O acordo ortográfico é bom para o Brasil

16/05/2008

As reações assimétricas ao acordo ortográfico da língua portuguesa que têm se observado aqui e em Portugal dizem alguma coisa a respeito do abismo cultural sobre o qual a reforma busca construir sua pinguela.

Do lado de lá do Atlântico, um abaixo-assinado online contra o acordo – e “em defesa da Língua Portuguesa”, naturalmente com ênfase no “Portuguesa” – chegou em duas semanas a 33 mil assinaturas, inclusive de intelectuais de peso. Isso não impediu a matéria de ser aprovada hoje no Parlamento (vale a pena ler os comentários furibundos no site do “Público” – como queríamos demonstrar).

Aqui prevalece uma resistência quase sempre silenciosa, próxima do puro mau humor. Como, por princípio, ninguém gosta quando vem uma autoridade mexer no que é estabelecido e funcional, uma certa rabugice seria de esperar. Curioso é agirmos como se, dando um gelo no assunto, ele fosse desaparecer. Não vai. Hoje parece seguro considerar inevitável a adoção do acordo.

Há pouco mais de um mês puxei uma discussão sobre o tema aqui no blog. Volto a ele porque desde então tenho ficado cada vez mais favorável à idéia, que, convém deixar claro, poucos meses atrás eu também combatia. Meus argumentos de então – corretos, mas hoje creio que insuficientes e de curto prazo – giravam em torno de a reforma parida após duas décadas de tensas negociações ser decepcionante, esquisita, tímida por um lado e exagerada por outro. Tudo verdade. Mesmo assim, os benefícios da unificação me parecem falar mais alto.

Também observei desde a publicação daquele post que, sob o manto da discussão ausente, o solo fica fértil para mitos e argumentos furados que não sobreviveriam dois segundos em ambiente mais arejado. Alguns deles:

A ortografia não dificulta a leitura, basta ver que Saramago e outros autores são publicados aqui sem alteração nenhuma – Não é a compreensão de textos que o cisma ortográfico compromete, e sim a circulação de livros. Saramago é Saramago, uma das exceções. Obras didáticas e de referência são as mais afetadas.

Os defensores do acordo ortográfico acham que ele vai acabar num passe de mágica com o abismo cultural entre os países de língua portuguesa – Não conheço ninguém que acredite nisso. No máximo, aposta-se no acordo como um ponto de partida. Aproximação cultural é trabalho para séculos. A bicha continuará sendo fila em Portugal, para ficar num exemplo folclórico. Continuaremos a nos entender e a nos desentender exatamente como hoje.

O Estado não tem o direito de regular a língua que falamos – Bom, quando se trata de ortografia, tem tido. As atuais também foram instituídas por lei. Eu me divirto com a posição anarco-conservadora de Fernando Pessoa, patrono do laissez-faire ortográfico lusoparlante, mas também reconheço que a História passou por cima disso.

O inglês também tem ortografias diferentes – Falso. O português é a única língua internacional com duas ortografias oficiais. Fruto de velhas picuinhas cartoriais alimentadas por burocratas e beletristas, duas espécies em que Brasil e Portugal sempre foram pródigos, essa duplicidade fica mais constrangedora do que nunca em tempos de globalização, além de dificultar a circulação de obras de papel e online. O que existe em inglês são variantes (theater/theatre, por exemplo), algo que também está previsto no acordo do português.

No fim das contas, como eu disse a um leitor no debate de um mês atrás, estamos numa encruzilhada. Ou pegamos o caminho do acordo possível e apostamos numa reaproximação entre os falantes de português, acreditando lançar a pequena pedra fundamental de uma – futura, claro – comunidade lusófona; ou escolhemos o outro caminho, o do distanciamento natural que se ampliará por inércia, baseados em argumentos como o de que nós, brasileiros, somos mais numerosos que todos eles juntos e multiplicados por x, e afinal o que temos a ganhar com um bando de povinhos atrasados e uma pequena corte culturalmente decadente, mas orgulhosa, que também não quer se misturar com a gente?

Prefiro a primeira opção. Acho que todos os falantes de português têm muito a lucrar com uma única ortografia, não importa qual seja nem o número de variantes que admita. E o Brasil, como o maior falante de português, tem a lucrar mais. O acordo ortográfico é uma vitória da diplomacia brasileira, e desce arranhando na goela lusa mais que na nossa. O que me parece importante notar é que não há certo ou errado aqui. São escolhas.

98 Comments

  • Matheus Vinhal 16/05/2008 at 14:33

    Belo texto, Sérgio.

    O que me faz pensar é este fato de não haver muita discussão aqui no Brasil.
    Será que isso não altera de um modo importante a utilização das novas regras, pelo menos aqui?

    De certa forma, esse acordo só vai ser sentido daqui alguns muitos anos, talvez décadas.
    Ou não?

  • Renata Miloni 16/05/2008 at 15:04

    E justo hoje, lá em Portugal, o acordo foi aprovado no Parlamento:
    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328984&idCanal=12

  • Sérgio Rodrigues 16/05/2008 at 15:31

    Opa, Renata, obrigado. Já acrescentei essa informação ao texto. Abs

  • Sérgio José de Andrade 16/05/2008 at 16:11

    “bando de povinhos atrasados” por acaso refere-se aos africanos que falam o Português? O que ganhamos com com esta xenofobia? Ganhamos com a riqueza cultural, com a pluralidade…e além do mais, eles sáo atrasados porque falam a língua portuguesa ou…poupe-me por favor.

  • SILVIAGREGORY 16/05/2008 at 16:29

    Exatamente…é uma questão de opção!

  • André Rezende 16/05/2008 at 16:29

    Sérgio,
    Parabéns pelo tema. Acho que as pessoas, de uma forma geral, são resistentes a mudanças.
    Considero que todos temos a ganhar com a unificação e que as alterações propostas não trazem grandes impactos para os brasileiros.
    Vamos rumar em direção a um português mais forte, pois, já perdemos muito espaço.

  • jose xiri de souza 16/05/2008 at 16:36

    Me parece que se esquecermos a ortografia e pensarmos em nossa maneira de nos expressarmos, propria de nossa origem missigenada, estamos tão distante da lingua portuguesa.

  • Rosita 16/05/2008 at 16:42

    Com o texto lembrei de uma vez que estava vendo emprego na España, bateu o olho em um classificado para professora de português, mas deixava bemmm claro>: Português de portugual… é meio cômico e trágico, primeiro pela diferença que existe e pela discriminação que há conosco em Portugual.

  • Evio C. de Oliveira 16/05/2008 at 16:43

    Deixa como está pra ver como é que fica…
    A Lingua Portuguesa não é prática… muitos acentos.
    Vamos aos sons das letras:
    “s” vira “z”, “x” vira “z”, “ss” pra que? “s” já é sibilante e
    tem a forma de uma cobra… “cedilha” pra que?
    E por aí vai…

  • meu n0ome 16/05/2008 at 16:46

    o ingles tambem se divide em dois britanico e americano
    um exemplo seria taxi que tambem pode ser cab=taxi

  • Franko 16/05/2008 at 16:50

    Por que simplesmente não falamos português e pronto? Por que não vemos o que é bom para nós, 180 milhões de pessoas? Por que simplesmente não simplificamos (!!!) as coisas? Por que simplesmente não fazemos uma reforma radical mesmo e transformamos a língua o mais fonética possível? Explico: palavra com som de Z, escreve-se com Z; com som de S, escreve-se com S, etc. Quem morre ou se ofende se, mesmo por lei, o correto passasse a ser caZa, etc, etc? Simples decisão. “Palavras de origem indígena devem ser escritas com J..” sempre me disseram… Ah é? E quem disse que os indígenas tinham escrita? Onde escreveram? A primeira gramática Tupi foi escrita por Anchieta. Enfim, alguém, sem lógica ou normalidade alguma decidiu: “Palavra de origem indígena….”. Ele decidiu. E nem avisaram os índios… E todos aceitaram, sem discutir, assim, na boa… E as dificuldades para o aprendizado (decoreba mesmo) de quem está sendo alfabetizado? Azar deles, oras… Decorem e pronto, prá que lógica…? Duro é ter que ouvir: “Pai, a palavra xxxx é de origem indígena..?”

