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Argentina brilhou em Frankfurt
Pelo mundo / 11/10/2010

A participação da Argentina como país homenageado na Feira de Frankfurt deste ano, encerrada ontem, foi chamada de “a mais literária que tivemos em anos” pelo diretor do evento, Juergen Boos, que se declarou convencido de estar ocorrendo neste momento “uma redescoberta da literatura da América Latina”. O caminho que conduziu até lá não foi, no âmbito doméstico, livre de percalços, como demonstra a crítica à exploração da imagem de ícones como Carlos Gardel e Diego Maradona contida num abaixo-assinado divulgado mês passado por escritores argentinos. No entanto, uma conferida na luxuosa cobertura online feita pela equipe da revista “Ñ”, do jornal “Clarín”, confirma a impressão de uma oportunidade bem aproveitada. Isso se vê nas boas ideias levadas ao pavilhão – como o labirinto (borgiano, evidentemente) que contava a história da literatura argentina e o memorial em homenagem aos escritores desaparecidos na ditadura – mas também em ações preparatórias como um programa estatal de apoio a traduções, lançado ano passado e batizado Sur, que promoveu a edição de 130 escritores argentinos em 54 países. A presidente do comitê organizador argentino, Magdalena Faillace, classificou a sensação de ver em Frankfurt tantos conterrâneos traduzidos em tantas línguas como “erótica”. O Brasil tem…