Notícias de ‘Elza’

16/03/2009

“Elza, a garota” (Nova Fronteira, 240 páginas, R$ 29,90), meu novo livro, começou a chegar às livrarias neste fim de semana e já nos próximos dias deve estar com boa distribuição nacional. Para quem ainda não sabe, trata-se de um romance histórico que mistura de forma pouco convencional pesquisa jornalística, ensaio e, claro, ficção para contar a tragédia de Elvira Cupello Calônio, codinome Elza Fernandes, uma menina de 16 anos que ficou sob suspeita de traição ao PCB e, condenada à morte pelos companheiros, foi estrangulada com uma cordinha de varal.

Isso ocorreu em março de 1936, quando o governo Vargas caía de sarrafo na oposição após o fracasso da chamada Intentona Comunista. Foi um erro histórico da esquerda e um momento de apoteose do anticomunismo canarinho, com conseqüências que marcariam os rumos do país por todo o século 20. Como diz Zuenir Ventura na orelha, “acabar com o comunismo foi fácil; difícil é se libertar do anticomunismo”.

O caso Elza é notícia velha, mas recalcadíssima. Mais do que fechar o foco no crime em si, que alimentou sua cota de manchetes histéricas na época, o que me interessa no livro é investigar as décadas de silêncio que o Brasil lhe despejou em cima desde então. E o que esse silêncio, paradoxalmente, nos diz – grita, na verdade – sobre quem somos. Para isso a ficção me parece o melhor instrumento que existe por aí.

A imprensa começou a tratar do romance antes de sua chegada às prateleiras. Em reportagem na “Folha de S.Paulo” do último dia 7 (aqui, só para assinantes do jornal ou do UOL), Luiz Fernando Vianna dá destaque à mistura de não-ficção com ficção e observa que, nesta, “há um fundo falso”. Na “Bravo!” deste mês (acesso livre à íntegra aqui), a resenha de Jonas Lopes foi a primeira a adiantar alguns juízos críticos:

Graças ao ritmo de thriller, “Elza” é difícil de largar. Seu maior mérito, no entanto, é adentrar o território da ficção com base em eventos históricos, algo pouco usual na literatura brasileira contemporânea – com raras exceções, caso de “Nove noites”, de Bernardo Carvalho. E, como provam os melhores autores estrangeiros, de Philip Roth a W.G. Sebald, mergulhar em traumas coletivos ainda é a maneira mais eficiente de exorcizá-los.

Na “Veja” que está agora nas bancas (quem for assinante Abril pode ler a íntegra do texto aqui), Jerônimo Teixeira aponta uma suposta inverossimilhança da parte ficcional – o ponto mais forte do livro, na minha opinião –, mas ressalva que isso não compromete o todo:

O drama de Elza (…) é exemplarmente reconstituído, e confere ao livro um certo motivo trágico: o estúpido sacrifício da inocência em prol do que se supõe ser uma causa maior. Não há nenhuma diatribe ideológica no romance.

A última edição da “Revista da Semana”, da qual sou colaborador, adianta em duas páginas luxuosas o trecho inicial do primeiro capítulo – infelizmente, sem versão online.

Finalmente, uma deliciosa notícia sobre os bastidores do livro – que nasceu da encomenda de um relato estritamente jornalístico feita pela Nova Fronteira primeiro a ele, que recusou o convite por falta de tempo e indicou o meu nome – acaba de ser dada pelo jornalista e escritor Geneton Moraes Neto em seu blog. O post termina assim:

Em uma frase: “Elza, a garota” é um dos melhores livros brasileiros lançados nos últimos tempos. Feita esta declaração, o autor-que-foi-sem-nunca-ter-sido recomenda: corram para as livrarias.

Deve-se dar um desconto: Geneton é meu amigo e portanto suspeito. No entanto, mais suspeito ainda, eu acho que quem correr não se arrependerá.

63 Comments

  • Rafael 16/03/2009 at 13:49

    Sérgio,

    Diverti-me à beça lendo a resenha da Veja, na qual você aparece como um autor que teve a coragem de revelar um episódio negro da história do Partido Comunista Brasileiro, ousando manchar a reputação do divinizado Luis Carlos Prestes, vulgo Cavalheiro da Esperança. A diversão, obviamente, não estava no texto do Jerônimo Teixeira, mas na contraste entre o conteúdo da resenha e a foto, a foto do Sérgio Rodrigues, que tanto se assemelha ao velho Lênin!

