O Natal de Rubem Braga

23/12/2008

Às sete horas da noite, chegaram com os trapos encharcados de chuva a uma fazendinha. O temporal pegou-os na estrada e entre os trovões e relâmpagos a mulher dava gritos de dor.

— Vai ser hoje, Faustino, Deus me acuda, vai ser hoje.

O carreiro morava numa casinha de sapé, do outro lado da várzea. A casa do fazendeiro estava fechada, pois o capitão tinha ido para a cidade há dois dias.

— Eu acho que o jeito…

O carreiro apontou a estrebaria. A pequena família se arranjou lá de qualquer jeito junto de uma vaca e um burro.

O “Conto de Natal” do maior cronista brasileiro está muito longe de ser daqueles que aquecem o coração. Mas é bom. Feita essa advertência, clique aqui se quiser ler a história inteira, publicada no site Releituras. Feliz Natal.

6 Comments

  • Bruno M. Oliveira 23/12/2008 at 15:57

    Feliz Natal, Sérgio!

    E um Feliz Natal a todos os leitores do Todoprosa.

    Natal na companhia de Rubem Braga só pode ser bom.

  • Daniel Brazil 23/12/2008 at 22:22

    Desde Andersen (A Menina dos Fósforos), contos de Natal costumam ser muito cruéis…

  • Pedro Curiango 24/12/2008 at 03:55

    Um belo conto de Natal sem sinal de crueldade é “Durante a Noute (Conto de Natal)”, de Raul Pompéia. Encontra-se no vol III da edição das”Obras”, feita por Afrânio Coutinho. A linguagem talvez não seja muiito do gosto atual, mas a construção da história, com uma boa exploração de suspense, faz deles uma das melhores coisas que temos sobre este tema.

  • Saint-Clair Stockler 24/12/2008 at 15:27

    Feliz Natal também, Sérgio!

  • Lya Tapajós 24/12/2008 at 16:28

    Feliz Natal, Sérgio, e obrigada pelas dicas boas que a gente encontra aqui no blog.
    Daniel, não conheço o conto e não quero profanar o blog, que é de prosa, mas lembro agora do poema “Natal”, de Jorge de Lima, que é quase cruel de tão triste. Da tristeza em “Morte e vida severina”, cujo final traz uma bruta esperança.
    Feliz Natal para todos.

  • Raul 24/12/2008 at 23:52

    Eu gosto de um conto do John Cheever que saiu em uma coletânea da Cia. das Letras chamada O Mundo das Maçãs. É “O Natal é triste para os pobres”. Irônico, divertido e um pouco cruel também.

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