  • Hiram Hollanda 16/05/2008 at 16:53

    Quer saber? Acho que, em verdade, existem duas línguas: a portuguesa e a brasileira. Que deixem os portugueses falar e escrever do jeito que mais lhes apetece e que, igualmente, nós, brasileiros, possamos fazer o mesmo.

  • Jessica k. 16/05/2008 at 16:55

    A diferença não se resume somente em palavras que aqui existe e lá não ou ao contrário… Adoro quando vejo os programas ou site´s que indicam a lingua e está lá a bandeira do Brasil como lingua portuguesa, pq ao final, o que seria da lingua portuguesa se não fossemos nós, O ZÉ POVINHO, mas que maior, melhor que aqueles orgulhosos que só estão hoje melhorzinhos, pq entraram na UE, é o terceiro mundo na Europa. Muito investimento foi feito lá, dim dim dos alemães e CIA… tem que colocar a lingua portuguesa como nós, zé povinho, falamos mesmo.

  • ricardo 16/05/2008 at 16:56

    Conhecer o acordo é importante. Ele não deve ser ignorado por nós, brasileiros. Confesso que estou bem verde no assunto. Por isso, não posso fazer um comentário, digamos, técnico decente. Mas quero deixar registrado: se o acordo servir para aproximar as culturas de Brasil e de Portugual (e de outras culturas lusófonas), então é muito bem vindo. Talvez seja um caminho para incentivar leituras mútuas de nossos autores, dos autores portugueses e por aí vai… Como fazem os americanos e os britânicos, que se amam e se odeiam, e continuam a ler um a literatura do outro, sejam clássicos, sejam contemporâneos, a exemplo de Safran Foer e Zadie Smith.

  • UELLES 16/05/2008 at 16:58

    Pena que a cada mudança na ortografia sofremos com uma nova adaptação, aqui no Brasil sempre seguiremos a cartilha lá de Portugal, mas com tempo poderemos nos acostumar e aprender as novas mudanças ortograficas.

  • Olavo Rocha 16/05/2008 at 17:03

    Para mim é indiferenteeste acordo, acho que nós devíamos ter uma língua e uma ortografia própria, mesmo que fosse crioula. Portugal merece defender a sua língua mas não tem o direito de ditar regras pra nós brasileiros.

  • Ricardo Verdi 16/05/2008 at 17:10

    Eu sou o contra. Não gostei da idéia de – por exemplo – cortar o trema. Tem gente que gostaria de cortar todos os acentos com a desculpa de simplificar a gramática, mas eu acho isso um absurdo, um prêmio para a burrice e a preguiça de aprender. De qualquer forma, acho que esse acordo é uma ilusão. A gramática vai ser a mesma, mas os termos não. Por exemplo, se um livro for traduzido do inglês para o português por um tradutor português, ela vai sair de um jeito. Se o tradutor for brasileiro, ele vai sair de outro. Quem gosta de ler nos softwares “ficheiro” ao invés de “arquivo”? Por outro lado, se um dos objetivos desse acordo é aumentar nossa exportação de livros para os países de língua portuguesa, então está bom :)

  • Claudio 16/05/2008 at 17:11

    Boa tarde a todos.
    Começo a perceber que a maioria de nossos comentários vai na mesma direção que a maioria dos comentários dos leitores do “Ultima Hora”, ou seja, são de uma xenofobia sem tamanho.
    Os portugueses acham que nós (brasileiros) queremos mudar sua língua e por isso são contra. Enquanto os brasileiros são contra por quê (Sérgio, este “por quê” está correto?) os portugueses não querem o tal acordo.
    Acho que dificilmente nos entenderemos…

  • Chico 16/05/2008 at 17:12

    Sergio, mesmo com todo o esforco do Luis Matos Monteiro, apesar de nao me opor, nao acredito nesse projeto. Mesmo sabendo que ha um movimento muito grande em torno a ele, agora com a adesao do Senegal, entrando como membro observante na CPLP, ainda assim ponho minhas barbas de molho….

    Acabei esquecendo de dizer naquele ultimo post – que por sinal se apagou com a mudanca – , que a pendenga entre Saramago e Lobo Antunes vem desde o Nobel – supostamente prometido a Antunes – mas se restringe apenas ao campo da vaidade, pois em termos de CPLP e unificacao ortografica eh apenas artificial. No fundo, ambos sao contra, pois lembro de uma entrevista do Saramago onde ele disse – com alguma ironia (sei, tah bom ran, han…) – que ele falava portugues e os demais paises usavam dialetos.

    Bom, sugiro o video do Belisario Franca, Alem Mar, para notarmos as diferencas entre Brasil, Portugal e o paises de independencia recente.

  • Andrea 16/05/2008 at 17:12

    Concordo plenamente… com o Hiram Hollanda. Posso até acrescentar singelos pitacos: QUE terreno foi perdido pela língua portuguesa no mundo? Americanos, chineses, alemães ou franceses vão ficar impressionados porque países subdesenvolvidos como nós agora escrevem igual? QUE relevância tem nossa língua no mundo, visto o povo que a fala? QUE tal implantar mais escolas básicas, em vez de ficar trocando o ensino de nome (“fundamental”, “médio”, bobagens assim) para que os brasileiros saibam pensar? Cada povo merece ter uma essência própria, e isso se traduz na língua. Se houve cisões lingüísticas entre as colônias e Portugal, problema. Mas agora só resta um lugar-comum aos que sabem falar um pouco /gostavam do recém-finado ‘português brasileiro’: chorar sobre leite derramado.

  • Juarez Augusto de Oliveira 16/05/2008 at 17:17

    Sou neto de portugueses e muito me orgulho. Agora fiquei mais orgulhoso ainda ao saber que Portugal fez um acordo do bom senso: é impossível 10 milhões de portugueses imporem uma língua para 200 milhões de não portugueses. Só falta aprenderem a falar sem aquela castanha na boca.

  • Fran 16/05/2008 at 17:19

    A bem da verdade, as editoras é que vão sair lucrando, e somente elas. Comunidade internacional, idioma único, essas questões são irelevantes à grande massa de brasileiros que não escrevem nem lêem corretamente, o português como está hoje estabelecido, isso sem mencionar outros tantos idiomas não reconhecidos, falados por brasileiros, como os indígenas, os remanescentes de Quilombos, por exemplo.
    O português é um legadoque recebemos de Portugual: certo seria seguir-lhes as regras, e não o contrário.

  • deo guedes 16/05/2008 at 17:20

    Sou da mesma opinião do Olavo Rocha.Portugal não tem mais nada haver com o Brasil.A independêcia ja foi a muito tempo.Falemos o nosso portugues brasileiro.Que é mais bonito mais leve e entendido por todas a Naçoes, que falam o português.Obs Sou neto de português e meus filhos são filhos de uma portuguesa.O inglês não se preocupa com o americano nem com os paises que falam a sua lingua.Nosso consulado tem mais coisas importantes pra resolver com Portugal….
    Déo 65 anos

  • jose xiri de souza 16/05/2008 at 17:23

    Temos um jeito proprio de falar, suave, bonito, com varios sotaques com varias expressões herdadas dos indios, dos africanos e até de outras nações europeias, que importa excesso de regras se o que aparece é a linguagem coloquial, vai alguem para a escola aprender regras e depois tenta falar a lingua dos BRASILEIROS.
    Somos muito mais universais, precisamos enxergar isto e nos distanciarmos de vicios de ranzinzas europeus

  • José Carlos 16/05/2008 at 17:27

    O que faz um país grande e a riqueza e cultura do seu povo, naturalmente, não deixando passar em branco seu respeito para com seu próprio povo. Aí entra a política. Se fossemos um país sério e de princípios (digo: menos corrupção) teríamos um povo mais desenvolvido e uma nação mais respeitada. Isso é o que torna um país gigante pela própria natureza!

  • Maria Saleth de Santana 16/05/2008 at 17:32

    Sete de setembro de 1822, alguem lembra o que esta data representa??? INDEPENDÊNCIA, LIBERDADE!!!!!!, ficamos livres, somos livres, nosso linguajar é só nosso
    Será que temos ainda que ficar presos até na língua???
    Chega daquele povo chato, metido a besta.
    Não seria mais fácil melhorar a maneira de tratarmos nossa língua, falarmos menos palavrões, menos gerúndios???

  • Manuel Agostinho Pereira de Sousa 16/05/2008 at 17:33

    A linguagem é uma construção que se vai ajustando e adaptando ao SER. Assim como o ser humano é um ser evolutivo a linguagem evolui de acordo com o meio, vide história da liguagem, faço votos para que tenhamos uma linguagem unica PORTUGUESA, sem contudo perder a sua essencia, sua raiz, sua cultura.
    Parebenizo os patricios do Continente pelo esfoço da aproximação do Universo Luso.

  • Saint-Clair Stockler 16/05/2008 at 17:37

    Eu ainda acho que o Acordo serve muito mais e principalmente para megagrupos editoriais portugueses (tipo o Leya) entrarem com força total no Brasil do que pra qualquer outro nobre motivo. Questões linguísticas têm um papel muito pequeno nessa celeuma toda que, de uma hora pra outra, tomou conta do governo brasileiro com relação à padronização de nossa língua (cujo projeto, afinal, dormitou duas décadas nas gavetas do Poder).

    Mas tudo bem: vamos ver no que isso vai dar. De repente é proveitoso pra gente.

  • jose antonio teixeira 16/05/2008 at 17:40

    Ai jesus , sera que agoira vou teire que falaire com um ovo ba boca?

  • Adelaide 16/05/2008 at 17:52

    Não nasci no Brasil…. não nasci em Portugal…. mas falo português e o século XXI já era… Independentemente de idades, de cores e raças devemos acompanhar a evolução dos tempos, aceitar as novas gerações, aceitar o novo…. e tudo isso impõe mudanças. E essas mudanças não irão de forma alguma fazer com que esqueçamos as origens.
    E todos aqueles “doutos” rabugentos que se apresentaram num programa de TV para discutir as mudanças da lingua portuguesa com representantes da grande maioria de de países que utilizam este idioma, deverão se aposentar e se conscientizarem que já estão fora de sintonia com a época em que vivem. Não são dos donos da verdade!

  • Luz Mary Padilha Dias 16/05/2008 at 17:53

    Olá Sérgio, como pensadora da educação e da nossa língua, principalmente na questão da imposição ou imposições a nós auferidas por outros Países quero te dizer que ainda acredito que possa haver uma “luz lá no fundo do poço” e que um dia, quando estivermos realmente engajados em “nossos” ideais poderemos assumir que somos capazes de criar nossas crenças e nos apropriarmos delas. Quem sabe “muita gente” vai nos seguir, heim? Abraços e um super parabéns pela matéria!!

  • Carolina lopes Ferraz 16/05/2008 at 17:54

    Moro em Portugal a dois anos, sou formada em língua portuguesa ai no Brasil, aqui está tendo uma grande polêmica sobre o acordo, o maior problema é q os portugueses não querem admitir q nós brasileiros agora mandamos até na língua deles…rsss não querem abaixar a cabeça pra nós brasileiros… pois aqui existe um enormeeeeeeeeee preconceito com a nossa raça, pois só quem vive aqui sabe como é….

  • Eric Novello 16/05/2008 at 17:58

    Espero então um post falando do conteúdo do acordo, ora pois.

  • hamilton de oliveira coutinho 16/05/2008 at 18:04

    Muito bem Sérgio, a iniciativa de debater a matéria já é meritória por si só. A língua que falamos e escrevemos faz parte inafastável de nossa identidade cultural e, claro, é a mesma que usam os portugueses, angolanos, moçambicanos etc. Destarte,o acordo é muito bem vindo, principalmente diante da avassaladora invasão do inglês.

  • João Cleofas Maia Costa 16/05/2008 at 18:04

    Imagine quanto esforço é feito, durante a vida, para se aprender a diferenciar a forma de escrever as palavras com “X”, “S”, “CH”, “SS”, “Ç”,”Z”,”J”,”G”. Os alunos levam um tempo incalculável para aprender, diga-se em parte, pois poucos conseguem. Mais fácil seria uma regra em que: “X” tem som de “X”, “S” tem som de “S”, “Z” tem som “Z”, “J” tem som “J”, etc… Abolia-se o “CH”. Dá para inferir que as elites criaram as regras para dificultar o aprendizado.
    Afinal, nós todos somos brasileiros. Mas a elite diz: “Nós é que somos brasileiros.”

  • Augusto Conde 16/05/2008 at 18:05

    Não sou propriamente contra; nenhuma língua permanece estática eternamente. Porém, quando se fala em mudanças de ortografia aqui no Brasil, preocupo-me com os motivos porque algumas pessoas falam da simplificação simplesmente como uma apologia à falta de instrução; simplificação da língua é também simplificação de idéias porque nós pensamos como falamos.

  • Francisco 16/05/2008 at 18:08

    Fico eu a pensar, em bom português, ou a matutar, em bom “mineiro”, ou ainda a queimar minhas pestanas, em ótimo “nordestinês”. Enfim, vamos globalizar a língua – eu tenho pátria, ou tenho língua? O que somos, senão, uma junção de vários falares. Isso, penso, é o que torna o Português, uma língua bela. Parabéns ao que agrega, vaias ao que separa. Não ao preconceito lingüístico.

  • Bravasky 16/05/2008 at 18:14

    Pra mim tanto faz! 2 idiomas complicados dá no mesmo quebra-cabeça!!

  • clovis Batista de Souza 16/05/2008 at 18:14

    Acho que, antes de querer celebrar qualquer acordo sobreo idioma português, as autoridades brasileiras deveriam, em primeiro lugar, melhorar o nível da nossa educação escolar. Com certeza, a língua é algo que a todo tipo de interferência, de todo tipo, que a modifica ao longo do tempo. É próprio de tudo que tem vida. O que não podemos aceitar é que o idioma seja deturpado pelo fato de não termos uma educação escolar que faça do brasileiro um cidadão, realmente, instruído. Seos portugueses continuarem a ceder, por sermos em maior número, em breve não estarão reconhecendo sua própria língua.

  • jefferson 16/05/2008 at 18:16

    Além da ortografia, devíamos abolir também 3/4 das palavras do nosso dicionário. Atualmente estas palavras não servem para nada (a não ser por uma pequena parcela que acha culta ou seria “abestada”).Está na hora de acabar com esta Academia de Letras(cheia de velhos e conservadores) e lançar a Academia Progressista da Língua ( modernizando os livros e facilitando a comunicação ). Que Deus ou algum revolucionário educacional atenda a este pedido.

  • Celio 16/05/2008 at 18:17

    Não sei o que falar, assim como também penso que essa mudança não vai fazer diferença nenhuma ora pois!! quem sabe eu aprendo a escrever direito. Esse texto está muito bom Sergio um abraço.

  • Márcia 16/05/2008 at 18:19

    O português do Brasil é muito mais bonito do que o portugûes de Portugal! Eles que continuem com a liguagem horrorosa deles! Quanto ao entendimento, nada como a ajuda de um bom dicionário. Jamais sofri qualquer tipo de preconceito porque eu sempre coloco as pessoas em seus devidos lugares. Para mim, ser superior é só a Santíssima Trindade.

  • euclides hostins 16/05/2008 at 18:27

    Os brasileiros utlizam como língua o português, assim como várias outras nações no mundo, inclusive a diminuta, em território e população, Portugal. Felizmente essa última flor do lácio evolue, muda, cresce ao longo de sua utilização. O responsável por isso acontecer é o maior número de pessoas que a falam, no caso o povo brasileiro. Assim, atrevo-me a aconselhar ao povo de Portugal que siga maioria, caso contrário vão perder o trem da história, ficando prisioneiro do atraso mundial.

  • Jonas Saores de Andrade 16/05/2008 at 18:31

    Sou contra a unificação. De fato, como outras pessoas já disseram antes, a nossa língua é brasileira e não portuguesa. O nosso jeito de falar, enrequecido com o idioma dos índios, dos africanos e demais povos que aqui chegaram após a descoberta do Brasil infundiram um traço cultural único em nosso País e isto foi muito sensível em nosso idioma. Miremos-nos no exemplo dos países de línguas hispânicas, cada um deles tem o seu próprio idioma espanhol, tanto que quando se vai configurar um teclado de computador pode ver que em relação a língua espanhola sempre há entre parênteses o espanhol de cada país, e nenum deles quer se unificar linguisticamente nem com a Espanha, nem com nenhum deles mesmos. Nós temos a nossa identidade, a nossa cultura e a nossa individualidade como povo e como nação, não podemos renegar isso apenas por um saudosismo romântico e sem sentido de voltar a escrever como os portugueses que tanto espoliaram e ofenderam a nossa terra durante a colonização.

