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Cristovão Tezza: ‘O filho eterno’
Resenha / 08/08/2007

Acaba de sair o melhor romance brasileiro do ano – sim, em minha módica opinião e até o momento, será preciso fazer a ressalva? O fato é que 2007 vem me dando poucos argumentos para discordar dos leitores que, aqui mesmo na caixa de comentários do Todoprosa, insistem em situar nossa literatura contemporânea numa faixa de (in)competência entre a da Anac e a do beisebol praticado em campos nacionais. E como o blog, com raras exceções, prefere manter silêncio sobre livros que não possa elogiar, a literatura brasileira pouco tem dado as caras neste Primeira mão, o que é uma pena. Mas ficou mais fácil combater a versão literária do que Nelson Rodrigues chamava de nosso “complexo de vira-lata” depois de ler o romance “O filho eterno”, de Cristovão Tezza (Record, 240 páginas, R$ 36). Escritor curitibano nascido em Santa Catarina, Tezza, de 54 anos, é quase um autor consagrado – embora os limites dessa quase-consagração sejam tão constritos que ele continue sendo novidade para muita gente num ambiente cada vez mais marcado pela baixa condutividade de mérito. Livros como “Trapo”, “Breve espaço entre cor e sombra” e “O fotógrafo” garantiram a esse professor da Universidade Federal do Paraná, além…