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Duas entrevistas
NoMínimo / 05/05/2008

Os leitores deste blog já sabiam da novela. Agora ela chega oficialmente ao fim – e se isso não for motivo para gritar “parem as máquinas!”, não sei o que será. Trinta e um anos depois de sua morte, Vladimir Nabokov está lançando livro novo. Dmitri, seu filho, levou todo esse tempo para decidir contrariar o último desejo do pai, que queria ver o manuscrito queimado, e publicar, mesmo inacabado, o romance The original of Laura. Ingenuidade deste blogueiro? Por que não tratar o caso como mais um episódio daquela oportunista e interminável série “Os baús”? Bom, há algumas razões. Primeiro, Nabokov foi, acima de qualquer dúvida, um dos maiores escritores do século 20. Segundo, consta que ele apostava alto nesse livro. Terceiro, era um perfeccionista que trabalhava o texto num nível de acabamento tão estratosférico que seu primeiro rascunho tem tudo para ser mais polido que a maioria das versões finais que circulam por aí. E em quarto lugar – bom, não tem quarto lugar. A não ser, talvez, a resposta que Dmitri, 73 anos, deu em sua entrevista de ontem ao “New York Times” (em inglês, cadastro gratuito), quando lhe perguntaram se a principal motivação para sua decisão…