Começos inesquecíveis: uma seleção (final)

20/09/2009

Herman Melville e Fiodor Dostoievski, nessa ordem, foram os mais votados da última rodada classificatória, com Miguel de Cervantes num honroso terceiro lugar. Chegamos assim à finalíssima dessa disputa sumamente desimportante – mas, espero, divertida – para eleger o mais inesquecível começo de romance de todos os tempos.

Agradeço a todos os que participaram das rodadas classificatórias, animando a conversa muito além do que eu tinha imaginado ao propor a brincadeira.

Aos votos, pois, moçada! Como diria meu amigo Humberto Werneck, chegou a hora da onça beber água. Apenas um lembrete: cada eleitor deve escolher um único início, por favor.

Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. (Vladimir Nabokov, “Lolita”.)

Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: “Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames”. Isso não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem. (Albert Camus, “O estrangeiro”.)

Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira. (Leon Tolstoi, “Ana Karenina”.)

Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. Alvejei mira em árvores no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. (Guimarães Rosa, “Grande sertão: veredas”.)

Chamem-me Ismael. Alguns anos atrás – não importa precisamente quantos – tendo pouco ou nenhum dinheiro na bolsa, e nada que me interessasse particularmente em terra firme, decidi navegar um pouco por aí e ver a parte aquosa do mundo. É um jeito que tenho de espantar a melancolia e regular a circulação do sangue. (Herman Melville, “Moby Dick”.)

Sou um homem doente… Sou mau. Nada tenho de simpático. Julgo estar doente do fígado, embora não o perceba nem saiba ao certo onde reside meu mal. (Fiodor Dostoievski, “Memórias do subterrâneo”.)

188 Comments

  • Saint-Clair Stockler 20/09/2009 at 10:11

    NABOKOV, por favor…

  • Rafael Pimentel Müller 20/09/2009 at 10:50

    E meu voto vai para…

    Herman Melville, “Moby Dick”

  • Vinhal 20/09/2009 at 11:01

    Camus

  • arnaldo macedo 20/09/2009 at 11:03

    O Estrangeiro de Albert Camus INIGUALAVEL!

  • Marcelo ac 20/09/2009 at 11:07

    Caro Sérgio, fico com Camus.

  • Marcus 20/09/2009 at 11:09

    Perdi a terceira semifinal, e meu favorito da segunda (Dickens) não passou, então é cravar Ana Karenina.

  • JV 20/09/2009 at 11:15

    O Estrangeiro – Camus

  • Roberto Almeida 20/09/2009 at 11:28

    Lo.Li.Ta.

  • Fernando Rodrigues 20/09/2009 at 11:35

    Ana Karenina
    Leon Tolstoi

  • Gabriel Pimenta 20/09/2009 at 11:38

    Grande Sertão: Veredas

  • larissa 20/09/2009 at 11:38

    tolstoi

  • Glaucia. Altieri 20/09/2009 at 11:47

    “”Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: “Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames”. Isso não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem. (Albert Camus, “O estrangeiro”.)”” P/a mim, dentro dessa seleção, o melhor. Bjs.

  • Ph 20/09/2009 at 11:47

    Não voto em Tolstoi somente porque as coisas boas deveriam durar um pouco mais. Talvez duas ou três linhas. Nesse caso, fico com Camus.

  • Guilherme C. 20/09/2009 at 12:02

    Nabokov!

  • Daniel 20/09/2009 at 12:03

    Vladimir Nabokov, “Lolita”

  • Ahab 20/09/2009 at 12:05

    Melville.

  • Adriano 20/09/2009 at 12:06

    Nabokov, com certeza. Pena que não dá para votar em Kafka: “Alguém devia ter armado alguma para Josef K., pois uma manhã, sem ter feito nada de realmente errado, ele foi preso.”

  • Brasileiro 20/09/2009 at 12:09

    Lo-li-ta. Como melhor inicio, não o livro todo.

  • Nonada 20/09/2009 at 12:09

    Nonada.

  • Policarpo 20/09/2009 at 12:11

    “Grande Sertão:Veredas”. Se não ganhar. Nonada.

    • Renata 21/09/2009 at 10:32

      Comentário perfeito.

  • marcio prado 20/09/2009 at 12:12

    Vladimir Nabokov, “Lolita”

  • yelssek 20/09/2009 at 12:15

    ahhhh…com certeza Lolita…

  • MegNico_BH 20/09/2009 at 12:21

    João ROSA.

  • Tau 20/09/2009 at 12:25

    Ana Karenina, Tolstoi. Emocionante pela genialidade. Não era isso que Einstein queria, o todo na simplicidade? Genial, genial, genial… Atual e futurista, psicanilítico e semente para políticas públicas, etc etc etc,… Não li o livro. Mas esse início é genial.

  • Lacerda 20/09/2009 at 12:26

    Camus; sem dúvida… Mas com Rosa colado nele…

  • Pedro José 20/09/2009 at 12:32

    Leon Tolstoi, “Ana Karenina”.

  • camus 20/09/2009 at 12:32

    um início fantástico para um livro inesquecível

  • raquel 20/09/2009 at 12:35

    camus…. um início fantástico para um livro inesquecível

  • Lilian Regiane 20/09/2009 at 12:35

    o estrangeiro

  • Denis 20/09/2009 at 12:41

    Não estão aí “o processo”, nem “Cem anos de solidão”… É até estranho!

    Desses aí, o melhor é o “Mémórias do subterrâneo”.

  • PutaMeda... 20/09/2009 at 13:01

    … Ficarei sem dormir por semanas, quando pensar na crise
    que este assunto provoca na sociedade… A importância desta
    matéria torna-a tão grave quanto a morte de mosquitos, nas
    selvas da Indonésia!

  • renato 20/09/2009 at 13:02

    Moby Dick, Melville.

  • Nilton Salvador 20/09/2009 at 13:13

    “Lolita” do Vladimir Nabokov, sem dúvida.

  • AMAURI CARLOS DE PIERRI 20/09/2009 at 13:15

    O ESTRANGEIRO
    Se vc não entendeu o recado , não adianta explicar.

  • Fernando 20/09/2009 at 13:16

    Continuo com o Melville “Moby Dick”. Mas “O Estrangeiro” tambem é bem legal.

  • Ronaldo 20/09/2009 at 13:18

    Por anos, fiquei na dúvida entre o início d'”O estrangeiro” e a de “Metamorfose” como o melhor de todos, apesar desse de “Lolita” sempre reverberar na minha cabeça. Mas, depois de pensar bastante, fico, ainda inseguro, com o de “Ana Karenina”.

    O meu argumento para me convencer é: a frase alcançou o paraíso das obras de arte: perdeu vínculo com o seu autor e hoje é repetida por todo mundo como se fosse um ditado popular.

  • Marcio 20/09/2009 at 13:21

    Dostoieviski

  • Rosa 20/09/2009 at 13:23

    Guimarães Rosa. Não só a primeira, mas muitas frases do Grande Sertão: Veredas são inesquecíveis, a começar pelo título.

  • Tibor Moricz 20/09/2009 at 13:24

    Camus. A imagem de mamãe morta mexe com meus sentimentos (Ei, a minha está viva ainda! Que bom!).

  • EC 20/09/2009 at 13:27

    GR em GS:V. Nonada.

  • Santos Peres 20/09/2009 at 13:31

    Rosa!

  • Mino 20/09/2009 at 13:43

    Guimarães Rosa. Pra muitos seu jeito de escrever pode parecer o de um estrangeiro.

  • Christiano Costa 20/09/2009 at 13:46

    Dostoievski, apesar do começo de Moby Dick ser muito bom também.

  • Thales 20/09/2009 at 13:49

    Tolstoi, Anna Karenina

  • Dr Jozeca 20/09/2009 at 13:54

    Camus

  • Isabel Pinheiro 20/09/2009 at 14:04

    Lolita.

  • Ezequiel 25:17 20/09/2009 at 14:09

    Tolstoi

  • Albert Camus 20/09/2009 at 14:10

    Seco….insensível ….maravilhoso assim mesmo.

  • denise bottmann 20/09/2009 at 14:12

    Melville

  • Rejane 20/09/2009 at 14:36

    Guimarães Rosa. Espetacular!

  • Bruno 20/09/2009 at 14:51

    Lolita.

  • CarnivalFest 20/09/2009 at 14:51

    Tolstoi, Anna Karenina, além de introdução é uma citação belíssima que ja diz muito da obra.

  • Rafael 20/09/2009 at 15:10

    Com Cervantes fora da disputa, abstenho-me.

  • Elton 20/09/2009 at 15:16

    Camus

  • Vcgabreu 20/09/2009 at 15:19

    Camus

  • Nell 20/09/2009 at 15:19

    Sem dúvida: Tolstoi – Anna Karenina.

  • Caio 20/09/2009 at 15:35

    O do Tolstoi é, com certeza, o mais profundo. Faz você pensar sobre as misérias que ocorrem conosco e como elas são sempre peculiares. Mas o grande drama, desses todos, é o Memórias do Subterrâneo (ou Notas do Subsolo). É um tapa na cara de muita gente e um dos livros mais atordoantes que já lí. Esse comecinho, aliás, resume bem o livro, não precisa de mais nada. Aliás, bela escolha de repertório, todas as introduções são excelentes. Chega a ser um crime querer compará-las entre sí.

  • Caio 20/09/2009 at 15:39

    Sem querer desmerecer o nosso amado Guimarães Rosa e seu esplêndido Grande Sertão. É um livo completamente obrigatório. Só dou preferência para o Dostoiévski por uma questão subjetiva, pois me faz entrar em conflito comigo e com meus valores “racionalistas”, assim como fiquei assustado ao ler “Assim falou Zaratustra” do Nietzsche. São livros que dão um banho de água fria em qualquer moralistazinho de plantão.

  • José Luiz Pena Pereira 20/09/2009 at 15:43

    Nenhum desses parágrafos supera o de Machado de Assis em Memórias Póstumas de BRaz Cubas”

    • Eduardo 21/09/2009 at 11:21

      concordo, acho o inicio de Memórias melhor que todos em votação…

  • Caio 20/09/2009 at 15:43

    Em termos de exploração técnica literária ainda colocaría aí no meio a introdução de “Perto do Coração Selvagem” ,da Clarice Linspector, e todas as suas onomatopéias alucinantes.

  • sergio marcone 20/09/2009 at 16:15

    Lo-li-ta.

  • alexandre 20/09/2009 at 16:50

    Leão Tolstoi

  • Márcia 20/09/2009 at 17:01

    “Fiodor Dostoievski, “Memórias do subterrâneo”.

  • Luiz 20/09/2009 at 17:10

    Meu voto: Moby Dick. Sensacional.

  • marcos 20/09/2009 at 17:49

    Tolstoi

  • Klaus 20/09/2009 at 17:53

    Meu voto é para o mal não localizado de Fiodor Dostoievski.

    abraços a todos

  • Sérgio S. 20/09/2009 at 18:17

    Dostoievski.

  • Alexandre 20/09/2009 at 18:18

    Continuo com Dostoiévski.

    Um abraço, Sérgio.

  • kylderi 20/09/2009 at 18:19

    Leon Tolstoi.

  • Francisco 20/09/2009 at 18:24

    Grande Sertão: Veredas !!!!! Obra PRIMA !!!

  • Harry 20/09/2009 at 18:38

    Albert Camus, “O estrangeiro”. Sem sombras de dúvida.

  • luiz 20/09/2009 at 18:38

    Vladimir Nabokov, “Lolita”

  • Ana Cristina Melo 20/09/2009 at 18:49

    Ana Karenina

  • luiz fernando de lellis 20/09/2009 at 18:51

    Gostei de todos, mas senti não ter sido escolhido tambem como começo imesquecivel, a abertura do romance de boris pasternak, Doutro Zivago.A abertura considero uma das mais interessantes que li.Pela pungência e tambem pela simplicidade ao descrever um enterro. da mãe do personagem principal deste maravilhoso romance.

    Obrigado luiz fernando

  • Carlos Alberto Alves Marques 20/09/2009 at 18:52

    Lamentavelmente, só agora estou tomando conhecimento desta simpática brincadeira. Teria votado em “Muchos años después, frente al pelotón de fusilamiento, el coronel Aureliano Buendía había de recordar aquella tarde remota en que su padre lo llevó a conocer el hielo” (Gabriel García Márquez). Na final, voto na abertura do Estrangeiro, de Albert Camus.

  • Eva 20/09/2009 at 19:02

    Dostoievski

  • André Fernando de Lima 20/09/2009 at 19:12

    Moby Dick do Herman Melville, sem sobra de dívida! Abraçao

  • Gisele 20/09/2009 at 19:13

    Fico com Guimarães Rosa, mas se tivesse uma votação de melhor frase de efeito para início de um romance, Tolstoi ganharia.

  • joão sebastião bastos 20/09/2009 at 19:14

    Melville,sem dúvida.

  • Alegna Edardna 20/09/2009 at 19:30

    Destes. o melhor começo é sem dúvida o de Lolita

  • Macunaima 20/09/2009 at 19:30

    Faltou o “Memorias Postumas de Bras Cubas”. Mas a selecao me perece otima (desculpas por um teclado que me trai; como fezer a acentuacao?).

  • ri ventura 20/09/2009 at 20:08

    o campeão, sem dúvidas, é “O Estrangeiro”, acompanhado de perto por “Ana Karenina”.

  • Djalma Toledo 20/09/2009 at 20:22

    Isso é mais inútilque Carta Astral de Defunto (Faustão),
    Inda mais quando não posso votar em Trópico de Câncer de Henry Miller.

  • Ambroise Bierce 20/09/2009 at 20:33

    Albert Camus, “O estrangeiro”.

  • Neo Carvalho 20/09/2009 at 20:35

    isso é pior que escolher entre arroz e feijão. e só sobrou o guima dessas bandas…hum, noves fora, fico com moby dick. já que cervantes tá fora, e trevisan…lolita, ah, que delicia…mas só pode ser hum…ok, moby dick. tá votado.

  • Luciana 20/09/2009 at 21:14

    ana karenina

  • Cláudia Marcanth 20/09/2009 at 21:16

    Ana Karenina

  • Pazcoal 20/09/2009 at 21:57

    ontem, mamãe morreu. Ou talvez hoje, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: “Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames”. Isso não esclarece nada. Talvez tenha sido amanhã. (Albert Camus, “O estrangeiro”.)

    Ficou confuso? eu também ( O estrangeiro)

  • Luiz 20/09/2009 at 22:12

    Tolstoi

  • germana 20/09/2009 at 22:27

    ana karenina

  • Valmir Macarini 20/09/2009 at 22:46

    Já que “Cem anos de solidão ” está fora, fecho com Moby Dick de Melville. Me sinto Ismael algumas horas(24) de alguns dias(todos).Um abraço.

  • rodrigues 20/09/2009 at 22:47

    Nonada, Grande Sertão, …viver é muito perigoso….

  • Sou um homem doente… Sou mau. Nada tenho de simpático. Julgo estar doente do fígado, embora não o perceba nem saiba ao certo onde reside meu mal. (Fiodor Dostoievski, “Memórias do subterrâneo”.)
    Os amigos não atentaram para a profundidade, para a penetração na cortante agonia da alma solitária, insegura, embora irônica e masoquista?
    Meu voto é para “Memórias do subterrâneo”.

  • Jeferson de Andrade 20/09/2009 at 23:15

    Leon Tolstoi. Anna Karenina

  • paulo henrique 20/09/2009 at 23:19

    Quando li pela primeira vez tinha uns 16 anos, acho. Lembro que apos esse começo, já era noite, dei uma parada e uma volta na rua pra “desaluviar” a mente… sensacional!
    Camus, Camus, Camus!

  • Wilson Silva 20/09/2009 at 23:33

    Parabéns pela coluna, pela idéia da matéria. Sou daqueles que nao entendem o quanto de espaço inutil os meios de comunicaçao gastam com futebol e fofocas de artistas descartaveis, enquanto a literatura fica escondida em suplementos esparsos ou aparece quando morre um escritor. Eu nao quero saber da vida pessoal de mais uma figurinha de TV ou de negocios sobre compras de jogadores de futebol! Viva a literatura, viva a criatividade eterna, a vitoria do pensamento e da arte sobre o tempo! Agora, por favor, Guimaraes Rosa nao diz coisa com coisa, vamos deixar também o ufanismo de lado. Melville, sim, convida e leva o leitor à uma viagem!

    • Dada 04/10/2009 at 09:56

      Leia mais, escreva melhor.
      Para viagens marítima exploratórias, leia Camões. Muito mais bem escrito.
      Guimarães faz você pensar no que lê, nonada pronto, a busca do entendimento. “Prosaesia”.

      OBS.: “…a uma viagem!”. Sem crase.

    • Dada 04/10/2009 at 09:57

      Em tempo: “para viagens marítimaS exploratórias…”

  • Sandrinha 20/09/2009 at 23:47

    Continuo com “Ana Karenina”, de Tolstoi. O início é – a um só tempo – sintético e preciso.
    Gostaria de dar também um voto “de louvor” para “Grande Sertão: Veredas”, do mestre Guimarães Rosa, mas meu voto “de fato” vai mesmo para a obra-prima de Tolstoi.

  • melsa 21/09/2009 at 00:10

    x

  • felipe 21/09/2009 at 00:30

    Moby Dick, concerteza !!!

    embora Dom Casmurro seja melhor (que pena que
    não está aqui.)

  • isaac 21/09/2009 at 00:33

    melville.

  • magali 21/09/2009 at 08:09

    muitos anos se passaram, mas a mensagem é a meswma…
    Moby Dick fala de alma, parece que sente nossa angustia….

  • josé rubens 21/09/2009 at 08:15

    Voto no início de Grande Sertão: Veredas.

  • Marcos 21/09/2009 at 08:16

    Meu voto vai para Ana Karenina ( se pudesse votaria também em Moby Dick e Memórias do Subterrâneo).

  • Lucia 21/09/2009 at 08:30

    Nonada! Gumarães Rosa, claro.

  • ROBERTO PRADO 21/09/2009 at 08:42

    Epa, agora vai para :

    Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: “Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames”. Isso não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem. (Albert Camus, “O estrangeiro”.)

  • lucas costa 21/09/2009 at 08:49

    voto em (Vladimir Nabokov, “Lolita”.) acredito o melhor entre estes.

    • Vladimir Nobakov, "Lolita" 21/09/2009 at 09:20

      Não li o livro, mas acho que esta abertura é a que mais me faz pensar em seu conteúdo.
      Joares Calado.

  • Rodrigo 21/09/2009 at 08:56

    Meu voto vai para O estrangeiro, é belo, é impreciso, é irregular e é instantâneo.

  • Luis Alberto da Silva 21/09/2009 at 09:21

    Guimarães Rosa, indiscutívelmente.

  • Vladimir Nobakov, "Lolita" 21/09/2009 at 09:27

    Não li o livro, por isso, entendi que esta abertura é a que mais me faz pensar em seu conteúdo.

  • Emerson 21/09/2009 at 09:38

    O melhor foi O do livro do Albert Camus. Inusitado, é por isso que foi o melhor.

  • Jorge Araujo 21/09/2009 at 09:39

    Eternamente, Lo.LI.Ta. Voto em Nabokov

  • Leopoldo 21/09/2009 at 09:43

    Lolita, definitivamente.

  • visitadora 21/09/2009 at 09:58

    Lolita.

  • Laila 21/09/2009 at 10:22

    Com Cem anos de solidão fora, voto em Leon Tolstoi.

  • Renata 21/09/2009 at 10:30

    Guimarães Rosa.

    Camus é brilhante, mas “Nonada” é imbatível.

  • Roco 21/09/2009 at 10:30

    Albert Camus, “O estrangeiro”.

  • Jomar 21/09/2009 at 10:47

    Guimarães Rosa é original sem perder a base; incrível e imbatível.

  • romano 21/09/2009 at 10:59

    o único que não li dos finalistas foi o Grande Sertao do Rosa, todos são livros mágicos, cada um a seu jeito, mas como falamos de “começos” fico com o magistral da ANA KARENINA.

  • Hermes Alvarenga 21/09/2009 at 11:00

    Acho todas as introdduções uma porcaria. não me fazem pensar em nada. procure outras, meu amigo. recomendo o escritor mexicano Juan Rulfo, em seu conto ” É QUE SOMOS MUITO POBRES” ou “CHÃO EM CHAMAS”, do mesmo autor.
    Hermes Alvarenga

  • Eduardo 21/09/2009 at 11:01

    Não consigo ser totalmente absoluto, mas fico com a obra de Guimarães Rosa.

  • SERGIO 21/09/2009 at 11:08

    Posso votar em todos? Se não, Ana Karênina e Grande Sertão e O estrangeiro, please

  • Adriana 21/09/2009 at 11:19

    Sem sombra de dúvida: Herman Melville, “Moby Dick”

  • Anna May 21/09/2009 at 11:25

    Tolstói, sempre tolstói. a frase mais genial que já li (e olha que leio bastante. Não sou da geração “jornal meia-hora”)

    Bjs

  • Ivan 21/09/2009 at 11:26

    Para mim, Guimarães Rosa e Nabokov são da lista os melhores. Em homenagem a uma estirpe de brasileiros voto no russo, cuja obra escapou um pouco mais de comentários desnecessários.

  • Mariel Reis 21/09/2009 at 11:39

    Dois grandes começos: Tolstói e Melville.

  • anne 21/09/2009 at 11:42

    Dos meus finalistas, “O estrangeiro”, “Ana Karenina”, “Grande sertão: veredas” e “Moby Dick”, elejo este último, “MOBY DICK”.

  • Diana D. 21/09/2009 at 11:45

    Tolstoi sem dúvida. Gosto de todos os começos selecionados, mas o de Anna Karenina é imbatível.

  • beto 21/09/2009 at 11:47

    Leon Tolstoi, “Ana Karenina”, sem dúvida alguma. E cabe no twitter

  • Renato 21/09/2009 at 12:18

    Moby Dick.

    (mas quase empatado com Anna Karenina… também brilhante… a escolha ficou pelo livro que gosto mais… Mas, em se tratando apenas da abertura, todos os dois criam muita curiosidade pela história que virá.)

  • Vladimir Nabokov 21/09/2009 at 12:18

    Estou com “Lolita”. Um estalo no embalo de tudo que não falo, pois tudo ali está bem dito e bendito!

  • Laérson Quaresma 21/09/2009 at 12:19

    Eu estou com “Lolita”. Um estalo no embalo de tudo que não falo, pois tudo ali está bem dito e bendito!

  • Xandão 21/09/2009 at 14:26

    Tolstoi, ora pois.

  • José Thiago 21/09/2009 at 15:19

    Meu voto vai para Herman Melville, “Moby Dick”.

    Mas se pudesse votaria tb em Tolstoi.

  • Adair 21/09/2009 at 19:25

    Grande sertão veredas.

  • Alexandre 21/09/2009 at 22:27

    Tá e agora por ser limitado vou procurar por sites porno…
    e tocar uma com minha mísera ferramenta.

  • Laís D'Andréa 22/09/2009 at 05:58

    Acho que um começo é inesquecível quando pensamos nele mesmo quando não estamos falando de literatura. Por isso, Tolstói, é claro!

  • Manoel Amaral 22/09/2009 at 06:44

    Meu voto é para Guimarães Rosa, pouco lido pelo país afora.

    Manoel

  • Renata L 22/09/2009 at 11:47

    Sérgio, volto à sugestão: que tal fazer algo deste tipo, mas “com venda”? Sem dizer de que livro é? Claro que não vai funcionar pra todo mundo nem pra todos os livros – mas acho que as respostas talvez se ativessem mais ao tema “começos”. Várias pessoas deixaram transparecer que votavam por conta do livro. Meu voto agora é no Camus.

  • No vazio da onda 22/09/2009 at 13:45

    O meu preferido é, sem dúvida, Herman Melville, “Moby Dick”.

  • Guilherme 22/09/2009 at 16:27

    Leon Tolstoi.

    Guimarães Rosa é sempre genial, mas dessa lista aí, fico com o montro Tolstoi

  • Thiago Maia 22/09/2009 at 16:53

    Voto em Albert Camus, “O estrangeiro”, SR.

  • SANDRO CÔDAX 23/09/2009 at 12:09

    Destes começos, apenas os de Moby Dick e de Memórias de Subsolo não me chamam muita a atenção (e olha que Dostoiesvki) é meu autor predileto).

    Apesar do começo de Ana Karenina ser algo a cima de tudo, fico com Lolita e sua lascívia, sugerida na ponta da língua. Ai ai…

  • Madson milhome 23/09/2009 at 15:15

    Vou de Lolita. Bem, foi complicado escolher. Mas escolhi essa opção sublime, pois quem resiste aos desejos de lolitinha: ”Luz da minha vida, labareda de minha carne”. Um abraço!

  • vera azevedo 23/09/2009 at 17:03

    Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira. (Leon Tolstoi, “Ana Karenina”.)

    Não existe nada que se compare!

    Nota dez, nota mil!

  • Raquel 23/09/2009 at 21:10

    Anna Karenina

  • Willian Rosa 23/09/2009 at 23:17

    Sou um homem doente… Sou mau. Nada tenho de simpático. Julgo estar doente do fígado, embora não o perceba nem saiba ao certo onde reside meu mal. (Fiodor Dostoievski, “Memórias do subterrâneo”.)

    Com certeza.

  • Artur 24/09/2009 at 01:17

    Escolha difícil, mas acho que os “três saltos pelo céu da boca” de Lolita do Vladimir Nabokov ainda são imbatíveis!

  • Everton 24/09/2009 at 09:10

    Camus.

