Millôr e o presidente do Senado

03/02/2009

Em homenagem à eleição de José Sarney para a presidência do Senado, tomo a iniciativa de republicar, para refrescar a memória das velhas gerações e implantar memórias fresquinhas nas novas, um dos textos em que, em 1988, em seu “quadrado” no “Jornal do Brasil”, Millôr Fernandes dissecou o livro “Brejal dos Guajas”, do imortal maranhense. Millôr não ficou nisso: a série crítica completa pode ser lida aqui.

As opiniões divergem. Alguns brilhantes e cultos intelectuais (…) afirmam, audaciosamente, que Brejal dos Guajas é um livro. Eu garanto que não. É uma anedotinha “socialzinha” tolinha (já contada mais de um milhão de vezes) da briguinha de dois coroneizinhos de uma cidadezinha perdidinha no interiorzinho do Maranhão. O autor deve ter lido umas 20 páginas de Jorge Amado (Marli, que socialismo!) e umas cinco de Guimarães Rosa (Zezinho, que linguagem! E que difícil, Murilo!) e isso, claro, lhe causou uma indigestão na cabeça. Reacionário desde sempre, deve ter achado fascinante e lucrativo ser um escritor do povo. Sem jamais ter entendido a realidade em volta, naturalmente fundiu diante do realismo mágico. Incapaz de juntar sujeito e predicado em português escolar, se perdeu na aventura da linguagem que é Guimarães Rosa – e até hoje não encontrou a volta.

A istória do Brejal não se sustenta no todo ou em partes. No todo, porque tem um “enredo” sem a mais mínima consistência, a tentativa poética é lamentável, a de filosofia ridícula. Em partes porque, no livro, praticamente, não tem uma frase que não seja errada em si mesma ou incoerente em relação a outras mais adiante ou mais pra trás. E, perto da estrutura dos personagens do Brejal, os personagens da Praça da Alegria, da televisão, são obras-primas de criação psicológica, heróis do Guerra e Paz.

Brejal dos Guajas só pode ser considerado um livro porque, na definição da Unesco, livro “é uma publicação impressa não periódica com um mínimo de 49 páginas”. O Brejal tem 50. Materialmente, Sir Ney salvou-se por uma página. Contam os íntimos que o “escritor”, depois de vinte anos de esforço, bateu o ponto final na página 50 e gritou, aliviado, pra dona Kyola: “Maiê, acabei!”

85 Comments

  • Bruno M. Oliveira 03/02/2009 at 19:19

    Sir Ney?! É de matar! O Millôr tem umas tiradas geniais.

    Agora, grave mesmo foi o ex-presidente ter sido recolocado à testa do Senado Federal. Viva o retrocesso!

  • Adair 03/02/2009 at 19:20

    E não tem comentário. Sem comentários. Ou melhor, estamos fudidos.

  • Adair 03/02/2009 at 19:21

    Ou melhor, continuamos fudidos. O resto é literatura barata.

  • Hélio Jorge Cordeiro 03/02/2009 at 19:26

    Isso que aconteceu, é soma do todo, pessoal.

  • robledo duarte 03/02/2009 at 19:36

    Livro bom são aqueles que não são escritos, por exemplo, como infernizar a vida de jose serra, por jose sarney. aias o millor é um genio, mas, como picasso, é um puta chato.

  • wagner 03/02/2009 at 19:49

    Oi Bruno, é Sir Ney mesmo. Em Pinheiro-MA, terra natal do José Sarney ou melhor, do José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, morava um inglês chamado Ney, que fazia questão de ser chamado Sir Ney. Obviamente que os pinheirenses não pronunciavam a palavra corretamente, então ficou Sarney. Naquela época nasceu o pai do Jose Sarney, digo do Zé Ribamar, ao qual foi dado o nome de Sarney, já que achavam ser este o nome do tal inglês. Anos depois, o nosso Riba, já formado, ingressa na vida política com o nome de José do Sarney (é comum no nordeste fazer esta ligação do nome do filho ao nome do pais: Maria da Josefa, João do Paulo etc.). Ao ser consolidado e já famoso como presidente do partido dos milicos torturadores, virou JOSE SARNEY, comandante da ARENA, o partido que combateu o MDB, embrião do PMDB. Hoje no Maranhão essa familia Araújo Costa foi extinta, pois até os parentes 10º ou mais graus do Zé Ribamar, fazem questão de serem chamados com o sobrenome Sarney.

  • Pedro David 03/02/2009 at 19:56

    Na verdade, o que surpreende não é o livro do “Sir” ser ruim e sim compararmos o jornalismo de outrora com o de hoje. Se a gente entrar numa redação, as pessoas que nasceram no final do Governo Figueiredo e início da Era Sir Ney já são quase maioria. Eu sou um deles. Não senti nem cheiro de ditadura na vida. Entretanto, parece que todo mundo tomou prozac.

