Não deixe de ler as resenhas e de comentar os resultados, mesmo que você não tenha lido os concorrentes (eu mesmo só li dois), discursa Lucas Murtinho, o cartola. E, se uma resenha despertar seu interesse, não confie no jurado nem nos comentaristas, compre os livros e decida por si mesmo. E divirta-se. Nós, aqui dos bastidores, já estamos nos divertindo.
Está no ar o site da Copa de Literatura Brasileira.
45 Comentários
Sérgio,
Do alto de minha ignorância afirmo, sem medo de ser feliz, que não li nenhum dos concorrentes – e, com igual despudor, afirmo também que estou torcendo por você descaradamente! Espero, até o final da competição, poder ter lido pelo menos o livro pelo qual farei campanha – o seu. Boa sorte!
Pelo amor de Deus! Se não tem nada a dizer, que fique calada. Bajulação tosca e basbaque. Insuportável essa tentativa de alguns de fazer média com o dono do blog. Que enfado!
Obrigado, Camila. Espero que você leia mesmo o livro e que ele justifique essa parcialidade futebolística. Um abraço.
Calma, stanley. A Camila, uma amiga virtual de verdade, não precisa recorrer à bajulação. Só quis deixar uma mensagem afetuosa e, repare, até auto-irônica (“não li nada”). Se ela cometeu algum erro, foi o de não levar em conta a acidez do solo por aqui.
Ok, Sérgio
Só quis dizer que procuro leituras que sejam feitas de boa fé e que tenham um mínimo de pé e cabeça. Rapapés e bajulações não acrescentam.
Eu vou te contar uma coisa, a idéia dessa Copa é bem legal, gostei da iniciativa. Não vou massagear as bolas do Sergio Rodrigues, que isso realmente não é coisa que se faça neste recinto, mas espero que Flowerville chegue às semi-finais, porque é texto muito divertido. Não digo que merece a taça, porque não li vários dos concorrentes e um certamente é páreo duro: Memorial de Aires. Sentemos, abramos um champagne e vejamos quem peleja melhor…
Grato, Paulo. Tem alguns ossos duros na disputa. Acho que vai ser divertido.
Divertido é tudo que vai ser. Tenho pena daqueles que não têm o humor necessário e vão ficar reclamando.
esse tipo de copa é bem apropriado pro panorama atual da literatura brasileira: Um “campeonato” irrelevante para livros irrelevantes.
O autor corinthiano vai vencer.
RAÇA!
Interessante o comentário do Thiago. Parece ter lido tudo, o moço! Como ele consegue? Será um editor onisciente e onipresente? Ou será simplesmente mais uma besta que se julga onipotente?
Off-topic
Como o Sergio disse lá em cima: A acidez de algumas coisas por aqui anda tão forte que acho que tem gente corroendo as próprias entranhas com tanto ácido escorredno pelos póros…
Elogiar o Sergio pode ser desnecessário, mas vir aqui e falar que é desnecessário é ainda mais absurdadmente desnecessário.
Acho incrível essa tara que alguns tem de só escrever para reclamar, esculhambar e criticar sem mais nem menos o que quer que seja. Tem um pessoal que já ultrapassou o limite de ser chato e antipático.
Se não tem nada para escrever que não seja um ataque desnecessário, então não escreva…
iconoclastia é uma coisa, antipatia, chatice, burrice, estupidez e afins são outras coisas completamente diferentes…
Companhia das Letras 5
Record 6
Objetiva 3
L&PM 1
Rocco 1
Ganha a Record ou a Companhia das Letras?
Velhaco, isso realmente importa?
A Record e a Cia das Letras são a Nike e a Adidas no certame.
Só quero ver se alguns dos jurados terão personalidade suficiente para falar mal de dos livros, porque nessa base de amigos resenhando amigos não se vai muito longe. E tb desconfiarei de elogios desmesurados– lembrem-se, não se trata de um Parapan literário destinado a melhorar a auto-estima de neófitos incapacitados por condições injustas etc etc. É, pelo que entendi, uma competição, mas tenho minhas suspeitas desses pseudoconcursos que o Brasil arma e que se destina apenas a fortalecer determinadas camarilhas. Ou seja, espero que não seja um festival de Gramado. Agrada-me bastante o formato “mata-mata”- haverá, pelo que entendi, apenas um campeão, e não uma distribuição de prêmios e encômios p/ nenhum autor ficar descontente.
se destinaM
E não é que o Lucas Murtinho foi quem ganhou o sorteio do livro do Sérgio aqui no blog!
Que sorte!
Caramba, não é que o velhaco, que além de velhaco é astuto, desmascarou uma sórdida rede de corrupção na literatura brasileira baseada em sorteios fraudados de exemplares de divulgação? É muita bandalheira. O que virá em seguida? Críticos subornados com notas do Banco Imobiliário?
Sérgio,
Foi você quem disse que o sorteio foi fraudado.
Eu apenas constatei a fortuna do contemplado.
Os exemplares de divulgação chegam a uma dezena?
Suborno já é resvalar para o cúmulo da picada.
Não tem jeito, Sérgio, pegaram a gente. Sugiro abandonar o resto do plano: adiante sua passagem e venha logo para Paris, onde poderemos desfrutar impunemente da montanha de dinheiro que conseguimos extorquir dos ingênuos… Peraí… Velhaco, quem a gente tá enganando mesmo?
Sagunda-feira calma. Copa de literatura, futebol das letras. Pelo visto todos os paricipantes são romances. Será que haveria meios de rolar uma partida entre um livro de contos e um romance? Ou seria isso uma disputa desigual, como uma equipe de futebol de salão jogando contra uma de onze. E uma novela jogaria contra quem? Aliás, sempre fiquei cismado com esta definição do gênero. Posso estar enganado mas na literatura inglesa, novel é romance, short-stories , contos. Na França também não me parece haver essa distinção: roman = romance, nouvelle = conto. Em espanha e Portugal, não sei. Será isso uma idiossincrasia de nossa literatura (ou dos estudos acadêmicos sobre ela?). Enfim questões que lanço aos meus botões. Mas, helàs, os botões nunca me respondem.
Sérgio, você falou de velhacos no alto da página e logo apareceu um epígono.
Saudações da praia.
Tem alguma vaga para gandula nesse campeonato?
Daqui a pouco vão propor a CPI das Letras.
Na blog da sra.Miloni há um post defensivo dizendo oh, que absurdo, como alguém pode pensar que essa Copa possa transformar-se numa ação entre amigos etc etc.
Pelo sim pelo não, eu sugiro ao Lucas Murtinho que peça aos juízes selecionados, ao apresentar suas razões, full disclosure sobre eventuais contatos, amizades etc com os autores que estão julgando, tal como faz a Economist ao resenhar livros de jornalistas da casa.
Por exemplo: se crítico e autor se conhecem, comunicam-se por email, trocaram links dos respectivos sites etc, isso deveria estar claro logo no começo do texto em que o juiz revela seu escolhido.
O mesmo vale para aqueles que estejam comentando livros de casas editoriais para as quais trabalhem ou prestem serviços eventuais.
Ué, sem problemas, Bemveja. Já entrevistei o Antonio Fernando Borges, então coloque meia hora de conversa na lista. Fora isso, acompanho o blog dele. Acompanho o blog do Sérgio, comento bem às vezes – porque é raro eu ter paciência para encarar as coisas que as pessoas escrevem aqui nos comentários. Nunca falei com o Sérgio sobre assuntos que não tenham a ver com o Todoprosa, que me lembre. E nunca li nenhum livro dele.
E já ter resenhado livros de Scliar e Cony? Algum problema nisso?
Considero-me esclarecido.
o primeiro a morder a isca
Pessoal, isso de duvidar do juiz faz parte do jogo. É uma das coisas que sustenta nossa paixão pelo futebol, e é o que já garante os debates mais emocionados dessa copa literária.
A idéia é ótima. Simples e inteligente. Eleva a literatura ao patamar do futebol (lhes fala um amante dos gramados. E dos livros). E, pelos comentários acima, a literatura nacional vive uma crise de ausência de craques tão grande quanto o Brasileirão. Ainda assim eu assisto aos jogos. Ainda assim eu leio os livros.
E o corintiano só vai ganhar se arrumar resultado! Vamo, São Paulo! Abraço.
Bemveja, num futuro não muito distante vamos mudar a página com a tabela da Copa, tirando as sinopses dos livros e colocando uma pequena biografia de cada jurado. Essa biografia vai incluir a “full disclosure” que você pediu, e que também acho importante.
Sobre a personalidade dos jurados, também concordo com você: espero que eles sejam elogiosos ou críticos de acordo com os méritos do livro e não com a simpatia que sentem pelo autor. Se não for o caso, vou ser o primeiro a usar usar a caixa de comentários da Copa para reclamar.
Areias, foi mesmo uma decisão minha não colocar livros de contos na Copa, pelo motivo que você intuiu: conto é, no mínimo, uma modalidade diferente. E novela em inglês é “novella”. Em francês, por outro lado, acho que não há um termo para essa coisa entre o romance e o conto.
Abraços,
Lucas
Scliar, Cony e Torres… acima de qualquer suspeita.
Murtinho,
Você surtou?
Mas que horror! Eu só disse que você ganhou uma merreca de sorteio de um livro de 28 contos e vocês já vem me falar em estorquir?
Mas assim vocês ficam mal.
O pessoal vai pensar o quê?
Mas não levem a mal não. Esta história de botar dois livros e escolher um que pretensamente seria tido como “melhor” é uma faca de dois cumes.
Qual o critério?
