Polêmica expressa

20/03/2007

O projeto “Amores expressos” vai mandar 16 escritores brasileiros – alguns inéditos em livro, alguns consagrados, a maioria no meio do caminho – passarem um mês com tudo pago em alguma cidade do mundo, de onde eles se comprometem a voltar com um romance de amor para ser publicado pela Companhia das Letras (embora a editora se reserve o direito de só aproveitar parte do material) e, se tudo correr bem, adaptado para o cinema. Nas andanças por sua cidade turística de eleição (o destino foi escolhido pelos organizadores), cada um será acompanhado durante três dias por uma equipe de cinema, que transformará em documentário esse périplo de 16 autores em busca de 16 histórias.

A notícia do projeto, idealizado pelo produtor cultural Rodrigo Teixeira, 30 anos, responsável pela coleção de futebol Camisa 13 (DBA e Ediouro), explodiu na “Folha de S. Paulo” de sábado e provocou uma agitação incomum nas águas paradas da literatura brasileira. Pode-se afirmar – com algum exagero, claro, mas não mais que o protocolar em clichês como este – que desde então escritores e editores não falam de outra coisa.

Parte do burburinho se explica pelo custo total do projeto: R$ 1,2 milhão, grana vistosíssima num mercado franciscano. O fato de “pouco menos de metade” desse valor, segundo Teixeira, ser dinheiro de renúncia fiscal, captado ou ainda em fase de captação pela Lei Rouanet, contribui para a polêmica – uma polêmica que, justiça seja feita, deveria ir muito além desse caso e envolver um debate sério sobre o próprio mecanismo de financiamento de produtos culturais pelo contribuinte. Não menos ruidosas são as críticas provavelmente inevitáveis à lista de eleitos, elaborada por Teixeira e pelo jovem escritor carioca João Paulo Cuenca, contratado como “coordenador editorial”.

Será que se trata, afinal, de uma jogada de marketing brilhante pela capacidade de “esquentar” uma atividade – a ficção made in Brasil – sabidamente pouco atraente para investidores? Ou de um chamativo bolo midiático em que a ficção entra no papel de cereja? Ou ainda, como escreveu com rapidez no gatilho o escritor Marcelo Mirisola (uma das incontáveis ausências na lista dos 16) em carta publicada na “Folha” de domingo, de uma ação entre “amigos de farra”, com “um ou dois figurões acima de qualquer suspeita” para disfarçar?

“Os critérios de seleção foram de afinidade literária, interesse editorial e química com as cidades de destino”, diz Cuenca, acrescentando que Mirisola “não merece resposta”. Teixeira inclui a palavra “gosto” entre os critérios de seleção, mas isso talvez seja um sinônimo de “afinidade”. “A gente pensou em muitos outros nomes, e pode ser que um ou outro tenha ficado chateado, mas um projeto com 35 seria inviável”, afirma. A decisão de incluir autores que nunca publicaram um livro próprio explica a presença na lista de nomes verdes como Antonia Pellegrino, Cecília Giannetti e Chico Mattoso, enquanto o time dos consagrados é defendido por Sérgio Sant’Anna, Bernardo Carvalho e Marçal Aquino.

Segundo a diretora editorial Maria Emilia Bender, a Companhia das Letras se associou ao projeto porque seis dos selecionados são autores da casa e porque ele dá à editora a oportunidade de “eventualmente abrir seu leque para um autor brasileiro novo, coisa que a gente está sempre buscando”. No entanto, manifestações de insatisfação entre outros escritores da Companhia levam Maria Emilia a frisar que o projeto não é da editora, mas de Rodrigo Teixeira. “A plêiade, digamos, não foi eleita por nós”, diz. Acrescenta que todos os autores, mesmo os que têm vínculo com a casa, toparam correr o risco de ter o livro rejeitado. “Isso nós deixamos bem claro aos organizadores, mesmo porque a lista é bem heterogênea no que diz respeito à experiência”, afirma.

Quem for de fato publicado ganhará da Companhia adiantamentos de praxe no mercado, calculados com base numa tiragem de 3 mil exemplares. Publicado ou não, porém, cada autor embolsará da empresa de Rodrigo Teixeira, limpos, R$ 10 mil a título de cessão de direitos de imagem e de adaptação para o cinema da futura história. As despesas de viagem não estão incluídas nesse valor.

Sobre a pauta, vagamente reminiscente de primeiro capítulo de novela das oito da Globo – a busca de uma história de amor em alguma cidade estrangeira –, Maria Emilia é cautelosa: “Dependendo do autor, qualquer pauta vale. Ou não”. Rodrigo Teixeira aposta na viagem como “uma forma de abrir mais a cabeça dos autores, independente da qualidade do material que vai sair”.

Em abril, embarca a primeira leva: Antônio Prata (Xangai), Cecília Giannetti (Berlim), Daniel Galera (Buenos Aires), João Paulo Cuenca (Tóquio) e, no único destino doméstico, o jovem goiano André de Leones (São Paulo!). Em maio, Amilcar Bettega (Istambul) e Joca Reiners Terron (Cairo). Em junho, Adriana Lisboa (Paris), Chico Mattoso (Havana), Lourenço Mutarelli (Nova York) e Reinaldo Moraes (Cidade do México). E em setembro, fechando a temporada, Antonia Pellegrino (Bombaim), Bernardo Carvalho (São Petersburgo), Luiz Ruffato (Lisboa), Marçal Aquino (Roma) e Sérgio Sant’Anna (Praga).

442 Comments

  • Daniel Brazil 20/03/2007 at 00:06

    Para os nomes conhecidos, sempre haverá um critério (ou pretexto). Mas com se escolhe autor sem romance publicado? Clarividência?

  • Cezar Santos 20/03/2007 at 00:21

    É um convescote, claro, e os critérios sabe-se lá, mas a grana é deles e eles sabem o que fazem. Mas se são 16 (e alguns muito bons), esperemos que saiam pelo menos 3 histórias boas.

  • Pedro David 20/03/2007 at 00:21

    Não acredito muito que isso vá revelar novos talentos da literatura nacional. Não levo muita fé nessas tentativas de de organizar o surgimento de nomes do cenário cultural. Basta ver que raramente vencedores de concursos de filmes, cinema, ou música, têm uma carreria longa e produtiva. De qualquer forma, se de todos esses autores, conhecidos ou não, sairem ao menos três bons romances, a gente sai ganhando, não? Três bons livros lançados em um ano, não é nada, não é nada…

    Agora, sobre a polêmica, acho que quem critica vai sempre levantar suspeita de estar recalcado, e quem vai na viagem ou organizou, estará sob a suspeita de ter favorecido pessoas do ciclo de amizades…

    Sugiro ao Mirizola que no lugar de criticar apenas, tente promover um evento alternativo. Quem sabe, no lugar de um romance inspirado por um mês numa cidade do mundo, um conto inspirado por um fim de semana num subúrbio de uma grande cidade brasileira…

  • Leandro Oliveira 20/03/2007 at 00:28

    Se não publicam autores novos reclamam, se convidam autores novos também reclamam. O tal do ‘mercado’ nunca é bom, não é mesmo?

  • Clara 20/03/2007 at 00:37

    Achei Istambul o lugar mais interessante, a cidade inspiradora!

  • vinicius jatobá 20/03/2007 at 00:51

    Que projeto maravilhoso. Muito bom. O custo, algo assustador, já deve incluir o dinheiro para fazer os filmes, creio. E não importa, também. É muito bom que o mercado encomende narrativas de escritores. Tenho certeza que daí sairá muita coisa boa; é desejar sorte. Com certeza lerei os livros sobre Paris, Buenos Aires, Nova Yorque, Berlim, Tóquio, Istambul e Roma, todas cidades que me encantam. Sobre os autores sem livro, ou com um ou dois, é claro que isso pode assustar um pouco, no entanto pelo que entendi serão quatro anos para escrever o romance e nesse tempo, com revisões, a troca de idéias com os editores, não acredito que qualquer um desses livro será recusado. Espero que os 16 livros sejam publicados, que seja um sucesso de vendas esse projeto, e que o mercado se torne mais profissional, e o público se torne curioso em consumir os romances de autores nacionais. Sinceramente, achei um projeto original e corajoso, não creio que nada semelhante tenha sido feito no mundo, e que esse rapaz, Rodrigo Teixeira, ainda tire da cartola novos projetos como esse. Creio que essas idéias irão aquecer positivamente o mercado, gerar movimento, os escritores têm que aprender a escrever também sob pressão e demanda. A encomenda por séculos foi a regra. Escritor que é escritor faz milagre com qualquer fiapo de enredo. E nada é garantido; pode ser que justamente o escritor sem livro escreva uma obra-prima. Grandes livros só surgirão da demanda por livros. Não há outro caminho.

  • NicolasRJ 20/03/2007 at 01:29

    Amigos, sou escritor. Garanto que não se escreve uma grande obra nesse contexto: viagem de um mês, história de amor passada na cidade escolhida. Isso mais parece anúncio de sabonete.

    Escrever um livro requer introspecção, paz, atemporalidade, pesquisa e uma série de coisas incompatíveis com esse oba-oba. O resultado será o que temos visto (ou lido) nas estantes auriverdes: angu metido a biscoito fino.

  • Marco Polli 20/03/2007 at 01:31

    Sérgio, acho que seu texto toca no ponto principal: “polêmica que, justiça seja feita, deveria ir muito além desse caso e envolver um debate sério sobre o próprio mecanismo de financiamento de produtos culturais pelo contribuinte.”

    Com a Lei Rouanet disponível, não vejo motivo para esperar que ela não seja usada. No fundo, o setor literário até a utiliza pouco e quando o faz mais uma polêmica é lançada (como no caso da Flip).

    Agora, certamente um bom debate no Brasil sobre política cultural é mais do que necessário. Se não tivermos isso só vamos ficar lançando questionamentos isolados, de forma casual e sem critérios sérios de discussão. Por exemplo, seria o caso de defender que:

    O cinema pode porque é caro, mas a literatura não?
    Literatura pode, mas só autores não consagrados?
    Literatura pode, mas só com autores que provavelmente darão um bom resultado?
    Ou ninguém pode, o dinheiro deve ir todo para saúde e educação?

    Quando eu li a reportagem da Folha, ainda mais naquele tom festivo do texto, ficou na cara que iria causar discussão. Mas eu achei engraçado a própria “lista de Teixeira” ser tão questionada, qual seria a saída, uma votação?

  • Guilherme 20/03/2007 at 04:21

    Achei boa a idéia do Pedro David…

  • Augusto 20/03/2007 at 04:42

    Antonia Pellegrino e Cecilia Gianetti? O que essas criaturas têm de escritoras além da amizade com o curador?

  • Renata 20/03/2007 at 07:39

    Enquanto temos Andréa del Fuego, eles mandam Cecília Gianetti. Santa Joana, haja QI.

  • Noga Lubicz Sklar 20/03/2007 at 08:09

    Me chamou a atenção neste projeto o fato de encomendar uma história de amor, assunto meio desprezado no meio intelectual, não? Espero que saia boa coisa, mas tendo a concordar com o Nicolas. O problema da literatura ultimamente, pelo que tenho lido, é a tendência a fórmulas, à superficialidade. Arte verdadeira, a que fica, vem de dentro das entranhas, é vomitada, ou, para se manter no tema, concebida no calor de um orgasmo. Não tem nada a ver com turismo, mas a idéia até que é significativa: o artista hoje em dia mais parece um turista no mundo das emoções intensas. Falta vivência.

  • Jonas 20/03/2007 at 08:10

    Artisticamente o projeto não me agrada. Não gosto de livros encomendados e muito menos coleções temáticas. Mas também acho que a Lei Rouanet costuma ser usada para coisas bem piores. Como disse no outro tópico, espero apenas que isso não vire motivo de empolgação para os desocupados do Movimento Literatura Urgente.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 08:45

    (Já vou logo avisando que vou postar vários, muitos & variadíssimos comentários neste tópico)

    Primeiro: Gentem, desde que o Cuenca começou a escrever aquele blog absolutamente ridículo n’O Globo, não dá mais pra levar ele a sério não… E eu gostava tanto das coisas que ele escrevia…

    P.s.: Continuo achando ele um gatíssimo. Continuo afirmando que dava uns pegas nele. Nem tudo mudou, hahaha.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 08:48

    Segundo: gentem, que esperto (além de bonito) esse Cuenca… Vai pra Tóquio! Uma das mais belas cidades do Universo.

    Engraçado, ninguém quer ir pra Porto Príncipe…

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 08:52

    Terceiro: quem é Antonia Pellegrino? Nunca ouvi falar… Será que é (mais uma) alter ego da Pellegrina Leoni?

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 08:54

    Algumas escolhas eu acho merecidíssimas: Adriana Lisboa, Amílcar Bettega Barbosa, Lourenço Mutarelli, Marçal Aquino e Sérgio Sant’Anna.

    Outras me parecem, no mínimo, curiosas (só pra não usar “duvidosas”).

    E outras são sacanagem mesmo – mas me abstenho de dizer quais, tá?

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 08:56

    Quarto: Cadê a Ana Paula Maia? Cadê a Ana Paula Maia? Não acredito, putamerda, que sacanagem! Não é que não botaram a Ana Paula Maia?!?

    Anotem aí a minha escolha: Ana Paula Maia (Cidade do México).

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 08:57

    Quinto: aproveitem e completem a lista:

    Daniel Pellizzari (Moscou)

    Elvira Vigna (Londres)

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 09:00

    Sexto: o Santiago Nazarian e o Marcelino Freire devem estar putos: não bastasse o Luiz Ruffato ter “passado a perna” na idéia da Antologia Gay deles, de quebra ainda descola uma viagem pra lindíssima Lisboa…

    Como já dizia o meu umbigo: “Ce monde n’est pas sérieux…”

    Aproveitem aí e anotem na minha off-Lista:

    Santiago Nazarian (Amsterdam)

    Marcelino Freire (San Francisco)

  • Ernest Thoureau 20/03/2007 at 09:05

    A iniciativa é boa. É até possível discutir sobre o mérito daqueles que vão, mas é preciso ressaltar que o mercado editorial precisava, como nunca, de um chacoalhão desses.
    A punição para aqueles da patota que não merecem a incumbência será, como sempre, o mais retumbante fracasso. Podem anotar…

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 09:08

    Sétimo: me explica aí o que seria “química com as cidades de destino”?

    Volto a insistir: porra, ninguém sente a menor química com Porto Príncipe? Deve ser maravilhoso passar uma temporada em Cité Soleil e voltar de lá com um romance pronto (e duvido que alguém voltasse de Cité Soleil sem um romance pronto na cabeça: o que mais há pra se falar sobre Paris, mon Dieu?)

    Aproveitem e acrescentem aí na minha off-Lista:

    Saint-Clair Stockler (*) (Porto Príncipe)

    ___________
    (*) claro que sou escritor, só você não sabia, biduzão!

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 09:09

    Oitavo:

    Off-Lista (cont.):

    André Vianco (Bucareste – mas é pra ir e não voltar nunca mais)

    Adriana Lunardi (Veneza)

  • Noga Lubicz Sklar 20/03/2007 at 09:22

    escritores anônimos do TodoProsa, sejamos sinceros. deixemos de lado o culturalmente correto, soltemos nosso grito de angústia:
    Ó DEUS, PORQUE NÃO EU?

  • Noga Lubicz Sklar 20/03/2007 at 09:23

    Saint-Clair, me atrasei. transmissão de pensamento.

  • João Marcos Cantarino 20/03/2007 at 09:28

    Carolina Kotscho: lá em casa.

  • severo 20/03/2007 at 09:31

    minha sugestão seria mandar o Campos de Carvalho pra Bulgária……..

  • Biajoni 20/03/2007 at 09:32

    passei um dia entre são josé do rio preto e mirassol e penso em escrever um livro.
    :>)
    vou tentar ficar um mês entre sumaré, nova odessa e hortolândia – três das cidades mais violentas da região de campinas – para escrever um romance de amor.

    na verdade, meu novo livro, “virgínia berlim” (em breve impresso por mim e vendido no meu blog), foi escrito durante uma temporada de um mês em piracicaba.
    :>)

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 09:47

    Nono: ah, pessoal, agora falando sério: o projeto me parece esquisito: tem momentos de certo profissionalismo e outros em que parece uma pelada de várzea, com direito a churrasco de carne de gato e cerveja Bavária… Acho que acertou o Mirisola (ótimo autor, se bem que um tanto quanto polêmico), não passa de uma ação entre amigos, com um ou dois bons nomes importantes como chancela.

    Aliás, isso me lembra bem a Academia Brasileira de Letras…

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 09:49

    Noga, no fundo, bem lá no fundo do meu coração selvagem, ainda tenho esperanças de que me chamem para ir a Porto Príncipe…

  • Zeca Futão 20/03/2007 at 09:51

    severo, és um gênio!

    Mandar a Antonio Pellegrino para a India é safadeza. Lá não tem Daslu!

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 09:52

    Off-Lista (completa):

    Ana Paula Maia (Cidade do México)
    Daniel Pellizzari (Moscou)
    Elvira Vigna (Londres)
    Santiago Nazarian (Amsterdam)
    Marcelino Freire (San Francisco)
    André Vianco (Bucareste)
    Adriana Lunardi (Veneza)
    Saint-Clair Stockler (Porto Príncipe)

    Ah, minha lista ficou linda! Cute cute cute…

  • Guilherme Meirelles 20/03/2007 at 09:56

    Incrível o lobby de determinados(as) escritores(as). Talvez nem seja culpa deles(as) e sim de quem edita o jornal. Há duas semanas, a Folha de S. Paulo abriu espaço nobre na Ilustrada para a Cecilia Gianetti – quem quiser conferir, está na página 2 do caderno de hoje. Não a conhecia mas pelas duas colunas publicadas até agora deu-me a impressão de ser uma autora apenas mediana e pouco criativa. Estou errado?

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 09:59

    Caio Fernando Abreu foi certa vez um dos escritores visitantes da cidade francesa de Saint-Nazaire (a cada ano, um escritor era convidado para passar uma temporada na cidade, com a única exigência de, ao final, deixar uma obra em sua homenagem; outro que passou uma temporada lá foi Reinaldo Arenas – o Caio, uma vez, chegou a ver o fantasma do Arenas na casa em que os artistas se hospedavam). O resultado foi a belíssima novela ‘Bem longe de Marienbad’, que pode ser encontrada no volume ‘Estranhos estrangeiros”.

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 10:01

    Saint-Clair: ótima essa idéia da lista dos que ficarão de fora da excursão (alguém aí vai para Orlando?). O problema desse “chacoalhar o mercado” é o método escolhido: azedou. Não se escreve um romance em 1 mês. Um micro-roteiro talvez? Chico precisou de 6 meses (pelo menos) em Budapeste. Além do mais (cá entre nós) “Páginas da Vida” foi o que foi, não é mesmo? Reforço a idéia (do Pedro David) de um projeto em cidades brasileiras (te que ser escritor de verdade para falar de amor no Rio de Janeiro dos dias de hoje, com cadáver exposto no meio da rua – e não é exposição do Roy Glover não). Por fim: Lei Rouanet é para isso?

  • Sérgio Rodrigues 20/03/2007 at 10:08

    O Lúcio Nareba avisa que quer ir para Dublin e ficar no hotelzinho alpino onde Shakespeare escreveu “Rasga coração”.

  • Clarice 20/03/2007 at 10:08

    Esta turma que vai é solteira ou casada? Isto é muito relevante para o tema. Acho que muitos vão em busca de “inspiração”. Certamente voltarão com material colhido na fonte.
    Saint-Clair,
    Este é o motivo de niguém ir para Porto Príncipe.
    Que desperdício de dinheiro. O pior que eu conheço um desses aí e a cidade que ele escolheu… deixa para lá.
    Marco Polli,
    Concordo total contigo.
    Je suis choqué!

  • Clarice 20/03/2007 at 10:11

    Claudio,
    O mês não é para escrever romance. É para colher material, entendeu?
    Depois fica 3 anos escrevendo sobre o “tema”.
    Que idéia de girico.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 10:13

    Hahahahaha, cada vez mais eu gosto desse Lúcio Nareba!

  • Clarice 20/03/2007 at 10:14

    “Rodrigo Teixeira aposta na viagem como “uma forma de abrir mais a cabeça dos autores, independente da qualidade do material que vai sair”.”
    HAHAHAHAHA

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 10:15

    Clarice: se você fosse escritora, pra que cidade iria?

  • Zeca Futão 20/03/2007 at 10:16

    Outros 16:

    P. H. Britto (Marselha)
    Milton Hatoun (Manaus)
    Marcelo Mirisola (Vaticano)
    Adelia Prado (Dublin)
    D. Pellegrini (Malvinas)
    Gustavo Bernardo (Cidade do Cabo)
    Santiago Nazarian (Amsterdan – crédito para St. Clair)
    Marcelino Freire (Lagos)
    Rubens Figueiredo (Sofia)
    Vinicius Jatobá (Oslo)
    Cintia Moscovich (Varsóvia)
    André Laurentino (Miami)
    Alberto Mussa (Tel Aviv)
    M. Moutinho (Caracas)
    Luiz Vilela (Toronto)
    Simone Campos (Kobe)

  • Júlio 20/03/2007 at 10:18

    E o Paulo Coelho? Não vai sentar em Marte e chorar?