  • Junior 16/05/2008 at 18:41

    Pessoal, o Brasil esta fadado a ser potencia mundial. Na verdade ja e, ainda que apresente os problemas de desigualdades que todos conhecemos. O tal acordo pouca coisa va mudar no que se refere ao prestigio de uma das variantes da lingua. E natural que a lingua brasileira tem e sempre vai ter maior prestigio. Nao estou dizendo que somos superiores aos portugueses (nem inferiores, e claro), no entanto e absolutamente compreensivel que prevaleca a lingua de um pais com as dimensoes do Brasil e tao evoluido (evoluido sim, senhor, vamos reconhecer isso finalmente e parar de so enxergar as mazelas – estamos a frente dos europeus e dos norte americanos em varias coisas). A tendencia e o BRASILEIRO tornar-se uma lingua estrangeira de grnade procura, dada a notavel ascencao do Brasil.

  • Norival duarte 16/05/2008 at 18:42

    Eu estou é muito brabo com toda essa reforma, que considero de um mau gosto desgraçado, mais parecendo uma brincadeira de moleques. Não eliminarei o meu querido treminha das minhas linguiças, consequentemente. Olhem só que porcaria ficam essas duas palavras, só pra começar. Mas, e prestem todos bastante atenção, queiramos ou não, quem está embirrado com essa nova zona da língua portuguesa, como eu, terá que engoli-la tranquilamente, pois quem tem programa original do Windows, logo, logo, receberá um update intrometido que corrigirá tudo o que batermos e que entrar na telinha. Com o sumiço do trema incluído! Acho que vou me suicidar comendo uns 20 quilos de linguiça portuguesa! Abençoados serão todos aqueles que possuírem programas piratas. Amém!

    Obs: Escrevi lingüiça (2 vezes), conseqüentemente e tranqüilamente sem tremas, de própósito.

  • Josué Mendes Alves 16/05/2008 at 18:48

    Não entendo o porquê de tanta celeuma. É uma boa notícia e representa o fortalecimento da Língua Portuguesa. Não podemos ignorar as raízes vindas de Portugal, baseando-se em nossas experiências históricas distintas.
    Esse acordo é um gesto de aproximação, não devemos virar as costas para alguém ergue a mão em nossa direção, isso vai contra a hospitalidade brasileira, nós não somos xenófobos, não somos chauvinistas. Vamos regredir nessa altura do campeonato?
    O português é de Portugal, é nosso e de todos os irmãos Lusófonos! E para aqueles que não pensam dessa maneira, digo apenas: sinto muito por você!!
    Estamos enfrentando tantas frentes de batalha na melhoria de nossa sociedade, que ficamos cegos para as pequenas vitórias, isso não pode!!!
    Essa notícia é ótima para o Brasil e brasileiros!!!

  • Aparecida Eliana 16/05/2008 at 18:50

    Acho ótimo esse acordo. Com ele nós lusofonos nos tornamos mais fortes.
    Devemos pensar no global e não no regional. Ningúem vai perder suas origens , ao contrário . Será muito mais simples a compreensão das coisas.

  • Pery Itaguaçu 16/05/2008 at 18:58

    Isso tudo é culpa do Marquês de Pombal, que proscreveu o uso da língua geral. Não fosse ele, falaríamos ainda tupi (nheengatu) e esta controvérsia não existiria. Foi uma decisão lastimável, né não?

  • caruso 16/05/2008 at 18:59

    Uma noção simples, e até elementar, é a de que a padronização unifica, enquanto a diversificação desagrega. Infelizmente, os brasileiros desdenhamos a lingua dominante no País. Há pouco tempo, li que o Prof. Bechara havia comentado que a ABL fazia anos que não tomava iniciativas em defesa do Português. Com isso, ocorreu a predominância dos lingüistas, em contraposição aos gramáticos, por eles chamados de ‘gramatiqueiros’. Confundindo diversidades regionais em torno de uma mesma norma padrão com diversificação regional da língua, pregam a fragmentação da língua brasileira em várias línguas distintas, sob o argumento de que é inadmissível que um país com as dimensões do Brasil tenha apenas uma língua comum. E sem que haja uma outra língua que possa ser considerada uma alternativa factível. Com isso, incentivam o desenvolvimento de jargões paupérrimos, alçados à categoria de língua regional (paulistês, carioquês, gauchês etc). Linguas ancestrais continuam vivas (mandarim, hindu, árabe); os povos bárbaros, com lingua e escrita (alguns) próprias, levaram centenas de anos para transformar o Latim em línguas neolatinas. No Brasil, querem obter o mesmo resultado em apenas três gerações.

  • Mariana Ximenes 16/05/2008 at 19:05

    Oi, achei legal esta união, mas penso que cada nação deve ter seu idioma que retrata a alma de seu povo. Portugal tem suas bichas, nós nossas filas. Deixemos os portugueses com seu alfabeto e língua e trabalhemos para evoluir a língua que herdamos por direito de nossos avós e bisavós.

  • Pablo 16/05/2008 at 19:19

    Conforme havia dito no outro post, confesso que já alimentei argumentos muito ingênuos e até grosseiros contra o acordo. Mas ainda que esteja capenga do ponto de vista do seu conteúdo, acho hoje que seria um ganho enorme no plano simbólico. Como brasileiro, porém igualmente neto de angolano e português, acho triste essa coisa do “cada um na sua” como se fosse um fim em si mesmo. Depõe inclusive contra aquilo que nos seria culturalmente mais caro: o gosto pela antropofagia e pela miscigenação.

  • Benedito Moreno 16/05/2008 at 19:40

    É, acho que depois de tudo isso consolidado, vou ficar contente e justificado com o meu brio partriota, quando de agora em diante poder ver escrito “Brazil”.

  • Sérgio Rodrigues 16/05/2008 at 19:45

    Obrigado a todos. É bom ver esse debate pegando fogo finalmente. Algumas observações, só para evitar mal-entendidos.

    Sérgio José (comentário lá em cima): “bando de povinhos atrasados” aparece no texto justamente para traçar a caricatura de uma posição que eu rejeito, contra o acordo. Lamento ter induzido você a uma leitura equivocada.

    Sobre o inglês e o espanhol, citados por alguns leitores: essas línguas têm, sim, ortografias únicas. Uma bela prova de que a unidade ortográfica não elimina a diversidade lingüística.

    Abraços a todos.

  • Leoncio W. 16/05/2008 at 19:45

    Caro Sérgio,

    Parabéns pelo texto. Também sou favorável ao acordo. Aliás, defendo (e acredito que inexoravelmente chegaremos lá um dia) uma reforma radical. Temos de acabar com essa idéia de ficar defendendo a “pureza linquística”… Em ortografia, entao, aí que a defesa se torna mais ridícula. Nós lusófonos temos de abandonar nossa tradição cartorial. Constituição com milhares de leis, pouco funcional, de um lado, ortografia com milhares de regras e exceções à regra, de outro. Leis e regras ortográficas, como todas as mormas, devem ter apenas um objetivo: facilitar a vida das pessoas, e nao complicar. Escrita foi feita para facilitar a comunicação. Um ponto para reflexão: precisamos de acentos? Nao falo apenas da cretinice do trema, que vai tarde, mas sim de todos os acentos. Se eu escrever lampada, sem acento, alguém entenderá de outra forma? Ok, tem médico, substantivo, e medico, verbo, mas será que o contexto nao resolve tudo? nao aprendemos a lingua primeiro falando, sem saber da exitencia de acentos? Por que complicar a vidas das crianças depois que elas já falam a lingua obrigando-as a aprender acentos e outras regras arcaicas, que existem pela simples razao de existir, sem necessidade funcional? Nossa lingua é bela, amo-a. Mas amá-la-ia ainda mais sem tantas regras idiotas.

    Abs

  • Moises Correa 16/05/2008 at 20:34

    Tô contigo, Franko….até no nome…

  • oscar josé pereira 16/05/2008 at 20:46

    INDEPENDENTE DE ORIGENS OU INSTRUÇÃO SOMOS BRASILEIROS E DEVEMOS TER ORGULHO DA NOSSA LÍNGUA , O NOSSO JEITINHO NÃO NOS FAZ MELHOR NEM PIOR, SE É PARA FACILITAR O ENTENDIMENTO QUE CAIAM TODAS AS REGRAS.

