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Isabel Allende se defende da fama de best-seller
Vida literária / 06/08/2010

“Se meus livros vendem, é porque escrevo pensando no público, herança do jornalismo.” Foi assim que Isabel Allende, 68, justificou, sem que tivesse sido questionada a respeito, sua fama de best-seller. Vender muitos livros, num mercado difícil como o literário sempre levanta suspeitas sobre a qualidade da obra. Na mesa “Veias abertas”, realizada nesta quinta na Flip, com mediação do jornalista Humberto Werneck, Is...

O caso das três ‘linhas de força’: Reinaldo, Ronaldo e Beatriz
Vida literária / 05/08/2010

Falar sobre literatura não tem nada a ver com escrever, da mesma forma que ouvir escritores falando sobre literatura passa muito longe da experiência de ler. Eis o drama ou o pecado de origem de qualquer evento como a Flip: o que há de mais importante ou vital no objeto que se propõe celebrar sempre escapa entre os dedos. O que não é novidade nenhuma. Mas às vezes ocorre um caso como o da mesa “Fábulas contemporâneas”, hoje...

Patrícia Melo: crítica brasileira é ‘simplista e pobre’
Vida literária / 05/08/2010

A americana Lionel Shriver, autora de “Precisamos falar sobre o Kevin”, e a brasileira Patrícia Melo, autora de “O ladrão de cadáveres”, protagonizaram uma mesa simpática. Chamada “De frente pro crime”, a segunda conferência da quinta-feira foi recheada de declarações de cortesia mútua e surpreendentemente suave, tão focada em temas afeitos a certos clichês de feminilidade, como casamento e maternidade, qua...

Mais pancada: Scliar bate no Freyre ficcionista
Vida literária / 05/08/2010

Personagem central da 8.ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o pernambucano Gilberto Freyre voltou a receber críticas no evento, durante a primeira mesa de discussão, que contou com os professores universitários Edson Nery da Fonseca e Ricardo Benzaquen e o escritor Moacyr Scliar, hoje de manhã. As palmadas iniciais vieram do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que na conferência de abertura da festa...

FHC espanca Gilberto Freyre: homenagem é isso
Vida literária / 04/08/2010

Quem esperava o tom reverente e meio anódino que é típico das homenagens festivas deve ter levado um susto com a palestra de Fernando Henrique Cardoso sobre Gilberto Freyre, a primeira da Flip 2010, encerrada há pouco. Ponto para a Flip. “É muito fácil estraçalhar Gilberto Freyre”, disse o ex-presidente da República na mesa intitulada “Casa grande & senzala”, ao lado do quase mudo historiador Luiz Felipe de Alencastr...

Estou a caminho, mas a “Serrotinha” me alcançou
Vida literária / 04/08/2010

Pego daqui a pouco a estrada rumo a Parati (sem ípsilon, só aqui) e volto a escrever ainda hoje, assim que der, direto da Flip. Uma novidade importante: vou dividir a cobertura da festa com minha vizinha de Veja.com Maria Carolina Maia, responsável pela coluna Veja Meus Livros. Notícias e entrevistas também vão rolar lá, mas os posts sobre as mesas que a Carol acompanhar sairão aqui no Todoprosa, que assim, pela primeira vez em ...

Autores brasileiros, ausências e repetições
Vida literária / 02/08/2010

O caderno Prosa & Verso do “Globo” publicou uma polêmica reportagem de capa, sob o título “Olha a gente aqui outra vez” (todos os textos estão reproduzidos no blog do caderno), questionando o “alto índice de repetições” de autores nacionais no elenco da Flip este ano. O repórter Miguel Conde fez as contas e descobriu que “dos dez escritores brasileiros que participarão das mesas literárias até o encerramento ...

Flip, cada um faz a sua
Vida literária / 30/07/2010

Se você está indo à Flip pela primeira vez, talvez não saiba que quando ela nasceu, em 2003, a graça era sentar no banco da praça ao lado do Julian Barnes e puxar um papo de papagaio. Eu não estava lá, o que até hoje lamento de modo amargo. Contam que a caipirinha de Maria Izabel jorrava em fontes, as pousadas estavam repletas de vagas e as plateias contavam-se em dezenas, todo mundo confortavelmente abrigado na intimidade de u...