  • Clarice 20/03/2007 at 10:18

    Eu juro que se me contassem eu não ia acreditar neste projeto.
    Que inveja desta Adriana Lisboa-Paris.
    Pôxa, eu não tenho livro publicado e já tenho uma “história” que poderia continuar em Paris.
    O material já está em andamento. Um mês dava para completar.
    Este não é um país sério.

  • Te 20/03/2007 at 10:22

    Talvez fosse mais útil pra literatura brasileira pegar toda a grana que será gasta nesse projeto e usar pra pagar o aluguel e o supermercado por uns dois anos para escritores talentosos mas que precisam trabalhar pra viver. O Férrez seria uma boa.
    Ou usar o dinheiro público para comprar mais livros para as bibliotecas. Fico pensando no desperdício: mais filmes que poucos vão ver, mais livros que poucos vão ler. Podiam fazer o que quisessem, contanto que não fosse com o meu dinheiro.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 10:23

    Vocês ficam aí discutindo quem deveria ir e quem deveria ficar nessa lambança turística sem muito futuro e esquecem da azeitona dessa empada. Lá em cima, no post, tem umas palavras curiosas, se não fossem até chocantes:
    “Segundo a diretora editorial Maria Emilia Bender, a Companhia das Letras se associou ao projeto porque seis dos selecionados são autores da casa e porque ele dá à editora a oportunidade de eventualmente abrir seu leque para um autor brasileiro novo, coisa que a gente está sempre buscando”.
    Coisa que a gente está sempre buscando? Ela se refere ao mercado editorial brasileiro ou à Cia das Letras? Qualquer que seja a resposta, ela me parece deslocada, irreal, fantástica… até mesmo sobrenatural.

  • Mas será o Benedito 20/03/2007 at 10:28

    A grana não é deles, cara pálida! É do contribuinte brasileiro, este é o problema.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 10:31

    Outra, embora tenha sido escolha dele, mandar o Saint-Clair pra Porto Príncipe é sacanagem. Carcassone nele.

  • Clarice 20/03/2007 at 10:36

    Saint-Clair, Paris mesmo.
    Concordo com Te e dom todos os que apontam o absurdo deste projeto.
    Se fosse para financiar então que escolhercem a cidade para os caras irem.
    Fulano – Asmara
    Beltrano – Palikir
    Cicrano – Uagadugu (capital de Burkina Fasso um dos países mais pobres do mundo)
    Queria ver quem ia aceitar ao invés de ir porcurar o amor nas europas ir participar de um projeto cultural ou sociológico, enfim, algo que exigisse pesquisa de verdade.
    Talvez fosse melhor mandar artistas plasticos para pintarem o monumento que representa cada nação. Isto dá para fazer em um mês e gera divisas para o Brasil.
    Ia dar muito mais IBOPE do que os 16 escritores à procura de um…
    Chega! Estou indignada.
    Que bela maneira de promover a literatura brasileira.
    Le Monde
    “Projeto inédito brasileiro”
    Mordomia para escritores visitarem suas cidades preferidas
    A editora mais influente no mercado brasileiro fez um projeto no qual 16 escritores – se bem que alguns não publicaram nada – passam um mês em uma sua cidade preferida para escreverem sobre o amor.
    Nous sommes jalous. La France vas mal! Nous n’avons pas d’argent pour un project comme ça.”

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 10:36

    O Lúcio Nareba (encontrei um livro dele lá na Siciliano “Jesus é Phoda – narrativas apostolares”), deveria ir pra San Quentin na California.

  • Bruno C. 20/03/2007 at 10:37

    uma questão ainda não levantada é: “menos de metade” da grana veio da lei rouanet, e a outra metade?

    E sobre a Lei Rouanet: é para isso mesmo. meio milhão é bem menos do que liberam para o Cocô Diegues cometer um crime cinematográfico.

  • Clarice 20/03/2007 at 10:40

    continuação do artigo…
    ” e deus me livre de apresentar um troço desses para o público francês.”

  • clelio 20/03/2007 at 10:40

    Faltou Madrid, ou Barcelona, ou mesmo Sevilha em todas as listas!
    Agora, “química com as cidades”? O que vem a ser isso?

  • Mari 20/03/2007 at 10:42

    Clarice, vc deveria ir para a Groênlandia escrever sobre pinguins, Outra coisa a matéria não diz que os autores tem que escrever em um mês, mas que ficarão um mês, eles bem mais tempo para isso. Saint Clair, porque vc não faz o seu projeto e oferece para alguma editora quem sabe o seu recalque acabe e vc consiga deixar mensagens em outro horario, ao invés de oito da manhã vc perder o seu tempo postando para o blog, porque vc não vai ler um livro e para de falar

  • Clarice 20/03/2007 at 10:45

    João Gilberto Noll – Berckley
    Antônio Torres – Junco
    Moacyr Scliar – Varsóvia

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 10:46

    Deixaram a porta da cozinha aberta!! Quem fez isso?

  • Mari 20/03/2007 at 10:47

    alias clarice e sain clair, vcs que sabem tudo de literatura, porque vcs não se juntam ao Mirisola, e vão para Lagos, Medelin, Madagascar, Uma Estação Polar no ÁRTICO, Marte ou até Jupiter. dai vcs podem escrever um livro sobre mapa astral.

  • Clarice 20/03/2007 at 10:47

    Mari,
    Aceito com prazer. Mas aprenda a ler:
    “Claudio,
    O mês não é para escrever romance. É para colher material, entendeu?
    Depois fica 3 anos escrevendo sobre o “tema”.
    Que idéia de girico.

    Comentário de Clarice — 20/03/2007 @ 10:11 am ”
    Você está corrigindo o que eu corrigi.
    Vá para a PQP para TNC e escrever.

  • Rafael Rodrigues 20/03/2007 at 10:47

    ah, se é assim, eu ganho do Biajoni. tô revisando um sem ter saído dos cafundós do Judas onde moro.

  • Caveirinha 20/03/2007 at 10:48

    Mamatão, trem da alegria. Sorte de quem vai.
    Sugiro outro circuito, não este Elizabeth Arden, mas o circuito “Suellen”: Complexo do Alemão, Bagdá, Zimbábue, Vila Cruzeiro, Cité Soleil…

  • José da Silva 20/03/2007 at 10:48

    A grana é minha, sua, nossa: do contribuinte, pois tem renúncia fiscal. Vamos ver se os livros chegarão com preços de Cia das Letras ou mais baratos por causa desse “incentivo”. É um escandâlo usar grana pública pra isto como disse o MarcelloMirisola.

  • Clarice 20/03/2007 at 10:48

    Mari,
    Legal a tua idéia.
    Vamos Saint-Clair?

  • Observador 20/03/2007 at 10:52

    Saint-Clair Stockler: desde quando Nazarian é escritor?

    Pra ele escrever um livro sob alter-ego de um jacaré pode ir pro Pantanal, que tal?

    Outra coisa: até que enfim o Mirisola escreveu alguma coisa aproveitável, hein?

    E já que vale dar pitaco na lista, que tal mandarmos a Patricia Melo pra PQP?

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 10:54

    Clarice, estou te achando tão zen…

  • Clarice 20/03/2007 at 10:54

    Caveirinha,
    Zinbábue é uma boa! Escrever sobre o Mobuto e os horrores de 2003 e os de agora! Nem que fosse jornalístico mas vale a grana.
    Eu não pago imposto este ano. Vou sonegar tudo o que puder.
    Que tal um projeto para disseminar o estudo da literatura para pessoas como a Mari?
    Ficam ressentidas de quem estudou a matéria.
    Mari,
    Qual a sua formação, querida?
    Se você quiser eu te empresto os meus livros de graduação.

  • Clarice 20/03/2007 at 10:55

    Tibor,
    Zen?
    Eu? Por quê?

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 10:57

    A Mari soltando pérolas e você rindo, abobada, feliz da vida… apaixonada?

  • Clarice 20/03/2007 at 11:02

    Tibor,
    Eu até me dei ao trabalho de responder.
    KKKKkkkkkkk
    Geralmente ignoro falta de argumento e agressão imbecil. Mas ficquei com pena da minina.
    Tadinha.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 11:03

    O Saint-Clair esta fora… não viu. Sorte da minina.

  • Clarice 20/03/2007 at 11:05

    Deixa prá lá. Ainda me acusou errado, pobrezinha. Vamos parar que isto não vale comentário.

  • Pária Hilton 20/03/2007 at 11:06

    O que seria da literatura brasileira se não existissem os comentaristas do blog do Sérgio, não é mesmo?!

  • Roberto R. 20/03/2007 at 11:07

    Caramba. Vai dar tilt nesse site, de tanta dor de cotovelo reunida.

    Não vejo nada de errado no projeto. Se vai dar certo ou não são outros quinhentos – mas qual o pecado de arriscar? A literatura brasileira ressente-se disso, de gente disposta a dar uma chacoalhada no mercado. Com toda sinceridade, R$ 1,2 milhão não me parece uma fortuna, pelo menos em se tratando de grana da Rouanet. Gasta-se o triplo disso pra fazer um filme horroroso! Se um quarto desses escritores escreverem bons livros, o gasto está justificado.

    Essa indignação toda me cheira a uma coisa: complexo de vira-lata. O escritor devia estar em casa, roendo coxão duro, digitando a obra-prima ignorada num 486 da idade da pedra. Em outras condições, só pode ser um picareta ou um aproveitador. Tenham santa paciência…

  • Jonas 20/03/2007 at 11:12

    Lúcio Nareba será o primeiro Nobel brasileiro.

  • Jonas 20/03/2007 at 11:13

    Saint-Clair, na minha off-list o Marcelino Freire vai pro inferno. Com passagem só de ida.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 11:13

    – Rodrigo Teixeira aposta na viagem como “uma forma de abrir mais a cabeça dos autores, independente da qualidade do material que vai sair”.

    Ah, já entendi. Trata-se de serviço social. Psicologia aplicada. Só acho estranho ser financiado pelo dinheiro da Lei Rouanet. Deveria ser pelo INSS.

  • Jonas 20/03/2007 at 11:14

    E afinal, quem é que vai para a Pasárgada?

  • Leandro Oliveira 20/03/2007 at 11:16

    Será que sou só eu que gosto da Cecilia Gianetti?

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 11:16

    Manuel Bandeira, in memorian.

  • Rafael 20/03/2007 at 11:26

    Como contribuinte do IR, ICMS, ISS, CMPF, COFINS, PIS, FUST, FUNDEB, FISTEL, ECAD, CONCINE, IPVA, ITR, IPTU, ITBI, etc., etc., etc., sou contrário ao uso de dinheiro público para financiar esse verdadeiro trem-da-alegria, que provavelmente não produzirá nenhuma obra de qualidade literária mediana e que certamente jamais formentará a leitura neste países de analfabetos funcionais.

    Se o dinheiro for exclusivamente privado, apoio o projeto, pois a cada um é dado queimar seu próprio dinheiro.

    Agora, quem quer apostar comigo que as obras que resultarem desta viagem mergulharão no mais completo e sepulcral oblívio dois anos depois de editadas?

  • Clarice 20/03/2007 at 11:27

    Tibor,
    fora o “abrir a cabeça” dos escritores.
    Esta gíria ainda se usa?
    Não seria melhor um machado, uma terapia?
    Do jeito que está muitos agradeceriam a ajuda para a psicanálise.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 11:32

    Já pensou? Psicanálise em Montreal? Em Paris? Em Amsterdan? Financiado pela Lei Rouanet? De graça até injeção no fundo do olho…

  • Clarice 20/03/2007 at 11:33

    Viena, Tibor, Viena…

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 11:35

    Budapest.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 11:36

    Vamos deixar Freud pra lá… antiquado.

  • Clarice 20/03/2007 at 11:38

    a gente vai ser expulso. Voltemos ao post.
    Autran Dourado escolheu a Rocco… não vai.

  • Clarice 20/03/2007 at 11:41

    Quem são os dois figurões acima de qualquer suspeita?
    Luiz Ruffato e Bernardo Carvalho?

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 11:42

    O Galera também não vai. Disse que depois de Israel o mundo deixou de ser o mesmo pra ele.

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 11:43

    Clarice et al.: Ok 1 mês é pouco (concordo) para escrever 1 romance (mas não para o nosso bravo Ryoki, recordista do Guiness :).

    Ah, então deixa eu te contar o que eu entendi: 1 mês para passear e depois 3 anos para coletar info da internet para escrever o romance. Justo, não?

    Logo, ainda está valendo como excursão. :-)

    Pelo visto, ninguém se interessou pela Espanha. Daria pelo menos para assistir um jogo do Real ou do Barcelona ao vivo (melhor do que a pelada do Bota x Flu que assisti domingo no Maraca).

    A editora avisou que se reserva o direito de aproveitar só parte do material? Apesar de achar uma sábia decisão me pergunto: por que? A escolha não se baseou na excelência dos escritores? Sei.

    Ainda bem que ninguém escolheu Varsóvia. Ufa!

  • Arnaldo 20/03/2007 at 11:47

    O do Sérgio Sant´Anna já posso encomendar, maior escritor brasileiro. Lembro de uma palestra em que ele contou que, depois do livro de estréia, ganhou uma bolsa nos EUA, bancada pela ditadura – e que chegando na república em que ia se hospedar, ele, na época um típico romancista-mineiro-de-educação-rígida-angustiado foi apresentado por seus colegas de quarto ao que pareceu ser uma caixa com 2 quilos de maconha. “Daí minha literatura mudou radicalmente” :).

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 11:47

    Catzo, eu disse que o Galera não ia, e lá vai ele pra Buenos Aires.

  • Cezar Santos 20/03/2007 at 11:51

    Literatura subsidiada com grana de renúncia fiscal?
    Puxa, até eu que sou bobim queria…

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 11:54

    Roberto R: as nossas opiniões são completamente ignoráveis. O projeto já está fechado e elas (nossas opiniões ignoráveis) jamais serão consideradas. Mas, não podem (e não devem) ser consideradas simples “dor de cotovelo” (basta ler com atenção os posts). Muitos temas importantes estão sendo levantados. E devo reconhecer que serviu para “esquentar” a discussão (mais do que a tal da coletânea no Ruffato).

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 11:56

    O Galera pode ir de taxi até Buenos Aires :-)

  • Santa Sofia de la Piedad 20/03/2007 at 11:56

    Sergio,

    Seus leitores clamam por um conto, um trecho, qualquer coisa de Lúcio Nareba…
    Você que tem o contato do cara, dá esse presente pra gente, vai???

  • Paulo 20/03/2007 at 12:01

    Engraçada é a escolha geográfica, points-clichês, como se a inspiração para o amor não florescesse em outros lugares. Até ali na esquina.

    Há meritos nas escolhas, mas há ligicamente panelinhas e igrejinhas. Fazer o quê? Se tivessem a mesma idéia em NYC ou Londres, a lista seria igualmente idiossincrática. Como diria Millôr Fernandes: “Arte é intriga”.

  • mari 20/03/2007 at 12:05

    Clarice mande algum trabalho, seu para eu ler quem sabe eu aprendo alguma coisa. FRUs….

  • Paulo 20/03/2007 at 12:05

    Sérgio, sobre Lúcio Nareba, fui googlar e nada encontrei sobre o episódio do estrangulamento. Isso não foi noticiado à época?

    Errata: no post acima, onde se lê “ligicamente”, leia-se “logicamente”.

  • Jonas 20/03/2007 at 12:05

    Um bom exemplo de como a Lei Rouanet pode ser usada para o bem é a Bravo! pré-Abril, ou seja, os primeiros sete anos da revista. Só se manteve com a grana da lei, e era uma revista muito boa. Depois foi para a Abril e…

  • Roberto R. 20/03/2007 at 12:06

    Claudio Soares, eu não estava querendo desfazer de todos os comentadores. Só acho que a imensa maioria das “opiniões” aqui expressas só foram capazes de manifestar rancor e inveja – argumento que é bom, nada. Muitos desses que aqui vociferam nem pararam pra pensar muito no assunto, simplesmente se “indignaram”. Mas eu entendo. O Brasil é tão injusto e surreal que a gente se vicia nesse negócio de “indignação”, e sai atirando pra tudo quanto é lado. Infelizmente acaba caindo bala perdida em cima de projetos interessantes e bem-intencionados, como esse do “Amores Expressos” – belo nome, aliás.

  • nana 20/03/2007 at 12:07

    Eis a mamata do século! Essa de “voltar ou não com a história” é que é foda, né? De resto, não tenho nada contra o projeto não. Isso é coisa de invejoso. Queria eu ser escritora e ficar com tudo pago por um mês pra flanar na zoropa, encher a cara e passear “pra buscar inspiração”!
    O mercado literário brasileiro precisa mesmo de um pouco de ambição.

  • Pária Hilton 20/03/2007 at 12:15

    E eu repito, Roberto: O que seria da literatura brasileira se não fossem esses brilhantes comentaristas!!

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 12:17

    Sr. ou Sra. Mari: me recuso a conversar com uma pessoa que não põe nome e sobrenome pra conversar com a gente. Não sou frustrado, mas acordo cedo e desde cedo estava me divertindo. Lamento se conheço muito mais do que você sobre Literatura Brasileira. Senta aí, presta atenção e aprende pra não falar merda.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 12:20

    Clarice, o Autran Dourado não ia mesmo: tem Mal de Parkinson. Acho que não dá pra se divertir numa viagem a gente tendo Mal de Parkinson…

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 12:23

    Pária: porque você não dá uma contribuição útil ou, ao menos, divertida e interessante? Fica aí só gastando espaço virtual, cara-de-bunda! Me fazendo perder tempo lendo as suas cutucadas… Fala sério!

  • Mariel 20/03/2007 at 12:28

    O estranho é que o projeto, financiado pela Lei Rouanet, que custe R$ 1,2 e que cada participante ganhará ainda um cascalho, e a Editora se beneficiará de todos os direitos autorais, e o leitor ainda vai ter que pagar pelo livro? Não seria melhor poder retirá-lo de graça na livraria mais próxima? E num país que sofre terrivelmente com problemas de distribuição de renda, com sequestros e mortes brutais, ver que uma empresa tenha esse valor módico incluído em renúncia fiscal. E ainda, me estranha ver um autor como João Paulo envolvido nisso. Por dois motivos : um contrato com uma editora rival (a Ediouro), com lançamento de livro previsto e tudo e adiantamentos e coisas tais e agora envolvido com outra editora…Tudo isso me cheira a piada para classificar como desonestidade. Mas quem sou eu? No final ainda vão me chamar de recalcado. Mas tudo isso para mim é um boato, algo que zomba de nós. Espero que seja mentira, uma tremenda mentira. abç

  • joao gomes 20/03/2007 at 12:30

    A Lista de cidades esta equivocada…
    Proponho: Bagdá, Jerusalem, Faixa de Gaza, Nairobi, Islamabad, Taipei, Ushuaia,
    Dili, etc.

  • Pária Hilton 20/03/2007 at 12:31

    CHUIFE! SNIF! BUÁ!

  • vinicius jatobá 20/03/2007 at 12:32

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 12:32

    Tibor e Clarice, que são as pessoas aqui mais próximas de mim: vejam aí em cima se eu escrevi alguma coisa reclamando do Projeto em si, façam o favor? Estou ligeiramente desconfiado de que as pessoas mascaradas que vêm a esse espaço virtual de sociabilização (qua qua qua) são meio analfabetas funcionais… Não sabem ler, não! Ou então não sabem fazer inferências! Ou então, pura e simplesmente, estão de sacanagem com a minha cara!!! O próprio fato de que forneci uma off-Lista, alternativa, não indica (pra mim indica e é claríssimo!) que acho o Projeto, no mínimo, interessante, embora não muito bem executado em sua versão atual?

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 12:35

    Saint, não estou com saco de ir lá em cima e reler tudo novamente. Mas sei bem que se você diz não ter escrito, então não escreveu. E tenho dito.

  • Areias 20/03/2007 at 12:37

    Ia comentar alguma coisa, mas o cheiro começa a ficar indigesto. Melhor sair fora.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 12:38

    Da próxima vez evite comer feijão.

  • Areias 20/03/2007 at 12:42

    By the way, alguém entendeu a ilustração do Léo Martins na “capa”. O que é aquilo um pedaço de avião com uma caneta em cima? No mais, deixem os caras viajarem. Cia de dança, teatro, capoeira, vivem em tournée com o dinehiro público, por que escritor não pode? Duvido que, se fosse chamado, um de vocês recusaria o convite.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 12:43

    Eu já deixei bem claro que aceitaria o convite para Porto Príncipe.

  • Jonas 20/03/2007 at 12:44

    Continuando o comentário do Vinicius, o próprio Saul Bellow morou em Paris com bolsa, no começo da carreira. Eu vejo vários pontos positivos no projeto – repito outra vez, acho que, já que o dinheiro público será usado para algum projeto cultural, que seja algum relacionado à literatura.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 12:44

    Afinal: pobre, preto e em guerra civil não pode amar?

    O Nareba até já me sugeriu um título pra história: “As neves de Cité Soleil”.

  • Areias 20/03/2007 at 12:44

    Não Tibor, eu nem como feijão, o cheiro é outro. Bem pior, acredite.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 12:50

    A Tv Cultura anunciou uma exclusiva com o Nareba pra Abril. Acho que na segunda semana.

