A excelente revista eletrônica americana Words Without Borders se dedica à tradução para o inglês de escritores do mundo inteiro. Mereceria uma recomendação aqui de qualquer jeito, mesmo que a edição de janeiro de 2008, “Os sete pecados mortais”, não trouxesse um conto meu (brilhantemente traduzido por Fernanda Abreu), The Man Who Killed the Writer.
42 Comentários
Olha, que bacana! 🙂
Espero que vcs tenham passado uma excelente virada de ano…
Cássia, a virada de ano foi ótima, espero que também aí na Zona Sul. O 08 não vai nos decepcionar.
Putz, parabéns, meu caro!
autopromoção de novo, bah.
Que maravilha, Sergio! Tem como você também disponibilizar um link com a versão em portguês? Grande abraço!
Parabens Sérgio!
Esta comecando o ano no jet set international, hein?
Muito bom! Sucesso para ti!
Este ano quero ver se consigo alguns pontos e lanco uns contos em algum canto.
Sérgio,
Gosto muito do seu blog. Muito mesmo. Mas acho que vc deveria fazer menos auto-referências. Apesar de bem intencionado, acaba ficando meu chato e bajulador.
Abs e bom ano.
e.
É curioso alguém achar que um blog literário não deva se referir a obras do autor do blog. Auto-censura?
Um escritor pode perfeitamente falar de seus escritos, pois disso depende sua interlocução com vários tipos de leitores. Esperar que um livro se venda sozinho, ou que um conto publicado em outro país seja reconhecido espontaneamente é passar um atestado de inocência. No fundo, somos todos mercadores de nossas realizações, não?
O cara só fica chato quando é monocórdio, ególatra ou vendedor insistente. Não é o caso, felizmente. Parabéns, Sérgio!
Eu acho bem engraçado ler essas críticas a tal “auto-promoção”. Alex Ross, o grande crítico de música da New Yorker, criou até um blog com o nome de seu livro (http://www.therestisnoise.com), além de disponibilizar lá trechos de músicas para serem ouvidos durante a leitura além das resenhas que saíram na imprensa. Fora isso, posta sobre outras coisas. Ninguém o acusa de auto-promoção. Ah, Brasil..
Um escritor não pode promover seu próprio trabalho?
Não se o promove em 3 de cada 5 posts, Chatobá.
Cruzes! Acredito que alguém andou faltando às aulas de matemática.
Alguém que escolhe para si o apelido vaidoso de ‘Magnificat’ censura a auto-promoção dos outros… Há certas coisas que me impressionam…
Esse povo é doido, Jonas. O Sérgio pouco se “auto-promove” aqui. Só porque nos últimos posts ele resolveu falar um pouco mais sobre algumas coisas dele (e não sobre ele, é bom que fique claro), falam em “auto-promoção”. Como se “auto-promoção” fosse um crime, ou algo muito vergonhoso de se fazer. E ele vai dizer que é “ironia”, Jatobá.
Ei, pessoal!
Happy 2008 for all !!!
…
Quem ganhou a copa de literatura?
Meus agradecimentos aos leitores e amigos que apontaram o ridículo dessa estranha patrulha, mas não carecia. Se o post da semana passada até cabe na categoria (legítima, aliás) de autopromoção, este, obviamente, não cabe. É apenas uma sóbria notícia. Quem fez a promoção foi a Words Without Borders.
Klaus: para ler o conto em português, procure na página dele na WWB (no alto, à direita) o botão “PDF version available”. Ali está o original. Outra opção é comprar um exemplar de “O homem que matou o escritor” (Objetiva).
Abraços a todos.
Não, “peralá”…
Deixa eu ver se entendo bem como são as coisas.
1- eu crio um blog e ele é meu (deveria ficar subentendido, mas não custa nada ser enfático, redundantemente enfático, se é que isso não é a mesma coisa… sei lá)
2-meu blog fala de um monte de coisas e por ser meu pode falar de mim e do que faço. Certo?
3- lê meu blog quem quer e gosta.
4-quem não quer, não gosta ou acha que sabe o que devo ou não fazer pode ir até a porta de entrada que, por uma feliz ou infeliz coincidência é a mesma da saída e se cham bom senso.
Fala sério, a gente lê cada coisa.
blog é do cara e ele coloca aqui o que quiser, seja divulgação, seja sugestão ou auto-promoção, afinal de contas o blog é dele e ele faz o que quiser. Não gostou, tudo bem é um direito seu, mas dizer que não pode, que não deve é muita falta de noção.