  • Renato 16/03/2009 at 14:15

    Hahaha! É verdade, Rafael – o Sergio é a cara do Lenin!! Sensacional!!

    Boa sorte com o livro, Sergio! Ele certamente fará parte do meu carrinho de compras!

  • Ernesto "Che" Guevara 16/03/2009 at 14:16

    Você quer acabar com a esquerda, seu burguês?

  • Vladimir Ílitch Uliánov 16/03/2009 at 14:23

    Como ousam me comparar com este homem? Eu sou muito mais bonito!!!

  • JOTA 16/03/2009 at 14:37

    DIA VIRÁ EM QUE ALGUM ESCRITOR ( NÃO MUITO IDOSO HOJE, É CLARO) ESCREVERÁ:
    ERA UMA VES UM SUJEITO QUE NÃO GOSTAVA DE TRABALHAR E MUTILOU-SE ( CORTOU O DEDO MÍNIMO DE UMA DAS MÃOS) E ENCOSTOU EM UM SINDICATO PAULISTA.
    DURANTE O REGIME MILITAR, FOI DETIDO POR DOIS DIAS NO DOPS PARA AVERIGUAÇÕES. COMO ERA UM “JOÃO NINGUÉM” FOI POSTO EM LIBERDADE.
    PELO FATO DESTA IGNÓBIL VAGABUNDO SER UM COVARDE, FICOU COM AS BARBAS DE MOLHO, BARBAS ESTAS QUE PORTERIORMENTE MARCOU SUA TRAJETÓRIA E LHE VALEU O APELIDO DE ( SAPO BARBUDO).
    ESTE INCOMPETENTE E DEMAGOGO SUJEITO, REUNIU-SE COM EX-TERRORISTAS, EX-ASSALTANTES DE BANCO, EX-SEQUESTRADORES, OU SEJA, TODA AQUELAS PESSOAS QUE FUGIRAM DO PAÍS NA (HORA DO PEGA PRÁ CAPAR) E FUNDARAM UM PARTIDO POLÍTICO.
    APÓS TANTO SE CANDIDATAR, UM DIA O POVO ILUDIU-SE E ACABOU POR LHE DAR UMA COLHÉR DE CHÁ.
    NO PODER, O CRETINO, CRIOU UMA TAL DE BOLÇA FAMÍLIA, QUE NADA MAIS ERA DO QUE UM CURRAL DE VOTOS E ACABOU POR FICAR MAIS 4 ANOS MAMANDO NAS TETAS DA VACA BRASIL.
    FOI O MAIÓR COBRADOR DE IMPOSTOS DA HISTÓRIA.
    QUANDO ESTAVA PARA DEIXAR SEU CARGO, AINDA TENTOU COLOCAR OUTRA “ASSALTATE DE BANCOS” EM SEU LUGAR PARA PERPETUAR A QUADRILHA NO PODER….
    E POR AÍ VAI………….

  • JOTA 16/03/2009 at 14:39

    ERRATAS:
    BOLSA.
    ASSALTANTE

  • Leo 16/03/2009 at 14:40

    Um erro histórico do Partidão. Aliás, um crime histórico.

  • Francisco 16/03/2009 at 14:51

    Não li o livro mas conheço bem as artimanhas e as leis do PCB. Espero que se restar ainda algum partidário convicto que seja DEGOLADO o mais rápido possível (o fidel não, porque já está MORTO, só falta enterrar). Imagino que aqueles que ainda pensam em PCB ou se escondem atrás de legendas semelhantes estão realmente fora de órbita.

  • José Benedicto 16/03/2009 at 15:14

    Nada, absolutamente nada, se constrói sem que se cometam erros, alguns até graves, aqui e acolá. Negar esta verdade é ser anafalfabeto em História.
    Agora, quanto às críticas que se fazem às EXPERIÊNCIAS até aqui realizadas, alicerçadas nos postulados de Karl Marx, aqui vai um recado:
    EMBORA A COVARDIA IMPEÇA A MUITOS DE ADMITIR, A ATUAL CRISE MUNDIAL NADA MAIS É QUE O PRIMEIRO GRANDE SINAL DA FALÊNCIA DO CAPITALISMO.

  • Drika 16/03/2009 at 15:26

    Era uma VEZ E não era uma ves.
    Vc fez parte do bolsa família?????

  • rAfael 16/03/2009 at 15:27

    Sem ofensas José Benedicto, mas a sua afirmação apenas demonstra o quanto você é superficialmente informado, e que você nada sabe a respeito do capitalismo e economia. Posso apostar que já em 1929 houveram outros desinformados “corajosos” que proclamaram o mesmo que você.
    Você não é nem “corajoso” e muito menos original.

    Boa sorte com o livro Sérgio.

  • Felipe 16/03/2009 at 15:49

    Opa, legal.

    Acho que vale a pena conferir (mesmo com as boas críticas da Veja e da Bravo!, que costumam dizer muito pra quem sabe ler).

    Não rola sortear uma cópia por aqui não, Sérgio?É que tenho birra do gordo dono da livraria da minha cidade e tô pão-duro demais pra pagar frete de SP. :-O

    PS: O JOTA devia escrever um livro. Ia ficar muito bom e vender muito bem.
    PS2:Lá na APAE.

  • gilberto jesus ferraz 16/03/2009 at 15:53

    Espero que os jovens tenham interesse, pelo tema do livro, porque do jeito que nós no temos memória logo-logo “Cavalheiro da Esperança” poderá ser nome de filme do Zorro.

  • Marcos 16/03/2009 at 15:55

    Realmente é impossível pra quem seja de esquerda aceitar a perda de uma vida. Todo mundo é importante. Infelizmente aceitar os milhões que o capitalismo tira parece ser assunto secundário aqui. Enfim, se a Veja gostou, o que mais se pode dizer? Ah, e se aquele senhor não gosta de Lula paciência. De uma forma ou de outra é o maior estadista que esse país já teve.

  • Roberto 16/03/2009 at 16:11

    Você teve coragem, Sérgio, de por um dedo na ferida. Lembram de Olga, a classe média lotando cinemas para ver o martírio da comunista cruelmente tratada por Vargas e pelos Nazistas? É uma história triste. O problema é que ela esta lutando por um regime, o comunista, que já estava fazendo milhares de “Olgas” como vítimas.

    Prepara-se, Sérgio. O pessoal virá com pedras para fazer você ajoelhar em praça pública e pedir desculpas. O Ricardo Lísias, o escritor pró-Hamas, já está se preparando.

    (Só não entendi essa frase da orelhar “acabar com o comunismo é fácil”. Basta olhar para o MST e suas “ações arrojadas”, é só ver pela internet a quantidade de radicais espelhados. )

  • Jota Avelar 16/03/2009 at 16:17

    Meu caro Marcos. A Revista Veja gosta de tudo que se refere contra ou o que se conta da Esquerda brasileira. Ainda mais quando se tem um título desses num livro. Ainda não li o livro, espero que seja reflexivo e imparcial, sem proselitismo.
    Quando o Lula ganhou a Revista Veja teve como capa a frase: A Esperança Venceu, ou alguma coisa assim, na outra edição começou a falar mal dele, que ajudou a vender mais revistas… A Veja diz que foi censurada, mas esteve do lado da direita o tempo todo.
    Felipe, nem na APAE o JOTA conseguiria escrever um livro. O pessoal lá para ele seria muito esperto.
    Boa tarde!

  • isaac 16/03/2009 at 16:18

    sérgio, gostei muito do livro. irei comprar.
    e irei ler sem esse viés do que é errado ou certo em política. irei ler pela qualidade literária que espero encontrar, pela força da imaginação mesmo cercada pela realidade de um fato histórico. apenas isso.
    abraço.

  • Rafael 16/03/2009 at 16:40

    Tinha certeza que a malta viria em massa para a caixa de comentários. Como as moscas varejeiras, adoram aglomerar-se.

  • Rafael 16/03/2009 at 16:41

    O José Benedicto talvez não seja analfabeto em História, mas é, sem dúvida alguma, “anafalfabeto” em língua portuguesa.

  • Salvio Delarosa 16/03/2009 at 16:41

    Querem saber a verdade?

    Leiam

    http://www.averdadesufocada.com

  • Cícero Sousa 16/03/2009 at 16:48

    Alguns mau caráter vivem atacando a esquerda. Provalvelmente são os burgueses nojentos que querem tudo para si.Venderiam a própria mãe, se é que têm uma, para não ter que dividir com niguém.A história mostra quem em toda luta há mortes. O presidente Lula derrotou por duas vezes os burgueses que só fizeram o mal ao povo desta nação…e aguardem…ele voltará mais forte.

