Livros? Me vê meia dúzia

20/12/2007

Prólogo: peço desculpas se esta nota vem meio em cima do laço, mas, caso seja tarde para municiar as compras de Natal, acredito que pelo menos as listas de livros para as férias ainda estejam, no geral, abertas à negociação.

Não sei se os seis romances abaixo são “os melhores do ano” – existirão mesmo tais coisas? Só posso garantir que são, em minha imodesta opinião, os melhores que li e comentei no blog. Nessa retrospectiva 2007 garimpada nos arquivos do Todoprosa, basta clicar no título para ler uma pequena resenha, publicada aqui na época do lançamento, além de, na maioria dos casos, um trecho da obra.

O filho eterno, de Cristovão Tezza.

Na praia, de Ian McEwan.

As Benevolentes, de Jonathan Littell.

A cada um o seu, de Leonardo Sciascia.

O sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho.

Arthur & George, de Julian Barnes.

21 Comments

  • Rodrigo 20/12/2007 at 11:57

    Dos citados eu li O Sol se põe em SP e Na praia.

    O primeiro é um livro que começa bem e depois vai se perdendo num enredo pretensioso, um evidente esforço de fragmentação identitária pós-moderna, cujo problema é, justamente, ser evidente demais.

    O segundo mantém a pegada do início ao fim, mas não chega a entusiasmar em nenhum momento.

    Por esta amostra, o ano de 2007 não termina bem, mas tenho esperanças no Cristovão Tezza, pelo trecho publicado no Todoprosa, pareceu-me promissor.

  • clara lopez 20/12/2007 at 15:51

    Sérgio, li os dois primeiros e ambos são excelentes, não consigo imaginar o livro do Tezza fora do primeiríssimo lugar na Copa do ano que vem, você tem toda razão quando o recebeu no site como o livro brasileiro do ano, nao sei se mudou de idéia, mas eu não.
    um abraço, feliz Natal e ótimo 2008,
    clara lopez

  • Jonas 20/12/2007 at 16:29

    As Benevolentes é, para mim, não apenas um dos grandes livros de 2007, mas também dos últimos anos. Gostei de Na Praia, embora menos que de Reparação e Sábado (grande prosa, personagens medianos). Os romances do Tezza e do Bernardo foram meus nacionais favoritos do ano, ao lado de maisquememória, de Marcelo Backes.

  • Sérgio Rodrigues 20/12/2007 at 17:46

    Clara: não mudei de idéia, ‘O filho eterno’ é o livro brasileiro do ano. Disparado, eu diria.

    Jonas, fico contente de saber dessas coincidências. Vimos recentemente, na Copa que você ajudou a apitar, que onde um leitor lê preto, outro consegue ler branco. O que, mesmo descontando o tal gosto pessoal, deixa uma desagradável sensação de vale-tudo. Fico contente de saber que nossas listas são praticamente as mesmas (gostei do estranho livro do Backes também, embora não a ponto de pô-lo na lista).

    Abraços e um feliz 2008 aos dois.

  • djabal 20/12/2007 at 18:35

    se sobrar alguma grana, depois destas indicações, recomendo um belo romance de uma época de grandes esperanças (rev russa), sob um enfoque completamente diferente. Lá vai: O TREM DE OURO
    MIROSLAW M. BUJKO. Um polonês ótimo

  • Chico 21/12/2007 at 12:33

    Li Snow e My name is red do Oram Pamuk. recomendo o segundo. Pra voce Sergio que brinca com as primeiras frases dos livros, as deste sao de tirar o folego: um camarada sendo morto e narrando seu proprio assassinato. Eh Bras Cubas sem prolegomenos.

    O Neve, que foi o mais polemico dele, esta traduzido.

    Outro cara bom eh o Haruki Murakami, The Elephant Vanishes. Os personagens sao leves e ironicos sem serem paspalhoes.

    Li por recomendacao do Todo Prosa um autor chamado Chabon, Wonder Boys. Nao gostei muito nao. Achei o protagonista Grady Tripp meio inverosimil – mas acho que isso se deve a quantidade de THC no que ele consome.