  • Tibor Moricz 16/05/2008 at 21:12

    Quanta celeuma por coisa tão pequena… o preço da cesta básica me preocupa muito mais.

  • Sidmar Zagiacomo 16/05/2008 at 21:17

    Gostei muito do texto, mas como estudante de letras não gosto da idéia do acordo porque as diferenças entre o nosso português e de portugal não são meramente culturais. Existe uma maior facilidade em fazer análises de sintaxe e ortografia com a nossa norma culta. O idioma sempre gerou e irá gerar polêmica, principalmente quanto a mudanças.
    Pior que este acordo só uma lei não votada (ainda bem) para abolir a crase da nossa língua.

  • Alessandre Antoniassi 16/05/2008 at 21:22

    Isso é ridiculo e impossivel, não temos que falar igual a ninguem nem fazer parte de nenhuma aproximação de cultura, temos que ser nós mesmos, isso não nos atrapalha em nada, um país onde existem varias culturas e variações de linguasregionais, temos muito mais valor do que uma lingua antiga e ultrapassada como Portuques (Portugal).
    Tenho orgulho de ser Brasileiro e sou patriota. Se quiserem que nos imitem, pois iguais jamais serão.

  • Leoncio W. 16/05/2008 at 21:24

    Eu axo que deveriamos simplificar ainda mais, radikalizar. Nao tem nenhum sentido prezervar regras arkaikas so porke elas foram impostas asim ou asado. A internet esta ai para provar que a lingua e dinamica. Alias, o portugues atual so eziste porke nossos antepasados absorveram o latim, lingua ainda mais imperial para a epoka romana do que o ingles é oje, e foram alterando gramatika, ortografia e pronunsia com o pasar do tempo – sem purismo. Abaixo a xenofobia, abaixo o cartorialismo e o elitismo. Adeuzinho trema! E ke novas e mais profundas reformas movam nosa bela lingua para akilo que ela deve ser: simplesmente um instrumento de transmisao de ideias, dezejos, sentimentos, orientasoes, kultura. Sem esa de confundir kultura com ortografia! Devemos melhorar nosa edukasao, e muito, mas edukasao de verdade. Em vez de fikarem decorando regras absurdas de asentuasao, ifem, uzo de S, X ou X etc, nosa petizada deveria estar se debrusando sobre os clasicos da literatura, sobre os compendios da melhor ciensia.

    O portugues como nos foi ensinado inverte o sentido das coisas. Primeiro aprendemos a falar com simplisidade, sem asentos e sem confundir os signos e os fonemas. Para uma criança, exceção é simplesmente “esesao”, casa é “caza”; asim ouvimos papai e mamae falarem, asim aprendemos, sem traumas nem tremas. Depois, com a alfabetizao, vem os livros e complikam tudo. Aos sinko aninhos, a criansa ja foi ao pediatra e sabe muito bem que medido e medico e se pronuncia medico. Mas quando se alfabetiza aprende que e precizo por um asento imbesil na silaba “me”. Por ke? Oras, porke sim, porke a silaba tonica e “me”. Uai, viche Maria, ba tche, meu jesuish, mas o guri ja nao sabia como pronunciar direito? por ke contrabandear uma convensao de pronuncia para a ortografia? Ke deskulpem os patrisios da boa terra, mas parese mesmo coiza de portugues de piada!

    Que venha o novo,

    L.W.

  • Leoncio W. 16/05/2008 at 21:37

    Aliás, quanto à crase, ia me esquecendo… Também é uma coisa ridicula, deveria ir para a mesma lata de lixo do trema.

    Pensem só:

    – Eu irei a Portugal no ano que vem. No ano seguinte, irei à Alemanha.

    Claro que dá para aprender a regra. Mas muita gente tem dificuldade, com razao. Ok, Alemanha exige artigo (a Alemanha) e Portugal não (e ainda tem o macete ensinado nos cursinhos: se se volta “da” tem crase, se se volta “de” nao tem). Mas vamos refletir um pouco. Qual o sentido de tanta complicação? Será que nossos brilhantes professores de portugues nao seriam mais uteis ensinando aos alunos como interpretar textos corretamente em vez destas regrinhas bobas?

    L.W.

  • Alberto 16/05/2008 at 21:52

    Ai brasileiros…
    Até quando vai durar este complexo de inferioridade… Estou vivendo na europa há 6 anos e ainda ñ entendo de onde sai esta historia que tudo que vem de fora é melhor que o nacional… O portugues falado é ridiculo nem os proprios portugueses toleram… é muito, mas muito mas pobre que o nosso.. ok somos colonia, mas faz tempo o da independência… sempre vamos aceitar o errado pelo complexo… é só ver a riqueza cultural do brasil, ñ deve a ninguem…
    Viva o Brasil de norte a sul… Beijos a todos e protejam nossa maior riqueza o de ser brasileiro…

  • Sérgio Rodrigues 16/05/2008 at 22:07

    Alberto, se você viu “complexo de inferioridade” neste texto, recomendo ler de novo. E de novo, se for preciso.

  • Alberto 16/05/2008 at 22:21

    Bem sou engenheiros de exatas, onde é uma ciencia exata, mas copiei o trecho do seu texto que me fez pensar nisso, se estou errado…. e afinal o que temos a ganhar com um bando de povinhos atrasados e uma pequena corte culturalmente decadente, mas orgulhosa, que também não quer se misturar com a gente?
    O de povinhos atrasados????

  • Sérgio Rodrigues 16/05/2008 at 22:33

    Alberto, esse trecho se refere, claro, aos países africanos que falam português. E como eu expliquei a um outro leitor, está no texto para ilustrar, um tanto caricaturalmente, um pensamento contrário ao acordo, que eu justamente tento combater. O acordo ortográfico é mais brasileiro que português, daí toda a gritaria que ocorre por lá. Não tem nada a ver com complexo de inferioridade, muito pelo contrário.

  • Josué Mendes Alves 17/05/2008 at 00:16

    Estive relendo os comentários e notei um ranço de uma pseudo-patriotada de alguns.
    Devo reiterar minha posição, que pode não ter ficado clara. Concordo com o Ségio.
    Pessoal, esse acordo vai nos aproximar das outras nações lusófonas. Parece que a misantropia de alguns em relação a internacionalização da língua portuguesa, está encobrindo com um véu esse maravilhoso avanço que nós conseguimos.
    Houve um ato de aproximação de Portugal e dos outros países lusófonos conosco, mesmo que ainda seja mínimo. Isso é bom para Portugal, é bom para o Brasil, é bom para Angola, enfim, é bom para todos.
    Nossa língua em comum é viva, se modifica, aceita novos padrões, é enriquecida e se adapta às novas necessidades do mundo. É isto que está sendo feito. Adaptação para sobrevivência cultural. Isolar-se, hoje em dia, é decretar a própria morte.
    Essa mudança nos deixa mais fortes, porque, caminhamos para uma união lingüística futura do português, e isso é positivo. Onde está o mal? Me expliquem, pois não o vejo!!!
    Os regionalismos nos afastam, distanciam os semelhantes no geral, são propostas fechadas e restritas, berço dos fundamentalismos.
    Devemos nos fechar em nós mesmos, cada um em sua nação. Esse é o raciocínio certo? É a solução para a ampliação da riqueza da lígua portuguesa? Ela não deve ser acessível, de um país lusófono para outro?
    Estamos frente a um desafio, ele vai definir quem nós somos ao longo dos séculos vindouros, em relação a nossa língua.
    Me desculpem, mas não posso ignorar meus pais, eles existiram, me geraram, devo isso a eles!! Queira ou não, Portugal nos gerou.
    Portugal está saindo do seu altismo lingüístico, dando espaço para nós no universo da língua. Nós vamos ignorar isso?

  • pedro curiango 17/05/2008 at 00:17

    Sérgio, vamos discordar. Quando você diz que é falso que o inglês tenha “ortografias diferentes” e que o português é o único idioma com duas ortografias oficiais, seria bom lembrar que tal comparação não faz muito sentido já que os dois grandes países mais importantes em que se fala inglês (EUA e Inglaterra) não têm este idioma como oficial. O EUA sequer têm idioma oficial, como o Brasil, quanto mais ortografia! Alguns (creio que 17) estados americanos, tentando xenofóbica e inutilmente impedir o crescimento do espanhol americano, oficializaram o inglês, mas nem eles tiveram a idéia de oficializar uma ortografia. Foi tudo pura bobagem!
    Acordo ortográfico não vai fazer nada a favor de nenhum dos países que falam português, mas meramente aumentar a confusão e a burocracia que estas modificações oficiais acabam por criar. O caso do inglês é exemplar: seu código ortográfico quase irracional não o impediu de transformar-se no Latim dos tempos atuais. E ninguém, seriamente, tem proposto mudanças num sistema que, este sim!, poderia ser melhorado. Nossa fonética é diferente – como a de um operário londrino é diferente da de um operário de Nova York – mas isto não é, no momento, razão suficiente para modificações maiores no código ortográfico. Nunca iremos falar como os portugueses nem eles irão falar como nós. O código ortográfico atual, com suas pequenas variantes, responde bem às necessidades de escrita das variantes fonéticas. E é quase certo que os prejuízos e confusão que uma mudança de código acarreta, no nosso caso, são muito maiores que quaisquer benefícios que possam ser colhidos. Talvez se empregássemos todo este esforço que vem sendo gasto numa ação de melhoria do estudo da Língua Pátria (lembra-se desta expressão?) em nossas escolas estaríamos fazendo algo muito mais a favor do idioma que todos falamos.
    E resta a maior de todas as dúvidas: será que esta “lei” de reforma ortográfica “vai pegar” aqui no Brasil? Pelo que vejo, a lei anterior nunca pegou em sua totalidade (no caso dos nomes próprios, por exemplo).

  • Sérgio Rodrigues 17/05/2008 at 00:54

    Curiango: de fato, a ortografia do inglês não é “oficial”, mas sedimentada pelo uso. Isso não a impede de ser a mesma em todos os países que falam o idioma – as diferenças, como eu apontei, são tão poucas que caem na categoria de variantes. Quanto a falarmos como portugueses ou eles como brasileiros, este nunca foi nem será, obviamente, o objetivo de uma reforma ortográfica. O investimento em educação é sem dúvida necessário e urgentíssimo, mas não me parece que uma coisa exclua a outra.

  • dona de casa gorda 17/05/2008 at 01:15

    puta merda, de onde vieram todos esses comentários sofríveis?
    não vai dar pra ficar peneirando o que ler e o que não ler.
    abrace a vida modesta e saia do portal, SR.

  • nabuco 17/05/2008 at 07:52

    Logo agora que queimei quase trezentos pilas com um Houaiss!! Concordo com Sr Clair: as editoras serão as grandes favorecidas. Quanta irrelevância….

  • João de Faria 17/05/2008 at 17:59

    SERÁ SÓ POR ACASO QUE O SENHOR ESQUECEU DE MENCIONAR QUAIS SERIAM ESSES TÃO-FALADOS BENEFÍCIOS DA UNIFICAÇÃO?

    FICA DIFÍCIL FAZER COMPARAÇÕES ENTRE CUSTOS E BENEFÍCIOS SE SÓ OS CUSTOS SÃO DEBATIDOS (E LARGAMENTE MENOSPREZADOS) E OS BENEFÍCIOS FICAM NO ABSTRATO, COMO SE SUA EXISTÊNCIA FOSSE CERTA E EVIDENTE. EU, PESSOALMENTE, NÃO ME CONTENTO COM ARGUMENTOS VAZIOS COMO “A UNIFICICAÇÃO FARÁ OS LIVROS PORTUGUESES CIRCULAREM DE FORMA MAIS FÁCIL ENTRE OS BRASILEIROS E VICE-VERSA”

  • Maria do Socorro Albuquerque 17/05/2008 at 19:42

    Poxa! Gostaria de ser uma professora de Português,na expressão da palavra,para poder Criticar esta mudança..é que não aceito por aceitar…Terei de estudar a mudança,não é mesmo?É mudança estrutural ou mudança política?Por que eles,os portugueses,têm restrição à mudança em certos aspectos,salvo engano,meu amigo….O certo é que aqui se muda tudo por qualquer motivo.Não se muda a mentalidade de um povo,(que é a Massa Levada) que Faz de conta de que nada o afeta e nada o afetará num amanhã construido com problemas de toda ordem,inclusive com um nível de conhecimento e defesa precários e preocupantes…Sei Não…Será que isto virá fazer os “brasileiros” falarem e escreverem corretamente..É cada uma!Salada?Comércio?Correção?Bem,a você que é responsável pelo artigo,minha admiração e respeito!

  • CYNTHIA CMN 18/05/2008 at 03:11

    é de grande valia eu texto Sergio!
    Há de se questionar pq ainda não se celebrou esse acordo. Temos que aprender com os hispanofalantes, claro que há variações na língua, mas acho que os lusofalantes são que pouco mais arredios quanto a aceitar que temos que corrigir alguns erros cometido por orgulho. A língua portuguesa é uma das mais lindas do mundo e pq não ter uma única ortografia?

  • Ma 18/05/2008 at 15:29

    Seu texto ficou bom, mas não consigo ser a favor dessa reforma.
    Não acho que deva existir um português único, visto que as influências aqui e acolá foram diversas.
    Tirar tremas e acentos chego a achar quase uma abominação! Eles têm sua função, não estão à toa sobre as letras…
    Dá vontade de passar a falar linguiça (com gui mesmo, sem utilizar da trema) e outras tantas coisas…

  • Laércio Miranda 19/05/2008 at 00:21

    Eu li o José Saramago, e mais algumas obras de alguns historiadores portugueses. dá para perceber que José Saramago é execessão sim, e quando se trata de outras obras, uma ortografia em acordo talvez facilitaria a divulgação e circulação. Acho que vai ser óptmo, ou melhor ótimo.

  • Rafael 19/05/2008 at 09:44

    Confesso que, até hoje, aplicando com toda a força minhas energias cerebrinas, jamais consegui entender que diferença há entre “variante” e diversidade ortográfica. Por que, no caso de theater/theatre, fala-se em variante e, no caso de facto/fato, fala-se em diversidade ortográfica?

    Por que, afinal de contas, o Português precisa de uma ortografia oficial parida pelos tecnocratas do idioma e o Inguês, a língua mais difundida e com o maior léxico do mundo, não?

    Por que raios os livros portugueses, caríssimos para os brasileiros, irão afluir, com a intensidade de mil pororocas, no mercado editorial brasileiro graças à singela modificação, essencialmente casuística e cheia de arbitrariedade, de algumas regras ortográficas?

  • Marco Oliveira 23/05/2008 at 19:10

    O inglês, assim como o francês, não tem duas ortografias “oficiais” porque não tem nenhum diploma ortográfico. O que não perece ter dificultado o desenvolvimento cultural das sociedades que os usam e o intercâmbio entre elas.

    O inglês tem mais e maiores diferenças ortográficas que o português, não apenas o -er/-re (meter/metre).
    Em português as diferenças são muito pequenas. Trema, úmido/húmido, fato/facto, ótimo/óptimo e acentos circunflexo/agudo. Fora os dois primeiros casos, correspondem às pronúncias de cada país, fazendo da unificação uma violência. Com a reforma, um português lendo “fato” pronunciará “facto”, um brasileiro lendo “infeção” dirá “infecção” e “receção” “recepção”!

    A língua sofre modificações naturais no tempo e as alterações deveriam se dar somente através de gramáticas descritivas, não prescritivas, de recomendações e de registros em dicionários. A existência de uma “Lei” ou norma impositiva é aberrante. Já houve reformas em 1911, 1945 e 1971, praticamente uma para cada geração. Ou seja, tivemos três gerações seguidas sem saber escrever direito seu idioma. Agora querem parir mais uma. As reformas e a unificação que precisamos são a extinção dessas leis, com o retorno de k, y e w, que nunca deveriam ter sido banidos, e o foram por medida de força da lei; e a eliminação de analfabetos reais e funcionais, em qualquer variante do idioma, o que só se consegue através de livros, que serão mais uma vez destruídos por lei ortográfica, novamente pela força. Isso é obscurantismo tipicamente luso e brasileiro, violência inquisitorial.

