Mawady de Accu3

14/02/2007

Olha o Joaquim Maria aqui de novo.

Essa aí ao lado é a capa de uma edição bilíngüe (português-russo) de doze contos de Machado de Assis, inéditos na língua de Anton Tchecov, que acaba de ser lançada pelo Centro Lusófono Camões da Universidade Hertzen, de São Petersburgo. Organizado por Vadim Kopyl e com prefácio do professor brasileiro Adelto Gonçalves, o livro traz um elenco respeitável de histórias curtas: “Uns braços”, “O caso da vara”, “O espelho”, “Uma senhora”, “A senhora do Galvão”, “A sereníssima República”, “A igreja do Diabo”, “O enfermeiro”, “A causa secreta”, “D. Paula”, “Entre santos” e “Um apólogo”.

Sentiu falta de “O alienista”, “Missa do galo”, “Um homem célebre”, “A cartomante”? Eu também. Mas Machado é um contista tão grande que o time fica poderoso mesmo com desfalques.

21 Comments

  • Tibor Moricz 14/02/2007 at 17:34

    Eles têm Фёдор Миха́йлович Достое́вский (Fiódor Dostoiévski), nós temos Machado de Assis! Tremei Russos!

  • Saint-Clair Stockler 14/02/2007 at 17:36

    Machado é tão importante que tem de ser publicado em todas as línguas conhecidas – até em javanês.

  • Tibor Moricz 14/02/2007 at 18:46

    Dá.

  • Do Contra 14/02/2007 at 19:28

    É…talvez o Paulo Coelho tenha sido um bom…digamos…embaixador literário da cultura brasileira. Mesmo que nao escreva lá muita coisa.

  • Do Contra 14/02/2007 at 19:30

    Afinal, ele faz crescer o interesse pelas letras nacionais. Mas acho que devemos agradecer mesmo é a iniciativa do Instituto Camoes. Os portugas parecem que se importam mais em traduzir a literatura brasileira do que nos mesmos…

  • Bernardo Brayner 14/02/2007 at 19:33

    Machadão merecia essa edição há muito mais tempo.

    Post Scriptum – A capa até que ficou legal. Nenhum apelo tropicaliente.

  • luizgusmao 14/02/2007 at 20:05

    só doze? e ainda com esses desflaques? acho injustificável, até pq a obra do homem já é d domínio público.

  • Mr. Ghost(WRITER) 14/02/2007 at 21:45

    Machado de Assis, alguns diriam esbravejando: Será que não podiam traduzir outro escritor? É sempre o Machado…”
    Para mim, não poderia ser melhor…
    Se os melhores de outros países vêm para cá, mandemos um dos nossos melhores para lá…
    A despeito do desfalque, acredito eu, ser uma estratégia… essa primeira rodada é para deixar o pessoal com água na boca e esperando o restante chegar…

  • Leticia Braun 14/02/2007 at 22:23

    Se os russos se identificarem com o universo brasileiro – machadiano, é verdade, mas brasileiro – como nós nos identificamos com o deles, será um sucesso. Com um público diferente do PC, espero.

  • Jonas 14/02/2007 at 22:57

    É praticamente impossível fazer uma coletânea de contos machadianos que seja menos que excelente. Apenas as primeiras narrativas dele ainda são irregulares. De Papéis Avulsos para frente, não há nada menos que perfeito.

    E ainda acho que um dia Machado terá o lugar que merece. Entre os maiores. À altura dos Flauberts e Dostoiévskis.

  • Do Contra 15/02/2007 at 00:34

    Deus te ouça, Jonas…

  • Rodrigo Levino 15/02/2007 at 00:38

    Acho que falta a Machado de Assis a repercussão e a diluição lá fora que teve por exemplo o Jorge Amado. Ou os interesses dos gringos estariam focados apenas no “regionalismo exótico”? Machado é tão universal quanto Eça de Queiroz e Dostoievski, por exemplo. Merece, mesmo desfalcado, ganhar cada vez mais visibilidade além mar, sair da redoma academicista e oferecer o gosto insuperável de sua obra.

  • Paulo 15/02/2007 at 02:25

    Pra dizer a verdade, acho que cansei de Schopenhauer. If you know what I mean…

  • nad 15/02/2007 at 10:54

    Senti falta também de “Noite de almirante”. Um conto simples, que até perde na comparação com outros citados, mas um dos meus favoritos.

  • Cláudio Soares 15/02/2007 at 13:10

    Aos fãs de Machado: Este ano, para o seu aniversário de 110 anos, a ABL prepara uma grande reformulação no seu site especial sobre Machado. Aguardem!

  • Cláudio Soares 15/02/2007 at 13:17

    Vale a pena tb dar uma olhada na comunidade da Biblioteca Rodolfo Garcia (BRG) no Orkut. A BRG é a biblioteca que a ABL abriu ao público no final de 2005. É uma das mais tecnológicas do país. Quem mora no Rio deve visitá-la (Av. Pres Wilson, 231/2o. andar). Recentemente, para comemorar o seu primeiro aniversário, a BRG (em parceria com a Petrobrás) instituiu o Prêmio Afrânio Coutinho que premiará trabalhos de pesquisa que utilizem obras da sua Coleção “Franklin de Oliveira”. Podem concorrer professores, jornalistas, pesquisadores e usuários inscritos da BRG. Prêmios de R$ 3.000,00 a R$ 8.000,00.

  • O Cara 15/02/2007 at 13:55

    Machado é 1000. E não se fala mais nisso.

  • Cezar Santos 15/02/2007 at 15:32

    Rodrigo Levino,

    “Acho que falta a Machado de Assis a repercussão e a diluição lá fora que teve por exemplo o Jorge Amado.”

    Diluição? Como assim?

  • Tibor Moricz 15/02/2007 at 15:42

    Ele quis dizer difusão.

  • Rodrigo Levino 15/02/2007 at 16:33

    Cezar, diluir, difundir, fazer-se conhecido, por aí.

    Abs.

  • Vívian 15/02/2007 at 18:07

    Uns braços, pra mim o mais importante!

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