Lucia Riff sobre o ‘affair’ Wylie: agente não é editor

O mercado editorial americano foi sacudido na semana passada por um terremoto que promete se desdobrar em novos abalos no futuro próximo, à medida que as placas tectônicas se ajustarem num ambiente de negócios que o revolucionário livro digital, até ano passado pouco mais que uma curiosidade e uma promessa, começa finalmente a redesenhar na marra. No epicentro do fenômeno está o agente literário Andrew Wylie, de Nova York, um ...

Rushdie está escrevendo memórias da ‘fatwa’
Pelo mundo / 23/07/2010

Em sua segunda participação na Flip, mês que vem, o escritor indiano-britânico Salman Rushdie terá na agenda oficial o lançamento (pela Companhia das Letras) do romance “Luka e o fogo da vida”, uma continuação de “Haroun e o mar de histórias” (que está sendo relançado pela Companhia de Bolso). Não duvido, porém, que um livro ainda inexistente do autor acabe por roubar a cena em Parati. Em fevereiro deste ano, Rushdi...

Tweetuivo
Pelo mundo / 19/07/2010

Eu vi as melhores cabeças da minha geração destruídas pela concisão, pela conectividade excessiva, emocionalmente famintas de atenção, arrastando-se por comunidades virtuais às três da manhã em meio a pizza velha e sonhos negligenciados, à procura de um raivoso sentido, qualquer sentido, antenados que usam o mesmo boné ansiando pela aprovação conjunta e cética do dínamo holográfico projetado na tecnologia da era, que fe...

Os melhores começos inesquecíveis (II)

O primeiro parágrafo de “O estrangeiro” (Record, tradução de Valerie Rumjanek), novela que lançou em 1942 as bases da reputação do escritor franco-argelino Albert Camus como ficcionista-ensaísta-filósofo, é mais que um começo inesquecível. É a epígrafe de uma época e um insistente eco no fundo de parte significativa da literatura escrita desde então. Mersault, o enigmático narrador que entra em cena relatando com ind...

Eu escrevo como Lovecraft?
Pelo mundo / 14/07/2010

I write likeH. P. Lovecraft I Write Like by Mémoires, Mac journal software. Analyze your writing! Não, eu não creio que escreva como Lovecraft. Mas é o que garante o certificado acima, oficial e conquistado em jogo limpo com a ferramenta I Write Like (Eu Escrevo Como), a mais nova brincadeira a levantar marolas no pântano da web literária. “Confira ao de que escritor famoso seu modo de escrever se assemelha com essa ferramen...

Para escrever uma boa resenha
Vida literária / 12/07/2010

Pensando em como ajudar os leitores que quiserem participar do concurso de resenhas promovido aqui no vizinho “Veja Meus Livros” (saiba mais), lembro-me das cinco regras para uma boa crítica jornalística formuladas há décadas pelo escritor americano John Updike, que morreu ano passado. Uma resenha no fundo é um gênero fundamentalmente livre. Ressalvada a obrigação de trazer informações básicas sobre o livro em questão, v...

Os melhores começos inesquecíveis (I)

Desde os primeiros tempos do Todoprosa, que estreou há mais de quatro anos no extinto site “NoMínimo”, a seção “Começos inesquecíveis” foi sua marca mais forte. Não é difícil imaginar por quê. Em primeiro lugar, lembrar os grandes inícios da história do romance é uma forma de sugerir leituras do modo mais saboroso que existe, isto é, oferecendo pequenas provas. Se o começo agradou, por que não tentar o livro inte...

Por que não gostei do ‘Verão’ de Coetzee
Resenha / 07/07/2010

Acabo de confirmar no Google minha impressão inicial de que “Verão” (Companhia das Letras, tradução de José Rubens Siqueira, 280 páginas, R$ 44,50), o mais recente romance do escritor sul-africano J.M. Coetzee, foi um sucesso praticamente unânime de crítica, primeiro no exterior e depois no Brasil. Não faltou sequer o qualificativo de obra-prima para esse estranho livro de memórias ficcionais, o terceiro da trilogia “Cen...

Bom-mocismo nas letras
Vida literária / 02/07/2010

O post de hoje é um texto longo – longuíssimo, para os padrões da internet. Foi publicado em maio na revista “Veja Especial Mulher”, que retomou o fio de uma edição de 1967 – apreendida por ordem do Juizado de Menores – da extinta “Realidade” para investigar quatro décadas de mudanças na situação da mulher na sociedade brasileira. No caso das letras, a parte que me coube, a pauta acabou virando uma reflexão sobre...