  • Sérgio Rodrigues 23/05/2008 at 20:58

    Marco: a ortografia do inglês não é – nunca foi – “oficial”, mas sedimentada pelo tempo, pelo uso, um privilégio que nós, lusoparlantes, devido a uma série de erros passados, já não temos. Sua linha de raciocínio sobre os distúrbios que as reformas ortográficas introduzem na educação é relevante, e por isso mesmo não merece ser escoltada pelo argumento falso de que o inglês tem “mais e maiores diferenças ortográficas que o português”. Quais? Onde? Como? Exemplos, por favor.

  • Marco Oliveira 24/05/2008 at 14:55

    Discutir o inglês não é o ponto. O ponto é o autoritarismo de uma LEI, impositiva, feita por poucos para DEFINIR, não ORIENTAR, o que não lhes pertence, nem por delegação. Que é de todos os usuários da língua, dos conhecimentos e da história de povos, da vida cotidiana, pública e privada das pessoas. Cabe impedir esse OFICIALISMO nas nossas vidas e mentes. Não somos servos lingüísticos de medalhões, somos senhores de nosso idioma. Que deve ser mantido pelos apreço e afeto que tenhamos a ele e que essas reformas põem-se a destruir.

    Os pontos são o autoritarismo e a falta de educação e informação habituais em Portugal e no Brasil. A difusão de livros ao longo do tempo, sob a mesma regra ortográfica e por menor preço, lhes seriam destruidores. Coincidência?

    Alguns links com diferenças do inglês. Nenhum definitivo, embora o Oxford seja de peso.
    http://www.askoxford.com/betterwriting/us/?view=uk
    http://www2.gsu.edu/~wwwesl/egw/jones/differences.htm
    http://www.peak.org/~jeremy/dictionary/tables/spellcat.php
    http://en.wikipedia.org/wiki/American_and_British_English_spelling_differences
    http://www.musicalenglishlessons.org/spelling-diffs.htm

  • mapoliveira@cpovo.net 24/05/2008 at 14:58

    Discutir o inglês não é o ponto. O ponto é o autoritarismo de uma LEI, impositiva, feita por poucos para DEFINIR, não ORIENTAR, o que não lhes pertence, nem por delegação. Que é de todos os usuários da língua, dos conhecimentos e da história de povos, da vida cotidiana, pública e privada das pessoas. Cabe impedir esse OFICIALISMO nas nossas vidas e mentes. Não somos servos lingüísticos de medalhões, somos senhores de nosso idioma. Que deve ser mantido pelos apreço e afeto que tenhamos a ele e que essas reformas põem-se a destruir.

    Os pontos são o autoritarismo e a falta de educação e informação habituais em Portugal e no Brasil. A difusão de livros ao longo do tempo, sob a mesma regra ortográfica e por menor preço, lhes seriam destruidores. Coincidência?

    Alguns links com diferenças do inglês. Nenhum definitivo, embora o Oxford seja de peso.
    http://www.askoxford.com/betterwriting/us/?view=uk
    http://www2.gsu.edu/~wwwesl/egw/jones/differences.htm
    http://www.peak.org/~jeremy/dictionary/tables/spellcat.php
    http://en.wikipedia.org/wiki/American_and_British_English_spelling_differences
    http://www.musicalenglishlessons.org/spelling-diffs.htm

  • Marco 24/05/2008 at 15:31

    Discutir o inglês não é o ponto. O ponto é o autoritarismo de uma LEI, impositiva, feita por poucos para DEFINIR, não ORIENTAR, o que não lhes pertence, nem por delegação. Que é de todos os usuários da língua, dos conhecimentos e da história de povos, da vida cotidiana, pública e privada das pessoas. Cabe impedir esse OFICIALISMO nas nossas vidas e mentes. Não somos servos lingüísticos de medalhões, somos senhores de nosso idioma. Que deve ser mantido pelos apreço e afeto que tenhamos a ele e que essas reformas põem-se a destruir.

    Os pontos são o autoritarismo e a falta de educação e informação habituais em Portugal e no Brasil. A difusão de livros ao longo do tempo, sob a mesma regra ortográfica e por menor preço, lhes seriam destruidores. Coincidência?

    Alguns links com diferenças do inglês. Nenhum definitivo, embora o Oxford seja de peso.
    http://www.askoxford.com/betterwriting/us/?view=uk
    http://www2.gsu.edu/~wwwesl/egw/jones/differences.htm
    http://www.peak.org/~jeremy/dictionary/tables/spellcat.php
    http://en.wikipedia.org/wiki/American_and_British_English_spelling_differences
    http://www.musicalenglishlessons.org/spelling-diffs.htm

  • Oliveira Marco 24/05/2008 at 16:23

    Imoral. A censura no bleeerg é imoral. É impedida nova mensagem de um mesmo IP. Se isto ocorresse num desqualificado país de língua francesa ou inglesa seria caso de retratação pública, além de contar os paus que contém uma canoa.

    Discutir o inglês não é o ponto. O ponto é o autoritarismo de uma LEI, impositiva, feita por poucos para DEFINIR, não ORIENTAR, o que não lhes pertence, nem por delegação. Que é de todos os usuários da língua, dos conhecimentos e da história de povos, da vida cotidiana, pública e privada das pessoas. Cabe impedir esse OFICIALISMO nas nossas vidas e mentes. Não somos servos lingüísticos de medalhões, somos senhores de nosso idioma. Que deve ser mantido pelos apreço e afeto que tenhamos a ele e que essas reformas põem-se a destruir.

    Os pontos são o autoritarismo e a falta de educação e informação habituais em Portugal e no Brasil. A difusão de livros ao longo do tempo, sob a mesma regra ortográfica e por menor preço, lhes seriam destruidores. Coincidência?

    Alguns links com diferenças do inglês. Nenhum definitivo, embora o Oxford seja de peso.
    http://www.askoxford.com/betterwriting/us/?view=uk
    http://www2.gsu.edu/~wwwesl/egw/jones/differences.htm
    http://www.peak.org/~jeremy/dictionary/tables/spellcat.php
    http://en.wikipedia.org/wiki/American_and_British_English_spelling_differences
    http://www.musicalenglishlessons.org/spelling-diffs.htm

  • nome 24/05/2008 at 16:28

    Imoral. A censura no bleeerg é imoral. É impedida nova mensagem de um mesmo IP. Se isto ocorresse num desqualificado país de língua francesa ou inglesa seria caso de retratação pública, além de contar os paus que contém uma canoa.

    Discutir o inglês não é o ponto. O ponto é o autoritarismo de uma LEI, impositiva, feita por poucos para DEFINIR, não ORIENTAR, o que não lhes pertence, nem por delegação. Que é de todos os usuários da língua, dos conhecimentos e da história de povos, da vida cotidiana, pública e privada das pessoas. Cabe impedir esse OFICIALISMO nas nossas vidas e mentes. Não somos servos lingüísticos de medalhões, somos senhores de nosso idioma. Que deve ser mantido pelos apreço e afeto que tenhamos a ele e que essas reformas põem-se a destruir.

    Os pontos são o autoritarismo e a falta de educação e informação habituais em Portugal e no Brasil. A difusão de livros ao longo do tempo, sob a mesma regra ortográfica e por menor preço, lhes seriam destruidores. Coincidência?

    Alguns links com diferenças do inglês. Nenhum definitivo, embora o Oxford seja de peso.
    http://www.askoxford.com/betterwriting/us/?view=uk
    http://www2.gsu.edu/~wwwesl/egw/jones/differences.htm
    http://www.peak.org/~jeremy/dictionary/tables/spellcat.php
    http://en.wikipedia.org/wiki/American_and_British_English_spelling_differences
    http://www.musicalenglishlessons.org/spelling-diffs.htm

  • mapoliveira@cpovo.net 24/05/2008 at 16:34

    Imoral. A censura no bleeerg é imoral. É impedida nova mensagem de um mesmo IP. Se isto ocorresse num desqualificado país de língua francesa ou inglesa seria caso de retratação pública, além de contar os paus que contém uma canoa.

