Muito prazer, poesia de lombada

18/02/2013

Spine poetry, ou poesia de lombada, é a arte – pelo menos no sentido travesso da palavra – de empilhar livros de tal forma que os títulos formem um todo inteligível. Com sorte, um poema.

Consta que a ideia surgiu em 1993, mas foi só no ano passado que a prática começou a virar febre no mundo anglófono – veja aqui e aqui.

A foto aí em cima flagra minha primeira tentativa de dominar essa, digamos, nova linguagem literária. É recomendável clicar na imagem para ter melhor leitura. Mas cuidado, bibliófilos, a coisa vicia. Você nunca mais vai olhar para suas estantes do mesmo jeito.

Para mim, o que mais chama a atenção na brincadeira é o fato de ser exclusiva do mundo físico. Olha aí, coveiros do livro de papel: quero ver fazer isso no Kindle!

22 Comments

  • Rafael 18/02/2013 at 14:03

    Sérgio,
    No Kindle, é possível sim fazer algo parecido. Basta ordenar os títulos do livro de forma que surja um texto inteligível. É claro que, do ponto de vista gráfico, o resultado estético é muito diferente. Mas que dá para fazer a brincadeira, isso dá.
    Vale
    P.S.: Que falta do que fazer, não? Cada vez fico mais convicto de que a tese do ócio criativo é uma farsa.

    • sergiorodrigues 18/02/2013 at 14:16

      Você vai me desculpar, Rafael, mas empilhar títulos numa tela é coisa completamente diferente. Assemelha-se ao arcaico rabiscar de versos numa folha de papel. Tudo bem anterior ao corte epistemológico representado pela spine poetry, meu caro! Um abraço.

  • Aldo Jr 18/02/2013 at 15:10

    Achei fantástico e hoje a noite reorganizarei a biblioteca!
    E, com todo o respeito, pau no * do Kindle. Não há prazer igual ao prazer de ter um livro nas mãos, sentir cheiro de pó no sebo, rinite atacando, papel amarelado… isso é romance! O resto é artigo…

  • Rosängela Maria 18/02/2013 at 17:14

    Não é que fui lendo título por título e… Achei mesmo que a coisa combinava e dava recadinho. Não. Nada como os olhos no papel que podemos virar folha e sentir a brandura. Eu não disse brochura, disse brandura mesmo. Livros em mãos é algo que nenhuma tecnologia explica.

  • Rosängela Maria 18/02/2013 at 17:15

    E os seus assim empilhados, dá vontade de ir ali no meio e arrancar um… dois…

  • Valentim Negrellos 18/02/2013 at 18:22

    Já fui um entusiasta do livro digital, mas desde que passei da teoria à pratica confesso que estou um pouco desencantado. Ainda não consegui resposta para duas perguntas: como eu faço para revender, e, acima de tudo, como faço para emprestar um livro digital.

  • izabel cristina 19/02/2013 at 00:47

    Encontrei, encontrei alguns que sei, entenderia minhas lágrimas e tristeza ao ver livros serem postos no lixo… na casa em que vivo.

  • Rosängela Maria 19/02/2013 at 08:21

    O livro digital não pode cair no meio da noite, ali do lado da cama, o livro digital não pode estar vivo ao seu lado enquanto toma uma xícara de café, o livro digital não tem aquela doçura que é pegar a orelha e marcar a página. Ah… livro digital cansa a gente, pois na verdade só podemos ficar naquela mesma posição diante dele. Gente, quanto mais conheço Jesus, mas vejo que o livro jamais acabará. É que nós lemos muito e os livros são nossos companheiros aqui e ali. Este ano já li 4 livros, todos do Derek Prince, um erudito, hein…

  • Rosängela Maria 19/02/2013 at 08:27

    Desculpa, não foram 4, foram trës e um não é do Derek, é que em dezembro também li.

  • Rosängela Maria 19/02/2013 at 09:21

    E por falar em livro, tem um documentário fidedigno, Sangue na Areia, de Benny Hinn, Editora Vida, que não pode faltar em nenhuma biblioteca se queremos entender o conflito do Oriente Médio hoje. Pode não ser considerado da Literatura, mas é leitura pertinente para os que gostam de compreender o presente já avistando o futuro e com muita esperança.

  • Douglas 19/02/2013 at 10:40

    kkkk gostei da idéia. Acho que até os do Coelho podem entrar nessa.
    inFelizmente não tenho como conferir a tese na estantezinha aqui de casa.
    Ah, foi de propósito? Que maldade o outro texto… clichês…kkkk

  • V. Linné 23/02/2013 at 15:05

    Mesmo sem conhecer antes o conceito, já havia iniciado um projeto sobre.

    https://www.facebook.com/LitNalomba?fref=ts

  • Maria de Fátima Fafá Pinto 28/02/2013 at 08:00

    Achei a idéia muito boa!Inspirou-me a organizar a atividade em sala de aula.

  • Aline T.K.M. 06/03/2013 at 18:22

    Ótima ideia” O próximo passo, para quando tiver um dia entediante, será formar contos ou, quem sabe, romances inteiros.

    Livro Lab

  • Clara Taveira 06/03/2013 at 19:30

    Ai, gente que coisa! Os fãs do ebook não são coveiros do livro físico! -.-

    Fora isso, excelente a ideia!! =D

  • Desirèe 09/03/2013 at 12:20

    Calma gente!!! Vcs estão muito apegados ao papel! Logo teremos um Spine Poetry digital! Rafael…. Discordo totalmente de você …. O ócio se torna criativo na medida que criamos, desenvolvemos coisas interessantes! Eu me tornei fã desta prática!!!https://www.facebook.com/photo.php?fbid=458180970917291&set=a.458180467584008.1073741825.100001761753874&type=1&theater

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