Só no dedão

15/01/2010

thumbthingNum momento em que a humanidade está mesmerizada pela leitura eletrônica, uma surpreendente e rudimentar invenção mecânica para quem ama os livros de papel (que não, NÃO vão desaparecer): o Thumbthing, que o blog de livros da “New Yorker” chama de “revolucionário” – meio de brincadeira, mas só meio.

A idéia, claro, é segurar confortavelmente o livro com apenas uma mão, mantendo abertos aqueles volumes que insistem em se fechar sozinhos, enquanto com a mão livre se executa outra ação qualquer, como adoçar o café. Como um admirador do Kindle que valoriza sua capacidade – ainda pouco louvada – de ficar “aberto” sem precisar de nenhum tipo de calço (o que acabou com meus velhos problemas para ler às refeições), respeito quem se preocupa com os aspectos mais triviais, físicos, da leitura, e fiquei contente com esse contra-ataque do mundo analógico.

Ah, o fabricante lembra que a coisa funciona também como marcador. Se vai pegar, não sei, mas achei bacana. Bobagem, certamente. Mas não mais do que a maioria dos aplicativos para iPhone.

21 Comments

  • Leila 15/01/2010 at 11:36

    Eu também gostei, quero um.
    Ah, e também gostei do kindle (ainda não tenho o meu, bisbilhoto o do meu marido)
    Abraço

  • gilvas 15/01/2010 at 12:01

    sempre tomo café da manhã lendo, e tenho de escolher revistas, ou então livros que fiquem abertos sobre a mesa por si mesmos. caso contrário, tenho de colocar um peso para mantê-lo aberto, o que pode arruinar encadernamentos teimosos ou frágeis. sendo assim, todo cacareco que possa ajudar leitores compulsivos me interessa.

  • cely 15/01/2010 at 12:54

    Tem um probleminha! Ainda precisa virar a página!Além dos dedos sujos de pipoca, dá uma pregui…….

    • Rafael 15/01/2010 at 14:38

      Para virar a página, geralmente é suficiente balançar de leve o livro, assim como os motociclistar profissionais deitam a moto para fazer curvas, em vez de virar o guidão. No começo você vira cinco páginas por vez, mas com a prática você consegue virar individualmente até as folhas mais delicadas.

  • Diogo 15/01/2010 at 13:00

    Genial! Imprescindível. (Falando sério.)

  • cely 15/01/2010 at 13:12

    Eu de novo! Não achei que é bobagem não! Gosto de ler deitada. Sabe que é uma boa mesmo! Ainda mais que tão cedo não vou desfrutar da nova “tecnologia”.
    Mesmo porque.enquanto não puder ter uma que aceite o comando dos meus pensamentos eu não faço conta de ter.. virar a página por digitar,na minha idade é trocar 6 por meia dúzia.

  • Rafael 15/01/2010 at 14:33

    “…enquanto com a mão livre se executa outra ação qualquer, como adoçar o café.”

    Ah, que exemplo romântico… eu diria que a mão livre fica dedicada a equilibrar-se no ônibus lotado ou a distribuir as cotoveladas adequadas quando aquela senhora quer passar entre as três fileiras de gente em pé no ônibus, para descer, no próximo ponto, pela porta de trás.

    Brincadeiras à parte, esse é o tipo de idéia que me impressiona não ter surgido antes. Tentar ler livros com uma mão só é uma das atividades que mais me causa estresse (o exemplo do ônibus é baseado em fatos reais e não aconteceu só uma, só duas ou só vinte vezes). Quantas encardenações eu já não destruí tentando compensar a tendência do livro se fechar dobrando-o para o lado contrário, como se fosse uma folha de almaço, haha.

    Que venha o Thumbthing!

    • cely 15/01/2010 at 16:29

      Rafael,não sei o que eu faria sem o se “tino”.Obrigada meu querido,mas, eu não tenho carteira de motociclista kkkkkkkkk
      Tem mais;este movimento não vai me provocar uma L E R(lesão por esforços repetitivos)?

    • Harpia 15/01/2010 at 17:23

      Para não falar daqueles livros que foram concebidos para ler só com uma das mãos …

  • Claudia Tenenblat 15/01/2010 at 16:20

    Sergio, nao entendi…se voce gosta do Kindle, como pode achar que o livro em papel- exceto como objeto de fetiche – nao vai desaparecer?

