Não é um estudo científico, mas o resultado da pesquisa feita pelo blogueiro e autor americano de fantasia Jim C. Hines com 246 romancistas publicados – aqui e aqui – derruba alguns mitos persistentes no mercado:
1. O de que é possível fazer sucesso do dia para a noite: o grupo mais numeroso de entrevistados levou onze anos entre começar a escrever e publicar seu primeiro livro – e houve quem levasse mais de quarenta.
2. O de que, sem um pistolão, é impossível para um autor inédito arrombar a porta das grandes editoras.
3. O de que publicar contos em revistas abre caminho para a edição de narrativas longas (este é um mito mais americano).
O subtexto é que, no fim, o que conta mesmo é a velha dobradinha: talento e suor.
O trabalho de Hines é apresentado meticulosamente. Vale a pena conferir todas as tabulações.
13 Comentários
Talento, suor e uma pitada de sorte de encontrar a pessoa certa no momento certo. 😉 Bjs
alguns tem mais contatos e amizades.
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interessante, mas seria mais interessante ainda algo parecido com o mercado editorial brasileiro, que me parece ser beeeeeeem diferente do americano. Principalmente com essa coisa do pistolão..se bem que isso pode ser só um recalque mesmo da minha parte ehehe
Mais de quarenta!
Ainda me resta uma esperança…
Acho que é talento, um pouquinho de sorte e achar um tema que esteja de acordo com o momento histórico e o interesse do leitor… cito o exemplo do livro Estação Carandiru do Drauzio Varella… alguém apostaria que logo no seu primeiro livro ele faria tanto sucesso? Ee escreveu o mesmo depois dos 50 anos e ficou 195 semanas na lista dos mais vendidos de prestigiada revista semanal brasileira.
A boa literatura ficcional não envelhece. O Coronel e o Lobisomem, do sempre genial José Cândido de Carvalho, e tantos outros títulos de excepcional qualidade, estão aí para provar.
Pensando bem, talvez seja melhor alguns anos de gaveta(quarenta anos de espera, vá lá, é um certo exagero neste nosso mundo sedento de respostas imediatas para necessidades sempre urgentíssimas…) do que o esquecimento quarenta dias depois.
Às vezes me assalta a dúvida: ter os meus inéditos, ou lançar o livro que ninguém vai ler?
A quem se inicia não se deve negar apoio – nem crítica.
No mercado nacional me sinto um vendedor da Avon, batendo de porta em porta até cansar. Mas os resultados virão. Abss! Muito bom o link.
Eu tenho uma idéia:
Basta largar os mitos e segurar na Barra do Manto do rei. NÃO TEM O QUE ERRAR.
Demora? Claro. Ganhamos? Para quê, já temos o Rei….
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para mim…
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é isso…
Teus textos me fazem pensar… avante, “da palavra”… e nem acho assim tão prosa… kkkk
Eric, amado! Troque de produto pois Avon é iniquidade. E o grande iníquo é aquele tal que vem para roubar, matar e dstruir…
Portanto… filho, vamos parar de bate de porta em porta com a iniquidade, pois o iníquo já está as portas. Ainda bem que estamos a uns passos na frente dele.
Basta estarmos a um passo quando o que nos separa são gotas e Sangue do Amoroso Jesus Lindão!
iiii corrigindo: “destruir”; “às portas”; à um passo tem crase? não sei.iii
“quando o que nos separa são gotas de Sangue do Amoroso Jesus Lindão”.
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