Hoje o Pop Literário de Sexta fica por conta dos leitores do Todoprosa. A ideia foi lançada aqui na segunda-feira, baseada numa lista de capas horrorosas (reais) preparada pela Flavorwire: imaginar como seria se clássicos da literatura brasileira viessem embalados em capas cretinas, mas de grande apelo comercial. O pessoal pegou direitinho o espírito da coisa. Vinicius Linné lançou mão da boa e velha apelação sexual para vender Clarice Lispector. Wellington Santos preferiu, na promoção de Dalton Trevisan, usar o expediente – bastante em voga – de fingir ser o que não é, pegando carona no sucesso alheio a fim de fisgar o leitor desatento. Ivan Santos optou por João Ubaldo Ribeiro e uma mistura de falta de noção e cara-de-pau que descortina novos horizontes para o conceito de “capa cretina”, enquanto Guilherme Carvalhal – que só esqueceu o nome do autor de “O rei da vela”, Oswald de Andrade – ficou no terreno batido, mas sempre eficaz, da malhação de Judas. Bom fim de semana a todos.
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2 Comentários
Sérgio, publico meu terceiro livro daqui a duas semanas pela Multifoco. Posse te enviar um exemplar?
Claro, Guilherme. Me mande um email que eu respondo com o endereço. Um abraço.