    • Sérgio Rodrigues 15/01/2010 at 19:31

      Claudia, que bom ver você aqui. Gosto dos dois, e acho simples – não vejo necessidade de monogamia nessa história. Acho que os livros de papel vão perder uma grande fatia de mercado mas os formatos vão conviver, como costuma acontecer na história dos meios. Você não?

  • João Paulo 15/01/2010 at 17:30

    Hehe! Maravilha!

    Reação analógica, já!

  • Mr. WRITER 15/01/2010 at 20:55

    Eu gostei.
    E que papo é esse de livros de papel acabarem? Não posso me dar ao luxo de andar lendo por aí em algo que parece um computador de mão.
    Vou ser facilmente roubado para, segundos depois, ter meu kindle ou similar, atirado em uma esquina quando o ladrão notar que ele só serve para ler…

    A propósito, o Iphone todo é um desperdício. Qualquer smartphone descente põe todas as funções do iphone numa lixeira.

  • Pedro Leal David 15/01/2010 at 21:20

    É genial esse lance. Existe uma infinidade de pequenos artefatos que a gente compra por alguns trocados e que mudam nossa vida radicalmente… rs
    Lembro que na casa de minha avó tinha um objeto de plástico que era usado para enrolar o tubo de pasta de dente. Fenomenal, mas nunca mais vi por aí…
    Sobre livros, aqui em casa falta aqueles…aqueles… ( aqueles… bom, a gente nunca sabe o nome dos artefatos-pequenos-úteis)
    m
    Mas enfim, aqueles lances para colocar ao fim e ao princípio da fileira de livros nas prateleiras e estantes para que eles não desabem pela madrugada

  • Mr. WRITER 15/01/2010 at 21:22

    A Tv ia acabar com o cinema, o VHS ia acabar com o cinema, o DVD ia acabar com o cinema, a internet ia acabar com o cinema, o blu-ray ia acabar com o cinema… Resultado: Cinema convivendo com todo mundo numa boa.

    Tá, tem seus altos e baixos, mas pegue filmes bons de verdade e veja que são sucesso em todas as mídias que foram lançados.

    Não vai ser diferente com os livros de papel. Vai ter livro de papel pelos próximos 100, 200, 300 anos… até aposto um kindle nisso.

    É mais fácil o kindle deixar o mercado que os livros de papel. Aposto um iphone nisso.

  • Rafael 16/01/2010 at 13:55

    E o motor a combustão iria acabar com a tração animal; a internet com a correspondência epistolar; o ferro elétrico com o ferro a carvão; a fralda descartável com a de pano; a gilete com a navalha; o saneamento básico com a fossa; o trabalho livre e assalariado com o escravo.
    Como a Humanidade se deixa enganar com essas ilusões tecnológicas…

  • Rafaela G. B. Gimenes. 16/01/2010 at 23:45

    Ótimo, ótimo mesmo! A solução dos meus problemas. hahaha

  • Henrique Tutini 17/01/2010 at 10:49

    Caro, Sergio

    Acho importante destacar esses objetos que nos dão conforto na leitura. Penso que o blog poderia mostrar também as melhores poltronas e seus fabricantes, os melhores porta-bíblias (que são ótimos para lermos livros e revistas sem termos que inclinar muita a cabeça) e até, como vi uma vez, uma lousa com elásticos e réguas móveis, para prender livros e revistas, objetivando a leitura de pessoas acamadas.

  • chato 18/01/2010 at 15:11

    Que beleza de aparato! Felizmente terei de abandonar as latas de azeite, pratos e outros cacarecos que sempre usei, nos restaurantes, para segurar abertas as páginas de minhas leituras solitárias.

  • Diego Hatake 23/01/2010 at 17:56

    Sou da antiga… Prefiro os livros. Não consigo ler arquivos digtais de jeito nenhum, não consigo me concentrar. E Thumbthing era tudo o que eu queria, sério!… Não sei como não pensaram nisso antes! Hahaha…

  • eddie 23/01/2010 at 19:37

    nossa, achei isso fantástico, mas será q nao estraga o livro??? eu sou muito chata, meus livros, apesar de terem sido lidos repetidas vezes, estao novinhos ainda ^ ^

    e qto ao kindle, bom, vai demorar pra eu ter um XD

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