    Quanto a você, Sergio… tem mais é que mostrar os erros que seja quem for, independente de ser de esquerda ou de direita, venha a cometer… Boa sorte

  • Eloy Ferreira de Jesus 16/03/2009 at 16:49

    Como na vida política do Brasil, quando alguem assume o poder o povo sente saudade do antecessor, muita gente deve ter saudade do maior engôdo que este sofreu com FHC, que foi preparado no exterior para ser presidente, basta ser um pouco inteligente e ver sua trajetória, veja seu currículo, Professor sociólogo, fala duas linguas estrangeira, tanto que na sua passagem na presidencia, só faltou vender o povo, petrobrás e banco do Brasil, e em uma crise menor que esta, já estava de cuia na mão pedindo dinheiro ao FMI.

  • Fernando Torres 16/03/2009 at 16:50

    Lançamento? Quando e onde?

    Mas cuidado Sérgio, tem gente que não me parece feliz com sessa publicação.

  • Eric Novello 16/03/2009 at 17:04

    Parabéns, Sérgio!!
    Que venham muitos.
    Abss!

  • Mr. WRITER 16/03/2009 at 17:26

    Parabéns Sérgio.
    Vou conferir tão. A propósito, e aquele livro que reunirá os textos da coluna Sobrescritos?
    É pra quando?

    Abraços.

  • CLARES 16/03/2009 at 17:39

    16/03/2009 – 15:27

    Enviado por: rAfael

    Sem ofensas José Benedicto, mas a sua afirmação apenas demonstra o quanto você é superficialmente informado, e que você nada sabe a respeito do capitalismo e economia. Posso apostar que já em 1929 houveram outros desinformados “corajosos” que proclamaram o mesmo que você.
    Você não é nem “corajoso” e muito menos original.

    Boa sorte com o livro Sérgio.

    POR FAVOR GENTE, HOUVERAM, NESSE CASO, NÃO EXISTE. RECOMENDAÇÃO: APRENDA, PRIMEIRO, A ESCREVER CORRETAMENTE, PARA DEPOIS CRITICAR OUTRAS PESSOAS DE SUPERFICIAIS. OBRIGADA….

  • Gisele 16/03/2009 at 18:01

    Eu fico impressionada como tem tanta gente dona da verdade: sabem tudo sobre política, história, economia…obviamente, quem tem uma opinião diferente é superficial, ignorante (só pra citar os adjetivos mais generosos). Esse povo devia se candidatar à presidência, pois onde mais poderíamos achar pessoas tão sábias?

  • YALI NUNES 16/03/2009 at 18:31

    PROCUREI O LIVRO NA LIVRARIA ELDORADO DA TIJUCA MAS
    AINDA NÃO ESTAVA DISPONÍVEL.A VENDEDORA NEM SABIA
    DO LANÇAMENTO.

  • Maria José 16/03/2009 at 18:33

    Parabens pela coragem de editar um livro no Brasil, principalmente sobre um assunto tão atual….a impunidade de todos que de uma forma ou de outra estão ligados a guerra do poder politico.
    Posto isto, o que me espanta é ler comentários de pessoas falando sobre “falencia do capitalismo”, “ou que pra se “construir a historia de um Pais e necessário errar ao ponto de matar inocentes” Nossa!!!!! que tal uma “evolução…zinha” estamos em 2 0 0 9… defesa de direitos humanos globalizados… economia baseada na produção estavel globalizados… abertura de fronteiras….defesa do meio ambiente…ainda não li o livro..mas ele deve servir para que marquemos fatos nunca mais devem ocorrer.

  • marcita_scracho@hotmail.com 16/03/2009 at 18:43

    FELIPE VOCÊ ESTÁ OFENDENDO A APAE, TE GARANTO COM
    CERTEZA QUE LÁ EXISTEM SERES MUITO MAIS INTELIGENTES
    E SENSÍVEL DO QUE ESTE BABACÃO DO JOTA.

    TE GARANTO QUE LÁ NÃO COMPRARIAM UM LIVRO DESSE
    IDIOTA. QUEM ESTÁ NA APAE TODOS TEM UM BELO CORAÇÃO
    E SÃO SUPER AMAVEÍS E COM GRANDE POTENCIAL NO
    APRENDIZADO.

