Literatos em vias de fato

14/03/2007

Hoje o Todoprosa pede licença para ter seu momento de revista de fofoca: tudo começou em 1976, quando Mario, depois de ouvir a história escabrosa que sua mulher, Patrícia, tinha para contar, disse ao amigo Gabriel: “Como você ousa?”. Quem acha que isso é perda de tempo deve parar de ler aqui.

Da amizade fraterna entre o colombiano Gabriel García Márquez, 80 anos completados na semana passada, e o peruano Mario Vargas Llosa, de 70, não sobrou nada. A intensa admiração mútua e os anos de convivência próxima em Barcelona, onde moravam na mesma rua, chegaram ao fim quando o cruzado de direita desferido pelo autor de “Tia Júlia e o escrevinhador” encontrou o olho esquerdo do autor de “Crônica de uma morte anunciada” num cinema da Cidade do México, 31 anos atrás. Isso é história velha. Nenhum dos dois jamais explicou a briga, atribuindo-a simplesmente a problemas “pessoais” e, de vez em quando, também “políticos”, tendo o colombiano ficado firme na esquerda enquanto o peruano migrava para a direita.

Eis que, mais de três décadas depois, a inimizade dos dois maiores nomes das letras latino-americanas volta à berlinda. E volta, espantosamente, repetidas vezes em poucas semanas. Primeiro foram os rumores de que Vargas Llosa escreveria o prefácio da edição comemorativa dos 40 anos de “Cem anos de solidão”, que sairá este ano. O boato foi logo desmentido: o peruano apenas autorizou o uso de um trecho de seu longo e laudatório livro-ensaio sobre a obra-prima do então amigo, lançado em 1971. O que não é pouco, visto que Vargas Llosa vinha mantendo esse texto fora de circulação desde o rompimento, mas fica bem aquém da reconciliação anunciada.

Então, no dia do aniversário de Gabo, semana passada, o jornal mexicano “La Jornada” publicou finalmente a foto (acima) de seu olho roxo – arroxeado pelo ex-amigo –, encomendada pela própria vítima da agressão a um fotógrafo como registro para a posteridade, e mantida inédita por três décadas.

E ontem, para completar o revival, o sério jornal inglês “The Independent” publicou um longo e detalhado relato (acesso livre, em inglês) da briga, com molho picante de sobra para requentar o prato. O molho tem cheiro meio suspeito e alguns ingredientes de procedência misteriosa, mas aqui vai a história por trás daquele famoso soco, segundo o repórter Paul Vallely, que diz se basear em informações de um biógrafo de García Márquez, Dasso Saldivar – de quem a Record publicou no Brasil, em 2000, “Viagem à semente”:

Ele (Vargas Llosa) se apaixonou por uma bonita aeromoça sueca que tinha conhecido numa viagem. Deixou sua mulher e se mudou para Estocolmo.

Arrasada, Patrícia foi procurar o melhor amigo do marido, Gabriel. Que, depois de discutir o assunto com sua mulher, Mercedes, aconselhou Patrícia a se divorciar de Mario. E então a consolou. Ninguém sabe exatamente em que consistiu esse consolo.

“De acordo com fontes próximas do colombiano, ele disse a ela que devia abandonar o marido, caso ele voltasse”, escreve Saldivar.

Outras fontes, próximas do peruano, afirmam que naquela mesma noite Márquez cometeu o pior (ou melhor) tipo de traição contra seu amigo Vargas Llosa. Mas Mario acabou voltando para a mulher, que lhe contou tudo sobre o conselho de Gabriel, e sobre seu consolo.

Esta é a história. Voltemos aos fatos. Algum tempo depois, os dois escritores se encontraram novamente. Foi num cinema do México, onde a elite da intelligentsia da América Latina se reunia para a pré-estréia de La Odisea de los Andes, de René Cardona, um mau filme baseado numa boa história, sobre o desastre de avião em que passageiros uruguaios, esportistas, foram forçados a comer seus companheiros mortos para sobreviver. (Hollywood refez o filme, anos depois.)

