O Kindle é verde?

25/08/2009

Com este argumento eu ainda não tinha esbarrado: uma pesquisa (em inglês) sustenta que os leitores digitais de livros têm o potencial de reduzir as emissões de dióxido de carbono em quase 10 milhões de toneladas nos próximos três anos.

19 Comments

  • Elton Colini 25/08/2009 at 13:37

    Conversava dia desses sobre isso com um colega. Que leitores e e-books diminuem o volume de papel impresso, diminuem. No entanto, o livro é um bem de consumo com uma longa vida. Não se vê um sendo descartado um ano após impresso, é impensável. Muito mais fácil de acontecer é do livro virar hospedeiro de estantes e bibliotecas e chegar ainda formoso aos 40, quando começará a ganhar ainda mais charme e a ser tratado com muito mais carinho. Muito diferente é o que acontece com papeis usados em escritórios, impressos aos montes, rabiscados, carimbados, assinados e, muitas vezes, descartados compulsoriamente no dia dos seus nascimentos.

  • Rafael 25/08/2009 at 13:38

    Finalmente, uma boa razão para não comprar o Kindle. Abjuro qualquer tranqueira ecologicamente correta.

  • ri ventura 25/08/2009 at 13:38

    isso não me convence de jeito nenhum a deixar o bom e velho livro. que as grandes indústrias poluidoras, que os grandes países poluidoresa sejam responsabilizados! daqui a pouco vão dizer que devemos reduzir a produção de papel higiênico!!!

  • Fernando Torres 25/08/2009 at 13:47

    Eu já havia lido à respeito, os membros de um seriado enlatado usavam um ebook reader para ler os roteiros. Não me lembro qual era…

  • Mr. WRITER 25/08/2009 at 15:17

    Compartilho o ponto com o Rafael e com o Ri Ventura.
    Se alguém tem que parar alguma coisa que parem essas grandes empresas, não eu…

    E esse lance de ter que usar porque é ecologicamente correto é um saco. Não se pode mais vever bem nessa droga de mundo.

  • Hari Seldon 25/08/2009 at 16:44

    Num depoimento bem pessoal, digo que comprei o Sony e-book reader, gostei da experiência, estou lendo tranquilamente com ele.
    Dias atrás, resolvi me mudar e lidar com o peso de mais de 700 livros…
    Enquanto pagava o frete dos mesmos e gastava horas para rearruma-los, suando em bicas que se misturavam com pó, vi que já não tenho aquele apego todo em ter uma bela biblioteca… e estou me organizando pra vender TODOS.
    Minha biblioteca vai passar a ser mesmo um Cartão de Memória de 8Gb, ou um dvd…
    Ainda acho que o livro impresso é algo lindíssimo, inigualável, o cheiro, a textura, as capas… mas existem fortes razões para abandona-lo, a ecológica, o peso, o gasto, a conservação…
    Sinal dos tempos mesmo.

  • YALI NUNES 25/08/2009 at 17:58

    E como ficam os milhares de empregos que serão perdidos
    no manejo das plantações de eucalipto, nas fábricas de papel e
    no comércio de livros?

  • Rafael 25/08/2009 at 18:29

    Hari, se eu fosse você queimava os livros, todos eles. Nada há de mais belo e envolvente que o estralar da chama que consome o livro.

  • gilvas 25/08/2009 at 18:50

    o camarada elton fala com lucidez: livros não são bens de consumo, e o papel é massivamente usado em publicações descartáveis como revistas, catálogos e equivalentes, com o agravante de que estes são geralmente plastificados, configurando impacto muito maior do que os nossos queridos exemplares.

  • Adair 25/08/2009 at 19:13

    Outro dia ouvi numa entrevista na televisão o seguinte discurso: a produção de papel não polui, pelo contrário, retira do ar considerável quantidade de dióxido de carbono. E qual o argumento? Papel é fabricado com madeira oriunda de floresta replantada. E a mágica de retirada de dióxido de carbono do ar acontece durante o crescimento das árvores.
    Não fiquei muito convencido por duas razões. Primeiro por que era um empresário da indústria papeleira o entrevistado. Segundo por que não conheço do assunto o suficiente. Mas creio ser possível. Por que não?

  • ri ventura 25/08/2009 at 21:29

    repito: usemos menos papel higiênico!!!!!

  • cely 25/08/2009 at 21:58

    Não,nada,nem a tal ecologia nem o” políticamente correto”, vai roubar de mim o prazer de abrir de novo,o livro que povoou meus sonhos infantís,ou aquele que acalantou meus primeiros amores e ainda guarda aquela pétala seca! Quero,enquanto viver,folhear com carinho aqueles que testemunharam meu amadurecer e meu envelhecer.Quero sentir o cheiro das vidas ali guardadas e acariciar as páginas amarelecidas…Quero reler todas as vezes que puder,todas as vezes que quiser, aquelas histórias de vida ,que são a história da minha vida.

  • Tibor Moricz 25/08/2009 at 23:37

    Quanta poesia… o livro de papel está fadado a desaparecer nos próximos cinquenta anos. Bom? Ruim? Que diferença faz?

  • C. S. Soares 26/08/2009 at 00:33

    Interessa-me menos o formato do que o conteudo, mas (eis o passo seguinte que temos que dar) as narrativas em redes sociais não cabem em livros de papel…

    Eis que está a grande questão. Os livros de papel não morrem porque somos muito presos às tradições, somos muito relutantes às mudanças. Claro, tem a questão de mercado também: preços, disponibilidade etc. Mas, isso, como o tempo, se resolve.

    O que não mudam são as paixões humanas. É por isso que o Kindle emite, desnecessariamente, som de folha virada e no futuro é possível que exale cheiro de papel.

    Mas o formato e o cheiro dos livros eletrônicos, como disse, me interessam menos que o conteúdo. Por isso comparo o desenvolvimento deles aos dos primeiros aeroplanos (ebooks copiam livros de papel, como os primeiros aeroplanos tentavam voar copiando o bater de asas das aves).

    A narrativa em redes sociais é totalmente diferente do modelo que os ebooks tentam copiar dos livros. O livro em rede é fragmentado (ora, qual livro nao o seria em algum nivel) e distribuído.

    Não se limita ao entre capas. O conteúdo é processado como software. O autor criará um ambiente que o leitor-explorador navegará recriará, personalizará, como um co-autor.

  • Daniel 26/08/2009 at 10:23

    Interessante seria uma avaliação do poder poluidor do Kindle.
    Baterias, que eu saiba, poluem mais do que queimadas e são, normalmente, radioativas e tóxicas. E os plásticos utilizados, as placas de circuito impresso, etc.? Tudo altamente poluidor e, ainda por cima, demoram milênios para se decompor. Prefiro o bom e velho papel.

  • Mariana 26/08/2009 at 11:31

    Ao final, o importante é que os escritores-borboletas sejam salvos.
    Espero que sempre haja alguém disposto a produzir um livro, ainda que seja como artesanato, simpatizo com a idéia de diversidade, de múltiplas possibilidades e tal… Além do mais, essa falácia ecológica é um porre e sempre restará uma aura de distinção para os apreciadores dos livros de papel (para o bem ou para o mal) – finos consumidores ou decadentes inadaptáveis.

  • Mr. WRITER 26/08/2009 at 11:53

    Prefiro livro de papael… qualquer coisa eletrônica desperta o interesse de ladrões…

    Eu leio muito me deslocando de um lugar a outro, não gostaria de que roubassem um trco desse de mim em um ônibus qualquer.

    Ainda não vi ladrão roubando livro de papel (e tem de outra coisa?). Claro, tem aquela menina lá, mas isso não conta.

  • Ana Cristina Melo 27/08/2009 at 06:25

    Concordo com o Elton. Livros duram anos em nossas estantes. Por outro lado, quantos jornais são impressos diariamente e viram lixo horas depois? Acharia muito mais interessante que as empresas jornalísticas incentivassem a leitura pela internet (hoje o valor da assinatura digital é tão cara quanto a tradicional!).
    Podem me chamar de careta, mas não é resistência à mudança que não me faz ser atraída pelos Kindles da vida. É amor ao toque de um livro, necessidade de ler com o lápis na mão. De passear pela minha biblioteca particular e sacar um livro lido há 10 anos e reler trechos que eu marquei quando não era a mesma Ana Cristina de hoje.

  • Saint-Clair Stockler 27/08/2009 at 21:47

    Eu quero um Sony.

    Apple, Amazon… detesto essas empresas totalitárias que pensam que podem me dizer o que tenho de fazer ou não fazer com o produto deles que é MEU porque eu PAGUEI por eles.

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