Eu escrevo como Lovecraft?

14/07/2010

I write like
H. P. Lovecraft

I Write Like by Mémoires, Mac journal software. Analyze your writing!

Não, eu não creio que escreva como Lovecraft. Mas é o que garante o certificado acima, oficial e conquistado em jogo limpo com a ferramenta I Write Like (Eu Escrevo Como), a mais nova brincadeira a levantar marolas no pântano da web literária.

“Confira ao de que escritor famoso seu modo de escrever se assemelha com essa ferramenta de análise estatística, que leva em conta sua escolha vocabular e seu estilo e os compara aos dos autores famosos”, diz a página inicial. Abaixo desses dizeres cola-se um bloco de texto, aperta-se um botão e…

Bobagem? Claro que é. Mas uma bobagem divertida e intrigante. Com certeza vai me obrigar a reler o velho Howard Phillips Lovecraft (1890-1937) para conferir se existe mesmo algum sentido na “análise estatística” que encontrou semelhanças entre meu estilo e o do mestre americano do fantástico e do horror.

Quem quiser brincar deve levar em conta que a ferramenta, infelizmente, só aceita textos em inglês – usei um trecho da tradução de meu conto “O homem que matou o escritor” (The man who killed the writer), publicado na revista eletrônica “Words Without Borders”.

No mais, boa diversão!

23 Comments

  • Ernani Ssó 14/07/2010 at 09:31

    Escrever como Lovecraft? O horror, o horror!

    • sergiorodrigues 14/07/2010 at 10:41

      Hehehe. Experimenta lá, Ernani. Eu soube que a Margaret Atwood fez o teste e descobriu que escreve como Stephen King. Sério.

  • Ernani Ssó 14/07/2010 at 10:50

    Não vou, não. Vá que eu escreva como Rui Barbosa ou Coelho Neto.

  • Carlos Eduardo 14/07/2010 at 11:35

    Meu resultado foi KURT VONNEGUT. Que tal?

  • Rogério 14/07/2010 at 11:54

    Sérgio,
    e se der: I Write Like Nobody?
    Pode até ser bom sinal, vc ainda é inédito, não copia ninguém. Na verdade, é uma brincadeira apenas, nada sério. Pode comparar estruturas e buscar semelhanças. O pior que pode acontecer é a mensagem: I Write Like Bruna Surfistinha.

  • Rafael 14/07/2010 at 12:00

    Fiz um teste com a tradução da Loeb Classical Library de uma epístola de Sêneca. Deu Shakespeare! Nada mal para um software.
    Fiz um novo teste com um parágrafo das Viagens de Gulliver. Deu Jonathan Swift! Muito bem.
    Aí resolver apelar e lançar um desafio verdadeiramente intrincado: um trecho do excelente livro de memórias (recomendo vivamente a leitura!) de Paris Hilton: Confessions of an Heiress: A Tongue-in-Chic Peek Behind the Pose. Deu, acreditem ou não, Kurt Vonnegut!
    Genial.

    tirado da tradução da Loeb Classicals
    Confessions of an Heiress: A Tongue-in-Chic Peek Behind the Pose

  • Ana Ribeiro 14/07/2010 at 12:05

    Ah, eu joguei um trecho da minha tese (sobre segurança pública) e deu …
    Stephen King. Quer dizer que no da Sra. Atwood deu isso também?!?!

  • Noga Sklar 14/07/2010 at 14:34

    Por deus e pela minha felicidade: tal e qual James Joyce!

  • Noga Sklar 14/07/2010 at 14:36

    Por deus e pela minha felicidade, deu James Joyce! Juro!

  • Afonso 14/07/2010 at 15:28

    Improvisei no meu “enferrujado” inglês – numa primeira parte: Douglas Adams – continuei o texto e surgiu: J.D. Salinger… rs
    Vale a brincadeira.

  • Dr. Ribeiro 14/07/2010 at 16:06

    Tentei cinco vezes com diferentes textos, consegui cinco resultados diferentes: William Shakespeare, James Fenimore Cooper, Ernest Hemingway, H. P. Lovecraft e Dan Brown. Devo ter esquizofrenia literária…

    • sergiorodrigues 14/07/2010 at 16:11

      Dr Ribeiro, acho que a resposta certa para você seria Fernando Pessoa.

  • André 14/07/2010 at 16:10

    Coloquei um trecho de Lolita. E deu Nabokov. Detalhe… o trecho estava em português e eu traduzi pelo Google Tradutor.

    Espantoso…

  • Tibor Moricz 14/07/2010 at 17:17

    Stephen King.

  • Pedro David 14/07/2010 at 19:57

    Bueno, já fui Harry Harison, James Joyce, Artur C. Clarke e, finalmente, Dan Brown. Agora chega! Senão fico a noite inteira aqui… Agora, sabe o que me espantou mesmo ? O tradutor do Google… ainda não tinha experimentado a geringonça… Agora fui, coloquei um trecho do Grande Sertão e traduzi, depois fui na outra geringonça… Sabe o que deu ? Dan Brown. Ou seja: eu escrevo como Guimarães Rosa, no fundo. Deus esteja!

  • Pedro David 14/07/2010 at 20:01

    Ah, o Fitzgerald também escreve como o Lovecraft… Olha que esse nem passou pelo tradutor google, foi colocado em original mesmo!
    Agora chega!!!
    rsrsrsr

  • Ernani Ssó 15/07/2010 at 09:28

    Sérgio, depois de me dar conta de que o programa esse não tem nem ideia de quem foi Rui Barbosa, fiz dois testes. Botei o início de um conto de fadas pra adultos que escrevo e deu Neil Gaiman na cabeça. Depois botei o começo de um romance policial, bastante chandleriano, por sinal, e deu James Joyce – no fígado. Esse programa é quase tão bom quanrto nossos resenhistas.

  • Fabio Altman 15/07/2010 at 16:08

    Grande Sérgio,
    magnífica descoberta. Colei um trecho de Macbeth, e deu Shakespeare. Sugeri um outro de Adeus às Armas, e deu Hemingway. Divertido e engenhoso. Dois textos de minha autoria, traduzidos pelo Google, apontaram David Foster Wallace, num deles, e Dan Brown em outro. Horas de diversão graças ao magnífico Todoprosa de casa nova!

  • Flávio 15/07/2010 at 20:54

    O meu resultado: David Foster Wallace. Dá até para fingir que sou escritor agora.

  • Tuma 15/07/2010 at 23:30

    Usei o Google Translator para traduzir trechos de textos meus e consegui Lovecraft, Gaiman e Wells (para trechos do mesmo texto), Lewis Carrol, Oscar Wilde e David Foster Wallace! To me sentindo um James Joyce em termos de capacidade estilística.

  • J.Paulo 16/07/2010 at 19:55

    Que bobagem. Inseri um trecho de uma música qualquer em inglês, e deu um estilo semelhante a – Charles Dickens.

  • Mr. WRITER 24/07/2010 at 14:03

    Divertido, vou testar mais tarde.

    Sérgio, o que você já leu do Lovecraft?

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial