Começos (ainda) inesquecíveis: Vladimir Nabokov

03/08/2008

Pensamento ameno para alegrar o domingo: é claro que um dia – daqui a trezentos anos? três mil? – os começos inesquecíveis serão todos esquecidos. Mas este deverá ser um dos últimos. Post publicado em 24/7/2006:

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Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta.

Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita.

De uma família aristocrática que deixou a Rússia fugindo da Revolução de 1917, Vladimir Nabokov (1899-1977) se mudou para os Estados Unidos em 1940, depois de passar por Berlim e Paris. Já então um escritor maduro – e finíssimo – em sua língua materna, embora pouco conhecido do grande público, dedicou-se tanto a dominar literariamente o inglês que em 1955 lançou nada menos que “Lolita” (Companhia das Letras, 1994, tradução de Jorio Dauster). O escandaloso teor sexual do romance sobre o amor de um homem maduro por uma adolescente transformou Nabokov num estouro comercial. Talvez mais escandaloso que o tema, porém, seja um russo ter se tornado um dos maiores estilistas da história da língua inglesa – feito que, segundo as últimas medições, está fora do alcance de 99,98% dos bons escritores em seu idioma de berço. O famoso início de “Lolita” é uma boa amostra disso.

28 Comments

  • Saint-Clair Stockler 03/08/2008 at 12:32

    Eu tinha uma edição toda anotada (por mim mesmo) do Lolita. Um dos livros mais geniais que já li. Dá pra tirar cada coisa desse livro! Nabokov é, no mínimo, brilhante em tudo o que faz. Deve estar no Olimpo dos escritores.

  • Saint-Clair Stockler 03/08/2008 at 12:37

    Ah, sim: Lolita, me parece, é daqueles livros que todo mundo cita e que praticamente ninguém leu. Porque se tivessem lido, não diriam os absurdos que vivo ouvindo falarem.

    Pornográfico? Mas se o livro não tem sequer um único palavrão!!!! Ou, mesmo, uma só palavra vulgar…

  • Silvio... Silva 03/08/2008 at 14:55

    Saint, acho que o que aconteceu foi que o sustantivo “lolita” incorporou-se de tal modo ao cotidiano que muitos dos que a usam talvez só saibam vagamente que a palavra origina-se de obra literária e, como é usada para designar garotas provocantes, acabam achando que provavelmente é oriunda de um ambiente de sacanagem ou algo que o valha. É tipo quando a gente vê um pessoal bem “povão” e sem afinidades com literatura falando em “piadas de Bocage”.

  • pedro curiango 03/08/2008 at 15:57

    Sérgio: Nakov era trilingüe (russo, francês e inglês) desde criança. Sem querer diminuir o russo (Deus me livre de tal!), ou desmerecer Beckett, notável realmente é o caso de Joseph Conrad, polonês, que só aprendeu inglês depois de 21 anos de idade e tornou-se um dos maiores estilistas naquela língua. “Lolita” foi traduzido em português logo depois de sua publicação nos EUA. Seu editor, Ênio Silveira, da Civilização Brasileira, sofreu tremenda campanha da igreja católica, que queria que o livro fosse proibido. Seria bom lembrar também que Nabokov, inciialmente, não conseguiu editor para “Lolita” nos EUA, razão pela qual a primeira edição do romance aparece pela Olympia Press, de Maurice Girodias, em Paris, em 1955. Girodias foi também quem primeiro publicou William S. Burroughs, J. P. Donleavy, Beckett, George Bataille, Pauline Réage e outros autores que, na época, eram considerados como pornográficos.

  • Sérgio Rodrigues 03/08/2008 at 16:57

    Curiango, imagino que você saiba perfeitamente bem a distância entre aprender uma língua com professores, mesmo na infância, e estar mergulhado na língua materna. Conrad é um caso admirável, verdade. Mas ainda que ele tivesse aprendido inglês aos cinqüenta e cinco, e Nabokov lesse Milton no original desde os três, eu me admiraria mais do que o russo conseguiu fazer. Questão de gosto.

  • Silvio... Silva 03/08/2008 at 17:08

    ops, errata: **substantivo

  • Saint-Clair Stockler 03/08/2008 at 17:32

    Silvio,

    Sim, provavelmente a explicação é essa…

  • pedro curiango 03/08/2008 at 17:46

    Sérgio: embora eu seja mais ou menos como aquele Jacobina do Machado de Assis, que preferia o silêncio a qualquer controvérsia, volto ao assunto: Nabokov vivia numa família em que as 3 línguas eram FALADAS, logo seu aprendizado não é apenas de escola. E Conrad escreve num período em que o desenvovimento da prosa inglesa tinha valores diferentes de avaliação do que os que usamos hoje. Quando estou aqui na varanda da minha casa, também sinto-me mais à vontade lendo Nabokov que Conrad, já que ele se encontra mais dentro do ambiente de expectativas que tenho nesta minha época. A prosa ciceroniana de Conrad soa mais como algo de gabinete do que de varanda, alguma coisa que eu não poderia usar para escrever hoje, mas que, no seu ambiente, é pelo menos tão grande como a de Nabokov. [Quem lê Graciliano Ramos nota isto ao comparar a prosa de “Caetés”, mediocremente escrita (já que fora de seu tempo) no estilo de Eça de Queirós, com “Vidas Secas”, talentosamente quase faulkneriana.) Há um outro caso curioso de bilingüismo entre prosadores na língua inglesa: o escritor [nascido] croata Aleksandar Hemon, que até os 28 anos tinha apenas um conhecimento ginasial de inglês e hoje é considerado na primeira linha dos escritores norte-americanos. Um crítico chamou atenção para o fato de que, sendo recente imigrante, sua prosa tem uma qualidade excepcional, rara entre os americanos “nativos:” a de restaurar significados enterrados nos dicionários em palavras que tomaram sentidos restritivos na língua usual do momento. De certa maneira, Nabokov também faz isto. O inglês de Conrad, entretanto, é “perfeito” ou quase “perfeito” (num momento em que se acreditava possível uma “perfeição” lingüística) – a influência futura de seu estilo em gente como Fitzgerald, Faulkner e Hemingway é prova disto. Mas terminemos sem controvérsia: no fundo, tudo é questão de gosto.

  • Sérgio Rodrigues 03/08/2008 at 18:01

    Curiango, para quem não gosta de controvérsia, você se esmera bastante. Não sei bem como ou por que isso começou, mas já que começou, vamos lá. Duas coisas me parecem tão claras que se elevam acima de qualquer relativismo:
    1. Conrad é gênio. Ponto.
    2. Subestimar o gato-e-sapato que Nabokov faz com a língua inglesa só porque ele teve uma típica educação aristocrática russa, com preceptores e tal, é absurdo. Ponto também.
    O resto, sim, é gosto.
    Um abraço.

  • Saint-Clair Stockler 04/08/2008 at 09:07

    Sérgio.

    E por falar em russos, morreu o Nobel de Literatura, Alexander Solzhenitsyn. Escreve uma nota aí:

    http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL710480-7084,00-MORRE+ESCRITOR+RUSSO+ALEXANDER+SOLZHENITSYN.html

  • Rafael 04/08/2008 at 09:45

    Por falar em Conrad e Nabokov, uma curiosidade de almanaque. O escritor russo, autor de Lolita, não gostava muito de Joseph Conrad. Disse Nabokov ipsis litteris: “Eu não consigo tolerar o estilo loja de suvenir de Conrad, navios engarrafados e colares de conchas de clichés romanescos”.

    Pode-se ler essa opinião, e outras mais, do colecionador de mariposas, nesta excelente entrevista dada à revista Playboy: http://lib.ru/NABOKOW/Inter03.txt

    Alguém sabe dizer como se pronuncia Solzhenitsyn?

  • Breno Kümmel 04/08/2008 at 11:11

    É, o Nabokov era famoso por suas opiniões fortes. Não gostava de Dostoiévski, nem de Cervantes, nem de Faulkner, nem de Hemingway…

  • Rafael 04/08/2008 at 11:42

    Em realidade, Breno, todo bom leitor tem opiniões fortes e polêmicas. Eu, por exemplo, adoro a prosa límpida e irônica que Eça de Queirós acrisolou em seus últimos livros (sobretudo, A Ilustre Casa de Ramires), acredito que o grande modernista da literatura brasileira (não o maior autor) foi Monteiro Lobato, vejo em Tirant lo Blanc o supremo livro de aventuras escrito em toda história da Humanidade e para mim ninguém, senão Kafka, conseguiu ser original no amaneirado e presunçoso século XX. Considero os modernistas de 22 autores de uma fraude coletiva monumental, a começar pelo desinteressantíssimo Mário de Andrade, aborreço-me infinitamente com o romance urbano e realista praticado pelo rechonchudo Balzac, acho Dostoievski melodramático demais e nunca consegui ler Hemingway. Detesto a prosa subserviente à liguagem coloquial que tantos praticam na literatura contemporânea brasileira.

  • C. S. Soares 04/08/2008 at 17:28

    Escritor, lepidopterólogo e enxadrista. Vladimir (como em redeemer) Nabokov nasceu em 23 de abril (dia do Livro pela UNESCO). Seu “Aulas de Literatura” é exatamente o que o título antecipa, assim como “Lolita” (tenho “The Annotated Lolita” em PDF e posso enviá-lo por email) e “Pale Fire”, que, certamente, influenciou Cortázar em “Rayuela”.

  • Pedro 04/08/2008 at 21:28

    Opiniões fortes, José de Alencar é uma mrd… As pessoas ainda usam a bobagem de ficar separando pornográfico de erótico? Tipo, pornográfico é o erótico com palavrão? Sem uma única palavra chula, sem um único palavrão, Nabokov escreveu um livro altamente pornográfico… só esse começo, como ele descreve a pronúncia de Lolita, é altamente pornográfico. Ou eroticográfico. A Ilustre Casa de Ramirez é um livro excelente… e esse blog é legal pácas (sei lá, só pra participar…)

  • Jorge 05/08/2008 at 12:43

    Nabocov tem o que chamo “intensidade linguística”: coisa raríssima, mesmo entre poetas. Ele colocou em letras uma vontade poderosa. Essa vontade, essa intensidade, se manifesta em letras. Poucos poetas conseguem colocar sentimentos em palavras.
    Para falar desse desejo juvenil ( que às vezes temos depois de “maduros”…), ele precisava de muito papel. Daí o romance.
    Pornográfico, para mim, é ficar com a filha sem a mãe…

    Ps:Não conheço nada de Faulkner. Poderias criar um marcador (tag), para “explicar” alguns autores…

  • anrafel 05/08/2008 at 13:18

    Também acho que existe uma diferença abissal de qualidade entre “Caetés” e “Vidas Secas”, mas não é preciso ir muito longe no tempo: em ‘São Bernardo”, livro que se seguiu ao primeiro, a diferença já é muito grande.

    Da turma de 22, quem, na verdade, permaneceu bem? Manuel Bandeira. Algum outro?

    E ser leitor sem opinar, ainda que indo de encontro a ídolos e altares, não teria a menor graça.

  • Rafael 05/08/2008 at 13:44

    Anrafel,

    É verdade que um poema do Manuel Bandeira, Os Sapos, foi lido no Theatro Municipal de São Paulo, causando escândalo, durante a Semana de Arte Moderna. Mas, a rigor, Manuel Bandeira não é um autor daquela geração; ele, salvo um ou outro poema, nunca seguiu os modismos inaugurados pelos aristrocráticos garotos de 22, pois se manteve fiel a uma estética pós-simbolista e pós-romância a que ele se afiliara muitos anos antes.

    O pobre Manuel Bandeira, cuja participação naquela folclórica pândega foi acessória, carrega o estigma de ser filiado àquela geração, e isso porque a história da literatura brasileira costuma ser contada de uma forma em que aquele evento sobressai-se como núcleo, o ápice, o acontecimento que marcou todo o século.

    Os livros de literatura, por exemplo, classificam Graciliano Ramos como pertencente à segunda geração do Modernismo: como se o ex-prefeito de Palmeira dos Índios tivesse sofrido alguma influência, por mais remota que seja, de obras incertas como Serafim Ponte Grande, Macunaíma ou Cobra Norato.

    Grandes escritores que tiveram a infelicidade de estreiarem na vida literária antes da Semana de 22 são enfiados num único frasco com o rótulo de pré-modernos: é a sina de Lima Barreto, Euclides da Cunha e Monteiro Lobato. Os três, embora tendo exercido uma influência mais perene sobre as gerações subseqüentes, são postos num injusto segundo plano.

  • Chico 05/08/2008 at 15:59

    Rafael, me explique melhor isso da prosa subserviente da literatura contemporanea brasileira. Nao estou discordando do voce nao, apenas queria alguns exemplos. Quanto ao resto concordo com tua animosidade aos modernistas que deificaram o Macunaima e jogaram para baixo das alcatifas tanto Dyonelio Machado quanto Lima Barreto.

  • Rafael 06/08/2008 at 10:11

    Chico,

    A prosa subserviente à linguagem coloquial é aquela que servilmente mimetiza a “língua certa do povo” (Manoel Bandeira), sem nenhum esforço de sublimação. Há escritores, anacronicamente presos ao ideário de 22, que fazem do texto escrito um espelho imperfeito da linguagem do dia-a-dia; sua grande qualidade, segundo seus aduladores, é ser fluido como rio; lendo-os em voz alta, ouve-se a voz das ruas, do homem comum, dos marginalizados, dos humilhados e ofendidos. Eles se contraporiam ao aristocrático nefelibata de sintaxe lusitanamente truncada e léxico indecifrável.

    Veja o caso do Sérgio Sant’Anna, que foi tema, tempos atrás, de um dos “Começos Inesquecíveis”. É um estilo fácil de ler, gostoso, fluido. Tão fácil, tão gostoso e tão fluido que não tem personalidade. Não estou defendendo o rebuscamento, a ornamentação, o maneirismo verbal. Um Machado de Assis, um Jorge Luis Borges, um Graciliano Ramos, esses autores criaram um estilo próprio, que reflete toda uma cosmovisão, sem adornos inúteis. Nenhum deles foi escravo da linguagem coloquial, embora não escrevessem “difícil”.

    Não sei se fui claro.

  • Nelson Lott 06/08/2008 at 10:55

    Rafael

    Como leitor desenfreado e desinformado gostaria de conhecer quais os autores que deveria ler em vez do urbano e rechonchudo (do ponto de vista físico ou literário?) Balzac ou o melodramático (por sua vida pessoal ou como escritor?) Dostoievsky ou o ilegível Hemingway?
    É sempre um prazer ver tanta gente debatendo literatura, sem a preocupação com o “literariamente correto”. Os escritores costumam ser pirracentos como os demais artistas, assim como os leitores.
    Quanto à utilização de línguas aprendidas na literatura, não podemos nos esquecer de Fernando Pessoa. Na Idade Média quase todos escreviam em latim, e os grandes escritores romanos escreviam em grego.
    Abraços para todos,
    Nelson

  • Chico 06/08/2008 at 16:02

    Foi sim. So nao sei se concordo com os teus exemplos, pois considero o Santanna um estilista, nada comparado eh verdade a um Ubaldo Ribeiro ou ao Hatoum, mas ainda assim um estilista de prosa elegante. O Notas de Manfredo Rangel e o Concerto para Joao Gilberto, alem do pouco conhecido, O Sobrevivente, sao livros interessantes antes pela tematica urbana que pela propria linguagem coloquial – esta, mais presente na prosa do Cony, de um Faraco e muito mais na do Fonseca, por exemplo. No mais concordo que essa prosa coloquial urbana enche o saco, e como enche.

    Quanto ao Dostoievski… estou terminando a obra completa (no gerundio mesmo) em 2009. Uma coisa te garanto, e podem comecar a baixar o pau, os relatos da juventude (refiro-me ao Eterno marido, ou ao Jogador, ou ao Noites Brancas, p. exemplo, que acabou virando um filme belissimo do Visconti, e ateh mesmo o Pobre Gente sobre o qual concordo contigo no exagero de drama) sao muito superiores as obras do Flaubert – e dou um desconto ao Madame Bovary – , em termos de definicao psicologica dos personagens, descricao fisica e trama…ainda que nao tenham a agilidade do Balzac em envolver o leitor de imediato – afinal sao dois estilos completamente diferentes. Rafael, Os Irmaos Karamazov eh uma obra prima. O homem segura as cordas tensas athe as ultimas paginas. Mas isso eh papo para horas. Abraco.