  • Carlos Marques 16/03/2009 at 19:07

    Parabéns, Sergio! Gosto muito deste estilo tão raro de “ficção histórica”, e aumento meus parabéns pela dificuldade adicional de se escrever neste estilo.

    Estou curiosíssimo para embarcar no livro.

  • Lucineide 16/03/2009 at 19:35

    Parabéns Sérgio!!!

    Estou curiosa pra ler o seu já badalado livro. É importante que alguém escreva a verdade sobre um período muito obscuro no Brasil. Parabéns de novo pela coragem! Um abraço!

  • Pablo 16/03/2009 at 19:45

    Parabéns pelo novo livro, Sérgio! Grande abraço!

  • Tibor Moricz 16/03/2009 at 20:21

    Não li ainda As sementes de flowerville (que aguardo pacientemente me ser emprestado por alguém), mas esse vou comprar.
    Parabéns Sérgio.

  • Cigano. moreno 16/03/2009 at 21:41

    A Esquerda brasileira sempre foi desumana para com os própios companheiros. Bastam ver o que fizeram com a “Elza” a garota e o Miranda da direção nacional do PCB/ 1935, vitima de enforcamento no caso da garota e linchamento moral no de Miranda , que morreu pobre e esquecido nos grotões da Bahia.

  • Juan Alex Aldunati 16/03/2009 at 21:44

    Parabéns, Sérgio! Muita coragem e integridade para abordar assunto de extrema relevância e parece, naturalmente, esquecido pelo “Partidão”!

    Vamos falar a verdade: SÓ EXISTIRAM 3 REVOLUÇÕES MILITARES NA AMÉRICA LATINA:

    CHILE: MATARAM OS BANDIDOS CERTOS!
    ARGENTINA: MATARAM OS BANDIDOS ERRADOS!
    BRASIL: NÃO MATARAM NINGUÉM! E HOJE ESTÃO TODOS POR AÍ!!!
    e ainda tem Petista que reclama e quer “indenização” por ser “perseguidinho…”

    Patriotas nada: MERCENÁRIOS!

  • Antonio Vale 16/03/2009 at 21:46

    Conheço Geneton Moraes desde estudante de Jornalismo na niversidade Católica de Pernambuco – década de 80;fazia super’8,com tantos outros estudantes de Jornalismo,inclusive a minha pessoa,já professor da Universidade Católica, Ariano Suassuna,Jormar Muniz de Brito,Celso Marconi,Fernando Spencer,Paulinho Santos,Félix Filho e venho acompanhando todos os trabalhos do amigo GENETON e de todos que vivenciaram Recife na década de 80! Acho “esquesito” esse elogio dele ao Livro do Sérgio. Se ELZA foi morta pelo Partido Comunista Brasileiro,é fato e merece repúdio.Partido esse que sequer conseguiu libertar OLGA dos carrascos da ditadura de Vargas!!! Não esqueço que no Velório do líder comunista GREGÓRIO BEZERRA, na ASSEMBLÉIA LEGISLATIV A DE PERNAMBUCO,lá estava o jovem jornalista filmando com uma super’8!!! Ele estudou e se formou e filmou nesse clima da volta dos exilados pernambucanos! Um abraço Geneton,do amigo de Recife, dos anos 70/80, Antonio Vale

  • Alejandro 16/03/2009 at 21:58

    Parabéns Sérgio. Vou correndo até a livraria que não quero me arrepender depois. E o lançamento, pra quando?

  • Lya Tapajós 16/03/2009 at 22:15

    Sérgio, parabéns! Ganhei sábado, de uns amigos alemães, o “Austerlitz”, de Sebald (os amigos também me ensinaram como é que se pronuncia) e espero dar continuidade ao estilo ficção não-ficção com a leitura de seu Elza. Parabéns, de novo, é muito bom esse momento de ver o livro nas livrarias. Abraço da Lya Tapajós

  • Lya Tapajós 16/03/2009 at 22:16

    pronuncia o nome do autor, eu quis dizer.