Para os amantes da censura, tenho uma máquina do tempo com uma passagem só de ida para o golpe militar de 64…
Abraços Sérgio, valeu mais essa dica e pelo que vejo 2008 começou bem:
1-pelo sucesso;
2-pela inveja do seu sucesso.
Não, “peralá”…
Deixa eu ver se entendo bem como são as coisas.
1- eu crio um blog e ele é meu (deveria ficar subentendido, mas não custa nada ser enfático, redundantemente enfático, se é que isso não é a mesma coisa… sei lá)
2-meu blog fala de um monte de coisas e por ser meu pode falar de mim e do que faço. Certo?
3- lê meu blog quem quer e gosta.
4-quem não quer, não gosta ou acha que sabe o que devo ou não fazer pode ir até a porta de entrada que, por uma feliz ou infeliz coincidência é a mesma da saída e se cham bom senso.
Fala sério, a gente lê cada coisa.
blog é do cara e ele coloca aqui o que quiser, seja divulgação, seja sugestão ou auto-promoção, afinal de contas o blog é dele e ele faz o que quiser. Não gostou, tudo bem é um direito seu, mas dizer que não pode, que não deve é muita falta de noção.
Para os amantes da censura, tenho uma máquina do tempo com uma passagem só de ida para o golpe militar de 64…
Abraços Sérgio, valeu mais essa dica e pelo que vejo 2008 começou bem:
1-pelo sucesso;
2-pela inveja do seu sucesso.
Valeu, Mr. Writer. E olha que a edição da revista é temática, “Os sete pecados mortais”. Apropriado, não? Forte abraço.
blog não é diário pessoal, ou não o é necessariamente.
sérgio rodrigues está construindo o mais arejado espaço para debater a literatura no brasil. isso não é pouca coisa. e não, isso não é um diário pessoal.
ou não deveria ser. se vocês acham que aqui é espaço para autopromoção, muito bem, mas não contem comigo.
sérgio rodrigues nunca vai ser clarah averbuck, mas o todo prosa pode, afinal, virar um “blog todo meu”.
de resto, duvido que eu consiga explicar coisas elementares como essas de novo sem usar palavrão.
Ah, tá:
O Sérgio Rodrigues é o dono do blog e então o Sérgio Rodrigues tem razão sempre. E os leitores têm de concordar sempre com o Sérgio Rodrigues. Afinal, se é pra discordar, não precisa vir aqui ler o que o Sérgio Rodrigues tem a dizer. Ou você concorda com o Sérgio Rodrigues, ou procura o rumo do site mais próximo!
Que bela lógica essa, a dos fãs do Sérgio Rodrigues!
(E eu que achava que o TodoProsa fosse um SITE, e não o blog de um jornalista órfão do NoMínimo…)
Então tá, né?
P.s.1: Chatobá: “Magnificat” quer dizer algo bem diferente disso que você está pensando. Vai lá procurar na Mitologia da Igreja Católica que você descobre o que é.
P.s.2: Chatobá, gosto muito dos seus textos, viu (tanto ficcionais quanto os não-ficcionais)? No último final de semana, enquanto velava à cabeceira de um doente, reli o extraordinário “Lúcia antes da chuva” que, é claro, tornou-se um clássico da contística brasileira assim que foi publicado. Não fique tão irritado com as minhas brincadeiras: é que tenho um inegável instinto behaviorista dentro de mim. Já tentei até tirar com lixívia e esponja de aço, mas não deu: infelizmente para mim, ele está por demais entranhado em minha carne. Seja como for, de vez em quando gosto de fazer experiências. E é delicioso ver como, com os estímulos certos, todo mundo pula por aqui. Até o dono do si… digo, blog. A natureza humana é mesmo a mesma desde a Pré-História. Não mudou nadica de nada.
Dona de casa gorda:
Aceitaria dar a honra desta valsa a um velho ancião engelhado?
Dancemos, pois!
