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Um belo pôster, um enxame de autores e outros links

04/05/2012

O pôster ao lado (“Estes são seus filhos. Estes são seus filhos com livros”) é uma criação do grupo americano de incentivo à leitura Burning Through Pages. Uma beleza, não? Via Galleycat.

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O romance é escrito frase por frase. Para cada uma delas, qualquer pessoa pode inscrever uma concorrente (até 140 toques). Usuários como você votam então em cada uma das frases inscritas, dando-lhes cotações de +1 ou -1. A que tiver a maior nota torna-se então uma frase do romance, pelo menos até que outra inscrita obtenha uma contagem maior.

Clique aqui para ler mais sobre a ideia, e aqui para conferir a execução.

Ah, sei. Mas já que estamos interativos, proponho outra votação.

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Parece ser parte do espírito do tempo a aposta no coletivismo. Mesmo quando os autores são indivíduos: será que “coletivos” e cooperativas de escritores estão escritos no futuro da autopublicação? Alison Flood, do blog de livros do “Guardian”, acredita que sim (em inglês).

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O escritor londrino Will Self fez dia desses uma curiosa e enfática defesa das “palavras difíceis”, comparando o gosto de nosso tempo pela facilidade textual com os playgrounds emborrachados das crianças. Vale confrontar com a crônica que publiquei no último domingo no Sobre Palavras, uma condenação do pernosticismo intitulada “Como ser desonesto com as palavras”. Os textos parecem inconciliáveis, mas não creio que sejam. Também acho que a dificuldade vocabular pode ser boa e honesta. O problema é que raramente é.

2 Comentários

  • Raul Cézar 04/05/2012em11:26

    Creio que nessa “coletividade criativa” a “excelência individual” cai por terra. Grandes nomes da literatura universal, como Proust ou Flaubert, surgiram com obras enormes que consumiram muito tempo de suas vidas, muita criatividade, muito “engenho e arte” (nas palavras de Camões). Sou da opinião do Goethe de que “o talento [se forma] na solidão”. Essa ideia de escrever coletivamente não passa de mirabolância pseudoliterária.

  • Elizabeth 04/05/2012em15:18

    Olá, Sérgio. É bem interessante esta proposta de escrever um romance a muitas mãos. Será que podemos fazer a experiência aqui? Ao invés de romance, poderíamos brincar de escrever contos. O que você acha? Um abraço.