos mares e dos marinheiros. Mirou um muro, morou na maravilha de um mero maracá murmurante.

  • Thais Emilia 29/04/2013 at 21:52

    Foi arrancada do caule com brutalidade. Vingou-se ao sentenciar para as mãos apaixonadas que a despetalavam: “mal-me-quer”.

  • Thais Emilia 29/04/2013 at 21:54

    Ele perguntou como ela estava. Ela respondeu “tudo azul”. Desmentiam-na os olhos vermelhos e o sorriso amarelo.

  • Alexandro de Camargo 29/04/2013 at 22:18

    aperta o sapato aperta o passo aperta a angústia aperta o laço
    não há perto um botão

  • Alexandro de Camargo 29/04/2013 at 22:20

    O tempo passa
    Varre amores e inimizades
    Cozinha a saudade em fogo brando
    Com calma, lava até a alma
    Mas, não se iluda: não é seu empregado

  • Alexandro de Camargo 29/04/2013 at 22:21

    Esse chão que piso não estava aqui bilênios atrás. Há um trilhão de motivos para acreditar nisso. Só um é preciso: também não estarei mais.

  • Luiz Carlos Vasco 29/04/2013 at 22:30

    O PT do mensalão foi 110 milhoes agora o PT do X já ta em 10 bilhões. 100 vezes mais. E ninguém vai preso? Esse é o Brasil hoje.

  • Dilson LD 29/04/2013 at 22:49

    Só seremos bem sucedidos se tivermos quatro características: trabalho, produtividade, aperfeiçoamento, e … vai filho, descobre logo qual é a outra e nos tire desse aperto.

  • Dilson LD 29/04/2013 at 22:50

    E seu espírito rebelde impedia-o, foi o tempo mau de sua existência, de aceitar e crer nO Ressuscitado.

  • Luiz Carlos Vasco 29/04/2013 at 23:03

    Depois de comer um bom virado, eu fui dormir e tive um sonho lindo: sonhei que tava acordado, levatei pra ver e tava dormindo!

  • Fernando Borges 29/04/2013 at 23:03

    Ao abrir os olhos saltaram de si uma lágrima e algumas palavras-Chuva, gosto quando desliza sobre a pele o seu grito de poesia.

  • Fernando Borges 29/04/2013 at 23:08

    O tempo nos ensina os sinais da vida: exclama-se, interroga-ti e ponto final.

  • Fernando Borges 29/04/2013 at 23:14

    Olhou para o céu e disse: – No calor da noite até as estrelas se tornam líquidas dentro de mim.

  • Alexandre Spatuzza 30/04/2013 at 00:12

    CONTO DE PENÉLOPE – Às sextas, descia a Augusta, linda, montada, tecendo sonhos. Aos sábados, subia a desmanchar ilusões.

  • Alexandre Spatuzza 30/04/2013 at 00:13

    CONTO DO TIETÊ – Vinda do sertão, desceu na plataforma certa, carregando sonhos. Só viu que estava na cidade errada anos depois.

  • Alexandre Spatuzza 30/04/2013 at 00:22

    Matou o 1º por defesa. O 2º, por dever. O 3º, por vingança. O 4º, por prazer. E, só, numa manhã destas, matou-se: era o 5º, pra parar de matar.

  • Alexandre Spatuzza 30/04/2013 at 00:29

    ps minha persona (?) no twitter é @contosurbanos visite-o.

  • JOAILCE AZEVEDO WAISMAN 30/04/2013 at 08:04

    Para o concurso de contos:

    Parou, o coração aos saltos. Era. Não era. O carro passou muito depressa.

  • Rafael Dyxklay 30/04/2013 at 08:38

    No princípio era.

  • Telma 30/04/2013 at 10:00

    Como todos os outros, só queria sexo. Como nenhum outro, foi inesquecível.

  • Telma 30/04/2013 at 10:02

    Após a receber o prêmio, olhou para o teatro. O lado de fora trazia lembranças da infância. Acabou fazendo uma rápida careta.

  • thais saccardi 30/04/2013 at 10:22

    Acordou assustado, correu para o pasto e se deparou com as vacas. Anoréxicas.

  • Diego Ciro Costa de Lima 30/04/2013 at 10:38

    Toda prosa é um toque, mas será que todo toque é uma prosa? Espero que antes que eu me desespere terminem esses malditos 140 caracteres!

  • Diego Ciro Costa de Lima 30/04/2013 at 10:42

    Para deixar meu legado na terra, será que vale plantar bonsai, deixar meu sémen congelado e dar uma deliciosa tuitada?

  • Diego Ciro Costa de Lima 30/04/2013 at 10:43

    Conto um, conto dois, conto três. Até que chegue ao conto cento e quarenta, quantas contas farei?

  • Douglas 30/04/2013 at 11:12

    Você deve refletir muito, não há duvidas.
    As palavras que escreverá devem…
    precisam ser as que… precisam de…
    Não! Não lembre-se que não há mais nada a dizer!

  • Marcelo Gutierres 30/04/2013 at 13:42

    Ela passou por ele. Ele se encantou. Ela nem percebeu. Ele correu para uma floricultura. Rápido, flores, por favor.

  • Marcelo Gutierres 30/04/2013 at 13:43

    Maior decisão de todos os tempos. 35 da segunda etapa. Aquece logo! Em dois minutos estava lá. Aos 42, pênalti. Uma vida escorre pelo rosto.

  • Marcelo Gutierres 30/04/2013 at 13:46

    Pra onde, senhor? Siga aquele carro. Giraram pela cidade. Para, para, para! Que isso na sua mão? Fica com o troco. O resto, cê não viu nada.