    Dos Brasileiros, uma menina nova e talentosa, eh a Adriana Lisboa. Escreve sem surpresas, mas de maneira suave.

  • Eric Novello 21/12/2007 at 13:27

    De livros publicados em 2007 não sei bem como contribuir. Mas um livro que li em 2007, empréstimo de um empréstimo, e que mexeu verdadeiramente comigo foi ‘As brasas’ de Sándor Marai. E é sobre amizade, um tema tão raso ultimamente. Fica a sugestão.

  • Tião 21/12/2007 at 15:25

    A lista é boa, mas o Everyman do Roth não pode faltar.

  • Tibor Moricz 21/12/2007 at 15:52

    A estrada de Cormac McCarthy… muuuuuito bom.

  • Rodrigo 21/12/2007 at 16:35

    Concordo com Tião, Everyman estaria na minha lista.

  • Tibor Moricz 21/12/2007 at 17:20

    Feliz Natal e um Ano Novo Incrível para todos! Eu me mando e só volto em Janeiro.

  • Sérgio Rodrigues 21/12/2007 at 18:50

    Tião, Everyman é uma boa lembrança. O problema é que, como ele foi resenhado com direito a trechinho e tudo no blog ainda em julho de 2006, quando saiu lá na casa do Roth, virou notícia velha por aqui. Mas a edição brasileira é de 2007, tá certo.

  • Sérgio Rodrigues 21/12/2007 at 19:33

    Ah sim, Chico: “Meu nome é vermelho” também foi lançado no Brasil, pela mesma Companhia das Letras que lançou “Neve”, “O castelo branco” e “Istambul”. Um abraço.

  • Leandro Oliveira 21/12/2007 at 19:56

    Apesar do literatura em língua inglesa ser o destaque do ano (“Homem Lento” do Coetzee, “Na Praia”, “A Estrada” e “Homem Comum” já supra citados, além do “Homem em Queda” do Don deLillo), o meu top da lista é do português António Lobo Antunes com “Eu Hei-de Amar uma Pedra”. Dos brasileiros, fico também com o livro do Tezza.

  • vinicius jatobá 21/12/2007 at 21:16

    Os livros que mais me encantaram esse ano:

    ‘Divisadero’, Michael Ondaatje;
    ‘Homem Comum’, Philip Roth;
    ‘La Grande’, Juan Jose Saer;
    ‘The Black Book’ e ‘Istambul’, Orhan Pamuk;
    ‘Operación Masacre’, Rodolfo Walsh;
    ‘El Último Lector’, Ricardo Piglia;
    ‘Os Detetives Selvagens’, Roberto Bolaño;
    ‘Diário Argentino’, Witold Gombrowicz;
    ‘Los Mejores Cuentos’, Sergio Pitol;
    ‘A Vida Sexual da Mulher Feia’, Cláudia Tajes;
    ‘A Dama da Solidão’, Paula Parisot;
    ‘Jóias de Família’, Zulmira Ribeiro Tavares.

  • vinicius jatobá 21/12/2007 at 21:26

    Tem um romance chamado ‘Out Stealing Horses’, de Per Petterson, que é magnífico. Resenhei o livro para o Estadão e parece que a Record irá editá-lo no país em 2008. Vale a pena ficar de olho. É realmente um romance muito inteligente e interessante.

  • Ricardo 21/12/2007 at 23:01

    Sérgio, o “Luz em agosto” do William Faulkner tinha que estar nessa lista, apesar de ser um pouco antigo, mas a edição é de 2007. Este foi um dos melhores livros que eu li até hoje. “O Passado” do Alan Pauls também poderia estar nessa lista.
    Abraço a todos!

  • Jonas 21/12/2007 at 23:13

    Outro livro reeditado por aqui este ano e que merece atenção é Ver: amor, do David Grossman.

  • Pablo 22/12/2007 at 01:22

    Já que meu comentário anterior não veio parar aqui, comento novamente: listas como a sua são maravilhosas para nos dar boas idéias de leitura. Já li muitas preciosidades com dicas como essa. Obrigado!
    Lembrou-me dois tópicos recentes de meu blogue, em que trouxe também listas de livros.