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 12:50

    Saint Clair: não vale a pena ficar estressado com “nicknames”. Deixa o tal do “nickname” p’ra lá. Essa história de pseudônimo, nickname, avatar, etc… foi feito justamente para ser usado por quem não quer ser levado a sério.

  • Clarice 20/03/2007 at 12:51

    Vinicius,
    Calma! Da próxima vez você vai.
    Só não pode falar mal do Rodrigo Teixeira quando tudo acabar.

    Saint-Clair,
    Talvez as pessoas estejam confundindo a sua posição com a minha.
    Eu acho isto o cúmulo. Você não.
    E já conversei com um amigo e a turma já está conhecida como o “Grupo 16”.
    Errei: o negócio tem que ser escrito “in locum” no mês mesmo.
    Quer dizer então que o “Cuenca” votou nele mesmo?
    Desculpe Autran Dourado! Não sabia!

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 12:54

    ah, só para registrar… não precisa levar a sério o que acabei de comentar. :-)

    Clarice: Então é 1 mês mesmo? Então, só o Ryoki pode salvar o projeto. :-)

  • Clarice 20/03/2007 at 12:54

    Marizinha, baby,
    Num sô iscritora. Num posso ficá frustrada nem com siúmi di queim vai, intendeu?
    Sô istutande di literatura. Eterna istudanti.
    Mas leve mal não. Você tem siúme de mim ou do Saint-Clair?
    Da nossa amizade já era.
    Somo migo sim.

  • mausoléu 20/03/2007 at 12:54

    Ei, eu quero ser levado a sério.

  • Marco Polli 20/03/2007 at 12:55

    Reforçando a necessidade de se discutir a lei Rouanet, é só lembrar sobre a polêmica sobre a vinda do Cirque de Soleil. Ou senão, o questionamento sobre se ela deve ser usada para apoiar turnês de cantores e grupos já famosos (ver link abaixo).
    http://www.cultura.gov.br/noticias/na_midia/index.php?p=23132&more=1

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 12:56

    Hahahaha, Cláudio: sábias palavras. Vou segui-las. Obrigado pelo belo conselho!!!

  • Clarice 20/03/2007 at 12:56

    É Cláudio,
    Logo no começo do texto do Sérgio:
    “passarem um mês com tudo pago em alguma cidade do mundo, de onde eles se comprometem a voltar com um romance de amor para ser publicado pela Companhia das Letras (embora a editora se reserve o direito de só aproveitar parte do material)

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 12:57

    Tudo bem mausoléu. Vc será levado a sério. Até pq qnd todas as vaidades acabarem só restará vc mesmo :-)

  • João Marcos Cantarino 20/03/2007 at 12:57

    Sou contra o projeto da Cia. das Tetas. Sou contra esse e qualquer outro projeto atual ou futuro que inclua subsídios, subvenções, renúncia fiscal, vencimentos, peculatos ou qualquer outro tipo de esmola com o chapéu alheio. Se o governo quisesse realmente fomentar (argh!) a nova literatura nacional (hã?!), bastaria abrir um concurso público para autores inéditos e/ou com limite de idade, realizado de acordo com todas aquelas palavrinhas chatas que brasileiro detesta – legalidade, publicidade, impessoalidade, moralidade e competência. O prêmio poderia ser esse aí mesmo, inventado pelos amigos dos amigos. Garanto que não faltariam candidatos.

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 12:58

    Esse projeto já estressou todo mundo. Surigo que mudem o nome de “amor expresso” para “amor, me estresso” ou “amor? me estresso”

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 12:58

    Vide o Mausoléu da ABL…

  • Mr. Ghost(WRITER) 20/03/2007 at 12:59

    Haja apelo para motivar esse pessoal…
    O que uma preguiça mental não faz com alguns… eu hein…

  • Clarice 20/03/2007 at 13:00

    “cada um será acompanhado durante três dias por uma equipe de cinema, que transformará em documentário esse périplo de 16 autores em busca de 16 histórias.”

    Quer dizer, ainda serão importunados 3 dias em que não poderão escrever.
    Então o projeto é o seguinte:
    “Não escreva em sua cidade: viaje e se tranque num quarto de uma cidade a nossa escolha.”

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 13:03

    Mr. Ghost (Writer): não acredito em fantasmas.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 13:07

    Acho um Projeto interessante, bem “l’air du temps”: é multimídia! Livro+vídeo+documentário.

    Podiam pedir que os autores fizessem também instalações (não, mari, não são “instalações elétricas”, são outro tipo de instalações… Quer que eu desenhe?). Pelo que eles vão ganhar (viagem + publicação da obra + 10.000 pratas) eu topava até um streaptease em praça pública, hahahaha. Não, mentira: um streap eu não topava, não. Mas aceitava fazer um filme pornô – desde que o Cuenca também aceitasse participar. HAHAHAHAHAHAHAHA.

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 13:09

    Pois é Saint Clair. O Mausoléu da ABL é um “passeio” que vale a pena para td aspirante a escritor. Lá tds terão a oportunidade de ver, por exemplo, Guimarães Rosa (no. 17) e Manuel Bandeira (no. 18), um ao lado do outro, em gavetas brancas, as mais simples impossíveis. Tudo passa. Tudo passa.

  • Clarice 20/03/2007 at 13:09

    Você vai na segunda edição Projeto “Amores expressos X-Rated”, não Mari, não é Raio X. HAHAHA

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 13:11

    a gente ganha pouco mas se diverte :-)

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 13:11

    Ô Clarice… você disse pra deixar isso pra lá. Já estou ficando com pena da menina.

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 13:11

    melhor: não ganha nada…

  • Clarice 20/03/2007 at 13:12

    Um bom início para um filme sobre literatura estas caixinhas brancas. ABL, Mari, Academia Brasileira de Letras.

  • Clarice 20/03/2007 at 13:13

    Tibor,
    Foi o Saint-Clair que começou.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 13:15

    Tá, e você pegou carona.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 13:16

    Cláudio: … e a Bíblia tinha razão: “Vaidade, tudo é vaidade”…

    Aliás, já que citei a Bíblia, deixo-vos com a seguinte reflexão encontrada no Eclesiastes: “Além disso, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne”. Ou seja: fiquem tranquilos, que Projetos como esses não deixarão nunca de existir. Sempre vão pintar outros, e eventualmente todos nós faremos nossas viagenzinhas: uns pra Paris, outros pra Cabrobó do Norte. Mas não se pode agradar a todos, né não?

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 13:18

    Acho que a mari é menino. Não sei explicar a razão, é só intuição.

  • mausoléu 20/03/2007 at 13:22

    Parem de usar o meu santo nome em vão!

  • Clarice 20/03/2007 at 13:25

    É Saint-Clair. Mas eu só queria ver a Adriana Lisboa se esplicar na França.
    “-Je suis écrivain.”
    “-Ah! Avez vous quelques livres traduit en Français?”
    “-Non. Je n’ai pas de livres en Portugais aussi.”
    “-Comment ça…”
    “-Je n’ai jamais écris un livre pendant toute ma vie.”
    Para a mente de um francês, mesmo com bombeiro que foi consertar a pia, a moça corre sério risco de ser encaminhada a uma instituição psiquiátrica.

    E levem a mal não. Um dos contemplados é muito amigo do chefão da Cia das Tetas.
    É vergonhoso este projeto.
    Ao Rodrigo Teixeira, o futebol.

  • Pária Hilton 20/03/2007 at 13:27

    Essa Clarice é meio burrinha, né? Até para os padrões desse espaço de socialização…

  • Rafael 20/03/2007 at 13:31

    João Marcos,

    Veja se você concorda comigo. Há duas maneiras de se fomentar qualquer atividade humana: subsidiar a oferta ou a procura; subsidiar os escritores ou os leitores.

    Se a oferta for subsidiada, ou seja, se os escritores forem remunerados com o dinheiro público, o mais provável, segundo as leis da estatística, é que somente obras medíocres serão produzidas, a um custo elevadíssimo, que não se justificará. Por mais dinheiro que se dê a um indivíduo, ele não se tornará mais talentoso; um miserável poderá ser um milhão de vezes superior ao mais financiado dos escritores. Subsídio à oferta é dinheiro desperdiçado.

    Pode-se, no entanto, subsidiar a procura. Como? Barateando livros e construindo bibliotecas públicas. Aquele que publicar um livro jamais poderá escusar-se do fracasso com o argumento de que os livros são muito caros para seu público leitor. Os escritores, todavia, por carecerem em sua grande maioria de verdadeiro taleto (a multidão é medíocre, todos sabemos) preferem que o dinheiro vá diretamente ao seu bolso. Se depois a obra parida for uma porcaria e mofar nas prateleiras, a culpa evidentemente é do público que não compreende a grande arte e o custo dos livros, que afasta os leitores potenciais.

    A Lei Rouanet contribui menos para a cultura do país que para o bolso de alguns privilegiados.

  • Cláudio Soares 20/03/2007 at 13:34

    Perfeito Rafael. Simplesmente perfeito. É isso mesmo. Livros baratos. Livros baratos. Livros baratos. Livros baratos. Livros baratos. Livros baratos. Esse é o meu mantra. (E não, “edições de bolso” custando mais de R$ 30,00).

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 13:48

    150

  • Mausoléu 20/03/2007 at 13:51

    O de cima gosta de aparecer.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 13:52

    O de baixo também.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 13:55

    Ah, e antes que me esqueça, e respondendo a um prezado colega que fez o comentário aí bem em cima: eu também gosto dos textos da Cecília Giannetti.

  • Chuck 20/03/2007 at 14:08

    GALERA,

    a $$$ é DELES !! SE ELES ACREDITAM NO PROJETO E QUEREM INVESTIR, SORTE DE QUEM ESTÁ PARTICIPANDO !!

    TEM MUITA GENTE AÍ COM DOR DE COTOVELO !!

  • João Marcos Cantarino 20/03/2007 at 14:12

    Rafael,
    Sou contra subsídio governamental até pra arroz e feijão. Mas o que vc propõe é, sem dúvida, muito melhor do que temos hoje.

  • Rafael 20/03/2007 at 14:12

    Confesso que esta foi a primeira vez que ouvi falar de Cecília Giannetti. Por coincidência, há um texto dela publicado na edição de hoje da Folha de S. Paulo. Não há nada de excepcional nele, mas não deixa de ser curioso que a autora, fazendo a crítica social mais óbvia, que é falar mal da odiada classe média (todo mundo faz isso, não?), graceje dos “moradores que pagam IPTU”. Será que a dita cuja não percebe que, sem pagadores de impostos (que neste país tropical não são os mais ricos coisa nenhuma), o seu “dolce far niente” em Berlim, gostosamente financiado em parte por dinheir público, provavelmente não aconteceria?

    Como parece que a digníssima ainda não deu ao mundo a provável obra-prima que seus neurônios, em sinapses alucinadas, decerto estão produzindo, faço votos que ela, respirando os ares tedescos, não me venha com mais um romance de realismo-socialista, daqueles que em que os ricos são horripilantemente malvados e os pobres, as criaturas mais doces e estimáveis que há na face da terra.

  • Noga Lubicz Sklar 20/03/2007 at 14:15

    meu recado – na íntegra – aos organizadores destes expressos amores, aqui.

  • Rafael 20/03/2007 at 14:16

    Noga,

    O link não funciona.

  • Noga Lubicz Sklar 20/03/2007 at 14:17

    uai, eu quis que ficasse chique, mas parece que o link não funcionou: http://www.noga.blog.br

  • Luis 20/03/2007 at 14:17

    Inconformado, aqui, com a ausência, na lista, do célebre autor do clássico “Brejal dos Guajás”. Não é dessa vez que o Amapá (ops, o Maranhão) será representado no estrangeiro…

  • Antônio Augusto 20/03/2007 at 14:23

    “Romance de amor”?
    Convescote.

  • mausoléu 20/03/2007 at 14:25

    O mundo está perdendo a obra-prima que eu, Mausoléu (TM), escreverei sobre a busca do amor fazendo turismo sexual em Bancoq, Tailândia. Além do livro, será também produzido o mais ousado filme pornô jamais concebido. Muitos se masturbarão com minhas ousadias.

    Onde é o guichê para pedir o dinheiro da lei Renault?

  • Bruno C. 20/03/2007 at 14:40

    Mausoléu,

    Michel Houllebecq, autor francês aqui publicado pela Record, já fez isso.

    Faz um Freire/Nazarian e vai reclamar a paternidade da idéia.

  • mausoléu 20/03/2007 at 14:44

    Para os franceses é fácil conseguir dinheiro da Renault, Citroën ou Peugeot. Quero ver um brasileiro com a mesma ousadia.

  • mausoléu 20/03/2007 at 14:45

    A propósito, onde consigo o filme pornô do tal Houllebecq?

  • APOCALIPTICA 20/03/2007 at 14:46

    O critério só pode ter sido pessoal… Faltou Dutra!!!

    Pena que eu não tenha os conhecimentos necessários para formar o Bonde!!! ((RSRSRSRSRS)) Pelo menos fico feliz em saber que o meu Imposto de Renda vai fazer a felicidade de 16 necessitados!!! Melhor do que aquecer a cueca alheia ou engordar os dutos ilegais!!!

    Beijosss

  • APOCALIPTICA 20/03/2007 at 14:51

    Põe aí o meu voto:

    Antônio Dutra!!! Para Bali.
    Mariel Reis!!! Para Orlando!!!

  • APOCALIPTICA 20/03/2007 at 14:51

    E Diego Mendonça!!! Para Cuba!!!

  • O Observador 20/03/2007 at 14:52

    Histórias de amor? Em um mês? Encomendadas?
    E quem vai vivê-las para que nelas se inspire?
    Ou vão levar acompanhantes e eu não entendi?
    Haja rapidez nos teclados e concentração.

  • APOCALIPTICA 20/03/2007 at 14:53

    Põe o Delfim…. Vamos Ver… Para um tour pelo mudo todo… Ele merece!!!

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 14:53

    A cd vez mais achatada classe média é que sustenta (as mazelas d)esse país. Se tem um grupo que jamais poderá falar mal da classe média é o dos integrantes da “Liga Extraordinária”.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 14:53

    Apocalíptica: vendo por esse prisma, concordo com você: prefiro que meu dinheiro financie as viagens de um grupo de escritores (entre os quais há diversos que fizeram muitas das minhas horas de leitura agradabilíssimas) a que ele engorde a conta bancária de podridões estilo “Paulo Maluf” ou “José Dirceu”.

    Atenção, mari: não estou dizendo que acho que a escolha desses autores específicos foi mamata. Eu disse “vendo por esse prisma”, que é mais ou menos se eu estivesse dizendo: “se realmente for uma ‘ação entre amigos…'” Estou no reino do “se”, tá bom? Do faz-de-conta. Entendeu ou quer que te mande em forma de história em quadrinhos com a Turma da Mônica?

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 14:54

    muito bem observado, observador.

  • Zeca Futão 20/03/2007 at 14:55

    Dá-lhe exclamação!!!!!
    Quanta inveja, minha gente. O projeto é ótimo. Os nomes são interessantes, na sua maioria. Vamos aguardar.
    E se quiserem fazer um volume II, me mandem para Chicago ou Boston!!!!!!!!!!!!!!!

  • joao gomes 20/03/2007 at 15:00

    “Os sentimentos que mais inspiram a escrita são a raiva e o medo, o pavor.” SUSAN SONTAG

  • Rafael 20/03/2007 at 15:03

    Zeca,

    Eu não sou escritor e não escrevo livros. Não tenho inveja nenhuma dos agraciados com a mamata (embora, é verdade, não desgostaria de fazer uma viagem inteiramente financiada e sem nenhum compromisso de produzir uma contrapartida).

    É ridículo desqualificar a crítica, que pessoalmente considero muito relevante, de malversação de dinheiro público com esse expediente cômodo, que é tachar o crítico de invejoso.

    Um escritor íntegro e ciente de seus deveres cívicos deveria declinar o convite tão logo soubesse que quase metade do dinheiro vem do erário público. A muitos falta, infelizmente, uma certa retidão de caráter.

  • Zeca Futão 20/03/2007 at 15:04

    Suderj informa:
    sai Bernardo Carvalho, entra Delfin.

    Faça-me o favor. Deixem a mediocridade no anonimato que lhe cabe.

  • Henrique Rodrigues 20/03/2007 at 15:10

    Em tempo: o goiano André de Leones, selecionado para ficar em São Paulo, venceu o Prêmio Sesc de Literatura 2005, concurso voltado para autores inéditos, com o romance “Hoje está um dia morto” (Record). O livro foi escolhido entre cerca de 300 inscritos em todo o país. Da lista, é um dos poucos cujo surgimento não se deve a apadrinhamentos ou coleguismos. Vale a aposta.

  • Zeca Futão 20/03/2007 at 15:11

    Rafael: não se sinta atingido. A inveja que estava falando não tem nada a ver com o fato de uma pessoa ser contra o projeto por motivos éticos. Aí a questão é outra, mais delicada, e acho que teríamos de discutir o modo como o cinema é feito no Brasil.
    ab

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 15:16

    Cinema? A vida imita a arte.

    Amores Expressos (1994)
    Título Original: Chungking Express
    Gênero: Comédia Romântica
    País: Hong Kong
    Diretor: Wong Kar-wai

  • mausóleu 20/03/2007 at 15:20

    Houve épocas em que o Brasil sabia financiar o cinema. O maldito Collor acabou com a melhor coisa que havia para o cinema nacional: a Embrafilme.

    Com a extinção da Embrafilme, o Brasil parou de produzir obras-primas, como “O Bem Dotado – O Homem de Itu” em que o grande ator Nuno Leal Maia fazia o papel do avantajado personagem do título. Bons tempos…

  • Noga Lubicz Sklar 20/03/2007 at 15:29

    Observador, Claudio e demais atentos: estão com a razão. literatura que se preze (qualquer que seja o tema) se apoia em vivência. por isso, escrevi no meu recado: romance encomendado pelo destino, não pelo editor. azar de quem achar brega, é simplesmente a verdade.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 15:30

    Off topic: Blogueiros, vcs sabiam que os “weBlogs” estão completando 10 anos? Mais em http://news.com.com/

  • Cezar Santos 20/03/2007 at 15:36

    Puxa, vida,
    o nível aqui baixou tremendamente…o tema foi picante.

  • Cezar Santos 20/03/2007 at 15:39

    Esse projeto ai é picaretagem pura, beneficiando uma “tchurma” que tem seus contatos, suas articulações. Uns são bons, outros são ruins e outros não são nada, mas têm suas articulações, como disse.
    O pior é que a minha, a sua, a nossa grana tá financiando parte do rolo.

  • Leandro Oliveira 20/03/2007 at 15:52

    Perguntas: o projeto é ruim por que é financiado em parte pela lei Rouanet? Mas o financiamento é ilegal? Se o problema é a lei Rouanet, que permite escolher um projeto ruim para receber dinheiro público, não deveria ser ela a criticada? Se o projeto é ruim – falando de literatura – é ruim por quê? Por que a proposta é escrever sob encomenda? Mas, mesmo que dali não saia nenhuma obra-prima, não pode ser benéfico para a literatura escritores receberem propostas de novos projetos? E a outra parte do dinheiro? Não veio da iniciativa privada? Sendo assim, como escolher os escritores ‘certos’ para serem beneficiados? Existe algum critério objetivo? Concurso público para escritor, se no meio tiver renúncia fiscal?

  • Areias 20/03/2007 at 16:00

    Já senti que mexer com o trio ternura (Saint-Clair-Clarisse-Tibor) é perigoso. Acaba-se apanhando dos três. Mas a Clarisse me parece um pouco preconceituosa, além disso, o Saint-Clair, com este nome de Pompadour, podia lhe ensinar um pouquinho de francês. E o que quer dizer essa ilustração do Leo Martins???

  • Clarice 20/03/2007 at 16:01

    Rafael,
    Gostei do comentário —20/03/2007 @ 2:12 pm e de 20/03/2007 @ 3:03 pm Mas isto não vai acontecer mesmo.

    Noga,
    Texto legal. Fosse o caso era bom para abaixo-assinado.

    Apocaliptica,
    É verdade! Só agora me caiu esta ficha.

    Cezar,
    Você quer que a genta mantenha o nível de quê migo?
    Uma coisa desta e a gente vai discutir como?
    O Rafael é que escolhe bem as palavras. Fora isso…

  • Clarice 20/03/2007 at 16:03

    Preconceituosa? Com o quê?

  • Ricardo 20/03/2007 at 16:04

    Desconfio que boa parte desses R$ 1,2 milhão vá parar no caixa da Mercearia São Pedro, ponto de encontro da panela (além dos botecos afins em 16 países). É absurdo o financiamento público para uma atividade que requer caneta, papel e massa encefálica. O absurdo fica ainda maior se pensarmos que toda essa grana pode resultar em nada já que a editora se reserva o direito de só publicar o que interessa (interessa a quem?). Estamos diante do trem da alegria dos pseudo-escritores.

  • Clarice 20/03/2007 at 16:05

    Eu estou analfabeta em Francês mesmo. Impressionante. Passei um ano na França estudei, tenho anotações e não me lembro mais como escrever. Entendo e falo muito bem. Mas a escrita terei de relembrar.
    Tenho de passar tudo no corretor ortográfico.
    Quel horror, Phillipe Ledoux!