  • Gabriel de S. C. Evelin Coelho 30/04/2013 at 14:56

    Da varanda, ele assistia a tarde descolorir, dividido entre o fim e o recomeço.

  • Marcela Pedrosa 30/04/2013 at 15:26

    – Marta, se agente cair do sétimo andar, agente vive?
    – Acho que não Pedrinho
    – Ah… Se vivesse, eu caia.

  • Afonso 30/04/2013 at 15:30

    Levou um fora no tuíter, desabafou no face, apagou os bons momentos no instagram, se inscreveu no badoo. Constatou que sofria à moda antiga.

  • Rafael Dyxklay 30/04/2013 at 15:47

    Traiu e tinha medo. “Vestirei branco se puder salvá-lo”. No dia seguinte, branco. Para honra da mãe, infla o peito. No alto, a guilhotina.

  • Clarice Linden 30/04/2013 at 15:55

    Nos braçosdo amanhecer vestido de algodão,penas de ganso,e tímida perfumaria,o travesseiro sonhava que era galã e sorria.

  • Fernando Torres 30/04/2013 at 16:08

    Estava ficando cego. Já não conseguia mais ver o tigre que o aguardava detrás do espelho. Disse – Jorge, este é teu labirinto.

  • Ana Flávia Cruchello 30/04/2013 at 16:08

    Escreve o que pensa, sente e imagina. Agrada-se com gírias ou com palavras polidas. Tem a si mesmo como leitor e julgador, e isso já basta.

  • Ana Flávia Cruchello 30/04/2013 at 16:09

    Olhe as estrelas, capture seu pequeno brilho. Caso passe uma estrela cadente, faça um desejo e reze para que este se realize.

  • Ana Flávia Cruchello 30/04/2013 at 16:10

    Imagina uma cena, pega o lápis. Com alguns poucos rabiscos o desenho toma forma, com olhos brilhantes e orgulhosos o autor observa sua obra.

  • Daniela Lima 30/04/2013 at 16:10

    Acordou terrivelmente feliz. Nunca mais escreveu um livro. Tornou-se campeão mundial de surfe. Casou-se com Kefera. Vive em Bali.

  • Celso Alves 30/04/2013 at 16:16

    Depois de conhecer o mundo todo, o velho mochileiro leu a Divina Comédia e se suicidou. Foi bater perna em outro lugar.

  • Daniela Lima 30/04/2013 at 16:20

    Bronquite, sinusite, gastrite e algum amor. Se morrer e Deus existir, cobrarei dele boas explicações. Se viver, comerei uma torta de amora.

  • Ricardo Popien 30/04/2013 at 16:40

    Nem equações matemáticas, nem cálculos econométricos, nem modelos estatísticos: as cartomantes tem as melhores informações sobre o futuro.

  • Ricardo Popien 30/04/2013 at 16:41

    Chega dessas conversas terrivelmente sérias sobre assuntos mortalmente desinteressantes.

  • Ricardo Popien 30/04/2013 at 16:42

    O quê? Vocês não acreditam em Papai Noel?

  • Clarice Linden 30/04/2013 at 16:47

    Sempre que a madrugada se levanta nas faces das janelas e o galo canta quebrando o sono em pedacinhos, as mulheres rolam nas camas sonhando com o Salvador Dali.

  • Nívea Chagas 30/04/2013 at 16:48

    em caracteres contados ele disse que sim; depois que não!jamais: foi engano de @

  • Andreya Santa Rosa 30/04/2013 at 17:04

    Morrer… Morrer sem ti…
    E depois nascer em teus braços.

  • Andreya Santa Rosa 30/04/2013 at 17:10

    Passei a vida dobrando as esquinas dos segredos
    Para encontrar a rua dos teus amores.

  • Pedro 30/04/2013 at 17:12

    A banda não passou, mas sim o bando, e deixando um rastro de destruição ao invés de alegria.

  • Pedro 30/04/2013 at 17:14

    De tanto fumar, a alma se une a fumaça. Foi num sopro que a fumaça se foi e a alma pegou carona.

  • Andreya Santa Rosa 30/04/2013 at 17:16

    O que você é em mim,
    Não existe sensação igual.

  • Sônia Barros 30/04/2013 at 17:18

    Bichos lambem louças na pia. Num canto da cozinha, a menina. Faz dias. Lave a louça que a mãe já vem! Ela não lavou. Será que foi por isso?

  • Sônia Barros 30/04/2013 at 17:19

    A formiga passeia na pele da árvore, diz o menino de um ano e meio. E continua, ano após ano, a imprimir espantos na alma de sua mãe.

  • Sônia Barros 30/04/2013 at 17:20

    A vida tece o fio que envolverá a presa – mosquito hipopótamo homo sapiens – em fina tessitura de cortes. No fim: a morte sem alarido.

  • Nívea Chagas 30/04/2013 at 17:43

    – Traga ela pra mim em um dia.
    – Lamento e me alegro. Aqui diz que você veio para mim.
    – Enganou-se. Por que eu?
    – Não. Por que ela?

  • Rômulo Farias 30/04/2013 at 17:50

    No parto, o piso tremeu: eram os sonhos balançando as pilastras. A vida correu igual a rio barrento, desses que desaguam na palma da mão.

  • Rômulo Farias 30/04/2013 at 17:56

    No parto, a vida correu igual a rio barrento, desses que desaguam na palma da mão. Encharcou tudo, até a solidão.

    • sergiorodrigues 30/04/2013 at 18:18

      Inscrições encerradas. Obrigado a todos os que participaram.

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial