Uma cena da vida de Tiago A.

12/02/2007

O post deve iniciar com breve e superficial descrição do ambiente. Usar as palavras casa de minha avó, sombra da mangueira, calor abafado. Falar da quase felicidade que eu sentia por estar ali, lendo um livro, sem maiores preocupações. Talvez especular sobre a experiência de não suar apesar do calor, divagando sobre as possíveis causas do fenômeno e sobre o modo como ele, longe de representar incômodo, tornava tudo ainda mais estranhamente agradável. Tom neutro.

Começa bem, depois melhora. Quem acha que blog não combina com prosa literária de qualidade precisa ler isso.

21 Comments

  • Antonio Marcos 12/02/2007 at 19:59

    Também adoro o blog do Tiago, Sérgio. E concordo com o que vc diz: há qualidade sim, de leitura e de escritura, na blogosfera. Mas, como de praxe, o percentual do bom está provavelmente sempre aquém da abundância superlativa do péssimo. :)

  • Saint-Clair Stockler 12/02/2007 at 20:11

    Não conhecia o blog do Tiago, mas gostei muito. Outro blog em língua portuguesa (mas não de um brasileiro) que gosto muito é este aqui:

    http://onascerdosol.blogspot.com/2007/02/msicas-que-do-n-na-garganta-band-of.html

    Lourenço Bray é um português de humor finíssimo.

  • Saint-Clair Stockler 12/02/2007 at 20:12

    Ooops, botei o link errado. O certo é:

    http://onascerdosol.blogspot.com/

  • Cássia 12/02/2007 at 23:24

    Bela dica. Assinado está.

  • Noga Lubicz Sklar 13/02/2007 at 08:01

    se eu não comentar vão dizer que é ciúme. rsrsrs

  • Tamara Sender 13/02/2007 at 10:05

    Antônio, ainda bem que o percentual de blogues de qualidade é muito baixo. Imagina se todos fossem bons. Ia ser um saco! O ruim é sempre válido para fazer o bom sobressair e ser mais interessante.

  • Mais um... 13/02/2007 at 10:52

    este texto (do Tiago) tem algo de Italo Calvino, especialmente de “Se um viajante numa noite de inverno”.

  • Cezar Santos 13/02/2007 at 11:24

    Caro Sérgio…
    Fui lá e comprovei(mais uma vez, a enésima?) que blog e literatura pelo menos mais ou menos (não estou dizendo nem razoável) são incompatíveis.
    Blog é desabafo, circunvoluções em volta do próprio umbigo. E depois, todo, TODO, blogueiro que se mete a fazer
    ‘literatura” se acha a bala que matou Kennedy…será por quê?

  • Tamara Sender 13/02/2007 at 11:49

    Cezar, blog é apenas um suporte.

  • Rodrigo Levino 13/02/2007 at 11:51

    Gostei do que li, mas mesmo assim, ainda acho resumido ao que sempre foram os blogs: tom confessional em excesso. Será que sustenta-se como literatura? De qualquer forma a referência acima a Ítalo Calvino é interessante.

  • Rodrigo Levino 13/02/2007 at 11:52

    Ah, um blog interessante e com literatura de boníssima qualidade é o do Carpinejar.

  • tiago a. 13/02/2007 at 12:24

    Sem palavras, Sérgio. Um abraço.

  • Noga Lubicz Sklar 13/02/2007 at 12:36

    Concordo (em termos) com o Cezar, discordo (totalmente) da Tamara. Não acho que blog seja apenas o suporte, mas sim, apenas um suporte, com estilo e destino próprios. Quem me visita, sabe, eu escrevo demais no meu. Mas outro dia imprimi o resultado de um ano, aí por volta de umas 500 pág, com o objetivo de peneirar e sair do outro lado com um projeto de livro. Não deu, gente. Não dá pra aproveitar nadinha. Enquanto literatura, um blog pode, no máximo, entrar no terreno da crônica. Do desabafo ao texto livremente derramado, sem nenhuma preocupação de resultado, acaba em proposta bem bacana. Tentar transformá-la em literatura, nos moldes conhecidos da coisa, é perder uma oportunidade única, moderna, instigante de expressão artística. Ou pelo menos narcisística, porque não? O que há de errado com o Eu, desde que seja atraente? Interessante?

  • Rafael 13/02/2007 at 12:40

    A linguagem é clara; o tom, embora confessional, é contido e sincero. No entanto, precisava usar metalinguagem no primeiro post? Nada me parece tão previsível, tão óbvio e tão surrado quanto a metalinguagem, o recurso estilístico que os escritores modernosos conseguiram desgastar de tanto que lançaram mão dele. Se há um chavão que o modernismo consagrou, este é indiscutivelmente o discurso sobre discurso. Não se faz mais literatura sem o suporte de uma teoria literária que justifique cada vírgula. Os escritores estão de tal forma conscientes dos artifícios da escrita que esta resulta pasteurizada. São escravos da técnica, pobrezinhos…

  • Tamara Sender 13/02/2007 at 12:47

    Noga, acho que você está sendo muito categórica, ao generalizar sua própria experiência.

  • Noga Lubicz Sklar 13/02/2007 at 14:12

    não creio, Tamara, que seja a minha experiência – pode ser que como escritora eu não aproveite mesmo nada de textos assim espontâneos, e isso sim, é pessoal – mas sim uma definição de blog. acho um desperdício usar o blog pra se autopublicar. quando ao comentário do Rafael, só posso concordar, e lamentar… não quero ser moderna, quero ser eterna, (ui).

  • Bruna C 13/02/2007 at 14:20
  • Cláudio Soares 13/02/2007 at 16:01

    Algoritmos literários (o termo é uma brincadeira minha, ok?)

  • Cezar Santos 14/02/2007 at 11:34

    Rafael,
    Concordo contigo. A metaliteratura tornou-se um saco mesmo. Todo mundo lança mão da coisa. Mas ela pode render boa leitura, depende de quem faz.
    Um exemplo, praticamente toda a literatura do Paul Auster é metalinguística, e toda ela é boa, interessante…
    Portanto, o problema não é a metaliteratura. Acho que o problema são os maus escritores que a utilizam. Os caras nem sabem contar uma historinha boa com início, meio e fim e ficam tergiversando, concorda? E o pior é que as vezes eles têm uma boa história na mão, que se fosse contada de forma tradicional (o início, meio e fim) renderia uma boa leitura.

  • pamela 01/05/2007 at 19:48

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  • bynes 04/05/2007 at 05:51

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