    Entendo que não se produz um Millor a cada esquina, mas todo mundo deixou passar, por exemplo, uma entrevista que o Sarney deu, logo após o resultado da eleição, dizendo que tinha pensando muito antes de se candidatar, por que sabia que uma vez eleito teria que deixar a literatura de lado. Era a deixa certa pra alguém dizer… ” A Literatura agradece…” Mas ninguém falou, ninguém viu, ninguém sabe…Ainda paira sobre nós s sombra desses velhos caciques, que se arcaicos fossem, não seriam eleitos presidentes nem do clube da esquina da casa deles. Ultrapassado está o Millôr… deve ser isso.

  • Pedro David 03/02/2009 at 20:06

    Honestamente, o que me surpreende mais não e Sir Ney ser presidente do Senado, ou péssimo escritor, e sim a covardia do jornalismo de hoje. A maioria das pessoas, nas redações de hoje, não sentiu nem cheiro de ditadura. ( Eu sou um deles, embora seja um ” descolunado” operário da notícia), Mas ninguém é capaz de produzir uma criticazinha mais esperta, mordaz. O Sir Ney, na primeira entrevista que deu depois da eleição, disse que havia pensando muito antes de se candidatar pois sabia que uma vez eleito teria que abandonar a literatura. Deixaram passar essa pérola e ninguém pra dizer: ” A literatura agradece.” Vai ver, arcaico não é o Sarney — até por que foi eleito presidente do Senado Federal — e sim gente como Millôr.

  • Luiz Pacheco 03/02/2009 at 20:11

    Sir Ney de volta! É o tempo passa o tempo voa e no Brasil os de sempre continuam numa boa.
    Como diz um amigo meu, só muda a mosca o coco continua o mesmo!

  • Fernando Torres 03/02/2009 at 20:23

    Simplesmente um clássico. Como o paletó jaquetão!

  • Carlos Eduardo Shultz 03/02/2009 at 20:41

    Amigos, na verdade o que se faz urgente é ler o livro : “Simplesmente a Realidade” by José de Alcebíades e Cavalcanti. Isto sim é falar sobre o REAL. O resto é somente o resto…
    Confiram!

  • abel j. da silva 03/02/2009 at 20:55

    Dizem por aí que o Sir Ney não é do Maranhão! O Maranhão é que é todo dele! Terra onde a verminose faz suas vítimas como num campo de guerra!

  • Roberto Vilar 03/02/2009 at 20:55

    O problema nao é sabermos a definição da Unesco para “livro”! O problema é o q entendemos por “escritor” e chamarmos o Sarney de escritor. Aí é dificil de aguentar !

  • Trajano Chacon 03/02/2009 at 20:56

    Sarney pelo menos é um pai afetivo e um homem elegante. O Millôr é uma desgraça, a começar por esse nome horroroso!

  • John Coltrane 03/02/2009 at 21:18

    Ahaha, 50 páginas é muito bom.

  • Antônio João Xavier 03/02/2009 at 21:37

    É uma m.e.r.d.a, é uma m.e.r.d.a, é uma m. e. r. d. a…. …. ..

  • armando jonas 03/02/2009 at 21:47

    O problema a que ninguém se detém é o Sarna ser senador pelo Amapá. O ato é em si a prova da esculhambação
    brasileira. Lei, ora lei? Já disse um dia um certo alguém. Um homem que tem a vida toda marcada pelo estado do Maranhão, onde manda e desmanda desde sempre, ser eleito senador pelo Amapá… é falta de tudo: vergonha, ética, moral… Cadê Gilmar numa hora dessas? Cadê nossos juristas? Cadê nossa imprensa? Lamentável….

  • Josaurelio Medina 03/02/2009 at 21:53

    José Sarney é a figura que me dá força para ser a favor do aborto! Se a mãe dele tivesse feito o que o pai queria, não teriamos nem o “imortal”, nem o “político”

  • André Lima de Almeida 03/02/2009 at 22:00

    Estou numa fase de odiar Millor. Já o achei genial e ainda acho. Mas hoje não. Não sei se é a virose. Enfim, essa mania de desgostar coisas de figuras públicas (a-que-se-publique) denota um tom de iconoclastia reversa. Enfim, o rei-de-falar-mal-dos-outros acaba por ser um ídolo dos tolinhos que o exaltam.

    Eu gosto do Millor. Mas não o acho um “Deus” a ser babado. Da mesma forma o dono deste blog colocou algo que sinceramente já prescreveu. Hoje o Brésil não é o mesmo da época de Sir Ney. E muito menos o dito-cujo. Portanto, acho um tanto deslocada e até mesmo inadequada essa crítica.

    Se foi por que o pobre coitado ex-presidente foi eleito dono do Senado, pior ainda. Não defendendo o cabra. Longe disso. Só achei, de uma maneira bastante imparcial, que a crítica escolhida pra fazer todo mundo rir foi parcial demais.