  • mari 20/03/2007 at 16:06

    saint clair e clarice, vão fazer análise. a inveja come solta, vcs queriam ter ido, falem a verdade. Continuem tentando ser alguma coisa.

  • Clarice 20/03/2007 at 16:06

    (interessa a quem?).
    Boa pergunta Ricardo.

  • Clarice 20/03/2007 at 16:07

    Marizinha,
    Calma minina. Fica assim não, boba.

  • Clarice 20/03/2007 at 16:07

    Beijinho, fofa!

  • Clarice 20/03/2007 at 16:08

    Se junta com a Areias gatinha!

  • Lucas Murtinho 20/03/2007 at 16:10

    Ih, comentário demais para ler. Fica a sugestão: o projeto seria bem mais divertido se ele se transformasse numa roleta russa, com oito destinos de alta classe e oito destinos de índio. Para o escritor A, Nova York; para o escritor B, Butte, Montana! O escritor C vem para Paris, o escritor D fica em Saint Pierre de Mandeville, uma micro-cidade do lado de Rouen. Imagina o Bernardo Carvalho escrevendo um romance sobre um protagonista desesperado em busca de um desconhecido numa cidade com quinhentos habitantes? “Estava em busca de M Pochet há três horas quando virei uma esquina e quase esbarrei com ele.” Sentiram a angústia? Imagina se eles tivessem se esbarrado, um podia cair e quebrar a perna.

  • mari 20/03/2007 at 16:12

    clarice, a famosa do blog, não faz porra nenhuma, aliás acho que vc faz sim, trabalha com telemarketing
    ou esta sentada na frente do computador bebendo uma cervejinha, cuidado para não engordar mais. e o saint clair já saiu de casa, ou mora com a mãe

  • Clarice 20/03/2007 at 16:13

    AH! Assim sim, Lucas Murtinho. HEHEHEHE

  • Clarice 20/03/2007 at 16:14

    Mari, Acertou em cheio! Só errou na cerveja. Não tomo cerveja. Vou de scothy mermo fôfa.

  • mausoléu 20/03/2007 at 16:15

    Acho que essa tal de Mari precisa de um vibrador ou de uma noite de sexo ensandecido com o Long Dong Silver. Nunca vi ninguém tão nervosa.

  • mari 20/03/2007 at 16:16

    clarice, clarice, vc é o alterego do Sérgio Rodrigues. Ou assistente dele, deve ser. e o saint clair cadê ele?

  • Clarice 20/03/2007 at 16:16

    Mari, eu ando meio com tendências lesbianas. Cuidado que eu estou me apixonando por você. E quando eu me apaixono eu fico grudada. Assim do jeito que estou aqui hoje.
    Fofa, linda, gostosa.
    Vem para a mamãe!

  • Clarice 20/03/2007 at 16:17

    Você mora no Rio? Vem aqui em casa, linda. Eu te explico tudo.

  • Clarice 20/03/2007 at 16:18

    Agora eu vou parar por que o meu chefe, Sérgio Rodrigues, está mandando.
    Tá ficando muito fora do tópico.
    Mas me liga: 2678936701846
    Lindona, gata.

  • mausoléu 20/03/2007 at 16:18

    Ôba, a mulherada vai colar velcro. Não me esqueçam!

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 16:18

    Gente… isso tá ficando cada vez mais divertido…rsrsrsrsrsrs

  • mari 20/03/2007 at 16:20

    clarice manda a sua foto, ou vai se formar quem sabe vc arruma emprego em uma biblioteca publica. se vc quiser me conhecer é só me procurar manda um e-mail. quem sabe eu não te realizo. mausoléu é isso ai, fiquei sabendo que vc tem um fininho e pequeno, que pena, amarre um cinto no lugar e quem sabe vc se da bem

  • Senor Abravavel 20/03/2007 at 16:21

    Gente nao vamos perder o foco da discussão

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 16:23

    O foco da discenssão… só se for.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 16:23

    Pessoal, muita calma nessa hora.

    Amor expresso? Eu proponho que o projeto receba o nome de “excursão Lou Bega” (esqueceram dele?)…

    “I’ve got a girl in Paris, I’ve got a girl in Rome, I even gotta a girl in the Vatican Dome…”

    Veja se não é a trilha perfeita para a excursão da “Liga Extraordinária”: http://www.youtube.com/watch?v=dRr_72sSJjQ

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 16:23

    “dissenção”… sorry

  • mausoléu 20/03/2007 at 16:24

    Modestamente, reconheço que, comparado ao equipamento do Long Dong Silver, o meu é fininho e pequeno.

    O meu diagnóstico estava realmente certo.

  • mari 20/03/2007 at 16:26

    o abravanel, some da discussão. mausoleu amanhã teremos outra historia para discutir aqui no espaço do sergio rodrigues quem sabe um dia alguma obra sua será editada. e claudio meu filho o que vc faz alem de escrever para o Blog.

  • Chico Alvim 20/03/2007 at 16:27

    POLÊMICA LITERÁRIA

    — Eu é que presto.

  • Clarice 20/03/2007 at 16:28

    Mari,
    Já que a sua história é com relação a mim meu e-mail:
    paula.lima3k@bol.com.br
    Assim você me manda o que quiser e livra o Blog destes comentários.
    Um abraço.

  • Clarice 20/03/2007 at 16:29

    Sérgio,
    Eu tentei.

  • mari 20/03/2007 at 16:29

    clarice, vai trabalhar.

  • Paulo Werneck 20/03/2007 at 16:30

    Concordo que história de amor é difícil. Já de rancor…

  • mari 20/03/2007 at 16:31

    paulo muito bem, gostei da sua opinião. vc é um cara bacana, sério admiro seu trabalho.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 16:32

    Pessoal: sem ódio no coração…

  • Sérgio Rodrigues 20/03/2007 at 16:34

    Caras Mari e Clarice,
    Na boa, acho que chega, né.
    Os recados foram dados, agora que tal deixar isso pra lá? O espaço de comentários do Todoprosa nunca virou a casa da mãe joana e seria muito bom se continuasse assim.
    Conto com a compreensão de vocês.
    Obrigado, abraços.

  • Paulo Werneck 20/03/2007 at 16:35

    Será que é um sonho?

    Brasileiros escalando escritores como se fossem jogadores de futebol?

  • Clarice 20/03/2007 at 16:47

    Blog da Cecilia Gianetti e sua explicação para ir.
    http://escrevescreve.blogger.com.br/

  • almeidas 20/03/2007 at 16:49

    gosto do comentário do blog da cecilia

  • almeidas 20/03/2007 at 16:50

    acho honesto, e torço para que ela tenha sucesso

  • almeidas 20/03/2007 at 16:50

    porque ninguem fez nenhum comentario sobre o Lourenço Mutarelli ir a New York, acho a idéia brilhante, estou louco para ver o resultado.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 16:55

    Escrever o melhor que puder é obrigação da Cecília em qualquer momento do seu dia-a-dia. Essa justificativa não basta. Assim como o Rafael disse láááááááááá em cima, não é a viagem nem o dinheiro que a farão mais criativa ou mais competente, ou mais talentosa. Se ela tem competência, fará um bom trabalho, se não tem, não fará. Explicações só servem pra complicar…

  • almeidas 20/03/2007 at 16:56

    tibor, eu acho ela talentosa

  • Senor Abravavel 20/03/2007 at 16:57

    almeidas qual o livro dela que vc leu?

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 16:58

    Eu não disse que ela não é.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 16:59

    É pessoal, acho que tb devemos aplicar o “teorema de Lou Bega” ao “postulado de Cecília”.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 17:08

    Claudio, explique-me esse teorema.

  • almeidas 20/03/2007 at 17:09

    não li nenhum livro dela, mas leio materias escritas por ela e gosto. como é facil criticar um projeto que esta dando a chance de alguns autores apresentarem seus primeiros livros, acho que vcs estão exagerando, se fosse vcs seria bacana tbm.

  • Senor Abravavel 20/03/2007 at 17:11

    Almeidas – mas o projeto é para escrever reportagem?

  • Corrales 20/03/2007 at 17:12

    Marcelo Mirisola no Vaticano, como alguém aí propôs é o máximo! Pra quem o conhece ou já leu sua obra. Todas as freiras e padres e bispos serão desvirginados.

    Alguém pensou em mandar os organizadores para a Sibéria?

    Brincadeiras à parte, que o chacoalhão sirva para o debate sério dos caminhos da literatura no Brasil.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 17:17

    Oi Tibor, repetindo o post lá de cima:
    Veja se não é a trilha perfeita para a excursão da “Liga Extraordinária”: http://www.youtube.com/watch?v=dRr_72sSJjQ

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 17:17

    A letra da música se aplica perfeitamente ao caso. http://www.lyricsdownload.com/lou-bega-i-got-a-girl-lyrics.html

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 17:19

    Eu acho o projeto curioso. A idéia de mandar um time de escritores (?) para os quatro cantos do planeta e esperar deles num prazo extremamente exíguo um romance (!) é fantástico. Mas pára por aí. Quando a gente dá aquele passo a mais, tentando levar a proposta adiante, vê que ela é bizarra. Não é viável. Expõe os escritores (?) a uma pressão desnecessária (se é que eles estão encarando isso tudo com seriedade) e força resultados duvidosos.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 17:21

    Interessante, Claudio. Nesse caso a música tema devia ser “I got a money”.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 17:21

    até por que roteiro de viagem, se escreve antes da viagem.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 17:23

    Boa Tibor. Acho que, como “Paginas da Vida”, em breve sai (pela Som Livre) a trilha sonora. :-)

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 17:24

    A relação do I got a girl é com o título do projeto “Amores Expressos” :-)

  • Rafael 20/03/2007 at 17:25

    Cláudio,

    Proponho uma outra trilha sonora, mais erudita. A ária “Madamina, il catalogo è questo” cantada por Leporello na ópera “Don Giovanni” de Mozart.

    Um trecho:

    “In Italia seicento e quaranta;
    In Almagna duecento e trentuna;
    Cento in Francia, in Turchia novantuna;
    Ma in Spagna son già mille e tre (…)”

    Perto de D. Giovanni, o Lou Bega é um amador.

    Para a letra: http://www.columbia.edu/itc/music/NYCO/dongiovanni/catalogue.html

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 17:26

    Amores expressos, que depois de um mês propõe-se mudar para “amores impressos”.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 17:26

    Boa Rafael. Estamos quase enchendo o CD :-)

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 17:30

    Rafael, how old are you?

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 17:30

    Tibor: ou amores “anversos” :-)

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 17:33

    De tanto que estão falando desse projeto, logo será “ardores diversos”.

  • Senor Abravavel 20/03/2007 at 17:35

    Ou Odores Diversos

  • Rafael 20/03/2007 at 17:37

    Tibor,

    Estou para alcançar a idade em que Cristo morreu na Cruz e espero sinceramente não ter o mesmo destino.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 17:40

    Pois é, já estamos ajudando a “Liga Extraordinária”. Agora, uma pergunta: vcs conseguem encontrar alguma lógica na combinação das cidades (fora a tal da “química” do autor com a cidade destino blah, blah, blah)?

  • Gloria Garciaz 20/03/2007 at 17:43

    O nicolasRJ tem razão. Essa idéia parece mesmo um concurso da Lux Luxo. Quem disse que só se faz literatura de qualidade nas cadeiras da Mercearia? E o Cuenca é leviano ao dizer que “química” dos escolhidos com a cidade de destino é um critério. Deveria ser honesto e afirmar que apenas amizade — e não afinidade literária — definiu os nomes.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 17:44

    Que pretenção, hein Rafael. Hahahaha…
    Achei que alguém que aprecia os melhores vinhos, domina o latim, gosta de árias (solitárias, ou inseridas em óperas), discute literatura, política e sei lá mais o quê, que não podia ser um garotão. Mas pensei que fosse ainda mais velho.

  • mari 20/03/2007 at 17:44

    claudio entrei no seu blog e entendi o que você faz aqui o dia inteiro, inveja, inveja.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 17:49

    Né não mari. Ainda tô muito longe de estar apto a sentir inveja. :-) Agora, sinceramente, não tem um pouquinho de lógica no que estamos dizendo?

    E estou aqui justamente para desestressar (trabalho na frente do computador o dia inteiro)

    Ah, em tempo, seja bem vinda ao Primeiros Contos…

  • Rafael 20/03/2007 at 17:52

    Tibor,

    Enfim, pelos meus gostos, você inferiu que eu cheiro à naftalina. Mas fique sabendo que sei muita coisa da atualidade, do funk carioca ao bundalelê do Latino. Só não acho que esses assuntos sejam tão interessantes assim.

  • mari 20/03/2007 at 17:53

    Claudio, em alguns comentarios tendo a concordar, mas tenho achado a postura agressiva. vamos esperar o resultado dos trabalhos para criticar, eu adoraria fazer parte de um projeto como esse. creio que você também, quem sabe um dia não fazemos um nosso.

  • mausoléu 20/03/2007 at 17:53

    Ôba, a Mari voltou. Essa mulher deve ser um vulcão na cama.

  • mari 20/03/2007 at 17:55

    mausoleu, deixa para depois os aspectos sexuais.
    fui.

  • Claudio Soares 20/03/2007 at 17:57

    Oi Mari: a postura não é agressiva é apenas sarcástica. Mas, torço para que o projeto dê resultado (afinal, indiretamente, tem dinheiro público no meio). E mais, os livros deveriam ser distribuídos gratuitamente.

  • Tibor Moricz 20/03/2007 at 18:09

    Rafael, não cheguei a pensar em tantos anos, talvez uns 40 e isso ainda está longe da naftalina.
    No mais, até amanhã pra todos vocês.
    Acho que esse post é o que rendeu mais comentários desde seus primórdios, né não?

  • Valentim 20/03/2007 at 18:24

    Sinto muito se alguém já tiver falado disso, mas alguém leu a primeira crônica da Cecília Gianetti? Ironicamente, ele propõe um Big Book Brasil. Era uma crítica ao mercado de consumo de celebridades, acho. Acho a Cecília uma persona simpática. Mas depois dessa: simpática e burrinha. Será que ela não percebe que todos esse novos “escritores” (sic) não vivem já em um Big Book Brasil?

    Quando foi mesmo que esqueceram o que é arte e passaram a achar que a vida real faz as vezes de literatura? Por que é isso, né? O Nicolas tem razão: desde quando uma experiência turística é inspiração? Aliás, desde quando literatura é fruto de inspiração? Quantos equívocos!

    Por outro lado (ou pelo mesmo): como é que se faz arte por encomenda, hein? E não me venham falar de mecenato, que sempre existiu. Porque é coisa muito diferente isso que tá acontecendo agora, e não preciso nem explicar por quê.

    De resto, devo dizer que vou ler todos os 16. Ou os 3 ou 4 que serão publicados. Especialmente o da Antônia. Não vejo a hora de ver o diário pessoal (à la – e sem artifício e sem imaginação – das super orgias de que ela vai participar (ou querer participar).

    Por fim, sim, eu iria se me convidassem. Mas eu não sou amigo deles, então pelo menos seria a prova de que não se trata de uma ação entre amigos (vulgo “noitada na vila madalena”)

  • Valentim 20/03/2007 at 18:29

    (opa! sobrou um “à la”)

  • Escargot 20/03/2007 at 18:57

    A INVEJA É UMA MERDA.

  • Clarice 20/03/2007 at 19:08

    Valentim (é do filme o nick?),
    Você concluíu com seriedade os pontos que foram abordados com ironia.
    É bem por aí. Um abraço.

  • Paulo (outro Paulo) 20/03/2007 at 19:19

    Eu sugiro que mandem o Nelson Oliveira dos Santos e o Luiz Ruffato para Baghdad no Iraque. Acho que eles podem dar uma tremenda contribuição à literatura nacional.

  • Mindingo 20/03/2007 at 19:29

    É absolutamente irrelevante, para a literatura mundial, o que quaisquer desses cabras escreveram ou escreverão. Dinheiro jogado no lixo, como no caso da subvenção cinematográfica ao Guilherme Fontes.

    Os Campos de Carvalho, Rosários Fusco e Augustos dos Anjos morrem no anonimato, e quando publicam, se publicam, é com dinheiro próprio ou favor dos amigos. Foi assim com o Manuel Bandeira.

    Só ganham dinheiro os idiotas, únicos capazes de se comunicar com os outros idiotas, ou seja, a imensa maioria do público. Não acho que, sequer, algum desses apaniguados terá a capacidade de escrever um folhetim vendável, menos ainda uma obra relevante, ainda que para os ridículos padrões intelectuais nacionais.

  • Clarice 20/03/2007 at 19:53

    Bagdá deveria ser parada obrigatória.
    Enfim. Nada é perfeito.

    Na verdade vim fazer marketing de meu novo Blog.

    http:\\insulteme.zip.net

    Tendo em vista que várias vezes recebemos insultos justificados e verossímeis mas que extrapolam o conteúdo do post resolvi criar um Blog para que agressões, insultos, rancores e ódios novos ou antigos possam chegar ao meu conhecimento sem atrapalhar o fluxo do debate do Blog.
    Peço a ajuda de todos, em especial neste post, de Mari, Areias e Pária Hilton que gentilmente confirmou minhas convicções de que sou burra.
    Prometo fornecer o material necessário para que as alegações sejam devidamente fundamentadas.
    Desta forma o Blog poderá seguir tranquilamente sem atingir outros participantes ou ocupar um espaço demasiado em relação a minha pessoa física, mental evirtual.
    Deixo também o e-mail:
    paula.lima3k@bol.com.br
    Agradeço de coração a quem puder me ajudar nesta empreitada que, obviamente, é fácil e de material amplo e ilimitado.
    Deixemos o Blog para o assunto em questão.
    Obrigada

  • Clarice 20/03/2007 at 19:56

    Mais uma vez confirmando minha total ignorância: errei a direção da barra:
    http://insulteme.zip.net

    Poupem o Sérgio e os comentaristas do Todoprosa.

  • Gustavo de Almeida 20/03/2007 at 20:09

    Cabe ao Tribunal de Contas da União avaliar a renúncia fiscal.
    O dinheiro de viagens e de diárias tem que ter gasto comprovado com notas fiscais.
    É simples assim: se for irregular, o TCU tem que mandar devolver. Se for normal tal renúncia (acredito que seja, dada a quantidade de peças de teatro e filmes horrendos que se faz com dinheiro das estatais), estamos discutindo o sexo dos anjos.
    Da minha parte, acho o projeto bobo e chato.No fim, vai ter de pagar direitos autorais à Casseta e Planeta (“Viajamos e mais uma vez não comemos ninguém”, costumava dizer o Bussunda).
    Quem garante que se pega alguém em Bombaim ou Havana? Vai ser interessante, os escritores voltando da viagem com ensaios sobre a solidão.
    Agora, me desculpe aí o tal Rodrigo Teixeira e o JoãoPaulo Cuenca, mas foi sacanagem mandar o goiano para São Paulo.
    Pô, todo mundo viajando na boa, se for para pegar um destino doméstico, que pelo menos fosse Arraial d´Ajuda, Trancoso, Jericoacoara….

  • Bento 20/03/2007 at 20:14

    Mas não é pra pegar alguém que eles tão indo, suponho! Se for, valha-me deus! Melhor dar uns R$2 pra esse povo pegar um ônibus e ir até a Vila Mimosa, onde deve ter material suficiente pra 16 romances.

  • Ricardo 20/03/2007 at 20:22

    Caramba! Nunca imaginei que o assunto que mais renderia neste blog fosse… dinheiro. Não conheço bem a Antonia (só por alto) nem a Cecília. Não tenho procuração de ninguém mas acho que elas não têm culpa por terem sido convidadas. Não merecem tantas ofensas. A sacanagem dessa história é o uso de dinheiro público na farra de uma panelinha (uma das muitas). O resto é inveja e maledicência. Quem aí recusaria uma proposta destas? Respondam, sem hipocrisia.

  • Michel 20/03/2007 at 20:24

    É a festa com a nossa grana! Não interessa a qualidade dos envolvidos. É indevido. É jogar dinheiro fora! É um escândalo.

  • DAniel 20/03/2007 at 20:38

    Quem vai deixar de pagar imposto para financiar a farra da molecada?

  • Gustavo de Almeida 20/03/2007 at 21:06

    Não creio que eu tenha ofendido a Antonia, que não conheço, ou a Cecília, que conheço e aprecio os textos. E quando eu disse “pegar”, me referi ao fato de que o texto versará sobre um amor em cada uma dessas cidades, ou não? Como é para cinema, me parece que precisamos de ação, algo tem que acontecer.Não dá para ir a Paris e escrever sobre a moça da Vila Mimosa (onde, realmente, deve ter muito mais material para romances)

  • Noga Lubicz Sklar 20/03/2007 at 21:15

    275! caramba! deve ser recorde absoluto. nada contra os escolhidos, que façam bom uso da sorte que os bafejou. ui. mas pelo ibope que deu só aqui no blog, fica claro que um projeto ambicioso desses deveria ser aberto a todos os escritores, premiando os melhores roteiro, projetos ou coisa do gênero. que venham outros.