Quando as luzes do cinema se acenderam, García Márquez viu Vargas Llosa algumas filas atrás dele e foi até lá abraçar seu velho amigo, à moda latino-americana. Mas, ao se aproximar, recebeu um tremendo golpe no olho esquerdo.

“Como você ousa vir me abraçar, depois do que você fez com Patricia em Barcelona?”, disse o peruano, lívido.

Escorria sangue do rosto do colombiano. Um fotógrafo capturou a cena, embora a foto só tenha sido publicada na semana passada, 30 anos depois, num jornal mexicano, “La Jornada”. Num toque de realismo mágico, um amigo aplicou um bife cru, conseguido num açougue da vizinhança, sobre o olho roxo (ou “cor de amora”, como se diz em espanhol).

Assim falou o “Independent”. Entre os mistérios que restam, e que não são poucos, destaco um: por que será que brigas entre escritores, subgênero de sucesso imorredouro no jornalismo cultural, têm tanto apelo? Talvez porque o público goste de ver figuras famosas por usar a cabeça trabalhando, para variar, com os punhos. Pena que o estilo folhetinesco de Vallely fique tanto a dever ao de seus ilustres personagens.

52 Comments

  • Jonas 14/03/2007 at 00:17

    É trash, é tosco, é inútil, mas todo mundo adora fofoca. E como não interessa pra nós quem a Piovani está pegando, nos satisfazemos com essas histórias. Ainda mais por serem tão raras no meio literário :)

  • Marcelo Antonio 14/03/2007 at 01:02

    O xarope, mesmo, é que desde então, todo leitor de Veja usa Llosa como contaponto de Marquez, dizendo: esse sim faz boa literatura latinoamericana, sem baboseiras esquerdistas. E os esquerdistas vem com a velha história do traidor. Virarm dois nomes, dois simbolos, sem o menor respeito às obras. Mas a fofoca é boa, enfim.

  • Saint-Clair Stockler 14/03/2007 at 06:47

    “E então a consolou. Ninguém sabe exatamente em que consistiu esse consolo.”

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA, adorei esse trecho!

  • Neo Carvalho 14/03/2007 at 07:37

    …não precisa complicar, só porque se tratam de dois grandes escritores. Comeu a mulher do amigo, o corno se indignou e partiu pra cima. Simples assim, complicar pra que??? Agradeçam que não foi com o Reginaldo Rossi ou mais uma musica de corno estaria nas paradas…

  • Guido 14/03/2007 at 08:18

    A humanidade no final se resume a instintos…

    Sexo, porrada… e fofoca!

    Pq quem vai contar para o outro que comeu a… Quem vai dizer para o outro que enfiou a porrada no…?

  • Areias 14/03/2007 at 08:52

    E para vocês, puglismo de lado, qual é o melhor nas letras? Prefiro o Llosa, apesar de sua inclinação à destra. Falo da obra. Só.

  • Francisco Campos 14/03/2007 at 09:03

    Prefiro Garcia Márquez. “Cem anos de solidão”, “Erêndira”, “Funerais da Mamãe Grande”, “Ninguém escreve ao coronel” etc são fundamentais! De Llosa, “A guerra do fim do mundo” é um bom livro…

  • Saint-Clair Stockler 14/03/2007 at 09:36

    Apesar de conhecer infinitamente menos sua obra, e ele ser um escritor realista (corrente que desgosto cada vez mais – vide José Donoso: “É muito ambiciosa a pretensão de ser realista…”), atualmente prefiro o Llosa. Pelo apuro técnico, sobretudo. “Conversa na Catedral” é um portento: aquelas falas dos diálogos dos personagens que acabam se misturando – no tempo, no espaço e às vezes na própria linha da página do livro – me deixam absolutamente de queixo caído). Mas há outros recursos técnicos dele que maravilham. Além disso, o Vargas Llosa teórico é muito bom: ‘A orgia perpétua’ (sobre Flaubert e ‘Madame Bovary’), ‘A verdade das mentiras’ (ensaios sobre obras de diversos escritores) e “Cartas a um jovem escritor” são livros maravilhosos. Gosto da habilidade com que Llosa transforma temas chatos em escrita de leitura deliciosa, descomplicada, sem perder a profundidade.

  • Rogério 14/03/2007 at 10:11

    Os dois me agradam, apesar d’eu ter lido mais o Vargas Llosa do que o Gabriel Garcia Marquez.

    Mas alguém aqui leu o artigo que o Ivan Lessa escreveu sobre esse mesmo assunto na Piauí passada?

    O link tá aqui: http://www.revistapiaui.com.br/2007/fev/questao.htm

  • Jonas 14/03/2007 at 10:25

    Entre Llosa e Márquez, fico com Onetti.

  • Tibor Moricz 14/03/2007 at 10:40

    Por detrás dos panos, lá na coxia, todos somos iguais. Inveja, ciúmes, canalhices… acontecimentos banais.

  • Obrigado, João Paulo 2º 14/03/2007 at 11:19

    Os comunas e esquerdinhas são assim mesmo…

    Traíras e cornos…

  • João Marcos Cantarino 14/03/2007 at 11:26

    Achei que o texto do repórter, escrito à Gilberto Braga, ficou perfeito para esta cena que parece saída na novela Vale Tudo (sim, eu assistia a novelas em 1988). Agora, que p… mais alegre essa mulher, hein?! Conseguiu trair o marido e o amante de uma vez só. Tiveram o que mereceram.

  • Saint-Clair Stockler 14/03/2007 at 11:37

    “Por trás de um grande escritor há sempre uma grande mulher – ou, algumas vezes, um outro homem”, HAHAHAHAHAHA.

  • clelio 14/03/2007 at 12:33

    Sérgio, já que o assunto é vida alheia e literatos latino-americanos, volto a um tema seu mais antigo. Acabou de chegar o meu “Borges” do Bioy Casares, edição caprichadíssima, capa dura, quase 1700 páginas, comprado pela internet da Tematika (livraria virtual argentina). Vai me custar, com todas a taxas de entrega internacional, a bagatela de US$ 60,00, só o livro custaria algo em torno de US$ 42,00 ( O livro no Brasil é caro demais, não acha – chutando baixo, um livro desses seria uns R$ 180,00). Ainda estou só folheando e sentindo o cheiro do livro novo, mas já deu pra ver que é saborosíssimo. Vale rever um pouco as suas críticas.

  • tom paixão, bh 14/03/2007 at 12:57

    em ivan lessa, a verdade. mas gabo é melhor.

  • Cê Xis 14/03/2007 at 13:37

    “A Guerra do Fim do Mundo” desequilibra. É Llosa na cabeça.

  • Sérgio Rodrigues 14/03/2007 at 13:59

    Clélio, não critiquei o diário do Bioy Casares. Nem poderia, pois não o li. Sobre o assunto, publiquei duas notas com enfoque noticioso. Um abraço.

  • clelio 14/03/2007 at 14:49

    Tem razão, Sérgio, fui traído pela memória, o que tem lá, entre outras coisas é a reprodução de uma crítica do jornal Mercúrio, que no todo nem é negativa.
    Abraço

  • Cezar Santos 14/03/2007 at 15:05

    Sérgio,
    Algumas observações e dúvidas…

    1) Vc diz que a foto do olho roxo foi encomendada pela própria vítima (Gabo) a um fotógrafo. Depois, no texto itálico, está dito que “um fotógrafo capturou a cena”, o que não dá a entender que tenha sido encomendada;

    2) Vc diz que o colombiano ficou firme na esquerda e Llosa migrou para a direita. Pergunto se há ai algum juízo de valor sobre as duas opções e mais, o que é esquerda e o que é direita exatamente no contexto?

    3) Então o imbróglio foi porque o Gabo comeu a mulher do Llosa e este não suportou a dor de corno?

    4) A Mercedes, por seu lado, curtiu a cornice numa boa… mulher de fibra, né?

    5) Finalizando, briga entre celebridades, não só entre escritores, tem apelo popular… todo mundo gosta de baixaria, e ver celebridade nessa situação satisfaz o baixo instinto de todo mundo

    PS. Agora, usar esse episódio para devotar preferencia por um ou por outro é de uma tacanhice… A obra deles está acima. São dois escritores sensacionais, com a diferença pró-Llosa que é também um teórico e pensador cultural de primeira linha.
    E o tal de Vallely realmente escreve mauzinho pra caramba…

  • Rogério Simões 14/03/2007 at 15:31

    Todos sabemos que os dois são umas prima-donas, ótimos escritórios, mas de temperamento terrível. Só podia dar em confusão, apesar de que com a idade que estão já deveriam ter superado essa bobagem.

  • Sérgio Rodrigues 14/03/2007 at 15:39

    Cezar, a história da foto, segundo o jornal mexicano que a publicou, é a que eu contei, e o jeitão de 3×4 a confirma; o cara do ‘Independent’ parece ter entendido mal a coisa. Não emiti juízo algum sobre esquerda e direita, que no caso dos dois escritores são categorias auto-explicativas. E não há prova de que o Gabo comeu de fato a mulher do amigo, eis a parte da história que cabe ao leitor imaginar. O mesmo efeito devastador poderia ter sido provocado por uma cantada deslavada, por exemplo. Quanto ao efeito Emilinha x Marlene provocado pela nota, a discussão também não me apetece, mas acho tão natural quanto o interesse por fofoca.

  • A história foi desencavada também numa edição recente (de dezembro ou janeiro, não lembro) da revista Piauí, num texto bem engraçado do Ivan Lessa.

  • Cátia 14/03/2007 at 15:55

    Ora bolas! Só meninos nesta fofoca de classe?! Se manifestem mulheres!

  • Pierre 14/03/2007 at 15:59

    Acho que o tamanho do consolo não foi o suficiente para consolar a esposa que estava inconsolavel, que preferiu a volta do consolo do marido e ai sim ficou tudo consolidado.

  • Cátia 14/03/2007 at 16:00

    Ah! Estou com Saint-Clair e não abro!

  • vinicius jatobá 14/03/2007 at 16:10

    Ele podem se esmurrar, não me importa. O que importa: seus romances. García Márquez é um escritor brilhante; Vargas Llosa faz uma literatura diferente do primeiro, mas é de primeira qualidade. E o melhor é que essa geração ainda possui um outro imenso punhado de escritores – Onetti, Casares, Sabato, Carpentier, Infante, Donoso, etc, etc – que fizeram a melhor literatura mundial das décadas 50-70. É algo de dar orgulho. Uma inestimável tradição.

  • Tibor Moricz 14/03/2007 at 16:10

    Saint-Clair foi assistir Borat. Volta mais tarde.

  • Bernardo Brayner 14/03/2007 at 16:39

    Poderia ser pior. Hemingway como corno e Jack London como corneador.

  • Clara 14/03/2007 at 16:43

    Um olho roxo que só abrilhanta a biografia dos dois escritores. Não foi à toa que Garcia Marquez quis registar o feito para a posteridade. Que história saborosa!

  • Tibor Moricz 14/03/2007 at 16:46

    Fantasiando mais ainda, Paulo Coelho como corneador e Arnold Schwarzenegger como corno. Tá, ele não é escritor, mas ia ser engraçado (trágico) do mesmo jeito.

  • anrafel 14/03/2007 at 17:05

    Tibor, qual dos dois não é escritor?

  • Clara 14/03/2007 at 17:06

    Pô, mas a fantasia mais interessante é do Schwarzenegger com o olho roxo, e do zen sei-lá-das-quantas, o boxeador.