  • Francisco 03/02/2009 at 22:14

    Essa crítica do Millor só se justifica pelo datado do comentário: era o finzinho da ditadura. Naquele contexto a esquerda vaiava até Pelé (coitado) que dirá o presidente da ARENA. O fato é que li alguns artigos em revistas de Sarney e gostei, pior, li um dos poemas do Marinbondos de Fogo (sua obra de referencia) e não achei ruim (tambem não amei, é verdade). Moral da história: já estamos um pouco velhos para falar mal de um livro que não leu, isso é coisa de adolescente. Marco Aurélio foi imperador romano e qualquer um fica surpreso com os textos do cara. Como um politico podia escrever aquelas pérolas de sabedoria? Há politicos que “dão errado” e acabam sendo bons em alguma coisa, as vezes até em politica! Não descartaria a priori a possibilidade de Sarney ser um escritor “válido” afinal, o Brasil é um país totalmente surpreendente, A propósito: Obama nasceu no Hawai e foi senador por outro Estado dos EEUU. Nem tudo que parece esculhanbação é.

  • Bielle 03/02/2009 at 22:24

    Caro Wagner (19,49), você foi fantástico. Parabéns. Que tirada !

  • José Carlos 03/02/2009 at 22:26

    Quem não concordar, faça melhor. Calma, melhor que o Millor (agora, sem acento), não. Melhor que o “Sir”, provavelmente. E pensar q continuamos dependendo dessas “canetadas”.kakakakakakakakakak

  • Mike 03/02/2009 at 22:30

    Já viu que Millor não entende nada de literatura.. Cadê as obras que ele escreveu, criticar a obra dos outros é muito bom. O Millor é bom mesmo é de tirinha de jornal.

  • Ultrajan o Chaton 03/02/2009 at 22:34

    Melhor seria se ele fosse apenas um pai de familia afetuoso e elegante e não viesse foder o país inteiro sendo por exemplo … presidente! Até que como escritor ele serve pra uma coisa: piada. Ah… e nome bonito é o seu Trajano Chacon!?!?

  • Rodolfo 03/02/2009 at 23:05

    Vocês já se deram ao trabalho de ler um livro do Sarney? Eu só li os poemas e digo que são ruins. Mas já ouvi gente dizer que a prosa é boa.

    Esses rumores de que ali pode haver algo ainda não me deram curiosidade de conhecer o seu trabalho, e uma crítica dessas do Millor realmente deve bastar para a maioria de nós condená-lo (afora o fato de que ele é um político que mama há 50 anos, e ainda que escrevesse bem nós tenderíamos a execrá-lo), mas quem sabe? Quer dizer, alguém por aí sabe? Temos algum crítico que leu romances do Sarney por aqui? Que se manifeste!

  • Marcirio 03/02/2009 at 23:08

    Nao sei de onde o Abel da Silva (20:55), tirou essas informaçoes, de que no MA., as verminoses fazem vitimas como em um campo de guerra. E claro que existem casos como em qualquer outro lugar desse Brasil tungado pelos Sirney´s da vida. Porem, uma coisa e alguem comentar a literatura do ex-presidente, sem conhece-la de fato; outra e falar imbecilidade sobre um estado que nao se conhece.

  • Mulher Gata 03/02/2009 at 23:11

    Ele pode não ser um bom escritor e menos ainda um político que tenha prestado principalmente pro Maranhão, mas que o cabra tem sido ótimo político pra ele mesmo …Ah isso tem…Êta que coroné raposa estrategista resistente e “existente” maior não há…Virxi que o “homi” obviamente não mereceria ir pra ABL, porém pro livro dos recordes em tantas coisas, ah isso mereceria…rsss, só rindo pra não chorar com repeteco de tanta patifaria e patacoada(quem não souber o significado que vá pro dicionário).

  • Pedro David 03/02/2009 at 23:12

    Desculpem o cometário duplicado acima, mas é que às vezes demora pra postar e fica parecendo que não deu certo…

    Francisco, acho que você está confuso. Desde quando Millôr é de esquerda ?

  • Francisco 03/02/2009 at 23:22

    Para quem não sabe ou não lembra da história o sobrenome sarney veio exatamente por causa do pai dele que era chamado de Sir (Sir Ney). Daí o nosso querido marimbondos de fogo assumiu o sobrenome de SARNEY em função da PRONÚNCIA dos nordestinos que pronunciavam o nome do pai dele como sarney. Assim, ele era chamado José (filho) de sir Ney. De qualquer forma creio que nossa ABL hoje está perdida e o velho Machado de Assis deve se revirar no túmulo quando vê novos Membros que parecem entra pela janela…

  • thais 03/02/2009 at 23:34

    acho esse millor um tremendo de um chato!e o pior é q ele se acha o tal apontando esse dedo velho para os outros!ve se fica na sua millor.até o nome é chato!