  • Mr. Ghost(WRITER) 20/03/2007 at 22:28

    Nossa, acompanho o Todoprosa praticamente desde o começo aqui no Nomínimo, claro, timidamente fui colocando um comentário aqui e outro ali… algumas vezes, como no começo, nem comento…
    É interessantíssimo observar o número de comentários deste post… Esse assunto vai dar muito pano pra manga ainda… haja escritor sendo amado e odiado por causa de um projeto…

  • Mecenas 20/03/2007 at 22:43

    E por que não os 16 em Bagdá? Aposto que bombava uma história melhor que a outra.

  • Larissa 20/03/2007 at 22:43

    Seria engraçado se a palhaçada não fosse com dinheiro público.

    Mas o projeto vai dar certo, é óbvio. Vão matar mais arvorezinhas à toa pra publicar besteira, vão fazer o tal documentário e mostrar no gnt (aliás, o gnt devia botar dinheiro também, é a cara do canal o documentário) e vai ser um sucesso.

    Socorro.

    O lugar para onde eu queria mesmo que a maior parte destes escritores e idealizadores do projeto fosse era a Puta-que-pariu.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 23:18

    Sérgio, me desculpa, a Clarice não me passou procuração nenhuma pra falar em nome dela, mas: ela apenas se defendeu das agressões totalmente gratuitas que uma máscara nomeada “mari” andou lançando a torto e a direito durante todo o dia de hoje.

    Pelo histórico de participações da Clarice, já há algum tempo, no TodoProsa dá pra gente ver que ela é uma mulher inteligente, sensível e que tem algo a acrescentar nessas discussões que, muitas vezes, redundam em monólogos.

  • Sérgio Rodrigues 20/03/2007 at 23:39

    A Clarice é bem-vinda, Saint-Clair. Todo mundo é, e ela tem tradição na casa. Mas quando a troca de mensagens entre ela e a Mari começou a degringolar um pouco além do razoável, dei um toque, como vou fazer sempre que achar necessário. Me interessa – e acho que a todo mundo – que este espaço mantenha aquele mínimo de civilidade que sempre teve e que, por ser atípico na internet, merece ser cultivado.

  • Daniel Brazil 20/03/2007 at 23:47

    Acho meio boba a comparação que fazem entre fazer um filme e escrever um livro. “Gasta três vezes mais que isso!”
    O problema é que a grana vai pagar aluguel de equipamentos, locações, direitos autorais, trilha sonora e salários para 50, 60, até 100 pessoas. Já pra escrever um livro, convenhamos, não precisa mais que um, certo? A comparação é meio descabida…

    E a coitadinha da Mari nem sabe que na Groenlandia não existem pinguins. Além de escrever mal, desconhece geografia.

  • Saint-Clair Stockler 20/03/2007 at 23:53

    Mari:

    Antes de mais nada, aí vai o aviso: esta é a última ocasião em que me dirijo diretamente a você, em que respondo aos seus insultos e a sua falta clara de inteligência e sensibilidade (você teve o dia de hoje todo para provar algum tipo de inteligência e, lamento, as provas até agora são inconclusivas).

    Respondendo à questão pessoal que você, tão indelicadamente, colocou aqui, em público: eu não “moro com minha mãe”: é ela quem mora comigo. Morei sozinho – isto é, dividi apartamento com alguns amigos – durante todo o ano de 2005, mas devido a alguns fatores que não lhe interessam acabei saindo do apartamento em que morava. Minha mãe está em tratamento de um câncer de mama e, como ela sempre foi uma pessoa difícil e geniosa, e como o meu irmão é casado, tem filhos e mora em outra região do Rio de Janeiro, acabei assumindo a tarefa de cuidar dela – o que não é fácil: minha mãe é homofóbica, extremamente preconceituosa com as ditas “minorias”, sem contar que tem problemas de alteração de comportamento. Resumindo: não pode mais morar sozinha e precisa ter alguém “monitorando-a” discretamente. Coube a mim esse papel. Não gosto de dividir o mesmo apartamento que ela, mas entendo que esse é um sacrifício pelo qual preciso passar no momento. Você, tão jocosamente, perguntou se eu ainda morava com a minha mãe: tenho 34 anos, ela não me sustenta; embora estejamos sob o mesmo teto, nossas atividades são separadas (por exemplo: eu mesmo cozinho a minha comida, até porque sou muito melhor cozinheiro do que ela jamais foi), portanto não é a minha mamãezinha quem cuida de mim.

    Fiquei fora e demorei a responder porque estava trabalhando: embora passe o maior número de horas possível na Web, daqui eu não tiro nem um centavo pra pagar as minhas diversas contas, então eu preciso ter um trabalho no mundo real que me possibilite comprar a minha farinha de milho de vez em quando. Bits e Bytes ainda não são bons alimentos.

    Quero deixar bem claro, novamente, uma coisinha. Sobretudo, quero deixar isso bem claro para você: é ÓBVIO que eu, se tivesse algum livro já publicado da forma tradicional (e não num site, como é o caso no momento), gostaria muito de ter sido um dos convidados para integrar um tal Projeto. E, não tenha(m) dúvidas, aceitaria. Cheguei até a conjecturar, com alguma seriedade, para que cidade gostaria de ir. Nego, porém, veementemente que tenha sentido inveja em algum momento, porque A ou B foram escolhidos e eu não. Eu não tenho porque ser escolhido para um Projeto desses. Na verdade, o sentimento que me acometeu foi o oposto da inveja: fiquei feliz pelo Sérgio Sant’Anna, pelo Daniel Galera, pela Adriana Lisboa, pelo Amílcar Bettega Barbosa e pela Cecília Giannetti – só para citar alguns. Destes, só conheço dois pessoalmente: Sérgio Sant’Anna e Adriana Lisboa. Nenhum deles, certamente, vai saber quem eu sou: tive contato com o Sérgio em 1997, quando ele era professor visitante na Uerj. Quanto à Adriana Lisboa, um dia parei-a no corredor da Uerj (na ocasião ela fazia Doutorado no Instituto de Letras, além de ser casada com um dos professores), apenas para dizer a ela o quanto eu gostava da sua literatura. Fiquei feliz por esses escritores pura e simplesmente porque eles me deram horas de alegria, quando li algumas de suas obras. Sou grato a eles por compartilharem comigo sua criação, sua visão do mundo e sua arte. Só por isso, já achei merecidíssima a sua escolha para integrar o tal Projeto.

    Você, mari, projeta em mim toda a podridão que tem dentro de si mesmo. Reli agora todos os seus comentários postados no dia de hoje e não há um que seja produtivo, um que seja positivo: você é um jogador calculista, que vai manipulando as suas pecinhas, e se em algum momento faz um ou outro elogio, é só pra dar o bote mais à frente. Eu conheço pessoas como você, convivi com gente assim por toda a minha vida. Eu farejo um tipo como você de longe. Felizmente para mim, vou daqui a pouco dormir com a minha consciência em paz: fui homem em tudo que disse aqui hoje, não me escondi sob máscara nenhuma, dei nome e sobrenome: Saint-Clair Stockler. Minhas opiniões podem ser polêmicas, mas são minhas, e defendo-as até o fim. A maioria de vocês sabe onde me encontrar, inclusive você, mari, se quiser conversar cara-a-cara.

    Bom, ponto final. De agora em diante não vou sequer ler mais os seus comentários. Você não me acrescenta nada.

    Peço desculpas ao Sérgio Rodrigues e aos demais membros da comunidade por ter sido obrigado a compartilhar com vocês parte da minha vida (que, é claro, só interessa a mim), mas é que foi necessário. A melhor forma de esconder é revelar. Peço desculpas também pela extensão do texto.

    Para mim o assunto encerra-se aqui.

  • Pária Hilton 21/03/2007 at 01:59

    Queria saber se Sérgio, o pós-moderno, escreveu essa nota ressentida e cheia de pegadinhas porque 1- Levou um furo do tal de Cadão Volpato (quem seria o benedito?!) na Folha de SP ou 2- É um vaidosinho todoprosa que, como escritor de ficção “no meio do caminho”, lá no fundo d’alma acha que merecia ter sido convidado pelos estrupícios que elaboraram essa coletânea dos diabos. Um ou dois, digam aí? Bjx

  • Clarice 21/03/2007 at 05:00

    Sérgio,
    Pensei que brincando com a mari eu poderia abrandar suas agressões. Pensei que desviando o conteúdo infantil de seus insultos ela cairia em si e deixaria de agredir não só a mim como outros participantes.
    Errei a tática. Não adiantou.
    E foi isto mesmo, Saint-Clair.
    Criei o Blog Insulte-me para todas as vezes que aparecer um comentário do tipo: “Sua isto, sua aquilo”, totalmente fora do tópico, poder em apenas um comentário responder às bobagens enviando a pessoa para o Blog e poder ignorar o “nick”.
    Pensei que com ironia, sarcasmo e até apelação, fosse possível a compreensão do despropósito das agressões.
    Isto acontecerá sempre aqui no NoMinimo.
    Para isto a minha solução foi o Blog.
    Também tentei por termo à contenda disponibilizando o meu e-mail e me dirigindo à você.
    Não foi meu intuito “degringolar” ou baixar o nível e sim fazer ver que não tinha cabimento a natureza dos insultos como também não tem cabimento o insulto acima dirigido à você.
    Chega.

  • claudio 21/03/2007 at 09:22

    a internet transformou mesmo a vida das pessoas :
    que febre essa coisa de blogs e seus comentários ; os vadios solitários, por exemplo, se transformaram em vadios comunitários …
    acham-se úteis, até fundamentais, para a sociedade, e fingem não conhecer a diferença entre trabalho e ocupação … deveriam ganhar uma passagens de ida para o lixão mais próximo e materializar, na prática, o que fazem sentados aos seus laptops: se catar, no lixo !

  • Sérgio Rodrigues 21/03/2007 at 09:22

    Clarice, minha cara, a internet é isso. Não gostaria de dar ao meu comentário ali em cima um caráter de esporro, de repreensão – como o Saint-Clair me obrigou a dar uma explicação, pode ter parecido isso. Mas chamo de toque, algo que está embutido no meu papel de anfitrião. Às vezes a conversa esquenta e degringola, normal. Principalmente quando envolve nicks de ocasião, sempre mais ousados na ofensa. Mas a net é assim. Muitas vezes é melhor fingir que não viu.

    E obrigado por se indignar com a gracinha acima, mas não precisava. Veja pelo lado bom: mais de 280 comentários contra Deus e o mundo e só agora alguém resolveu se voltar contra o autor. Espantoso. Tomo como prova do equilíbrio do post ao apresentar os muitos lados de uma história polêmica – embora alguns pensem que jornalismo equilibrado é aquele bem oba-oba, que abre mão por completo do espírito crítico. A esses, recomendo outras leituras.

    Relaxe e vamos em frente, mulher.

  • Clarice 21/03/2007 at 09:51

    Sérgio, relaxar?
    Em nenhum minuto fiquei tensa. Para dizer a verdade eu escrevi esta besteirada toda morrendo de rir. Espero que todos tenham compreendido isto.
    É impossível levar isto a sério.
    Só tentei fazer ver a pessoa que sua postura é um tanto inadequada.
    Enfim tem gente para tudo.
    O Blog Insulteme, fonte de risadas e gargalhadas, está de nova cara.
    Talvez eu desdobre o Blog para “Blog da Infâmia” – um espaço para você xingar os comentaristas e donos de Blogs sem ser importunado com as respostas.
    Bom Dia para todos.

  • Oslékio 21/03/2007 at 10:18

    Interessante, tirando às críticas sobre se utilizar dinheiro público no projeto, que são pertinentes, soa mais como dor de cotovelo as previsões espirito-clarividente-catastrofistas que dão conta que nenhum dos 16 conseguirá produzir material de qualidade. Aposto que no fundo os que fazem essas previsões pensam com seus botões: “Ah, se eu fosse um dos dezesseis o projeto estaria salvo, pois ao menos uma grande obra estaria garantida”.

  • Saint-Clair Stockler 21/03/2007 at 10:23

    Eu posso apostar que alguns deles vão, sim, conseguir cumprir com os prazos. Vou chutar alguns: Sérgio Sant’Anna, Marçal Aquino, Adriana Lisboa, Daniel Galera, Luiz Ruffato… alguns são tradutores, outros são escritores com décadas de estrada, outros são jornalistas… Resumindo: gente acostumada a cumprir prazos apertados.

  • blackjack 21/03/2007 at 10:42

    Quanta asneira junta. Pq não põem o mesmo énfase para comentar a grana que a presidência da República gasta com cartão de crédito corporativo? Essa sim é nossa grana. Incentivo fiscal não é “nossa grana”, não é subsídio do tesouro. Criticar desse jeito um peojwto qé puro rancor.

  • Adriano Alves Pinto 21/03/2007 at 10:48

    Achei o projeto bem bacana e o tal Rodrigo Teixeira, um empreendedor. As leis de incentivo à cultura são muito polêmicas, mas o valor incentivado, nesse caso, não é nada perto do que nós pagamos, via Ministério da Cultura, para shows de Gilberto Gil, Daniela Mercury e Sandy ou filmes da Globo Filmes, Diegues e Babencos da vida. Esse pitaco dos críticos me parece descabido e até um coorporativismo tacanho. Quem escolhe os escritores é o cara que idealizou o projeto e ponto. Nunca vi ninguém opinar sobre qual ator ou atriz deveria estreiar num filme incentivado.
    Parabéns Teixeira!

  • Oslékio 21/03/2007 at 11:02

    Adriano Alves Pinto. Resguardados os direitos autorais e com a devida licença, faço minhas as suas palavras.

  • Saint-Clair Stockler 21/03/2007 at 11:17

    Blackjack, pra esse tipo de comentário, há outros espaços mais indicados aqui em NoMínimo. Política, por exemplo, é com o Fiúza. Gostaria de lembrar-lhe que o foco das discussões do TodoProsa, como o próprio nome indica, é, ou deveria ser, LITERATURA.

  • Roberto R. 21/03/2007 at 11:26

    Essa caixa de comentários está uma coisa. Proponho que a próxima Flip ofereça uma mesa de psicanalistas debatendo os “pontos-de-vista” externados aqui. Ou que reunamos os comentadores adversários num ringue de boxe tailandês, onde tudo poderá se resolver num nível mais civilizado e inteligente.

  • Rafael 21/03/2007 at 11:31

    Risos, risos, risos… Até agora não consegui parar de rir. Quer dizer então que incentivo fiscal (“rectius”: renúncia fiscal) não é subsídio do tesouro? De tal premissa, só posso concluir então que dinheiro de imposto não é dinheiro do tesouro. O dinheiro da renúncia fiscal é dinheiro que, por força de lei, deveria ir necessariamente ao cofre público, mas que a própria lei permite que seja empregado pelo particular em outra destinação. Em vez de pagar o imposto, dá-se o dinheiro a um empreendimento “cultural”.

    Pergunto: que diferença há entre estas duas situações: o poder público recebe o dinheiro do imposto e passa-o à entidade beneficiada ou o dinheiro vai diretamente à entidade beneficiada, sem passar pelo poder público? Num e noutro caso, é dinheiro sim do tesouro que chega a algum beneficiado, com a diferença de que, na segunda hipótese, o poder público não exerce o papel de intermediário.

  • Pária Hilton 21/03/2007 at 11:33

    Saint-Clair, se você acha que o foco é literatura, releia seus comentários anteriores e morda a língua, querido. Acho que o nome “todoprosa” tem muito a ver com o autor deste blog e seus comentaristas. O tema aqui parece ser mais vaidade (em muitos casos, ferida) do que literatura.

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 11:36

    Pessoal, Bom dia. Chegando para os comentários do dia.

    Continua valendo o meu comentário de ontem: não devemos dar bola para os bossais que se escondem atrás de nicknames. Por exemplo, lá em cima tem um outro “claudio” (assim pelo menos ele se assinou, sem sobrenome, email, ou qualquer coisa que realmente o identifique) com comentários dispensáveis (tanto qnt ele mesmo deve se achar, pois não assina com seu nome completo).

    Sobre o sucesso do post: Tenho certeza de que esses comentários vão acabar chegando aos membros da “Liga Extraordinária”. É importante para que saibam como está repercutindo a notícia e expliquem melhor (caso haja explicação, ou achem de bom tom explicar) o projeto.

    É possível, que daqui a pouco eles estejam por aqui também (se já não estiverem) :-)

  • Tibor Moricz 21/03/2007 at 11:37

    300

  • Filipe Quintans 21/03/2007 at 11:39

    Os “farristas”, pois isto nada mais é do que uma farra, deveriam unir esforços numa obra pornográfica coletiva: “Dr. Futruca ou Como peguei 1 milhão de reais e fui passear mundo afora”.

  • Tibor Moricz 21/03/2007 at 11:44

    Ora, ora, ora… quem garante que esses escritores já não sairão com seus romances iniciados? Chegarão aos seus destinos com um bom punhado de páginas escritas e com o trabalho apenas de terminá-las. Sejamos coerentes.

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 11:48

    Sérgio: parece até “transmimento de pensassão” :-) Já tem em outro post uma nota do Sérgio Sant’Anna. 8 min depois do meu post. Caramba!

  • Saint-Clair Stockler 21/03/2007 at 11:52

    Tibor: mas isso não é, necessariamente, algo ruim, né? Sair daqui com um rascunho mais ou menos rascunhado (hahaha), com uma idéia de história de amor que sofrerá as influências da cidade estrangeira em que o escritor estiver, mais ou menos como um esqueleto em que a gente vai botando, pedaço a pedaço, as carnes todas… Acho até que é um procedimento inteligente. Inteligente e prático.

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 11:52

    Sobre a nota do Sérgio Sant’Anna: eu perdi meu tempo lendo. E ele uma oportunidade de manter a caneta na gaveta (ou os dedos longe do teclado).

  • Saint-Clair Stockler 21/03/2007 at 11:57

    Ah, Claudio, eu acho que ele tinha todo o direito de se defender…

  • mari 21/03/2007 at 12:05

    saint clair, voltei comovida com sua história.

  • Tibor Moricz 21/03/2007 at 12:05

    Rascunho? Eu levaria quase pronto. Alguns, com prazo razoável até a viagem, podem pesquisar o seu destino e escrever o romance inteiro aqui mesmo, antes da partida. Lá, passam a se dedicar ao passeio.

  • Tibor Moricz 21/03/2007 at 12:06

    E não acho isso errado. É, até, uma boa solução contra o tempo exíguo.

  • mari 21/03/2007 at 12:09

    tibor, afinal qual é o tempo de entrega? ninguem vai escrever antes de ir, leia as declarações pela internet a fora.
    fui

  • Rafael 21/03/2007 at 12:11

    Saint-Clair,

    Coloque um pouco de lado a natural admiração que você tem pelo escritor Sérgio Sant’Anna e convenha comigo: na referida nota, o caríssimo felizardo que irá passear em Praga não se defendeu; ele, em realidade, deu duas alfinetadas muito bem endereçadas, uma ao tal de Arnaldo e a outra (a mais virulenta) ao Marcelo Mirisola. Nada se disse sobre o único ponto polêmico que vejo no projeto: o uso de dinheiro público, via renúncia fiscal, para financiar quase metade das despesas.

  • mari 21/03/2007 at 12:16

    vc sabe se tem alguma coisa já captada? investimentos podem vir de patrocinadores tbm, sem incentivo fiscal e ai como ficamos. eu estou muito contente com esse projeto. e clarice eu participo desse blog faz tempo, só que dessa vez eu acho que vocês estão exagerando

  • Saint-Clair Stockler 21/03/2007 at 12:17

    Ué, Rafael, o Sérgio não tem nada a ver com o dinheiro público (a não ser pelo fato de que vai receber parte dele). Ele, como você, como eu, é humano. Deu duas alfinetadas? Deu sim. Mas foram despropositadas? Claro que não. O cara tá sendo atacado de todos os lados, você quer que ele seja búdico ao ponto de pegar os atacantes no colo, dar beijinhos, dizer “eu errei, sou malvado, não devia aceitar o convite que me fizeram”?

    Bon voyage, Sérgio Sant’Anna!

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 12:18

    Concordo Saint-Clair. Mas, se defendeu do que, sinceramente, nem precisava. E não é que eu ache que, sobre o Amores Expresso, ele tenha que se defender (foi escolhido? Aceitou? Pronto, vai lá e faz o trabalho). Mas, na nota, saiu pela tangente. Não explicou nem “desexplicou” coisa alguma.

  • Péricles 21/03/2007 at 12:26

    Ah, indignar-se é tão barato… pena que as pessoas costumem errar de alvo. Projetos culturais merecem investimento via renúncia fiscal. Sim, a lei permite. Pois bem, o cara inventou um projeto literário (que pelo vista vai dar o que falar… já dá!), juntou com documentário pra TV e roteiros pra cinema, foi aprovado. Vamos ver os resultados.

    Sobre o time de escritores, as cidades, o tema… podemos discutir indefinidamente. Mas ficar na paranóia da malversação do dinheiro público é perda de tempo.