  • Rafael 07/08/2008 at 12:13

    Nelson,

    A minha lista de livros é por demais idiossincrática, mas vamos lá: Tirant lo Blanc, “por su estilo, es este el mejor libro del mundo” (dixit Cervantes, D. Quijote, Livro I, Cap. VI), o D. Quixote, a Odisséia, Peregrinação de Fernão Mendes Pinto (para mim, a grande obra-prima em prosa da língua portuguesa), Decadência e Queda do Império Romano, opera omnia de Eça de Queirós, Os Sertões, opera omnia de Kafka, As Minas de Salomão, Diário do Ano da Peste, As Viagens de Gulliver, As Brasas, Quincas Borba, Anna Karenina, Shakespeare, Viagem à Italia de Goethe, O Vermelho e o Negro, alguns contos do Borges, Lazarillo de Tormes, Nostromo, Mobi Dick, Operette Morali.

  • Rafael 07/08/2008 at 12:20

    Chico,
    Os Irmãos Karamazov são uma obra-prima, verdade. Mas parte da fascinação que exerce sobre os leitores deriva do tom melodramático de muitas cenas. Uma particularmente me impressionou muito: um pai (não lembro o nome do personagem) é humilhado diante do filho pequeno, que chora, chora e chora sem entender os fatos. Aliás, Humilhados e Ofendidos, que li muitos anos atrás, têm o título perfeito que resume o universo desse perturbado escritor russo: é a inesgotável narrativa dos humilhados e dos ofendidos.
    O livro que mais gostei dele é Recordações da Casa dos Mortes, a narrativa em tom memoralístico da prisão na Sibéria.

  • Nelson Lott 12/08/2008 at 14:42

    Rafael

    Não é idiossincrático. Parte deles são romances do que se poderia chamar de clássicos de aventuras: “Don Qixote”, “Vermelho e o Negro”, “As Minas do Rei Salomão”, “Gulliver”, “Moby Dick”, “Nostromo” e “Tirant Le Blanc” (não li, mas o vi certa vez citado junto aos “Três Mosqueteiros”. É bom?). Quando garoto li “Os Sertões” – só a parte da guerra – como livro de aventuras e o achei formidável. Hoje acho-o melhor ainda. Faltou Victor Hugo, talvez por melodramático. Os demais não conheço, mas Lazarillo de Tormes creio que também é façanhudo, o Gregory Samson também é movimentado. “Odisséia” e “Decadência” são também recheados de façanhas. Goethe, Borges, Eça e Machado são mais difíceis de agrupar.
    Sempre bom encontrar leitor que não se esconde atrás de literatice. Obrigado pela resposta, mas leia os contos “vendeianos” do Balzac , o “Por Quem os Sinos Dobram” e o “Recordações da Casa dos Mortos” que talvez mudem a sua visão dos seus autores.
    Nelson Lott

  • Isaias Edson Sidney 13/08/2008 at 15:10

    CONVITE:

    Mil desculpas, por invadir seu blog, mas convido você a visitar a Editora Biblioteca24x7, que comercializa obras pela internet (edição on-line e impressa) e buscar, na seção de ERÓTICOS, esta obra:

    LUA QUEBRADA

    Um romance entre o professor e sua aluna. Banal? Não o jogo de sedução e erotismo de Lua Quebrada. Além de todas as convenções, do alto grau de entrega e do encontro de dois mundos tão diversos, há um sutil jogo de poder entre os protagonistas que põe em cheque a relação entre homem e mulher, entre tesão e amor e, principalmente, entre a razão das convenções sociais e o desafio de quebrá-las em nome de um sentimento ao mesmo tempo tão irracional e tão humano quanto a velha e boa paixão.

    Autor: Isaias Edson Sidney

    Publicação da Biblioteca24x7.

    ISBN: 978-85-61590-45-1

    Só disponível pela Internet, no endereço abaixo:

    http://www.biblioteca24x7.com.br (ÁREA, à esquerda, clique em : ERÓTICO).

    LUA QUEBRADA: PARA INCENDIAR SUA IMAGINAÇÃO!

  • Hefestus 13/08/2008 at 23:46

    Ok. AGORA eu já vi de tudo neste blog.

  • Veronica Patricio 10/04/2010 at 10:59

    Sr. Nelson Lott, sou esposa do Rui Patricio que trabalhou com o senhor na Mac Larren, ele sempre fala da saudade e da vontade de ter notícias suas, se possível.
    Por favor, aguardamos um contato.
    Um abraço,
    Verônica Patricio

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