  • Humberto Gesser 03/02/2009 at 23:44

    Esse colunista Milord, que escreve colunas para ler-se emconsul-
    torio médico quando já se foi a paciencia de esperar, tbem é uma
    especie de Sirney. Nós não estamos atrazados só pelos Sirneys,
    mas por conivencia tbem dos Milords.

  • tomás turbano 03/02/2009 at 23:45

    Quando vamos nos livrar do Sarney?

  • Odilon Moura 03/02/2009 at 23:56

    Eu Acho que o millor é “Alto de data“ Ka Ka Ka Ka………

  • Joaquim Papagaio 03/02/2009 at 23:56

    Juntam-se no mesmo saco Sarney e Millor.
    Um pelo passado e presente: oportunista, espertalhão, corrupto, …
    Outro pela mediocridade, sua e de seus seguidores, que nada produz, a não ser beber e criticar, sentado em seu rabo.
    Um por ter gerado uma linhagem de oprtunistas, corru[ptos, espertalhões, …
    Outro por não ter a capcidade de nada gerar, a não ser a malidicência e a propagação do ódio per si.
    Ratos do bueiro, lado a lado,
    no mesmo saco,
    lançados na mediocridade dos incultos que trafegam pela direita e esquerda,
    lado a lado.

  • isaac 04/02/2009 at 00:06

    millôr: meu herói.
    sarney: meu cocô.

  • Salvador de Farias 04/02/2009 at 00:33

    O Sarney só publicou seus livros porque foram bancados com dinheiro público. São uma lástima. Humor involuntário puro. A melhor serventia que pode ter um livro do Sarney é calçar a perna de uma mesa torta. Nem para a higiene pós-evacuatória serve.

  • Odilon Moura 04/02/2009 at 00:38

    Eu Acho que o millor é “Alto de data“ Ka Ka Ka Ka………é de lonnnnnnnnga datttttttaaaaaaa…………………………………

  • Ilse 04/02/2009 at 00:59

    Sarney e Millor
    Os dois juntos , trocados por merda ninguém não herda e trocados por bosta não tem resposta.

  • sch 04/02/2009 at 01:06

    O grande MILLôR deverá ficar atento com as empresas de Marketing, principalmente as que tem como clientes empresas de papel higiênico. Porque os publicitários ganharão muito dinheiro vendendo estas folhas de papel borradas com coliformes fecais, em forma de letras.
    Numa jogada de marketing, e tentando popularizar este tipo de “leitura”, eles colocarão nas gôndolas de produtos para higiene dos supermercados e armazéns. E tem mais com aquele bigode a assepsia ficará completa não deixando sequer uma freada de bicicleta . Portanto, CUIDADO MILLÔR !!!

  • José 04/02/2009 at 01:34

    O Milôr é um gênio, fala 135 línguas, etc. et alli, mas “colonista” da Veja “meu cumpádi”, vai a PQ te P…

  • avabrazil 04/02/2009 at 02:32

    Como eu resolvo certos problemas:
    1. para escritores como Sarney – não leio.
    2. para políticos como Sarney – voto nulo a 10 anos.
    3. para Referências como o Millor – Millor, perdoe-os, eles não sabem o que dizem!

  • Victor 04/02/2009 at 03:55

    Acho que quem tiver tempo deve ler a genial crítica do Millôr. Ele fala mal do livro com tanto gosto, que se fica com vontade de ler só para pescar as bobagens literárias do Sir Ney…

  • Memórias 04/02/2009 at 06:12

    Tão falando mal da origem do “Sarney”.
    Millôr era pra ser Milton.
    O acento circunflexo em cima do “O” é a parte de cima do “T” e o “R” é o “N” com “perna curta”. Tudo fruto da caligrafia capenga do escrivão do cartório onde ele foi registrado e culpa do papai dele que saiu do mesmo cartório com a certidão na mão, sem conferir se o nome estava correto …
    Onde nasceu Millôr? Isto eu não sei.

  • o arabe 04/02/2009 at 07:42

    Amigos, estou estarrecido! Não só pela crita do millor, e que eu sei ,nunca ter lido o livro, como também, pela genial idéia de pesquisa,feita pelo nosso preclaro jornalista e detentor da coluna?!…Fora , um ou outro, o que se leu foi um festival de bobagens e com problemas sérios de ortografia. Sim , eu sou do maranhão e olhem bem o rabo de vcs.

  • Paulo Bentancur 04/02/2009 at 07:43

    caraca, gente! O Millôr traduziu uma dúzia de peças do Shakespeare, e, vírgula, traduziu mesmo. Perguntem à Bárbara Heliodora, Sra. Shakespeare no Brasil, que não leva ninguém para cumpadre, se ela acha as traduções do Millôr ruins. Vai responder que estão entre as melhores já feitas no País. E o Millôr não é papagaio, ou seja, “tradutor, traidor” no bom sentido. Soube, tanto quanto possível, modernizar o português resultando do inglês elisabetiano. Sem contar as peças de teatro “É…”, “Liberdade, liberdade”, “Flávio, Cabeça, Tronco e Membros” etc. Como jornalista, e escrevendo desde os 14 anos (não levam isso em consideração para aplaudir?!), e com essa idade tendo feito coisas boas, aos 17 já na principal revista brasileira à época, O CRUZEIRO, é natural que 70 anos quase de produção tenham resultado em 25.500 dias em que raramente o cara descansou. Deus da criação? Claro que não! Se o Sarney é tão ridículo quanto abusado, o Millôr, que o debulha criticamente, não é necessariamente um Shakespeare. Mas é um jornalista de carreira exemplar, a mais longa no jornalismo brasileiro hoje (uma vida inteira meeeesssmo), e deve ter produzido, por baixo 30.000, 40.000 textos. É muita coisa, é coisa demais. Da quantidade se tira a qualidade. Picasso produziu cerca de 10.000 obras. Quantas são lembradas, incensadas? 30, 40 talvez. Mais do que o suficiente. Mas façam a conta e vejam a desproporção. O que concluo, é que se tem leitor dizendo que pouco sabemos do Sarney, dá para afirmar tranquilamente que menos ainda se sabe do Millôr. E ninguém menos que o Luis Fernando Verissimo, quando chamado à VEJA para substituir o Millôr, numa blague simpático, claro, mas não menos verdadeira no plano crítico, saiu-se com esta: “Eu substituir o Millôr?! Só vim aqui resolver um problema de assinatura. Me larguem, socorro, socorro!” Acham que o Verissimo escreveria uma única linha favorável ao Sarney? Acham que o Verissimo cairia no primarismo de fazer isso apenas por “implicar” com o Sarney”? O Millôr tem mais o que fazer do que perder seu tempo ocupando-se coma obra do Sarney. Contem o tempo em que ele se ocupou da do Shakespeare… Ele simplesmente achou que a coisa estava demais e resolveu fazer crítica para valer diante de um mal social, coisa que alguém tinha de denunciar. Denunciou. Desmacarou o “escritor” Sarney. Quanto ao Millôr, tenho minhas reservas, sim. Acho por exemplo que ele não chega a ser um humorista, embora tente escrever com humor. Mas, a exemplo de Bernard Shaw e Oscar Wilde, é um frasista como poucos. E isso não é pouco.

    Grande blog, Sérgio! Grande pique o de vocês, leitores.

  • Emílio 04/02/2009 at 07:51

    – Millor, Sarney, Brasil; é tudo a mesma merda !

  • Aldrin Iglésias 04/02/2009 at 08:24

    E a vergonha de “descobrir” Millôr Fernandes apenas no ano passado? Uma eterna vergonha minha. (risos)

    Abraços!

  • Graça 04/02/2009 at 08:34

    Quer horror! Concordo que Sarney não é grande nome para coisa nenhuma, nem política, nem literatura. Mas, cruzes, alguns dos brasileiros, entre todos, o primaz tradutor de Shakespeare, Millôr, só sabem do pérfido falatório e de sujar o nome do Brasil. Renegar a si é triste. Há um ditado popular que sintetiza os hienas mencionados. Eles querem mesmo é :”mamar na gata”.

  • coelhonereu 04/02/2009 at 09:01

    obrigado por me alertar, eu acredito em voces, não lerei bosta alguma desse cara..valeu

  • fafinha 04/02/2009 at 09:02

    Li algumas “obras” de Sarney. Verdade seja dita, é ruim mesmo!!! É de se lamentar o desperdício de material, tempo, recursos e energia para tanto besteirol.
    Concordo com a Graça: Sarney não é grande nome pra coisa nenhuma!!! Você lembra de algo que ele tenha feito que melhorou sua vida, cidadão/contribuinte brasileiro? Não fez e nem vai fazer, nem que seja político por mais 100 anos…

  • hcmaia 04/02/2009 at 09:16

    Mestre Millor.. quem tem um amigo como você está hiper vacinado contra qualquer espécie de inimigos,mesmo os mais
    atrozes.O seu gen,se trabalhado em laboratório,daria uma Vacina
    contra maldades,e daria,por consequência,O prêmio Nobel ao seu descobridor.Virgem Maria!!!!!!!!!

  • Jade 04/02/2009 at 09:20

    Muita injustiça com o Sarney. Tá cheio de escritor medíocre por aí que é blindado por corporações editoriais contra qq tipo de crítica. Não conheço nenhum blog que exponha a mediocridade e a picaretagem do “imortal” (!!!!!) paulo coelho (se alguém conhecer por favor me avise, é sério). A diferença deles pro sarney é que ele é político, e é mais gostoso (e passa certamente impune) bater em reputação de político. Se não fosse político, não receberia nenhuma ou quase nenhuma atenção devido a essa falta de talento que o marca.

    Já ao criticar o contraste entre sua mediocridade intelectual e seu grande poder político, acho que se comete-se um equivoco. Eu prefiro muito mais um politico intelectualmente mediocre (sarney e collor por exemplo) do que um intelectualmente capaz (fhc). O dano causado pela sua governação é menor (sarney nada fez enquanto presidente, nem pro bem e nem pro mal, quem dera fhc tivesse ido pro mesmo caminho). Se é pra escolher um mau carater que se escolha o mais burrinho. Penso portanto que sua mediocridade deve ser comemorada, tipo “fantástico, aquele ali é um incapaz, dos males o menor”.

    PS: só eu que acho triste para o país o paulo coelho ser membro da academia de letras ? Isso é mais triste do q o sarney ser de novo presidente do senado.

  • Jade 04/02/2009 at 09:22

    ERRATA: “se comete-se” foi foda…

  • José Carlos Lopes de Oliveira 04/02/2009 at 09:30

    Gostaria de saber uma só coisinha que este indivíduo fez pelo Brasil. Uma só, que justificasse sua posição de político.
    Talvez este cara seja a maior prova viva que o Brasil é um país de imbecilódes e tem um governo montado em cima de conchavos onde os interesses próprios dos políticos sejam a tônica principal e seus objetivos.
    Quanto a literatura, nós todos que gostamos de ler agradecemos a sua ausência.

  • Klaus 04/02/2009 at 09:33

    Mais um jornalista com inveja do cara so porque é senador, enquanto a única coisa que o jornalista faz é ficar zuando e não faz nada pra melhorar, um dia voce aprende.

  • GG 04/02/2009 at 09:36

    O melhor de Sarney é o “Dono do Mar”..anhãO.

    Fantástico!

  • Klaus 04/02/2009 at 09:42

    No dia que algum jornalista tiver ao lado do povo voces me dizem, a única coisa que fazem é falar mal de tudo e não trabalham para melhorar, só ficam la no jornal esperando qual será o proximo que eles vão ferrar a imagem, o pior é aquela cara de honesto deles, ninguem merece

  • Klaus 04/02/2009 at 09:47

    Aposto que qualquer um aí gostaria de estar la no lugar dele mas não tiveram essa capacidade e ficam aí com inveja do cara criticando e não fazem nada para resolver o problema. Esse é o mal do Brasil so criticam e não tomam atitude para melhorar. Mens, ,you are a patetic losers

  • Jade 04/02/2009 at 09:51

    Sr José Carlos Lopes de Oliveira,

    moro na europa a seis anos quase e aqui a poítica tão patética e corrupta quanto no Brasil. Nesse momento, acho que a Merkel (não tenho certeza) é dos raros chefes de estado europeu que não está envolvida em nenhum escândalo grave. Sarkozy é acusado de todo tipo de perseguição política na frança (chega a perseguir explicitamente um rapper), Sócrates em portugal deve cair a qualquer momento (descobriram escândalo em moldes semelhantes ao do Collor) e Berlusconi nem merece comentários. Sabe qual a diferença ? Aqui eles aprenderam que mais vale uma corrupção abafada do que uma exposta, já que imagem (dos respectivos países no caso) é dinheiro. Sarney, acredite, é melhor q muito governante do primeiro mundo.

    Triste é ele ser “imortal” da academia, já q é um indicativo ou de corrupção ou de desqualificação (ou dos dois) numa instituição que deveria ser exemplo pra outras. Isso sim já é mais difícil de achar na europa.

  • OTANIR VAZ 04/02/2009 at 10:17

    O PMDB é como biruta de aeroporto, se vira para onde o vento sopra. Apoiou o governo SARNEY, apoiou o governo COLLOR, ITAMAR, FHC e agora o LULA. Um senhor traduzia assim tanta desfaçatez. Quem tem a chave do cofre… Eu apoio.

  • paulo fernando 04/02/2009 at 10:22

    José Sarney!!!! É um político de M…, um escritor pior ainda e o mais grave é IMORTAL.

  • paulo fernando 04/02/2009 at 10:25

    José Sarney!!!!! Politico de M…, escritor pior ainda e o mais grave disso tudo, ele é “IMORTAL”. Esse homem não morre!!!!!

  • Eric Novello 04/02/2009 at 10:44

    Dos comentários desse tópico gostei bem mais :) Abss!

  • Lori 04/02/2009 at 11:06

    José Sarney: gerador de cancêr brasileiro.

  • josé rubens 04/02/2009 at 11:16

    Apenas uma perguntinha: será que o Bruxo do Cosme Velho tomaria o chá na ABL com o Sarney ao lado?