  • Saint-Clair Stockler 21/03/2007 at 12:27

    Só complementando: acho que muita gente aqui tá cobrando dos artistas envolvidos no Projeto uma postura e uma atitude que eles, justamente porque são os artistas, não têm como corresponder. Imaginem Leonardo Da Vinci recusando um convite de Lourenço de Médici apenas porque este era um poderoso governante cuja fortuna foi, em parte, amealhada graças ao dinheiro público? Dá pra imaginar? O que artistas querem são mecenas. Está certo que não podemos ser extremistas: ninguém, em sã consciência, vai aceitar um Fernandinho Beira Mar como mecenas. Mas não é o caso aqui: existe uma LEI que permite que Projetos como o em pauta sejam executados de forma perfeitamente legal. Repito: de forma perfeitamente legal. Nenhum dos 16 escritores envolvidos no Projeto está recebendo dinheiro ilegal ou manchado de sangue. Se há algum problema – e, quanto a isso, não discuto -, o que se deve fazer é mudar a lei, e não culpar os artistas. Acho que muita gente aqui está querendo ser mais realista do que o rei. Eu realmente gostaria de ver os críticos do Projeto recebendo um convite semelhante, para ver então qual seria a sua reação. Quanto a mim, não tenham dúvidas: como já disse, aceitaria na hora.

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 12:27

    e aqui entre nós, altíssimo esse “qüoeficiente de indicação” do Sant’anna, hein?

  • Rafael 21/03/2007 at 12:45

    Saint-Clair,

    Não tenho dúvida nenhuma de que a origem do dinheiro é legal. Há uma lei federal, Lei Federal nº 8.313/91 (sancionada, aliás, pelo presidente Collor), que estabelece mecanismos de incentivo a projetos culturais, via renúncia fiscal. Longe de mim imputar a prática de crimes aos escritores escolhidos para integrar o projeto.

    Também não estou dizendo que eles deveriam simplesmente dizer um eloqüente não ao convite que lhes foi feito (embora continue achando, como escrevi mais atrás, que o escritor que realmente tivesse espírito cívico deveria declinar o convite tão logo soubesse que parte do dinheiro provém do erário público).

    Mas como a polêmica aqui foi causada principalmente pelo fato de que “quase metade” (sic) das despesas provém de renúncia fiscal, acredito que o Sérgio Sant’Anna deveria, pelo menos, ter dito algumas palavras a esse respeito.

    Neste aspecto, a nota dele foi insatisfatória, pois se referiu a dois personagens até então secundários na conversa.

  • Arnaldo 21/03/2007 at 13:08

    Caceta. Eu concordo com o projeto e conto uma história que ouvi do autor em uma palestra – portanto, creio que nada que possa lhe trazer dor de cabeça – para dar alívio cômico a uma discussão marcada pelo ressentimento e viro o mau-caráter. Queria dizer, com essa história, que acho muito boa essa idéia de fazer escritores viajarem (perder países! e coisa e tal), pq podem acontecer coisas interessantes, como as que SS contou. E nenhuma intenção restritiva em ter sido financiado pela ditadura (o que ele nega) – achei do caralho, o máximo do drible, do swindle, do truque. Da próxima vez eu desenho.

  • apaixonada 21/03/2007 at 13:30

    Tipo… a idéia é ótima. Gosto muito de ler as coleções Júlia, Sabrina e Bianca. Gosto de histórias românticas em lugares exóticos e com personagens de nome estrangeiro. Alguém aqui já lei “A Fabulosa Emily”? Ai, ai…

    Dou uma dica aos autores: mulheres solitárias em viagem, que encontrem homens de preferência morenos, que façam sexo light (sem palavrão, tenho nojo) e tenham um final feliz. Com casamento!

    Amei!

  • Valentim 21/03/2007 at 13:33

    Desculpem a ignorância, mas realmente ainda não entendi se os autores devem voltar com um romance pronto ou se terão um prazo para tal após a volta.

    É possível viver uma cidade e escrever um romance em 30 dias? Nunca soube de um caso desses.

  • j 21/03/2007 at 13:41

    Essa é a idéia mais brega que já vi um (suposto) editor bolar. História de amor passada em cidade estrangeira… Primeiro capítulo de novela da Globo. Fala sério!

  • j 21/03/2007 at 13:42

    O que me espanta é a anuência dos escritores com isso. Só mostram com isso que são todos uns mortos de fome, em busca de boca-livre.

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 13:45

    Copiando o que comentei no outro post:

    Como comentei lá no outro post, queria ver escreverem sobre amores no Rio de Janeiro.

    Taí tive uma idéia: Como, inclusive, excluíram o Rio de Janeiro da lista de cidades que “inspiram amores”, que tal os escritores cariocas começarem a escrever romances (sim sobre amor, sempre é importante falar de amor) passados no Rio de Janeiro. Nossa cidade precisa mesmo disso. Não 16 romances, escreveremos 32, ou mais.

    Quem sabe alguma editora carioca não se interessa pelo projeto.

    Melhor, se os livros também forem distribuídos gratuitamente, nas escolas.

    Isso sim é Nova Literatura. Ser global sem esquecer de ser local (e social).

  • Clarice 21/03/2007 at 14:03

    Alto lá cara-pálida!
    Eu conheço o Sérgio Sant’Anna. E muito bem. Esta história do Arnaldo é absurda!

  • Simone 21/03/2007 at 14:35

    Como? Não tem Londres? (Assim como na coleção dos bairros do Rio não tinha Botafogo. Pode?)
    Então leio só Ruffato em Lisboa. Joca Reiners Terron no Cairo e o Prata em Xangai podem vir a ser algo de fenomenal… aguardo e confio. Tóquio leria se não fosse com Cuenca. Galera leria se não fosse em Buenos Aires (implicante, eu?). A não ser que seja a Buenos Aires do Borges.
    Mas, cara, a seleção tá legal. Se tivesse mais vagas eu colocaria a Índigo, o Santiago Nazarian e eu mesma, em Londres de preferência. (Mas não sei se iria, pra falar a verdade. Não gosto nem um pouco do “detalhe” de ser filmada. Meio Big Brother de escritor, em Londres e tudo. Só seria bom para a literatura, mesmo…)

  • Simone 21/03/2007 at 14:38

    Ah, é, e a Ana Paula “Mara”!

  • blackjack 21/03/2007 at 14:58

    Para quem comentou asneiramente meu post sobre impostos e tal: eu vou pagar as obrigações fiscais da minha firma. A lei permite que um pequeno percentual destas obrigações eu aplique em alguma atividade dentro do que chamamos cultura (parece-me que aqui vcs estão discutindo a “curtura” do blog “todoporosa”) em lugar de pagar ao fisco. Então EU vou aplicar MINHA grana num projeto (literário, musical, cinematográfico, etc, etc) porque o estado me permite, não é a sua grana ou a nossa grana, essa sim desviada dos seus fins como faz o estado. E para os incorformados saibam que este projeto gera produto e produto gera impostos, agora se não entendem o que é produto… vão pro MOBRAL.

  • Clarice 21/03/2007 at 15:10

    “Leonardo Da Vinci recusando um convite de Lourenço de Médici apenas porque este era um poderoso governante cuja fortuna foi, em parte, amealhada graças ao dinheiro público? ”
    Não só o da Vinci, Saint-Clair.
    A península itálica perderia todo o século XV. Reis e senhores financiavam artes.
    Lorenzo, o Magnífico, deu uma ajuda e tanto.

  • Rafael 21/03/2007 at 15:19

    Blackjack,

    Equivoca-se você sobre o incentivo fiscal. Não se trata de SUA grana que você generosamente doa a projetos culturais. Se você, caro amigo, tiver a veleidade de pegar esse dinheiro que você diz ser seu e destiná-lo para qualquer outro fim, você poderá cometer SONEGAÇÃO FISCAL, crime tipificado em lei. Não pense que você está fazendo uma doação; o dinheiro não mais é seu, é do governo, o qual, por meio de uma lei, lhe deu uma liberdade (pequena, aliás) de destinar parte dele a projetos culturais.

    E não pense que você possa destinar o dinheiro do incentivo fiscal a qualquer projeto cultural. Só pode fazê-lo para projetos chancelados pelo Ministério da Cultura.

    E, como toda instituição deste rico país tropical, o Ministério da Cultura tende a ser mais acessível, digamos assim, aos “amigos do rei”.

  • claudio martins 21/03/2007 at 15:46

    como dizia hitchcock : todo criminoso volta ao local do crime … cá estou … não sou da “escrita”, sou do design, de colocar ideias em prática e torná-las materiais – até mesmo livros ou, se o cliente for moderno, coisas que se pareçam com livros …

    entretanto, um deslize no teclado hj pela manhâ, após vociferar digitalmente contra a vagabundagem desmedida desta classe de internautas, gerada pelo espanto ao dar de cara com 300 comentários neste post, cliquei o enter antes de digitar meu email e site …

    o acidente, guiado tortamente pelos meus anjos da guarda, num momento ‘tô carente, vou comentar num blog’ gerou um contra-comentário … obrigado, nem tudo está perdido … dessa forma, ao meu xará claudio, convido a visitar meu site, mas adianto que se ele tem menos de 51 anos, o ‘outro’ claudio é ele …

    bem, ja que estou aqui, queria lembrar um episódio da época do meu ginásio – era ditadura, diziam – talvez fosse mesmo porque eles inventaram umas provas de leitura e todos os alunos da rede estadual do rio de janeiro inteiro tinham que ler o mesmo livro (que mamata, general!) … acho que em 69 ou 70 o livro do ano foi “O Mistério dos MMM” : uma trama de suspense nacional em 10 capítulos … cada capítulo foi escrito por um autor, 10 no total …

    sugeriria este tipo de enredo para o tal projeto, tipo um mesmo personagem corre pelo mundo atrás (não é vanguardista) do bem amado ou de ouro ou de paz …

    mas na estória do livro original ocorreu um fato inusitado – que deveria ser considerado estelionato mas foi considerdo artístico : depois de desvendados os mistérios dos 2 primeiros ‘M’s, o décimo escritor não conseguiu desfechar a estoria, ninguém ficou sabendo do que se tratava o tal último ‘M’ e o livro acabava assim …

  • mausoléu 21/03/2007 at 15:58

    Pelo jeito, o último “M” só pode ser uma coisa: MERDA.

  • blackjack 21/03/2007 at 16:02

    Rafael,
    Não vou discutir semântica. Eu disse minha grana pq foi gerada pelo meu produto e sou soberano de fazer com ela o que quiser, pagar meu imposto ou sonegar se eu fosse um sonegador. Eu tb disse parte das minhas obrigações com o fisco e, implícito no texto, dentro do que a LEI permite (a tal chancela do minc, minc com minúscula). Ou seja a pequena liberdade que vc menciona está satisfeita. Discuta-se a lei, não um projeto que se beneficia dela.
    Aproveito o ensejo para me despedir deste mal-intencionado e mormente mal frequentado (os que criticam parecem petistas rancorosos) espaço de comentários. Ah, procês também.

  • Claudio Soares 21/03/2007 at 16:21

    Cláudio Martins: assumo o posto de “outro” claudio (tenho menos que 51) :-) Rapaz foi bom vc ter errado mesmo o teu nome no post da manhã (isso acontece, me desculpe o comentário que na verdade foi uma consequência do que aconteceu ontem por aqui), visitando o seu site (muito interessante o seu trabalho de artista plástico), encontrei minhas velhas amigas, companheiras de conto: as formigas (metafóricas) foram tema de um conto recente meu: “Om” (ou aum, como preferirem). Está aí em baixo no meu link. Forte abraço!

  • Clarice 21/03/2007 at 17:49

    Ó dúvida cruel, que Cláudio visitar?

  • Zeca Futão 21/03/2007 at 18:53

    Vamos lá para casa, Simone.
    Fica em Botafogo.

  • Clarice 21/03/2007 at 18:58

    Zeca,
    Primeiro visite o blog da moça! Não leve alguém para casa que você não conheça.

  • Carlos 21/03/2007 at 20:47

    E o Ferréz, coitado? Podiam mandar o cara pra Lagos, sei lá…

  • ALFREDO GARCIA 21/03/2007 at 21:14

    GENTE TODA:
    Taí, pode ser que o Sérgio Rodrigues nos ajude a defender essa idéia maluca que lanço aqui:
    QUE TAL FAZERMOS ALGO NOS MOLDES DE NOSSOS (RICOS) COLEGAS QUE VÃO PARA OS ESTEITES E EM MENOR ESCALA PEDIR UMA GRANINHA AO LULA PARA NÃO 16, MAS 100 AUTORES DAQUI IREM PARA ALGUMAS CIDADES AMAZÔNICAS E NORDESTINAS E ESCREVER CONTOS SOBRE A MISÉRIA DESSE PAÍS?
    TÁ DADO O RECADO!

  • Alisson 21/03/2007 at 22:49

    Eu concordo com a Saint-clair.
    Cadê a Ana Paula Maia? cadê essa mulher?
    Puta sacanagem mesmo. E seria a história de amor mais punk de todos os tempos.
    Ela é ótima.

  • frida 22/03/2007 at 00:30

    Alegria, hein!!! Depois quero ver essa turma criticar o aeroLuLLa….rs. Trem da alegria desses nem nas mamatas do Governo… Se fosse dinheiro só da CIA das Letras, que se foda! Cada um torra o seu do jeito que quer. Mas pelo visto entra financiamento público na parada e isso é uma vergonha.
    Já tenho um ou dois pés atrás com esses financiamentos, mas mesmo se é pra acontecer, tem que ser direcionado pra ajudar pequenas editoras, autores estreantes e coisas do tipo… não pra patrocionar uma farra dessas.
    Obs.: Que provavelmente vai resultar num monte de livro péssimo. Essas séries encomendadas normalmente só geram lixo (ex. aquelas sobre escritores, outras sobre pecados, etc.) Quando muito de dez, sete livros, só um ou dois vale a leitura.

  • eu 22/03/2007 at 09:31

    Quando ninguém estranha a ausência do Michel Laub, ótimo autor da própria Companhia, e fica pedindo nomes de autores fraquíssimos, a coisa está errada. Ou é a própria autora escrevendo, ops, autor, ou são amigos só lêem foto no blog.

  • joao gomes 22/03/2007 at 10:17

    Alfredo,

    seu comentario parece dar a entender que miséria é privilégio só das Regiões Norte e Nordeste. Todavia, espero que não tenha sido isto que voce queria dizer.

    Morei 17 anos em Sampa. Hoje estou no Norte. …um dia todos precisam seguir seu norte (rsrsrs). Miseria existe em todos os lugares da terra. Infelizmente. E relatar a miséria mediante a literatura, acho desperdício das letras (de câmbio) e desperdício de tempo. Artigos finitos e não conversíveis.

  • Ilda Maria de Castro 22/03/2007 at 12:21

    Ana Paula Maia – Tóquio
    Saint Clair – Paris
    Mara Coradello – Lisboa
    Antonio Dutra – Havana
    Vinicius Jatobá – Bombaim
    Mariel Reis – Nova Iork
    Paloma Vidal – Istambul
    Simone Campos- Cairo

    Minha sugestiva listagem. Outra abordagem, outro grupo. Todos menos viciados em mercado editorial e intrigas literárias.

    um abraço

  • Silvia Loureiro Reccia 22/03/2007 at 12:23

    Boas sugestões.

  • Saint-Clair Stockler 22/03/2007 at 12:44

    Ilda, obrigado pela lembrança à minha pessoa. Certamente Paris facilitaria a minha tarefa: como falo francês, acho que seria melhor para imergir na alma de uma grande e fascinante metrópole como ela. Paris tem lugares outros que os já tradicionais, desconhecidos por quem faz o circuito meramente turístico. Se eu pudesse, criaria uma história num desses lugares. Pra começo de conversa, não escreveria uma história que se passasse nos primeiros arrondissements (distritos), aqueles da gente rica e endinheirada. Minha história se passaria nos últimos arrondissements, ou então nas próprias banlieues (periferias). Certamente seria uma história de amor entre um brésilien e uma arabe (ou o contrário), pois sou fascinado pela cultura dos árabes e seus descendentes na França – gente considerada “de segunda classe” pelos “verdadeiros” franceses. Gente, curiosamente, muito próxima de nós brasileiros.

  • Ilda Maria de Castro 22/03/2007 at 12:59

    Querido Saint- Clair,

    Encantada com seu bom – humor e minha lista não é tão ruim assim, não é? Visito seu blog e gostaria de vê-lo publicado. Mas, há muita injustiça, veja por exemplo, Mariel Reis e Antônio Dutra; o primeiro é talentoso, escreve o que lhe ocorre sem mínima censura, tem um pequeno livro de contos que saiu por uma editora pequena. Na livraria da Travessa, aqui do lado de casa, tem exemplares dele. Li e gostei, mas o livro não teve repercussão. O segundo, o Dutra, ganhou uma bolsa e não vi o livro dele ainda. Mas, li no Paralelos, coisas dos dois. Você é um talento, uma constelação.
    abraço

  • Pedro Quintilhiano Mendes 22/03/2007 at 13:04

    Ah, agora estamos falando de trabalhadores braçais da literatura!A arraia miúda, que não vejo por aí!O pessoal que leva uma vida dupla como se fossem heróis de quadrinho, gente que rala e não encosta umbigo no balcão do Jobi ou do Lamas. É inquestionável que a lista da Ilda tenha qualidade. E merecia ser levada em conta por algum editor.

  • Claudio Soares 22/03/2007 at 13:06

    Saint-Clair: eu particularmente assino em baixo o que a Ilda disse. Gostei muito do que li no seu blog. Vc tem algum romance em vista?

  • Saint-Clair Stockler 22/03/2007 at 13:11

    Ilda, veja só: o Mariel Reis foi meu colega de turma na Letras. Figura incrível. Generosíssimo, simpático, bem-humorado. Um cara realmente fantástico. Gosto muito dele, embora tenhamos atualmente pouco contato. Mas o respeito mútuo (sei que ele gosta muito de mim também) existe sempre. Conheço alguns dos contos dele, mas ainda não li o livro. Ele é ótimo mesmo, tem um olhar sobre o subúrbio muito bom – a literatura carioca é, em sua quase totalidade, uma literatura da zona sul. Nada contra, mas eu gostaria de ouvir as vozes do subúrbio também (o Marcelo Moutinho, com a sua antologia “Prosas Cariocas”, deu vez/voz a um punhado de autores cujas histórias se passavam no subúrbio, entre eles o Mariel e o Vinícius Jatobá, com um conto lindíssimo: “Ana antes da chuva”, se bem me lembro do título). Tem muita gente boa por aqui. Gente sem muita chance de sobressair, infelizmente, até porque a ação – quando há ação – entre os autores se circunscreve ao outro lado dos túneis…

    Você não disse se visita o Opiário ou o Dias estranhos (que, embora em “formato blog” é na verdade um livro). Fico feliz pela visita. Se você ainda não viu, o meu livro “Dias estranhos” está todo disponível na Web (para acessá-lo, clique em meu nome, ao final do comentário). Tem alguns contos muito bons, tão bons que muitas vezes duvido que tenha sido eu a tê-los escrito… 😉

  • Ilda Maria de Castro 22/03/2007 at 13:13

    Caro Saint-Clair – Você – desculpe-me a impessoalidade – poderia nos falar um pouco desses nomes da minha lista…O Cláudio, no comentário acima, deve desconhecer alguns dos autores,porque a maioria não mantêm blog regulares de literatura. O Cláudio assinaria não apenas embaixo do seu nome – o que faço de antemão- mas de todos. Se você puder explanar sobre os meus listados para ele saber um pouco mais…beijos
    Um Abraço

  • Clarice 22/03/2007 at 13:18

    Saint-Clair,
    Na área das artes plásticas é praticamente impossível qualquer pessoa se lançar sem frequentar o circuito zona sul. Pode até morar longe. Mas vai ter de ir para a ZS para encontrar a turma.
    Isto incomoda muitoa gente e com muita razão. Tem alguma galeria de artes perto da sua casa?

  • Ilda Maria de Castro 22/03/2007 at 13:18

    Baixei todo o livro. E não seja tão falsamente modesto. Você é talentoso e naturalmente uma pessoa amorosa,porque a maneira com que fala no post acima é sensível e terna. Pode-se perceber os fluxos evolando de você, indo ao encontro desses companheiros. Lerei e deixo comentário no blog – Ops! – Eu mesma só conhecia o Opiário,rsrsrs…

  • Clarice 22/03/2007 at 13:22

    Ilda,
    Que bom mais uma pessoa de boa-fé e que queira discutir normal. O Saint-Clair é sim um autor já pronto.

  • Saint-Clair Stockler 22/03/2007 at 13:26

    Claudio: obrigadão, meu caro. Estou rascunhando – ainda em fase muito embrionária – dois romances. Por enquanto, eles têm os seguintes títulos provisórios: “As horas mortais” (sobre um cara, escritor raté, que aceita ser ghost writer de um famoso ator global e descobre, ao final do trabalho, que o livro ficou ótimo – daí começa a tentação: dou ou não dou o livro pro ator imbecil (ele é uma anta) assinar? Ele acaba considerando a hipótese de matar o ator pra pegar o seu livro de volta…) e “O amor e coisas piores”, sobre um fã enlouquecido que cisma que o seu autor preferido, um carinha “multimídia” todo tatuado que já foi michê numa boate em Amsterdam e já fez body art nas ruas do Rio, NÃO é quem escreve os próprios livros – daí ele resolve começar a investigar a fundo a vida do jovem e badalado autor…

    Como se vê, ambos os romances serão (se é que um dia “serão”, de fato; pode ser que não passem de meros projetos, nunca venham a ser escritos) sobre escritores e leitores, e a paixão que pode virar ódio que os une: assuntos que me agradam muito. Tem uma coisa que está me surpreendo nessas duas histórias: os contos de “Dias estranhos” são, não digo “sérios”, mas mais densos. O humor – quando aparece – é um humor negro, bem cruel. Os romances, diferentemente, estão me parecendo muito mais engraçados. Só de fazer esses dois resuminhos pra você estou aqui às gargalhadas, porque vão me pipocando na cabeça situações e cenas hilárias. Isso anda me surpreendendo! Nunca me imaginei escrevendo coisas com um humor mais leve, engraçadas…

    Gosto tanto dos títulos (sobretudo de “O amor e coisas piores”) que acho que vou torná-los definitivos mesmo. São ou não belos títulos? “As horas mortais” tem duplo sentido, claro. Também gosto disso.

