Palavras jogadas fora

23/06/2008

Há risco de um autor como Guimarães Rosa ser esquecido ou ficar elitizado?

Penso que é o contrário: o que não fica é o que é superficial, fraco e ruim. O dicionário “Houaiss” tem 400 mil palavras. O rádio, a televisão, o jornal, a literatura que se faz hoje não chegam a 20 mil: estão jogando fora 380 mil.

Em entrevista (só para assinantes) à “Folha de S.Paulo”, a crítica literária Walnice Nogueira Galvão defende uma causa justa, a permanência de Guimarães Rosa, com o inacreditável argumento acima.

Para começar, o “Houaiss” tem apenas “cerca de 228.500” verbetes, segundo a apresentação de Mauro de Salles Villar, da Academia Brasileira de Filologia, um dos diretores de sua equipe editorial. Mas isso não é o mais importante.

A lógica quantitativa da autora de “Mínima mímica” (Companhia das Letras), recém-lançada coletânea de ensaios rosianos, me fez pensar num depoimento de Josué Montello sobre Machado de Assis, arquivado na Academia Brasileira de Letras:

Certa vez, um mestre meu, Lourenço Filho, resolveu fazer o levantamento do vocabulário do “Dom Casmurro” e teve essa surpresa: não passava de 2 mil palavras. Com essas 2 mil palavras, Machado de Assis conseguira dizer tudo, só não disse – e isto é uma coisa que ficou para a nossa imaginação – o que fez a Capitu.

Embora o tal “levantamento” de Lourenço Filho também seja suspeito – não contei, mas o vocabulário do “Dom Casmurro” parece distante dessa economia de Hemingway ou Sabino que ele sugere –, é inegável que chega bem mais perto da compreensão de como as línguas funcionam. Em nenhuma época, em país algum, escritores saíram por aí recitando dicionários. Felizmente.

Dicionários são depósitos de palavras: incluem vocábulos caídos em desuso, regionalismos de alcance restrito, termos técnicos, sinônimos preciosistas etc. A língua da vida real – inclusive a literária, por mais rebuscada que possa ser – é outra coisa. Um escritor que tentasse usar todo o dicionário não seria apenas ininteligível. Seria um demente.

Ampliar o dicionário, como faz Rosa, não tem nada a ver com esgotá-lo.

Se cruzarmos as contas do professor de Montello com as da professora Walnice, Machado estaria “jogando fora” 398 mil palavras. Ou seja: “o rádio, a televisão, o jornal, a literatura que se faz hoje”, com seus 20 mil vocábulos, representariam um avanço cultural extraordinário.

Mas é claro que tal conclusão seria absurda. Números desse tipo, gordos ou magros, dizem tanto sobre a qualidade de um texto quanto a gramatura do papel em que ele está impresso: dizem nada. E se mesmo assim o sujeito for acometido da tentação doentia de abarcar o dicionário, basta lembrar Ernesto Sabato:

Um bom escritor expressa grandes coisas com pequenas palavras; ao contrário do mau escritor, que diz coisas insignificantes com palavras grandiosas.

37 Comments

  • shirlei horta 23/06/2008 at 17:04

    Eu sempre invoco A Metamorfose, do F. Kafka. Muitos dos critérios defendidos como próprios à “boa literatura” não se aplicam à Metamorfose. Vamos descartar Kafka?

  • Rafael 23/06/2008 at 17:18

    O jornalismo cultural anda patético nos tristes trópicos. Uma enquete para investigar quem é maior, se Machado de Assis ou Guimarães Rosa?!? Com direito a placar final?!?

    Neste contexto, a estatística da Walnice Galvão até que não é tão desarrazoada.