    Abraço,

    Pablo.
    http://cadeorevisor.wordpress.com

  • clelio 22/12/2007 at 13:02

    A estrada, do McCarthy foi o melhor livro desse ano.

  • Marcio Mafra 04/01/2008 at 23:56

    Gostei da lista do Luis Jotobá. Vou tentar ler os livros alí indicados.
    Os 60 livros que mais me encantaram, desde sempre:
    A Marcha da Insensatez, de Tróia ao Vietnã – Barbara Tuchman;
    A Paixão de Amâncio Amaro, André Laurentino;
    Breve Historia do Trabalho no Brasil, Almir Pazzianoto Pinto;
    Caçadas de Vida e de Morte, João Gilberto Rodrigues da Cunha;
    Cacos para Um Vitral, Adélia Prado;
    Capitães da Areia, Jorge Amado;
    Cem Anos de Solidão, Gabriel Garcia Marquez;
    Chatô O Rei do Brasil, Fernando Morais;
    Com Palmos Medida, Flávio Aguiar;
    Deus 2, Laerte Coutinho;
    Dom Casmurro, Machado de Assis;
    Eram os Deuses Astronautas, Eric von Däniken;
    Fundação, Fundação e Império, Segunda Fundação, Isaac Asimov;
    Harry Potter e a Pedra Filosofal, J K Rowling;
    Idéias de Jeca Tatu, Monteiro Lobato;
    James Lins o Playboy que Não Deu Certo, Mário Prata;
    Jubiabá, Jorge Amado;
    Mad Maria, Márcio Souza;
    Maus: A História de Um Sobrevivente;
    Memórias de Adriano, Margueryte Ourcenar;
    Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis;
    Meu Caminho para Brasília, Juscelino Kubistchek de Oliveira;
    Nascimento da Era Caórdica, Dee Hock;
    Nós O Povo – A Revolução de 1989 – Timothy Garton Ash;
    O Alquimista, Paulo Coelho;
    O Baile da Despedida, Josué Montelo;
    O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini;
    O Código Da Vinci, Dan Brown;
    O Crime do Padre Amaro, Eça Queiroz;
    O Dono do Mar, José Sarney;
    O Encontro Marcado, Fernando Sabino;
    O Homem Nu, Fernando Sabino,
    O Meu Pé da Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos;
    O Nome da Rosa, Umberto Ecco;
    O Presente do Fazedor de Machados, James Burke;
    O Quinze, Rachel de Queiroz;
    O Ultimo voo do Flamingo, Mia Couto;
    O Velho e o Mar, Ernest Heminguay;
    O Voo da Guará Vermelha, Maria Valéria Rezende;
    A Luz no Tunel, Jorge Amado;
    Agonia da Noite, Jorge Amado;
    Ásperos Tempos, Jorge Amado;
    Os Tambores de São Luis, Josué Montello;
    Paul McCartney, Barry Miles;
    Pecado Luxúria – A Casa dos Budas Ditosos, João Ubaldo Ribeiro;
    Por Que Acredito em Lobisomem, Serafim Machado;
    Pré-História da Terra Brasilis, Maria Cristina Tenório;
    Proezas do Menino Jesus, Luis Jardim;
    Quarto de Despejo – Diário de Uma Favelada, Carolina Maria de Jesus;
    Sombras da Romãzeira, Tariq Ali;
    A Viagem do Descobrimento, Eduardo Bueno;
    Capitães do Brasil, Eduardo Bueno;
    Náufragos, Traficantes e Degredados, Eduardo Bueno;
    Todos os Homens São Mortais, Simone de Beauvoir;
    Um Chapeu para Viagem – Zelia Gattai;
    Um,a Vida em Nossos Tempos – John Kenneth Galbraith;
    Urupês, Monteiro Lobato;
    Zapata, H H Dun
    Rei Lear – Macbeth, Willian Shakespeare;
    Othelo – Hamlet, Willian Shakespeare.

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