O caçador de mitos do mercado editorial

25/03/2010

Não é um estudo científico, mas o resultado da pesquisa feita pelo blogueiro e autor americano de fantasia Jim C. Hines com 246 romancistas publicados – aqui e aqui – derruba alguns mitos persistentes no mercado:

1. O de que é possível fazer sucesso do dia para a noite: o grupo mais numeroso de entrevistados levou onze anos entre começar a escrever e publicar seu primeiro livro – e houve quem levasse mais de quarenta.

2. O de que, sem um pistolão, é impossível para um autor inédito arrombar a porta das grandes editoras.

3. O de que publicar contos em revistas abre caminho para a edição de narrativas longas (este é um mito mais americano).

O subtexto é que, no fim, o que conta mesmo é a velha dobradinha: talento e suor.

O trabalho de Hines é apresentado meticulosamente. Vale a pena conferir todas as tabulações.

13 Comments

  • Ana Cristina Melo 25/03/2010 at 20:23

    Talento, suor e uma pitada de sorte de encontrar a pessoa certa no momento certo. 😉 Bjs

  • Rafael 25/03/2010 at 23:30

    alguns tem mais contatos e amizades.

  • fabio 26/03/2010 at 08:50

    interessante, mas seria mais interessante ainda algo parecido com o mercado editorial brasileiro, que me parece ser beeeeeeem diferente do americano. Principalmente com essa coisa do pistolão..se bem que isso pode ser só um recalque mesmo da minha parte ehehe

  • Francisco Fagundes 26/03/2010 at 09:03

    Mais de quarenta!
    Ainda me resta uma esperança…

  • Norberto 26/03/2010 at 09:45

    Acho que é talento, um pouquinho de sorte e achar um tema que esteja de acordo com o momento histórico e o interesse do leitor… cito o exemplo do livro Estação Carandiru do Drauzio Varella… alguém apostaria que logo no seu primeiro livro ele faria tanto sucesso? Ee escreveu o mesmo depois dos 50 anos e ficou 195 semanas na lista dos mais vendidos de prestigiada revista semanal brasileira.

  • Francisco Fagundes 26/03/2010 at 10:49

    A boa literatura ficcional não envelhece. O Coronel e o Lobisomem, do sempre genial José Cândido de Carvalho, e tantos outros títulos de excepcional qualidade, estão aí para provar.
    Pensando bem, talvez seja melhor alguns anos de gaveta(quarenta anos de espera, vá lá, é um certo exagero neste nosso mundo sedento de respostas imediatas para necessidades sempre urgentíssimas…) do que o esquecimento quarenta dias depois.

  • Francisco Fagundes 26/03/2010 at 10:55

    Às vezes me assalta a dúvida: ter os meus inéditos, ou lançar o livro que ninguém vai ler?
    A quem se inicia não se deve negar apoio – nem crítica.

  • Eric 26/03/2010 at 12:36

    No mercado nacional me sinto um vendedor da Avon, batendo de porta em porta até cansar. Mas os resultados virão. Abss! Muito bom o link.

  • Rosângela 27/03/2010 at 05:11

    Eu tenho uma idéia:

    Basta largar os mitos e segurar na Barra do Manto do rei. NÃO TEM O QUE ERRAR.

    Demora? Claro. Ganhamos? Para quê, já temos o Rei….
    .
    .
    .
    .
    para mim…
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    .
    .
    .
    .
    é isso…

    Teus textos me fazem pensar… avante, “da palavra”… e nem acho assim tão prosa… kkkk

    • Rosângela 27/03/2010 at 05:15

      Eric, amado! Troque de produto pois Avon é iniquidade. E o grande iníquo é aquele tal que vem para roubar, matar e dstruir…
      Portanto… filho, vamos parar de bate de porta em porta com a iniquidade, pois o iníquo já está as portas. Ainda bem que estamos a uns passos na frente dele.
      Basta estarmos a um passo quando o que nos separa são gotas e Sangue do Amoroso Jesus Lindão!

  • Rosângela 27/03/2010 at 05:19

    iiii corrigindo: “destruir”; “às portas”; à um passo tem crase? não sei.iii

    “quando o que nos separa são gotas de Sangue do Amoroso Jesus Lindão”.

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