  • Facundo 16/03/2009 at 22:28

    Esse jurássico macartismo tupiniquim que se nutre da exumação de tragédias isoladas, deveria se aprofundar um pouco mais na história desse país: por exemplo,o genocídio cometido no Paraguai (4,5 milhões de mortos)até hoje guardado a sete chaves nos Arquivos do Exército,,o genocídio de Canudos e do Contestado(promovido pelas elites pátrias), o genocídio indígena (caingangs,,xoklengs e guaranis)perpetrado pelos bugreiros no Sul(a mando das elites pátrias),os crimes dos fleurys,ulstras et caterva, a mando desse monstro que se chamou Médici.A história brasileira não é só praia,carnaval,bbb e novelas.Ela é uma das mais sangrentas,cruéis, bárbaras e impunes do Mundo.Nada contra o livro.Mas há coisas bem piores.

  • Daniel Brazil 16/03/2009 at 23:18

    Incrível como a direita e a esquerda se nivelam na ausência de senso (auto)crítico. E nem é crítica literária, pois ninguém ainda leu o livro…
    Mas a direita está ganhando: o tal Juan Alex defendendo o assassinato é uma gracinha!

  • Renata Calonio 17/03/2009 at 02:45

    Espero, que com este livro, consiga entender melhor este bizarro crime que, tão precocemente, ceifou a vida de minha tia avó.
    Quando será o lançamento???

  • Rodrigo 17/03/2009 at 08:34

    Eu li Flowerville e gostei muito da elegância e da economia da prosa, mas o tom caricatural, ainda que obviamente calculado para se ajustar ao ridículo das nossas elites encasteladas, fez com que o livro tivesse uma densidade menor. Eu fiquei muito mais impressionado com algumas frases do que com os personagens ou a trama.
    Mas com esse tema, e da forma como o próprio autor introduz o conflito que ele apresenta, mantendo o alto padrão do estilo do primeiro livro, tem tudo para ser um belo romance, daqueles que ficam para posteridade.
    Agora me impressiona como essa questão depserta paixões. Me impressiona a cegueira que os projetos ideológicos despertam em relação ao que se passa no contemporâneo, ao que está acontecendo perto de nós. E fico imaginando o tipo de sociedade que essese ardorosos defensores de qualquer-que-seja-o-projeto construiriam, já que eles não conseguem suportar a presença do outro nem mesmo numa caixa de comentários, são tão mordazes e intolerantes…
    Um livro que vem e em boa hora, pelo visto.
    Parabéns, Sérgio.

  • raimundo carrero 17/03/2009 at 12:59

    Parabéns, Sérgio. Vou lê-lo e comento depois. Abs de Raimundo Carrero

  • Sérgio Rodrigues 17/03/2009 at 13:06

    Obrigado, Carrero. Vou aguardar ansiosamente a sua crítica.

    Agradeço a todos os que se manifestaram aqui desejando sucesso ao livro.

    E quanto à minha suposta semelhança com o Lênin, não posso dizer que me desagradou. Stalin, sim, seria grave – mas ele tinha cabelo.

    Abraços a todos.

  • Carlos Saraiva 17/03/2009 at 13:34

    Sérgio. leio seu blog diáriamente, e o0s comentários também. Era um dos poucos que não foram contaminados pelo ódio que a esquerda ridícula e a direita patética deste país não contaminou. Bem, vou voltar a ler só os posts.Sucesso com o livro.

  • Mr. WRITER 17/03/2009 at 14:46

    Nunca antes, na história deste blog uma caixa de comentários conteve tantos “direitistas” e “esquerdistas” escrevendo bestieras juntos.

    Como o amigo Carlos Saraiva disse, era um dos poucos não contaminados por essa polariudade do tempo da minha avó…

    Sérigio, na aguardo de mas este trabalho seu. Tenho certeza que ficará a altura do blog: Excelente.

    Abraço.

  • Rafael 17/03/2009 at 15:04

    Pois é… parodiando Nietzsche:

    “Vais-te encontrar com um direitista ou esquerdista? Não te esqueças do chicote”.

    Agora, Sérgio, assuma: não estamos falando de uma “suposta” semelhança, é semelhança mesmo. E digo isso sem nenhum juízo de valor estético ou político.

  • Otto 17/03/2009 at 15:48

    Grande Sérgio!
    Vou correndo comprar o livro. Acho que esses temas espinhosos, para além de todo panfletarismo, que colocam em cheque valores, ideais e estratégias de sobrevivência, rendem muito quando explorados literariamente… Sem falar dos efeitos do jogo entre ficção e história.
    Você tem planos de lançamento aqui em Curitiba?

