Literatura é caso de polícia

23/10/2006

De vez em quando, roubo uma nota que, se eu bobeasse, acabaria no blog do meu amigo Luiz Antonio Ryff, caçador de bizarrices. Esta é uma delas. Na Cidade do México, que não fica atrás do Rio ou de São Paulo quando se trata de criminalidade, policiais estão sendo submetidos a uma reciclagem originalíssima: cursos de literatura e aulas de xadrez. “O princípio é que um policial com boa cultura estará numa posição favorável para ser um policial melhor”, declarou ao jornal “The Guardian” (acesso livre aqui, em inglês) o chefe de segurança pública José Jorge Amador.

17 Comments

  • Mariachi 23/10/2006 at 17:08

    Está certíssimo. Só trocava o xadrez por aulas de música e cinema também.

  • Clarice 23/10/2006 at 17:17

    Boa idéia a troca do xadres para música. Eu adoraria trocar este teclado por um de piano. Dizem que desenvolve áreas do cérebro nunca navegadas. Quem sofre de mal de Alzheimer e sabe tocar um instrumento esquecerá tudo e a última coisa será a memória musical.

  • lao 23/10/2006 at 18:20

    Tenho um livro aqui escrito por um chinês que diz que na China antiga as provas para cargos na administração pública incluiam literatura, pintura, música e escrita. Diz ele que os melhores administradores eram poetas, como Su Tungpo.
    abrs,

  • anrafel 23/10/2006 at 18:26

    Já na empresa em que trabalho tá todo mundo fazendo faculdade de administração de empresas.

  • joao gomes 23/10/2006 at 18:41

    Los hermanos tem razao literatura pode trazer mais resultado do técnicas de SWAT.

    Alias, “A Carta Roubada” de Allan Poe coloca em cheque a problematica criada com a extensa e exaustiva especializacao das profissoes. Como visionario menciona que o criminoso do caso era um matemático e poeta. A policia só se lembrava do lado matematico dele. Resultado seguia somente o riscado e nao conseguia imaginar onde ele escondeu a carta roubada. Resumo: a Logica é insuficiente para compreender o mundo.

  • Clarice 23/10/2006 at 19:09

    Obrigada joao gomes,
    Faz tempo que não leio “A Carta Roubada”. Vale reler.

  • Rafael Rodrigues 23/10/2006 at 23:19

    No Brasil os policiais também têm aulas de xadrez. Volta e meia tem sempre um que vai passar uma temporada atrás das grades. Mas achei curioso o nome do chefe de segurança. Tirando o “José” fica “Jorge Amador”. Tirando o último “r”, “Jorge Amado”. Coincidência besta, mas coincidência.

  • Alisson 24/10/2006 at 00:00

    Sergio Rodrigues, eu li uma novela publicada na internet e adorei. Como respeito suas opiniões, talvez possa me dizer o que achou dessa. Bem, já ouvi falar muito bem por aí. É isso.

    o site é: http://www.folhetimpulp.blogspot.com

  • Carlos 24/10/2006 at 02:55

    Quando é que este blog vai ter RSS?

  • João Paulo 24/10/2006 at 06:31

    É uma bôa idéia, taí. Só deveriam dispensar as armas também. Usariam livros. Na hora do “teje preso” sacariam um Paulo Coelho e leriam um bom trecho para o meliante. Queria ver reincidir.

  • fat james 24/10/2006 at 13:24

    Os policiais devem ler o Código Penal. Um livro que realmente prende o leitor.

  • Mayara Pessoa 24/10/2006 at 15:20

    só corrigindo um fato: A cidade do Recife e sua Região Metropolitana já superaram o Rio e Sampa na criminalidade.

  • Clarice 24/10/2006 at 15:40

    fat james.
    rsrsrs
    Esta eu vou roubar.

  • Marco Polli 24/10/2006 at 16:57

    Qual seria a bibliografia no Brasil: Rubem Fonseca, Marcos Rey?

  • daniel 26/10/2006 at 13:27

    Cultura não faz mal pra ninguém.
    Quem sabe com um pouco de cultura não desapareceria dos nossos policiais o famoso complexo de inferioridade que os leva a lamberem os pés dos “importantes” e humilharem o cidadão aparentemente mais humilde…

    Que Viva México!

  • Clarice 27/10/2006 at 14:05

    Daniel,
    O problema ná se restringe a ter cultura. Tem muita gente culta que usa mal sua cultura. Cultura, bom senso, sabedoria, caráter e outros atributos tem de andar de mãos juntas.

  • Antônio Augusto 27/10/2006 at 17:35

    O xadrez é ótimo em quase todas as circunstâncias.

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