Sai a programação completa da Flip

28/05/2007

Saiu a programação completa da Festa Literária Internacional de Parati, que a cidade histórica do litoral fluminense vai sediar de 4 a 8 de julho – baixe a grade em pdf aqui. A programação também estará disponível, juntamente com outras informações sobre os autores, a partir desta terça-feira no site oficial do evento.

Entre as atrações nacionais – pálidas diante do bom elenco de estrelas estrangeiras, já comentado aqui e aqui –, o destaque é a mesa “A vida como ela foi”, inspirada pela recente polêmica sobre a biografia censurada de Roberto Carlos. O autor do livro que o cantor mandou recolher das livrarias, Paulo César de Araújo, terá ao seu lado dois biógrafos de peso, Ruy Castro e Fernando Morais.

Os ingressos (R$ 20 para a Tenda dos Autores e R$ 6 para a Tenda da Matriz) começam a ser vendidos no dia 4 de junho às 9h pela internet e nos pontos de venda da Ingresso Rápido.

58 Comments

  • Mr Ghost(WRITER) 28/05/2007 at 22:55

    Sergio,
    Como vai ser a cobertura da Flip aqui no Todoprosa?
    Abraços

  • Saint-Clair Stockler 29/05/2007 at 00:08

    O Marcelo Mirisola vai?

    http://leialivro.sp.gov.br/texto.php?uid=11130

    (Eu não vou)

  • vinicius jatobá 29/05/2007 at 10:07

    Seria fantástica uma Flip exclusivamente latino-americana. Chamar Vargas Llosa e Fuentes, Sabato; Villoro, Pitol; Piglia; poetas; jornalistas. Uns vinte autores latino-americanos de peso. Isso seria realmente interessante.

  • João Marcos 29/05/2007 at 10:10

    É só isso mesmo ou eu perdi alguma coisa?

  • Saint-Clair Stockler 29/05/2007 at 10:27

    Ah, Vinicius, isso meio utópico, né? A Liz Calder não ia chamar SÓ autores “hermanos”, senão como é que iam ficar os autores gringos da editora dela?

  • Sérgio Rodrigues 29/05/2007 at 10:36

    A lista está completa, João Marcos. Quanto à cobertura no Todoprosa, Mr. Ghost, nenhum mistério: estarei em Parati assistindo ao maior número possível de mesas e escrevendo sobre elas. Abraços.

  • Marcelo Moutinho 29/05/2007 at 11:09

    De fato, chama a atenção como a escalação nacional está léguas abaixo da internacional,,,

  • Marcelo Moutinho 29/05/2007 at 11:10

    De fato, chama a atenção como a escalação nacional está léguas abaixo da internacional,,,

  • Roberto R. 29/05/2007 at 11:23

    Não é natural que a escalação estrangeira seja superior à brasileira? Afinal existe uma certa diferença entre selecionar autores em escala global e em escala regional. A não ser que os reclamantes aí considerem que o nível subiria muitíssimo se eles próprios fossem convidados…

  • Marcelo Moutinho 29/05/2007 at 11:42

    Roberto, não creio que a questão seja essa. Parece-me que, talvez na ânsia de incluir outras artes na Festa, a literatura acabou sendo posta um pouco de lado. Das 19 mesas do evento, apenas 5 contam com autores nacionais. Quem esteve nas edições anteriores (como eu), pôde notar que em geral são justamente os ficcionistas brazucas que mais comovem o público. Um exemplo foi a Adélia Prado no ano passado – cuja palestra, aliás, foi enormemente elogiada, a ponto de um grande jornal brasileiro, que não mandou repórter para cobrir o painel dela, ter passado pelo ridículo de requentar uma matéria depois.
    Toda seleção é passível de críticas – é subjetiva por mais neutra que se pretenda -, mas me parece claro que muitos nomes interessantes ficaram de fora. E não estou me incluindo, não, tá? (rs).
    Abraço!

  • Sérgio Rodrigues 29/05/2007 at 12:31

    Que argumento, hein, Roberto R.? Levado às últimas conseqüências, interdita todo e qualquer debate: se toda crítica é motivada por interesses pessoais, então vivemos no melhor dos mundos possíveis e devemos calar a boca. De um ponto de vista mais realista, a disparidade entre atrações internacionais e nacionais na Flip é normal até certo ponto, claro. Mas, a meu ver, nunca foi tão acentuada quanto este ano. Há uma penca de razões para isso – inclusive os convites recusados, pois, ao contrário do que imagina o senso comum, o nível de resistência é considerável e nem todo escritor fica ao lado do telefone esperando a Flip ligar. Mas, qualquer que seja o motivo, a disparidade me parece dramática. Seja como for fico feliz de ver Antonio Torres lá, há justiça histórica nisso. Um abraço.

  • Marcelo Moutinho 29/05/2007 at 13:03

    Todal justiça, Sérgio. O Antonio já há algum tempo fazia por merecer…

  • Roberto R. 29/05/2007 at 13:19

    Curioso, Sérgio. Então só você é autorizado a fazer ironias por aqui? Minha observação foi apenas no sentido de questionar a generalização “crítica” que costuma acompanhar a divulgação de eventos como esse. Pois eu acho que deve ser difícil selecionar autores nacionais, principalmente depois de três (ou quatro?) anos de FLIP. Muita gente já foi chamada. Faltam nomes? Sem dúvida. Eu mesmo teria feito uma lista diferente. Mas fico feliz em saber que Antonio Torres e Paulo Lins estão lá, assim como jovens promissores como Fabrício Corsaletti. Como leitor apaixonado, acho a FLIP um evento bastante interessante. Poderia ser melhor, menos comercial, mais ousada? Não tenho a menor dúvida. Mas é só mais uma festa literária, feita por gente que tem seus gostos e idiossincrasias, e acho que cumpre seu papel com competência. Abraço.

  • Sérgio Rodrigues 29/05/2007 at 13:52

    Fique à vontade para exercitar sua ironia, Roberto R. Eu, que sempre fui um entusiasta da Flip, me sinto bem à vontade para apontar a disparidade que apontei.

  • Roberto R. 29/05/2007 at 14:04

    Não tenho talento pra polemista, Sérgio, pode ficar tranqüilo. Mas é fato que o Moutinho recebeu minha brincadeira melhor que você. Acompanharei com gosto sua cobertura da FLIP, já que não conseguirei ir este ano. Abraços.

  • Sérgio Rodrigues 29/05/2007 at 14:16

    Isso não se discute, Roberto. Pelo visto, o Marcelo ainda não está tão farto quanto eu da tentativa – cada vez mais recorrente, ainda que não tenha sido sua intenção – de desqualificar qualquer crítica como interessada.

  • Milton Ribeiro 29/05/2007 at 14:55

    Sei como chegou a mim, sei quem criou o selo e sei o que era esperado de mim.

    Então, aqui está:
    http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro/arquivos/2007/05/thinking_blogge.html

  • joao gomes 29/05/2007 at 16:02

    Sergio,

    Grato pela divulgacao desta Flip. E ainda nao sera desta vez que irei. Talvez ainda consiga conciliar minhas férias ou obtenha uma licensa para participar numa vindoura. Fiquei curioso sobre 2 coisas: a) no caso de conferencia de autores estrangeiros há traducao simultânea? b) parece-me que na lista de convidados figura mais autores anglos do que qualqer outro grupo estou certo?

  • Sérgio Rodrigues 29/05/2007 at 17:16

    João, existe tradução simultânea; e há sim um predomínio da língua inglesa, como nos outros anos – impossível fugir disso. Um abraço.

  • clelio 29/05/2007 at 17:37

    Sérgio, O Cormac Mc Carthy não viria para essa Flip?