  • Fulgêncio Jr. 04/02/2009 at 11:18

    Vou torcer pro Sarney não
    atrapalhar o governo (LULA),
    que está indo muito bem,
    e torcer também pro Millor
    falar um pouco melhor do LULA.
    Acredito que foi o melhor
    governo que ele (Millor) já viu,
    e olha que ele já viu muitos.

    Fulgêncio S. Júnior

  • Odbem 04/02/2009 at 11:34

    Meus prezados,

    esse Milllor por tudo e por nada não se identifica e nem se declara;
    que saudade do Arrelia e do carequinha que assumiam haver nascido para o circo; o Milllor com a alma vestida, nega aquela condição e esconde o colarinho folgado de palhaço que é.

  • Andreas 04/02/2009 at 12:20

    Elucidativo o comentário do Wagner.
    Enquanto isso, nos EUA, Obama está às voltas com auxiliares relapsos em relação ao fisco.
    Já aqui, o eleito presidente do Senado (Sir Ney), a poucos dias da decretação da falência do Banco Santos retirou todas suas aplicações e as destinou ao Banco do Brasil, nas suas próprias palavras. Será isto presságio? prestidigitação? adivinhação? ou foro privilegiado?
    Nos EUA, apesar de tudo, Sir Ney provavelmente estaria na prisão. Já aqui…..

  • Rafael 04/02/2009 at 12:26

    “A istória do Brejal não se sustenta no todo ou em partes.”

    Sejamos sinceros. A frase acima aplica-se mutatis mutandis a uma significativa parte da produção literária brasileira.

    Essa peça de “crítica literária” causa um frisson particular em quem a lê porque o alvo das alfinetadas é mesmo indefensável. Millôr fala mal de quem todo mundo fala mal; assim é fácil.

  • Antonio Neto 04/02/2009 at 12:29

    Falar em Sarney e livros como ficou o filme que andaram rodando um tempo atrás aqui no Maranhão. Cadê este filme? Quem patrocinou?

  • joao gomes 04/02/2009 at 13:17

    peraí, mas alguem leu esse livro?

    pergunta inocente.

  • Rosane 04/02/2009 at 14:30

    Nossa, vejo que as pessoas continuam como sempre, sendo ótimas em analisar os outros, e acabam pecando por não analisarem seus próprios atos.
    Millôr é um excelente escritor, genial… mas é humano e nesta condição passível a erros (apesar de que na minha opinião de pobre mortal, ele esteja certísimo em sua crítica ao Sarney ” escritor” ).
    não estou aqui pra defender o Millôr, mas para pedir que as pessoas reflitam mais antes de agir, pois a maioria das pessoas que ao sentirem desagrado ao ler o que ele escreveu sobre Sarney, analisou apenas este texto do brilhante escritor e escreve sobre ele o colocando no mesmo nível do “escritor metido a político” (ou seria o contrário??? ainda não sei no que ele é pior.. heheheh) Ops…. vejam só já ia pecando e cometendo o mesmo erro de analisá-los… compará-los e criticá-los…
    Houveram comentários até evocando nomes de outros políticos, sendo que todos tiveram seus erros uns maiores outros menores, alguns fizeram coisas que alguns gostam, outros desgostam… Dizer que Lula é melhor que FHC???? quem poderia comer uma afronta destas???? o Governo Lula só deu certo por ele ter feito após eleito tudo diferente do que prometeu… heheh ele não tinha dito que era a solução de todos os problemas quye tudo seria diferente… o que ele mudou?
    o nome do bolsa família (aquele que é pagpo até para gatos?????)… eita… e olha só… ME TRAÍ novamente….
    VIRAM??? ESTA TESE JÁ BEM ANTIGA DE QUE APONTAR OS DEFEITOS DOS OUTROS É MUITO MAIS FÁCIL QUE ENXERGAR OS PRÓPRIOS.. É REALÍSSIMA E IMPIEDOSA, MESMO SABENDO DELA SEMPRE ACABAMOS INCORRENDO NOVAMENTE AO ERRO…. SOMOS HUMANOS, ERRAMOS E PRECISAMOS APRENDER COM AS DIFERENÇAS… PRINCIPALMENTE COM AS DIVERGÊNCIAS DE PINIÕES, AO DISCORDARMOS DEVERÍAMOS USAR AS OPINIÕES DIVERGENTES PARA APRENDERMOS COM AS DIFERENTES VISÕES DOS ASSUNTOS, E NÃO SAIRMOS ATACANDO O OUTRO…
    JURO QUE VOU CONTINUAR TENTANDO ( apesar de neste texto mesmo não ter conseguido hhehe) errar errar isso me irita, mas tenho que aprender a conviver com isso, pois mesmo pessoas geniasi como Millôr (eu estou muito longe disso) também podem errar ( ao menos na visão de alguns), como já diziam a muitos e muitos anos… IMPOSSÍVEL AGRADAR A GREGOS E TROIANOS!!!!
    mas vamos seguindo e tentando aprender…