Na boa, não é porque é o Sérgio, podia ser o Zé dos Quinto dos Infernos. O espaço é dele, ele coloca o que bem entender. Justamente por conta de ninguém ser obrigado a concordar com ele. Se alguém achar que ele se “autopromoveu” ou não, é uma opinião pessoal de cada um, não é algo de se externar justamente aqui. Ao menos não de se externar com a autoridade de um senhor de todas as coisas, querendo que o cara mude de atitude. É como se alguém chegasse pra uma mulher bonita e dissesse “pô, dá pra você ser menos bonita?”. Eu ein. E Sérgio, carece sim. Não estamos te defendendo. Estamos falando contra essa praga de gente que não tem coisa melhor pra comentar e acaba falando coisas absurdas. O site é teu, você fala o que bem entender. Assim como qualquer um que tem um site ou um blog pode falar o que bem entender. Onde estamos vivendo, afinal? Tô com o Mr. Writer e não abro.
valsa a essa hora, magnificat?
só se for uma pequena cantiga à virgem maria. 😉
A trama se adensa. Temos uma dona de casa obesa que ameaça falar palavrão se eu não construir o mais arejado espaço para discutir literatura na internet brasileira. E um behaviorista que sofisma com as diferenças entre site e blog. Tudo muito impressionante, mas…
Esse papo está completamente fora de esquadro, virou maluquice total, como bem observou o Rafael R. Caso alguns leitores ainda não tenham percebido, e gostem disso ou não, eu sou escritor antes de ser blogueiro. O Todoprosa não seria o que é se não fosse assim. A pauta aqui quem faz é o escritor, sempre foi. O jornalista segue atrás, arfando.
Não, ninguém é obrigado a gostar do que eu publico, e reconheço que, por incrível que pareça, há pessoas que não gostam mesmo – ainda bem (para elas) que a internet é vasta. Mas também não vou ouvir com cara zen liçãozinha de moral de autoproclamadas vestais, muito menos as anônimas. Qual é, não agüentam um post gloriosamente simples como este, que dá a noticia – obrigatória, of course – da publicação de um trabalho do autor do blog num espaço relevante? Se for dor-de-cotovelo, como disse o Mr Writer, eu entendo. O que eu não entendo, porque não faz sentido, é a lamúria puritana de que oh, céus, o pobre Todoprosa nunca mais será o mesmo depois disso!
Que tal fazermos um esforço para não ser tão absurdos, senhoras e senhores? Vivendo no Brasil, não é como se precisássemos acrescentar algo ao absurdo reinante. (Pô, e eu achei melhor nem dizer no post, em nome da elegância, que lá na WWB estou formando uma dupla de ataque latino-americana com o Bolaño! Isso sim seria autopromocão de primeira, hein?)
Acho que é costumeiro na internet chegar e bostejar nos site e blog alheio o que bem se entende.
é um costume medonho que, lembro-me bem, dominava muitas das cixas de comentários do finado NoMínimo.
O cara ia no blog x e dizia que tava tudo um lixo, que os posts não eram bons e que o escritor só falava bobagens (o da Carla Rodrigues era cheia de idiotas assim).
Não digo que tenhamos que concordar com tudo que está aí, mas também acho de uma leviandade extrema essa pseudo-iconoclastia de querer só esculhambar e ir contra a opinião de alguém que disponibiliza e cuida de um espaço virtual.
Eu não concordo com muita coisa por aí na net, mas nem por isso saio dizendo o que dono do blog ou site x, y ou z devem fazer para agradar unicamente o bonitão aqui, porque acho que ele não deveria fazer de seu site ou seu blog o que bem entende.
Antes de criticar alguém, as pessoas deveriam aprender o que é e como se usar uma crítica construtiva.
Antipatia por antipatia não é nada produtivoa. Se for para sermos antipáticos e chatos vamos fazer isso de forma construtiva.
Se alguém quiser pode criar um outro espaço de forma que o mesmo seja exatamente o que o Todoprosa não é, ou como quisesse que ele fosse. Pode sim, eu deixo… (isso foi uma ironia, vai que tem alguém aí que também não entende disso)…
tá bom, estamos todos nos remoendo de inveja. e é só por ter muita inveja de você, sérgio rodrigues, que critiquei o uso desse espaço para autopromoção.
céus, parecem adolescentes. acho que falo pelo magnificat quando digo que torcemos por você. e torcemos bastante.
mas tem gente que gosta de ser ordenhado. puxar o saco não basta, é preciso ordenhar. você precisa mesmo disso, sérgio?
get a life, people.
Magnificat, mesmo gostando tanto dos meus textos, ainda assim acredito ser demasiado autoritário exigir que uma pessoa não divulgue os resultados de seu trabalho.