  • Noga Lubicz Sklar 29/05/2007 at 17:49

    Sérgio, eu gostaria de saber: qual a diferença entre as duas tendas? (caloura) suponho que a da Matriz é só telão? O público participa dos debates ou só ouve? Vou à Flip, mas me confesso meio perdida qto ao que fazer.

  • Noga Lubicz Sklar 29/05/2007 at 17:49

    Sérgio, eu gostaria de saber: qual a diferença entre as duas tendas? (caloura) suponho que a da Matriz é só telão? O público participa dos debates ou só ouve? Vou à Flip, mas me confesso meio perdida qto ao que fazer.

  • Sérgio Rodrigues 29/05/2007 at 18:58

    Clelio, o Cormac McCarthy nunca esteve na lista. Quem esteve e saiu recentemente, por desistência, foi Art Spiegelman.

    Noga: isso mesmo, na Tenda da Matriz se acompanha tudo por um telão. A Tenda dos Autores é, digamos, obrigatória. Abs.

  • Rafael 29/05/2007 at 20:29

    Só quero saber de uma coisa: que livro a Cecilia Gianetti escreveu para ser uma das autoras convidadas?
    A lista de brasileiros, tirando uns 2 ou 3, está sofrível. Chacal??!! Pela madrugada!

  • José Antônio Magalhães 29/05/2007 at 22:08

    Impressiona demais: uma feira literária que tem convidados que nunca escreveram um livro. Falta mais o que, meu deus?

  • ricardo 29/05/2007 at 22:44

    aproveitando o momento pré-flip e o fato de eu ter folheado a segunda edição da Granta com os 20 melhores jovens romancistas americanos, eu pergunto: quem são os 20 melhores jovens romancistas brasileiros? E quantos deles vão a Parati? Eu sei que Ana Maria Gonçalves está na minha lista e que vai estar lá.

  • Rafael 29/05/2007 at 23:23

    Quase não existem jovens romancistas brasileiros. Os jovens são quase todos contistas, poetas ou cronistas.

  • Rafael 29/05/2007 at 23:26

    Se bem que tem a Cecilia Gianetti. Ela bem que poderia ser a romancista sem romance, a escritora sem livro. Tá na moda, né? Já tínhamos os agricultores sem-terra e os moradores sem-teto, acora, encabeçados pela Gianetti teremos os escritores sem-livro publicado e que mesmo assim são convidados para falar na Flip.

  • Saint-Clair Stockler 29/05/2007 at 23:57

    Alguns dos jovens (e bons) romancistas brasileiros:

    Adriana Lisboa (Sinfonia em branco, Um beijo de Colombina – este último seria melhor considerado como “novela”, mas tá valendo)

    Adriana Lunardi (Corpo estranho)

    Daniel Pellizzari (Dedo negro com unha)

    Tá: por hora, só pensei nesses três. Tem outros que ainda não li, por isso não posso incluir na lista. Mas esses três são muito bons.

    P.s.: aposto que nenhum deles foi convidado pra Flip…

  • Saint-Clair Stockler 30/05/2007 at 00:14

    Sabe o que eu achei hilário? Os nomes das mesas.

  • ricardo 30/05/2007 at 08:58

    rafael, seja lá quem você for, a mesa da cecília é uma mesa de novos autores, como você pode conferir na programação da flip. ela lancará seu romance de estréia em junho.

  • Areias 30/05/2007 at 10:07

    Não conheço a Cecília, senão por suas colunas amenas (aquilo não merece ser chamado de crônica), mas é impossível tapar o sol com a peneira. Alguém que já escreveu mais ainda não lançou um livro ser convidado para uma festa que se pretende de consagração e não de divulgação de talentos… não sei não. Aí tem jabá ou afinidades eletivas pessoais. Tá ótima a seleção: Paulo Lins autor de um (bom) livro escrito há dez anos e uma escritora que ainda não apresentou seu trabalho ao leitor. Será essa a assinatura do novo organizador da festa? E romancistas brasileiros bons, tem outros além dos citados pelo Saint-Clair, como o Rubem Figuereido, o Fernando Borges, o Ricardo Lísias e um cara chamado Mauro Pinheiro de quem nunca mais ouvi falar. Será que alguém ainda lê esses comentários passados?????