    Olha, esse caderno da Folha seguiu um roteiro tão bobinho que nem dá vontade de comentar. O subtítulo fala por si: “COM A PARTICIPAÇÃO DE CRÍTICOS COMO ANTONIO CANDIDO E KATHRIN ROSENFIELD, ESCRITORES COMO MANOEL CARLOS E MILTON HATOUM, ALÉM DO DRAMATURGO JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA, ENQUETE MOSTRA AMPLO DOMÍNIO DO AUTOR DE “DOM CASMURRO”, QUE DERROTOU O MINEIRO GUIMARÃES ROSA POR 11 VOTOS A 2″

    Que emocionante, hein!

  • Rafael 23/06/2008 at 17:36

    Para rir e relaxar, alguns trechos do cômico caderno:

    “Machado disseca, Rosa fabula. Metade de mim pondera, metade de mim oscila.” (Eduardo Giannetti, à moda de Fernando Pessoa ele mesmo)

    “Igualmente Machado e Guimarães Rosa, como Oswald Andrade, Clarice Lispector e Euclydes da Cunha. Sou pela orgia, e nessa orgia eles estão juntos.” (José Celso Martinez Corrêa, como sempre previsível: invariavelmente citando Oswald de Andrade e Euclides da Cunha e falando em orgia – haja viagra!)

    “Uma das coisas que mais enriquecem a literatura brasileira é o fato de haver nela dois escritores tão grandes, mas tão polarmente opostos quanto o parcimonioso Machado de Assis e o derramado Guimarães Rosa.” (Antonio Candido: para variar, em cima do muro).

    “Escolha dificílima, esta, comparável à “Escolha de Sofia”, de William Styron, verdade que muito mais agradável.” (Moacyr Scliar: será que ele leu mesmo a “Escolha de Sofia”?)

    “Não há maior. A literatura não é um concurso de miss Geléia Real.” (João Adolfo Hansen: o único que disse algo coisa sensata, o que é um feito enorme, para quem aceitou ser jurado no concurso de miss Geléia Real).

    “Machado vence o derby por uma cabeça.” (Alcir Pécora e sua sofisticada metáfora do turfe)

    “Os dois escritores -o mestre do século 19 e o do século 20, o da esfera urbana e o da esfera rural, o do realismo racionalista e o do realismo subjetivista- cruzaram simultaneamente a linha de chegada.” (Nelson de Oliveira, mais recorrendo, falta de imaginação, à metafora da corrida)

  • C. S. Soares 23/06/2008 at 17:39

    Sérgio, Sábato (ainda dá tempo!) precisaria especificar o que seriam as tais “palavras gradiosas”, do contrário, seu próprio conterrâneo, o Borges, desmentiria sua teoria.

  • C. S. Soares 23/06/2008 at 17:45

    E aproveitando o ensejo: acho falaz e estéril (estariam inseridas no rol das tais palavras grandiosas de Sábato?) esse “Fla X Flu” entre Machado e Rosa, que volta e meia inventam…

  • Sérgio Rodrigues 23/06/2008 at 17:46

    Não creio, Claudio. Muita gente poderia desmentir essa teoria, que é insuficiente como qualquer outra receita para escritores, mas Borges, ao contrário, me parece confirmá-la: é um escritor de estilo bem econômico.

  • Sérgio Rodrigues 23/06/2008 at 17:47

    Quanto ao Fla x Flu, de acordo. Falta de assunto. Os comentários estão muito divertidos, Rafael.

  • Cezar Santos 23/06/2008 at 17:58

    Sérgio,
    Dona Walnice Nogueira realmente pisa na bola, a começar pelo número. Agora, há argumentos contra e a favor de qualquer — repito, qualquer — tese, basta que sejam aplicados um mínimo de bom senso e a velha e sempre válida dialética.
    Portanto, vocabulário simplesinho pode resultar ou não em boa literatura. Mas vocabulário rebuscado também pode. Lembro, no bate-pronto, Evandro Affonso Ferreira, que puxa palavras escalafobéticas para compor seus livrinhos, como o Grogotó!, que são uma delícia.
    Há ali palavras que a gente simplesmente não acredita que algum dia tenham sido ou possam ser dicionarizadas…
    Quanto à outra discussão que pintou no post — a matéria da Folha —, jornalismo é isso mesmo, puxa pelo facilitário, pelo escandaloso, pela manchete atrativa. É meio bobinho mesmo, mas pelo menos teve o mérito de colocar a literatura brasileira em foco. E isso é válido, né não?

  • C. S. Soares 23/06/2008 at 18:01

    Em relação ao Borges, Sérgio, concordo. Mas palavras grandiosas é diferente de excesso de palavras, não?

  • Cezar Santos 23/06/2008 at 18:02

    Não sei se acabei misturando um pouco as coisas….

  • C. S. Soares 23/06/2008 at 18:03

    Ainda assim, lembro que a professora Walnice Galvão apresentou em 2006, aqui no Rio, um interessante trabalho sobre como Rosa criava seus neologismos. Pura lógica matemática…

  • Sérgio Rodrigues 23/06/2008 at 18:13

    Cezar:

    É claro que vocabulário rebuscado pode dar boa literatura. Euclides é um bom exemplo. Como eu digo no post, o número de palavras não nos diz nada sobre qualidade. Nem o número gordo nem o magro.

    Concordo sobre as boas intenções por trás do tal caderno (o Rafael caprichou na maldade), mas não sobre o jornalismo ser “assim mesmo” como você o pinta, ou seja, medíocre. É assim se assim for feito. Tornar tudo o mais acessível que se puder é uma meta obrigatória; banalizar não é obrigatório – embora cada vez mais pareça, reconheço.

    Um abraço.

  • Thiago Maia 23/06/2008 at 19:21

    Opa, opa. Fla X Flu é desproporcional e exclusivamente carioca. Nesse caso é Flamengo X Cruzeiro : )

  • Raquel 23/06/2008 at 21:02

    A do Scliar (Escolha de Sofia) foi mesmo de doer…

  • Isabel Pinheiro 23/06/2008 at 21:09

    Sérgio e Rafael: parabéns! Vocês conseguiram ler a matéria! Eu comecei pela opinião do Giannetti, a quem admiro, e confesso que parei por ali mesmo, tamanho desânimo. Ainda na Folha, alguém leu o texto do Fernando de Barros e Silva no sábado, a propósito do livro novo do Wisnik? (Tá aqui, só pra assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2106200811.htm) Alguém pode me explicar por que de repente ele descambou pra uma comparação entre Gilberto Freyre e a USP? Como é que um texto hermético daqueles ajuda alguém a se aproximar de literatura? (Bem, dá pra alegar que a função do jornal não é essa, mas espero também que não seja afastar alguém da literatura…) Aliás, o que não falta ali é palavra e expressão grandiosa… Abraços

  • Daniel Brazil 23/06/2008 at 21:52

    Listas e comparações deste tipo são feitos para provocar discussões de botequim, virtual ou não, e vender jornal. Quem leu as recentes listas de uma brava revista mensal de cultura (100 livros, 100 filmes, 100 canções de MPB) caiu – ou se jogou prazerosamente – na cascata.
    Não sei qual é o melhor, mas vejo um respeito dominante ao consagrado. No caso, ao consagradíssimo. Há um pouco de academicismo nisso. Pessoalmente, ler Rosa me dá mais prazer. Estético, sensorial, lingüístico.

  • Daniel Brazil 23/06/2008 at 21:52

    São feitas, claro.

  • C. S. Soares 23/06/2008 at 22:28

    Opa Sérgio, todos sabemos que Machado (assim como Coelho Neto) eram tricolores. Logo, Flu x Cruzeiro (ou Atlético). :)

    Aproveito para informar que publicamos no Pontolit (http://blog.pontolit.com.br) uma foto inédita de Machado de Assis (da coleção de Manoel Portinari Leão e que integrará a exposição Machado vive!, da ABL, que será inaugurada na próxima quinta). Forte abraço!

  • Fernando Torres 23/06/2008 at 22:47

    Sérgio, ao ler a dominical entrevista algo me incomodou. Primeiro por essa absurda afirmação, mas também pela entrevistada em questão não responder sequer uma pergunta. a coisa meio sem pé nem cabeça, o entevistador perguntava algo e ela respondia algo completamente diferente. Me lembrou algumas entrevistas clássicas de um ex-prefeito de São Paulo.

  • O Infiltrado 24/06/2008 at 02:32

    A Walnice é burra mesmo. Vocês viram a resposta do Abel Barros Baptista no mesmo caderno. A senhora a que ele se refere, que não é conhecida pela inteligência e que lhe disse aos gritos que Rosa era superior a Machado, é ela.

  • Eric Novello 24/06/2008 at 10:13

    E tudo retorna à velha pergunta: o que nos torna relevantes?

  • Rafael 24/06/2008 at 11:11

    Bem observado, Sérgio.

    O jornalismo cultural não precisa ser medíocre. Não há nenhum decreto divino nem nenhuma lei incontrastável da natureza que imponha a mediocridade sobre os redatores do jornalismo cultural. A antiga revista Manchete, uma espécie de pré-Caras, publicava textos críticos de ninguém menos que Otto Maria Carpeaux, textos de profunda erudição, que versavam sobre clássicos antigos, como Homero, Cervantes ou Shakespeare, a autores contemporâneos, como Camus e Borges. A mesma revista Manchete publicou textos de Houaiss sobre James Joyce, de Ledo Ivô sobre Graciliano Ramos, etc. Uma revista popular, de baixa qualidade, fazia um jornalismo cultural muitíssimo superior ao que se vê hoje na, por exemplo, requintada e aborrecidíssima “Bravo”.

    No século XIX, o jornalismo cultural era feito por Machado de Assis, por José de Alencar, por Silvio Romero, por Olavo Bilac. Eça de Queirós era um colaborador assíduo nos jornais. O mesmo se pode dizer de Monteiro Lobato, de Mário de Andrade.

    Esse fatalismo da mediocridade não me sensibiliza.

  • Rafael 24/06/2008 at 11:13

    Eu não caprichei na maldade, não. Quem me dera! Quem caprichou na maldade foi o pai da idéia de se fazer a tal enquete, obrigando tantos nomes eminentes a se expor ao ridículo.

  • quemvem 24/06/2008 at 11:35

    Sergio, deixa esses professores pra lá. É o trabalho deles envenenar as cabecinhas…

  • Otto 24/06/2008 at 13:23

    Gente, e o Graciliano? Vocês não acham que ele anda meio esquecido? Ah, ele não é aniversariante…

  • Chico 24/06/2008 at 15:03

    Isso me cheira a pendenga entre Walnice e Schwarcz, coisa de paulista, nao eh nao? Fico com a cronica do Cony de hoje no mesmo jornal. Inclusive hoje falei com um homem banana e ele me disse literalmente que sabio foi o Candido em seu muro…

  • C. S. Soares 24/06/2008 at 15:35

    Otto: Graciliano: 55 de morto; Artur Azevedo: 100 anos de morto; Mais Antonio Vieira: 400; JGR: 100; Machado: 100 de morto; Mais alguma efeméride, pessoal?

  • C. S. Soares 24/06/2008 at 15:36

    Vc está certo Otto. A memória do Brasil funciona em flashes sazonais…

  • Tibor Moricz 24/06/2008 at 17:35

    C.S. Soares… ainda vivo.

  • C. S. Soares 25/06/2008 at 09:24

    E (que Deus também o queira) por muitos anos ainda, Tibor, caso passemos pelo teste cardíaco da Libertadores… :)

  • Tibor Moricz 25/06/2008 at 09:47

    Eu não tô nem aí pra Libertadores. Mas vivos, não somos lembrados.

  • Otto 25/06/2008 at 09:51

    No século XIX os maiores escritotres são Machado, econômico e seco, e Alencar, barroco e derramado. No século XX o Rosa, barroquíssimo, e o Graça, sequíssimo. Escapamos dessa dualidade? Ah, tem a Clarice… Pra que lado ela pende?

  • vinicius jatobá 25/06/2008 at 10:33

    Osman Lins e Raduan Nassar, os contos da Fagundes Telles, a prosa de Graciliano Ramos, os três primeiros grandes romances de João Ubaldo Ribeiro, ‘Fundador’ da Nélida Piñon, e até mais recentemente os contos do Marçal Aquino, ‘Relato de um certo Oriente’ do Milton Hatoum, ‘Palavras Secretas’ do próprio Rubens Figueiredo, que é um obra-prima. A dualidade entre Machado e Rosa fala mais sobre a constituição fundamental do nosso imaginário do que propriamente nossa realidade literária. Existe um empobrecedor sentimento de gratuidade em relação a qualquer coisa que escape a produção desses dois autores. E devo discordar com a falta de qualidade do nosso jornalismo cultural. Não se deve atacar os jornalistas, a culpa na verdade é dos editores dos suplementos e cadernos de cultura porque são eles que determinam o que é ou não relevante. Eles que pautam, que escolhem os colaboradores. Há grandes jornalistas culturais – Sérgio Augusto é um deles, por exemplo – que não possuem colunas, enquanto amadores possuem espaço, colunas, blogs para fazerem comentários vazios, ligeiros e superficiais. Se os editores dos espaços escolhem esse tipo de colaboração, isso não determina a qualidade geral do grupo e sim a qualidade específica do editor em questão. E há alguns espaços de imensa qualidade sim, como o Caderno 2 e a finada EntreLivros.

  • Rafael 25/06/2008 at 11:52

    Vinicius,

    Ninguém aqui criticou os jornalistas, mas o jornalismo cultural que se pratica no País. Se os que decidem a pauta os editores, que vistam então a carapuça! O último caderno do Mais! (deveria chamar Menos!) ressuscitou uma brincadeira de adolescentes: a de responder enquentes. Não é de espantar o nível ginasiano de grande parte dos textos daquela edição.

    Agora, por mais idiota que seja a pauta concediba pelo editor, alguém de talento sempre conseguirá elaborar um artigo que se situe, pelo menos, um degrau acima do mediano. Por maior que seja a influência da pauta sobre a qualidade do texto, não cabe isentar o redator de parte da responsabilidade pelas besteiras que escrever.

    O último Caderno Mais! ostentou artigos de eminentes intelectuais, a começar pelo primus inter pares da sensaboria uspiana: Antônio Candido. E as besteiras e as obviedades que os tais bambambãs conseguiram condensar no pequeno espaço que lhes foi dado são monumentais e dispensam comentários.

  • Sérgio Rodrigues 25/06/2008 at 13:59

    Vinicius, se você pensar melhor, verá que seu argumento não faz o menor sentido: nosso jornalismo cultural é de alta qualidade, os editores de cadernos e suplementos é que estragam tudo. Equivale a dizer que a comida do restaurante tal é excelente, o chef de cozinha é que trata de arruinar todos os pratos; ou que o ensino em determinada escola é de primeira, os professores é que são horrorosos. Como jornalista que está nessa briga há um quarto de século, não me sinto obrigado a nomear exceções, que obviamente existem, quando digo que nosso jornalismo cultural está ficando um pouco mais pobre a cada ano.

  • Cléverson Faria Costa 25/06/2008 at 20:06

    Machado de Assis é o maior escritor brasileiro do século XIX e Guimarães Rosa o maior do século XX. Releio mais Machado. Mas sempre que releio Rosa acho sua prova inigualável. Através de ambos a literatura brasileira vive a exuberância da diversidade de estilos.

  • Djako 27/06/2008 at 10:55

    Concordo inteiramente com o Sábato – e silencio-me pretensiosamente.

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