  • José Romualdo Leitão 22/03/2007 at 13:28

    Moro fora do país. Sou um entusiasta da literatura, e inclusive da nova literatura. Uma vez por ano, viajo até minha terra natal e compro tudo o que há de novo. Compro muita porcaria – o rótulo de novidade esconde mesmo isso – mas a moça acima disse uma verdade sobre um dos autores – Mariel Reis – publicado nessa antologia citada pelo prezado Saint-Clair – Eta nome bonito!-consegui através de uma professora amiga de UFRJ que me presenteou com um outro – 17 contos da Nova Literatura e gostei muito dos contos dele. Vou visitar o blog do Saint-Clair.

    Aperto de mão aos cavalheiros,
    e abraço nas damas

  • Ilda Maria de Castro 22/03/2007 at 13:32

    Clarice – se é apenas um nick – seu nome é lindo. Você conhece o Saint – Clair?
    Leia o Mariel Reis você vai gostar.
    E se também é escritora, me diga onde ler coisas suas, por favor.

  • Tibor Moricz 22/03/2007 at 13:38

    Saint-Clair, nome bonito. Clarice, nome bonito. Tanto nome bonito… e o meu? Não é bonito também?

  • Clarice 22/03/2007 at 13:41

    Ilda, é nick. Eu conheci o Saint-Clair aqui no Blog. Mas como nossas opiniões batiam acabamos nos conhecendo. Eu estou proibida de falar a respeito do Saint-Clair.
    Já teci inúmeros elogias e o Tibor reclamou. Outros reclamaram também.

  • Tibor Moricz 22/03/2007 at 13:43

    Eu reclamei? Quando eu reclamei?

  • Clarice 22/03/2007 at 13:43

    Eu não sou escritora. Deus me livre. Sou graduada em Literaturas. E vc, escreve?

    Tibor,
    Até que enfim, heim?
    Tomou chá de sumiço ontem. O teu nome aliás é de que língua?

  • Tibor Moricz 22/03/2007 at 13:45

    Chá de sumiço? Ontem fui tão profícuo no Todoprosa…
    Meu nome é de origem húngara.

  • Tibor Moricz 22/03/2007 at 13:48

    E ninguém disse se ele é bonito…

  • Clarice 22/03/2007 at 13:49

    Tibor,
    Falha minha. Agora vi o que você postou. Estava preocupada com outro aspecto.
    Pensei que você também tivesse dito que eu estava falando demais a respeito do Saint-Clair.
    O Saint-Clair é tão… opa! kkk Já ia eu elogiar.

  • Clarice 22/03/2007 at 13:49

    Eu disse, Tibor, eu disse.

  • Tibor Moricz 22/03/2007 at 13:52

    Deve estar nas entrelinhas. Peraí, vou levantar a ponta do ‘ontem’. Deve estar depois de ‘O teu’… não. Não encontrei nenhuma referência DIRETA ao meu nome, a não ser a questão sobre sua procedência.

  • Claudio Soares 22/03/2007 at 13:55

    Ilda: vc tem razão, não conheço o texto dos outros autores. Espero conhecê-los em breve. Toda honra e glória a quem está na batalha, decentemente e com garra! Literatura é isso aí. Tibor: putz, elogiei o Saint-Clair, tu vai reclamar de mim tb?

  • Tibor Moricz 22/03/2007 at 14:01

    A Clarice me prestou um desserviço. Tá vendo o que você fez? Agora todos acham que eu não aprovo elogios ao Saint-Clair. Pode? O Saint é fantástico, um escritor phodão (como diria o Nareba), sábio, simpático e um puta amigo (embora não o conheça pessoalmente ainda).

  • Saint-Clair Stockler 22/03/2007 at 14:06

    Ilda, não sei bem se este é um lugar adequado pra isso, mas se o Sérgio depois puxar minha orelha, vou achar merecidíssimo. Atendendo às suas sugestões, aí vai:

    ANA PAULA MAIA:

    Já tem um livro publicado (“O habitante das falhas subterrâneas”) e está prestes a publicar um novo romance. Também escreveu um folhetim (está escrevendo o segundo) na Web, chamado “Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos”. É uma jovem escritora ótima, segura, bem-humorada, e também um tanto quanto sanguinolenta… o que é muito bom. Odeio “literatura mulherzinha”. Tem “timing”, segurança, agilidade narrativa. Suas histórias prendem a nossa atenção desde as primeiras linhas. Em geral, escolhe personagens à margem da sociedade: lixeiros, matadores de porcos, etc. Ela já se confessou fascinada por essa gente quase invisível, em quem ninguém presta muita atenção.

    MARA CORADELLO:

    Tem um livro publicado: “O colecionador de segundos”. Conheço pouco a literatura da Mara, portanto não posso opiniar com muita segurança. Tem um blog interessante chamado “O caderno branco de Mora Mey”. Das (poucas) coisas que li dela, lembro-me que ficou a sensação de que é uma escritora mulher muito forte, muito objetiva, sem meias-palavras. Faz parte de um projeto chamado “Escritoras suicidas”, muito legal. Eles têm até site na Web (não estou botando os links para os sites e blogs que menciono porque tenho a impressão de que o sistema do NoMínimo vai bloquear esse meu comentário, mas são todos facilmente acháveis pelo Google).

    ANTÔNIO DUTRA:

    Esse eu não conheço…

    VINÍCIUS JATOBÁ:

    É um cara muito reservado, portanto não sei se vai aprovar o que vou falar aqui (Sorry, Vinícius) : já tive a sorte de ler alguns contos seus inéditos e fiquei totalmente encantado. Mais que encantado: embasbacado. Eu lia e me perguntava: “Como é que um cara tão jovem como ele consegue escrever uma coisa tão profunda e segura?” Não tenho dúvidas de que nos próximos anos o nome “Vinícius Jatobá” vai ficar mais e mais em evidência. É um daqueles raros escritores que procuram dar voz ao subúrbio carioca, um subúrbio que não tem nada de folclórico. Seu conto “Ana antes da chuva”, que se passa em Madureira e está presente na antologia Prosas Cariocas, é uma pequena obra-prima. Tenho a impressão de que o Jatobá é um homem que ama profundamente as mulheres – só um homem assim poderia ter penetrado tão profundamente na alma de uma mulher para escrever um conto desses. Uma última palavra: raramente vi em algum autor jovem um tal compromisso com a Literatura quanto o que o Vinícius tem. Ele ganhou o meu respeito.

    MARIEL REIS:

    O que me surpreende nas histórias do Mariel é que, na aparência, elas são sempre muito simples. Mas eu, que já fui seu colega de turma na faculdade de Letras, sei que ele é um cara que conhece profundamente Literatura (nacional e estrangeira). Portanto, a simplicidade é enganosa: seus textos têm raízes que vão beber no melhor que já se produziu em todos os tempos (o Mariel, quando éramos estudantes, lia indiferentemente clássicos e autores contemporâneos; é um leitor voraz). Tem gente que acha que barroquismos são sinônimo de boa literatura. Ainda bem que o Mariel sabe que não.

    PALOMA VIDAL:

    Nasceu na Argentina mas veio bem jovem pro Brasil. Tem um livro intitulado “A duas mãos”, cujos contos são seguríssimos, inventivos, surpreendentemente maduros para uma mulher tão jovem. Além de ficcionista, pertence também ao “outro lado”: tem formação em Letras, se não me falha a memória.

    SIMONE CAMPOS:

    Adoro! É uma das jovens autoras que mais gosto. Me lembro que li o seu primeiro livro, “No shopping”, logo assim que saiu. Fiquei de queixo caído: que novela interessantíssima!, tendo como cenário um shopping carioca. Ela é, não sei se voluntaria ou involuntariamente, uma “retratista”: seu primeiro livro é um retrato de uma certa juventude brasileira, que existe (ou existiu) em todas as grandes cidades do Brasil, vivendo meio à deriva, não sendo levados a sério. Já li o livro há muito tempo e não possuo um exemplar, portanto não me lembro dos detalhes. Lembro-me, sim, de que gostei da visão meio desencantada da autora, praticamente uma menina na época da publicação (e digo isso sem nenhuma conotação ofensiva). Tão maduro pra alguém tão jovem. A Simone também tem um blog, divertidíssimo, que costumo ler de vez em quando. Muito bom. Desejo pra ela sempre muito sucesso e que continue nos brindando com histórias irônicas e dolorosamente belas.

  • Claudio Soares 22/03/2007 at 14:10

    Graças a Deus a internet existe!! Assim, finalmente, podemos conhecer escritores, e dos bons, diretamente na fonte. Publiquem logo seus blogs!!

  • Ilda Maria de Castro 22/03/2007 at 14:16

    Tibor – Não fique enciumado; seu nome tem um sabor de comida mediterrânea – ou coisa assim – não me culpe pela comparação. Saint-Clair, obrigada. Cláudio, polido, mostra civilidade e índole que deveriam ser aproveitadas como marcas para qualquer debate. Clarice não sou escritora, meu metier é outro completamente diferente: trabalho com moda.Basicamente, uma perua.Mas, sempre sobre espaço para o pensamento e para o belo na minha vida. Tenho uma loja em Ipanema.
    abraços a todos e bjs

  • Tibor Moricz 22/03/2007 at 14:18

    Só espero que não começem a olhar pra mim com garfo e faca nas mãos…

  • Ilda Maria de Castro 22/03/2007 at 14:20

    Espirituoso!Beijão

  • Saint-Clair Stockler 22/03/2007 at 14:24

    Pra você, não, Tibor, que você sabe que não curto “jovens senhores”. Mas existem os Moricz da nova geração… HAHAHAHAHAHAHAHA.

  • Clarice 22/03/2007 at 14:31

    Ah Meu Deus! Ilda trabalha com moda e vai embora sem me dizer onde é a loja.
    Eu sou seguidora da Lispector. Já expliquei. Compro o vestido e o sapato se sobrar compro o livro. A Clarice é quem dizia: “Prefiro uma bela foto minha no jornal do que uma boa crítica.”

    Saint-Clair: que maravilha de apresentação dos escritores! Amei.

    Deixem eu explicar. Logo que conheci o Saint-Clair deixei uns três comentários sobre ele. Depois escrevi um pouco e começaram a reclamar.
    Não foi o Tibor como ele agora disse.
    Errei.
    Elogios são sempre bem-vindos.
    Acho que a Internet no Brasil está tendendo para um lado muito agressivo e muito palavrão é dito sem necessidade. Ofensas aqui, acolá.
    Como na era das listas de discussão pelos idos de 94/95/96…
    No começo todos se davam muito bem. Elogios para cá e para lá. Depois era xingamentos e discussões pessoais.
    Mas será que é assim sempre?
    Vou parar pois estou saindo do assunto.
    Mas é só uma reflexão.

  • rafaelfelipe 22/03/2007 at 14:33

    lido cabo ao rabo ficou um gosto estranho. depois pensei pouco muda o que se escreve. e decidi reler rayuela.

  • Claudio Soares 22/03/2007 at 14:40

    Ótima reflexão Clarice!

  • Saint-Clair Stockler 22/03/2007 at 14:42

    Clarice, eu também acho que as pessoas estão muito agressivas ultimamente. Ficam projetando as suas frustrações em pessoas que nada tem a ver com isso. Triste, não? Eu tento tratar todo mundo bem – não me custa nada. É até mais fácil do que ser agressivo, dá menos trabalho inclusive.

  • Tibor Moricz 22/03/2007 at 14:43

    Saint-Clair sempre diplomático. Desde que não pisem nos calos dele… rsrsrs

  • Tibor Moricz 22/03/2007 at 14:44

    A VELOX que o diga… HAHAHAHAHAHAHA

  • Saint-Clair Stockler 22/03/2007 at 14:46

    Hahahahahaha, malvado! Acredita que minha Velox tem uma semana que não dá problema algum??? Estou considerando até que seja um possível milagre de Frei Galvão.

  • Clarice 22/03/2007 at 14:49

    Fazer o quê?
    Eu agora vou ignorar total.

  • Clarice 22/03/2007 at 14:51

    E eu continuo sem poder acessar o comentário do teu blog Saint-Clair.
    O meu Browse está com problemas. Pelo menos dá para ver os posts. Mas quando vou comentar o IExplorer dá ERRO FATAL e fecha na minha cara.
    Será que a gente não podia ir para a comunidade Todoprosa no ORkut? Uma boa oportunidade de fazer aquilo andar.
    Estamos saindo fora do assunto.

  • Saint-Clair Stockler 22/03/2007 at 14:52

    É verdade que pouco muda o que se escreve (qual foi o autor que disse que todos os temas fundamentais da literatura estão na Ilíada e na Odisséia?). É verdade também que Rayuela é um livro deslumbrante. Mas por que não darmos chances aos novos autores? Por que não os lermos com carinho, com respeito, com atenção? Alguns estão ainda no seu primeiro ou segundo livro, outros nem isso. Compará-los agora com Cortázar talvez seja injusto demais, não há como saírem vencedores. São jovens, precisamos dar-lhes tempo. Eu continuo lendo Thomas Mann num dia e Ana Paula Maia no outro, porque acho que temos de ter um olhar no passado e outro no presente/futuro.

  • Tibor Moricz 22/03/2007 at 14:53

    Tem razão, Clarice. Isso aqui já virou papo de candinha. Que tal voltarmos aos Borges e Cortazares da vida? Esse assunto do “Expresso” já deu o que tinha que dar. O papo de candinha também.

  • Saint-Clair Stockler 22/03/2007 at 14:57

    Clarice, podemos ir pra lá sim. Mas agora agora eu vou mesmo é tirar um cochilo. Volto mais tarde. Beijos!

  • Clarice 22/03/2007 at 15:10

    Vamos descansar. E pensar que eu nem vinha aqui hoje.
    Vou entrar para o CA – Comentaristas Anônimos.
    Primeiro passo parece que é ficar 1 hora sem olhar se alguém escreveu alguma coisa. Volto às 15:59

  • marcos 22/03/2007 at 19:20

    Cezar Santos, a grana não é deles, é nossa, é da Viúva (como diria o Gáspari), já que vem de renúncia fiscal. Mais uma palhaçada da turminha da cultura brasileira, conhecer o mundo com o dinheiro do povo. Vergonha.

  • priapo 22/03/2007 at 20:23

    Pessoas, Antes de debater projetos como este deviam debater 0s mais de 50.000.000,00 de reais mensais que pagamos aos nossos 500 e tantos picaretas deputados nacionais. Só de salários, benesses e mordomias, sem contar senado, presidencia, assembléias, câmaras de valha-me, o intocável Judiciário.
    Gostaria de saber se uds sabem com que grana se financia um tim, oi ou qq festival ou show de funk (srs do minc, algum projeto em andamento?) ou bach senão com patrocínio chancelado pelo gil.
    O projeto tão esculhambado por este monte de recalcados vai gerar produção de midia, custos de gráfica, distribuição, de venda e etc, todos ítens sujeitos a pgto de impostos seus bolhas, inclusive todos vcs, com esse calhamaço de comentários rancorosos e o tempo perdido estão pagando energia, velox, etc, atividades e serviços geradores de receita pros cofres do governo.

  • rafaelfelipe 23/03/2007 at 10:49

    por favor caro Saint-Clair perdoe minha falta de clareza. não quero comparar ninguém ao cortázar ou algo assim. dos autores eleitos gosto de muitos (o bettega barbosa recomendo todo dia). fato é que vou esperar os livros saírem para comentar depois. enquanto isso estou a reler rayuela. nada mais.

  • Saint-Clair Stockler 23/03/2007 at 14:03

    Me lembrei hoje de que não citei uma escritora maravilhosa: Ivana Arruda Leite. Outra que merecia integrar o Projeto. Eu só não sei bem para qual cidade a mandaria… Tem de ser uma cidade sacana, engraçada, meio kitsch… Ah, sim! Anotem aí na off-Lista:

    Ivana Arruda Leite (Miami)

  • Saint-Clair Stockler 23/03/2007 at 14:04

    Rafael: adoro o Amílcar Bettega Barbosa também. Aliás, curto muito literatura fantástica.

  • Sergio Fonseca 23/03/2007 at 14:06

    Sinceramente estou farto desse discurso do “politicamente correto”. Quando se faz um projeto, seja em que área for, é óbvio que ele tem um escopo. Dele participarão pessoas que, segundo o autor do mesmo ou de alguém indicado por ele para a seleção de convidados, se adequam ao perfil. É claro que numa lista, seja de 2, 10 ou 1000, sempre sobrará muita gente que segundo ótica particular, deveria estar dentro. Melhor… “por que eu, que escrevo tão bem não estou nessa?”

    Essa história de ficar reclamando dos recursos da Lei Rouanet e outras que utilizam a renúncia fiscal, do tal “nosso dinheiro” é coisa de quem fica de fora. Já que o governo não faz o que deve fazer e que nossos impostos não são mesmo aplicados onde deveriam ser, melhor que sejam gastos na criação de cultura.
    O nome popular para toda essa polêmica é inveja.

  • Saint-Clair Stockler 23/03/2007 at 14:49

    “Haverá criaturas na Terra que sempre estarão lutando umas com as outras, com pesadas perdas e mortes frequentes de ambos os lados. Não haverá limites para a sua maldade; por seus membros fortes, as vastas florestas do mundo serão devastadas; e quando estiverem fartas de comida, irão satisfazer seus desejos distribuindo morte, aflição, trabalho, terror e exílio; e de seu orgulho ilimitado elas desejarão conquistar os céus, mas o peso excessivo dos seus membros as reterá. Nada restará sobre a terra, sob a terra ou nas águas sem ser perseguido, perturbado ou pilhado, e o que está num país será transferido para outro. E seus corpos se tornarão o túmulo e a consubstanciação de todos os corpos vivos que elas terão matado.

    Ó terra, por que não te abres e não as precipita nas fissuras profundas dos teus vastos abismos e cavernas, por que não tiras da vista dos céus um monstro tão cruel e horrível?”

    Do livro de anotações de Leonardo Da Vinci.

  • Citador 23/03/2007 at 16:59

    [Variações sobre o mesmo tema]

    Para o invejoso sovina: A virtude neste mundo é sempre maltratada; os invejosos morrerão, mas a inveja é poupada. (Moliere)

    Para o invejoso obeso: O invejoso emagrece com a gordura dos outros. (Horácio)

    Para o invejoso guloso: A inveja é um vício mesquinho e sórdido: o vício do condenado que reclama porque o seu companheiro de prisão recebeu uma ração de sopa maior. (Amis, Kingsley)

    Para o invejoso “come-quieto”: A inveja é tão vil e vergonhosa que ninguém se atreve a confessá-la. (Cajal, Ramón )

  • Mausoléu 23/03/2007 at 17:51

    Tá chegando…

  • Mausoléu 23/03/2007 at 17:52

    Vai chegar…

  • Mausoléu 23/03/2007 at 17:52

    Só um pouquinho…

  • Mausoléu 23/03/2007 at 17:53

    Estou ofengante…

  • Mausoléu 23/03/2007 at 17:53

    400!!!! 400!!!!

    Mausoléu é o cara!

    Tibor, morra de inveja.

  • Troglodita Tupinambá 23/03/2007 at 19:03

    A INVEJA É UMA MERDA.
    E A LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA TAMBÉM!!!

  • Saint-Clair Stockler 23/03/2007 at 23:17

    O Tíbor foi viajar, só volta segunda. Você vai ter que conter seu entusiasmo, mausoléu, até lá. Por enquanto, fica com o meu: parabéns! Ser o 400º é fodôsco!

  • florzinha 24/03/2007 at 10:55

    Seu dono deste blog, pq apagou meu comentário de ontem, postado por volta do meio dia? isto fede a Campo Majoritário…

  • Sérgio Rodrigues 24/03/2007 at 11:14

    Florzinha: NENHUM comentário foi apagado. Já disse várias vezes e repito: Não se apagam comentários aqui, e espero poder continuar assim. Se sumiu por alguma razão esotérica o que você escreveu (se tinha links, pode ter sido filtrado como spam), peço o favor de escrever de novo.

  • curioso 24/03/2007 at 17:30

    Mas os escritores estão se comparando à políticos?