  • ricardo 30/05/2007 at 10:25

    areias, todo ano a flip tem uma única mesa de autores novíssimos, que se propõe a “divulgar” novos talentos… desde 2003, aliás.

  • Areias 30/05/2007 at 10:41

    Ok, Ricardo. Sucesso para a moçoila, então.

  • Marcelo Moutinho 30/05/2007 at 11:23

    Areias, por onde anda o Mauro Pinheiro? Li uns dois livros dele e lembro que gostei bastante. Um se chamava, salvo engano, “Concerto para corda e pescoço”

  • Areias 30/05/2007 at 11:36

    Não tenho a menor idéia, Marcelo. Se alguém tiver notícias… Talvez o MC Sérgio, sempre bem informado, saiba se ele ainda está vivo.

  • Saint-Clair Stockler 30/05/2007 at 12:31

    O Mauro Pinheiro não escreve, exatamente, “romances”. Seus livros são novelas, rigorosamente falando. Mas é um escritor EXCELENTE! Eu o incluiria sem titubear na lista de grandes novelistas brasileiros (gênero desprezado por estas bandas), ao lado do Edgard Telles Ribeiro (aliás, outro que devia estar em qualquer Feira Literária que se respeitasse).

  • Maurício 30/05/2007 at 14:06

    Sérgio, tinha ouvido falar que em alguma mesa iriam falar sobre o Bolaño. Não sei se houve alguma mudança ou será nessa da Macondo?

  • Maurício 30/05/2007 at 14:06

    Sérgio, tinha ouvido falar que em alguma mesa iriam falar sobre o Bolaño. Não sei se houve alguma mudança ou será nessa da Macondo?

  • Paulo (outro Paulo) 30/05/2007 at 19:57

    Não há disparidade alguma na escalação, ocorre apenas que bons escritores brasileiros são escassos, o nosso mercadinho literário é ridículo em comparação com o europeu ou norte-americano, daí a profusão de escritores alienígenas. Façam-me o favor…

  • Saint-Clair Stockler 30/05/2007 at 22:41

    Faça-me o favor você, Paulo (o outro ou o mesmo) : dizer que “bons escritores brasileiros são escassos” indica das duas, uma: A) ou você não está procurando no lugar certo ou B) você está repetindo um clichêzão daqueles que aderem à pele e a gente nem sente que tem, que nem cascão.

    Você já leu a Adriana Lunardi? Já leu a Adriana Lisboa? Já leu o Daniel Pellizzari? Já leu o Mayrant Gallo? Já leu o Amílcar Bettega Barbosa? Já leu o Mauro Pinheiro? Já leu a Lucia Bettencourt? Só com esses (poucos) que citei (posso citar mais, se você quiser), já dava pra fazer uma FLIP melhor do que essa vai ser. E olha que me restringi a citar autores relativamente “novos”. Nem vou tocar em nomes como o da Elvira Vigna ou o da Zulmira Ribeiro Tavares ou o do Edgard Telles Ribeiro ou o do Antonio Fernando Borges ou o do Raimundo Carrero, por exemplo, gente que já têm mais de 10 anos de estrada. Mas você pode incluir na lista, sim, por que não?

    Aliás, há tempos ando desconfiado de que Liz Calder (ou sei lá quem, por trás dela, que organiza essas Flipes) faz mais ou menos o mesmo que o Uli Sigg está fazendo com a exposição sobre a China de hoje no CCBB aqui no Rio: essas feiras e exposições só servem pra aumentar o valor de alguns dos seus nomes (leia-se “o $eu poder de venda”) no rol de escritores/artistas, superinflacionando-os no mercado internacional. Um escritor africano supermegahíperover desconhecido internacionalmente vem fazer parte da Flip e, daí, é catapultado para mercados mais rentávei$… Dou a minha cara a tapa se o mesmo não acontecer com a coleção de pinturas do Uli Sigg, depois que ela voltar para seu país de origem: se antes ele podia vendê-la por, digamos, 30 milhões de dólares, vai agora poder vendê-la por 70. O mesmo acontece com alguns autores internacionais da Bloomsbury e, como bem já disse uma vez o Marcelo Mirisola, quase todos os autores brasileiros ficam felicíssimos de fazer papel de figurantes, batendo palma pra maluco dançar, extremamente gratos de ganhar pouso & comida durante a Feira, que não é “nossa”, é “deles”! É carência, Freud explica.

  • Areias 31/05/2007 at 09:01

    Brilhante, Saint-Clair. Incrível como é muito mais fácil para esse povo besta da minha terra dizer que não há bons escritores como desculpa para sua inanição literária. E depois, comparar nossa literatura com a do resto do mundo, isso é papo de torcedor de futebol. Somos a literatura que temos. Ninguém é obrigado a gostar, mas falar asneira sem ler é ralmente muita mediocridade de espírito. Vá comprar seu cdzinho, e procurar tua turma.

  • Roberto R. 31/05/2007 at 12:15

    Só um adendo ao Saint-Clair: Adriana Lisboa e Raimundo Carrero já estiveram na FLIP. Foi na única que eu fui, em 2004, ano aliás bastante fértil em escritores brasileiros: estavam lá Antonio Cicero, Francisco Alvim, Daniel Galera, Marcelino Freire, Luiz Vilela, Sérgio Sant’anna, Joca Reiners Terron, Lygia Fagundes Telles, Chico Buarque, entre outros. Em comparação com 2007, tenho que admitir que é uma lavada.

  • Saint-Clair Stockler 31/05/2007 at 12:43

    Sim, você está certo, foram mesmo, Roberto. O Raimundo Carrero, inclusive, deu uma mini-oficina literária a “jovens escritores” convidados (nem devia mencionar isso, podem achar que eu esteja me gabando, o que absolutamente não é o caso, fui um dos convidados a participar mas não pude ir, por causa do trabalho).

  • Paulo (outro Paulo) 31/05/2007 at 13:48

    Saint-Clair, vou comentar suas palavras em dois blocos. Desde logo, apontarei a extrema leviandade do seu comentário a respeito da Liz Calder. Você “anda desconfiada” da mulher. A Liz Calder promove um festival anual de literatura, congrega autores brasileiros, superlota Paraty com turistas, provoca as editoras, suscita lançamentos, debates e matérias na mídia, e você “anda desconfiada” dela porque de baixo disso tudo você lhe percebe a intenção de se beneficiar. Veja como você raciocina a partir da exceção. A inglesinha realiza um sonho ao promover com sucesso um festival e você quer irrogar-lhe intenções escusas de auto-promoção. Não seja tão irresponsável. Não se amesquinhe. Não me faça pensar que em tudo que você mesma realiza na vida há uma finalidade egoísta não declarada. Pare de projetar sombras em tudo que vê.

  • Paulo (outro Paulo) 31/05/2007 at 13:55

    De resto, Saint Clair, gostaria de concordar com você em um ponto: os brasileiros não apreciam a sua própria literatura. Brasileiro gosta do que vem de fora. A xenofilia do brasileiro é atávica, não duvido disso. Agora, você há de convir: o mercado literário estrangeiro é muito maior. Não adianta você listar esses autores todos, é questão de proporção, a lista dos estrangeiros é muito maior. Por isso eu entendo que a proporção de autores brasileiros na Flip está legal, não há essa disparidade. A feira é realizada no Brasil, mas é uma feira “internacional”, meus caros…

  • Tibor Moricz 31/05/2007 at 16:34

    Uau, a maior polêmica e eu fora dessa? Onde é que eu andava, hein?

  • Saint-Clair Stockler 31/05/2007 at 21:58

    Paulo, também por uma questão de clareza, vou responder em dois blocos, ok?

    Antes de mais nada, uma ligeira correção: não sou um “ela”, sou um “ele”. Saint-Clair é nome de homem. Se fosse mulher, seria Sainte-Claire…

    Vamos lá: não conheço pessoalmente a Liz Calder, portanto não posso falar da pessoa (aliás, como não falei). Mas algumas das atitudes da organização da Flip – da qual ela é uma das cabeças – me permitem fazer a leitura que fiz. Além do fato de que ela é um dos donos de uma das editoras mais rentáveis do mundo. Se minhas observações correspondem à realidade? Não sei, mas é uma leitura possível.

    Acho discutível, entre outras coisas, a sua afirmação de que a Flip “provoca editoras”. Prova em que sentido? Quais editoras? Acho que a que mais lucra (talvez a única) com a Feira é a Cia. das Letras, mas posso estar enganado. Acho muita ingenuidade da sua parte, além disso, achar que a “inglesinha” (que cândido!) está promovendo essa Feira Literária porque é boazinha, ama o Brasil e está agindo desinteressadamente! Esse pessoal das editoras, como de resto todos os comerciantes, não faz nada “descompromissadamente”. Há lucro envolvido, do contrário não fazem. Aliás, você se estivesse à frente de uma Editora faria algo que só te desse trabalho, despesas e nenhum lucro? Já li uma entrevista de Ms. Calder onde ela fala de todo o seu amor pelo Brasil, que ela conheceu na década de 70, quando era modelo. Não duvido desse amor, mas junto a ele acredito haver também o faro de uma mulher de negócios.

    Repetindo: se dei a idéia de que atacava a pessoa de Liz Calder, me retrato aqui. O que ataco é a Organização da qual ela é um dos “rostos”. Aliás, “atacar” é um verbo meio pesado. Estou apenas comentando questões que me parecem aparentes e que não vejo ninguém falando – apenas isso. Não tenho a intenção de atacar nada ou ninguém, até porque se um dia eu conseguir publicar o meu livro e ser convidado para uma das Flips (convite, aliás, que acho muito difícil de se concretizar) provavelmente vou dizer um “sim”, porque o que quero é contato com leitores e a Flip também funciona pra isso.

    Fiz-me entender?

  • Saint-Clair Stockler 31/05/2007 at 22:19

    Você me acusa de lançar minhas sombras em pessoas e coisas. Num sentido junguiano, sei que isso é muito frequente, mas tomo muito cuidado para NÃO agir assim. Em nada do que disse há a menor projeção das minhas mesquinharias e pequenezas – estas, guardo-as muitíssimo bem-trancadas, e não as iria expor assim, tão publicamente. Acredite ou não, não foram minhas sombras que me moveram a fazer os comentários que fiz. Nem o desejo de falar mal, nem a frustração, nem o recalque, nem a inveja, nem a maldade pura e simples. Nada, nadinha disso. Não são essas as forças que me movem.

    Você diz que o mercado externo de literatura é muito maior do que interno. Me parece o mesmo que dizer “o Sol é amarelo” e “a água molha”. É uma obviedade e não sei se serve de justificativa para o que quer que seja. Acho, isso sim, que o leitor brasileiro em geral não se dá ao trabalho de investigar os autores nacionais, enquanto está docilmente pronto a ler todas as porcarias gringas que aparecem na lista de bestsellers da Veja. Basta fazer uma enquete: “Quantos livros de autores nacionais você leu nos últimos 6 meses? E quantos autores estrangeiros?” A resposta, salvo engano, vai ser uma proporção muito maior de autores estrangeiros do que brasileiros.