  • Rosane 04/02/2009 at 14:51

    Em tempo, o comentário enviado a pouco, não foi escrito por nenhuma imortal, mas por uma pobre e mera mortal, e ainda por cima apressada… que nem ao menos revisou o que escreveu antes de enviá-lo… portanto, contém inúmeros erros, desde erros de digitação a erros ortográficos e de concordância… antes que novamente os comentários se desvirtuem, fica o alerta… obrigada

  • Daniel Brazil 04/02/2009 at 16:02

    Caramba, este blog costumava ser frequentado por pessoas mais bem informadas!
    Agora tem gente que não sabe o que o Millor fez (e escancara a ignorância com típica prepotência), outro que julga os jornalistas “todos iguais”, que se mete a escrever (errado) em inglês, que defendem efeagacê ao comentar a literatura de Sarney…
    Será que o preço da popularidade é esse, Sérgio? Tá ficando caro!

  • Mr. WRITER 04/02/2009 at 17:40

    Podia ser pior… Podia haver um livro escrito pelo Lula…

    Caras, será que vocês têm noção do que seria isso? Um livro, escrito pelo Lulla?

    Impensável, ou não… E dava até pra escrever um livro sobre o livro que o Lulla escreveu.

    Uma comédia, ou um tragégia, ou uma palhaçada, ou um pesadelo, ou um terror… sei lá, algo assim.

    E também recai sobre mim a dúvida do amigo João Gomes. Alguém leu esse “livro do Sir Ney?

  • Lucas Colombo 04/02/2009 at 18:20

    Não só o Millôr era ás na arte de pegar no pé do Sarney. O Paulo Francis, também. Quando o Sarney foi a Nova York, o Francis disse: “bem que eu senti um cheiro de capim…”.

  • carlos 04/02/2009 at 19:26

    Sir Ney no Sir Nado é naufrágio.

  • humberto werneck 05/02/2009 at 07:45

    Sérgio, me lembro do “quadrado” do Millôr no último dia no governo Sarney. Mostrava um Sarneyzinho garoto, já de bigode, sentadinho numa privada, aos berros: “Manhê! Acabei!” Pensando bem: tudo a ver com um autor que, mais do que escritor, é um excretor.

  • Daniel Brazil 05/02/2009 at 07:52

    Ainda bem que o Lula não se mete a escrever ficção, né, Mr. Writer? Você acaba de inaugurar uma nova forma de crítica, sobre uma hipótese inexistente.
    Aliás, o post seguinte, sobre Updike, versa sobre isso!

  • Hefestus 05/02/2009 at 13:35

    Daniel, você não sabe o quanto eu concordo com você…

  • Anna May 05/02/2009 at 18:04

    Hilário!!! E o cara ainda é imortal!?!?

  • Lombardi. 06/02/2009 at 12:12

    Só sei que esta na hora da sociedade pelo menos tentar oxigenar os congressos em todos os níveis porque neste país aqueles que conseguem alcançar o poder acabam se apoderando dele por gerações porque o sistema lhes permite.

    Na democracia deveria existir a alternância do poder, mas o sistema permite manobras e falcatruas que dão ao detentor do cargo facilidades para se apoderarem dele galgarem outros postos e ainda colocarem seus pares, parentes e amigos mamando nesta teta gorda e farta e sugando a interminável e suculenta seiva que só a posse consente.

    E ainda posam de bons moços e defensores da sociedade (escritores, sociólogos, empresários, religiosos, defensores de bons usos e costumes, nacionalistas, advogados, ruralistas, sindicalistas, médicos, delegados e das mais variadas profissões) driblando a tola massa despreparada e desandada que forma a cama para que eles possam dormir no berço esplêndido e fazendo da política uma profissão.

    O sistema protege os corruptos e a sociedade deveria acordar, porém ‘talvez’ por termos na maioria dos casos o DNA dos degredados, todos esteja esperando sua oportunidade em dar o bote (uma boquinha). È o que ouço na maioria das rodas de amigos de todas as classes…

    Tentem puxar o assunto coloquem o caso em questão e verão que não estou sendo radical ou preconceituoso imaginem então este mesmo assunto nas castas superiores!

    Àqueles que não pensam de forma tão vil, parabenizo e peço perdão, espero que seja a maioria.

    Lombardi Mancin.

  • Eurico Neves Jr. 25/02/2009 at 15:54

    Disse Millôr sobre Sir Ney:

    “Ninguém nunca foi tão bom em ser tão ruim”

  • sonia maria junqueira ayres 23/08/2009 at 20:27

    A democracia desse pais é apenas no papel. Infelizmente enquanto “Don Bigodon” viver vai ser assim mesmo “Um mar de Lama” e ele um “Moribudo de fogo” vai continuar mandando, todos estão presos a ele, por algum motivo.

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