Ai, Jisuis, é o advento!
Eu só queria saber no que a literatura e o bom debate saem ganhando com essa discussão bizantina.
O pau quebrando e eu na praia, pegando uma cor…
Queéisso, minha gente!
Magnificat, vai procurar a sua turma! Cara, se o Sérgio não pode falar de si e do seu trabalho no PRÓPRIO Blog, então é melhor se matar!
Antes que ele pense em fazer isso, é melhor que faça você!
Abraços e um ótimo 2008 para todos!
Não sei porque vocês se surpreendem… Atenção: o nome do blog é TODO PROSA! O autor do blog é TODO PROSA. Qualquer coisa que se publique aqui passa pelo projeto do blogueiro vaidoso, que se dá uma importância que não tem. Nada de errado em ser prosa, acho até que está faltando vaidade nos autores brasileiros, que andam pouco confiantes e cabisbaixos… Surpreendente é os leitores não terem percebido isso ainda. Não tem duplo sentido em TODO PROSA. Consultem um dicionário.
Magnificat, você é tão mala, mas tão mala, que dá pena. Deve ter problemas sérios de auto-estima. Vai fazer análise em vez de ficar falando bobagens como “enquanto velava à cabeceira de um doente”!
Toda divulgação de boa literatura é bem vinda – de outrem ou de si mesmo, que diferença faz? É claro que comprar o livro é mais interessante para o autor e exatamente por isso devemos agradecer pela oportunidade de ler um belo conto gratuitamente.
Obrigada pelo presente, Sérgio.
E feliz 2008 para todos.
Sérgio,
Gostei do conto. Merece publicação na WWB.
Radar, me recorda Parraro. O ex-camisa 9 do Flu, que Nelson Rodrigues comparou a Flávio “Minuano”, fez 3 dos 5×0 no Bangu em sua estréia no longínquo Cariocão de 1980. Penso (é quase certo) que apenas eu, ele (e Milton Neves, claro) ainda nos lembremos da efeméride.
Em relação ao blog, que está ótimo, acho (como no dito popular) que “se melhorar, estraga”.
Alguns de nós sabemos o quanto é difícil (heróico, até) manter um espaço democrático, como este aqui, tão importante para todos (basta observar a assiduidade dos comentaristas).
Sérgio é escritor, precisa divulgar o seu trabalho e sabemos que são escassos os meios de divulgação. Se o autor não puder divulgar seu trabalho em seu próprio blog, chegamos a um quase paradoxo de Epimênides.
Caro Sergio Rodrigues, nunca foi tão pertinente o adágio: “os cães ladram, a caravana passa!”
Parabéns pelo ótimo trabalho e votos de um ótimo 2008 para o “blogger” e demais amigos do TP.
Forte abraço!
Claudio
Por força da virulência, da estupidez, da tolice, da vaidade, do orgulho, da altivez, da brutalidade, da incompreensão, da vanglória, da vilania, enfim, de toda esta polêmica, tenho uma declaração a fazer a todos:
SOU CONTRA!
E digo mais:
É A MÃE!
Agora sim, após acender a lâmpada da razão para apartar deste espaço as trevas que o encobriam, dormirei tranqüilamente o sono dos justos.
Justíssimo e pertinente o Sérgio comentar literatura nesse espaço, mesmo que seja a dele…
O importante é que o Sérgio, me parece, não censuraria um comentário negativo sobre a literatura dele (Sérgio). Então, quem quiser fazer considerações sobre os livros do Sérgio, que o faça, mesmo que não seja só levantando a bola do titular do blog.
Seria muito salutar….
E pra não dizer que só tergiversei, considero que “O homem que matou o escritor” tem um título bem melhor que a história… desculpe a franqueza.
Ai, Ignoto, que achado original!
Ninguém merece… Sérgio, parabéns e muito sucesso nesse ano e em todos os outros a vir.
um abraço,
clara lopez
Pois eh, concordo com o Mr. Writer e como Jatoba… porta da rua, serventia da casa…
Sergio, tua estoria tem algo de cronica e personagens sao bem contextualizados, desses que se pode ver andando nas ruas do Rio… nao sei bem se os gringos vao ententer, mas vale.
Sucesso em 2008 Sergio!
Olá Sérgio,
Parabéns pelo importante prêmio: você tem motivos para estar todoprosa!
Beijos da Carmen Moreno