  • Roberto R. 01/06/2007 at 03:42

    Desculpe, Saint-Clair, mas acho no mínimo exagerada a idéia de que a FLIP é um negócio rentabilíssimo para a Liz Calder. Convenhamos: ela é a editora do Harry Potter, aquela seriezinha que já vendeu 320 milhões de livros no mundo. Vir pro Brasil, esse país iletradésimo, e fazer uma festa literária que vai – na melhor das hipóteses – transformar um autor desconhecido num “best seller” de quatro ou cinco mil cópias não me parece exatamente uma grande jogada comercial. Ela investe aqui porque quer, porque tem esse dinheiro pra queimar, porque acha Parati bonitinha, porque carrega alguma culpa primeiromundista, sei lá. Entendo as restrições que se possa fazer à organização do evento ou à seleção dos autores, mas daí a encampar esse discurso conspiratório vai uma longa distância, não acha?

  • Saint-Clair Stockler 01/06/2007 at 10:19

    Hahahahaha, “discurso conspiratório”! Quem é que está a projetar sombras agora?

  • Roberto R. 01/06/2007 at 12:44

    “Aliás, há tempos ando desconfiado de que Liz Calder (ou sei lá quem, por trás dela, que organiza essas Flipes) faz mais ou menos o mesmo que o Uli Sigg está fazendo com a exposição sobre a China de hoje no CCBB aqui no Rio: essas feiras e exposições só servem pra aumentar o valor de alguns dos seus nomes (leia-se “o $eu poder de venda”) no rol de escritores/artistas, superinflacionando-os no mercado internacional.”

    Suas palavras. Talvez eu tenha exagerado no “conspiratório”. Mas manhtenho a opinião.

  • Saint-Clair Stockler 01/06/2007 at 14:17

    Não estava mencionando uma conspiração. Estava falando de uma prática que é pra lá de conhecida. Basta conversar com qualquer dono de galeria.

  • ricardo 01/06/2007 at 18:40

    como fala besteira esse tal de saint-claire…

  • Saint-Clair Stockler 01/06/2007 at 20:03

    Prezado Ricardo: faça-nos o favor de escrever algo bem inteligente, sim? Aguardo an-si-o-sa-men-te sua brilhante participação em qualquer questão literária. Devo informar que você já começou com pé esquerdo: na INCRÍVEL colaboração de uma oração de 7 palavras, você errou na grafia de uma delas. Percebe-se bem o que pode vir, depois disso, não?

    Aliás, fui acusado hoje de estar sendo muito “bonzinho” nas minhas respostas aqui no TodoProsa, então: toma lá um pouco do velho e bom Saint-Clair: é por causa de pessoas como você, que são evidentemente incapazes de um comentário útil (que dirá uma observação inteligente!), que o nível das discussões no TodoProsa tem decaído a olhos vistos. As pessoas estão preferindo ler o Sérgio, sem no entanto participar das discussões devido às “brilhantes” colaborações de imbecis que nem você. É a vitória dos frustrados, claro. Como, aliás, em todo canto na Internet. Quanto a mim, seguirei dando uma de João Batista. Entendeu a metáfora bíblica ou precisa de um desenho colorido ou de um teatrinho de fantoches?

  • tibor moricz 02/06/2007 at 17:48

    HAHAHAHAHA!!!!
    O bom e velho Saint-Clair. Nada como um puxão de orelhas de vez em quando…

  • Saint-Clair Stockler 03/06/2007 at 10:40

    Minha orelha ainda tá ardendo, Tibor :-)

  • Walter 05/06/2007 at 14:08

    Veterano de outras FLIPs,sempre fui um dos vitimados pela dificuldade em adquirir os ingressos.Me parece que desta vez a coisa vai rolar numa boa.Já consegui ingresso para todas as mesas que desejava, e na Tenda dos Autores.Com um detalhe:não foi pela internet,mas sim pelo telefone;o atendimento foi rápido e eficiente.Salve a IngressoRápido!

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