Votos de lombada

21/12/2013

O cartão de fim de ano do Todoprosa aos seus leitores é composto, acredito que apropriadamente, de lombadas de livros, uma brincadeira que vem fazendo a alegria de muitos bibliófilos mundo afora com o nome de spine poetry, “poesia de lombada”. A mensagem acabou saindo meio sombria, lamento, mas não houve nada que eu pudesse fazer: culpa das minhas estantes ou da própria literatura? Acredito que mesmo assim haja uma redenção no fim. Como diz a última frase, feliz 2014!

poesia de lombada 3
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4 Comments

  • Alex R.F. 22/12/2013 at 12:16

    Ficou demais!

  • Afonso 22/12/2013 at 13:15

    Sombras e luz nas frestas das palavras – que a poesia e a prosa sejam uma redenção… Feliz Natal e um 2014 de realizações. abraços

  • Marcos Alexandre 26/12/2013 at 12:58

    Bastante apropositado o seu post, ensejando uma mensagem original e singela aos seus leitores. Não conhecia essa brincadeira chamada spine poetry, mas gostei muito. Interessante que ficamos observando detidamente os títulos dos livros e acabamos por esquecer os seus autores. Nesse caso, uma bela seleção de obras que vai do clássico Tolstói à pós-moderna Alice Munro. Caro Sérgio, será que ao tentarmos decifrar o sentido da mensagem, estamos na verdade formando uma metalinguagem?

  • alan kevedo 02/01/2014 at 11:28

    BIBLIOTECA e não catedral. É naquela que verdadeiramente se aprende a tão útil lingua padrão e não em catedrais, e nem em universidades. Nestas, o que se faz é praticá-la. Depois de alguns meses de frequência contínua você mergulha em um mundo mágico que só lhe dará alegrias. Ao cidadão que só aprendeu a frequentar templos de aço e concreto, verdadeiros preitos ao materialismo pode parecer estranho que você tenha se apaixonado por Emily Brontë, ou pelas irmãs dela e seus romances de amores cândidos, mas inesquecíveis. Que você tenha querido mergulhar na alma eslava lendo aqueles incríveis escritores russos que sairam todos do “Capote” de Nicolai Gogol. Se você não tiver dúvidas a respeito de sua própria sexualidade,  como soe acontecer com os homofóbicos, vai querer ler Virgínia Woolf e levar pelo menos dois anos para entender aquelas metáforas de “As Ondas”.  Vai-se encantar com Henry David Thoureau de quem o Ghandi e o Luther King tiraram as bases para a filosofia deles, e Marguerite Yourcenar, e Hemingway, e Victor Hugo, e Contantin Virgil Georgeou, e Shakespeare,  e milhares de outros, além, é claro, das estrelas lusófonas Camões,  Fernando Pessoa, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Bernardo Élis, Jorge Amado, Olavo Bilac, Ariano Suassuna, Paulo Coelho e muitos, muitos outros. Nós podemos assegurar-lhe que essa será uma vida prazerosa e proveitosa para seus filhos. Agora, se tua fé  diz que mesmo sem estudo, Deus os protegerá e nada faltará a eles, toma que o filho é teu.

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