  • Cervantes 24/03/2007 at 18:57

    Esta polêmica ridícula gira em torno de uma premissa mal-intencionada esgrimida por um monte de ignorantes: “com meu dinheiro (ou com dinheiro público) não, sacanagem, turminha de mafiosos, ação entre amiguinhos” e outras baboseiras similares.
    Registro que:
    1) O projeto em questão AINDA tramita no Minc, portanto vcs estão discutindo sobre algo que por enquanto não existe.
    2) A Cia das Letras já manifestou que bancará os custos de edição dos livros.
    3) O jovem Rodrigo Teixeira declarou que se o Minc não enquadra o projeto dentro da lei de incentivo (Rouanet) sua empresa bancará os custos de viagem e estadia dos escritores.
    4) Ainda tem mais: caso o Minc enquadre o projeto com tais benefícios, o jovem Teixeira deverá sair em campo atrás de patrocínio (bancos, empresas petrolíferas, telefônicas, supermercados, a quitanda de virando a esquina, etc).
    Então essa história de que é com nosso dinheiro, nosso de quem carapálida? Vcs estão fazendo coro aos rancorosos, invejosos e etc que se acharam excluídos.
    Aos incluídos apenas digo que vão em frente, como fazia Dom Quixote: “nos latem, Sancho, sinal que cavalgamos”

  • Carlos Pessoa Rosa 24/03/2007 at 19:31

    Tudo isso é trágico-cômico, não posso acreditar que escritores se envolvam em tal projeto. Tomar dinheiro público para tal fim é no mínimo tão deprimente quanto ouvir a discussão do aumento aos Congressistas. Infelizmente, essa inconseqüência não escolhe classe ou profissão.

  • Roger Soares 24/03/2007 at 19:46

    Esses merdas tinham que ir pra puta que o pariu

  • cecilia giannetti 24/03/2007 at 21:30

    querido augusto

    seu sentimento de inferioridade e ressentimento foi inteiro traduzido numa frase que só um cabeleireiro diria. para chegar a escritor, é você quem deveria estar tentando ser mais elegante. não é malhando que se chega lá. é escrevendo.
    um suíno, no entanto, não compreenderia meu comentário.

  • Mr. Magoo 25/03/2007 at 10:36

    Ora ora! Mas que maravilha ver uma discussão com tanta cordialidade. Faz tempo que não via tanta cordialidade. Tapinhas nas costas, apertos de mão e pessoas que até rolaram no chão de tanta alegria em se verem de novo.

  • Mr. Magoo 25/03/2007 at 10:38

    -Meu filho, você tropeçou e caiu? Agarre-se em minha bengala.

  • Leifsbudir 25/03/2007 at 16:14

    Tal projeto é um INSULTO à inteligência dos contribuintes! Como se não bastasse a farra e a gastança desse descalabro de governo, agora autores viagam para ESCREVER? Um país miserável como o Brasil, súbito, se vê tão preocupado com a cultura…! Que piada! Sei de autores que SOFREM ANOS para terem um livro publicado, que se viram sozinhos PESQUISANDO e ARCANDO COM OS PRÓPRIOS CUSTOS! NENHUMA obra justifica um passeio e diversão por um mês! Ainda, o pior… VIAJAR PARA CRIAREM UMA HISTÓRIA DE AMOR! QUE ABSURDO! Seria tudo lindo e maravilhoso SE NÃO FOSSE COM DINHEIRO PÚ BLICO! É UMA AFRONTA! E por que tais autores? Para uma carreira que não tem sequer uma regulametação?
    Em resumo, mais uma palhaçada a custo dos contribuintes. Esse tipo de coisa deveria ser pago pelo idealizador da idéia – a LEI de INCENTIVO não foi criada para isso!
    Porém, nesse país, o que vale é estar na “PANELINHA”. Caráter, talento e honestidade são meros enfeites!

  • Aninha 25/03/2007 at 17:44

    leifsbseilá, pelo que leio do seu comentário vc ignora o que é isenção fiscal, e muito menos a estrutura financeira de um projeto desta natureza, que eventualmente será enquadrado pelo minc dentro da lei Rouanet, então nem adianta explicar. Se pensa que o projeto será financiado com grana do tesouro como querem fazer crer os mal-intencionados que promovem este debate, está enganado.

  • Lady Di 25/03/2007 at 21:11

    Esqueçamos o problema da lei e o dinheiro que financia e enfoquemos o projeto em si.
    Se possível dispensando o linguajar escatológico.
    O Projeto não tem valor cultural nenhum.
    Este é que é o problema.
    Um bando de 16 vão ganhar uma viagem para passear. Tiram da gaveta um texto antigo – qual escritor não tem no mínimo um projeto de texto sobre o Amor? – e ambienta na cidade escolhida.
    Muita coisa pode ser feita a fim de promover a literatura e a produção literária neste país.
    Esta festa não.
    O que as pessoas mais dizem é que se sentem idiotas de terem de engolir um projeto que não representa nada, absolutamente nada para a literatura.
    Outro ponto: 6 dos escolhidos são da Cia das Letras; 2 não tê livro publicado; 1 escolheu a si próprio; 2 disfarçam e o resto é amigo.
    Vocês estão brincando com as pessoas interessadas em literatura neste país.
    Inclusive os professores de literatura.
    Será que vocês acham que não conseguimos ler entrelinhas?

  • Eduardo Goldenberg 25/03/2007 at 22:32

    É isso, Di… Um NOJO anunciado.

  • Preto 26/03/2007 at 00:18

    Discutir o conteúdo ou a qualidade do projeto é outra história. Critica-lo, não gostar dele, tudo bem. O que resulta realmente nojento é criticar encima de uma mentira como fez o sr Mirisola e todos os que a endossam com seus comentários maldosos e ridiculos.

  • Tibor Moricz 26/03/2007 at 13:16

    Parabéns, mausoléu. Mas você só levou essa porque eu estava fora… senão dançava!

  • rstarik 26/03/2007 at 13:17

    Pô, sorte do Mirisola não ter sido escolhido. Se bem entendi, ele seria obrigado a recusar o convite. Ou não?

  • Ilda Maria de Castro 26/03/2007 at 14:58

    Caros Comentadores Desta Contenda Literária – Não convém discutirmos assunto tão reles, enquanto nossa atenção é distraída estão perpetrando sob nossos olhos o fim da gratuidade – pelo menos li isto no Blog Paralelos – e gostaria de arregimentá-los para prestigiar esta nova discussão – é uma peninha!Quem passar lá perceberá que o autor está discutindo sozinho. Um abraço caloroso a todos e beijocas

  • arthur mitke 26/03/2007 at 15:58

    Cezar,
    grana de incentivo fiscal é nossa e não deles!!!

  • Candinho 26/03/2007 at 16:37

    arthur mitke, tem uns panacas aí exgrimindo silogismos fajutos, desses bem ao gosto dos politicos, que os leva a deduzir sua curta frase com esse negócio de “nossa grana”. Ora veja só, eu exporto, me privilegio da lei Kandir que isenta de alguns impostos às exportações “deste país”. Ou seja, pelo raciocínio destes primatas exporto com sua grana, é assim? kkkkkk..k…k…kkkk.

  • Rafael 26/03/2007 at 19:27

    Candinho,

    Como se diz lá em Minas, um cadinho de estudo não lhe faria mal.

    A Lei Kandir alivia o contribuinte que exporta bens e serviços. A Lei Rouanet não alivia nenhum contribuinte. Quem deve dez mil reais de impostos, terá, sob a Lei Rouanet, de pagar dez mil reais. A diferença é que, por força da Lei Rouanet, o dinheiro, em vez de ir diretamente ao Estado, vai para alguns indivíduos cujos projetos foram aprovados pelo Ministério da Cultura. O contribuinte não está sentido nenhum alívio, ele está desembolsando que a insana carga tributária obriga-o a desembolsar.

    A Lei Rouanet não significa senão a privatização de parte da receita tributária por sumidades do meio artístico. Com o detalhe de que essas sumidades dependem da chancela do Ministério da Cultura.

    Quem se alimenta dos recursos gerados pela Lei Rouanet não é a cultura brasileira; é o nosso show business. Há quem veja cultura e show business como expressões sinônimas de um mesmo fenômeno.

    Eu não vejo assim.

  • Rafael 26/03/2007 at 19:28

    Em “(…) ele está desembolsando que a insana carga tributária obriga-o a desembolsar”, leia-se: “(..) ele está desembolsando a mesma fábula que a insana carga tributária obriga-o a desembolsar.”

  • candinho 26/03/2007 at 20:20

    Rafael,
    Não tenho nada contra os causídicos, vc parece-me que o é pela subjetividade estranha que transparece no seu comentário. Quiçá nao seja advogado, impressão minha então. Concordo com vc, a carga tributária é mais do que insana. Porém vc faz um joguinho de palavras até legalzinho, mas o que diz não é verdade. O pequeno detalhe que “esqueceu” de registrar é que a lei Rouanet é FACULTATIVA, aplica nela quem quiser e a grana não sai do Tesouro, as empresas aplicam o que a lei permite do imposto devido (De onde vc tirou que seria TODO o imposto? Isso não existe). Insisto, assim como a lei Kandir estimula as exportações, a lei Rouanet estimula o que o estado entende por atividades culturais. Pode se discutir o que seria atividade cultural, mas sem hipocrisia e muito menos esculhambando um projeto que apenas tramita no Minc. Seu ponto de vista é ideológico, reduz a discussão do projeto a uma questão de pura demagogia só para bater com grande rancor nos envolvidos. Como dizem lá em MInas, um “cadinho” de menos malícia e mais estudo não lhe faria mal.

  • Ana Elisa 26/03/2007 at 21:02

    Em Minas, vamos inventar algo mais bacana: mandar 16 escritores para uma favela cheia de analfabetos e prestar serviços à comunidade. É disso que esses playboys precisam, com ou sem leis de incentivo.

  • ROBERTO SCHULTZ 27/03/2007 at 08:09

    Pessoal: Sou um escritor do tipo “moça que dá beijo no Bono Vox no show”(qual era o nome dela mesmo?). Devo ser uma BOSTA de escritor, pois já publiquei alguns livros e sequer tenho Editora, embora tenha sido (bem) criticado na Folha de São Paulo por um deles (junto com o Amilcar Bettega que, no entanto, vai para Istambul e eu nem para Nova Iguaçul…). Me vejam. Comprem meus livros. Alguém me publique. Vim aqui de oportunista, APARECER. Pronto, pintei a bunda de vermelho e subi no poste. É ROBERTO SCHULTZ, entendeu? “Sou gaúcho”(gaúchos babacas adoram dizer “sou gaúcho”, mas isso não quer dizer absolutamente nada), mas aqui no meu Estado nem sabem que eu existo. Tem lugar pra mim na Bahia? Tenho um Romance pronto pra ser publicado. Tiô, vai lá no meu blog? Tiô, dá um livrinho publicado se eu cuidar do teu carro? Tiô, dá uma crítica favorável?

  • ROBERTO SCHULTZ 27/03/2007 at 08:17

    Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou aqui trabalhando honestamente, limpando párabrisa para juntar uns trocados e convencer uma editora a publicar meu SEXTO livro. Que Deus lhe abençoe e à toda a sua familia !!!

  • Pedro Alves 27/03/2007 at 10:30

    Rafael,
    leio que o senhor escreveu “quem deve dez mil reais de impostos, terá, sob a lei Rouanet, de pagar dez mil reais”. Engano seu, quem deve dez mil reais de impostos PODERÁ destinar 6% desse total (600 reais) para apoiar algum evento cultural desde que aprovado pela lei Rouanet.

  • Rafael 27/03/2007 at 10:45

    Candinho,

    Claro que a lei Rouanet é facultativa. Mas a despesa gerada pelo imposto não é facultativa e sim, obrigatória. O contribuinte não tem nenhuma opção senão desembolsar o valor do imposto devido. O máximo que ele pode fazer é usar parte do dinheiro (que já não é dele, bem entendido) para “patrocinar” projetos aprovados pelo Ministério da Cultura. É impróprio equiparar esse “patrocínio” a uma doação: a despesa que ele deduz no imposto de renda refere-se a dinheiro de que o contribuinte não mais tinha disponibilidade.

    Obviamente, e eu já o disse antes, a Lei Rouanet é um avanço em relação aos mecanismos de financiamento direto, como era o caso da extinta (felizmente) Embrafilme.

    Toda renúncia fiscal é compensada pelo Governo com o aumento de alíquotas de impostos.

    Agora, se o dinheiro que provém da Lei Rouanet não é dinheiro público, explica-me então por que os projetos que se beneficiam da lei estão sujeitos à auditoria do Tribunal de Contas?

  • Rafael 27/03/2007 at 10:48

    Pedro,

    Só quis ilustrar que a despesa seria necessariamente feita, com ou sem patrocínio “cultural”. A empresa que destine os 6% a um projeto só o faz porque o dinheiro não ficaria com ela mesmo.

    A Lei Kandir, por outro lado, é uma isenção; a empresa que se beneficia dela deixa de fazer um gasto e fica com o dinheiro para si.

    As situações são, portanto, muito diversas.

  • Aldo Ranario 27/03/2007 at 12:12

    Quando uma empresa investe em cultura o faz para vincular sua imagem a algum acontecimento “cultural” que resulte afirmativo para seu público alvo. Não é um mecenato sem retorno, publicitários e marqueteiros sabem disso. Em volta deste mecanismo são patrocinados centros culturais, museus, festivais de música, peças teatrais, produção de filmes, edição de livros (epa!), circos mambembes, espetáculos populares de todo tipo, etc e etc. Esses grandes cupinchas do estado, os bancos, aplicam em cultura e em geral todas as grandes empresas o fazem. Daí que existe toda uma indústria (cultural) com seus empregos e estruturas produtivas. Deve se registrar que estas ações, são quase sempre bancadas em parte, disse em parte, por recursos da lei de incentivo, o tal do “nosso dinheiro”. Mas devemos observar que geram atividade econômica, e toda atividade econômica paga, em tese, imposto. Digo em tese porque muitas igrejas viram negócio e não pagam nada (não pagar imposto é banal, tampouco paga imposto a polpuda indenização que recebe mensalmente o presidente Lula por ter ficado preso alguns dias durante a ditadura). Mas está claro que o governo nao perde receita, o que deixa de arrecadar com o incentivo volta multiplicado. Melhor seria discutir os salários desses caras lá de Brasília e o sexo dos anjos.

  • ROBERTO SCHULTZ 27/03/2007 at 22:51

    Boa! A gente engole sapos, mas apóia o Ranario!!! O trocadilho é infame, mas deixar passar, quem há de?

  • miranda 28/03/2007 at 10:26

    Para encerrar o assunto reproduzo o post que Joca Reiners Terron publicou no seu blog:

    QUERIDOS FILHOS-DA-PUTA

    Chega de leviandade, mau caratismo e dor-de-cotovelo e vamos ao que interessa:

    A) O dinheiro que entrará no meu bolso (R$10 mil pelos direitos de adaptação audiovisual do romance que escreverei para a coleção Amores Expressos, a ser publicada pela Companhia das Letras) virá do bolso do Rodrigo Teixeira, dono da produtora RT Features e criador do projeto (segundo a Veja de 28/03: “Rodrigo Teixeira diz já contar com R$400 mil para o projeto, o que garantiria todas as viagens”). De acordo com o contrato, serão R$3 mil em maio (quando embarco para o Cairo, onde a história obrigatoriamente deverá se passar) e R$7 mil quando entregar o original;

    B) Frisando: essa grana virá do cofrinho do Rodrigo Teixeira, caro contribuinte e leitor falho dos suplementos de cultura e blogues literários, e não do seu porquinho de porcelana ou do meu;

    C) O dinheiro que pagará passagens e gastos com hospedagem igualmente virá do cartão de crédito ou do cheque especial do Rodrigo Teixeira, caro analfabeto funcional leitor dos mal intencionados artigos de jornalismo esparramados por aí. Tranquilize-se, não será você a pagar os juros. E nem eu;

    D) Os hipotéticos R$5 mil de adiantamento referentes a 10% da tiragem do livro (que ainda será escrito) serão pagos pela Companhia das Letras, editora que também se encarregará de publicar o livro com os seus próprios recursos, e não com os seus níqueis suados, caro idiota amante das fofocas e das pragas;

    E) A grana que financiará filmes, documentários, extras de dvd ou o que caralho for, virá de um projeto inscrito na Lei Rouanet que está tramitando nos corredores do Ministério da Cultura e, consequentemente, ainda não foi aprovado, além da bufunfa que lhe corresponde ainda não ter sido captada (de novo cito a Veja: “A captação de recursos através da Lei Rouanet — ainda não autorizada pelo Ministério da Cultura — entraria para garantir extras, como a produção de um documentário”). Quando e se for, eu já terei entregue meu romance (cujos direitos de adaptação já foram vendidos) e diretamente (tá tá tá: eu sei, também sou contribuinte; tá tá tá: eu também acho que é chegada a hora de reformas drásticas na Lei Rouanet), não terei mais nada a ver com isso;

    F) Entendeu ou quer que eu repita, filho-da-puta?

    [ Se você não se enquadra em nenhuma das categorias de gente medíocre e ressentida listadas acima, por favor não se ofenda. Já você aí, é, você mesmo, vista sua carapuça e vá tomar no cu. ]

    por Joca Reiners Terron, 3:28 PM

  • Sérgio Rodrigues 28/03/2007 at 11:02

    Miranda/Florzinha/Pangloss/Blackjack: você não acha que chega desse papo, não? Esse texto constrangedor tinha sido linkado duas vezes aqui. Qual o sentido de repeti-lo por extenso em três posts? Estou apagando os outros dois clones (repetição de comentário faz fronteira com o spam – isso não é censura, é higiene) e deixando este como prova de minha boa vontade e espírito democrático. Mas repito: pense um pouco e veja se você não concorda comigo que chega dessa merda.

  • ROBERTO SCHULTZ 28/03/2007 at 12:19

    No mundo de Joca, Reiners o Terron!

  • Rafael 28/03/2007 at 16:48

    Uma curiosidade: esse Joca Terron é algum desses novos talento da quase falida literatura brasileira? Se ele assim é considerado pelos pares, não posso senão manifestar o meu completo sentimento de espanto pelo estado lastimável a que estamos chegando. Se o cara fosse um escritor de verdade, ele certamente teria defendido o projeto com argumentos de mais substância, com fina ironia, até mesmo com sarcasmo imbatível.

    Pergunto: que talento tem um indivíduo que se pretende escritor, mas que escreve com estilo tão gracioso quanto o linguajar usado pelo Nuno Leal Maia numa pornochanchada barata?

    Considerando a possibilidade de que o dito cujo leia estas mal traçadas linhas, vou, num ato de benevolência, traduzir meu texto para uma linguagem mais ao alcance dessa nobilíssima criatura: porra, Joca Terron, se é para escrever merda, faça-o no papel higiênico, depois lance-o no fundo de um saco plástico preto para que ninguém seja exposto às suas exalações fétidas.

    Encerro com as palavras do digníssimo, reproduzidas ipsis litteris: “Entendeu ou quer que eu repita, filho-da-puta?”

  • Aurélio Buarque de Hollanda 29/03/2007 at 02:08

    Críticas do tipo ‘este projeto é picaretagem pura’ denigrem o crítico. Qual a picaretagem? A lei está aí. Foram cumpridos os requisitos. A iniciativa é legítima e legal. Picaretagem é valer-se de falácias (está é do tipo ‘envenenando o poço’) para criticar a iniciativa de quem ousa produzir literatura em um país que mal lê – e escreve – jornais. Aliás, na maioria, meros panfletos. Parabéns aos autores incluídos no projeto. Que sirvam de exemplo para todos!
    A boa sorte sempre premia os talentosos…

  • cordialmente eu 29/03/2007 at 04:41

    Cada uma…

    Primeiro: não chega…Foi a coisa mais interessante que já apareceu por aqui;

    Segundo: esse Teixeira deveria se registrar como entidade filantrópica, pois é impossível que esse projeto dê retorno (a não ser como é óbvio ululante que tenha grana pública no meio);

    Terceiro: férias remuneradas não é projeto cultual…E nem leitor de Paulo Coelho compraria essa ‘hipotética’ publicação;

    Quarto: vai saber por que a companhia das letras se meteu nisso…Desesperada por marketing negativo?/

    Quinto: é compreensível que queira acabar com a polêmica.Mas é discutível a motivação;

    Sexto: o comentário do teron dá uma boa base do nível dos escolhidos…(um outro já se manifestou chamando os críticos de sonegadores e espíritos-de-porco)

    Sétimo: sim, eu quero acabar com esse projeto ridículo !!!

  • só mais um 31/03/2007 at 17:30

    o projeto é destinado à produção do video. ao invés de mandarem roteiristas mandaram os escritores. só isto.

  • Clarice 04/04/2007 at 18:38

    Sérgio,
    Vai aí um projeto que… sei lá. A mim serve como referência:
    O pintor alemão Anselm Kiefer foi convidado a fazer uma mais uma obra de artista contemporâneo no Museu do Louvre. Trata-se de um teto nas escadas assírias onde deverá ser feito um céu segundo as normas da cosmogonia desta civilização.
    Custo 450.000 euros a ser financiado pelo mecenato. Ainda tudo em processo.
    Detalhes deste e de outros projetos para o Louvre: http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3246,36-891748@51-883524,0.html

  • Clarice 04/04/2007 at 18:39

    O Museu Nacional do Rio em petição de miséria.

  • mari 06/04/2007 at 18:38

    Clarice, vc não desiste. Para de se masturbar.

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