    Abraços.

  • Inútil 17/03/2009 at 16:14

    Sérgio,
    Quais foram as tuas fontes de pesquisa? Chegou a ter acesso a algum boletim ou informe da época do partidão? Tive contato com o caso Elza no livro Camaradas do William Waak (quando este ainda parecia ser jornaliste e não um membro destacado do PIG). Abçs.

  • Sérgio Rodrigues 17/03/2009 at 17:01

    Inútil, todas as fontes disponíveis no Brasil, basicamente. Boletins do PCB estão entre as fontes primárias mais fáceis. Documentos pessoais depositados na Unicamp (Arquivo Edgard Leuenroth) e na FGV são mais ricos. Infelizmente, ao contrário do Waack, não deu para ir a Moscou – e parece que a esta altura não adiantaria mais, essa porteira já fechou.

  • Raquel 18/03/2009 at 16:52

    Olá Sérgio: parabéns e boa sorte com o livro. Recentemente assisti parte do documentário “O velho”, sobre Luís Carlos Prestes, e dentre os entrevistados estava Willian Wack, e foi mencionado esse caso da menina Elza, grande injustiça. Desse modo, o livro vem em boa hora para mim também. Um abraço!!!

  • Raquel 18/03/2009 at 16:54

    Realmente, o Sérgio é a cara do Lênin, só que mais bonito, rsrsrs. Abraço a todos (as).

  • Thiago Candido 18/03/2009 at 18:22

    Esperarei aparecer um exemplar na estante virtual para comprar o livro. A crise tai… rs

    Deve ser um experiência interessante, ver como se casa o jornalismo e a literatura (pois foi isso que entendi de tudo que li até agora, ou estou enganado? É um livro ao estilo jornalismo literários?) para tratar de uma história tão significativa e desconhecida do país.

    Nem sei em que parte da assembléia francesa você sentaria, Sérgio. Mas me causou um mal estar ler vários desses comentários aqui…

    Bem, só me resta desejar uma boa repercussão do livro e, principalmente, boas vendas.

  • Renata Calonio 20/03/2009 at 23:59

    Comprei hoje!!!! Já vou começar a devorá-lo!!!!

  • Te 21/03/2009 at 13:34

    Parabéns Sérgio! Um bom assunto pra um livro, a jovem que entrou de gaiata no meio de uma conspiração e acabou assassinada sem saber por quê, igual a muita gente. Sei que é cedo, mas podia virar filme.

  • Clara 23/03/2009 at 00:22

    Noticias de Clara: comprei ontem o “Elza” na livraria do Unibanco Arteplex. Fui ver um ótimo filme e aproveitei para adquirir o teu livro, Sergio. Me deu a maior pinta de que vou gostar, e já começo a ler hoje mesmo.

  • Fernando Molica 23/03/2009 at 00:56

    Parabéns, meu caro.

    abs.

  • Ney Cohen 23/03/2009 at 19:02

    O Geneton e suas indicações. Em 2007 fez um comentário parecido de um livro chamado O Filho Eterno, do Cristovão Tezza, e deu no que deu. Não duvido que o teu Elza seja mesmo espetacular. Já o estou encomendando. Sérgio, meus parabéns!

  • Renato 16/04/2009 at 22:07

    Caro Sérgio! Encomendei teu livro “Elza”, juntamente com “Meu destino é ser onça”. A literatura brasileira ganha fôlego. Estou terminando “Solo”, do Juremir Machado. É gratificante perceber que temos algo mais do que Paulo Coelho nas prateleiras. Fica estranho plantar palavras entre ervas daninhas que veneram as ditaduras latinoamericanas, principalmente a chilena. Está na Bíblia: “Vou-me tornar teu inimigo por te falar a verdade?” Quando há conflito, ela é a primeira a fenecer. Para gáudio dos que preferem a mentira. Enfim, a história está repleta de tragédias. Basta lembrar o Papa Inocêncio III e a Cruzada contra os Cátaros, no sul da França. Erros históricos devem ser purgados. Parabéns

  • Jorge Wagner Mello de Andrade 08/07/2009 at 11:25

    muito boa a ideia do livro, Sérgio! comprei hoje pela internet e vou aguardar ansioso pra ler. =]

    abraço

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