  • Rose 24/09/2009 at 13:04

    Meu voto vai para…. Lolita, porque é surpreendente como além do começo, esse livro é todo inesquecível.

  • Leina 24/09/2009 at 14:59

    Tolstoi, Ana Karenina.

  • Ricardo Branco 24/09/2009 at 17:46

    Camus

  • Jacson Querubin 25/09/2009 at 15:18

    Dostoievski

  • Engel 25/09/2009 at 16:08

    Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. (Vladimir Nabokov, “Lolita”.)

    “Minha alma… minha lama!!!

  • Cássia 25/09/2009 at 17:14

    Camus

  • Nico 25/09/2009 at 20:12

    Ok, ok ! Decido navegar pela “parte aquosa do mundo” de Nabokov.

  • Plum 25/09/2009 at 20:39

    Lo. Li. Ta
    Lolita!

    Vladimir Nabokov

  • Rodrigo Riul 26/09/2009 at 17:40

    Lolita

  • Janaina Amado 27/09/2009 at 18:32

    Difícil votar, porque imediatamente o livro todo me vem à cabeça, e destes livros, meus preferidos são “Lolita” e “Moby Dick”. Procurando me fixar só no começo, não tenho dúvida: para mim, é Tolstoi, Ana Karenina. Gente, a frase já virou até provérbio! “Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.”

    • Sandrinha 27/09/2009 at 19:04

      Fiquei com a nítida sensação de que houve gente que votou não porque gostou de alguns inícios, mas porque era fã de alguns livros.
      E o meu voto para “Ana Karenina” se deu de verdade em razão de seu início perturbador e instigante, um convite para a leitura (no meu caso) ou releitura.

  • Fernanda 28/09/2009 at 10:27

    Meu voto vai para Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas!

  • silvio selva 28/09/2009 at 11:29

    Sem dúvida, todos estes inícios são bons. Moby Dick tem um início bom para quem já o leu e sabe o que vai acontecer depois. Moby dICK, DISPARADO

  • Patricia De Cia 28/09/2009 at 11:36

    Tolstoi – Karienina: aforismo que condensa grande parte da essência do romance europeu.

  • Madeleine Alves 28/09/2009 at 14:08

    Voto em Albert Camus, “O estrangeiro”: em apenas duas linhas, uma digressão tempo-espacial de tirar o fôlego!

  • Renata Genaro 28/09/2009 at 14:50

    Eu voto em Leon Tolstoi de Ana Karenina .

  • andre 28/09/2009 at 19:11

    Camus

  • luiz rila 28/09/2009 at 21:48

    Melville.

  • Ronnie 29/09/2009 at 21:07

    O de “O estrangeiro”, sem dúvida.

  • Daniel "Silverdani" Silveira 29/09/2009 at 21:57

    Lolita/Nabokov, sem sombra de dúvida.

  • Leonardo Villa-Forte 30/09/2009 at 14:30

    Nabokov: Lolita.

  • Carla 30/09/2009 at 21:33

    Eu voto em Leon Tolstoi, Ana Karenina.

  • j. aurelio luz 30/09/2009 at 21:46

    Voto em Melville

  • renato alessandro dos santos 01/10/2009 at 22:32

    Nabokov: Lo-li-ta.

  • Andrea Vicente 01/10/2009 at 23:23

    Com certeza, Tólstoi – Ana Karenina. Li, reli, leio, lerei mil vezes.

  • Leon Tolstoi 02/10/2009 at 09:21

    Ana Karenina nos sugere que é impossivel separar momentos felizes e infelizes. Devíamos parar com esta busca incessante da felicidade total e sermos felizes da maneira possivel.
    Sergio Rodrigues

  • Gustavo 04/10/2009 at 09:39

    Lolita

  • Fabio 04/10/2009 at 20:38

    Grande Sertão:Veredas, gênio!

  • Rodolfo 06/10/2009 at 14:33

    Fico com Guimarães Rosa, uma delícia de leitura.

  • ellen 06/10/2009 at 14:50

    albert camus, sem duvida.

  • cecilia 06/10/2009 at 15:38

    melville. lindo.

  • Thiago P. 06/10/2009 at 16:01

    Fiodor Dostoievski

  • Malu 06/10/2009 at 19:13

    Lolita

  • Blake 07/10/2009 at 01:15

    “Ana Karenina” de Tolstoi.

  • Renata D. 07/10/2009 at 08:10

    LO-LI-TA.

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