    Discutir o inglês não é o ponto. O ponto é o autoritarismo de uma LEI, impositiva, feita por poucos para DEFINIR, não ORIENTAR, o que não lhes pertence, nem por delegação. Que é de todos os usuários da língua, dos conhecimentos e da história de povos, da vida cotidiana, pública e privada das pessoas. Cabe impedir esse OFICIALISMO nas nossas vidas e mentes. Não somos servos lingüísticos de medalhões, somos senhores de nosso idioma. Que deve ser mantido pelos apreço e afeto que tenhamos a ele e que essas reformas põem-se a destruir.

    Os pontos são o autoritarismo e a falta de educação e informação habituais em Portugal e no Brasil. A difusão de livros ao longo do tempo, sob a mesma regra ortográfica e por menor preço, lhes seriam destruidores. Coincidência?

    Alguns links com diferenças do inglês. Nenhum definitivo, embora o Oxford seja de peso.
    http://www.askoxford.com/betterwriting/us/?view=uk
    http://www2.gsu.edu/~wwwesl/egw/jones/differences.htm
    http://www.peak.org/~jeremy/dictionary/tables/spellcat.php
    http://en.wikipedia.org/wiki/American_and_British_English_spelling_differences
    http://www.musicalenglishlessons.org/spelling-diffs.htm

  • Sérgio Rodrigues 24/05/2008 at 17:54

    Tente ficar calmo, Marco. É óbvio que não tem censura nenhuma. Você apenas enviou um comentário cheio de links, e por isso caiu no filtro anti-spam, como ocorreria em qualquer blog ou site digno desse nome. A internet é assim. Você foi obrigado a me esperar voltar da praia para liberá-lo. E se decidi liberar todos os comentários, aparentemente repetidos, foi porque não sei se haverá pequenas diferenças entre eles (confesso que não li tudo), e prefiro correr o risco da redundância ao de ser chamado mais uma vez de censor. Acusação grotescamente injusta, diga-se – mas é evidente que você não conhece o Todoprosa direito, deve-se dar um desconto.

    No mais, concordo que discutir o inglês não é o ponto. Foi você que tentou discuti-lo, levantando o argumento – furado, como demonstram seus próprios links – de que ele tem uma diversidade ortográfica maior que a nossa.

    Quanto ao resto de seu ataque ao acordo, como eu já disse, acho que tem peso. Apenas não suficiente.

    Saudações.

  • Laura Antunes 25/05/2008 at 13:42

    Olá Sérgio,

    Que artigo bom! Eu o enviei para o poeta Carlos Alberto Lima Coelho que o republicou na Vitrine Literária do Site Lima Coelho, que é muito acessado, inclusive por autores portugueses. E já foram postados alguns comentários interessantes
    http://www.limacoelho.jor.br/vitrine/index.php?pg=1&&cat=ESPECIAIS

    Também recebi um e-mail “quase” zangado, por ser muito firme, porém muito educado do Sr. Mário Bettencourt Faria, um cronista português, que o Site Lima Coelho publica muito. É tão bom que vale à pena republicar.

  • Laura Antunes 25/05/2008 at 13:46

    Sérgio, por favor mande seu e-mail para o meu, para que eu possa enviar-lhe a carta de Mário, de Portugal. É muito boa mesmo, apesar da zanga dele

  • Caetana Campos 25/05/2008 at 16:08

    Prezado Sérgio, achei seu artigo muito preciso. Parabéns. Já li também o do Mário Betencourt Faria no site Lima Coelho. Ele, como todos os portugueses conservadores da língua, têm lá suas razões. Mas a língua falada não é morta, por que a escrita teria de ser?
    Li também um comentário d eum professor português em sua crônica no site do poeta que penso ser valioso colocar aqui:

    Aqueles que passaram pelos bancos universitários e estudaram Filologia,Linguística e Latim sabem que o Português não ´é uma língua adoptiva filha de pais incógnitos ,antes tem uma matriz bem definida e histórica que justifica a sua própria grafia. Ninguém pode, por exemplo, contrapor que de factum derivou facto e não fato.O acordo é um acto de contracultura e ainda que muitos brasileiros o considerem uma vitória diplomática ele não passará disso mesmo ficando reduzido nas suas pretensões. A investigação e o estudo da língua continurão em Portugal,tendo como almas mater o latim ,o grego e o árabe clássicos.Os estudantes brasileiros que desde 1577 têm frequentado a Universidade de Coimbra são o testemunho mais fiável da espiritualidade que une Portugal ao Brasil que agora fica beliscada por razões ortográficas pois o povo português manter-se-á fiel aos ensinamentos que colheu nas suas escolas.
    Comentário Enviado Por: Ribeiro Martinho Em: 25/5/2008

    Também sou uma fã das crônicas do Mário.

  • Sérgio Rodrigues 25/05/2008 at 17:09

    Cara Caetana, muito obrigado pelas palavras gentis, mas permita-me discordar sobre o que teria de “valioso” o comentário por você reproduzido aqui. A não ser, talvez, como exemplo cômico, de tão eloqüente, de um pensamento embolorado infelizmente comum em Portugal, que cultiva mais do que suas imensas fragilidades recomendariam o preconceito contra a cultura brasileira. Desculpe-me, mas falta-me paciência para esse tipo de bobagem. Uma pessoa tem o direito de ser conservadora e contrária ao acordo ortográfico, inclusive com argumentos ponderabilíssimos. Mas não de escrever tamanha sandice sobre fato/facto, não lhe parece? Apareça sempre, um abraço.

  • Caetana Campos 25/05/2008 at 22:22

    Sérgio, sejamos sensatos. No contexto é valioso ouvir até sandices. Eu acho. Se eu não as ouvir com atenção, como elaborar argumentos para detoná-las. Não façamos de conta que as sandices existem. Elas existem. É o que penso. E respeito os eu direito de pensar diferente.

  • Sérgio Rodrigues 25/05/2008 at 23:33

    Caetana, concordo que as sandices existem. Quando um debate fica muito polarizado, como este ficou, são até mesmo inevitáveis. E ilustrativas. Mesmo assim, acho que é importante apontá-las, para que a discussão não se afoque em argumentos toscos e puramente apaixonados, que só conseguem gerar reações toscas e apaixonadas do outro lado.

  • Maria Helena Viegas 26/05/2008 at 11:33

    O debate está até engraçado no Site Lima Coelho, onde o artigo do Sérgio foi bem recebido. A reação de um professor português foi d eum elitismo bem tosco
    http://www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1433

  • Giovani - Pinda - Vila São Benedito 09/06/2008 at 17:18

    Acho que a língua portuguesa falada no Brasil devia passar a se chamar língua brasileira em decorrência da misturas que ocorreram no país: índios, negros, e outros idomas de imigrantes asiáticos e europeus.

  • Miguel Soares 10/01/2011 at 11:35

    Excelente texto! Abraço desde Portugal. Infelizmente desde o princípio dos tempos que sempre foi mais fácil dividir do que unir.. mesmo que com a divisão percamos todos.

    • sergiorodrigues 10/01/2011 at 19:03

      É isso mesmo, Miguel, infelizmente. Um abraço e obrigado pela mensagem.

  • Hugo 30/01/2013 at 00:10

    Como você defende a unificação ortográfica da língua portuguesa, convido-o a tomar uma atitude que contribui para essa unificação. Como sabe, o Acordo Ortográfico deixou muitas duplas grafias, que constituem um obstáculo à unidade da escrita. Acontece que muitas das grafias consideradas portuguesas na verdade também existem no Brasil, mas de forma minoritária. Convido-o a usar e difundir essas variantes, e assim contribuir para que passem a ser de uso generalizado no Brasil, dirimindo divergências ortográficas com Portugal. Isso é uma ação em prol da unidade do português. Use essas variantes em seus artigos, informe seus leitores sobre elas. Inicie essa onda.

    Eis a lista de variantes (todas contidas no dicionário Houaiss brasileiro) que devem ser postas em circulação:

    aspeto (variante de aspecto)
    conjetura (variante de conjectura)
    detetar, detetor (variantes de detectar, detector)
    epilético (variante de epiléptico)
    excecional (variante de excepcional que também tem a vantagem de deixar mais claro para o falante o parentesco da palavra com “exceção”)
    fação (variante de facção)
    infeção, infetado, desinfetante (variantes de infecção etc.)
    ótica (óptica não é uma forma usada em Portugal)
    respetivo (variante de respectivo)
    suscetível (variante mais usada de susceptível, forma restrita ao Brasil)
    tática (variante de táctica, idem acima)

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