  • Tibor Moricz 14/03/2007 at 17:22

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA… ah, perdi o fôlego.

  • anrafel 14/03/2007 at 18:16

    O Brasil também já teve o seu arranca-rabo entre pontas-de-lança do mundo cultural – esclareça-se, mundo cultural à vera, não aquele que chama Luana Piovani de atriz.

    Consta que na década de 80 houve um entrevero envolvendo Chico Buarque e Millôr Fernandes. Garrafas de uisque, copos, garfos e facas sobrevoaram. Apesar de terem os dois sempre levado a fama de “sucesso com as mulheres”, não houve esposa pelo meio. Ivan Lessa contará um dia essa história?

  • Claudio Soares 14/03/2007 at 18:18

    Sérgio e pessoal, um sugestão:

    as indicações literárias que são postadas por todos que comentam aqui no blog são tão boas (a grande maioria talvez :)
    que, na minha modesta opinião, poderiamos aproveitar com eficiência
    essa informações.

    Vcs já ouviram falar da LibraryThing? É uma biblioteca virtual, um catálogo de livros na internet, onde leitores são ligados (como um “six levels”) a outros leitores pelos livros que lêem. Podemos fazer comentários a respeito dos livros, relacioná-los a categorias, ler comentários, etc…

    Uma coisa interessante é justamente a categorização dos livros. Cada livro tem uma série de tags (marcas) que associadas ao livro permite que encontremos na ferramenta de busca do LT outros livros semelhantes. É um recurso mais apropriado para o leitor
    do que o de sites que simplesmente vendem livros.

    Um exemplo (aleatório): No meu LT eu tenho cadastrado o “62: modelo para armar” do Cortázar. A partir desse livro, pelas tags, eu obtive
    algumas sugestões: “Diary of the War of the Pig by Adolfo Bioy Casares”, Ficciones by Jorge Luis Borges, The Burn : a novel in Three Books : (late Sixties–early Seventies) by Vassily Aksyonov, entre outros.

    Quem quiser conhecer e experimentar pode acessar http://www.librarything.com/.

    O meu LT (com os livros que estive lendo recentemente) fica em http://www.librarything.com/catalog.php?view=cssoares .

    Tem tb um post no qual eu explico como montar um LT em http://aultimabiblioteca.blogspot.com/2007/01/librarything-penltima-biblioteca.html .

  • Cezar Santos 14/03/2007 at 18:39

    Será por que eu não acho engraçado os textos do Ivan Lessa?
    Parece que é obrigatório achar aquilo engraçado… aliás, é o típico caso do superestimado… ele tem um livrinho de crônicas, Garotos da fuzarca, parece, que é triste… mas todo mundo se refere ao cara como um puta escritor.
    Irônico, sim… mas é um texto enviesado, muitas vezes com referência que só ele e a turminha geriátrica dele entendem e sabe do que se trata…
    A melhor coisa do Lessa é ter criado o termo bananão para designar o Brasil.
    Enfim, quem sou eu pra duvidar de um dos gênios da raça…

  • Castro Nunes 14/03/2007 at 19:20

    Garcia Márquez é simplesmente magnífico como escritor. Seu único defeito, além de eventualmente ter se aproveitado da solidão da senhora Patrícia para lhe propor ou conceder algum tipo de consolo que não se dá à mulher de amigo, é o de não assumir o conselho de um outro grande sábio latino-americano, chamado Luis Inácio Lula da Silva, no sentido de que ser esquerdista na velhice é uma idiotice das maiores. No mais, como artista, ele é genial.

  • Glauco 14/03/2007 at 21:22

    Sérgio, gostaria de saber o nome do filme que Hollywood regravou sobre o desastre. A história parece intrigante mesmo. Essa refilmagem é boa também/ Se possível, indique no site. Obrigado

  • denise 14/03/2007 at 22:18

    Só para lembrar: Lucila Soares relembra em seu livro Rua do Ouvidor uma briga entre Sérgio Buarque de Holanda e Carlos Drummond de Andrade. Sérgio teria procurado Drummond para tirar satisfação sobre um suposto assédio a uma antiga namorada

  • Sérgio Rodrigues 14/03/2007 at 22:37

    Glauco, o filme é “Alive”, de 1993 (parece que no Brasil se chamou “Vivos”), de Frank Marshall, baseado no livro de Piers Paul Read sobre o caso, “Os sobreviventes, uma tragédia nos Andes”.

  • Pedro Curiango 15/03/2007 at 01:20

    Achei curioso nestes comentários o fato de que, embora tenham sido citados muitos romancistas latino-americanos do período chamado do “boom”, um nome esteja faltando, o do cubano José Lezama Lima, autor de “Paradiso.” Acontece que o homem era cubana, não gostava do Fidel nem queria sair de Cuba… Alguém sabe se ele foi traduzido no brasil?

  • joao gomes 15/03/2007 at 09:46

    Acho que ainda vou escrever um conto com o título: “…Depois do que você fez com Patricia em Barcelona”

  • Bernardo Brayner 15/03/2007 at 10:13

    Pedro Curiango:

    Lezama Lima tem pelo menos dois livros traduzidos no Brasil: Fugados e Paradiso. Trechos da sua poesia foram traduzidos na antologia Jardim de Camaleões.

  • Pedro Curiango 15/03/2007 at 13:01

    Brayner:
    Obrigado pela informação.

  • Marina Lemle 15/03/2007 at 14:05

    Deixa eu ver se entendi. Vargas Llosa não só se apaixonou por outra mulher como foi morar em Estocolmo com ela. A esposa, toda carente, encontrou algum consolo nos braços do amigo do marido, que, suponho, era amigo dela também. E Llosa acha ruim??? Fala sério, devia agradecer, pois se não fosse o apoio do amigo naquele momento, sabe-se lá o que ela poderia ter feito e, dependendo do que fizesse, talvez Llosa nunca a tivesse tido de volta.
    Meu diagnóstico: Llosa é um direitista recalcado; Patrícia, sua esposa, sofre, ironicamente, de síndrome de Estocolmo, em que a vítima se apaixona pelo seqüestrador; Garcia Marquez foi um benfeitor, mesmo que tenha se excedido em algum conselho; e sua esposa Mercedez, pressuponho, comportou-se de maneira generosa, compreensiva e evoluída. Pontos pro casal da esquerda.

  • mausóleu 15/03/2007 at 15:04

    Afinal de contas, o do bigodinho traçou ou não a mulher do outro? E a corna casada com o do bigodinho foi quem dedou a traição para o outro corno? O do bigodinho continuou casado com a safada, mesmo tendo sido ela a responsável pelo soco?

    Sorte do cara de bigodinho ter levado uma porrada. O seu adversário, em vez do punho, poderia ter usado os chifres, que doem mais que as mãos.

  • Daniel Brazil 15/03/2007 at 21:52

    E sobre todos paira a sombra monstruosa de Cortazar…

  • “mas é um texto enviesado, muitas vezes com referência que só ele e a turminha geriátrica dele entendem e sabe do que se trata?”

    Taí o que nosotras llamamos “burro assumido”! Se no entiende la referencia, por que no procura en el google o en la encyclopedya gintonica?

  • Há tempos, os burros tinham vergonha de sê-lo. Idem mal-informados, ignorantes e curriola. Atualmente, acusam o escritor de escrever obscuramente… ê mundão merda!

  • Paulo 16/03/2007 at 14:29

    Tudo bem. Agora fala daquela briga entre Millôr Fernandes e Chico Buarque. Quem jogou uísque em quem?

  • Salve o Idioma Zazenie 16/03/2007 at 17:21

    xiku burhako xogô a marhyeta nu melhour!

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