Velhaco, cada um diz suas razões e depois agüente a caixa de comentários pipocar. Como diria o clichê futebolístico: a regra é clara. 🙂
Acho que full disclosure, o placar final, full disclosure vai ser, full disclosure, 4 a 2…
Pra quem? full disclosure ……full disclosure . .. pro ganhador, é claro…full disclosure …
Cézar, espero que o seu último comentário não seja alusivo ao vexame do meu tricolor, ontem, no minerão. 🙂
Achei divertida a idéia. Espero que seja um sucesso. Tirem-me a dúvida: o modelo do campeonado é semelhante ao da Copa do Brasil (mata-mata), logo, cadê as editoras menores? Avisem por favor qnd tiver uma série B ou repescagem,para eu avisar à minha editora :). Seria emocionante. Como “futebol” é sempre uma caixinha de surpresas, haveria sempre o risco de, como na Copa do Brasil, o título acabar na mão de um “azarão”, um Juventude, Paulista, Santo André ou Criciúma 🙂 Fica a sugestão para as próximas edições. (Além, claro, de envolver o grande público: que tal, por exemplo, as comunidades que discutem literatura no Orkut?) Abs, Claudio.
Imagine se fosse nos modelos do futebol americano.
É uma pena o Brasil ter adotado o modelo inglês.
Eu nem tinha visto essa discussão aqui. Chamou minha atenção um comentário falando sobre os jurados comentarem livros de autores que conhecem ou trocam links e bla bla bla. É impressionante como as pessoas se incomodam com esse tipo de coisa. Quer dizer que, se um amigo meu lança um livro, eu não posso resenhar? Não sei em que mundo vivem as pessoas que pensam nisso, mas aí vai um aviso para elas, direto do mundo real: há “n” maneiras de se driblar esse tipo de coisa. Se eu troco emails com um ou outro autor, só ele e eu sabemos dos emails. Entonces, posso elogiá-lo bastante sem ninguém saber que tenho algum tipo de amizade com ele, por exemplo. Minha sugestão: não se preocupem com esse tipo de coisa. Se o resenhista for canalha, ele elogia um livro ruim e ninguém vai saber o motivo pelo qual ele fez os elogios. Além disso, o elogio pode ser sincero, pode ser a opinião verdadeira do cara. Acontece. Não fiquem pensando em mutretas ou coisas do tipo. Leiam as resenhas (não estou falando apenas da Copa), vão a alguma livraria, folheiem os livros. E tirem suas próprias conclusões. Que chato isso de ficar pensando que todo mundo é corrupto ou curruptível. O Brasil não é só Brasília, caramba.
Rafael, desconfiança é um direito num país em que premiações têm sido notoriamente sesmarias distribuídas com critérios diversos, exceto o mérito.
Você pode resenhar os livros dos seus amiguinhos/empregadores/parentes/papagaio et al, mas revelar essas conexões me parece uma deferência ao autor e ao público. Até porque, se descobrirem depois, mesmo que você tenha usado da isenção mais salomônica, as pessoas sempre desconfiarão, e você pode comprometer não apenas o seu nome mas tb o do autor resenhado.
Bemveja, querido, você está convidado para o churrasco.
Mas é engraçado: só porque alguns sofrem da ausência de bom senso, o resto do mundo também é assim.
Rafael,
Você acha necessário explicar como os amigos podem fingir que não se conhecem?
Parece-me que ninguém aqui é ingênuo.
O motivo de incomodar é que muita gente se importa com Literatura.
Não tem nada a ver com “corrupção”, nada a ver com Brasília.
Que idéia!
Mas o tempo dirá.
Renata, por que não uma feijoada? É mais Macunaíma.
Veja, não se trata nem de bom-senso, que tb é recomendável, mas sim de evitar tanto malandragens quanto o auto-engano das pessoas que não se dão conta de que não estão antepondo o distanciamento suficiente entre obra, autor e meio social. No Brasil, esses vasos comunicantes em geral banalizam a discussão.
Mas como convencer as pessoas (especialmente você) de que as malandragens serão cuidadosamente evitadas se tanto as personalidades quanto as amizades dos jurados são suspeitas?
Enfim, já votou no seu livro favorito ao “título”?
Bemveja, você é o cara mais mala da internet brasileira. Você entrou na fila para ser chato três ou quatro vezes. Sinceramente, sua erudição de almanaque é soporífera.
Renata, não precisa convencer, basta agir de modo correto e transparente e pronto, honestidade é simples mas às vezes parece que no Brasil algumas pessoas esqueceram isso.
Um Defeito de Cor é meu favorito, mas não li nem sequer a metade dessa lista, inclusive nem li ainda o livro do Carlos Heitor Cony.
Ah bom, agora sim. Pelo jeito, achei que precisaríamos nos esforçar muito para te convercer de nossa singela honestidade. Tudo certo e resolvido, então.
convencer.